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Diário - Vierkenes - Página 23 Empty Re: Diário - Vierkenes

em 4/8/2019, 09:00
Dia 37 do reboot

Em relação ao reboot, as coisas estão caminhando bem. Como eu disse antes, o grande lance é fazer o trabalho preventivo, evitar situações acidentais com gatilhos. Sem ser exposto a estímulos visuais, minhas chances de sucesso são grandes. A compulsão tá desaparecendo. Isso não é fruto de apenas 37 dias de reboot, mas de 3 anos e meio de tentativas, de vários 30 dias limpo, efeito cumulativo da experiência e de todo o tempo que eu já permaneci sem essa porcaria.

Hoje eu sonhei que estava consumindo P. Sonhei inclusive com os vídeos. Isso foi meio bizarro, acordei me sentindo triste com as lembranças. Parece difícil acreditar no comportamento que eu tinha antes de conhecer o fórum. Isso me deixou reflexivo, mas na verdade não é nada demais. Não devemos negar com muita força a P, pois ela fez parte de nós durante muito tempo. Temos que romper com o passado e fazer um novo presente, é claro, mas temos também que aprender com o passado, ao invés de negar e isolar ele dentro de nós, ou transforma-lo em uma fonte de dor. Bom, isso de sonhar com P não costuma acontecer comigo, mas aconteceu hoje.

Estou sentindo meu cérebro bastante limpo. Estou tranquilo. Alguns problemas - como os olhares fantasiosos - parecem ter ficado definitivamente no passado. Tem bastante tempo que não sofro com isso.

Olhando como um todo, estou feliz com minha evolução.

Estou usando um smartphone. Consegui configurar alguma coisa. Instalei o Spin, mas não consegui desinstalar o Chrome e outro navegador que já vem instalado. O NetAngel aparentemente não está mais disponível, testei o Qustodio, funcionou certinho. Tem um navegador (que no celular aparece exatamente com o nome de "navegador") que o Qustodio não está bloqueando. Estou com uma brecha aberta no celular. Estou fazendo um uso mínimo do celular, estou muito bem educado com aparelhos virtuais. Estou no controle do reboot, minha motivação tá alta. Mas mesmo assim, não é bom ficar com uma brecha aberta. Então se alguém puder me ajudar com isso, eu agradeço.

Ainda estou ajeitando minha vida pessoal. Vacilei e não fui na academia ainda. Tá um pouco difícil vencer a preguiça, to parado de novo. Mas essa semana que vem, sem falta, eu vou lá. Eu já fiz academia por 2 meses ou mais (não é tanto tempo, eu sei), então eu consigo fazer isso de novo. Agora eu to bem melhor, mais maduro, mais motivado, etc, então acho que posso ir mais longe. A academia vai ser um ganho maravilhoso pra mim como um todo. Vai turbinar o reboot. Malhando, vou conseguir ficar um bom tempo em hard mode. Dessa semana não passa!

Infelizmente, continuo com a vida social muito pobre. Não estou interagindo direito, e ainda não sei o que fazer em relação a isso. Pensei que o tinder é uma boa opção - até mesmo pra fazer amizade, é uma possibilidade do aplicativo. Vou tirar umas fotos legais e tentar de novo. O problema não é o aplicativo, é a pessoa que usa. A ideia é levar na esportiva, na tranquilidade. Não ficar ansioso, não ficar desesperado por contato. O bom mesmo é conversar numa boa, ir vendo e sentindo no que dá, e ficar tranquilo.

Desisti da ideia de me mudar de cidade, pois percebi que ainda tenho desafios aqui. Cheguei a sair por um dia pra distribuir currículo, mas percebi que isso é uma tarefa muito ruim pra mim, me sinto extremamente desmotivado pra isso. Estou pensando em alternativas de vida. Eu não preciso urgentemente de dinheiro. Minha relação familiar melhorou muito, estou conseguindo me sentir em paz em casa. Decidi que vou correr atrás de trabalho voluntário (eu não tenho experiência nenhuma com trabalho, então achei que seria muito bom, tanto pelo ganho humano e espiritual, quanto pelo ganho prático da experiência) e estudar pra concurso. Tem tempo que eu digo que vou estudar pra concurso, nunca consegui, mas vou trabalhar isso cada vez mais na minha mente, afinal, me parece uma das melhores alternativas pra eu conquistar minha autonomia e independência.

No mais, tudo tranquilo. Sem muito mais o que falar.

Continuo sem postar nos outros diários, mas sempre entro aqui, e sempre leio os relatos. É bom pra me lembrar da luta.

Bom reboot pra todos!

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Diário - Vierkenes - Página 23 Empty Re: Diário - Vierkenes

em 8/8/2019, 15:57
Dia 41 do reboot, 9 dias em hard mode.

Vim aqui falar um pouco do meu processo.

Acredito que estou em plena recuperação do vício em P. Nunca me senti tão tranquilo na minha vida. Fissura 0. Aos poucos me habituando a ter uma vida longe disso, de forma definitiva. Embora não veja possibilidade de queda, irei me manter atento. A batalha é pra sempre.

Nunca mais posso olhar 1 segundo sequer de P. Nem fotos, nem nada. É tipo o AA: evite o primeiro olhar, ou o primeiro click.

Então, estou no sucesso, por enquanto.

Obtive grandes vitórias psicológicas nos últimos dias. A impressão que tenho é que preciso aprender a viver - é como se até aqui, eu tivesse levado uma vida amarrada, sob imensa tensão e angústia, sem prazer, tendo que me drogar pra conseguir seguir em frente. Sem coisas básicas para uma vida razoável. Eu levava uma vida de merda, em vários sentidos. Finalmente, depois de muitos e muitos anos, tudo isso está se desfazendo. A sensação é indescritível.

Hoje, depois de muito enrolar, fui pro primeiro dia de academia. Minha meta é malhar 4 ou 5 vezes na semana, e intercalar com corrida. Aos poucos, vou me dedicando cada vez mais a isso - é bom dar atenção plena pros movimentos e pra postura, isso é fundamental. Consequentemente, a tendência é que eu cuide cada vez mais de minha alimentação, afinal eu quero crescer um pouco. Dieta saudável, é o que planejo. Com o tempo, minha vontade de fumar vai diminuir. Vou cortar o álcool durante a semana, deixando pra beber somente quando não treinar no dia seguinte (ou seja, apenas sexta e sábado). Bom, ainda é cedo, comecei hoje, mas vou seguir em frente. Espero somar ainda mais benefícios ao reboot e à minha vida como um todo.

No resto, vou relaxar um pouco em relação a emprego, já que não preciso disso de forma emergencial. Acho que estou evoluindo bem, me tornando uma pessoa melhor e mais madura, tenho certeza de que com dedicação e foco, as oportunidades vão surgir na hora certa.

Me sinto levemente frustrado por não estar namorando (sim, eu quero uma namorada!). Em outros tempos, esse sentimento era absolutamente destrutivo. Mas agora é algo leve, que logo passa. Esse meu desejo se deve ao meu histórico muito particular, afinal de contas, eu levei uma vida inteira isolado, me drogando, me afastando de tudo e de todos. Isso me levou a desejar de forma mais intensa o afeto e o carinho.

Agora de tarde passei em um lugar em que tenho muitos conhecidos. Eles gostam muito de mim, mas meu comportamento doentio impediu que eu criasse vínculos mais fortes. Para minha surpresa, ao chegar lá, repentinamente eu me vi bastante afetuoso para com essas pessoas. Olhando nos olhos, sentindo o afeto deles por mim, correspondendo na medida do possível. Recebi um convite para ir pra um show, em que um deles vai tocar. Parece besteira, mas pra mim isso foi incrível. Estou me sentindo feliz com essas pequenas coisas.

Tudo isso só foi possível graças ao reboot. Tivesse eu com 3 dias e teria fugido pro quarto escuro, ido pra última mesa do bar, tomado várias cervejas com uma carteira de cigarro, sozinho. Ficaria bêbado, depois ficaria com fissura, e iria consumir P, pra no final constatar minha solidão e meu profundo vazio. Mas espero, de coração, que esse tipo de coisa fique para trás. Do passado, só as lições, para que tudo isso não se repita.

Continuo trocando ideias com a tal menina de que falei uns posts atrás. Estou tentando levar na esportiva, ficar descontraído, mas a realidade é eu sinto cada vez mais desejo por ela. Isso não chega a me preocupar ou a me tensionar, é só um fato. Vou vivendo a vida, correndo atrás, e deixar as coisas acontecerem.

Próxima meta é 50 dias. Minhas metas a partir daqui são sempre 10 dias, até os 90, que é apenas o início de uma longa caminhada. Estou absolutamente confiante, mas não quero me deixar levar por isso, não quero ser um daqueles casos que caem aos 100 dias, chafurdam na lama e ficam com grandes dificuldades pra engatar outro reboot sério.

É meus amigos, estou aprendendo o que é a vida. Quero malhar, curtir, criar boas relações, ter uma vida mais saudável, namorar e fazer sexo, dentre outras coisas. Mas tudo isso são conquistas, que vem através de nossas ações diárias. Por isso, eu cheguei a conclusão de que a paciência é uma das melhores virtudes.

Vão com calma, que todos chegam lá. Uns mais rápido, outros mais lentamente, mas não tem problema. Cada um é cada um, cada um tem uma história e uma relação particular com o vício. Façam o que tem que ser feito, dia após dia.

Mantenho a dúvida em relação ao smartphone, do post anterior. Estou tranquilo, realmente nem estou pensando nisso, talvez eu pudesse seguir com uma brecha, me sinto forte o suficiente pra isso. Mas como não custa nada prevenir, é melhor.

Próxima meta, além dos 50 dias, é investir na socialização. Eu sou um cara legal, bonito até. Tenho certeza que se eu circulasse mais pelos lugares, não demoraria pra ficar com alguém, até mesmo conseguir sexo. Meu problema é que eu fico em casa e não vou pra lugar nenhum. Mas chegou a hora de mudar isso.

Por enquanto é só.

Bom reboot pra todos!

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em 8/8/2019, 18:07
Parabéns, Vierkenes!

Conto com seu apoio em meu diário.

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"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível."
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MEU DIÁRIO: http://www.comoparar.com/t8749-diario-do-francisco-25-anos#223613
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em 8/8/2019, 21:51
Parabéns Vierkenes, já acompanho seu diário há algum tempo. Fico feliz pelo o sucesso.

