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Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 9/10/2018, 16:08
Olá amigo Justiceiro, vi sua história. De certa maneira parece com a minha, perdi muitas oportunidades de felicidades por causa da pornografia.
LUTE E VENÇA POR FAVOR. SEJA FORTE!

Se precisar de mim estou aqui....DEUS NOS AJUDE!

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Aí vou eu

em 6/11/2018, 17:56
De volta das férias, estou mal. Por ora, pelo menos.

Não quero me prolongar muito. Ocupadíssimo, até o fim de semana venho dar detalhes daquilo pelo que ando passando.

Coisa feia, tanto que já chego em casa resetando. Entretanto, fiz neste início de tarde tremendo condicionamento mental que sei que me há de levar ao reboot definitivo. Sei que sou e serei forte.

Amanhã, começo a trabalhar e dar conta de incumbências diversas. Está muito difícil, entretanto o bem-estar mental que venho sentindo ao longo deste final de dia me soa muito auspicioso.

Minha parte farei.

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Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 7/11/2018, 06:41
Justiceiro, torço para que você consiga ir até o fim desta vez! Estamos juntos!

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Obrigado!

em 7/11/2018, 16:13
Seeker escreveu:Justiceiro, torço para que você consiga ir até o fim desta vez! Estamos juntos!

Dá-lhe Seeker! Preciso de apoio mesmo. Passando aqui rápido só para agradecer.

Farei todo o esforço para, até o fim de semana, dar conta do que me angustia, na medida do que for possível.

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Algumas coisas sobre as quais tinha que falar

em 10/11/2018, 16:07
Sem vitimismo, sem autossabotagens, porém certos momentos servem para inspirar, Ainda que face a experiências deploráveis de outrem.

Trago aqui, como exemplo, mais um pouco sobre mim, a fim de descarregar um pouco da angústia e motivar quem merece (porque eu, em muitos instantes de minha vida, reconheço que não mereci).

Movimentados me estão sendo estes dias, ainda bem. Fazem surgir-me à mente certas lembranças perigosas, todavia. Pois que me desafiem. Sei que pronto à luta estou.

Sigo minha batalha, na esperança de que seja a definitiva, dizendo que tive louvável semana. Voltei a trabalhar, estou com a mente deveras ocupada com tarefas em casa e profissionalmente, além de engajado no que deve aparecer nos próximos tempos.

Ontem à noite fui ao teatro assistir a um espetáculo de humor (nada tão hard), cheguei em casa um pouco tarde, porém meu condicionamento físico-mental me tem concedido equilíbrio para lidar com situações com as quais me deparo. Nesta semana, por exemplo, aconteceu novamente situação sugestiva no trabalho. Lido com o público e, por vezes me ocorre de tal público ser composto, digamos, de pessoas atraentes. É difícil, atendo predominantemente cidadãos de nível mais "popular" aqui da cidade. No entanto, a experiência adquirida me fez, categórica definição, agir com naturalidade. Nada mais correto.

Agora vamos ao que interessa em termos da prestação de contas de hoje. Fiquei de trazer aos companheiros de luta considerações acerca de coisas sobre as quais nunca havia falado e promessa é dívida. Apesar de ser algo um tanto pessoal meu, convém externar por aqui a fim de refrigerar a mente e conferir bons exemplos aos demais. Há momentos em que é bom desabafar para buscar corrigir os erros do passado, orientar os jovens sobre como agir e, sobretudo, como não agir.

Nas últimas férias, não bastassem os problemas familiares para resolver (quitados, ainda bem, não sei quando retornarei àquele "complicado" lugar), tive séria decepção. Admito que, em meio a discussões com meu pai, fui fraco e sucumbi à masturbação, pensando no que poderia ter sido. O motivo da crise, superficialmente: uma fotografia à qual tive acesso por uns primos perturbou-me (apavorante fantasia minha, não darei detalhes para não comprometer ninguém) a ponto de este que vos fala chegar a ter insônia, pesadelos e iminência de crise de choro. Coisa semelhante a uma experiência por mim vivida em 2013 aqui na cidade. Vi a imagem uma só vez e a mesma se tatuou de tal forma em minha mente que, coração disparado, vi-me tomado de desesperado e infame desejo de vingança. Não darei detalhes do caso. Caso encerrado, tomara. Como tenho feito há um tempo, venho me apegando a Deus, tremenda força a auxiliar minha luta; assim não fosse, dificílimo seria me esquecer daquilo, de que aliás ainda me lembro sob um viés menos nítido, esmaecendo conforme minha determinação em daquilo me esquecer.

