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Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 7/12/2018, 09:21
Justiceiro do Sertão escreveu:Atendendo a pedidos, tratarei sobre dois dos insinuantes casos pelos quais andei passando nos últimos tempos, os quais acreditava muito fortes para que os contasse aqui no Fórum, por me causarem certo sofrimento e pelo medo de despertar fantasias nos demais. Entretanto, ao que parece, será interessante que deles dê conta, para com toda a responsabilidade levar os demais a ter mais noções sobre os males do vício e também me ambientar melhor a respeito de tirar certo peso da mente. Agradeço ao colega Seeker que gentil e refinadamente me propôs tal tarefa. Era coisa que relutava em fazer, porém o andar da carruagem me levou a trazer as questões a lume, nem que seja em parte e algumas delas que julgo mais adequadas e necessária a que se revele aqui. Se é para o bem dos guerreiros, vamos lá.

Ontem estudei e, ao passar pelo Fórum como praticamente todos os dias tento fazer, já era tarde. Li a proposta e, após pensar um pouco, decidi por aderir à mesma; e eis que agora, aproveitando que acordei cedo (e dormi bem, felizmente, apesar de fortes ereções), venho expor tais assuntos, ainda que não em muito intensos detalhes. Como sempre digo, que fique o exemplo.

Foram (são) quatro histórias e, por ora, trato de duas aqui. As outras duas, mais delicadas, devo expor nos próximos dias, talvez até pelo fim de semana, se meu psicológico se mostrar apto. Não são, assim como as duas que agora trago, muito propriamente "sexuais" (a última o é um pouco), porém falar sobre as mesmas mexe comigo de maneira mais intensa e sinto que devo estar melhor preparado para me abrir a respeito das mesmas.

Pois bem, vamos lá. Dois casos por enquanto, resumidos o quanto possível.

Caso 1: A famosa da cidade

No meu trabalho, já lhes devo ter dito, recebo sobretudo a "gente humilde" aqui da cidade, inclusive sendo-me excelente terapia para minha histórica dificuldade de socialização, constatada por uma psicóloga em minha infância. Alguns casos são bem complicados e demandam inclusive intervenção de colegas mais velhos e de superiores, entretanto sempre acabamos resolvendo as questões da melhor maneira. Não é, portanto, um lugar onde se veja corriqueiramente, como dizem, "gente bonita". Até há, em outros setores, garotas de razoável aparência e com as quais inclusive travo algum contato, no entanto é coisa muito respeitosa e qualquer oportunidade seria algo a ser tratado bem à parte. Profissionalismo acima de tudo. Sob minha incumbência, o máximo que corriqueiramente surge são algumas jovens secretárias de escritórios da cidade, o que não me impacta muito. Certa vez, todavia, houve um caso que, de várias maneiras, marcou. Há cerca de um ano, uma cidadã "diferente" surge justo em minha mesa para a resolução de uma questão qualquer. Já vinha ouvindo certo burburinho desde minutos antes e, quando ela chegou, não pude deixar de reparar que se tratava de uma garota alta e realmente muito bela. De rosto, corpo e estilo pessoal. Não sou de reparar no que os outros falam, contudo não me escapou que se tratava de uma jovem badalada na cidade, conhecida na mídia, em redes sociais, figura pública enfim. E muito, muito bela, digna de alguma fama, mesmo. Pelo que entendi e presumo, devia ser alguma miss, modelo ou musa de time de futebol. Talvez até já devesse ter ouvido falar dela, porém ao instante não me lembrasse. Vestida de calças jeans e blusa justa a estampar o que parecia ser a logomarca de uma agência de modelos, estava toda produzida ainda que em situação de "cidadã comum", sorridente e gentil, a fim de algum serviço público de minha tarefa, e com sua senha a chamar justo em minha mesa. Atendimento rápido e problema resolvido, confesso que fiquei um pouco nervoso e sem jeito com a presença da citada, levando a experiência, entretanto, como algo mais para me garantir maturidade na vida. É aquilo que dizem: beleza, embora não ponha mesa, é coisa impactante para quem não está preparado, seja de que lado do corpo for. Só sei que percebi que o recinto inteiro da repartição, funcionários e cidadãos, ficou olhando. E em silêncio. Para ela, que inevitavelmente chamava a atenção, e para mim, como dizendo: "Sortudo!!" E continuaram em solene silêncio após a bela se retirar, para depois todos se entreolharem aos cochichos, não só a respeito dela como a meu.

