Compartilhe
Ir em baixo
avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 3/12/2018, 12:18
Uma queda no dia 16 do reboot.

Primeiro, estou realmente envergonhado de mim mesmo, pois faz tempo que não passo dos 30 dias. Fico 15, 20 dias limpo, as vezes um pouco mais e caio, isso está me deixando frustrado. Preciso experimentar períodos maiores de abstinência. Na verdade, faz tempo que meu padrão tem sido esse. Meu recorde foi 60 dias, e isso foi no mês 5 desse ano. Pouco depois fiquei 43 dias. Não entendo porque não consigo manter um período maior...se ficar 28 dias pra mim é relativamente normal, porque não fico logo 60 ou 90?

É evidente que os benefícios são vários por manter esse padrão, comparando com a vida de alguém que tá mergulhado no vício, como falou o Leao Lipe aí em cima. Mas ta na hora de galgar metas maiores, ir mais longe. Estou sentindo essa necessidade.

Essa queda ocorreu devido ao fato deu ter ficado doente. Sempre que adoeço, fico muito fragilizado, preciso urgentemente aprender a manter o reboot nesses períodos. Conta também o fato de que estou a alguns dias sem me exercitar - é até difícil, pois me sinto mole e fraco, não sei ao certo o que fazer. Talvez se eu tivesse feito algum exercício eu não tivesse caído. A parte mental fica mais fraca também, eu percebo claramente isso...é realmente um período extremamente vulnerável. Essa queda poderia perfeitamente ter sido evitada. Os bloqueadores são o que mais salvam nesses momentos, mas eu intencionalmente dei um jeito. Na verdade, a fraqueza maior foi muito mais da parte mental do que sistema de bloqueio, efetivamente falando.

Vou no médico por esses dias, acho que tem alguma coisa errada comigo, estou com um quadro persistente de tosse e outros sintomas. Tomara que eu não esteja com nada grave.

Retomando o reboot imediatamente (quero chegar no final do ano com uma boa quantidade de dias, hehe, não vou me perdoar se isso não acontecer). Não sei bem qual vai ser minha estratégia pros próximos dias, estou realmente me sentindo muito mal. Vou investir tudo no bloqueio e na abstinência total de computador, pelo menos enquanto eu me recupero, aí depois eu retomo minha rotina de exercício físico e dopamina saudável.

Acho que por enquanto é só. Até a próxima.

_______________________________________
avatar
Mensagens : 431
Data de inscrição : 24/03/2018
Idade : 19
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 3/12/2018, 19:21
vierkenes escreveu:Uma queda no dia 16 do reboot.

Primeiro, estou realmente envergonhado de mim mesmo, pois faz tempo que não passo dos 30 dias. Fico 15, 20 dias limpo, as vezes um pouco mais e caio, isso está me deixando frustrado. Preciso experimentar períodos maiores de abstinência. Na verdade, faz tempo que meu padrão tem sido esse. Meu recorde foi 60 dias, e isso foi no mês 5 desse ano. Pouco depois fiquei 43 dias. Não entendo porque não consigo manter um período maior...se ficar 28 dias pra mim é relativamente normal, porque não fico logo 60 ou 90?

É evidente que os benefícios são vários por manter esse padrão, comparando com a vida de alguém que tá mergulhado no vício, como falou o Leao Lipe aí em cima. Mas ta na hora de galgar metas maiores, ir mais longe. Estou sentindo essa necessidade.

Essa queda ocorreu devido ao fato deu ter ficado doente. Sempre que adoeço, fico muito fragilizado, preciso urgentemente aprender a manter o reboot nesses períodos. Conta também o fato de que estou a alguns dias sem me exercitar - é até difícil, pois me sinto mole e fraco, não sei ao certo o que fazer. Talvez se eu tivesse feito algum exercício eu não tivesse caído. A parte mental fica mais fraca também, eu percebo claramente isso...é realmente um período extremamente vulnerável. Essa queda poderia perfeitamente ter sido evitada. Os bloqueadores são o que mais salvam nesses momentos, mas eu intencionalmente dei um jeito. Na verdade, a fraqueza maior foi muito mais da parte mental do que sistema de bloqueio, efetivamente falando.

Vou no médico por esses dias, acho que tem alguma coisa errada comigo, estou com um quadro persistente de tosse e outros sintomas. Tomara que eu não esteja com nada grave.

Retomando o reboot imediatamente (quero chegar no final do ano com uma boa quantidade de dias, hehe, não vou me perdoar se isso não acontecer). Não sei bem qual vai ser minha estratégia pros próximos dias, estou realmente me sentindo muito mal. Vou investir tudo no bloqueio e na abstinência total de computador, pelo menos enquanto eu me recupero, aí depois eu retomo minha rotina de exercício físico e dopamina saudável.

Acho que por enquanto é só. Até a próxima.

Cara, se tu acha que teu reboot tá esganado nos 28 dias e não passa daí, então significa que tu precisa se desenvolver mais, desenvolver mais estratégias, se esforçar mais ao ponto de dar o teu máximo mesmo, 100%. Só assim tu vai conseguir grandes metas, bem maiores do que 60 dias, te garanto irmão.

Abração!

_______________________________________




MEU DIÁRIO
http://www.comoparar.com/t7233-virando-o-jogo#177280


'''Aqueles que cultivam o hábito da persistência parecem ter um seguro contra o fracasso'' - Napolleon Hill


“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.” - Winston Churchill
avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 4/12/2018, 12:37
Valeu pela dica, Marker! Vou dar uma olhada no seu diário pra ver quais estratégias você desenvolveu no seu processo, talvez me seja útil.

Dia 1 do reboot.

Acordei agora de manhã me sentindo um pouco melhor.

Percebi que o segredo é não ficar parado e fazer as coisas se movimentarem. Eu até estou com vontade de arrumar a casa (tá caótico aqui, isso é ruim), mas é uma péssima ideia, se eu for limpar alguma coisa, é possível que isso agrida meu corpo e eu fiquei ainda pior. Senti também uma pequena vontade de correr, se eu for fazer algum exercício, vai ter que ser leve. Hoje faço alguma coisa, nem que seja um pouco que seja.

Percebi também, de forma muito clara, que cair hoje seria uma questão de ESCOLHA. Por um momento eu tive uma ereção, passou rapidamente pela minha cabeça a ideia de consumir P (por causa da queda de ontem, é evidente), mas meus dois anos ou mais de fórum me ensinaram que, nesse momento, isso seria uma escolha. Com isso claro, o caminho fica mais fácil. O problema mesmo é a falta de dopamina, pois nesse estágio, a queda se torna mais uma questão fisiológica do que de escolha. Mas podemos, é claro, optar por se mexer, ao invés de ficar parado, e aí está resolvido o problema.

Vou também evitar o fórum. Se eu sentir vontade de postar aqui, eu venho, mas no geral, acredito ser melhor evitar. Percebi que é bom ficar distante de qualquer coisa que remeta à P...é bom nem mesmo ler essa palavra ou relacionadas. Isso ajuda muito a se desligar disso, a limpar a mente. As vezes eu sinto agonia só de ler ou ouvir essa palavra, não sei mais alguém sente isso. Como se só isso pudesse servir de gatilho, ou ativasse ainda que levemente alguma coisa em meu cérebro.

Apesar da queda ontem, minha confiança se mantém. Meu método está claro pra mim (ainda tem o que aprimorar, mas no geral está bom).

Um extra: ontem, durante a queda, durante o próprio ato, eu fiquei pensando em....amor. Olhei pro rosto das atrizes e tentei imaginar elas na vida pessoal delas, em como seria totalmente diferente encontra-las na vida real. Fiquei imaginando se elas são amadas, fiquei pensando que talvez eu não sentisse atração nenhuma por elas, caso as encontrasse no mundo real (e isso é realmente irônico). Vi que o rosto é a única coisa que as diferencia no vídeo, a única coisa que as torna peculiar, eu literalmente me M olhando pros olhos da atriz, e isso foi muito engraçado.

Por enquanto é só. Até a próxima, e bom reboot pra todos!

_______________________________________
avatar
Mensagens : 431
Data de inscrição : 24/03/2018
Idade : 19
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 4/12/2018, 21:19
vierkenes escreveu:Valeu pela dica, Marker! Vou dar uma olhada no seu diário pra ver quais estratégias você desenvolveu no seu processo, talvez me seja útil.

Dia 1 do reboot.

Acordei agora de manhã me sentindo um pouco melhor.

Percebi que o segredo é não ficar parado e fazer as coisas se movimentarem. Eu até estou com vontade de arrumar a casa (tá caótico aqui, isso é ruim), mas é uma péssima ideia, se eu for limpar alguma coisa, é possível que isso agrida meu corpo e eu fiquei ainda pior. Senti também uma pequena vontade de correr, se eu for fazer algum exercício, vai ter que ser leve. Hoje faço alguma coisa, nem que seja um pouco que seja.

Percebi também, de forma muito clara, que cair hoje seria uma questão de ESCOLHA. Por um momento eu tive uma ereção, passou rapidamente pela minha cabeça a ideia de consumir P (por causa da queda de ontem, é evidente), mas meus dois anos ou mais de fórum me ensinaram que, nesse momento, isso seria uma escolha. Com isso claro, o caminho fica mais fácil. O problema mesmo é a falta de dopamina, pois nesse estágio, a queda se torna mais uma questão fisiológica do que de escolha. Mas podemos, é claro, optar por se mexer, ao invés de ficar parado, e aí está resolvido o problema.

Vou também evitar o fórum. Se eu sentir vontade de postar aqui, eu venho, mas no geral, acredito ser melhor evitar. Percebi que é bom ficar distante de qualquer coisa que remeta à P...é bom nem mesmo ler essa palavra ou relacionadas. Isso ajuda muito a se desligar disso, a limpar a mente. As vezes eu sinto agonia só de ler ou ouvir essa palavra, não sei mais alguém sente isso. Como se só isso pudesse servir de gatilho, ou ativasse ainda que levemente alguma coisa em meu cérebro.

Apesar da queda ontem, minha confiança se mantém. Meu método está claro pra mim (ainda tem o que aprimorar, mas no geral está bom).

Um extra: ontem, durante a queda, durante o próprio ato, eu fiquei pensando em....amor. Olhei pro rosto das atrizes e tentei imaginar elas na vida pessoal delas, em como seria totalmente diferente encontra-las na vida real. Fiquei imaginando se elas são amadas, fiquei pensando que talvez eu não sentisse atração nenhuma por elas, caso as encontrasse no mundo real (e isso é realmente irônico). Vi que o rosto é a única coisa que as diferencia no vídeo, a única coisa que as torna peculiar, eu literalmente me M olhando pros olhos da atriz, e isso foi muito engraçado.

Por enquanto é só. Até a próxima, e bom reboot pra todos!

Mano, eu acabei de lançar um texto no meu diário falando EXATAMENTE ISSO. Cair é uma escolha, irmão, você tá mais que certo. Já que você tá interessado no que eu uso pra me manter longe do vício, no texto que postei (agorinha) falo justamente sobre a Estratégia Matadora pra nunca mais ser escravo do vício e parar de recair ainda hoje (garantido). Se tiver afim de ver, cola lá mano!

Abração, brother!

_______________________________________




MEU DIÁRIO
http://www.comoparar.com/t7233-virando-o-jogo#177280


'''Aqueles que cultivam o hábito da persistência parecem ter um seguro contra o fracasso'' - Napolleon Hill


“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.” - Winston Churchill
avatar
Moderador
Moderador
Mensagens : 391
Data de inscrição : 02/10/2018
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 5/12/2018, 09:27
vierkenes escreveu:Uma queda no dia 16 do reboot.