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em 13/8/2019, 16:36
Dia 46 do reboot

O reboot em si vai muito bem, obrigado. Absolutamente tranquilo quanto a isso, e sem nenhuma previsão ou possibilidade de queda.

Minha mente continua fortalecida nesse propósito. Um dia desses, quando estava muito angustiado, parei e pensei: "meu deus, eu estou me sentindo livre da pornografia! Caralho, não interessa que outras coisas não estejam tão bem assim, não interessa o fato de que eu não fico com ninguém, só o fato de estar livre dessa porcaria já é maravilhoso, e eu devo agradecer muito por isso".

Então, minha mensagem de hoje pra vocês é: não interessa o que esteja acontecendo, ou o que estejam enfrentando, fiquem longe dessa porcaria, pois com ela, TUDO vai por água abaixo. Se você tá mal, vai ficar 100x pior depois de consumir P. O fracasso é certo consumindo P. Só distante disso é que temos alguma chance de sucesso nas outras áreas da vida. Então vão seguindo no reboot, enquanto o resto se ajeita.

Comecei, de fato, na academia. O plano é malhar 5x na semana, no mínimo 4, de segunda a sexta. Se faltar algum dia da semana, repor no final de semana. Pretendo também adicionar corrida e caminhada nisso tudo. Finalmente, vou virar fitness (dessa vez eu consigo!). Nada como melhorar a saúde. Caso eu consiga manter uma constância e ficar firme nisso, os benefícios são maravilhosos. Então, vou me esforçar ao máximo pra não deixar a peteca cair.

Ainda não fui atrás de trabalho voluntário. Estou ocioso, e isso é um risco muito grande. É algo desanimador. Tenho alguns pequenos afazeres, consegui me matricular em uma disciplina da federal daqui, mas isso não é suficiente. No final de semana vai começar um curso que eu tenho interesse em fazer, eu irei. Espero que isso ajude a ter mais foco e perspectiva em minha vida, além de socializar em grupo. De qualquer modo, fica como tarefa a cumprir, correr atrás de trabalho voluntário, o mais rápido possível, inclusive. Até a sexta eu visito alguma instituição, ou deixo algum currículo, no mínimo.

A vitória psicológica foi absoluta. Cheguei em um ponto em que acredito que não retorno mais pro que já fui um dia. Estou pronto pra liberdade. Mas ainda me sinto um pouco desajeitado com tudo isso - como alguém que passou tempo demais preso e fica desorientado quando vai pra rua.

Creio que já me acostumei aos benefícios do reboot. A primeira vez que atingi essa marca de 46 dias, eu fiquei assustado com os efeitos! Era mágico, incrível, etc. Hoje em dia isso se tornou o "normal", e isso é muito bom! Consegui subir alguns degraus no nível de bem estar geral.

Aparência do pênis está muito boa. Quando ereto, está realmente bonito. Tenho ereções discretas pela manhã, algumas vezes em outros momentos, mas tudo na normalidade.

Sem nenhuma perspectiva de ficar com ninguém. Na verdade, sendo bem sincero com vocês, eu sinto muita falta disso. Vai fazer 1 ano e 6 meses que eu não fico com ninguém (e isso considerando que fiquei até os 28 anos sem tocar em uma mulher!). Tenho tentado pensar que eu não devo me julgar tanto, que cada um é cada um, cada um tem uma história e o seu desafio. Esse foi o meu - isso me causou níveis de angústia astronômicos, eu me embebedava e tinha vontade de morrer por causa dessa situação. Hoje em dia a frustração ainda aparece de vez em quando, mas está sob controle. Ainda em relação a isso, voltei novamente a usar o tinder. Acredito que é uma boa hora pra usar esse aplicativo. Eu já peguei um pouquinho de experiência, acho que dá conseguir algo lá. Vou tentar, mas sem muita neura, nem expectativa (esse é o segredo, é levar na tranquilidade e não ficar fissurado ou ansioso na frente da tela).

Pra quem acompanha meu diário, saiba que quando eu tiver uma vida sexual ativa, vai poder continuar lendo aqui perfeitamente. Hoje visitei um diário de um cara que tem até uma história bacana e tem futuro no reboot, mas as descrições sexuais dele eram absolutamente desnecessárias. O cara descreve o sexo todo com a mulher, as posições, faz até comentários sobre o corpo dela. É chato ler algo assim, fechei o diário, apesar do foco desse usuário no processo. Eu acredito que basta falar o mínimo e o básico, e o que tem relação com o reboot (se teve orgasmo normal, se teve EP ou ER, se foi bom ou não, etc). O resto é desnecessário.

No mais, não tenho mais muito o que falar. Estou evitando o álcool durante a semana, por causa da academia, e to tendo sucesso por enquanto. Malhar tira minha vontade de beber, fora que eu prefiro priorizar malhar do que o álcool. Vida social ainda continua relativamente pobre, e isso é péssimo. Estou, bem devagar, aprimorando isso. No sábado, fui pra um show com uns amigos, circulei um pouco pela cidade, e foi muito bom. Vou sempre dar uma olhada na agenda pra saber os eventos que estão ocorrendo. Pra quem tem problemas com isso, eu recomendo fortemente que tentem sair sozinhos, mas só se for algo que realmente os interessa - se for pra algo que não interessa, o cara não consegue ficar nem 15 minutos  no lugar. Shows são experiências muito boas. Dá pra ter uma ótima cartase, e ainda dá pra conhecer pessoas, incluindo alguma mulher pra ficar.

Vou seguindo, rumo aos 90 dias, a primeira meta de um longo caminho.

Bom reboot para todos. Obrigado aos companheiros Rottweiler e Francisco, pelas mensagens. Não vou decepcionar vocês do fórum.

Até a próxima!


Última edição por vierkenes em 13/8/2019, 17:20, editado 1 vez(es)

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Diário - Vierkenes - Página 23 Empty Re: Diário - Vierkenes

em 13/8/2019, 17:04
Boa tarde vierkenes, mt legal seu relato.
Só queria comentar sobre o meu caso em comparação com o seu. Eu sinto muitas coisas parecidas com vc, mas a minha situação é o contrário, tenho 25 anos e já saí com tantas mulheres que não faço nem ideia da quantidade...e o que posso te dizer é que sair com muitas mulheres não muda como a gente se sente mal em relação ao vício e a culpa. As vezes deixa até mais difícil identificar o problema. Mas já tô me inspirando em vc, vc tem muita força de vontade. Parabéns.
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em 15/8/2019, 11:16
Cai no dia 48, amigos.

Eu sei que meus últimos posts estavam muito bons, com uma boa mentalidade e tudo o mais.

De 2 dias pra cá, enfrentei grandes turbulências. O problema é que eu me vi tomado pela total falta de perspectiva em minha vida. Não estou conseguindo enxergar uma saída pros meus conflitos. Isso me fez cair (e certamente não vai me ajudar a resolver minha questão!). No fundo, ainda me vejo preso no mesmo lugar de sempre. Na mesma situação de sempre. É como se eu estivesse a 15 anos tentando tirar um espinho que me incomoda muito, no pé, e nunca tivesse sucesso. Esse espinho atrapalhou toda a minha vida, desde então. E eu ainda não consegui tirar ele. Eu já não sei mais o que fazer em relação a isso. Me sinto cansado. Como pude viver assim por tanto tempo?

Eu tive escolha. Mas meu estado mental negativo estava pior. Tomei a decisão com uma dor no peito, quase uma lágrima de arrependimento (antes do ato). Fechei a janela do quarto quase chorando.

Eu disse em um post anterior que estava pronto pra liberdade. Parece que não foi dessa vez. Mas eu terei sucesso, eu sei disso.

Acabei me isolando ainda mais. Isso vai...me destruir por dentro. Matei um pouco do amor dentro de mim, por puro ódio. Minha "pena" para isso vai ser mais isolamento. Isolado eu não posso manifestar o amor. E amor quando não é manifestado, vira ódio. Isso pode fatalmente terminar em pornografia. Os efeitos são reversíveis. Mas como eu dei um rápido mergulho no fogo do inferno (a pornografia), vou ter que sofrer um pouco com as queimaduras em minha alma.

Estou totalmente perdido e desorientado. Como não sei o que fazer - não consigo enxergar solução pra algumas coisas - vou fazer uma longa caminhada na praia hoje, na esperança de que isso clareie minha mente e me dê serenidade. A água do mar vai ajudar a limpar a fortíssima energia negativa que se apoderou de mim esses dias.

Assisti um vídeo comum, sem nada demais. Consegui ter um pouquinho de olhar humano para aqueles seres. Me ocorreu a ideia de que eu sou uma pessoa gravemente doente: aparentemente, só consigo ter contato com sexo através de uma tela. Não consigo fazer sexo - isso é muito grave. É pior do que ter DE, a meu ver.

Lembrei que meu único relacionamento acabou por causa disso. 99% dos motivo foi o vício em pornografia. As vezes penso que não estou pronto pra isso. Outras vezes, que sou um filho de Deus e tenho direito a carinho, afeto, amor e sexo. Até os piores bandidos, os caras mais cruéis ou os mais feios tem a sua cota. Eu não tenho a minha, por enquanto.

Mentalidade a pior possível. Só estou pensando coisas altamente negativas. Isso é muito propício pra continuar num ciclo de quedas. Que Deus tenha misericórdia de mim e me auxilie a limpar meu coração e a minha mente.

Sigo conforme a vontade de Deus...só ele sabe os desafios que enfrento, porque eu caí. Só ele pode me julgar, mais ninguém.

Eu zoei a porra toda. Sou um fodido e um canalha, mereço tudo de ruim que vier. Emiti negatividade, colhi negatividade.

Bom, a brecha é impossível de fechar. Só não vou falar o que é pelo fato de que alguém pode ter a mesma ideia. Mas não tem como fechar. Tentei colocar o opendns aqui (seria uma camada a mais de bloqueio, poderia ter me salvado agora), mas não obtive sucesso.

Estou perdido, como disse acima, mas continuarei no reboot.

Obrigado por quem me acompanha. Sinto muito ter decepcionado vocês nessa tentativa.

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em 15/8/2019, 13:26
Cara não desista, vejo que você crê em Deus, é o meu caso. Pedi para Deus me libertar mesmo que seja doloroso e pedi para que ele usasse a garota que amo para me libertar do vicio... E foi o que aconteceu... Magoei a garota que eu mais amo na vida, e só assim consegui me livrar.
Cara grande parte desses pensamentos são sintomas de abstinência, você tem que trabalhar nisso. Eu sei disso pois também tenho esses pensamentos, cada vez que vem um pensamento assim eu começo a conversar com Deus, agradecendo pelas coisas boas, e quando os pensamentos ruins vão embora, eu tenho uma paz, e uma esperança.
Vamos cara você é mais forte que o vicio, eu sei disso todos nos somos!