Só digo que estou melhor preparado para quando coisa semelhante voltar a ocorrer. Sem muito mais.

Caso 2: A modelo no parque

No último domingo, enquanto fazia mais uma de minhas tradicionais caminhadas pela cidade, antes de voltar para casa decidi dar mais uma passada por um parque urbano perto de onde moro e em frente ao qual inclusive todos os dias passo indo e voltando do trabalho. Também ao lado do mesmo passo quando vou ao SESC (este, também caminho do meu trabalho), enfim, é um local por mim muito conhecido e onde por vezes ocorrem alguns eventos culturais atrás dos quais vou. Decidi dar uma volta por lá atrás de algo naquela tarde de domingo, antes de chegar em casa, aproveitando para dar mais uma rápida volta na pista de atletismo após não encontrar nada assim muito interessante. Foi quando, inclusive após um cidadão que caminhava a meu lado me perguntar algo (e depois, como deve ser, ignorarmos o que estava em nossa frente), percebi que, aproveitando o ambiente ermo, num canto mais recanteado da área verde, próximo a uma pequena lagoa, estava discretamente uma bela jovem loira de vestido curto a se revelar em caras, bocas e poses sensuais, enquanto o fotógrafo corria para lá e para cá com seu equipamento dando fluxo à sua parte no trabalho profissional que ali ocorria. Meu coração disparou, todavia soube sair da situação e em todos os sentidos seguir meu caminho. Estranhei por terem escolhido um dia passível de grande fluxo de pessoas para a realização do ensaio e também devido ao fato de que tal coisa não é muito comum aqui na cidade, moro no interior e a cidade aqui é bem conservadora, até careta mesmo para certas coisas. Até vejo algo do tipo vez em quando, porém não me lembro de algo, digamos, naquele nível. De todo modo, segui minha vida. Mas que foi um tanto impactante, foi. Novamente, porém, experiência.

Enfim, confesso que deu para tirar um peso das costas. Conforme tudo que já disse, fez bem para mim me abrir a respeito dos dois casos. Devo trazer os outros dois nos próximos dias.

Muito bem, Justiceiro! O importante é que você soube lidar com as situações e encará-las sempre como experiências. Concordo que tais circunstâncias narradas dão ensejo a recaídas, pois induzem muitas fantasias perigosas naqueles ainda presos ao vício da P., como nós. Sou grato pela partilha! Parabéns pelos 30 dias limpos!

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Ah, lembranças...

em 7/12/2018, 21:56
Hoje tive mais um dia corrido. Muito movimento no trabalho, muito para resolver fora dele, estou acordado desde antes das cinco da manhã. Após o expediente, saí para verificar algumas questões no centro da cidade e, agora em casa, trago-lhes mais uma de minhas tristes memórias a respeito do que PMO é capaz de causar em um homem.

Não se trata de um daqueles casos emblemáticos dos quais devo dar conta posteriormente conforme prometi, todavia tantas foram as decepções sociais aqui e ali que sofri por conta do vício que, suponha-se, só de ver rapidamente certo tipo de mulher na rua, se não fantasio, vem-me a triste lembrança sobre oportunidades perdidas. A teor dos conselhos do colega Seeker (mais uma vez meu obrigado!), tenho me proposto a um pouco me abrir sobre certos ocorridos a fim de dar mais tranquilidade a minha mente e gerar melhor clima de convívio e ajuda mútua em relação a mim e a todos aqui no Fórum. Tem me parecido auspicioso agir assim.