Outra coisa que me vinha angustiando há um tempo é uma desejo besta (outra palavra não cabe) por baladas. Coisa idiota. Ainda bem que venho também fulminando tal idiotice de meus pensamentos. Creio que as inquietações consistem num subliminar reflexo psíquico de abstinência de PMO, só pode. Porém, sei que também se relacionam com um dos maiores, senão o maior trauma da minha vida (agora, porém, é tarde). Vez ou outra vêm-me à mente lembranças de uma adolescência que não tive, devido ao estrago que o vício causou em minha vida, fase esta marcada por matinês nos fins de semana, onde teria encontrando colegas e vivido reais e insólitas primeiras aventuras amorosas, com o devido respeito experiência para a vida inteira. Minha exclusão na mocidade acarretou-me angústias como desejo doentio por debutantes, porém nada que se compare a este recalque sobre o qual nunca falei.

A maior frustração de minha juventude foi jamais ter ido, obviamente à época certa e em momento adequado de lazer, à uma balada para jovens da idade (matinê, domingueira, sabadeira, ou termo equivalente). Trauma terrível!

Sei que, ainda que possa soar um tanto supérfluo citá-lo aqui, devo dizê-lo para servir de exemplo. Perdi muito, perdi muito ao não ter tido tal oportunidade, justamente por conta de minha deplorável condição à época, e lá se vai uma década. Como um escroto feito eu ficaria sabendo de qualquer coisa? Na época, apesar de morar no interior e numa época em que matinês pareciam meio fora de moda, lembro-me de que aqui na cidade havia umas interessantes iniciativas isoladas; no entanto, merecidamente não tive qualquer condição de ter tardes felizes com histórias para contar e maturidade galgada. Hoje confesso que me amarguro quando vejo gente jovem, incluindo-se primos mais novos, aproveitando aquilo de que voluntária e ignominiosamente me desconvidei. Que fique o triste legado.

Escrevo estas palavras num sugestivo entardecer de sábado. Fazer o quê? Na vida, planta-se o que se colhe e ponto.

Desculpem-me eventual melodrama. Precisava externar isto como alerta aos mais novos. Aproveitem, obviamente que com responsabilidade e maturidade, as chances que a vida lhes der para viver reais e engrandecedoras experiências, não apenas no campo amoroso, como na vida em contexto amplo. Mesmo eu, com meu estilo reservado, reconheço que o homem não é uma ilha e experiências de convívio trazem um legado absurdo para o desenvolvimento do ser humano, sob diversos aspectos. Ter perdido essa fase das matinês, hoje reconheço, repercute até hoje em meus dias. Adolescentes, com todo o respeito, não precisa correr atrás enlouquecidamente (o estudo e o trabalho ainda são tudo), no entanto se surgir, em certo cadenciado instante de diversão, uma oportunidade de uma "baladinha" com gente da sua idade, faça o possível para ter condições, na responsabilidade, de ir. Vez ou outra não matará ninguém, é só saber viver, aliás será coisa franqueadora de amadurecimento considerável e memorável. Porque eu aqui hoje luto para superar o trauma. Só de ouvir falar de antológicos fins de tarde e inícios de noite com jovens... enfim, chega.

Sigo a busca pela minha glória. Boa noite a todos e força.

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Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 10/11/2018, 16:57
Opa caro amigo Justiceiro do Sertão,

Creio que seja a primeira vez que comento algo em seu diário, seu último relato achei muitíssimo interessante por uma razão principal, sua história descrita, suas angustias, suas preocupações,discussões familiares o tempo de adolescência não aproveitado se assemelha quase que identicamente muito a minha situação em que eu me encontrava com 26 anos de idade, curiosamente foi no final dos 26 anos que eu conheci o método que na época se tratava de um ebook gratuito.

Te digo uma coisa, você sim é um cara jovem, a jovialidade principal vai até os 29 anos, nesse período estamos ainda dentro da nossa melhor fase, quando conheci o método na época fazendo 27 anos consegui ficar um bom tempo sem pornografia e masturbação, curiosamente naquela época eu não participava de fórum, lembro que permaneci por quase 10 meses sem masturbação.