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Ou uma oportunidade
para ter tudo o que você sempre quis
um momento
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em 15/8/2019, 19:28
Meu caro Vierkenes, esteja certo de que tem minha solidariedade. Acompanho sua saga há um tempo e, conforme até já conversamos, temos umas coisas em comum a propósito de condição psíquica.

Posso imaginar como está sua mente neste momento, posso imaginar bem a sensação de se ver dominado por essa "fortíssima energia negativa", a dilacerante atribulação psicológica pela qual está passando. Conheço muito bem tudo isso.

Como você, já cheguei a chorar durante a prática maldita, chorar de quase passar mal mesmo, dizendo "Céus, o que que eu fiz da minha vida? Que ser humano é esse, porra?!". Já cheguei, bem como você, a ter lapsos de racionalidade enquanto assistia determinado vídeo, parecendo perceber o desconforto de quem estava lá, sobretudo das mulheres, o que é muito doloroso também para mim (sem trocadilhos). Entendo bem aquilo que está vivendo, parceiro de lutas.

Essas críticas que você faz a si próprio eu também fiz a mim, lembro-me de que lá no fim de 2007, aos 15 anos, em minha primeira tentativa de parar, dei vazão à minha veia literária escrevendo uma série de textos xingando a mim mesmo, sem em considerar digno de buscar forças para enfrentar o problema. Meus contemporânenos estudando duro, buscando algo, vivendo seus primeiros relacionamentos, e eu me sentindo de todas as maneiras atolado num mar de esperma. Tudo resultou em cogitar suicídio, no início de 2009. Voltei atrás após uma excursão com a escola a certo local em São Paulo que me inspirou a mente sob várias formas, qualquer dia detalho a história. Tudo isso enquanto meus contemporâneos se desenvolviam como homens de verdade. Não houve meio, para começar a sair do lamaçal tive que me inspirar neles.

Tive que seguir os bons exemplos, e até isso me doía. Sentia-me tentando me livrar de um eterno labirinto, de uma espiral que nunca acabava. Colega de guerra, conheço muito bem tudo isso que você está vivendo e só digo uma coisa: arrisque, nem que seja um primeiro passo. Arrisque no sentido de, com o que você tem em mãos, do ponto em que você está, mandar ao inferno para sempre esta droga chamada pornografia e ir se estabilizando aos poucos. Eu, que ainda não estou pleno, fui vendo neste expediente a única saída, embora de princípio dolorosa. Fui me arrastando, caindo, sendo humilhado até em casa pelos meus pais, perdendo amigos, vivendo frustrações amorosas homéricas, até chegar ao ponto de relativa estabilidade em que hoje me encontro. Tentando ser direto, não duvido de que se você, na condição em que se encontra, neste exato momento encarar da forma mais racionalmente planejada e como todo o destemor este atraso de vida, terá chances de chegar ainda a um bom lugar. Esteja certo disso. Dei muitas bobeiras também tentando sair do fundo do poço, levando-me por tropeços em pedras pequenas, e se você souber administrar toda essa conduta poderá até a relativamente curto prazo ter seu lugar ao sol.

Lute. Vá lá e lute. Encha-se de coragem e vá para a guerra. Tente sossegar sua mente do jeito mais racional e compenetrado, de algum jeito será possível controlá-la face às suas obrigações cotidianas, nosso cérebro ainda é a máquina mais extraordinária existente no universo. E quanto mais cedo começar, melhor. Tome de sua experiência anterior e vá sem medo sequer de morrer, pois assim acredito que terá pela frente uma vida longa e cheia de boas coisas para viver.

Você vai conseguir, esteja certo. Lute que você vai conseguir.

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em 15/8/2019, 21:56
vierkenes escreveu:Então, minha mensagem de hoje pra vocês é: não interessa o que esteja acontecendo, ou o que estejam enfrentando, fiquem longe dessa porcaria, pois com ela, TUDO vai por água abaixo. Se você tá mal, vai ficar 100x pior depois de consumir P. O fracasso é certo consumindo P. Só distante disso é que temos alguma chance de sucesso nas outras áreas da vida. Então vão seguindo no reboot, enquanto o resto se ajeita.

Bela mensagem, amigo, falaste tudo. Quanto a sua queda, se reorganize o quanto antes, pois se cair uma vez é ruim, cair várias vezes é muito pior. Não deixe seu cérebro primitivo te enganar só porque você recaiu. Boa parte de seus benefícios continuarão, pode ter certeza, mas para isso você não pode voltar a recair. Apesar da queda, fico feliz por você seguir lutando, assim como eu. Boa sorte na caminhada, você não está sozinho, a comunidade do fórum estará sempre presente para ajudar uns aos outros. Grande abraço.

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em 16/8/2019, 10:12
vierkenes escreveu:Cai no dia 48, amigos.

Eu sei que meus últimos posts estavam muito bons, com uma boa mentalidade e tudo o mais.

De 2 dias pra cá, enfrentei grandes turbulências. O problema é que eu me vi tomado pela total falta de perspectiva em minha vida. Não estou conseguindo enxergar uma saída pros meus conflitos. Isso me fez cair (e certamente não vai me ajudar a resolver minha questão!). No fundo, ainda me vejo preso no mesmo lugar de sempre. Na mesma situação de sempre. É como se eu estivesse a 15 anos tentando tirar um espinho que me incomoda muito, no pé, e nunca tivesse sucesso. Esse espinho atrapalhou toda a minha vida, desde então. E eu ainda não consegui tirar ele. Eu já não sei mais o que fazer em relação a isso. Me sinto cansado. Como pude viver assim por tanto tempo?

Eu tive escolha. Mas meu estado mental negativo estava pior. Tomei a decisão com uma dor no peito, quase uma lágrima de arrependimento (antes do ato). Fechei a janela do quarto quase chorando.

Eu disse em um post anterior que estava pronto pra liberdade. Parece que não foi dessa vez. Mas eu terei sucesso, eu sei disso.

Acabei me isolando ainda mais. Isso vai...me destruir por dentro. Matei um pouco do amor dentro de mim, por puro ódio. Minha "pena" para isso vai ser mais isolamento. Isolado eu não posso manifestar o amor. E amor quando não é manifestado, vira ódio. Isso pode fatalmente terminar em pornografia. Os efeitos são reversíveis. Mas como eu dei um rápido mergulho no fogo do inferno (a pornografia), vou ter que sofrer um pouco com as queimaduras em minha alma.

Estou totalmente perdido e desorientado. Como não sei o que fazer - não consigo enxergar solução pra algumas coisas - vou fazer uma longa caminhada na praia hoje, na esperança de que isso clareie minha mente e me dê serenidade. A água do mar vai ajudar a limpar a fortíssima energia negativa que se apoderou de mim esses dias.

Assisti um vídeo comum, sem nada demais. Consegui ter um pouquinho de olhar humano para aqueles seres. Me ocorreu a ideia de que eu sou uma pessoa gravemente doente: aparentemente, só consigo ter contato com sexo através de uma tela. Não consigo fazer sexo - isso é muito grave. É pior do que ter DE, a meu ver.

Lembrei que meu único relacionamento acabou por causa disso. 99% dos motivo foi o vício em pornografia. As vezes penso que não estou pronto pra isso. Outras vezes, que sou um filho de Deus e tenho direito a carinho, afeto, amor e sexo. Até os piores bandidos, os caras mais cruéis ou os mais feios tem a sua cota. Eu não tenho a minha, por enquanto.

Mentalidade a pior possível. Só estou pensando coisas altamente negativas. Isso é muito propício pra continuar num ciclo de quedas. Que Deus tenha misericórdia de mim e me auxilie a limpar meu coração e a minha mente.

Sigo conforme a vontade de Deus...só ele sabe os desafios que enfrento, porque eu caí. Só ele pode me julgar, mais ninguém.

Eu zoei a porra toda. Sou um fodido e um canalha, mereço tudo de ruim que vier. Emiti negatividade, colhi negatividade.

Bom, a brecha é impossível de fechar. Só não vou falar o que é pelo fato de que alguém pode ter a mesma ideia. Mas não tem como fechar. Tentei colocar o opendns aqui (seria uma camada a mais de bloqueio, poderia ter me salvado agora), mas não obtive sucesso.

Estou perdido, como disse acima, mas continuarei no reboot.

Obrigado por quem me acompanha. Sinto muito ter decepcionado vocês nessa tentativa.

Salve vierkenes ! Não se lamente meu amigo, a queda as vezes nos lembra que somos humanos que estamos em constante evolução e mudança. Perder uma batalha faz parte, faz parte do crescimento, faz parte do que é SER HUMANO! Como diria Silvester Stalone:

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em 16/8/2019, 11:37
Cara não desanime não vc acabou de conseguir 48 dias que já é uma vitória

Você pode ter reiniciado dessa vez mas com certeza seu corpo e mente foram melhorados nesses 48 dias agora é pensar em tudo que a pmo fez de ruim na sua vida e colocar na mente que você não quer mais isso para a sua vida nunca mais e procure sempre tá fazendo alguma coisa produtiva como uma caminhada como vc mesmo disse, um esporte, qualquer coisa que te faça bem.

Força nesse novo reboot, tamo junto!

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"O poder surge em resposta a uma necessidade, não em resposta a um desejo." Son Goku

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em 16/8/2019, 22:03
Então, amigos. Gratidão a todos que postaram aqui. Li todas as mensagens. Vocês são maravilhosos.

Dia 1 do reboot

Gostaria de dizer que minha mentalidade contra a pornografia continua muito forte. Essa queda não foi por compulsão: foi uma escolha. Eu me deixei dominar pelo pior que há em mim.

Queria também dizer que estou diante da questão central de minha vida. Isso certamente contribuiu para a queda. Se eu for bem sucedido nessa missão, certamente serei vitorioso no reboot. Estou no ponto de inflexão. Aquela curva perigosa, onde temos um pouco de medo, mas que sabemos que terminará em ascensão.