Mesmo em relação àqueles dos quais já dei conta aqui em meu Diário, acabei me esquecendo (para me lembrar só depois) de alguns detalhes que os tornam ainda mais chocantes, cuja não inclusão, todavia, ainda que houvesse empobrecido o relato, não o torna menos (des)motivacional e (des)inspirador sobre como não agir e sobre o que o vício nos faz perder. Esqueci dos mesmos, enfim, porém acabam num âmbito geral não fazendo tanta falta, bem podem até prever o desenrolar de cada história. Algumas pequenas amostras: uma das já citadas garotas com a qual perdi grandíssima chance tinha uma irmã ainda mais bela que também parecia me dar condição, e não quero imaginar, com todo o respeito às mulheres, quão belas experiências de juventude devo ter perdido. Uma outra, que também já devo ter trazido a estas páginas, tinha uma belíssima prima e ambas, também condizentes com minha preferência físico-intelectual, estavam muito aptas a que com alguma delas eu vivesse esplêndida aventura de adolescente.

De outra feita (desenrolando um caso que comecei a documentar aqui e não terminei), havia quatro (!) lindas irmãs, primas de uma prima minha, com curta diferença de idade e incluindo-se gêmeas, todas bem parecidas (as quatro) e exatamente meu estilo favorito, por dentro e por fora. Tive chance com as quatro e perdi as quatro!! Cheguei a ir a lanchonetes, bares, trocar boas palavras, porém o resto já devem funestamente imaginar. Sonho, sonho... pesadelo. Por minha culpa, por culpa de PMO. Outro dia tive até de destruir um DVD caseiro de uma festa a que fui e em que elas estavam lindamente presentes, junto com minha prima, para não entrar em desespero e partir para o pior. E "de repente, não mais que de repente", vim recentemente a saber, pelo meu tio, que a mais nova delas está trabalhando como modelo em São Paulo...

Por enquanto, é só. Talvez depois remeta a algo mais e cumpra com trazer as histórias prometidas. Porque vou dizer: é muito doloroso lembrar. Entretanto, como compete a um ser humano de verdade, sigo em frente.

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Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 8/12/2018, 13:52
Meu Grande amigo Justiceiro!! Saudades de ler seus posts!! Tantas oportunidades que perdi por conta do PMO também, com lindas amigas!! Teve uma vez que fiquei pensando o quanto fui idiota e despercebido em relação a isso!! Mesmo que eu tivesse ficado com uma dessas garotas que tive oportunidade não iria dá certo o nosso relacionamento. A mente de um praticante de PMO têm fantasias e o estilo que ele conversa com elas não iria deixar o relacionamento com essas lindas garotas seguir pra frente ( pelo menos comigo). O importante é focar no agora e futuro!!! Se aparecer uma oportunidade não abandone e use essa energia da abstinência e benefícios que ficar sem PMO traz para ficar com as próximas garotas desse estilo!!!! Tamo junto e na torcida por você!!

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Pontuais palavras

em 8/12/2018, 23:04
Master_DW escreveu:Meu Grande amigo Justiceiro!! Saudades de ler seus posts!! Tantas oportunidades que perdi por conta do PMO também, com lindas amigas!! Teve uma vez que fiquei pensando o quanto fui idiota e despercebido em relação a isso!! Mesmo que eu tivesse ficado com uma dessas garotas que tive oportunidade não iria dá certo o nosso relacionamento. A mente de um praticante de PMO têm fantasias e o estilo que ele conversa com elas não iria deixar o relacionamento com essas lindas garotas seguir pra frente ( pelo menos comigo). O importante é focar no agora e futuro!!! Se aparecer uma oportunidade não abandone e use essa energia da abstinência e benefícios que ficar sem PMO traz para ficar com as próximas garotas desse estilo!!!! Tamo junto e na torcida por você!!