Primeiro, estou realmente envergonhado de mim mesmo, pois faz tempo que não passo dos 30 dias. Fico 15, 20 dias limpo, as vezes um pouco mais e caio, isso está me deixando frustrado. Preciso experimentar períodos maiores de abstinência. Na verdade, faz tempo que meu padrão tem sido esse. Meu recorde foi 60 dias, e isso foi no mês 5 desse ano. Pouco depois fiquei 43 dias. Não entendo porque não consigo manter um período maior...se ficar 28 dias pra mim é relativamente normal, porque não fico logo 60 ou 90?

É evidente que os benefícios são vários por manter esse padrão, comparando com a vida de alguém que tá mergulhado no vício, como falou o Leao Lipe aí em cima. Mas ta na hora de galgar metas maiores, ir mais longe. Estou sentindo essa necessidade.

Essa queda ocorreu devido ao fato deu ter ficado doente. Sempre que adoeço, fico muito fragilizado, preciso urgentemente aprender a manter o reboot nesses períodos. Conta também o fato de que estou a alguns dias sem me exercitar - é até difícil, pois me sinto mole e fraco, não sei ao certo o que fazer. Talvez se eu tivesse feito algum exercício eu não tivesse caído. A parte mental fica mais fraca também, eu percebo claramente isso...é realmente um período extremamente vulnerável. Essa queda poderia perfeitamente ter sido evitada. Os bloqueadores são o que mais salvam nesses momentos, mas eu intencionalmente dei um jeito. Na verdade, a fraqueza maior foi muito mais da parte mental do que sistema de bloqueio, efetivamente falando.

Vou no médico por esses dias, acho que tem alguma coisa errada comigo, estou com um quadro persistente de tosse e outros sintomas. Tomara que eu não esteja com nada grave.

Retomando o reboot imediatamente (quero chegar no final do ano com uma boa quantidade de dias, hehe, não vou me perdoar se isso não acontecer). Não sei bem qual vai ser minha estratégia pros próximos dias, estou realmente me sentindo muito mal. Vou investir tudo no bloqueio e na abstinência total de computador, pelo menos enquanto eu me recupero, aí depois eu retomo minha rotina de exercício físico e dopamina saudável.

Acho que por enquanto é só. Até a próxima.

Força, Vierkenes! Espero que consiga resolver logo o seu problema de saúde e retomar com disciplina o reboot! Estamos juntos!

_______________________________________
Meu diário:
http://www.comoparar.com/t8382-diario-do-seeker


Meta 1: 90 dias          /         Submetas:   10 ( X )   30 ( X )  60 ( X )  90 ( X )

Meta 2:   120 (  )   150 (  )    180  (  )







avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 7/12/2018, 09:53
Valeu pra quem escreveu aqui...obrigado pelas mensagens.

Dia 0 do reboot.

Estou na merda e vim aqui desabafar um pouco. Mergulhei fundo no vício, como tinha tempo que não acontecia. Consumi um material horrível...

No momento, estou tentando bloquear tudo direto no modem. Inicialmente eu cai por uma brecha que não tem como fechar (a smart tv da casa de meus pais...realmente não dá pra fechar). Depois, descambou tudo. Se eu bloquear direto no modem, vai dar uma aliviada.

Outra coisa é que eu preciso decidir minha vida, seguir meu rumo de verdade. É incrível como aqui na casa dos meus pais, a coisa sempre desanda. Eu recaio com álcool, com P, com tudo. É foda. Eu só consigo ficar aqui chapado, e juro que não sou assim em outros lugares. Quando eu não tava aqui, eu tava até indo consideravelmente bem. Por um lado, é evidente que tenho que fazer o reboot e me manter sóbrio onde quer que eu esteja, aconteça o que acontecer. Por outro, eu tenho que me libertar do que essa casa representa pra mim; aqui fui extremamente infeliz, em muitos aspectos de minha vida. Eu ainda me sinto preso a esse lugar, não sei explicar. Mas eu hoje conclui que ficar aqui é o mesmo que buscar minha ruína mental completa. Eu retorno pra esse lugar pela consideração que tenho à minha mãe, mas mesmo gostando dela e tudo, a cada dia que passa eu vejo que é totalmente impossível eu ficar mais de 3 ou 4 dias com ela. Minha relação com minha família me causou danos psicológicos graves, e embora eu não tenha raiva ou sentimentos ruins por eles, a única vontade que sinto é de me afastar totalmente, ir embora, sei lá. E eu fico pensando que não deveria renegar a família assim (ou então não, deveria largar todo mundo aqui mesmo pronto!). Outra coisa é que foi aqui que eu comecei com o vício. Eu estou no mesmo quarto em que ficava no auge do vício, NO MESMO QUARTO! Só o computador que não é o mesmo, mas até a posição do computador é igual. Isso me causa um incômodo que vocês não tem ideia! E aqui é o único lugar que tenho pra ficar...É complicado.

Mês de dezembro, daqui a pouco é final do ano. Governo novo vai entrar, e Deus sabe como vai ser, o que não pode é eu continuar nessa. Mas é FODA mesmo, eu tava doente a uns dias atrás, dei uma melhorada e me agredi brutalmente (com álcool), depois de alguns dias convivendo com minha mãe. Não dormi ainda, to ouvindo trash metal, acabei de fazer M com P e to aqui pesquisando como bloquear tudo pelo modem (espero que dê certo, senão to frito).

As lembranças de sexo real agora me parecem distantes. Penso que nunca vou ser feliz na vida sexual...mas isso é besteira, porque eu vou concluir o reboot e vou ter uma vida sexual normal. Penso que sou um ególatra, que ao invés de interagir com o mundo, fica na eterna masturbação, estagnado. Um dia eu saio dessa.

Enfim, consumi bastante P como tinha tempo que não acontecia - faz um bom tempo que minhas quedas são sempre rápidas e pontuais. Hoje foi diferente.

Estou fraco, muito fraco. Estou meio perdido. Estou afastado da parte espiritual (a alguns dias que eu tinha reparado nisso)...vou me reconectar com essa parte logo.

Por enquanto é só. Acabei de bloquear P direto no modem, testei aqui e dei certo. Eu não fiz isso antes por causa de meu irmão que morava aqui, ele consumia P as vezes, mas agora que ele foi embora, vou bloquear tudo!

Até a próxima, e espero trazer melhores notícias.

_______________________________________
avatar
Mensagens : 337
Data de inscrição : 25/06/2018
Idade : 26
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 7/12/2018, 11:42
Vierkenes, me identifico com várias partes do seu relato, então vou tomar a liberdade de ter dar alguns conselhos por aqui.

Eu recaí depois de completar mais de 90 dias de Reboot. Depois disso, recaí várias vezes, e agora estou retomando o processo. É terrível esse sentimento de que você é incapaz de retomar o rumo, de se recuperar. Depois que você cai, parece mais difícil se levantar. Só que não há outra opção: ou nós nos erguemos, ou isso literalmente rouba nossa vida. Eu poderia dize que não importa o quanto você (ou melhor, nós) já caiu, mas importa sim. Seria mentira dizer o contrário. Importa tanto que a única solução possível é se levantar, continuar tentando. Ao invés de usar isso como uma força negativa pra te puxar mais ainda pra baixo, motive-se: afinal, se nossa situação é tão dramática, aí mesmo é que precisamos melhorar, superar isso.

Eu já tive problemas com minha família e continuo tendo. Todo mundo tem, em maior ou menor grau. Te digo, por experiência própria: procure sua independência. Se eu estivesse até hoje no mesmo lugar, nas mesmas situações e com as mesmas pessoas, provavelmente estaria pior. Mas não adianta mudar o cenário e os personagens se você não for capaz de mudar a si mesmo. Essa é a principal mudança. Não encare isso como rejeitar sua família ou se "livrar" de ninguém, encare como um processo natural. Pro desenvolvimento de um homem (de qualquer pessoa, aliás), é preciso "sair do ninho". Hoje eu me dou bem com meus pais, mas não me arrependo de ter saído, conhecido outras realidades, viver minha vida. Faço questão de manter o contato porque são as pessoas que me educaram, com todas as limitações, mas fizeram o melhor que estava ao alcance deles.

Tente levar consigo o que seus pais te passaram de bom. O restante, você filtra. Nós somos muito influenciados por eles, mas não somos eles. É sua vida que precisa se reerguer, e isso não tem nada a ver com "abandonar" ninguém. Tem a ver com não abandonar a si mesmo.

_______________________________________
Acompanhe meu Diário

Meta inicial: 30 dias (70% concluído)
Reboot (inicial): 21/90

avatar
Mensagens : 77
Data de inscrição : 29/08/2018
Idade : 29
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 7/12/2018, 13:26
Me identifiquei bastante com os dois comentários acima.

Faz 8 anos que eu saí da casa dos meus pais e tive que me virar no mundo. Já morei em vários Estados e lugares do Brasil. Mas, uma vez por ano, volto na casa dos meus pais para visitá-los. Inclusive agora estou de férias na casa deles.

Desde que cheguei aqui já recaí, minha ansiedade foi a mil, minha mente não para, estou com insônia, e essa noite tive vários pesadelos. Todas as vezes que eu estou aqui é assim. Do mesmo jeito que você, nesse quarto, casa e cidade eu passei por muitos momentos ruins e acho que isso acaba ficando nem que seja no seu subconsciente. Minha relação com meus pais tbm é complicada, eu também não sinto raiva deles, mas sem querer eles acabam me deixando muito, mas muito mal. Mas eu tento mesmo assim ser grato a eles, embora não consiga demonstrar muita coisa, por tudo que eles fizeram de bom pra mim. E fico como se estivesse tudo bem, mas não está.

Em uma sociedade que acha que os mais velhos tem sempre razão e que os filhos são sempre os ingratos, é difícil não me autojulgar e achar que eu sou um péssimo filho.

Mas é preciso ter autocompaixão e a consciência que nem sempre os pais estão certos, que eles também erram, e que eu sou um homem e um homem tem que decidir o que é melhor para ele, assumir as responsabilidades e arcar com as consequências. Chega uma hora da vida de um homem que ele tem que seguir seu próprio caminho.

Por isso eu acho que você deveria seguir seu caminho. A mudança maior vem de dentro do próprio ser. Mas chega uma hora que a gente precisa de mudança em todos os aspectos da vida. Mudar os ares. Recomeçar do zero.

Vamos em frente. Abraço!

_______________________________________


Meu Diário:
http://www.comoparar.com/t8193-diario-do-moonwolf-caminho-ate-uma-nova-vida
avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 10/12/2018, 12:51
Beren, você é referência pra mim. Quero ser movido por coisas boas também - eu percebo que você é movido por sentimentos muito nobres em sua batalha, e isso é muito inspirador.

Eu acabei de perceber isso, "ou nós nos erguemos, ou isso literalmente rouba nossa vida". Na verdade, estou me sentindo assim, fraco, como se eu tivesse perdido algo importante que passou bem debaixo do meu nariz.

Isso da independência é fundamental pra mim! Infelizmente eu sou muito dependente de minha mãe, tanto emocionalmente quanto financeiramente, e eu percebo que isso está me fazendo um mal muito grande! As vezes me sinto desesperado por ainda estar nessa condição, não sei o que fazer. Quanto a mudar a mim mesmo, eu consegui uma grande evolução, especialmente de 6 meses pra cá. Mas é curioso que, apesar de minha evolução ter sido geral e em vários aspectos, algumas coisas ainda permanecem cristalizadas. É como você falou no último parágrafo, mas embora essas coisas pareçam óbvias, eu ainda preciso de mais tempo e mais trabalho psicológico pra compreender verdadeiramente isso. Sua última frase é particularmente boa: "Tem a ver com não abandonar a si mesmo".