Tenho consciência que a essa altura do reboot, eu não tenho mais desculpas para consumir pornografia. Não posso dizer que estou bêbado ou drogado, nem que estou triste, deprimido, frustrado, ou sem vida sexual. Nada disso é desculpa para consumir P, depois que se atinge um certo nível de compreensão das coisas. Felizmente, eu cheguei nesse ponto, isso deve estar claro nas minhas últimas postagens. Me sinto grato por isso. E pensar que quando cheguei aqui, uma simples discussão ou pequena contrariedade da vida já era suficiente pra me fazer correndo ir pra casa consumir P...

Continuarei sem consumir P. Me masturbei umas 4 vezes em um período de 1 hora, mais ou menos. No final do dia, ainda pensei em consumir mais, mas pensei: "isso seria pura maldade. A total descrença e destruição de si mesmo". E optei por não cair de novo.

Se eu seguir com o reboot em ordem a partir daqui, acredito que estarei em um excelente caminho para a cura da compulsão. Eu já estava me sentindo livre disso, e de certo modo eu estava mesmo. Conforme eu disse, eu caí por escolha, não por compulsão.

Não quero, literalmente, ser escravo disso. Quero continuar no pleno exercício da minha liberdade. Sem grossas correntes me amarrando, pesando toneladas na minha alma. Não existe uma dose segura para eu consumir isso. É sempre um risco que se corre. Então, eu opto por continuar distante da pornografia.

Para isso, é necessário cuidar da minha parte energética. Cuidar de mim mesmo. Ser amoroso comigo mesmo. Limpar qualquer impureza ou sentimento negativo dentro de mim. Com paciência. Eu estou fazendo isso. Devagar, vou trilhando meu caminho. Bem longe da pornografia.

Reli meu post e vi a parte que fala a respeito da brecha. Sobre isso, queria dizer o seguinte: do jeito que eu estava, eu teria consumido P de qualquer jeito. Teria saído de casa, entrando na lan house com uma cara de "foda-se", baixado meu programinha, voltado pra casa e consumado o ato. Acho que nada teria me impedido. Bloqueadores são absolutamente fundamentais em casos de compulsão, mas se tornam menos importantes com o passar do tempo. Depois que há a libertação do nível mais primário do vício, o que resta é o cuidado consigo mesmo. E a consciência plena das coisas. Acredito que depois que se tem consciência plena das coisas, é preciso se responsabilizar pelos seus atos. E foi meu caso, acreditem.

Sigo no desafio. Ajustei meu contador. Vou me afastar um pouco do fórum, acho que vai me fazer bem. Se eu tiver algo de útil ou instrutivo para postar aqui, alguma coisa encorajadora, assim o farei.

Bom reboot pra todos! Até a próxima!

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em 20/8/2019, 21:54
Dia 0 do reboot

Eu disse que ia ficar sem postar, mas vim falar um pouco sobre como estão as coisas.

A primeira coisa é que tomei uma decisão fundamental na minha vida: estou indo embora da casa de minha mãe amanhã. Essa é a melhor coisa que posso fazer. Eu me fodi muito na vida com questões familiares. Isso estagnou completamente meu desenvolvimento, me deixou na merda. Depois de anos sofrendo, falei com um tio, que é um cara bacana, e que me aceitou na casa dele. Eu ainda não tenho emprego, mas obviamente, irei atrás disso o mais rápido possível. Outra excelente decisão: trabalhar. É o único modo de conquistar minha liberdade, já que eu quero estar bem longe de família. Não quero receber 1 centavo deles. O único caminho: trabalhar. Eu não tenho mais nenhuma desculpa para não fazer isso. Chegou a hora. Se eu adiar isso, seria como ficar meses recaindo no reboot de 5 em 5 dias: total estagnação, falhar na vida.

Saindo da casa de minha mãe, minha energia deve melhorar bastante. Ir atrás de emprego, eis a batalha do momento. Eu não volto pra lá de jeito nenhum. Vou morar debaixo da ponte, se for preciso, mas não vou retornar pro lugar que representa total infelicidade e estagnação para mim. Só de pensar que o computador onde passei anos e anos me masturbando continua no mesmo lugar, me dá vontade de nunca mais colocar os pés nessa casa.

Infelizmente, estou bem na merda. Não só por ter recaído em pornografia, mas também por muito ódio e ressentimento. Esses sentimentos tem que ser trabalhados, eles podem representar uma queda em pornografia. Só pra vocês terem ideia, hoje eu fiquei consumindo P com pensamentos sádicos e altamente misóginos, pensei até em ver algum tipo de P mais violento. Isso nunca foi comum comigo. Sinal de que estou extremamente negativo. Não lembro a última vez que me entreguei desse jeito pra esses sentimentos.

Outra coisa que andei pensando. Minha sexualidade ainda é uma chaga que sangra de forma contínua. Hoje pensei: "a única forma deu ter algum tipo de contato com sexo é me masturbando pra uma tela". Essa questão é MUITO GRAVE. É MUITO FODA PASSAR POR ISSO! Lendo outros diários, percebo que a grande maioria tem possibilidade de contato - tem a DE, que deve ser um problema realmente HORRÍVEL, mas ainda acho que minha situação é pior. Lembro do conselho do velho Toguro: sair pra paquerar, dar em cima das meninas. Bom, isso pode ser possível pra maioria aqui, mas pra mim isso SEMPRE FOI IMPOSSÍVEL. Eu estou exausto de ver as pessoas falando de sexualidade, de me perguntarem porque eu não fico com ninguém, de dizerem que eu sou gay, que eu devia me assumir como gay. Que eu devia transar mais. Que eu fico de corpo mole, deveria ter mais atitude, que é só chegar e não tem segredo, etc. Eu fico com ÓDIO quando alguém diz essas coisas - e eu ouço essas coisas a pelo menos uns 14 anos! Pra quem diz, tudo isso pode ser muito simples, mas eu tenho motivos muito particulares pra ser como eu sou, motivos que as outras pessoas desconhecem completamente. E ainda assim, elas falam como se tivessem a solução pra meus problemas.

Estou dizendo isso pelo seguinte motivo: a minha cura completa em relação a pornografia passa necessariamente pela cura de minha sexualidade. Não vejo possibilidade de me livrar disso 100%, enquanto minha parte sexual continuar bloqueada e sangrando. Eu tenho certeza absoluta que se eu tivesse uma vida sexual normal, já teria me livrado disso a um tempo. Estaria agora com mais de 100 dias de reboot. Então, se um dia eu vier aqui dizendo que consegui transar, que fiquei com uma menina, gozei, beijei, tive um pouco de carinho, todas essas coisas absolutamente normais pra 90% das pessoas mas totalmente inexistentes pra minha pessoa, fiquem muito felizes por mim.

Estou me mudando com o mínimo de coisas. Agora não tenho computador, tenho só o smartphone - que vai ser útil pra mim, vai ser o único meio de usar internet, de falar com as pessoas, fazer consultas e pesquisas, olhar email e outras informações. Acho que vai ser muito bom pra mim. A brecha no celular continua aberta - postei sobre isso um pouco antes. Hoje me bateu a fissura de consumir P no celular, mas eu pensei: "rapaz, se eu olhar P nesse celular, eu to FRITO!". Minha experiência me diz que uma brecha fica muito mais poderosa e atraente depois da primeira vez. Eu sei que a brecha existe, mas nunca usei ela. Como estou fazendo um uso mínimo do celular e estou preocupado com outras coisas, acho que isso não será um problema tão grave.

Estou ansioso por sair daqui. Espero restabelecer minha rotina o mais rápido possível. Acho que na casa desse meu tio - onde ficarei até conseguir um emprego - eu tenho mais chances de ser feliz, seguir com minha vida e largar a P.

Esse é um passo crucial para mim, amigos. Dessa vez não tem volta. Me desejem boa sorte!

Não vou atualizar o contador agora (é só diminuir 3 dias e fazer as contas). Nova tentativa no dia 20\8. Espero honestamente não resetar mais e conseguir engatar o reboot. Volto pra comentar como está minha odisseia em busca de emprego.

Bom reboot pra todos!

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Diário - Vierkenes - Página 23 Empty Re: Diário - Vierkenes

em 21/8/2019, 00:00
vierkenes escreveu:Dia 0 do reboot

Eu disse que ia ficar sem postar, mas vim falar um pouco sobre como estão as coisas.

A primeira coisa é que tomei uma decisão fundamental na minha vida: estou indo embora da casa de minha mãe amanhã. Essa é a melhor coisa que posso fazer. Eu me fodi muito na vida com questões familiares. Isso estagnou completamente meu desenvolvimento, me deixou na merda. Depois de anos sofrendo, falei com um tio, que é um cara bacana, e que me aceitou na casa dele. Eu ainda não tenho emprego, mas obviamente, irei atrás disso o mais rápido possível. Outra excelente decisão: trabalhar. É o único modo de conquistar minha liberdade, já que eu quero estar bem longe de família. Não quero receber 1 centavo deles. O único caminho: trabalhar. Eu não tenho mais nenhuma desculpa para não fazer isso. Chegou a hora. Se eu adiar isso, seria como ficar meses recaindo no reboot de 5 em 5 dias: total estagnação, falhar na vida.

Saindo da casa de minha mãe, minha energia deve melhorar bastante. Ir atrás de emprego, eis a batalha do momento. Eu não volto pra lá de jeito nenhum. Vou morar debaixo da ponte, se for preciso, mas não vou retornar pro lugar que representa total infelicidade e estagnação para mim. Só de pensar que o computador onde passei anos e anos me masturbando continua no mesmo lugar, me dá vontade de nunca mais colocar os pés nessa casa.

Infelizmente, estou bem na merda. Não só por ter recaído em pornografia, mas também por muito ódio e ressentimento. Esses sentimentos tem que ser trabalhados, eles podem representar uma queda em pornografia. Só pra vocês terem ideia, hoje eu fiquei consumindo P com pensamentos sádicos e altamente misóginos, pensei até em ver algum tipo de P mais violento. Isso nunca foi comum comigo. Sinal de que estou extremamente negativo. Não lembro a última vez que me entreguei desse jeito pra esses sentimentos.