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Ilustre Master_DW! Sempre providencial incentivo!

É muito por aí. Vi que está determinado a recomeçar com tudo, e saiba que tem minha torcida. O negócio, não há meio, é olhar para o futuro e lutar por um mesmo próspero, ao que parece ainda dá tempo.

Hoje estudei, saí para resolver algumas coisas e agora, tarde da noite, encontro tempo aqui para o Fórum. Até amanhã, aliás, devo trazer mais uma de minhas memórias, para refrigerar minha mente e cada vez mais (nunca é demais, se formos ver bem) conscientizar a todos os guerreiros sobre a desgraça que PMO provoca em nossas vidas. Tenho a contar mais uns dois casos "aptos" aqui ao ambiente.

Segue a guerra.

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Após um domingo...

em 9/12/2018, 19:38
... de estudo praticamente o dia inteiro e outras tarefas a seguir, venho agora para mais um exemplo a ser dado. No pior sentido.

Segue, conforme prometido, o terceiro caso daqueles mais emblemáticos relacionados com minha desgraça frente a PMO.

Devem se lembrar de uma história que já contei aqui, uma das tantas decepções com mulheres que tive devido ao vício:

"(...) loirinha mais nova, de beleza estonteante e que já trabalhava como modelo (!) e teria sido candidata a miss (!) adolescente (esse concursos de "Miss Teen"/"Miss Colegial") aqui na cidade, que também parecia estar na minha! Troquei com ela uma boa ideia, quando me via vinha de longe me abraçar e beijar, para sempre me deixar levar pela timidez e baixa-autoestima, certeza de que não daria certo. Morava a 100 metros de casa... Hoje sei que daria! Hoje sei que poderia ter vivido inesquecível experiência de juventude com uma gata da qual, se a geração de hoje visse uma fotografia, diria sem titubear, em sua gíria, ser uma 10/10! Não por acaso já tinha o background que citei. Loira a qual, devido ao reboot de todos nós, escuso-me de traçar comparativos sobre com quem se parecia."

Pois bem, à época não detalhei por julgar desnecessário, entretanto, neste processo que conduzo de contar um pouco mais sobre minhas aventuras a fim de mais eficiente condicionamento mental, ainda que seja coisa meio dolorosa para mim, trago um pouco mais sobre a triste história. Além de frequentar o mesmo colégio que eu, morava a uns cem metros de casa, éramos ambos residentes bem perto da escola também. Estava notavelmente interessada em mim, para eu só tremer e suar ao tentar chegar perto dela. E assim foi, durante meses. Encontramo-nos até mesmo fora do ambiente escolar, e trocávamos razoáveis diálogos. Era incrível, meus caros, era incrível como meu embotado cérebro agia de maneira pífia no trato com aquela tão bela e inteligente garota. Hoje percebo a falta de jeito, da maneira mais tristemente decisiva possível, com que respondia às investidas dela. Resultado: logo soube que estava namorando e se mudara de perto de casa. Como se não bastasse, lá vem um trauma medonho.

Nessa época, por uns colegas em redes sociais, fui direcionado a um link que me levou a um vídeo softcore filmado aqui na cidade com a presença da mesma e de outras modelos seminuas se esfregando em um sujeito, possivelmente algum jovem influente daqui. O vídeo, aparentemente bem real (embora em todos os sentidos ilícito, juro que era ela  e juro que ela tinha apenas 16 anos, ainda que um mulherão daqueles), lembrava uma "festinha" regada a bebida, drogas e sexo, sem cenas explícitas, no entanto com muitos beijos e carinhos a satisfazer inclusive alguns fetiches meus. Diante daquilo, da pior maneira em frente a uma tremenda oportunidade que perdi na vida, parecendo sentir todas aquelas sensações, não me contive.