Eu te digo, após esse período atravessei a melhor fase da minha vida consegui recuperar um pouco do tempo perdido, conheci várias mulheres, fiquei com algumas delas, foram momentos proveitosos isso considerando que até os 26 anos eu nunca tinha beijado uma mulher na vida! Até os 26 anos eu não sabia o que era sair a um encontro com uma mulher, até os 26 anos eu não sabia o que era sexo com uma mulher sem ser prostitutas, eu atribuo até hoje minha fase dos 27 anos aos 28 anos como as melhores até os 29 anos ainda consegui aproveitar muito dos benefícios daqueles 10 meses sem masturbação ainda que aos 28 anos tenha sofrido uma decepção amorosa que causou minha queda onde permaneci consumindo PMO esporadicamente até o começo desse ano, percebi que estava caminhando para o mesmo precipício do qual no passado foi responsável por uma vida com tantas e tantas páginas em branco e decidi criar mais uma vez coragem e desde então estou aqui na luta dessa vez estou na luta e quero tornar isso mais do que um mero reboot, mas um proposito de vida.

Não desanime, batalhe por seu ideal, se você conseguir se libertar agora pense em todas as coisas boas que sua vida irá transcorrer, conseguir tornar esse proposito real te garanto que você terá tudo para aproveitar os melhores momentos da sua vida, e porque que não baladas? Com moderação e cuidado com falsas amizades temos que nós permitir um momento de felicidade e fazer aquilo que temos vontade independente da idade, em seu caso e assim como ocorreu comigo no passado garanto a você que essa é a melhor escolha que você pode fazer, que é lutar com todas suas forças contra esse vício.

Siga firme em seu recomeço, e que Deus fortaleça todos nós nessa luta diária.

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Dá-lhe The_Survivor!

em 10/11/2018, 19:09
Passando rapidamente para intensamente agradecer as sábias palavras que me passa. Bela experiência de vida. Reconforta-me saber que por tudo isso passou e eis que agora, ainda que em circunstâncias temporais tidas como "tardias", vem colher saborosos frutos.

Devo aparecer em seu diário depois. Quem sabe trocamos uma ideia.

Força!

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Iminência de fim de semana movimentado, inclusive com algumas memórias

em 16/11/2018, 19:09
Felizmente estou ocupado para o lazer que me será de direito nestes dias de folga do trabalho. Ontem já fui a um show no SESC (lugar magnífico, talvez a única coisa que salva esta cidade de ser um marasmo total...) para treinar uns passos de forró, aos quais estou me dedicando numas aulas aos domingos, lá mesmo, com show na sequência para praticar.

Como colegas andam relatando, não estou tendo sequer ereções matinais, certamente estou em flatline. Todavia, tive ontem violenta ejaculação por volta das 6 da manhã, pouco antes de me levantar (levantar-me, aliás, foi até constrangedor). Paciência, é por aí.

Hoje estudei, fiz mais um simulado de concursos públicos para não perder o ritmo, mesmo sabendo que os três editais a que almejo ainda devem demorar alguns meses. Depois, ouvi um pouco de música, arrisquei alguns acordes ao violão e entrei a ler algumas das tantas histórias aqui no Fórum, para não perder o foco de minha batalha.

Amanhã, churrasco com os colegas de serviço, todos gente finíssima. Como sou de comer e beber pouco, já tenho meu "roteiro gastronômico" planejado. Bela experiência sei que me aguarda.

Com minha mente agitada, não há meio, pego-me vez ou outra lembrando das oportunidades que o vício me fez perder. Não custa reiterar, é incrível, conforme os relatos dos companheiros de luta, como muitas coisas que vivemos são parecidas. Venho externar como exemplo a frustração que por vezes sinto ao ver casais juntos em notável comunhão de amor, sobretudo jovens. Vêm-me à mente que praticamente não tive adolescência, e era penosamente consciente de minha desgraça, sem ter forças para sair da merda. Tinha medo até de abraçar uma garota num trivial cumprimento e sofrer física e ríspida rejeição. Tanto que a primeira vez que abracei uma garota digamos, jovem, da minha faixa etária, foi quando tinha 16 anos, uma menina da classe completava tal idade e os colegas lá iam dar nela um abraço e um beijo. Fui tremendo e suando, de medo de ter o cumprimento negado da pior forma. Após intermináveis segundos de tensão, coração disparado e quase chorando("Será que eu posso? Será que eu consigo? Não sou popular..."), tomei coragem e parti para a trivial saudação, que para mim foi uma conquista imensa... Felizmente o que eu esperava não aconteceu e aquela manhã de janeiro de 2008, apesar do deplorável contexto (o mesmo diga-se sobretudo da época em que eu vivia) foi algo que, admito, motivou-me a algum princípio de melhora. Notável experiência.