Outra coisa que andei pensando. Minha sexualidade ainda é uma chaga que sangra de forma contínua. Hoje pensei: "a única forma deu ter algum tipo de contato com sexo é me masturbando pra uma tela". Essa questão é MUITO GRAVE. É MUITO FODA PASSAR POR ISSO! Lendo outros diários, percebo que a grande maioria tem possibilidade de contato - tem a DE, que deve ser um problema realmente HORRÍVEL, mas ainda acho que minha situação é pior. Lembro do conselho do velho Toguro: sair pra paquerar, dar em cima das meninas. Bom, isso pode ser possível pra maioria aqui, mas pra mim isso SEMPRE FOI IMPOSSÍVEL. Eu estou exausto de ver as pessoas falando de sexualidade, de me perguntarem porque eu não fico com ninguém, de dizerem que eu sou gay, que eu devia me assumir como gay. Que eu devia transar mais. Que eu fico de corpo mole, deveria ter mais atitude, que é só chegar e não tem segredo, etc. Eu fico com ÓDIO quando alguém diz essas coisas - e eu ouço essas coisas a pelo menos uns 14 anos! Pra quem diz, tudo isso pode ser muito simples, mas eu tenho motivos muito particulares pra ser como eu sou, motivos que as outras pessoas desconhecem completamente. E ainda assim, elas falam como se tivessem a solução pra meus problemas.

Estou dizendo isso pelo seguinte motivo: a minha cura completa em relação a pornografia passa necessariamente pela cura de minha sexualidade. Não vejo possibilidade de me livrar disso 100%, enquanto minha parte sexual continuar bloqueada e sangrando. Eu tenho certeza absoluta que se eu tivesse uma vida sexual normal, já teria me livrado disso a um tempo. Estaria agora com mais de 100 dias de reboot. Então, se um dia eu vier aqui dizendo que consegui transar, que fiquei com uma menina, gozei, beijei, tive um pouco de carinho, todas essas coisas absolutamente normais pra 90% das pessoas mas totalmente inexistentes pra minha pessoa, fiquem muito felizes por mim.

Estou me mudando com o mínimo de coisas. Agora não tenho computador, tenho só o smartphone - que vai ser útil pra mim, vai ser o único meio de usar internet, de falar com as pessoas, fazer consultas e pesquisas, olhar email e outras informações. Acho que vai ser muito bom pra mim. A brecha no celular continua aberta - postei sobre isso um pouco antes. Hoje me bateu a fissura de consumir P no celular, mas eu pensei: "rapaz, se eu olhar P nesse celular, eu to FRITO!". Minha experiência me diz que uma brecha fica muito mais poderosa e atraente depois da primeira vez. Eu sei que a brecha existe, mas nunca usei ela. Como estou fazendo um uso mínimo do celular e estou preocupado com outras coisas, acho que isso não será um problema tão grave.

Estou ansioso por sair daqui. Espero restabelecer minha rotina o mais rápido possível. Acho que na casa desse meu tio - onde ficarei até conseguir um emprego - eu tenho mais chances de ser feliz, seguir com minha vida e largar a P.

Esse é um passo crucial para mim, amigos. Dessa vez não tem volta. Me desejem boa sorte!

Não vou atualizar o contador agora (é só diminuir 3 dias e fazer as contas). Nova tentativa no dia 20\8. Espero honestamente não resetar mais e conseguir engatar o reboot. Volto pra comentar como está minha odisseia em busca de emprego.

Bom reboot pra todos!

EAI Vierkenes, cara estou passando praticamente pela mesma coisa que você mano, acho que estou entrando em profunda depressão e meus pais aqui basicamente vivem me chamando de preguiçoso, sem saber o real motivo.. andei cogitando me mudar tbm, mas acabei de ficar desempregado e tô recebendo o seguro apenas e, não tenho casa de parente pra morar, logo seria um tiro no pé fazer isso agr.. mas o desejo ainda vive...


Sobre os pensamentos misóginos, andei tenho vários esses dias pra piorar entrei em alguns perfis do insta de mulheres e lá elas só tiram fotos de biquíni, passei o dia todo com raiva de todas mulheres alheias, pensamentos de raiva pois eu praticamente as ''venero'' porém nunca toquei em nenhuma, tanta coisa na mente que nem sei descrever em palavras, e pra resumir é como alguém aqui no fórum disse: ''Amor Reprimido Vira Ódio'' infelizmente.

Sobre a sexualidade pra mim também é difícil que nem eu entendo, pois as vezes vejo caras mais feios que eu ou gordos com minas gatas, mas eu te entendo e parece que pra nós tem algo quebrado dentro da gente. Muitas pessoas já disseram que sou gay também ou msm me perguntaram, minha própria mãe manda eu ir procurar uma namorada... mas o que acontece é que de fato não tem segredo, tem que ter atitude msm, de 1 ano pra cá eu acabei dando em cima de 4 minas e todas me deram foras... pra quem tem a mente fodida igual a gente isso desmotiva, acho que o fim da PMO não seria a solução definitiva, talvez algumas consultas com psicologo ou psicanalise, eu estou pensando em fazer seria bom vc tbm dá uma olhada nisso. afinal de contas infelizmente o problema não irá resolver por si só, como vc disse são 14 anos que vc ficou na PMO, então são 14 anos de muito sentimento reprimido..


CARA Eu praticamente compartilho dos mesmo sentimentos que vc,, talvez esteja na hora de nós procurarmos ajuda mais expressiva, não acha mano? um profissional de psicologia. espero que vc escute meu conselho pois eu só quero ajudar e eu também tomarei essa atitude, só esperando o mês que vem pra grana cair na conta. Vlw abraços...
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em 21/8/2019, 19:31
Meus sinceros cumprimentos, Vierkenes.

Bom ver que tomou a decisiva atitude de sair da casa de sua mãe e buscar viver. Parece uma coisa que lhe será crucial na vida. Eu, que ainda moro com meus pais, mais de uma vez também já cogitei a possibilidade de me mudar e ir morar só para ganhar mais independência e maturidade em tudo na vida, nem que seja para morar na rua. Desejo a você sucesso na empreitada, também no que diz respeito a arranjar emprego, o desemprego é um monstro contra o qual já travei duras batalhas, certa feita quase fiquei maluco por não conseguir trabalho, e minha família só me perseguindo, principalmente minha mãe, que me cobria de insultos e provocações várias, com palavras fortes das quais jamais me esqueço ("nunca vai conseguir nada na vida", "vai depender dos pais pra sempre..."). Só deu uma sossegada depois que passei num concurso público.

A respeito de pensamentos misóginos, também já os tive, daqueles que só se curaram com o Reboot. A visão de mundo muda de todas as maneiras, pode acreditar.

Quanto à "atividade sexual", tenho bem uma ideia disso pelo que você passa. Já sofri muito da frustração sexual a que você se refere em suas postagens, e o que me tem feito destrui-la, além do Reboot, é atitude mesmo, como disse o colega ..Heitor... Para quem vem de anos em PMO (eu foram quase 13) entendo que é duro chegar em uma menina mesmo, a gente fica todo sem jeito, é aquele choque de realidade misturado com imaturidade, fica uma coisa pior que adolescentes numa matinê, sem bem o que é isso, para não falar das vezes em que garotas deram em cima de mim e eu não soube corresponder... E você sabe que mulher não perdoa. Infelizmente, ou felizmente, é ir regulando sua postura social e, quando surgir oportunidade, ir à luta, é assim que tenho feito e é assim que tem que ser.

Também já tomei muito fora e já joguei fora oportunidades incríveis com mulheres, com direito a ter sido chamado de veado pela Internet e despertado até mesmo a desconfiança de minha mãe quanto à minha orientação sexual; ela, uma mulher bem tradicional, por ter me visto crescer sem ficantes/namoradas já chegou a proceder, além de indiretas relacionadas a meu fracasso na vida pessoal/profissional, insinuações de que eu seria homossexual. Quando não dizia que eu não pegava ninguém, como quando, na formatura do Ensino Médio, ao chegarmos ao recinto inventei (moleque...) de mostrar a ela de longe uma cidadã do nono ano com a qual não conseguira engatar uma ficada, garota alta e bonita, para ouvir de minha própria genitora, em voz alta na frente de todos, que "aquilo jamais seria pra mim, muita areia pro seu caminhão, quem dera se aquele mulherão iria te querer, um bichinho baixinho feio igual a você..."

Vá lá e vença, caro parceiro de lutas. Tem toda minha torcida.

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em 28/8/2019, 14:37
Amigos, vim aqui pedir ajuda pra vocês.

Antes, queria falar algumas coisas.

1) Meu "problema sexual" é mais grave do que o comum. Durante a maior parte de minha vida, eu acreditei que o corpo feminino me era PROIBIDO (sim, é isso mesmo que vocês leram). Não é auto estima, nem atitude, nem nenhuma dessas coisas. Seria como pedir pra um católico queimar uma bíblia, ou pra um firme representante da lei vender drogas. As comparações não foram muito boas, mas acho que deu pra entender. Fora o nível extremo de conflito interno que isso me trouxe, ainda tem a questão de que, para fins práticos do reboot, eu não consigo efetuar a religação no nível sexual. Só pra vocês terem ideia, antes de perder a virgindade, eu nunca tinha conseguido passar de 1 mês no reboot. Foi um choque absoluto, ter contato com aquele corpo, ver e entender o que é o sexo na pele. Foi um grande marco no meu processo. Sem dúvidas, as coisas mudam completamente, quando você compreende bem a diferença entre a pornografia e o contato real (me sinto absolutamente ridículo falando isso, com quase 30 anos de idade). A questão mesmo é que isso é um problema complexo, um nó que ainda não consegui desatar.

2) Voltei pra casa de minha mãe. Não vou entrar em muitos detalhes, por achar que é desnecessário me aprofundar tanto na minha história psicológica. Mas o bom disso tudo é que a paz foi resgatada nesse lar. Consegui me acertar definitivamente com ela, e já não me sinto em profundo desespero aqui (embora ainda me incomode com algumas coisas, mas não tenho opção até conseguir sair de casa). Para fins práticos de reboot, posso dizer que uma das minhas maiores fontes de tensão e angústia foi eliminada.

Colocado esses dois pontos, eis meus principais problemas:

Estou jogado às moscas em casa. Completamente ocioso. Minha rotina tem sido ficar o dia todo na televisão, comer doces, e beber de noite. Larguei completamente a academia ou corrida. Ânimo 0 pra distribuir currículo (me sinto desestimulado pra isso, mas vou ter que encarar em algum momento, ou definhar na frente da televisão). O fato de ficar o dia todo em casa sem fazer nada me faz ficar pensando o quanto eu queria ter uma namorada. Embora eu precise mesmo de uma namorada, percebi que é o ócio que me leva a esses pensamentos. Se tivesse ocupações no meu dia, estivesse fazendo algo útil, trabalhando, contribuindo pro mundo, ajudando alguém, esses pensamentos iriam diminuir uns 70% e eu ficaria tranquilo.