Moonwolf: de fato nossa sensação é muito semelhante. No caso dos pais, minha mãe ontem me disse que "eu não nasci com manual de instrução". Ter e criar um filho deve ser uma experiência cheia de erros - não tem como ter controle das coisas, não tem um caminho pronto, não dá pra prever exatamente onde algumas coisas vão dar; deve ser como mergulhar no escuro. É tentativa e erro (que nem no reboot!).

Quanto a isso de seguir meu próprio caminho....estou me batendo nisso. Provavelmente isso está até mesmo me impedindo de completar o reboot. Inicialmente, vou lidar com isso tudo com disciplina e fortalecimento. Quero ficar com pelo menos 21 dias pra começar a pensar e planejar minha vida. E se tudo der certo, isso vai acontecer no dia 1 de janeiro de 2019....Vou fazer questão de testar e conferir todos os bloqueios pra ver se está tudo fechado. Eu tinha dito que queria fechar o ano com uma quantidade razoável de dias e essa é minha última oportunidade.


Dia 0 do reboot (de novo!) - 10/12, para fins de registro.

Postando aqui de novo...

Estou me sentindo profundamente triste, pois nos últimos dias eu senti que retornei pra um estado de ignorância grande, aquele estado em que eu vivia, em que não tinha a mínima noção das consequências do vício, do quão torpe é tudo isso, quando eu achava que o amor não era pra mim e desprezava as mulheres e o contato sexual com elas. Depois de 1 ou 2 dias nessa (nem lembro...), ontem eu saí com um amigo. Meu amigo estava em modo de caça, queria "pegar mulher". Eu nunca gostei desse estilo, nem desse jeito de se referir às coisas, acabei criticando ele um pouco, mas depois eu vi que sou extremamente hipócrita, pois tinha esvaziado totalmente minha energia sexual horas antes, é por isso que eu disse pro meu amigo: "eu to tranquilo cara, não preciso ficar com ninguém". Eu disse isso pra ele mas menti muito pra mim mesmo. É claro que eu não estava tranquilo (tranquilo eu estaria se estivesse com 30,40 dias de reboot, independente de estar com alguém ou não!). Lidar com minha sexualidade ainda é muito complicado pra mim (será que eu já lidei algum dia? Nunca fiquei mais de 60 dias afastado de P, como posso saber o que é essa força realmente manifestada? Da última (e única) vez passei meses transando sem ter um orgasmo, eu realmente não sei o que é sexo). Meu amigo estava lidando com a energia dele, talvez não da melhor forma, mas lidando de frente, enquanto eu optei pela fuga. Triste realidade. Eu sei que eu não deveria pensar isso, mas realmente tenho me perguntado se um dia vou ter uma vida sexual plena e satisfatória.

Depois fui pra casa e tentei consumir P. O bloqueio direto no modem funciona muito bem, recomendo bastante mesmo, fortalece brutalmente o sistema como um todo. Como eu estava totalmente "foda-se" pro reboot - preciso entender como as coisas chegam a esse ponto, de total ignorância e desprezo - fiquei horas tentando acessar P, e embora tenha chegado perto de conseguir burlar, acabei desistindo porque tava muito trabalhoso e isso depois de tentar por um bom tempo. Aí me masturbei pensando na ex namorada (a essa altura aquele amor que eu sentia enfraqueceu bastante, durante muito tempo esse sentimento me fortaleceu absurdamente no reboot). Foi uma boa M e eu fiquei me perguntando porque sentia necessidade de um estímulo artificial. De noite, discuti com minha mãe, saí, bebi cerveja, fiquei chapado...(aqui vocês podem ver como foram os últimos dias pra mim). Encontrei uma menina pela qual eu sinto bastante desejo e com quem me dou bem e fiquei conversando com ela. Eu senti uma diferença grande nesse contato com ela, por ter consumido bastante P nesses dias. Não objetifiquei ela, mas eu sabia que se estivesse em outra situação, eu poderia ser mais expansivo, mais expressivo, ou algo assim. Eu não sei explicar bem, mas sempre que consumo muita P, eu trato as mulheres com desprezo, de forma contida e distanciada, como se não precisasse delas. Minha empatia e capacidade de conexão com as pessoas caí absurdamente, e caí ainda mais com as mulheres.

No final, voltei pra casa. De noite eu me senti um pouco mal, mas não fisicamente. Eu senti um mal estar espiritual - na verdade, uma crise de arrependimento. Um peso no peito, uma vontade de chorar, o desespero tomando conta de mim, e aí eu me joguei no chão e pedi socorro à Deus...fiquei achando que só ele poderia me salvar disso, e que eu sempre podia pedir esse auxílio, que se fosse sincero eu seria auxiliado. Eu notei que tinha esquecido dessa parte de minha vida a um tempo (até comentei no post anterior), e provavelmente isso contribuiu pra eu me enfraquecer desse jeito. Consegui me dedicar um pouco a isso ontem de noite, me lembrei que essas coisas existem e funcionam - vejam como eu estava afastado da parte espiritual. Hoje acordei um pouco mais iluminado do que nos dias anteriores. Até senti a fissura forte, o espírito quase totalmente entregue, cheguei a tentar uma única vez acessar P - "testar os bloqueadores", olha a desculpa - mas de fato, está bastante eficiente. Eu ia precisar checar pra corrigir de qualquer modo. Depois dessa quase queda consciente (porque eu estava na intenção de cair, não de testar os bloqueadores!), recebi aquela pequena luz do alto e de novo senti a mesma coisa de ontem de noite - uma vontade de chorar, um aperto no peito, por ter me entregue a algo que destruiu tanto minha vida. Estou emocionado nesse momento em que escrevo, com o peito opresso, mistura de angústia e arrependimento.

É companheiros, é preciso se cuidar mesmo. Ficar nesse estado em que fiquei - aquele, do passado - é terrível.

Essas últimas quedas foram mais espirituais, esse foi o ponto em que falhei. Eu me entreguei totalmente, esqueci do apoio do Criador, me senti desamparado, fiquei cínico. Essas quedas são as piores, pois elas parecem nos fazer retroceder muito no nosso progresso. Mas Deus é generoso e está mais uma vez me oferecendo uma nova oportunidade, tendo percorrido toda essa estrada, acumulado toda essa experiência. Na verdade, eu que me esqueci Dele, mas ele não esqueceu de mim. Bom, a vitória está na minha mão e só depende de mim. Gostaria de ser mais forte...vejo outros companheiros aqui que são bem mais perseverantes, mais humildes, mais exemplares do que eu. As vezes me sinto diminuído por isso, sinto como se minhas falhas fossem muito grandes, como se meu egoísmo e minha má conduta fossem gritantes e insuportáveis.

Preciso abaixar a cabeça pro Criador, ser muito mais humilde. Eu sinto que Ele quer me ajudar, mas eu sei que muitas vezes eu priorizo muito mais a mim mesmo e minha vontade e até ignoro o superior, talvez por vaidade, sei lá.

Bom, eu devia ter feito várias coisas hoje de manhã, mas ainda não fiz nada. To ouvindo música, parado na frente do computador, mas com aqueles sentimentos por perto, juntos e misturados (perdão, arrependimento, esperança). O que realmente importa: mais uma oportunidade me foi dada. Quantas vezes já estive no dia 0? Incontáveis, desde de que entrei no fórum (e antes disso todo dia era dia 0, vejam!).

Vou viajar hoje pra cidade universitária, quero ficar lá até um pouco antes do natal, uns 13 ou 14 dias. Vou me dedicar ao trabalho da universidade (tenho que entregar uma certa quantidade de páginas até o dia 20), aos exercícios físicos e outras coisas. Vou voltar a usar aquela tabela das atividades. Lá nem internet tem (e aqui na casa de minha mãe é cheio de dispositivo, que diferença). Eu espero que eu me sinta melhor, e que eu possa me fortalecer bastante lá (me exercitar todo dia, me alimentar bem, orar). Preciso cuidar particularmente da parte física (tenho adoecido com muita frequência).

Bom, me desejem boa sorte. Não tenho mais o que falar por enquanto.

_______________________________________
avatar
Mensagens : 77
Data de inscrição : 29/08/2018
Idade : 29
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 10/12/2018, 14:51
vierkenes escreveu:Beren, você é referência pra mim. Quero ser movido por coisas boas também - eu percebo que você é movido por sentimentos muito nobres em sua batalha, e isso é muito inspirador.

Eu acabei de perceber isso, "ou nós nos erguemos, ou isso literalmente rouba nossa vida". Na verdade, estou me sentindo assim, fraco, como se eu tivesse perdido algo importante que passou bem debaixo do meu nariz.

Isso da independência é fundamental pra mim! Infelizmente eu sou muito dependente de minha mãe, tanto emocionalmente quanto financeiramente, e eu percebo que isso está me fazendo um mal muito grande! As vezes me sinto desesperado por ainda estar nessa condição, não sei o que fazer. Quanto a mudar a mim mesmo, eu consegui uma grande evolução, especialmente de 6 meses pra cá. Mas é curioso que, apesar de minha evolução ter sido geral e em vários aspectos, algumas coisas ainda permanecem cristalizadas. É como você falou no último parágrafo, mas embora essas coisas pareçam óbvias, eu ainda preciso de mais tempo e mais trabalho psicológico pra compreender verdadeiramente isso. Sua última frase é particularmente boa: "Tem a ver com não abandonar a si mesmo".

Moonwolf: de fato nossa sensação é muito semelhante. No caso dos pais, minha mãe ontem me disse que "eu não nasci com manual de instrução". Ter e criar um filho deve ser uma experiência cheia de erros - não tem como ter controle das coisas, não tem um caminho pronto, não dá pra prever exatamente onde algumas coisas vão dar; deve ser como mergulhar no escuro. É tentativa e erro (que nem no reboot!).

Quanto a isso de seguir meu próprio caminho....estou me batendo nisso. Provavelmente isso está até mesmo me impedindo de completar o reboot. Inicialmente, vou lidar com isso tudo com disciplina e fortalecimento. Quero ficar com pelo menos 21 dias pra começar a pensar e planejar minha vida. E se tudo der certo, isso vai acontecer no dia 1 de janeiro de 2019....Vou fazer questão de testar e conferir todos os bloqueios pra ver se está tudo fechado. Eu tinha dito que queria fechar o ano com uma quantidade razoável de dias e essa é minha última oportunidade.


Dia 0 do reboot (de novo!) - 10/12, para fins de registro.

Postando aqui de novo...

Estou me sentindo profundamente triste, pois nos últimos dias eu senti que retornei pra um estado de ignorância grande, aquele estado em que eu vivia, em que não tinha a mínima noção das consequências do vício, do quão torpe é tudo isso, quando eu achava que o amor não era pra mim e desprezava as mulheres e o contato sexual com elas. Depois de 1 ou 2 dias nessa (nem lembro...), ontem eu saí com um amigo. Meu amigo estava em modo de caça, queria "pegar mulher". Eu nunca gostei desse estilo, nem desse jeito de se referir às coisas, acabei criticando ele um pouco, mas depois eu vi que sou extremamente hipócrita, pois tinha esvaziado totalmente minha energia sexual horas antes, é por isso que eu disse pro meu amigo: "eu to tranquilo cara, não preciso ficar com ninguém". Eu disse isso pra ele mas menti muito pra mim mesmo. É claro que eu não estava tranquilo (tranquilo eu estaria se estivesse com 30,40 dias de reboot, independente de estar com alguém ou não!). Lidar com minha sexualidade ainda é muito complicado pra mim (será que eu já lidei algum dia? Nunca fiquei mais de 60 dias afastado de P, como posso saber o que é essa força realmente manifestada? Da última (e única) vez passei meses transando sem ter um orgasmo, eu realmente não sei o que é sexo). Meu amigo estava lidando com a energia dele, talvez não da melhor forma, mas lidando de frente, enquanto eu optei pela fuga. Triste realidade. Eu sei que eu não deveria pensar isso, mas realmente tenho me perguntado se um dia vou ter uma vida sexual plena e satisfatória.