Enfim, sigo. Buscando enterrar o passado. Contudo, que fiquem as lições daquilo que o vício causa no ser humano, Para que os mais jovens, e todos num âmbito geral, saibam viver.

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O sábado

em 17/11/2018, 18:18
Pela manhã, ajudei em alguns afazeres aqui por casa. Coisas triviais.

À tarde, saí para a programada confraternização com o pessoal do trabalho. Ambiente tranquilo, uma comensalidade suave, boas ideias trocadas com uns e outros. Assuntos interessantes, diga-se.

Nada, todavia, muito sugestivo. Falei sobre os problemas da cidade onde vivo, coisa que me deverá inclusive render em breve um post por aqui.

Em casa, eis que visito novamente as redes sociais atrás de alguma notícia interessante da família. Como sabem, uso-as com moderação, tendo poucos contatos e policiando o que vejo. Novamente, nada que me desperte qualquer gatilho.

É duro me lembrar dos anos duros em que chegava a ficar das 5 da manhã até meia-noite trancado no quarto afundado em PMO, mentindo descaradamente para meus pais que estava estudando... Devem saber de algo, tenho certeza, até pelos trancos e barrancos (apesar de tanto "sacrifício") com que me formei, não sei como na época certa. Não há meio, as lembranças muitas horas vem com tudo, e cabe a mim agir da melhor maneira a fim de que tal desgraça nunca mais se repita.

Nunca mais.


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Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 17/11/2018, 19:50
Boa noite amigo de luta Justiceiro do Sertão,

Tenha certeza de que, apesar dos pesares, de todas as dificuldades que já enfrentamos nessa vida a batalha por ficar distante do vício valerá muito a pena, tenho convicção de que se você se empenhar, assumir esse proposito não será diferente do que ocorreu comigo no passado em idade igual a sua hoje, você citou do fato da garota que tremeu e tal ao dar um abraço nela, eu me lembrei da primeira garota que eu queria algo e pela primeira vez cheguei muito perto em analogia ao futebol sofri o penalty e desperdicei a chance mas não consegui algo em parte acredito que por decorrência do vício, esse fato me ocorreu em 2014, era uma garota da faculdade, nesse ano eu tava me formando então com 26 anos veja como foi minha faculdade, nunca nem sequer cheguei a pegar o contato de uma garota sequer em anos e anos de universidade, mas em 2014 eu lembro de ter começado a estudar os males da pornografia, nesse ano eu tava já pra terminar a faculdade e essa garota conheci por estudar matérias em salas diferentes, nessa época ainda tentava apenas métodos baseado apenas no mal que ela causava segundo estudos religiosos, lembro-me de que ainda não havia conhecido o método baseado nos estudos do Gary Wilson, aquela garota que conheci em 2014 claramente tava na minha mas eu não tive a coragem de avançar um passo a mais e beija-la.

Um ano depois, e um bom período sem masturbação ocorreu algo inédito na minha vida já que até então eu jamais havia sequer beijado uma mulher e de experiências tudo que eu tinha foram encontros com GP algo do qual não tenho motivos para orgulhar. Mas como disse, um ano após mais ou menos isso em 2015 no mês de Julho, nessa época eu já conhecia o método, alias havia recém conhecido e já poucos meses sem o vício foi incrível a força que emergiu de mim quando nesse mês de julho de 2015 ao ir num local de eventos pela primeira vez na minha vida conheci uma garota e na mesma noite consegui beija-la e fui embora da festa com ela + amiga dela no meu carro deixando os cuidadores de carro com o pensamento do tipo" porra esse cara é o bicho" penso eu que eles tenham pensado isso afinal eu pensaria o mesmo, pra mim aquilo naquela época foi algo que se não tivesse ocorrido comigo e alguém me relatasse o ocorrido admito que eu mesmo não acreditaria se não fosse eu o protagonista daquele episodio. A partir dai eu vivencie momentos da minha vida que eu poderia descrever como "anos de ouro", claro que temos muito pela frente ainda vou seguir lutando espero reviver esse período "não tá morto quem peleia".