Principal problema, portanto é o ócio e o desemprego. Mesmo que eu não tenha um emprego de carteira assinada, preciso arranjar alguma outra função, algo que me faça acordar de manhã e sair de casa, um compromisso, qualquer coisa. É horrível ficar assim. Precisa de muito equilíbrio pra não se jogar nas drogas (ou na P, no nosso caso).

Todo dia de manhã me sinto numa batalha contra a televisão. Uma vez que me sento no sofá, aquilo funciona como uma droga (até mesmo como a P, mas menos agressiva). Drena minha energia, me fez esquecer de tudo, fico inerte e inútil. Eu nem posso reclamar da tv. Só vou poder ter o prazer de banir esse terrível aparelho quando eu tiver meu emprego e minha casa.

Pra piorar tudo, recai agora a pouco. E é aqui que peço AJUDA pra vocês, pois infelizmente estou bastante dependente dos bloqueadores.

Instalei o Qustodio e o Spin. O Spin é ótimo, o Qustodio funcionou bem, mas tem um navegador no meu smartfone que ele não bloqueia. O nome do aplicativo é simplesmente "navegador". Por favor, o que devo fazer com esse aplicativo? Tem como desinstalar ele? Seria meu fim ficar com essa brecha, depois de ter caído nela uma vez, o dia todo em casa, vegetando. Me ajudem!

Bom, eu to muito mal - no caso, muito estagnado, sem conseguir fazer um único movimento por mim, totalmente parado mesmo. Mas eis o plano básico:

1) parar de beber todo dia
2) distribuir currículo
3) enquanto não conseguir emprego, fazer qualquer outra coisa (vender sanduíche, picolé na praia, trabalho voluntário, o que for, importante é ocupar o tempo e não ficar o dia todo em casa pastando)
4) voltar a correr e a malhar

A queda não me abalou com tanta profundidade. A parte mental está razoável no quesito pornografia, tá muito mais pesado pro lado da estagnação...(que é algo que leva pra P, afinal, mente vazia, oficina do diabo, todos sabemos disso).

Depois de cair, me peguei pensando quanto tempo vou levar pra largar essa desgraça de vez. Meu Deus, eu ainda não aprendi a lição. Terei que sofrer mais?

Obrigado Heitor e Justiceiro. Vocês sabem que são fundamentais aqui, e que sou grato por isso.

Bom reboot pra todos.

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em 31/8/2019, 01:53
Amigos, vim aqui hoje para fazer um post diferente. Acabei de passar por uma profunda e incrível experiência espiritual, e gostaria de registrar e compartilhar com vocês - por acreditar que isso pode ajudar outras pessoas. Lá vai:

Por volta de 6 da tarde, depois de encarar meus conflitos cotidianos, sai para beber. Como alguns de vocês já sabem, além do vício em pornografia, eu também enfrento outro cruel inimigo: o álcool (problema que eu nunca tratei com a devida seriedade).

Pois bem, bebi a cerveja em clima de desesperança. Eu estava triste, deprimido, totalmente perdido na vida. Desorientado, com vontade de morrer. Perto de terminar a cerveja, vi um amigo entrar no bar, ele estava com uma menina que provavelmente tinha acabado de conhecer no Tinder. Eu não cheguei a sentir inveja - porque não tenho esse sentimento - mas me menosprezei. Pensei, "cara, ele tá com uma mina do tinder, bonitinha, vai bater um papo com ela, e talvez transe com ela. Enquanto isso, eu estou aqui, profundamente isolado, sem conseguir entrar em contato com os outros. Eu sou um merda". Esse sentimento me deixou frustrado, fui embora do bar sem falar com ele (e ele não percebeu que eu saí, nem tentou me cumprimentar, simplesmente sai tranquilo).

Cheguei em casa. Peguei o celular, entrei no Tinder. Pensei que queria só conversar com alguém, com a primeira pessoa que aparecesse. Dei like em um perfil com uma paisagem, sem nome, só ".,". A pessoa deu match na mesma hora. Começamos a conversar.

Ela me perguntou se eu acreditava em Deus. Eu disse que sim. Conversamos um pouco mais, por no máximo 10 minutos e marcamos de nos encontrar. Perguntei se não era arriscado, que eu nem mesmo estava vendo o rosto dela. Mas disse que se chamava X. Fui no clima e topei me encontrar com ela, confiante. Primeira vez que acontece isso comigo no Tinder.

Cheguei no lugar combinado e encontrei ela. Eu não tava preocupado com a aparência dela, se era feia ou bonita, cabelo preto ou louro. Mas ela é bonita sim. Saímos, fomos andando e conversando. A conversa fluiu numa boa. Ela tem 22 anos e relatou uma quantidade tão incrível de experiências e vivências que eu fiquei impressionado. Cheguei a duvidar, mas depois conclui que ela não tinha motivo pra mentir sobre isso. Disse que já viajou pra vários países, trabalhou com várias coisas diferentes, trabalha e se banca desde os 18 anos de idade. Conforme ela foi falando, embora a conversa fluísse, eu percebi que era o oposto dela. Totalmente ocioso e estagnado, preso e perdido nas mesmas coisas - incluindo o álcool e o vício em pornografia. De repente ela perguntou de mim, e eu me senti envergonhado de falar da minha experiência com ela. Dei algumas respostas corretas, mas rasas, sem entrar em muitos detalhes. Conforme a gente caminhou, minha confiança e bem estar do lado dela aumentou, e eu me senti mais seguro depois.

Nos sentamos em um banco numa praça. Nos 10 minutos de conversa, além de falar de Deus, eu tinha prometido pra ela que não iria fumar cigarro enquanto estivesse em sua companhia.

Falamos de várias coisas. Emprego. Relacionamentos. Viagens. Família. A conversa foi excelente. Só ali eu já tinha ganho a noite, porque essa mulher é ótima pessoa.

Em um momento a gente foi pra praia. Ela perguntou se eu queria fumar maconha, eu disse que sim. Fumamos. Fiquei "chapado" de maconha, mas só um pouco, porque era um fino. E foi aí que aconteceu a experiência espiritual, de fato. Quem não acredita nessas coisas um dia vai passar por isso.

Por algum motivo, a gente começou a falar de álcool. Ela disse que não gostava de álcool, que não se dava com pessoas que bebem, com a energia disso (eu tinha bebido 1 cerveja cerca de 1 hora antes de me encontrar com ela). Ela disse que se mantinha afastada disso - só esse fato já me chamou bastante a atenção no encontro. Depois, ela disse que tinha alguém na vida dela - talvez um ex namorado, se não me engano - que era uma boa pessoa e tal, mas que tinha se perdido nisso. Ela se afastou da pessoa, mas ainda gostava dela. Essa mulher me disse que estava pensando seriamente em enviar uma mensagem pra essa pessoa - uma flor de papel, com uma mensagem dentro. Ela me perguntou o que deveria constar no papel. Pensei por alguns segundos e disse: "o álcool derrete o cérebro". A resposta dela: "perfeito. Ótimas palavras". Depois outra pergunta: "e o que você acha que isso significa?", e eu respondi: "que a pessoa quer se matar. Simplesmente isso". E de novo ela disse, "excelente resposta". Depois, ela disse que escreveria essa mensagem quando chegasse em casa, e enviaria pra essa pessoa.

Bom, vocês podem imaginar o que se passou pela minha cabeça nesse momento. Primeiro fiquei realmente sem acreditar nisso. Eu recebi uma mensagem direta, clara e óbvia do universo, de Deus, ou seja lá como queiram chamar. Uma mensagem espiritual, de um ser que veio em meu socorro. Eu não consigo encontrar outra interpretação pra isso.

Como eu fiquei atônito, ela perguntou o que eu tinha. Eu expliquei a história pra ela, dizendo que estava sem conseguir acreditar. Toquei nela, disse que ela era um anjo do céu. Ela agradeceu, por ter tido a oportunidade de ajudar alguém, de falar palavras tão valiosas, algo que vai servir para minha evolução. E quando ela sorriu, eu logo vi que ela era uma mulher como todas as outras.

Disse pra ela que, caso eu não seguisse esse sinal - uma mensagem que me foi enviada - temia que uma tragédia me ocorresse. Como se fosse um aviso: "pare agora, ou as consequências serão fatais". Ela me tranquilizou, e disse que eu deveria focar no positivo. "Você não precisa focar na tragédia. Pare com isso. Você pode e deve enfrentar esse desafio. Você tem força pra isso, só não percebeu ainda. Mas você tem. Eu vejo essa força em você".

Continuamos conversando por mais tempo. Ela falou dela, eu falei de mim. Estava sentindo total confiança e me sentindo absolutamente a vontade, com uma menina que conheci no Tinder por 10 minutos, antes do encontro. E ainda por cima a fala dela sobre a mensagem na flor - como não vou acreditar que isso foi uma experiência espiritual?

Pra terminar a história, na volta pra casa, perguntei se ela preferia ir a pé ou de uber. Ela tava com mochila, achei que seria prudente ir de carro. Ela perguntou se eu me sentia bem do lado dela, se eu estava confiante. Eu disse que sim. E fomos andando. Ela ainda foi falando de histórias em que ela foi assaltada, mas eu sabia que nada ia acontecer com a gente naquele percusso. Por fim, ela disse que trabalha com educação e arte terapia, que ela poderia me ajudar bastante. Que poderíamos marcar umas aulas, e ela garantiu que isso poderia me fazer evoluir muito. Nos despedimos. Dei um abraço nela, não muito forte, mas afetuoso. Apertei as mãos dela. Disse que não queria perder o contato com ela, e que poderíamos marcar as aulas.

Depois, voltei pra casa, e escrevi aqui no fórum.

Esse foi meu testemunho. Foi algo bem pessoal...só vou compartilhar isso em 2 lugares. Aqui com vocês e em outro lugar, sagrado para os que enfrentam o álcool: o AA, Alcoólicos Anônimos O qual eu não posso deixar de ir - não posso desprezar esse sinal do universo.

Em relação ao vício do álcool, fazendo uma rápida comparação com o vício em pornografia, posso dizer o seguinte: ambos degeneram o caráter. Ambos nos enfraquece, fisica e espiritualmente. Drenam nossa energia. Nos tornam covardes. Tudo de ruim que a pornografia traz - e que todos aqui sabem muito bem - o álcool também traz. Eu reconheço que durante uma boa parte desse meu reboot, eu não tenho sido honesto comigo mesmo. Eu não tenho admitido meus erros, nem minhas falhas. Não tenho seguido meu caminho. Porque estou desviado no caminho do álcool. É algo tão maléfico quanto a pornografia - embora no meu caso, os efeitos do vício em P parecem ser mais evidentes. As vezes penso que meu organismo por dentro pode estar meio degenerado, de tanto ingerir álcool. Mas como disse a menina que encontrei no Tinder, eu tenho que pensar no lado positivo das coisas. Nunca vou esquecer isso. Eu preciso muito dessas palavras.