Depois fui pra casa e tentei consumir P. O bloqueio direto no modem funciona muito bem, recomendo bastante mesmo, fortalece brutalmente o sistema como um todo. Como eu estava totalmente "foda-se" pro reboot - preciso entender como as coisas chegam a esse ponto, de total ignorância e desprezo - fiquei horas tentando acessar P, e embora tenha chegado perto de conseguir burlar, acabei desistindo porque tava muito trabalhoso e isso depois de tentar por um bom tempo. Aí me masturbei pensando na ex namorada (a essa altura aquele amor que eu sentia enfraqueceu bastante, durante muito tempo esse sentimento me fortaleceu absurdamente no reboot). Foi uma boa M e eu fiquei me perguntando porque sentia necessidade de um estímulo artificial. De noite, discuti com minha mãe, saí, bebi cerveja, fiquei chapado...(aqui vocês podem ver como foram os últimos dias pra mim). Encontrei uma menina pela qual eu sinto bastante desejo e com quem me dou bem e fiquei conversando com ela. Eu senti uma diferença grande nesse contato com ela, por ter consumido bastante P nesses dias. Não objetifiquei ela, mas eu sabia que se estivesse em outra situação, eu poderia ser mais expansivo, mais expressivo, ou algo assim. Eu não sei explicar bem, mas sempre que consumo muita P, eu trato as mulheres com desprezo, de forma contida e distanciada, como se não precisasse delas. Minha empatia e capacidade de conexão com as pessoas caí absurdamente, e caí ainda mais com as mulheres.

No final, voltei pra casa. De noite eu me senti um pouco mal, mas não fisicamente. Eu senti um mal estar espiritual - na verdade, uma crise de arrependimento. Um peso no peito, uma vontade de chorar, o desespero tomando conta de mim, e aí eu me joguei no chão e pedi socorro à Deus...fiquei achando que só ele poderia me salvar disso, e que eu sempre podia pedir esse auxílio, que se fosse sincero eu seria auxiliado. Eu notei que tinha esquecido dessa parte de minha vida a um tempo (até comentei no post anterior), e provavelmente isso contribuiu pra eu me enfraquecer desse jeito. Consegui me dedicar um pouco a isso ontem de noite, me lembrei que essas coisas existem e funcionam - vejam como eu estava afastado da parte espiritual. Hoje acordei um pouco mais iluminado do que nos dias anteriores. Até senti a fissura forte, o espírito quase totalmente entregue, cheguei a tentar uma única vez acessar P - "testar os bloqueadores", olha a desculpa - mas de fato, está bastante eficiente. Eu ia precisar checar pra corrigir de qualquer modo. Depois dessa quase queda consciente (porque eu estava na intenção de cair, não de testar os bloqueadores!), recebi aquela pequena luz do alto e de novo senti a mesma coisa de ontem de noite - uma vontade de chorar, um aperto no peito, por ter me entregue a algo que destruiu tanto minha vida. Estou emocionado nesse momento em que escrevo, com o peito opresso, mistura de angústia e arrependimento.

É companheiros, é preciso se cuidar mesmo. Ficar nesse estado em que fiquei - aquele, do passado - é terrível.

Essas últimas quedas foram mais espirituais, esse foi o ponto em que falhei. Eu me entreguei totalmente, esqueci do apoio do Criador, me senti desamparado, fiquei cínico. Essas quedas são as piores, pois elas parecem nos fazer retroceder muito no nosso progresso. Mas Deus é generoso e está mais uma vez me oferecendo uma nova oportunidade, tendo percorrido toda essa estrada, acumulado toda essa experiência. Na verdade, eu que me esqueci Dele, mas ele não esqueceu de mim. Bom, a vitória está na minha mão e só depende de mim. Gostaria de ser mais forte...vejo outros companheiros aqui que são bem mais perseverantes, mais humildes, mais exemplares do que eu. As vezes me sinto diminuído por isso, sinto como se minhas falhas fossem muito grandes, como se meu egoísmo e minha má conduta fossem gritantes e insuportáveis.

Preciso abaixar a cabeça pro Criador, ser muito mais humilde. Eu sinto que Ele quer me ajudar, mas eu sei que muitas vezes eu priorizo muito mais a mim mesmo e minha vontade e até ignoro o superior, talvez por vaidade, sei lá.

Bom, eu devia ter feito várias coisas hoje de manhã, mas ainda não fiz nada. To ouvindo música, parado na frente do computador, mas com aqueles sentimentos por perto, juntos e misturados (perdão, arrependimento, esperança). O que realmente importa: mais uma oportunidade me foi dada. Quantas vezes já estive no dia 0? Incontáveis, desde de que entrei no fórum (e antes disso todo dia era dia 0, vejam!).

Vou viajar hoje pra cidade universitária, quero ficar lá até um pouco antes do natal, uns 13 ou 14 dias. Vou me dedicar ao trabalho da universidade (tenho que entregar uma certa quantidade de páginas até o dia 20), aos exercícios físicos e outras coisas. Vou voltar a usar aquela tabela das atividades. Lá nem internet tem (e aqui na casa de minha mãe é cheio de dispositivo, que diferença). Eu espero que eu me sinta melhor, e que eu possa me fortalecer bastante lá (me exercitar todo dia, me alimentar bem, orar). Preciso cuidar particularmente da parte física (tenho adoecido com muita frequência).

Bom, me desejem boa sorte. Não tenho mais o que falar por enquanto.

Fala Vierkenes. Vejo muita sinceridade nas suas palavras, cara.

Acabei de ler um trecho do livro " O milagre da manhã" em que vi umas citações:

"Desespero é a matéria-prima de mudanças drásticas. Somente aqueles que podem deixar para trás tudo
em que acreditaram podem esperar escapar."
— WILLIAM S. BURROUGHS

"Para fazer mudanças profundas em sua vida você precisa de inspiração ou de desespero."
— ANTHONY ROBBINS

Eu vi que de certa forma isso pra mim faz sentido. As grandes mudanças que eu tive na vida se originaram de uma insatisfação profunda, raiva ou angústia, ou desespero. Acredito que podemos canalizar esses sentimentos ruins que sentimos para uma mudança violenta de vida.

Estou lendo seu relato aqui e pensando também nos 12 passos do AA que eu uso para o meu próprio vício.
Estes são os 12 passos:
https://www.youtube.com/watch?v=-Z1eUnLTo8A

Aí nesse seu relato vi que vários desses passos você já deu.
Admitindo os seus erros, acreditando que Deus pode te curar, rogando que Ele te cure, refletindo sobre suas falhas, admitindo perante nós, outros seres humanos, se entregando a Deus para que Ele remova todo o vício, etc
Acredito que temos que lutar de todas as formas que estiverem ao nosso alcance, mas que quem vai realmente nos dar forças e curar é Deus, por meio do nosso esforço em concluir o Reboot.
Que nesse tempo antes do fim do ano nós consigamos nos manter sóbrios. Um abraço meu irmão.

_______________________________________


Meu Diário:
http://www.comoparar.com/t8193-diario-do-moonwolf-caminho-ate-uma-nova-vida
avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 15/12/2018, 17:39
Dia 5 do reboot.

Continuo na mesma merda de antes. To tão mal que deu vontade de tacar o "dia 0 do reboot", mas como eu não consumi nada de P,  vou manter no dia 5, mesmo não fazendo absolutamente nada do que deveria estar fazendo pra fazer o processo com qualidade.

Se não cai ainda, é porque o sistema de bloqueio que fiz parece ser definitivo, de novo tentei hoje burlar por um longo período e não consegui absolutamente nada. Por enquanto, estou totalmente dependente disso. Se não fosse o bloqueador, provavelmente estaria consumindo P todo dia, várias vezes ao dia.

Tenho consumido bastante álcool e maconha. To passando o dia todo chapado, as vezes fico até descoordenado e confuso pra fazer atividades do dia a dia. Bebendo com bastante frequência, não todo dia, mas quase isso. Anteontem bebi quase 2 litros de cerveja sozinho, cheguei em casa e fumei tanta maconha que quase apaguei, eu nem lembro deu segurando o cigarro de maconha antes de dormir. Não tomei banho, não tirei a roupa nem nada, simplesmente dormi. Curiosamente, acordei com uma ressaca leve e consegui fazer o dia seguinte render um pouco - vai explicar uma coisa dessa. Eu tinha comprado uma certa quantidade de maconha, mas acabou....e eu não vou comprar mais. Ficar nessa de fumar o dia todo é o mesmo de virar um zumbi pra mim.

Tenho me masturbado bastante, sempre pensando na ex namorada (é interessante notar que essa experiência com ela mudou minha perspectiva para M, eu quase nunca me masturbo pensando em cenas de sexo ou fantasias com alguma menina que eu conheço, eu sempre me masturbo pensando na minha sensação ao fazer sexo com ela). Sempre que me masturbo pensando nela, me pergunto porque eu fico tão fissurado por P, quando poderia fazer sem P. Talvez essa explicação esteja no ebook. Pensamento sobre sexo: 0. Aliás, minhas outras preocupações, especialmente as mais vitais pra mim, parecem estar consumindo toda minha energia. Sexo é a última coisa que estou pensando nesse momento. Eu ainda sou muito frustrado sexualmente, e reparei que isso é muito mais comum do que eu imaginava. Quando eu era virgem, eu achava que era frustrado por ser virgem, mas hoje vejo que muitos caras que tem vida sexual ativa, ou que fazem sexo regularmente, se sentem frustrados também.

Larguei totalmente os exercícios físicos. Nem lembro da última vez que fiz uma sessão de calistenia.

Meu trabalho acadêmico foi pro espaço. Eu tinha prazo pra entregar algumas páginas, não sei se vai dar, e não consigo me sentar pra escrever esse maldito trabalho. Não sei ao certo o que faço, talvez a solução seja fazer tudo em cima da hora mesmo, quando eu ver que não tem jeito nem solução. Nesse caso, a pressão vai me fazer bem. O trabalho pode ficar ruim, mas eu não to me importando com isso, só quero entregar e acabar com isso logo.

Tenho sentido fortes bloqueios na parte espiritual. Apesar de meu momento 5 dias atrás, não estou conseguindo parar para me dedicar um pouquinho a isso. Não sinto vontade nenhuma, e quando tento forçadamente, não consigo me concentrar, logo me desvio disso e vou fazer qualquer outra coisa.

É claro e evidente que toda essa situação não é a toa. Trata-se de uma grande dor emocional, de algo urgente, que atrapalha toda a minha vida a bastante tempo, e que contudo, eu não consigo resolver. Me vejo totalmente preso à essas coisas, o tempo vai passando e parece que eu não consigo me libertar disso (as vezes sinto isso com P também o tempo passando e eu ainda nessa). Estou me vendo totalmente atado, preso. Mesmo quando eu tava indo bem no reboot, ficando sem beber e me exercitando diariamente (já tive alguns períodos assim!), eu me sentia exatamente como agora, a mesma sensação: atado e preso. Essa sensação permanece, eu me sinto assim a pelos uns 13 anos. Com reboot ou sem reboot, chapado ou não, eu me sinto do mesmo jeito, a mesma angústia...