Então eu te digo, siga firme, continue empenhado porque para todos nós que lutamos essa luta vale cada suor nosso, cada dor nossa, cada sacrifício.

Vamos em frente, que Deus fortaleça todos nós.

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É por aí

Ontem à(s) 09:26
Sensacionais palavras, The_Survivor!

Muito obrigado pelo incentivo, sempre providencial. Seu retrospecto me inspira no sentido de que ainda não é tarde para tentar uma vez mais, buscando uma nova vida. Só para melhor constar, o episódio a que me refiro de minha adolescência, ao contrário do que creio que você deve ter imaginado, foi coisa ainda pior do que parece. Não era nada de ficar com a garota (aliás, quem me dera: era uma das gatas da classe, namorava desde os 13 anos e soube que se casou com aquele mesmo cara), era aniversário dela e, bonita e popular, faziam fila para dar-lhe os parabéns. Coisa banal!

Mas que era uma garota de sonhos, isso era: 16 anos, linda por dentro e por fora, boa aluna e cheia de estilo. Além de ser do tipo físico e cor de que mais gosto. Sonho!...

Porque em termos amorosos mesmo, sempre fui um completo fracasso. A ponto de ter, já antevia que aconteceria, de pagar por sexo. Na adolescência, fase crucial na vida até em termos de experiências amorosas, tive os piores anos de minha vida até (e por consequência) nesse aspecto. Imaturo devido ao deplorável condicionamento psíquico causado pelo vício em PMO, fui sumária e merecidamente excluído de quase todo o convívio social na escola, único lugar que frequentava. Perdi a fase das baladinhas/matinês (tristeza que carrego até hoje, aliás só fui saber o que era uma matinê quando vi, anos mais tarde, meus primos mais jovens indo), não era convidado para festas de aniversário (cheguei a desenvolver asquerosa fantasia softcore por debutantes) e, nas poucas vezes em que me houve oportunidade de algo, meus pais me proibiam rispidamente de ir e este que vos fala não tomava coragem de buscar algo quando a situação parecia um pouco favorável. O que cai em situações nas quais, só hoje me toco, garotas gostaram de mim.

Agora, sim, vêm as bombas. Uma delas, linda, refinada e bem-comentada (em todos os sentidos) por todo o colégio, parecia me dar uma bola tremenda, só que a insegurança do maldito aqui sempre pôs tudo a perder. Até hoje não me conformo de que perdi a chance da minha vida com uma menina de ouro! É duro até me lembrar e contar, entretanto sinto que devo fazê-lo: sabem o que é, caros guerreiros, aos 15 anos perder a chance de ter a garota mais bonita do oolégio? Que era da sua sala, lhe dava tremenda condição, e era física e intelectualmente aquilo que sempre curti?! Ela mesma, uma das musas da escola, por quem eu nutria uma infantil paixão platônica (e toda a escola) e responsável pela minha primeira sessão de M! Poderia ter sido ao vivo, para sempre e hoje me lamento não ter belas histórias de juventude para contar... Minhas histórias, instead, são inúmeras e degradantes.

Não foi o único caso. Lembro-me de uma outra, tempos depois, loirinha mais nova, de beleza estonteante e que já trabalhava como modelo (!) e teria sido candidata a miss (!) adolescente (esse concursos de "Miss Teen"/"Miss Colegial") aqui na cidade, que também parecia estar na minha! Troquei com ela uma boa ideia, quando me via vinha de longe me abraçar e beijar, para sempre me deixar levar pela timidez e baixa-autoestima, certeza de que não daria certo. Morava a 100 metros de casa... Hoje sei que daria! Hoje sei que poderia ter vivido inesquecível experiência de juventude com uma gata da qual, se a geração de hoje visse uma fotografia, diria sem titubear, em sua gíria, ser uma 10/10! Não por acaso já tinha o background que citei. Loira a qual, devido ao reboot de todos nós, escuso-me de traçar comparativos sobre com quem se parecia.

E não foram os únicos casos, nobres pares. Houve outros, com garotas lindas mesmo, com as quais toda condição tive de ter, em todos os aspectos, angariado belíssima e inestimável experiência de vida. Coisa de não acreditar mesmo que eu poderia ter... enfim.