Fiquei possesso. Coração disparado, suor frio escorrendo pelo corpo trêmulo, tive que me conter bravamente para não sair gritando e quebrando tudo dentro de casa. O desespero tomou conta de meu ser e durante semanas tive insônia, crises de choro e estresse, apneia noturna, pesadelos e só banhos gelados logo cedo, aos berros, e umas boas caminhadas, um dos meus hobbies prediletos, foram capazes de dar uma amenizada na situação.

Não sei por onde anda a cidadã hoje. Tampouco me interesso. Aqui é cidade pequena, todo mundo se conhece, e ouvi através de conhecidos que terceiros disseram que estava mãe solteira, tendo engravidado aos 16 anos... Jogando toda aquela beleza e uma carreira promissora no lixo! Bem feito não só para ela.

Até hoje, confesso, me lembrar do assunto coloca meus sentimentos em polvorosa. Entretanto, caros guerreiros, vai aí mais um exemplo do que o lixo chamado pornografia faz em nossa vida.

Fique o recado para não ser jamais esquecido. Devo retornar com o último (e forte) episódio das minhas maiores perdas para PMO. Este último caso, mais recente, é aquele que considero o mais impactante. Apesar de não estar diretamente atrelado a sexo e pornô propriamente ditos, mexe com meus sentimentos e gostos pessoais de forma gritante, havendo por isso impactado meus dias tão intensamente. Não sei exatamente quando trarei o mesmo e não descarto a hipótese de não trazê-lo, pelo menos não durante certo tempo, dado ser coisa muito íntima minha e de certamente difícil compreensão para quase todos aqui. Afinal, há coisas que só eu entendo bem e documentá-las levaria um bom tempo para encontrar as melhores palavras e redigir um longo texto.

De todo modo, tomara que tenha sido o último mesmo. Até lá.

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Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 10/12/2018, 10:24
Justiceiro do Sertão escreveu:... de estudo praticamente o dia inteiro e outras tarefas a seguir, venho agora para mais um exemplo a ser dado. No pior sentido.

Segue, conforme prometido, o terceiro caso daqueles mais emblemáticos relacionados com minha desgraça frente a PMO.

Devem se lembrar de uma história que já contei aqui, uma das tantas decepções com mulheres que tive devido ao vício:

"(...) loirinha mais nova, de beleza estonteante e que já trabalhava como modelo (!) e teria sido candidata a miss (!) adolescente (esse concursos de "Miss Teen"/"Miss Colegial") aqui na cidade, que também parecia estar na minha! Troquei com ela uma boa ideia, quando me via vinha de longe me abraçar e beijar, para sempre me deixar levar pela timidez e baixa-autoestima, certeza de que não daria certo. Morava a 100 metros de casa... Hoje sei que daria! Hoje sei que poderia ter vivido inesquecível experiência de juventude com uma gata da qual, se a geração de hoje visse uma fotografia, diria sem titubear, em sua gíria, ser uma 10/10! Não por acaso já tinha o background que citei. Loira a qual, devido ao reboot de todos nós, escuso-me de traçar comparativos sobre com quem se parecia."

Pois bem, à época não detalhei por julgar desnecessário, entretanto, neste processo que conduzo de contar um pouco mais sobre minhas aventuras a fim de mais eficiente condicionamento mental, ainda que seja coisa meio dolorosa para mim, trago um pouco mais sobre a triste história. Além de frequentar o mesmo colégio que eu, morava a uns cem metros de casa, éramos ambos residentes bem perto da escola também. Estava notavelmente interessada em mim, para eu só tremer e suar ao tentar chegar perto dela. E assim foi, durante meses. Encontramo-nos até mesmo fora do ambiente escolar, e trocávamos razoáveis diálogos. Era incrível, meus caros, era incrível como meu embotado cérebro agia de maneira pífia no trato com aquela tão bela e inteligente garota. Hoje percebo a falta de jeito, da maneira mais tristemente decisiva possível, com que respondia às investidas dela. Resultado: logo soube que estava namorando e se mudara de perto de casa. Como se não bastasse, lá vem um trauma medonho.