É óbvio e evidente que nada disso é desculpa. Mas eu fico me perguntando como quem está a muito tempo sóbrio (1 ano, por exemplo, ou mais), consegue lidar com algumas coisas. Li a um tempo atrás o post de um companheiro que terminou um relacionamento de 4 anos, isso deve doer de um jeito inimaginável, é muito tempo junto. E o cara, que tava a bastante tempo sem P, ficou firme e conseguiu levar adiante.

Se eu continuar nessa, é só questão de tempo (alguns dias?) pra ocorrer uma queda. O pior é que não estou vendo perspectiva de mudança. Sair pra correr ou fazer algum exercício me parece a coisa mais difícil do mundo, nesse momento. To passando o dia todo na frente do PC (200% bloqueado) ouvindo música e jogando paciência. E na maior parte das vezes, fumando maconha.

Bom, eu sei que ninguém aqui pode me ajudar com essas coisas mais específicas. Só estou desabafando mesmo.

Percebo também que não devo me envergonhar de estar aqui a quase 3 anos e não ter passado dos 60 dias (as vezes me sinto envergonhado por isso). Cada um aqui tem uma história particular, tem sua relação particular com o vício e com a vida em si. Então, como os percussos são diferentes, é totalmente natural que o tempo de cada um seja diferente. É importante frisar isso.  

Por hora, é só. Não se surpreendam se eu vir relatar uma queda nos próximos dias. Enquanto isso, vou ficando 100% na mão dos bloqueadores, que estão funcionando com altíssimo grau de eficiência.

Até a próxima.

_______________________________________
Mensagens : 84
Data de inscrição : 09/12/2018
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 15/12/2018, 22:47
Aproveitando o assunto morar com pais, convivência etc...

Também tenho uma relação muito complicada com meus pais. Foi o que o colega disse acima: só por serem mais velhos, acham que estão certos em tudo.

Isso me desgasta também. Eu teria condições de morar sozinho, mas ficaria muito apertado financeiramente falando.

Creio que além do reboot, o ideal para quem passa por isso que estamos passando é morar sozinho e não se envolver.

No meu caso, moro com meus pais e tenho uma pessoa, que gosto muito. Seria uma mudança muito radical na minha vida. Embora que saiba que isso seja o mais certo a se fazer
avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 16/12/2018, 21:52
Primeiro, resposta às mensagens.

Moonwolf: obrigado pela mensagem! Eu também vejo sinceridade em suas palavras, elas me transmitem um otimismo sereno, e eu estava precisando disso. Que todos nós consigamos nos manter sóbrios nesse período de fim de ano!

Gustav000: cara, ultimamente eu tenho tentado pensar sobre isso na base da paciência. Eu sei que um dia eu vou conseguir minha independência financeira e emocional, estou me esforçando pra isso. No futuro, quando a gente conseguir, talvez a gente olhe pra trás e ria, ou então perceba que as coisas se encaminharam como tinham que ser, no tempo certo. Esse é um pensamento reconfortante. Nossa hora vai chegar.

Dia 0 do reboot (de novo).

Bom, cai de forma lamentável, e de um jeito muito bizarro, eu simplesmente prefiro nem comentar.

Apesar de ter escrito bastante ontem, tem uma coisa muito importante que eu não falei aqui.

Tem mais ou menos uns 2 anos que eu faço sessões de psicanálise. Me ajudou muito com muita coisa - a eficiência desse trabalho e os benefícios na minha vida são inquestionáveis pra mim. Desde o início o meu vício em P era um grande problema, então eu sempre falei sobre isso com ela. E eu sempre soube que isso tudo tinha uma forte raiz psicológica (diria até que todo vício tem uma raiz psicológica). E então, na última sessão, eu finalmente comecei a entender esse componente, como ele opera na minha cabeça. E isso mexeu muito comigo, fazendo meu vício piorar.

Faz todo o sentido. Essa "teoria", digamos assim, não é algo tirado da cabeça do analista. Pelo contrário, tudo se encontra amparado no meu discurso.  Me deparei com coisas antigas, coisas de minha formação, e que de algum modo, me direcionaram para a P, fizeram com que eu me fixasse nisso. E agora, é o momento de desconstruir essas coisas,  de enfrentar algumas feridas emocionais correlacionadas e começar um processo de cura mais profundo e efetivo.

As 2 últimas sessões que tive mexeram muito com minha cabeça. O vício piora porque estou mexendo justamente na raiz dele, no ponto onde ele se sustenta. Mas depois isso vai se estabilizar e aí eu vou conseguir chegar bem mais longe.

Eu achei que deveria acrescentar isso.

Hoje de manhã vi uns vídeos sobre corrida, tentando descobrir por conta própria porque tenho sentido dores no joelho esquerdo nos últimos tempos. Eu não quero parar de correr (me faz muitíssimo bem, é um pilar do meu reboot!), parei por causa dessas dores, mas talvez corrigir a postura, maneirar a velocidade, alongar antes e depois, resolva meu problema. Isso se eu não tiver nenhum problema no joelho, mas eu acho que não é o caso. Amanhã de manhã vou dar uma corridinha bem leve, prestando atenção em cada passada e vou ver como me sinto, espero que dê tudo certo. Estou necessitando urgentemente me movimentar.

Agora de noite saí com uma amiga que eu não via a muito tempo, ela veio com um papo religioso, e eu me senti muito tocado com as palavras dela, senti que foi benéfico ouvir as coisas que ela me disse. Não consigo entender minha questão espiritual: as vezes sinto um forte arrependimento por tudo de ruim que faço (isso inclui especialmente ver P), e nesses momentos consigo orar com um certo fervor, pedindo auxílio. Noutros momentos, parece que eu estou totalmente desconectado, largado, indo na contramão de tudo, e aí acabo consumindo P. Pra mim tá mais do que provado que neglicenciar a parte espiritual é sinônimo de fracasso no reboot. Eu particularmente, preciso de mais constância e disciplina, isso é o que vai fortalecer esse lado meu. Constância principalmente: a fé é a mesma coisa que corrida ou musculação. É praticando que se fica melhor. Portanto, um dos meus compromissos é me dedicar diariamente a isso, mesmo que eu não esteja aberto, mesmo que não renda. Se por acaso meu coração estiver fechado, vou pedir por sua abertura. Se eu estiver cínico e descrente, vou pedir com fervor por um pouco de luz, de modo que eu possa sentir um pouquinho só dessa potência, e assim meu cinismo e minha descrença vai ser quebrada pouco a pouco. CONSTÂNCIA é uma palavra chave pra tudo isso. Eu sei que devagarzinho, eu vou conseguir me tornar forte espiritualmente e derrubar essas barreiras que me distanciam do Criador. Muitas vezes penso que enquanto eu não me submeter à Ele, eu nunca vou me curar de nenhum vício. Talvez essa seja uma das principais barreiras pro meu reboot: minha vaidade, minha prepotência, meu egoísmo, minha recusa em me submeter à lei divina. Eu me tornei um grande rebelde, e acreditem, paguei caríssimo por isso. Reverter tudo isso, me dedicar com fervor pela minha evolução moral e pedir que eu seja um instrumento da vontade divina é um dos pilares do meu reboot.



Como estive muito no fórum esses dias, e escrevi bastante também, só vou postar de novo daqui a 7 dias. As medidas pra nova tentativa são as mesmas de sempre, com prioridade urgente para corrida e calistenia (amanhã mesmo farei isso, sem falta). Só isso aí já vai dar uma diminuída brutal de qualquer fissura, e vai permitir que eu caminhe para mais dias. Esse é o início.

Até a próxima.

_______________________________________
avatar
Moderador
Moderador
Mensagens : 391
Data de inscrição : 02/10/2018
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 17/12/2018, 09:40
Força, Vierkenes!

Espero que, desta vez, você consiga ter um reboot mais consistente e duradouro!

TMJ!

Abraço!

_______________________________________
Meu diário:
http://www.comoparar.com/t8382-diario-do-seeker


Meta 1: 90 dias          /         Submetas:   10 ( X )   30 ( X )  60 ( X )  90 ( X )

Meta 2:   120 (  )   150 (  )    180  (  )







avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 19/12/2018, 16:26
Obrigado, grande Seeker! Vamos nos esforçar para que isso aconteça, fazer por merecer.

Dia 2 do reboot.

Primeiro, queria dizer que tem algum tempo que estou entregue à P. Tenho postado bastante, mas isso de ficar 5 dias limpo, depois afundar por alguns dias, depois 10 dias limpo pra afundar de novo, esse ritmo é de quem está entregue. Tem algum tempo que não passo mais de 1 mês firme no reboot.

Agora, um breve relato. Eu estava andando na rua ontem, quando eu reparei, literalmente, que as cores estavam meio acinzentadas. Eu não conseguia ver aquela força no azul do céu, nas paredes das casas e no mundo de modo geral. Acredito que deve ter tempo isso, talvez eu tenha passado a maior parte de minha vida assim, mas parece que só ontem eu caí na real. Continuei andando, triste, pois estava ciente de que estava destruindo a minha vida (com o vício em P mesmo!), até que vejo de relance a ex namorada. Parei alguns segundos pra olhar ela e continuei andando. Minha tristeza aumentou, a aí eu me recordei do seguinte: quando eu perdi a virgindade e fiquei uma semana fazendo sexo todo dia, um sexo maravilhoso e puro, eu me recordo perfeitamente que as cores ganharam uma força que eu nunca tinha visto antes (cheguei a comentar com um amigo que foi como se eu tivesse tomado LSD!). Bom, esse fato é realmente capaz de fazer isso com uma pessoa. Quando isso aconteceu, eu nem estava a tanto tempo limpo assim (devia estar com uns 15 dias, uma ER brutal). Ainda namorando com ela, lembro que cheguei aos 45 dias, outra vez nos 51, e essa sensação voltou de novo, de ver tudo com muito mais vida. Depois do termino, eu atingi a marca de 60 dias (meu recorde),e eu lembro perfeitamente que eu estava andando na rua maravilhado, sorrindo, vendo tudo colorido, bem colorido. Foi aí que eu caí na real: essa porra de P realmente destrói nossa vida. Ela literalmente arruína com nossa alma, com nossa parte mental, rouba as cores de nossa vida. Eu estou enxergando tudo acinzentado por causa disso (e agora eu tenho certeza absoluta de que essa é a causa) ! ! !

Outra coisa: a vários dias que eu larguei meu trabalho acadêmico. Nunca consigo fazer e tal. E isso porque? Pelo consumo de P! Sim, isso tira totalmente a motivação e energia pra tudo! Quem é viciado não tem plano, nem progride em nada que faz. O rendimento cai 80%, tudo desanda. Eu me recordo: os períodos que fiquei sem P (por 30 dias que fosse, já é suficiente pra colher um pouco de benefício) eu rendia bem mais e meu trabalho simplesmente andava!

Ontem foi o dia que percebi de forma muito clara como isso destrói minha vida.