Na faculdade, então, só vi meu retrospecto se consolidar na vida adulta. Só tive um verdadeiro colega (sobre o qual nunca contei do vício) e, enquanto os demais viviam a tão comentada, tão sonhada pelos jovens, a tal vida universitária, eis que também o vício se consolida em minha vida com a chegada da Internet em alta velocidade a casa. A partir daí, já sabem. Eis que tal capítulo é curto e grosso.

Quanto às GPs, admito que acabei recorrendo a elas por algumas vezes após ter, enfim, começado a trabalhar (devo tratar do assunto trabalho em outro ensejo). Por um bom tempo fui entusiasta da prática, reservei todo o meu orçamento de lazer para recorrer às garotas de programa, aliás quase sempre selecionadas em sites de acompanhantes, com fotos sensuais e até vídeos (apesar de morar numa deveras monótona cidade de 400 mil habitantes no interior paulista, por aqui existe uma oferta até razoável das tais profissionais e uns dois sites especializados). Confesso que tive algumas experiências marcantes, como perder o "BV" e a virgindade e concretizar aquilo que desejava, entenda-se, fantasias diversas e que por vezes pouco ou nada acrescentariam ao caráter humano. Sempre com garotas bem condizentes com minha preferência, inclusive enterrando traumas ao recorrer a meninas, além de concordantes com meu gosto pessoal, parecidas (até com uma coisa puxando a outra) com as tais que o vício me fez perder, já que todas as minhas experiências com não-GPs (chamadas pelos frequentadores de "civis") sempre foram totalmente decepcionantes: quase-ficadas, amareladas homéricas na "Hora H", enfim, sem nunca chegar ao que interessava. No entanto, tenho buscado parar com a prática, tanto por fins financeiros (por sorte, é difícil ver garotas da minha preferência física/étnica na condição de GPs, deve ser o tipo mais raro, senão teria tido um rombo financeiro ainda maior, praticamente todas as poucas da característica que apareceram no principal site da cidade eu devo ter requisitado) quanto éticos, algo me diz não ser algo que possa acrescentar substancialmente à minha vida como um todo, além de presumíveis riscos. Além do que, as mais "trustworthy", em todos os aspectos, são bem mais caras e nos obrigam a visitar os tais sítios on-line para a elas recorrer. Fora que há toda aquela questão, a qual dispensa que se discorra muito acerca, sobre trocar um vício por outro e tal.

Enfim, tenho buscado me afastar de GPs na medida do possível (até por ter, em quase 100% das vezes, que entrar em algum site se quiser encontrar "alguma que valha a pena", e desembolsar salgado valor) caso minha vida social engrene, coisa que tenho buscado a despeito de ter um estilo reservado. Algo me diz que me fará bem e arriscarei, Tenho feito aulas gratuitas de forró no SESC, que tem uma unidade aqui na cidade, não muito longe de minha casa, posso ir a pé. Haverá mais dois domingos por enquanto, com show na sequência. Sou péssimo para dançar e forró não é bem "my cup of tea", contudo não fazem ideia, apesar das trapalhadas, de como me tem feito bem! As danças, desempenhadas em pares ali mesmo formados (há muita gente que vem de outras cidades, inclusive, depois devo tratar das "complicações" aqui da cidade, complicada inclusive em se tratando de lazer), me fizeram, confesso, apesar da sensualidade das coreografias, enxergar e perceber o corpo feminino de outra maneira! Mais real, poética e valorosa, creio que em muito devido ao fato de se estar vivendo uma elegante experiência ao vivo. As aulas são gratuitas, e digo que dinheiro nenhum compra o condicionamento mental a que estou me submetendo.

Vamos ver o que será. A teor do colega The_Survivor, vale cada sacrifício nessas horas.

Sigamos!

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O domingo

Ontem à(s) 17:01
Após manhã turbulenta, com polução noturna e violentas ereções, tomei um banho frio logo ao me levantar e fui viver. Postei umas memórias, que já devem ter lido, um post atrás, e fui à aula de forró seguida de show (desculpem-me o merchandising, porém o SESC foi uma das melhores coisas que já acontecerem neste país e, principalmente, nesta cidade). A despeito de bem iniciante, senti-me muito bem uma vez mais. Experiência indescritível, a ponto de chegar em casa feliz todo molhado de chuva. Sem palavras, sem preço.