Nessa época, por uns colegas em redes sociais, fui direcionado a um link que me levou a um vídeo softcore filmado aqui na cidade com a presença da mesma e de outras modelos seminuas se esfregando em um sujeito, possivelmente algum jovem influente daqui. O vídeo, aparentemente bem real (embora em todos os sentidos ilícito, juro que era ela  e juro que ela tinha apenas 16 anos, ainda que um mulherão daqueles), lembrava uma "festinha" regada a bebida, drogas e sexo, sem cenas explícitas, no entanto com muitos beijos e carinhos a satisfazer inclusive alguns fetiches meus. Diante daquilo, da pior maneira em frente a uma tremenda oportunidade que perdi na vida, parecendo sentir todas aquelas sensações, não me contive.

Fiquei possesso. Coração disparado, suor frio escorrendo pelo corpo trêmulo, tive que me conter bravamente para não sair gritando e quebrando tudo dentro de casa. O desespero tomou conta de meu ser e durante semanas tive insônia, crises de choro e estresse, apneia noturna, pesadelos e só banhos gelados logo cedo, aos berros, e umas boas caminhadas, um dos meus hobbies prediletos, foram capazes de dar uma amenizada na situação.

Não sei por onde anda a cidadã hoje. Tampouco me interesso. Aqui é cidade pequena, todo mundo se conhece, e ouvi através de conhecidos que terceiros disseram que estava mãe solteira, tendo engravidado aos 16 anos... Jogando toda aquela beleza e uma carreira promissora no lixo! Bem feito não só para ela.

Até hoje, confesso, me lembrar do assunto coloca meus sentimentos em polvorosa. Entretanto, caros guerreiros, vai aí mais um exemplo do que o lixo chamado pornografia faz em nossa vida.

Fique o recado para não ser jamais esquecido. Devo retornar com o último (e forte) episódio das minhas maiores perdas para PMO. Este último caso, mais recente, é aquele que considero o mais impactante. Apesar de não estar diretamente atrelado a sexo e pornô propriamente ditos, mexe com meus sentimentos e gostos pessoais de forma gritante, havendo por isso impactado meus dias tão intensamente. Não sei exatamente quando trarei o mesmo e não descarto a hipótese de não trazê-lo, pelo menos não durante certo tempo, dado ser coisa muito íntima minha e de certamente difícil compreensão para quase todos aqui. Afinal, há coisas que só eu entendo bem e documentá-las levaria um bom tempo para encontrar as melhores palavras e redigir um longo texto.

De todo modo, tomara que tenha sido o último mesmo. Até lá.

O recado está dado, meu caro Justiceiro! De fato, os episódios vividos na adolescência nos causam traumas ainda mais fortes e "cascudos", difíceis de serem desfeitos.
Sigo na torcida por ti!
Abraço!

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Obrigado como sempre

em 10/12/2018, 21:33
Pois é, Seeker. Após tranquila segunda feira, devo dizer que eis dolorosa verdade. E não foi só isso.

Não, não foram só essas... Houve aquelas duas fadas de bondade muito em meu encalço simultaneamente na faculdade, houve na escola aquela charmosa de estilo intelectual quase idêntico ao meu a dar mostras insistentes e muito marcantes, na mesma minha classe aquela mulata (daquelas dos meus sonhos) que chegou a me convidar para ir a sua casa (e junto com a prima, que parecia uma irmã gêmea dela) e o safado aqui batendo em retirada, naufragado em insegurança, achando que fosse "zoeira"!... E tantas outras. Sim, houve tantas outras. Uma mais bela e refinada que a outra.

Sem muito o que dizer, enfim. Agora é correr atrás do prejuízo.

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