Ainda ontem: tenho frequentado a casa de uma mulher bem mais velha que eu, inicialmente deveria ser uma amizade, mas a cada dia que passa eu penso que ela "dá mole" pra mim. Bom, eu não estou nem um pingo preocupado com sexo no momento, tudo o que eu mais quero é me formar e me livrar disso do vício em P. Aí começa o problema, porque perder o interesse por sexo é algo péssimo (não que precise ficar pensando sempre nisso, mas o cara que não procura parceiras, que não liga pra isso, é meio morto, e é isso que o consumo de P faz com a gente). Eu fui na casa dela, ela disse umas coisas estranhas, eu fiquei em dúvida da intenção dela. Se eu tivesse, digamos, com 60 dias limpo, eu teria certeza se ela tá interessada ou não em transar comigo, e provavelmente iria até investir de forma direta nela - a relação dá abertura pra isso. Mas como to com 2 dias de reboot, fico parado, uma cara de imbecil e de zumbi. Teve uma hora que ela trocou de roupa pra sair, colocou um vestido aberto nas costas, talvez tenha feito até de propósito, cheguei a ver uma parte do seio dela, por trás, e fiquei olhando (mas no fundo era desejo mesmo, e não o olhar pornográfico!). Pensei que ela é até que bonita, embora seja estranho pra mim a ideia de me relacionar sexualmente com uma pessoa da idade dela, nunca estive com uma mulher mais velha em um contexto que permitisse essa possibilidade. Resolvi ir embora (ela queria que eu ficasse mais). Depois eu percebi que é quase certo que ela me desejava, e aí me senti triste, não por não ter investido nela, mas por estar com 1 mísero dia de reboot e não sentir essa energia sexual dentro de mim, aquele desejo, aquela força que eu gastaria na cama transando com ela.

Fico até impaciente pra sentir isso de novo. Me lembro muito bem de como me senti ao atingir marcas maiores.

Ontem, caminhei por 1 hora e fiz o treino de calistenia, mas foi fraco, pois me senti sem energia. Hoje corri de manhã - ainda sinto dores, mas vou tentar pegar leve na corrida, indo bem devagar e alongando sempre. Ainda hoje, vou trabalhar um pouco com minha pesquisa e repetir a dose do treino de calistenia.

Estou considerando ficar na cidade universitária até o final do ano, só pra chegar lá com uns 12 dias limpo. Aqui nem internet tem, to numa lan house. Meu desespero é tanto que seria capaz de ficar aqui sozinho só pra isso. É complicado, pois na casa de minha mãe as chances de queda aumentam absurdamente (isso está muito mais do que provado pra mim).

Bom, por hoje é só. Hoje, treino de calistenia, pra mandar a fissura pro espaço e sentir mais energia no corpo!

_______________________________________
avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 27/12/2018, 10:32
Dia 10 do reboot.

Esses dias foram um pouco estranhos pra mim. Fiquei sozinho em um lugar isolado escrevendo meu trabalho. Comprei uma certa quantidade de maconha e fiquei fumando e escrevendo, quase sem sair de casa pra nada.

Nada saudável, eu sei. Pelo menos eu consegui adiantar o trabalho bastante, e isso me deixou feliz, pois eu estava angustiado sem conseguir fazer, achando que não ia concluir.

Por outro lado, ficar fumando tanta maconha e ficar totalmente só me deixou meio deprimido e paranoico. Larguei totalmente os exercícios físicos durante esse tempo, e como tava sem acesso à internet, nem tinha como recair. Depois de alguns dias eu comecei a me sentir terrivelmente deprimido e triste. O motivo: muita droga, nenhum movimento. Daí anteontem eu fiz uma sessão de calistenia meia boca, porque tava me sentindo fraco.

Hoje voltei pra casa de minha mãe, pois tive férias da universidade. Durante esse tempo eu trabalhei fortemente meu psicológico pra conviver com ela. É difícil, mas não é impossível. Estou sentindo a tensão diminuir bastante dentro de mim, na relação com ela. Claro que pode ocorrer algum atrito em algum momento, mas vou ficar na minha, cuidando de minhas coisas. E aí vai ficar tudo certo. Ter uma relação saudável com minha mãe seria um grande sonho pra mim, e parece que agora eu to conseguindo enxergar que isso é possível.

Quanto ao reboot em si, estou com 10 dias bem meia boca. Não dá pra dizer que fiz tudo como deveria até aqui. Quebrei o hard mode 2 dias atrás e aqui estou.

Uma coisa que tenho notado é um sentimento forte de frustração sexual. É de extrema importância resolver isso, pois eu sinto que esse sentimento pode fatalmente me levar à queda em algum momento.Eu preciso sentir e saber que eu tenho plena condições de arranjar uma parceira, que eu posso dar em cima de uma mulher que eu ache interessante, tomar um não, ou então um sim. Fica complicado prosseguir no reboot ficando 6 meses, 1 ano ou mais sem sexo. Bom, eu não quero ser essa pessoa, eu já perdi minha virgindade absurdamente tarde, eu quero experimentar mais a relação sexual, é algo bom, faz bem pra saúde, pra auto estima, pra tudo. Uma das minhas metas pra 2019 é fazer mais sexo.

Por enquanto é só. Hoje vou arrumar o quarto, fazer um treino de calistenia ou tentar correr (devagarzinho, pra dor não piorar) e continuar escrevendo meu trabalho.

Parece que a esperança se acendeu dentro de mim. É possível viver sem P!

Bom reboot pra todos!

_______________________________________
avatar
Moderador
Moderador
Mensagens : 391
Data de inscrição : 02/10/2018
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 27/12/2018, 10:37
Parabéns pelos 10 dias, Vierkenes! Sigo na torcida por seu progresso! Espero que consiga alcançar a sua meta de fazer mais sexo em 2019, estar resolvido nesse aspecto é fundamental para o sucesso de qualquer reboot!

Abraço!

_______________________________________
Meu diário:
http://www.comoparar.com/t8382-diario-do-seeker


Meta 1: 90 dias          /         Submetas:   10 ( X )   30 ( X )  60 ( X )  90 ( X )

Meta 2:   120 (  )   150 (  )    180  (  )







avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 31/12/2018, 13:23
Obrigado, grande Seeker! Suas mensagens são curtas, mas sempre revelam um otimismo, é bom pra quem lê.

Dia 14 do reboot.

Sem muitas novidades, apenas resolvi fazer um último post nesse ano de 2018.

Engatei definitivamente meu trabalho acadêmico. Isso é ótimo, eu gosto do que faço, ocupo meu tempo, sinto-me útil e tudo o mais. Penso menos besteira também.

Minha relação com minha mãe está muito melhor, e isso é outro motivo pra me deixar feliz. Além de viver com menos adrenalina no sangue e com mais qualidade de vida, acredito que isso impacta positivamente no reboot também.

O sentimento de frustração sexual continua. Não sei ao certo se estou em flatline. Estou tendo ereções pela manhã e também em outros momentos, de forma ocasional. Tenho pensado frequentemente em sexo, as vezes de forma indevida. Minha parte mental está bastante poluída, tenho tido pensamentos ruins sobre as mulheres. Isso é triste...por mais que eu tenha passado anos consumindo P e vendo as mulheres como objeto, eu sinto que eu nunca fui, de fato, assim, nunca concordei com essa visão de mundo e com esse modo de ser. É como se fosse só uma sujeira, que ao ser cuidadosamente limpada, simplesmente desaparece. Bom, vou continuar no reboot pra prosseguir com essa limpeza, estou certo de que tudo isso vai sumir um dia.

Estou ficando muito tempo em casa. Não que seja ruim - eu mergulho na minha tese e fico horas lendo e escrevendo, me sinto bem com isso. Talvez seja até bom, me mantenho realmente ocupado com um objetivo maior enquanto os dias passam e eu avanço no reboot. Na hora certa, eu vou "pro mundo", e lá dou a cara a tapa.

Hoje foi o terceiro dia seguido que me exercitei. Corri anteontem e hoje, e a dor está sob controle. Vou continuar correndo dia sim, dia não, controlando o ritmo e a postura, acredito que desse modo vou poder continuar correndo sem sentir dores fortes no joelho. Ontem fiz minha sessão de calistenia. Ainda sinto que estou fraco - fisicamente, fiquei muito tempo parado e só fumando maconha. Mas aos pouquinhos vou revertendo isso.

Eu nunca consegui manter o hard mode por muito tempo, mas dessa vez vou ir o quanto der. Eu quero muito sentir o "poder" causado por esse acumulo de dias, eu já experimentei isso e é muito poderoso. To um pouco ansioso pra chegar esse dia, em que eu vou sentir essa energia dentro de mim, em que vou usar isso de combustível pra muitas coisas, e em que arranjar uma parceira pra fazer sexo não vai ser problema nenhum, mas algo absolutamente natural, mera consequência da força fluindo. Pelos meus cálculos, estou a 6 dias sem me masturbar.

Bom, vou iniciar 2019 com exatos 15 dias de reboot. Não é tanto, mas já é alguma coisa.

Algumas de minhas metas para esse ano:

1 - terminar minha graduação
2 - atingir os 90 dias sem P
3 - fazer mais sexo e eliminar esse sentimento de frustração sexual
4 - tornar os exercícios físicos uma rotina definitiva

Tenho mais coisas, hehe. Mas essas são as mais diretamente ligadas ao reboot.

Lembrem-se de que um novo ciclo se inicia. Não vacilem, fortaleçam a esperança. O sol vai nascer amanhã de novo, e de novo uma oportunidade vai ser dada. Não interessa se é o dia 0 ou o dia 100, todo dia é dia de tentar mais uma vez, até alcançar o objetivo.

Nos vemos no pódio.

Feliz 2019 e bom reboot pra todos!

Até a próxima.

_______________________________________
avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 2/1/2019, 23:32
Dia 16 do reboot.

2 dias desde o último post, 8 dias de hard mode. Vim aqui mais pra desabafar um pouco do que pra relatar novidades.

Uma coisa me afetou bastante: a eleição presidencial. Não vou entrar em muitos detalhes, não é o lugar pra isso, mas eu estou realmente abalado. Na minha visão, o que ocorreu foi a vitória do fundamentalismo, do ódio e da intolerância. Essas coisas já existiam antes, mas eu acredito piamente que agora vai piorar e muito. Penso também no meu futuro, acredito que minha área de atuação vai ser diretamente afetada por isso, talvez até mesmo muito perseguida. Vão ser anos difíceis.

Fora minhas convicções pessoais, o que mais me preocupa é esse lance da minha área de atuação. Não sei como vai ser.

O lado positivo disso é que agora eu enxergo a necessidade urgente de se fortalecer cada vez mais e de romper definitivamente com práticas destrutivas e que só me enfraquecem. O vício em P é central nisso tudo. A única forma de ficar bem, garantir meus direitos e fazer alguma coisa pelo país é estando longe disso tudo. Com P não tem chance: é sucumbir e nada mais.

Estou pensando seriamente em colocar os jornais online que leio na lista de bloqueadores. Eu particularmente gosto muito de acompanhar as notícias, mas já tá ficando claro que nesse momento, isso não vai me fazer bem.

Estou tomado por fortes sentimentos de insegurança em relação ao futuro, e especificamente em relação à trabalho. Já estou ficando cansado dessa vida de pesquisador, é meio difícil ter como trabalho uma pilha de livros e um computador. Ou talvez seja minha vida que é desequilibrada, talvez se eu fosse uma pessoa mais ativa, com mais amigos ou algo do tipo, eu estivesse me sentindo melhor. Ou ainda, talvez seja o fato de que eu não sei lidar com a solidão. O fato é que saí hoje de manhã pra correr, fiz umas atividades domésticas, escrevi meu projeto e depois senti um vazio enorme dentro de mim...

Ainda está no início do ano, o pessoal tá de férias, algumas coisas não abriram, etc. Mas vou dar uma olhada na internet em atividades, lugares pela cidade, etc. Uma amiga me falou, por exemplo, de um centro de estudos budistas que tem aqui perto, é um exemplo de lugar que eu posso ir, lá eu me instruo sobre budismo, posso fazer umas aulas de meditação, conhecer pessoas.

Fica então como meta procurar lugares ou atividades pela cidade.

Em breve vou ter que me preocupar com meu futuro próximo. Me formo daqui a pouco tempo, não tenho muita ideia do que vou fazer depois, isso me enche de insegurança. E aí passa rapidamente pela minha cabeça a ideia de P (não que eu esteja com vontade, estou na flatline). O computador está muito bem bloqueado, chance 0 de cair por aqui.