Ainda mais numa cidade, convenha-se, complicada de se viver como esta, em que tudo o que não cheira a cultura local (entenda-se: caipira/sertanejo) costuma ser inexoravelmente rechaçado. Cidade média, deveras próspera e razoável de se morar e trabalhar, porém extremamente conservadora e tradicionalista na esmagadora maioria dos aspectos. Orgulhosamente provinciana, desde que fui amadurecendo enquanto adulto nutro em mim um sentimento de vontade de retornar a São Paulo, onde nasci e onde me sinto realmente bem, em meio ao ambiente cosmopolita e na medida do possível democrático a que se desempenhe aquilo que se deseja e se sente fazer bem, sem julgamentos e desconforto social. Tenho já há um tempo meus planos arquitetados para voltar a capital não só para o meu bem, como para o de minha família, sobretudo meu pai.

Minha mãe não faz muito caso, até gosta daqui, todavia de meu pai tenho dó. O pobre nunca superou ter ido embora de São Paulo e o maior sonho de sua vida é, claramente, um dia voltar a morar na capital, especialmente nos arredores do bairro onde morávamos até meus 8 anos. Eu ainda tento encontrar algumas coisas boas por aqui (bem difícil, o SESC e outras poucas iniciativas são a salvação deste lugar), no entanto meu genitor é radical, vive aqui feito verdadeiro exilado nostálgico, o tempo todo reparando nas "coisas do interior" em comparação com São Paulo, furioso com os (aliás, bastante deploráveis) costumes locais. Vejo em seu semblante e gestos a infelicidade estampada, deposita em mim, em sendo aprovado em algum bom concurso, a esperança de realizar o grande desejo de um dia voltar lá para onde viveu os melhores anos de sua vida. Não, nunca superou a cidade a 160 quilômetros da capital para onde fora devido a uma robusta (e por fim não tão bem sucedida assim) oferta de emprego. Em situação financeira complicada que estávamos à época, fomos ficando, fomos ficando... e confesso que minha triste história só procrastinou o retorno para aquele que parece ser o melhor lugar para vivermos.

Tenho muita pena do meu pai. Muita mesmo. Não adianta, não se acostuma e diz que nunca se acostumará aqui com a cidade e, sobretudo, seu povo, contra o qual (até com razão em muitos aspectos) vocifera xingamentos, já os tendo chamado até de macacos. Dezesseis anos de tristeza visível. Quando surge na TV alguém falando, principalmente se for do sexo feminino, com sotaque paulistano, aquele bem contemporâneo ao estilo de algumas emissoras e que vem se tornando nas últimas décadas o português padrão do Brasil, o infeliz só falta chorar. Aqui na cidade, só de você chegar falando diferente, confesso que muda o tratamento a lhe ser dispensado.

Sem vitimismo (isso jamais), porém certas coisas devem ser ditas. Não sabem como minha família e eu sofremos preconceito quando aqui chegamos. Por nossa origem ou simplesmente por sermos forasteiros. Nos tempos de escola, já não bastasse tudo o que me ocorreu, fui duramente perseguido e achincalhado por minha condição geográfica de paulistano filho de baianos, um tanto quanto inspirado por muito das minhas origens territoriais familiares. Meu pai quase todos os dias é alvo de piadinhas no trabalho. Minha mãe já foi alvo de piadas infames e inesquecíveis humilhações (caso que destaco) por parte da filha adolescente de uma ex-patroa, que dela zombava, imitava o sotaque e explorava dentro de casa como uma verdadeira escrava do Brasil Colônia (minha mãe é faxineira, e também desempenha tarefas como cozinheira e artesã). Eu, mesmo no trabalho, já fui destratado por cidadãos a que atendia quando percebiam que eu não era da terra. Humilhação barata, ingrata e nojenta, com risos e piadas imundas. Dos demais no serviço, então... Era um verdadeiro bullying, cheguei a ser por um desgraçado perseguido e apelidado de "paulistinha veado", por ser paulistano e, ao contrário dos locais, discreto no sentido de não ficar, a despeito de heterossexual com todo o respeito convicto, o tempo todo ostentando "macheza", contando vantagens disto-daquilo e falando sobre mulheres e sexo (minha fissura era individual e solitária...) O miserável dizia: "Ê, paulista! Ê, paulistinha veado! Na tua terra só tem bichinha. Só aqueles caras moderninhos que todo mundo logo vê o que são... Aqui é que é terra de macho." E não era o único. Até depois, já estabilizado com a condição de servidor público, recebi certeiros e agoniantes gracejos, inclusive oriundos de pessoas aparentemente de certo nível financeiro e intelectual. É duro, muito duro.