Portanto, amigos, me desejem boa sorte, no início da minha real caminhada, contra o Rei louco, o terrível e confuso, o atormentador das almas, o Álcool. (quem passa por isso pode entender melhor essas minhas palavras).

Por hoje é só. Obrigado por quem acompanha.

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em 31/8/2019, 07:36
Uma grande experiência você passou hein?! Você escreve muito bem, parabéns.

Isso que aconteceu serve como uma grande atividade além do Reboot. Muito bom passar por uma ótima experiência quando nem estávamos esperando por isso. Vivemos nossas dores, batalhas não podemos focar nos fracassos e nem quem nos machucou - é difícil mas conseguimos superar.

Força no seu Reboot. Talvez a cura de um vício, te dará forças para vencer o outro.

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em 5/9/2019, 17:37
Volto aqui, com míseros 7 dias de reboot (consumi P no dia 29 do mês passado).

Nenhum de vocês vai resolver meus problemas psicológicos, mas gostaria de compartilhar, pra que fique clara minha situação.

Eu já relatei isso aqui. Eu sofro de um tipo de isolamento. Não é só isolamento sexual - se eu apenas não fizesse sexo, seria bem melhor. É um isolamento dos outros seres humanos.

Basicamente, é como se a religação não existisse pra mim. Não consigo interagir direito. Não consigo me divertir. Raramente sinto prazer em atividades em grupo. As vezes eu sinto como se eu tivesse um grau leve de autismo.

Isso me leva a uma vida extremamente solitária. Eu sinto falta - e muito! - de me sentir integrado aos outros. De ter uma vida normal, como a maioria. De sair, rir, se divertir, estar com os amigos, namorar, fazer sexo. Fazer atividades em grupo e sentir prazer com isso. Mas, 90% do tempo, essas coisas não existem pra mim.

As vezes em que fui diferente disso se resumem a cerca de 10% da minha existência.

Hoje eu me perguntei: como vou conseguir largar os vícios desse jeito? Ou melhor: como conseguir me sentir normal, ter uma vida normal? Me sentir integrado aos outros? Experimentar de verdade a vida?

Bom amigos, essa é a pergunta da minha vida.

Enquanto vou tentando responder isso, vou tentando completar o reboot...

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em 5/9/2019, 19:22
Cumprimentos, Vierkenes. Já conversamos, você deve se lembrar, sobre eu possuir uma semelhança psíquica com sua pessoa, a respeito de mente agitada e certa dificuldade de socialização, aliás este último fator já diagnosticado por uma psicóloga quando eu era criança.

Inclusive chego a acreditar, e já até fiz um teste pouco fidedigno que deu positivo, que também devo possuir um grau leve de autismo. Sinceramente já andei lendo sobre a doença e, não sei se devido a alguns leves traços hipocondríacos que possuo, me identifiquei com alguns dos pontos elencados, em meio à minha turbulência mental admito que já desenvolvi condutas bastante assemelhadas com algumas que os portadores do transtorno levam a cabo. Resta uma mais cadenciada verificação por parte de um profissional.

E também sempre fui muito solitário. Depois de crescido cheguei a ver algumas vantagens de ser assim (sou bastante crítico e seletivo em meus contatos), entretanto sinto falta de haver desenvolvido ao longo dos anos ferramentas sociais as quais sei que muito teriam me ajudado em muitos momentos de minha vida, especialmente no que tange a relacionamentos. E sim, como você já senti falta (hoje menos) de um círculo social, de ir a festas, de aparecer nas fotos da turma, de arrancar risos dos outros ao falar qualquer coisa, ser lembrado nas histórias contadas, ficar com as meninas...

Pois tente se encontrar, meu caro. Poderia tentar ter dar uma resposta longa e filosoficamente bem-elaborada, entretanto, além de eu não possuir envergadura intelectual para tanto, é algo muito complexo que só a cada um de nós cabe ajeitar da melhor maneira para atingirmos nossos objetivos. Vai daqui minha torcida.

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em 5/9/2019, 19:51
vierkenes escreveu:Volto aqui, com míseros 7 dias de reboot (consumi P no dia 29 do mês passado).

Nenhum de vocês vai resolver meus problemas psicológicos, mas gostaria de compartilhar, pra que fique clara minha situação.

Eu já relatei isso aqui. Eu sofro de um tipo de isolamento. Não é só isolamento sexual - se eu apenas não fizesse sexo, seria bem melhor. É um isolamento dos outros seres humanos.

Basicamente, é como se a religação não existisse pra mim. Não consigo interagir direito. Não consigo me divertir. Raramente sinto prazer em atividades em grupo. As vezes eu sinto como se eu tivesse um grau leve de autismo.

Isso me leva a uma vida extremamente solitária. Eu sinto falta - e muito! - de me sentir integrado aos outros. De ter uma vida normal, como a maioria. De sair, rir, se divertir, estar com os amigos, namorar, fazer sexo. Fazer atividades em grupo e sentir prazer com isso. Mas, 90% do tempo, essas coisas não existem pra mim.

As vezes em que fui diferente disso se resumem a cerca de 10% da minha existência.

Hoje eu me perguntei: como vou conseguir largar os vícios desse jeito? Ou melhor: como conseguir me sentir normal, ter uma vida normal? Me sentir integrado aos outros? Experimentar de verdade a vida?

Bom amigos, essa é a pergunta da minha vida.

Enquanto vou tentando responder isso, vou tentando completar o reboot...

Opa Vierkness!! Consigo entender seu lado, claro não vivenciei o que você já vivenciou, porém consigo entender você. Cara, só um conselho, quando você tiver vontade tente praticar uma luta, natação e etc. Eu vejo diversas pessoas que quando começam na luta, por exemplo, a socialização lá dentro melhora, e isso melhorou comigo também, é um ambiente que tem conversas e socialização entre todos, assim é algo legal. Talvez você tenha outras prioridades, porém é algo que ajuda. Cara seu diário me dá uma outra perspectiva, e por isso eu o acompanho bastante, não que eu escreva aqui direto, mas sempre estou lendo seus posts. Acredito que no tempo certo você irá se superar. Grande abraço!

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Objetivos iniciais:
7 dias
10 dias

Objetivos de médio prazo:
14 dias
21 dias ( Meu recorde)

Objetivos de longo prazo:
30 dias
60 dias
90 dias


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em 14/9/2019, 11:54
Novamente com 7 dias (caí com 8 ou 9 dias, e aqui estou novamente, com 7 dias sem P).

Como podem ver, não tenho conseguido metas maiores. Vim aqui desabafar e falar um pouco de minha vida, isso me ajuda.

Começo dizendo que tomei vergonha na cara e vim pra uma cidade a 8 horas de distância de onde eu morava. Estou na casa de um amigo, e em uma situação financeira boa. Quero arranjar um trabalho e morar aqui. Acho que essa seria a suprema libertação.

Bom, cada pessoa é uma pessoa. Tem as que são ativas, dinâmicas, colocam logo a cara no sol. Outras são tímidas, caladas, retraídas. Alguns dão em cima de todo mundo na maior cara de pau. Outros tem sérias dificuldades para isso. Muitos bebem para esconder seus problemas, ou usam drogas ilícitas. Outros se "chapam" com coca cola e remédios de farmácia. O importante mesmo é cada um descobrir e seguir seu caminho. E acima de tudo, não se importar muito com o que os outros dizem, porque os outros não sabem do nosso caminho, da nossa missão e de nossas particularidades.

Dito isso, que me parece fundamental, estou atrás de trabalho.

Infelizmente, meu percusso de vida fez com que eu me tornasse uma pessoa ridiculamente retraída e tímida. Eu tenho medo de gente. Tenho medo de me aproximar, de falar. Vocês não tem noção do desafio que está sendo pra mim ir atrás de trabalho, entrar nos lugares e falar. Pra muitos isso não tem nada demais, mas é como eu disse: cada pessoa é uma pessoa. O negócio é seguir meu caminho e não me importar com o que os outros dizem.

Digo isso porque ontem recebi severas críticas de meu amigo. Ele disse que eu deveria fazer tal e tal coisa. Disse que eu não vou mudar, que eu vou ser infeliz pra sempre. Me perguntou porque eu não fico com ninguém, porque eu fiquei calado quando vieram duas meninas falar com a gente (!). Começou a falar que era preguiça, arrogância, ou sei lá mais o que. Sabe, eu tenho plena consciência que eu tenho que ignorar 100% esse tipo de comentário, mas admito que é um pouco difícil. As vezes machuca muito, dependendo de como a pessoa fala (alguns são bem agressivos nesses comentários). Ele não sabe absolutamente nada da minha história e porque eu sou assim. Mas eu sei, e é isso que importa.

Quero ficar aqui o máximo de tempo que puder. Se meu amigo começar a se incomodar demais com minha presença, eu vou embora. Se eu conseguir um meio de conseguir dinheiro, ótimo. O que eu quero mesmo é um emprego.

Bom, embora tudo isso seja bastante pressão pra mim, acho que não vou recair, enquanto eu tiver indo atrás. Fora que aqui tem natureza, me sinto inclinado a correr de manhã, tomar banho de rio e depois de sol. Só isso já aumenta muito meu nível geral de bem estar. Eu não quero voltar pra casa de minha família, pois lá sim, é queda certa.

Preciso conseguir minha liberdade, amigos. Prioridade agora é trabalho, dinheiro, estabilidade psíquica e emocional, pra conseguir de fato me manter aqui. Vamos ver no que vai dar.

Sem nenhuma fissura. Estou apenas com o celular, bloqueando o navegador com o applock, e usando o spin. 0% de queda. Estou ocupado demais com outras coisas pra pensar nisso (e é assim que é bom!).

Tenho refletido também sobre a questão sexual. Bom, eu não me sinto feliz com o jeito que eu sou. Eu sou praticamente um celibatário forçado. Eu ainda não descobri exatamente qual é o problema, e como posso resolver isso. Eu gostaria muito de ficar com alguém, de experimentar carinho, sexo, essas coisas. Mas ainda preciso "cavar" mais dentro de mim, pra conseguir ficar em paz comigo mesmo em relação a isso.

As respostas. Caro Justiceiro, você foi perfeito em suas palavras finais: "Pois tente se encontrar, meu caro. Poderia tentar ter dar uma resposta longa e filosoficamente bem-elaborada, entretanto, além de eu não possuir envergadura intelectual para tanto, é algo muito complexo que só a cada um de nós cabe ajeitar da melhor maneira para atingirmos nossos objetivos". Embora eu conte com vocês aqui do fórum, a maior parte do desafio é totalmente solitária, muitas vezes às escuras. Fora que tudo isso, no fundo, só cabe a nós mesmos e a mais ninguém. Então vou tentando me ajustar sim! Muito bom contar com seu apoio por aqui!

Tommy Shelby: excelente conselho, o seu! Eu ando um tanto quanto perdido, fico em um lugar ou outro, sem pouso fixo. Desisti definitivamente de malhar, pois embora goste da sensação, percebi que não consigo suportar o ambiente! Aqui na região que estou tem muito capoeira (que eu gosto muito, apesar do nível de dificuldade, que é alto). Primeiro quero me estabilizar (e enquanto isso correr e calistenia). Quanto ao tempo certo, sim, eu confio nisso!

Estou, literalmente, entregue nas mãos de Deus (e é assim que é bom!).

Gratidão a todos. Posto em outro momento, com boas notícias, espero.

Até a próxima!

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em 28/9/2019, 11:25
Amigos, retorno aqui com exatos 21 dias de reboot para dar notícias.

Vou falar um pouco de como estou, de meus processos e de minha vida. É um bom post pra me conhecer melhor. Espero que alguém possa me ajudar ou que eu ajude alguém com meu relato.

Antes de falar como está minha vida, começo o relato com algo que aconteceu hoje. Não me restam dúvidas de que o maior desafio de minha vida está ligado a sexualidade. Pois vejam: estou morando num lugar que é um tipo de condomínio, tem vários quartos com várias pessoas. O ambiente é um pouco universitário - imagino que a maior parte ali é formado e foi pro interior pra ter um outro estilo de vida. O fato é que meu quarto é do lado do de uma menina, que vou chamar de "A". Eu conheci "A" a uns 20 dias atrás, que foi quando eu vim pra essa cidade (vou falar mais sobre isso adiante). Achei "A" muito bonita e atraente, além de parecer ser uma pessoa legal e interessante. Encontro ela, converso as vezes, tudo ok. Ontem eu fui com ela e mais um amigo pra um rio aqui perto, tomamos banho e tudo. Até que ela tira a roupa, fica de bikini. Eu realmente olhei e achei ela maravilhosa, mas espantei essa ideia e fui nadar. Ficamos lá um tempo, fomos embora. Eramos um grupo de três, e eu fiquei por último na fila indiana. De modo que eu tinha ela a minha frente. E ela estava de bíkini e tudo mais, dava pra ver bem o corpo dela. Vejam o nível do meu conflito, que me traz imenso sofrimento: por um lado eu tratei de desviar olhar e esquecer essas fantasias. Achei que era muita pornografia na cabeça ou sei lá o que. Ao mesmo tempo, eu também pensei que eu poderia estar sentindo desejo por ela. Ela é uma mulher atraente, apenas isso. E se for isso, qual o problema? Caras, esse tipo de coisa dilacera profundamente minha alma. O tamanho da dor é muito grande. Mas continuando a história, terminamos a trilha e cada um foi pro seu quarto. Eu acho que eu não vi mais ela. Resolvi arrumar o quarto e dormir. Não consegui dormir. Comecei a ter ereção e a pensar que eu realmente preciso de sexo e toque. Me recordei das minhas únicas experiências sexuais, com a única mulher com quem tive sexo. Fiquei "enrolando" um pouco, optei por não me masturbar e segurar a onda. Até que lá pelas 3 da manhã, eu ouvi uma porta bater, até aí tudo bem. Um tempo depois eu começo a ouvir...ela transando! Eu nem sei o que eu pensei na hora. Depois poucos minutos, eu vi que eu não queria ouvir aquilo. Tentei fechar todas as janelas, mas ainda dava pra ouvir. Isso me causou tormento e desespero. Ela começou a gemer mais alto...até que resolvi sair de casa, umas 3:30 pra 4 horas da manhã - era o único jeito de não ouvir aquilo no momento. Fiquei andando sozinho pela cidade, não encontrei ninguém no caminho. Parei pra dar carinho pra um cachorro na rua, e isso me deu um grande alívio. Estava atormentado. Depois volto pra casa, não consigo dormir, me masturbo e aí durmo.

Acordei agora e estou aqui. Meus amigos, eu não consumi pornografia, estou com 21 dias e estava me sentindo ok. Mas esse fato que ocorreu foi um duríssimo golpe na minha auto estima. Estou me sentindo um lixo. Desprezível. Covarde. E ridículo. Estou me sentindo como se tivesse acabado de consumir pornografia. Uma parte da minha alma está "rachada" - vejam, eu sinto falta de sexo, estou absolutamente sozinho e me masturbo, enquanto a minha vizinha, que também devia estar sentindo falta de sexo, exatamente como eu, simplesmente deu vazão ao desejo e teve uma boa noite de sexo hoje. Eu estou me sentindo um pedaço de merda porque é muito evidente que essa menina é uma possibilidade de sexo para mim mas agora ela viu meu lado covarde e fraco, de quem não é capaz de assumir o próprio desejo. Agora a pouco eu encontrei ela, fumamos um baseado. Eu fiquei chapado logo. Ela falou algo sobre mim, que me viu não sei onde, e que eu vi e virei pro outro lado, ou algo do tipo (sim, isso é totalmente imbecil mas eu realmente faço esse tipo de coisa as vezes). Enfim, sei que o sentimento é o pior possível. Total fracasso de uma parte fundamental da vida de qualquer pessoa, homem ou mulher: o sexo.

Resumo da questão: preciso transar! E não me venham dizer que não é bem assim. Isso pra mim é um fato totalmente concreto, não tem como eu fugir disso. Levar uma vida de celibato forçado traz um sofrimento muito grande e eu não aguento mais isso.

Sei que me senti profundamente humilhado com o que relatei. Estou realmente me sentindo como se tivesse acabado de consumir pornografia. Se eu for pensar no passado, nem vale a pena, porque esse tipo de coisa já me aconteceu dezenas de vezes.

Mas eu estou disposto a fazer uma nova história.

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Diário - Vierkenes - Página 23 Empty Re: Diário - Vierkenes

em 28/9/2019, 11:56
Vou continuar o post falando de como está minha vida.

Pra quem me acompanha, sabe que eu estou aventurando fora de casa, em outra cidade, distante da família. Estou em uma situação financeira confortável, pois minha mãe resolveu me ajudar até eu conseguir me estabilizar. O objetivo, obviamente, é trabalhar ou me bancar de alguma outra forma. Para além da experiência de um emprego formal (que eu considero que é algo importante a se experimentar na vida, eu nunca fiz isso), eu preciso também de outras experiências. Preciso experimentar o sexo, sim, e mais outras coisas. A impressão é que eu não vivi até aqui, que eu joguei todo meu tempo e energia em pornografia e álcool, ou isolado de alguma forma. Minha parte sexual foi agredida de forma muito extrema, eu me intoxiquei e me envenenei de muitas formas diferentes, vivi PRESO, totalmente ESCRAVO, acorrentado de todos os lados. Meu corpo era como se não existisse - e daí eu o agredia com drogas, afinal ele não servia pra nada mesmo. Foi basicamente assim que eu vivi. Um neurótico em estágio terminal, praticamente. Alguém com medo de tudo, que se encolhe e não se expressa. Mudo, sem voz. Sem movimento. E sem brilho. Eis eu até aqui.

Mas eu estou disposto a mudar. Mudei de cidade, quero morar aqui, viver aqui, trabalhar e me manter aqui. Talvez isso envolva um emprego formal - 8 horas diárias de trabalho, etc. Seria uma experiência desafiante pra mim. Mas eu penso também em outras formas de se manter, como eu disse. Dá pra ter um custo de vida barato e saudável. Eu distribui alguns currículos por aqui, ainda tem mais pra distribuir. Estou sempre com o telefone na mão - minha única forma de contato. Daqui a 1 semana vai ter uma seleção pra trabalhar em um pequeno mercado, eu estarei lá. Quem sabe não dá certo? Sem dúvidas eu quero e preciso experimentar o trabalho de alguma forma. É algo totalmente fundamental no momento.

Queria dizer também que fiz uma amizade aqui. Se trata de uma menina que conheci numa livraria. Eu olhei pra ela e gostei no mesmo instante. Tivemos uma troca muito boa. Eu senti desejo por ela - mais do que isso, na verdade. Mas eu não senti essa energia dela de volta. Fiquei em dúvidas se deveria ou não "dar o bote" logo. E aí fui conhecendo ela melhor. Até que um dia ela me chamou pra dormir na casa dela. Fui andando ao lado dela, pensando qual deveria ser o momento, totalmente encantado e fascinado por ela. Quando chegamos lá, descubro que ela tem muito conhecimento de muita coisa que me interessa - é uma pesquisadora de alimentação e naturopata. Lida com terra, com plantas e alimentos naturais. Eu sempre tive vontade de me envolver com essas coisas, e achei que ela foi uma benção do céu que caiu na minha vida, uma pessoa que vai me transmitir um conhecimento muito valioso.

Em um momento, houve um clima. Era a hora de agir. Mas em poucos segundos, ela interrompeu o momento, e eu interpretei isso como se ela não quisesse ficar comigo. Era exatamente isso que significava. Dormi na casa dela (em um colchonete) e ficou tudo bem. Falo dela porque, independente do fato deu ficar com ela ou não (talvez aconteça!), ela é uma influência muito boa para mim. Estou adotando novas práticas, ampliando meu repertório de mundo, tendo contato com algumas coisas que eu sempre quis ter, mas não tive a oportunidade. Eu estou totalmente disposto a me iniciar e permanecer nessas práticas, e tenho a plena convicção de que esse é o caminho pra liberdade. Se eu fizer a coisa certinho e com disciplina, já da pra notar uma diferença espetacular em relativamente pouco tempo (20 dias, digamos). De modo que eu vou estar constantemente com ela, pra aprender e viver todas essas coisas. Ela já tem todo meu respeito e consideração.

Acabou o tempo da lan house, depois eu volto.

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