Hoje me veio a cabeça a ideia de que o sentimento que tenho de frustração sexual talvez seja uma incapacidade de lidar com meus próprios problemas emocionais. É fato que perdi minha virgindade muito tarde, de que eu vivi altamente frustrado sexualmente por muitos anos. Parece que uma parte desse sentimento que eu tinha no passado permanece comigo. Por outro lado, eu penso que deveria estar me sentindo bem comigo mesmo, conseguindo lidar com meus problemas, pra depois procurar um relacionamento ou algo do tipo. Percebi de forma clara que sexo casual não me satisfaz, acho que seria até o contrário, iria me sentir ainda mais frustrado. Por enquanto, aguardo aquele pico da energia sexual, quando eu sei que vou naturalmente atrás de sexo, e provavelmente vou conseguir. Mas a questão não é essa, eu sei que estou pensando em sexo apenas porque estou com outros vazios. Se eu tivesse a experiência com GPs, certamente estaria com uma agora. Graças a Deus que nunca me envolvi com isso. Deve ser semelhante ao álcool ou outras drogas: você vai lá porque está se sentindo vazio, obtém um pouco de prazer e depois se sente muito pior depois.

É isso, amigos. Lutando pra não me desesperar e nem perder a esperança pelo país que vivo, e também pensando nos desafios próximos, no que vou fazer quando me formar (está perto!). Provavelmente vai ser uma fase difícil pra mim. Formado e desempregado...

[EDIT]: estou vendo claramente sinais prévios de que a coisa pode desandar. Não estou com vontade de consumir P, mas estou me sentindo morgado, com uma tremenda vontade de beber, meio morto e sem energia, a várias horas no computador jogando paciência e ouvindo música, etc. Esse é um padrão característico que precede minhas quedas. Como medida emergencial, vou fazer um belo treino de calistenia amanhã, tomar sol e dedicar um tempo pro mindset. Também vou planejar os próximos dias em relação ao reboot e à mentalidade, até que consiga sentir que estou totalmente firme de novo.

Gostaria de agradecer especialmente o usuário 5&4. O diário dele é um dos mais instrutivos e inspiradores do fórum, na minha opinião. Um verdadeiro exemplo a ser seguido!

Até a próxima!

_______________________________________
avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 4/1/2019, 22:56
Dia 18 do reboot.

Vim aqui relatar um pouco sobre meu processo e desabafar mais, dessa vez sobre uma questão relacionada (ou não) ao vício.

Continuo me sentindo meio morto e sem energia nenhuma. Ontem, depois de vários dias me segurando, bebi bastante. Como bebi também muita água e comi antes, o efeito e a ressaca foram menores do que o esperado, e eu acordei até que me sentindo bem. Hoje eu tive uma sacada óbvia sobre isso: eu tenho uma relação específica com um bar específico. Eu posso estar em outro lugar (todo lugar tem um bar por perto), e não necessariamente eu vou beber ou pensar nisso. Porém, esse lugar (que tem uma energia pesada de vício em álcool, mais ressaltada do que em outros lugares) me atrai de uma forma estranha, eu sinto que algo me puxa pra lá, e quando entro ali, as vezes sinto que alguma coisa faz com que eu permaneça naquele ambiente. Bom, isso tudo é meio bizarro, mas se aplica perfeitamente ao meu caso. Diria que cerca de 70 a 80% das vezes que bebo, é sempre nesse bar. Uma vez eu sai de casa pensando em ir pra lá e beber, tava fechado, tinha outros bares abertos, mas eu simplesmente retornei pra casa e fiquei sem álcool. Então, a partir de hoje, vou desviar o meu caminho normal e escolher um outro, de modo que eu nem mesmo tenha que passar lá. Preciso fazer isso, eu simplesmente sinto que tem algo de errado na energia daquele lugar que eu tanto frequentei em minha vida.

Não estou conseguindo manter a regularidade dos exercícios físicos. Infelizmente, se eu continuar dessa forma, posso até conter a onda em alguns momentos, mas não vou ter ganhos reais e não vou conseguir reequilibrar verdadeiramente meu cérebro. Vou voltar a usar o método da tabela de forma fiel, pra ter um controle perfeito da frequência e regularidade. Assim que der, retorno pra academia também, eu tinha bem mais disposição pra ir pra academia e malhar do que fazer treino de calistenia em casa. Meu maior problema (na vida e no reboot) é a constância.

Tem outra questão me preocupando. Hoje, pela primeira vez resolvi dar uma olhada na seção "namoradas de rebooters". Bom...foi uma verdadeira facada em meu coração. Me senti estranho, um mal estar, uma sensação de humilhação horrível. Quem acompanha meu diário sabe que eu tive uma única namorada (e isso aconteceu durante o reboot). Sabe também que eu nunca consegui me expressar sexualmente a não ser com ela - nunca tive outras parceiras e passei anos com esse lado da vida totalmente interditado para mim. Uma parte de meu relato é um desabafo. Um desabafo sobre como eu humilhei ela (até hoje tenho dúvidas se o motivo do término foram essas questões ou outras coisas, mas tendo a acreditar mais na primeira opção). Eu nunca consumia pornografia com ela por perto. Quando estávamos juntos, meu computador estava sempre 100% bloqueado, então eu realmente nunca consumi pornografia com ela por perto. Algumas vezes eu fiz isso enquanto conversava com ela pelo facebook - ela não sabe disso, mas eu me sinto um lixo, realmente um grande merda por ter cometido essa atitude, isso me machuca de uma forma que vocês não tem ideia. Certa vez ela me viu numa fissura muito grande, mexendo e remexendo no computador só pra deixar ele pronto pra na hora que eu me separasse dela, cair na P. Ela percebeu isso de forma clara...e eu realmente não consigo deixar de me sentir muito mal quando lembro disso (eu amava ela!). Essa seção de namoradas de rebooters é muito boa. Admito que é difícil pra mim ler, as vezes sinto angústia, me sinto um lixo, outras vezes me bate um arrependimento e um desejo muito forte de me livrar disso tudo o quanto antes. Se um dia eu arranjar uma namorada, não vou deixar de ler assiduamente essa seção, é uma grande proteção pra quem tem um relacionamento. Uma das coisas que me motiva a estar aqui fazendo o reboot é o compromisso absoluto em nunca, jamais levar esse lance de pornografia pra outro relacionamento. O que alivia um pouco minha consciência em relação à minha última experiência é o fato de que eu não menti em nenhum momento, eu expliquei com todas as letras que eu tinha um problema com pornografia, desde o início.

A outra parte do relato diz respeito a uma característica minha, a qual eu não tenho certeza do quanto é influenciada pelo consumo de pornografia (talvez tenha uma outra explicação para isso, talvez seja algo do meu caráter, ou algum elemento psicológico, sei lá). Eu já estou ficando meio paranoico com isso: se trata dos famosos "olhares pornográficos". Pelo que vi até agora, tudo isso piora absurdamente quando eu consumo pornografia (imaginava então como eu fui durante anos, durante o auge do vício!). E diminui com o tempo de reboot (talvez eu esteja simplesmente ansioso e isso vai desaparecer quando eu tiver atingido 90 dias ou mais). Mas muitas vezes eu fico pensando se tem algo a mais nesse comportamento, para além do vício. Eu ando me perguntando se eu estou, digamos, na média da maior parte dos homens (considerando que um grau leve disso é relativamente normal e até aceitável), ou se eu realmente me excedo muito, de modo até a ser desrespeitoso. Imagina só se eu tivesse uma namorada, o tormento que eu não ia passar! Primeiro, eu percebo que isso não condiz com o que se passa em meu coração - meus sentimentos e intenções são absolutamente contrários a essa atitude! Segundo, que é sempre um tormento lutar contra isso. Terceiro, que isso varia conforme meu estado geral (se estou firme e forte de propósito, ou se estou fraco, pessimista, etc). Uma vez minha psicóloga me disse que minha libido escoa muito pelo olhar (isso é realmente verdade). Eu diria até que isso pode ter a ver com o fato de que na maior parte de minha vida, eu nunca tenha desfrutado de sexo, nunca (com exceção dessa namorada) vi as mulheres desejáveis como alguém que eu poderia efetivamente me aproximar e ter um contato físico. De fato, toda minha relação com a libido e com o sexo oposto em situação de desejo se deu sempre pelo olhar. É como se eu pensasse "olha, aquela mulher é muito atraente, mas como é impossível pra mim me aproximar e beijar ela, eu vou olhar, vou me satisfazer olhando ela".

Essas coisas podem parecer estranhas, mas se alguém puder falar algo reconfortante ou relevante sobre isso, eu agradeço.

Até a próxima.

_______________________________________
avatar
Mensagens : 337
Data de inscrição : 25/06/2018
Idade : 26
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 5/1/2019, 00:44
Andando com minha mãe e minha esposa pelas ruas, vi uma banca com várias revistas pornográficas expostas na vitrine. Eu não estava na frente de nenhum computador ou celular, estava no "mundo real", normal. Grande parte da música, da estética, dos filmes, do palavreado, das interações sociais, da linguagem corporal, praticamente tudo está permeado pela sexualidade no nível mais baixo possível. Eu não sou puritano e não vejo o sexo e a sexualidade como coisas negativas, mas é inegável que nossa "civilização" tomou esses elementos e decidiu apresentá-los e incentivá-los do modo mais torpe e baixo possível. Quando eu digo isso, sou tratado como um tipo de moralista retrógrado (que seja, eu estou longe de me considerar um "conservador", apenas enxergo a realidade). Não romantizo o passado porque não vejo sentido nisso, mas hoje a maior parte das pessoas aparentemente encara a sexualidade sob esse prisma. Estamos longe de viver uma sociedade que enxergue o sexo de uma forma saudável e saiba lidar com o tema - é só perceber que, mesmo com toda essa cultura sexual, as pessoas desconhecem seus corpos, seus sistemas reprodutivos e questões sexuais básicas.

Desviei o olhar rapidamente - e é um conselho que te dou é fazer exatamente isso quando aquilo que você vê prejudica seu psicológico e serve como gatilho. Lutar contra o vício em pornografia não é lutar apenas contra sites pornográficos. É uma batalha contra toda uma cultura, toda uma dinâmica social. Estou cada vez mais certo disso.

Eu estou cada vez mais certo de que sites pornográficos são apenas uma fração - minúscula - do problema. Mas somos capazes de lutar contra isso e superar essa questão, e seus quase 20 dias de reboot comprovam isso.

Me desculpe se falei demais e se disse besteira. São divagações, mas espero que sejam úteis pra você, meu caro!

_______________________________________
Acompanhe meu Diário

Meta inicial: 30 dias (70% concluído)
Reboot (inicial): 21/90

avatar
Mensagens : 337
Data de inscrição : 25/06/2018
Idade : 26
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 5/1/2019, 00:49
Sobre a relação com o sexo oposto, eu vivi algo parecido, principalmente na adolescência. Eu também tinha uma péssima autoestima e não me achava capaz de ter uma boa relação, de ter algo real com pessoas reais. Mas eu sempre fui extrovertido e "cara de pau", então eu fazia várias tentativas (a grande maioria fracassadas). Tive boas experiências, mas na maior parte eram frustrações. A pornografia era um refúgio contra isso e, ao mesmo tempo, um agravante pro problema.

Quando tive minha primeira namorada, essa baixa autoestima e essa visão incapacitante me fizeram aturar situações que, hoje, eu sei que não precisava ter aturado. Traições, ciúmes e possessividade (sim, a mesma pessoa que me traía tinha ciúmes excessivos de mim), manipulações, joguinhos emocionais, etc. Eu aceitei isso durante certo tempo porque, afinal, ou era isso ou era a solidão, já que "eu nunca conseguiria ninguém".