Para terem uma ideia do estilo aqui do lugar, esta semana mesmo, no feriado de 15/11, voltando de um outro evento no SESC, presenciei um episódio de racismo na rua! Em tempos de tamanha luta contra qualquer preconceito, presencio, à luz do dia, um jovem negro, que discretamente trafegava pela calçada sem oferecer qualquer suspeita, ser ofendido, devido à sua condição étnica, por um grupo (uma turba, diga-se) de uns quatro ou cinco homens a cavalo que iam para ou voltavam de uma dessas festas tradicionais locais (desfiles de cavaleiros, comitivas disso-daquilo), trajados ao estilo interiorano e aparentemente desconhecedores do cidadão que andava tranquilo pela calçada, próximo a mim, no momento em que a cambada vinha pela rua: "Olha o preto, olha o preto!" - diziam, rindo e aumentando o tom de voz, para depois um deles berrar para o cidadão na calçada, nem aí com coisa alguma: "Sai da frente, crioulo!", com todos aos risos. Não sei se tenho alguma origem negra (sou um "pseudowhite" latino de origem portuguesa e, possivelmente, espanhola e indígena, com pele bem clara), porém senti tristemente pelo cidadão que a meu lado se encontrava. Até acelerei o passo para não presenciar a reação que o mesmo deve ter tido.

De toda maneira, coisa triste. Vou por aqui me arranjando, devo dizer, no sentido de dar uma vida digna a meus pais, retribuindo como puder o enorme sacrifício que por mim dispenderam. Ainda são as pessoas mais importantes da minha vida, é de certa forma por mim e por eles que luto. Por meu pai, considerado semianalfabeto, entretanto com excelente articulação verbal, mente fértil e crítica, confesso que modéstia à parte muito do que intelectualmente sou puxei a ele, também fã de cultura refinada e de ideias que acrescentam coisas valorosas ao mundo. Por minha mãe, trabalhadora incansável e multifacetada a despeito da humildade financeira e intelectual, mulher simples e notável que se desdobra em dez para garantir nossa dignidade. Por aqueles dois lá faço qualquer sacrifício na vida. Qualquer sacrifício mesmo.

E sigo minha luta. Vamos lá.

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Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

Ontem à(s) 17:07
BORA MANO!! 💪

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Obrigado!

Ontem à(s) 17:36
masterdw escreveu:BORA MANO!! 💪

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Agradeço o incentivo, Masterdw. Sigamos juntos.

É duro, muito duro. Impossível jamais.

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Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

Ontem à(s) 20:04
Grande Justiceiro. Não sei se já mencionei isso em seu diário, mas você escreve muito bem. Leio alguns dos seus relatos como se estive diante de um livro de um escritor talentoso. Pena que os distúrbios neuroquímicos do vício, afetaram bastante minhas habilidades cognitivas, sendo a escrita uma delas.

Sobre sua trajetória, um aspecto que me chamou a atenção, foi a parte das experiências de juventude não vividas. Apesar de ter socializado um pouco mais do que você (graças a amigos maravilhosos), ainda sim fiquei longe de ter aproveitado minha adolescência como deveria. Devido ao fato de estar imerso no vício, era geralmente retraído em minhas interações; principalmente por ter dificuldades de articular minhas falas pelo sintoma de confusão mental gerada pela pmo. Tendo esse problema tido grandes reflexos na minha interação com o sexo oposto. Quando você mencionou as oportunidades que perdeu, com garotas maravilhosas, lembrei das minhas próprias chances perdidas com elas. Inclusive, enquanto lia seu diário, abri o perfil do facebook de uma delas (irmã de uma colega da escola) e, ao lembrar da claríssima oportunidade que tive de ficar com ela, mas que não foi aproveitada devido a minha imersão no vício, as lágrimas vieram. A princípio teria sido só uma ficada, mas que abriria as portas para um possível algo a mais.

Infelizmente, ao contrário de você, também deixei minha vida acadêmica ser afetada e perdi minha bolsa na faculdade (coisa que sequer tive coragem de comentar com os outros).

Enfim, não sabemos de fato o como seria nossa trajetória sem esse vício, tudo que pensamos são apenas conjecturas. O passado não existe mais. Devemos seguir o sábio conselho do moderador The_Survivor e lutar para ter os "anos dourados" que não tivemos.



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