Não vou me fazer de vítima, porque eu também fui péssimo. Mas passei situações terríveis que não desejo pra ninguém. Hoje, estou com uma mulher incrível em todos os sentidos. Então, essas coisas são fases, estações da nossa vida e dos nossos estágios psicológicos. Nada do que você está sentindo é anormal, mas você deve superar isso. Porque, obviamente, você é capaz de amar e ser amado e de ter algo saudável com uma mulher que te faça feliz e que você fará feliz. Agora, nesse instante, você pode se achar incapaz de conseguir isso, mas isso é momentâneo - não defina todo o seu futuro por um fragmento temporal.

_______________________________________
Acompanhe meu Diário

Meta inicial: 30 dias (70% concluído)
Reboot (inicial): 21/90

avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 5/1/2019, 09:53
Beren, suas palavras são extremamente relevantes pra mim. Eu sempre leio as coisas que você escreve (ultimamente mais no diário de outras pessoas do que no seu próprio), e dá pra perceber que temos uma visão parecida de mundo em muitos aspectos. Eu concordo em gênero, número e grau quando você diz que lutar contra o vício em pornografia é lutar contra uma cultura, lutar contra comportamentos e atitudes amplamente disseminados em vários âmbitos da sociedade.

Não falou besteira não (nunca li nada seu que fosse irrelevante, desnecessário ou algo do tipo, seus posts SEMPRE contribuem muito pro crescimento de quem lê).

Lá vamos nós, nadar contra a corrente (é nossa obrigação quando percebemos que o comportamento dominante leva à destruição). O complicado desse lance de desviar o olhar é que isso exige um certo grau de alerta e de compromisso espiritual. Talvez meu problema seja justamente esse, espiritual. Sou muito fraco nesse sentido, é por isso que me entrego tão facilmente a esse tipo de coisa. Mas vou fortalecendo isso aos poucos...cada vez que me arrependo e sinto um amargor dentro de mim por tudo que envolve o vício, é um pequeno movimento da alma para se distanciar do lamaçal.

Sobre o segundo post, a questão não é exatamente uma falta de auto estima. A primeira coisa que me machuca de forma muito profunda foi o fato deu ter perdido um amor intenso e que era mútuo por causa da pornografia. Isso já tinha destroçado tanto minha alma por tantos anos, em tantos aspectos. Eu achei que naquela época (eu já tinha um tempo de fórum), eu ia conseguir lidar com tudo, e isso não iria afetar meu relacionamento. Mas eu ainda não tinha pego o jeito do reboot, ainda não estava totalmente ciente do que devia fazer, etc. Então aconteceu o que eu temia. Eu perdi algo que eu valorizava ao extremo, exclusivamente por minha fraqueza moral. Perceber isso ainda me machuca muito. Talvez se fosse por outros motivos fosse mais tranquilo, mas me pesa demais ver que a pornografia me levou também isso, eu simplesmente não esperava. Eu não tenho mais nenhuma dúvida de que esse foi o fator determinante pra acabar tudo: a minha fraqueza e meu vício (admito que tinha tentado "me proteger", atribuindo o término a outros fatores, mas simplesmente não é verdade).

A lição foi tão dolorosa que está me servindo de um impulso poderoso pro reboot. Eu sei que isso aconteceu tem vários meses, mas me marcou muito. É uma dor medonha que não recomendo pra ninguém...

Você tem razão quando fala que tudo são fases e estações da vida. Parando pra pensar bem, não tinha como minha experiência não ser desastrosa, eu ainda estava muito afetado pela P e por outras coisas mais. Na verdade, isso contribuiu pra minha cura (a dor é pedagógica...depois dela é que a gente pensa: "isso não vai se repetir, acabou a brincadeira"). E o futuro é brilhante, pois eu sei que vou me livrar disso e viver algo até bem mais potente do que eu vivi. O complicado é que vai demorar, hehe (não sinto falta de estar com alguém, eu sinto falta de algo muito potente e forte. Eu poderia ficar com várias mulheres diferentes, poderia até namorar com elas um tempo, mas eu sei que essa potência e conexão que experimentei é uma experiência rara, que eu não vou encontrar na esquina).

Por enquanto é isso. Gostaria de dizer que embora essa tentativa não esteja em um nível excelente, meu grau de comprometimento está muito alto. Todas essas coisas que eu falei acima, os diários que estou lendo, a seção "namoradas de rebooters", perceber que essa é uma questão entranhada na nossa cultura, os dilemas da guerra espiritual, tudo isso tem um efeito benéfico pro meu psicológico e me leva pro mesmo caminho: nunca mais, em hipótese alguma, me envolver com qualquer coisa que lembre ou esteja relacionada com pornografia.

Agora devo passar um tempinho sem postar - e devo também pensar mais sobre essa tentativa, estabelecer estratégias, ver medidas efetivas. Amanhã completo 20 dias, mas eu sei que preciso colocar mais a mão na massa e aprimorar o processo, pois dias mais difíceis virão. Eu quero MUITO, MAS MUITO MESMO passar dos 90 dias dessa vez, acho que eu nunca quis tanto. Eu estou certo de que aqui no fórum eu vou encontrar todas as dicas e meios de que preciso pra fazer com que essa vontade não se enfraqueça.

Até a próxima e bom reboot para todos!

Nos vemos no pódio!

_______________________________________
avatar
Moderador
Moderador
Mensagens : 391
Data de inscrição : 02/10/2018
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 7/1/2019, 12:04
Com essa motivação toda, tenho certeza de que você baterá os 90 dias e seguirá além no reboot, Vierkenes!

Parabéns pelas 3 semanas alcançadas!

Sigo na torcida!

_______________________________________
Meu diário:
http://www.comoparar.com/t8382-diario-do-seeker


Meta 1: 90 dias          /         Submetas:   10 ( X )   30 ( X )  60 ( X )  90 ( X )

Meta 2:   120 (  )   150 (  )    180  (  )







avatar
Mensagens : 260
Data de inscrição : 25/03/2016
Ver perfil do usuário

Re: Diário - Vierkenes

em 13/1/2019, 13:03
Obrigado, grande Seeker. Seu apoio é fundamental. Bom saber que estamos todos juntos aqui.

Dia 27 do reboot.

Cá estou para mais um post.

Essa última semana eu viajei pro interior. Uma cidade turística, com muita natureza e muitos bares, etc. Foi muito bom, apesar de alguns "perrengues" que eu não estava contando. Me desliguei completamente de computador nesse período, e isso foi ótimo.

No dia 10 eu quebrei o hard mode depois de 16 dias. Desde o dia anterior que eu comecei a sentir uma falta muito grande de contato físico (quem consome P está sempre só e não tem a mínima ideia do que é ter a pele de outra pessoa roçando na sua). Resolvi sair pra tentar a sorte, já que estava em uma cidade badalada, cheia de jovens e tudo o mais. Nesse quesito, esses dias de reboot fizeram toda a diferença. Percebi que as mulheres me parecem naturalmente mais atraentes e bonitas - especialmente as solteiras, hehe - isso é muito positivo e vai se intensificar bastante com o andar da carruagem. Conheci uma menina, ela me deu mole, mas não consegui ficar com ela, acho que perdi o "time" da coisa, infelizmente sou muito lento nesse quesito. Mais tarde, pensando sobre o motivo deu ter passado tanto tempo sem conseguir fazer sexo, cheguei a uma conclusão óbvia: finalmente percebi que eu criei crenças fortemente limitantes em relação a isso. Crença de que o sexo é sujo, de que não é para mim ou de que não mereço, de que eu sou superior aos outros por não precisar disso (sem comentários!), etc. Não sei de onde vieram essas ideias, mas posso dizer que cultivei todas elas por mais de 10 anos, então ficaram bastante entranhadas na minha mente. Elas interferem na minha conduta ao abordar uma mulher. Isso é muito chato, mas quando eu interagi com essa menina que acabei de falar, eu fiquei o tempo todo repetindo pra mim mesmo: "não tem nada de errado nisso, ela é atraente, isso que eu estou sentindo é a coisa mais natural do mundo". Infelizmente, tive que ficar repetindo esses pensamentos pra começar a tomar alguma atitude (farei isso da próxima vez, creio que vai funcionar bastante no longo prazo). Teve uma hora que a gente chegou a se encostar fisicamente no sofá, nossos rostos ficaram bem juntos e eu tive uma ereção. E aí eu repeti de novo: "não tem absolutamente nada de errado em ficar ereto com esse contato, olha como ela é bonita e olha que sensação boa sentir a pele dela na minha, mesmo que seja um contato rápido. Ela também gosta e também precisa desse contato, exatamente como eu". Bom, eu não consegui ficar com ela, mas fiquei tranquilo quanto a isso. De noite senti a mesma falta de contato físico e acabei me masturbando. Foi um bom orgasmo. Agora vou recontar de novo, é bom ficar no hard mode. Enquanto isso, vou dar um jeito de desconstruir esse monte de abobrinha que eu construí na minha cabeça, não sei ao certo como fazer isso, mas darei um jeito. Esse é um passo fundamental pro reboot e pra minha felicidade também.

Além do benefício de sentir mais atração pelas mulheres, notei também que meu pênis está com um aspecto mais saudável. Não sei explicar bem, mas ele simplesmente parece maior e mais bonito. Mais um dos efeitos positivos que vão se intensificar bastante com o decorrer do processo.

Outra coisa que me aconteceu durante essa viagem é que eu cogitei a possibilidade de ir morar lá. Isso caiu como uma luva pra mim, uma nova perspectiva de vida (eu tava precisando!). Além de achar que as condições da cidade são muito mais propícias para meu desenvolvimento pessoa e como ser humano, em todos os sentidos possíveis, lá tem emprego. É claro que seria um desafio - ir morar em outra cidade, arranjar um emprego, se estabilizar lá e tal - mas eu acho que é muito propício e conveniente. Tem muita gente jovem empregada lá, muito estabelecimento, etc. É um plano para um futuro próximo (depois que eu me formar), mas que me dá um ânimo a mais, mais perspectiva de vida, de coisas novas, de mudanças, etc. Vou manter esse pensamento na minha cabeça, acredito que vai ter um efeito positivo na minha vida de modo geral.

O olhar pornográfico está bem controlado, felizmente. Como isso é algo que me incomoda ao extremo, faço esse esforço de educação do olhar com muito prazer. Acredito que isso vai diminuir bastante também, com o tempo de reboot. As vezes dou uma leve vacilada, principalmente quando me bate a sensação de frustração por causa das ideias que expliquei acima. Percebi também que é preciso cultivar sempre a conduta correta, lembrar sempre de que eu não devo fazer isso, que isso vai contra tudo o que eu acredito e sinto. Estou nutrindo um profundo desejo de me reconectar com quem realmente sou, com os valores que eu realmente acredito. Isso é uma das coisas mais importantes da vida, na minha opinião.

No mais, sem muitas novidades. Esses dias foram totalmente fora do eixo, então vou retomar a rotina o quanto antes. Usar a velha agenda para planejar os próximos passos, anotar os dias na tabela, bolar estratégias para o reboot, etc. Minha firmeza no processo continua muito alta, EU VOU CONSEGUIR CHEGAR AOS 90 DIAS NESSA TENTATIVA. Esse ano é definitivo nesse sentido: sem P e com mais sexo! E por consequência, com mais saúde, vitalidade e alegria.

Por hoje é só. Até a próxima!

_______________________________________
Voltar ao Topo
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum