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Re: Diario psico

em 3/6/2018, 11:02
Olá Psico! Se você parou antes de concluir talvez signifique você está reconquistando esse autocontrole que nos falta na condição de viciados? O que acha disso?

Parabéns pelo empenho!
psico escreveu:Hoje fiquei praticamente o dia todo na rua. Socializei bastante e deu até pra esquecer que estou fazendo reboot rsrs. Ótima sensação esta.

Ontem de noite eu novamente pratiquei M mas, não consegui terminar. Fiquei pensando se valia a pena ou não. Devo admitir que o pênis estava muito sensível e a ereção se manteve porém, depois de alguns minutos parei e dormi. Simplesmente isso.

David meu amigo, antes de mais nada parabéns pelo avanço. Quase um mês! É uma marca e tanto e sei que você pode muito mais! Agora, respondendo suas perguntas.

Eu não cheguei á ver o rapaz novamente não. Ele aparentemente pega ônibus pra voltar pra casa no mesmo ponto que eu mas, em horário diferente pelo que pude perceber. Naquele dia eu havia saído mais cedo então, as chances de ter um encontro com ele são meio pequenas. Mas, mesmo assim, o fato não despertou em mim um interesse em ter algo com ele então... Vida que segue.

Sobre dificuldades em fazer coisas no dia á dia eu sinceramente não venho sentido essa dificuldade .Ao contrário, tenho conseguido canalizar minha concentração pra fazer coisas num ritmo constante sem me cansar tão rápido como geralmente acontece.

Uma sugestão que eu te dou é muito simples, chata talvez mas, eficaz. Planeje seu dia. Eu não tenho mas, estou sinceramente prestes á comprar uma coisa chamada AGENDA. Cara, nós precisamos disso! Uma vez usei uma agenda durante um mês escrevendo algumas coisas simples pra fazer no meu dia á dia, por exemplo:  11:00hrs - Pagar a conta tal, 14:00 hrs - pegar tal coisa em tal lugar, 16:00 hrs - ler tantas páginas do livro tal, 18:00 hrs - arrumar coisa tal e por ai vai. Isso facilitou minha vida de um jeito que eu nem acreditei. Só não continuei por que a agenda que eu usava era muito velha e eu acabei não comprando outra.  Mas segue a dica Wink

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Re: Diario psico

em 3/6/2018, 12:06
Oi santo. Cara, eu acredito que pode ser isso. Eu nunca fui fã de masturbação tanto que minha primeira de fato foi meio tarde com 14 pra 15.

Contando um pouquinho sobre minha infancia pervertida rsrs. Ali pelos 9 ou 10 anos meu grupo de amigos ás vezes se reunia na casa de alguém pra assistir porno e se "masturbar" e eu achava aquilo extremamente esquisito, tanto que nem fazia questão nem de ficar vendo porno e nem de me masturbar. No fundo eu acho uma pratica estranha e como já falei algumas vezes, o que me impulsiona á praticar masturbação é algo que eu vejo e associo á algo que me excita. Estando em reboot a mente fica com certeza mais limpa então acho que sim, o controle tem aumentado.



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Re: Diario psico

em 3/6/2018, 17:28
O seu ato de parar no meio talvez tenha sito uma situação que passou batido no meio da noite. 
Porém para um viciado em PMO que está lendo o que você escreveu, saber que você parou para refletir, no meio do ato, que aquilo não é para você, é como derrotar um Titã. 
Refletir antes ou depois é algo comum de acontecer, entretanto, parar no meio porque achou que não fazia sentido da uma satisfação (e uma satisfação mais estranha porque foi banal para ti).

As pessoas que vão ler vão se motivar!  sunny
 

Psico estou feliz e orgulhosa por ver que está fazendo bem esse trabalho de repensar sobre os hábitos da vida. Quero que você e todos aqui descubram o que faz bem e o que faz sentido no sexo e na vida, que se sintam bem com a jornada de vocês que se tornem melhores. 
Gosto muito de vocês!

Muitas conquistas. 
Beijos.
flower
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Duas semanas.

em 4/6/2018, 09:32
Ontem completei exatas duas semanas sem P. Não relatei nada por dois motivos.

O primeiro - geralmente perto da hora de dormir no domingo sinto uma vontade muito grande de praticar MO. Não queria isso e resolvi tentar pegar no sono mais cedo.

Segundo - estava realmente cansado por que fiquei a tarde toda fora de casa.

Infelizmente meu plano não deu muito certo. Acabei acordando às 5 da manhã e perdi o sono. Ali deitado na cama, sem nada pra fazer não deu outra.

Lógico, foi de forma limpa e acredito até que essa tenha sido a MO mais limpa que eu já pratiquei. Não senti remorso mas, senti algo que á tempos não sentia. Aquela sensação de que "você tem muito á oferecer e ficar guardando não é legal" Realmente, estou ficando enjoado de sentir prazer sozinho.


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Re: Diario psico

em 4/6/2018, 14:02
Parabéns querido!

Rumo a um mês limpo e cada vez mais consciente de sí mesmo. 

Muita força nessa nova fase.
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Re: Diario psico

em 4/6/2018, 16:43
Eu também não era fã de masturbação com essa idade e posso dizer que acontecia o mesmo quando eu ia pra casa dos amigos com essa idade. Eles masturbavam, uns poucos gozavam e eu ficava com vergonha e nada fazia. Não me parecia algo natural... É tanto que no meu vício só me masturbo com pornô, então, se não tenho pornô não me masturbo.


psico escreveu:Oi santo. Cara, eu acredito que pode ser isso. Eu nunca fui fã de masturbação tanto que minha primeira de fato foi meio tarde com 14 pra 15.

Contando um pouquinho sobre minha infancia pervertida rsrs. Ali pelos 9 ou 10 anos meu grupo de amigos ás vezes se reunia na casa de alguém pra assistir porno e se "masturbar" e eu achava aquilo extremamente esquisito, tanto que nem fazia questão nem de ficar vendo porno e nem de me masturbar.  No fundo eu acho uma pratica estranha e como já falei algumas vezes, o que me impulsiona á praticar masturbação é algo que eu vejo e associo á algo que me excita. Estando em reboot a mente fica com certeza mais limpa então acho que sim, o controle tem aumentado.



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Re: Diario psico

em 4/6/2018, 17:35
santo escreveu:Eu também não era fã de masturbação com essa idade e posso dizer que acontecia o mesmo quando eu ia pra casa dos amigos com essa idade. Eles masturbavam, uns poucos gozavam e eu ficava com vergonha e nada fazia. Não me parecia algo natural... É tanto que no meu vício só me masturbo com pornô, então, se não tenho pornô não me masturbo.


psico escreveu:Oi santo. Cara, eu acredito que pode ser isso. Eu nunca fui fã de masturbação tanto que minha primeira de fato foi meio tarde com 14 pra 15.

Contando um pouquinho sobre minha infancia pervertida rsrs. Ali pelos 9 ou 10 anos meu grupo de amigos ás vezes se reunia na casa de alguém pra assistir porno e se "masturbar" e eu achava aquilo extremamente esquisito, tanto que nem fazia questão nem de ficar vendo porno e nem de me masturbar.  No fundo eu acho uma pratica estranha e como já falei algumas vezes, o que me impulsiona á praticar masturbação é algo que eu vejo e associo á algo que me excita. Estando em reboot a mente fica com certeza mais limpa então acho que sim, o controle tem aumentado.



Quem já se livrou da Masturbação tem um bom caminho andado. Eu ainda sou um viciado nela. Já está diminuindo a frequência, mas preciso diminuir ainda mais pois ela é um forte gatilho. Um amigo de fórum, não me lembro quem (ah, acho que foi o Psico), disse sobre a energia sexual, que o tanto que nós podemos proporcionar e compartilhar prazer para e com alguém. Tantos anos de sexo solitário, que tristeza! Precisamos dar um tempo e se for pra fazer sexo sozinho (M, M, M, ciclo de Ms.) é preferível nem fazer. A prática do sexo é muito mais, mil vezes mais, salutar.

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Re: Diario psico

em 4/6/2018, 18:20
David Silva escreveu:
Quem já se livrou da Masturbação tem um bom caminho andado. Eu ainda sou um viciado nela. Já está diminuindo a frequência, mas preciso diminuir ainda mais pois ela é um forte gatilho. Um amigo de fórum, não me lembro quem (ah, acho que foi o Psico), disse sobre a energia sexual, que o tanto que nós podemos proporcionar e compartilhar prazer para e com alguém. Tantos anos de sexo solitário, que tristeza! Precisamos dar um tempo e se for pra fazer sexo sozinho (M, M, M, ciclo de Ms.) é preferível nem fazer. A prática do sexo é muito mais, mil vezes mais, salutar.

Eu nunca achei muita graça em masturbação. Até curtia fazer, mas meu fascínio era pela P (principalmente amadora) sem praticar M.

Houve um "reboot" que eu fiquei um mês e meio sem M, porém derrapava na P toda semana. Foi super tranquilo justamente porque meu cérebro estava sempre tendo algumas doses do que ele mais gosta: a P.

O pior disso tudo é que meu cérebro ficou por anos configurado para obter prazer sem a necessidade de sustentar uma ereção. Provavelmente por isso desenvolvi uma DE tão severa.

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Re: Diario psico

em 4/6/2018, 21:40
psico escreveu:Ontem completei exatas duas semanas sem P. Não relatei nada por dois motivos.

O primeiro - geralmente perto da hora de dormir no domingo sinto uma vontade muito grande de praticar MO. Não queria isso e resolvi tentar pegar no sono mais cedo.

Segundo - estava realmente cansado por que fiquei a tarde toda fora de casa.

Infelizmente meu plano não deu muito certo. Acabei acordando às 5 da manhã e perdi o sono. Ali deitado na cama, sem nada pra fazer não deu outra.

Lógico, foi de forma limpa e acredito até que essa tenha sido a MO mais limpa que eu já pratiquei. Não senti remorso mas, senti algo que á tempos não sentia. Aquela sensação de que "você tem muito á oferecer e ficar guardando não é legal" Realmente, estou ficando enjoado de sentir prazer sozinho.

Parabéns pelas duas semanas, mas tente ficar livre da M já que pelo menos pra mim, ela pode ser até pior que P

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Dia 15! NOVA FASE

em 5/6/2018, 00:12
Muita coisa pra dizer em tão pouco tempo mas vou fazer o possivel pra colocar aqui o que eu estou sentindo.

Como alguns viram, eu encerrei o hard mode depois de 7 dias. Não senti remorso nem nada do tipo por que foi de forma limpa, unica e exclusivamente pelas sensações. Porém, ao finalizar, me veio um pensamento que há tempos não vinha. "Sentir prazer sozinho simplesmente não tem graça" "eu preciso compartilhar isso com alguém"

Hoje ao entrar no ônibus para ir ao trabalho, vi um rapaz que me chamou atenção. Eu não consegui tirar os olhos dele por mais que um minuto e mais do que isso, acredito que ele percebeu. Cheguei no meu ponto pensando várias coisas (nada de cunho pornográfico) mas, sim do tempo que eu fiquei sentado na frente da tela do computador vendo pessoas se beijando, fazendo sexo, sentindo "prazer" e eu batendo palmas para aquilo (entendam o palmas da maneira que quiserem)

Me dei conta de que eu estou entrando em uma nova fase do reboot de fato. Eu estou me sentindo como um navio que está indo para o oceano e agora não dá pra ver mais a costa. Só dá pra seguir em frente. Isso ao mesmo tempo que trás um senso legal de estar progredindo, também me trás certo medo pois eu sinceramente, não sei o que me espera até o fim do processo.

Foram duas semanas que passaram rápido de uma forma mas, insuportavelmente devagar também. Muita coisa e quase nada aconteceu mas, de tudo, o que mais me tocou foi exatamente essa sensação de não querer ter esse prazer de forma solitária.

Eu tenho um terrível defeito. Sou extremista demais. Digo isso por que das duas uma. Ou eu vou me trancar no meu quarto e viver o resto da vida consumido P e praticando MO ou literalmente vou botar as asas de fora e vou partir pra cima. Lógico, não estou dizendo aqui que vou partir pra uma vida desregrada, nada disso, eu sei do meu valor. Só que eu nunca senti tanta vontade de me envolver intimamente com alguém como atualmente. Não falo de sexo somente mas falo de momentos além disso. Ás vezes sinto que não tenho maturidade pra isso, mesmo tendo a idade que eu tenho rsrs. Outras vezes sinto que não vou corresponder ás expectativas da outra pessoa e isso me trava. Porém se é pra continuar até o fim... Alguma coisa eu vou ter que fazer.

No mais, eu estou muito feliz por estar conseguindo avançar e pelo apoio que estou recebendo. Valeu mesmo por tudo gente e a luta continua!

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Re: Diario psico

em 5/6/2018, 07:44
Bom dia Psico! Abra seu coração para receber esse alguém por inteiro, quem sabe essa não será uma fase de muitas coisas boas???


psico escreveu:Muita coisa pra dizer em tão pouco tempo mas vou fazer o possivel pra colocar aqui o que eu estou sentindo.

Como alguns viram, eu encerrei o hard mode depois de 7 dias. Não senti remorso nem nada do tipo por que foi de forma limpa, unica e exclusivamente pelas sensações. Porém, ao finalizar, me veio um pensamento que há tempos não vinha. "Sentir prazer sozinho simplesmente não tem graça" "eu preciso compartilhar isso com alguém"

Hoje ao entrar no ônibus para ir ao trabalho, vi um rapaz que me chamou atenção. Eu não consegui tirar os olhos dele por mais que um minuto e mais do que isso, acredito que ele percebeu. Cheguei no meu ponto pensando várias coisas (nada de cunho pornográfico) mas, sim do tempo que eu fiquei sentado na frente da tela do computador vendo pessoas se beijando, fazendo sexo, sentindo "prazer" e eu batendo palmas para aquilo (entendam o palmas da maneira que quiserem)

Me dei conta de que eu estou entrando em uma nova fase do reboot de fato. Eu estou me sentindo como um navio que está indo para o oceano e agora não dá pra ver mais a costa. Só dá pra seguir em frente. Isso ao mesmo tempo que trás um senso legal de estar progredindo, também me trás certo medo pois eu sinceramente, não sei o que me espera até o fim do processo.

Foram duas semanas que passaram rápido de uma forma mas, insuportavelmente devagar também. Muita coisa e quase nada aconteceu mas, de tudo, o que mais me tocou foi exatamente essa sensação de não querer ter esse prazer de forma solitária.

Eu tenho um terrível defeito. Sou extremista demais. Digo isso por que das duas uma. Ou eu vou me trancar no meu quarto e viver o resto da vida consumido P e praticando MO ou literalmente vou botar as asas de fora e vou partir pra cima. Lógico, não estou dizendo aqui que vou partir pra uma vida desregrada, nada disso, eu sei do meu valor. Só que eu nunca senti tanta vontade de me envolver intimamente com alguém como atualmente. Não falo de sexo somente mas falo de momentos além disso. Ás vezes sinto que não tenho maturidade pra isso, mesmo tendo a idade que eu tenho rsrs. Outras vezes sinto que não vou corresponder ás expectativas da outra pessoa e isso me trava. Porém se é pra continuar até o fim... Alguma coisa eu vou ter que fazer.

No mais, eu estou muito feliz por estar conseguindo avançar e pelo apoio que estou recebendo. Valeu mesmo por tudo gente e a luta continua!

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Re: Diario psico

em 5/6/2018, 14:14
Psico, 
Se relacionar é estar aberto para se decepcionar também, é aberto para muitas vezes dar mais do que receber, porque não temos como saber quem é a pessoa que estamos até estarmos com ela. 
Essa é a beleza e a desgraça dos relacionamentos, se você está  nele para se completar é bem provável que vá se frustrar, porém se entrar em um para partilhar momentos, pela jornada a dois as coisa tendem a dar mais certo. 
Eu sempre gostei de ter relacionamentos sérios, porque eu gosto da pegada do namoro, das fases que ele possui, das reviravoltas, das surpresas e as vezes até as decepções são boas de certa forma.
Ninguém estará preparado para nenhum relacionamento, não estamos preparado nem para nos relacionarmos com nós mesmos, por isso será sempre um desafio, que eu digo que vale a pena. Nos conhecemos muito assim e aprendemos a dar valor a outras pessoas, quando amamos entendemos alguns sacrifícios que fizeram por nós e que passaram batidos na nossa vida.
Eu me casei uma vez e me separei, e agora estou noiva novamente. Estou te falando isso, porque quero que encare o amor como algo que se renova sempre por isso vale a pena sentir ele até o final, para mim só assim vale a pena. 

Gosto do fato de você ser intenso, significa que viverá o amor com sua alma, então para mim você já está pronto. 

Não tenha medo nem ansiedade, deixe a magia acontecer que ela acontece nesses casos. 

beijos.
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Dia 16

em 6/6/2018, 00:15
Nada muito importante para relatar hoje. Nada de fissuras, sonhos eróticos ou algo parecido.

Sobre aquilo que eu disse sobre relacionamentos, bom, ainda não é o momento pra se pensar em um relacionamento sério com alguém. Digo isso por alguns motivos meio complexos.
Eu estou passando por um momento delicado da minha familia. Não que esse delicado envolva coisas ruins, muito pelo contrário. Exatamente por ser vista como uma coisa muito boa é que eu estou me ponderando de certa forma em relação á algo intimo. Acho que todos á essa altura sabem que boa parte da minha familia e pessoas do meu ciclo social nem imaginam que eu sinto atração por pessoas do mesmo sexo.

A segunda coisa é. Com o passar do tempo de reboot eu estou realmente pensando na possibilidade de me envolver com alguém do sexo oposto. É lógico, eu não vejo maneira pra que isso ocorra já que eu não saio á noite, não bebo, e como minha rotina está ligada muitas vezes á igreja, fica extremamente dificil mas, a curiosidade está aqui. Não é algo grande, mas está aqui.

Preciso extravasar de alguma forma essa "coisa" que está dentro de mim de algum jeito..." PMO não é mais uma opção.

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Re: Diario psico

em 6/6/2018, 09:22
psico escreveu:Nada muito importante para relatar hoje. Nada de fissuras, sonhos eróticos ou algo parecido.

Sobre aquilo que eu disse sobre relacionamentos, bom, ainda não é o momento pra se pensar em um relacionamento sério com alguém. Digo isso por alguns motivos meio complexos.
Eu estou passando por um momento delicado da minha familia. Não que esse delicado envolva coisas ruins, muito pelo contrário. Exatamente por ser vista como uma coisa muito boa é que eu estou me ponderando de certa forma em relação á algo intimo. Acho que todos á essa altura sabem que boa parte da minha familia e pessoas do meu ciclo social nem imaginam que eu sinto atração por pessoas do mesmo sexo.

A segunda coisa é. Com o passar do tempo de reboot eu estou realmente pensando na possibilidade de me envolver com alguém do sexo oposto. É lógico, eu não vejo maneira pra que isso ocorra já que eu não saio á noite, não bebo, e como minha rotina está ligada muitas vezes á igreja, fica extremamente dificil mas, a curiosidade está aqui. Não é algo grande, mas está aqui.

Preciso extravasar de alguma forma essa "coisa" que está dentro de mim de algum jeito..." PMO não é mais uma opção.

Igreja Evangélica ou Católica?

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Re: Diario psico

em 6/6/2018, 10:20
Evangélica, David

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Re: Diario psico

em 6/6/2018, 13:54
A igreja é um pilar importante em muitas famílias e acho que você está certo em se preservar agora, afinal está acontecendo muitas coisas com você ao mesmo tempo. 

Sobre sair a noite e não beber é algo simples, não beba, é o que eu faço, eu não curto nem um pouco álcool então quando saio com meus amigos eu me divirto tomando suco e eles cerveja, é só você rejeitar e falar que eles são livres para tomar a cerveja que quiser e que você usará a sua liberdade de tomar quanto suco desejar. 
Não precisamos nos prender a padrões e as pessoas usam o álcool como lubrificante social, se você for lubrificado o suficiente não precisará de mais. 


Sobre as mulheres, se tem curiosidade experimente sair com alguma futuramente, mas agora aproveite para curtir a família, eles te amam e por mais que o assunto seja delicado eles continuarão te amando (querendo te queimar ou não será por amor). 
Espero que os dias vão te deixando mais confortáveis com você mesmo, e que vá achando as respostas das suas dúvidas internas. 

beijinhos
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Dia 17

em 7/6/2018, 00:00
Confesso que me ver chegando nessa quantidade de dias sem P me traz um nivel de responsabilidade muito grande em manter o reboot. Hoje nada muito especial. Os ultimos dias tem sido cansativos por conta de toda a correria de fim de semestre na faculdade. Trabalhos, provas, relatórios, resumos. Fazer o que.

Domi, acho que vou explicar um pouco a minha situação pra que você e os outros que me acompanham me entendam melhor. Sabe, minha adolescência foi digamos... monótona. Sem muitos amigos, sem muitas saídas, sem muitas surpresas ou coisas do tipo, sem namoros ou ficadas, principalmente pela minha condição de se achar feio pra caramba e ainda por cima não saber como chegar nas meninas, além é claro, do sentimento muito forte que eu nutria pelo meu melhor e único amigo de fato da escola. Era tudo muito confuso por que simplesmente eu não tinha vida social. Via garotos da minha idade se assumindo de maneira implicita na frente das outras pessoas e eu, sempre ficava na minha. Não era de todo caladão. Conversava na sala normalmente mas, fora da escola eu simplesmente não tinha vida.

Quando eu passei á frequentar a igreja eu pude ter aquilo que tanto eu tinha falta. Amigos e uma rotina social um tanto quanto intensa digamos assim. Aos finais de semana eu não parava em casa por causa de muitas programações. Um pouco tempo antes disso tive minha primeira relação sexual com meu vizinho (que era dessa mesma igreja) e também foi nessa época que eu vi ser instalada em casa a internet banda larga. 300MB de velocidade que me trouxe um mundo de fotos e vídeos. Antes eu não ligava muito por que o computador ficava na sala mas, depois que ele veio pro meu quarto... bom. O resto vocês já sabem.

Com minha sexualidade digamos assim, deixada de lado, e por conta de várias outras coisas, inclui-se ai minha posição e também reputação na igreja, vi nos vídeos uma válvula de escape secreta. O vício me deixou anestesiado pra tudo porque querendo ou não estava sentindo prazer. Mas, ao ver amigos meus se casando, tendo filhos, crescendo financeiramente, eu comecei á questionar muitas coisas. Esse questionamento me fez querer ir atras de sexo e o sexo me fez descobrir a minha terrivel condição de viciado.

Resumindo, eu simplesmente ainda sou aquele mesmo adolescente de tempos atrás. Minha relação com a igreja já não está a mesma coisa á alguns anos e o reboot vai eliminar parte do problema. Eu tenho bastante dilemas para resolver. Comecei pelo reboot então, vamos ver o que me aguarda!

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Re: Diario psico

em 7/6/2018, 13:26
psico escreveu:Confesso que me ver chegando nessa quantidade de dias sem P me traz um nivel de responsabilidade muito grande em manter o reboot. Hoje nada muito especial. Os ultimos dias tem sido cansativos por conta de toda a correria de fim de semestre na faculdade. Trabalhos, provas, relatórios, resumos. Fazer o que.

Domi, acho que vou explicar um pouco a minha situação pra que você e os outros que me acompanham me entendam melhor. Sabe, minha adolescência foi digamos... monótona. Sem muitos amigos, sem muitas saídas, sem muitas surpresas ou coisas do tipo, sem namoros ou ficadas, principalmente pela minha condição de se achar feio pra caramba e ainda por cima não saber como chegar nas meninas, além é claro, do sentimento muito forte que eu nutria pelo meu melhor e único amigo de fato da escola. Era tudo muito confuso por que simplesmente eu não tinha vida social. Via garotos da minha idade se assumindo de maneira implicita na frente das outras pessoas e eu, sempre ficava na minha. Não era de todo caladão. Conversava na sala normalmente mas, fora da escola eu simplesmente não tinha vida.

Quando eu passei á frequentar a igreja eu pude ter aquilo que tanto eu tinha falta. Amigos e uma rotina social um tanto quanto intensa digamos assim. Aos finais de semana eu não parava em casa por causa de muitas programações. Um pouco tempo antes disso tive minha primeira relação sexual com meu vizinho (que era dessa mesma igreja) e também foi nessa época que eu vi ser instalada em casa a internet banda larga. 300MB de velocidade que me trouxe um mundo de fotos e vídeos. Antes eu não ligava muito por que o computador ficava na sala mas, depois que ele veio pro meu quarto... bom. O resto vocês já sabem.

Com minha sexualidade digamos assim, deixada de lado, e por conta de várias outras coisas, inclui-se ai minha posição e também reputação na igreja, vi nos vídeos uma válvula de escape secreta. O vício me deixou anestesiado pra tudo porque querendo ou não estava sentindo prazer. Mas, ao ver amigos meus se casando, tendo filhos, crescendo financeiramente, eu comecei á questionar muitas coisas. Esse questionamento me fez querer ir atras de sexo e o sexo me fez descobrir a minha terrivel condição de viciado.

Resumindo, eu simplesmente ainda sou aquele mesmo adolescente de tempos atrás. Minha relação com a igreja já não está a mesma coisa á alguns anos e o reboot vai eliminar parte do problema. Eu tenho bastante dilemas para resolver. Comecei pelo reboot então, vamos ver o que me aguarda!

Com calma e confiança conseguirá resolver suas dúvidas
Me vejo muito em você. Também tenho muitos questionamentos.
Estamos juntos Psico! Um abraço.

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Primeiro sobre os amigos e vida social .

em 7/6/2018, 13:44
De fato quando arrastamos os problemas da adolescência até a fase adulta nos sentimos sem chão e perdidos. Parece que nada mudou.

 Falarei de uma forma geral, porque muitas pessoas aqui no fórum possuíram esse perfil durante a adolescência. 

Quando chegamos a fase adulta e não resolvemos as questão da adolescência acabamos que ficamos travados com o amadurecimento da vida. Então, continuamos a usar os mesmos tipos de roupa, ainda somos fechados aos estilos musicais, ficamos retraídos socialmente por adotar uma postura defensiva e julgadora, ficamos desejando uma vida social que não condiz com a fase adulta, queremos ter mil amigos... Enfim, arrastamos a nossa adolescência para a fase adulta de uma forma mais sofisticada. 

Todos tem um pouco de adolescente enrustido, mas algumas pessoas tem essa parte como uma cruz que se arrasta com muita dor. 

Muitos de nós adolescentes retraídos na verdade não tínhamos muita paciência para os outros, não gostávamos das mesmas coisas que eles e mesmo quando estávamos em grupos, nos conectávamos a uma pessoa apenas mas na verdade era algo nosso e não do grupo e acabava que só tínhamos um amigo, ma não por culpa dos outros é porque nós precisávamos de algo mais intenso e confortável do que ficar se mostrando como um pavão para um grupo que hora te amava, hora te julgava. Eu era retraída na escola, mas eu tinha um grupo de RPG, que ia comigo nos eventos que eu gostava que falávamos a mesma língua, então eles foram para mim o que o grupo da igreja foi para Psico na questão social. 
Porém parece que a escola sempre pesa mais, mas é só um trauma, sempre fomos legais, sociáveis é que para um ambiente nós tínhamos paciência e afinidade e para outro não.  Não entendo porque damos tanto valor para a escola se o outro grupo era tão legal.

Vocês que foram retraídos não achavam meio estúpidos os populares da escola? Eu achava mas na época eu no fundo queria ser eles, hoje se eu tivesse sido teria vergonha.  No

Mas voltando para os amigos. Ser adulto é como regra ter poucos amigos e olha lá se dá para vê-los todos os finais de semana (algumas pessoas conseguem, mas não é a maioria). Massss nossos olhos só veem o que querem não é? Queremos ter uma vida agitada, aí escutamos vários grupos falando que saíram, na verdade eles saíram uma vez no mês, mas como estamos querendo isso somamos esse com o outro e parece que a vida social das pessoas é algo digno de filme. Não é estranho quando ficamos mais velhos, voltamos a gostar de festa de família e queremos um namoro, algo mais certo, constante e seguro. Não temos mais energia e tempo para a vida de adolescente. 

Precisamos nos resolver com o adolescente interior, ele criou expectavas demais para os adultos que somos, não precisamos delas. Porque somos tão legais com os outros e não somos com nós mesmos? Eu sou horrível comigo mesmas as vezes.

Mas vou continuar a conversa no próximo bloco.
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Re: Diario psico

em 7/6/2018, 14:28
Continuando com os problemas que arrastamos da adolescência ....


Quando nos sentimos feio nessa época a nossa auto estima não é das melhores depois, parece que tudo está lá para nos lembrar da nossa época de patinho feio (olha que eu já tive uma época em que as crianças me chamavam de monstro). 
Eu acho isso peculiar do ser humano, eu tenho uma amiga que hoje é modelo, ela é maravilhosa, e por ela ser modelo para mim é uma prova concreta de que a beleza dela é reconhecida, mas ela ainda tem os mesmos traumas da sétima séria em que ela começou a ter acne e ficou bem gordinha. Tudo que da errado na vida dela é porque ela é feia ou engordou, ou teve espinhas, ou que fulana é melhor.... O patinho feio dela fala bem alto.
Na verdade, a maioria das pessoas são adultos bonitos (não lindos, isso é para poucos temos que aceitar), porém se preocupando um pouco com moda e  saúde é totalmente possível arrancar alguns olhares na rua. Ninguém olha para gente feia, mas nós queremos ser a rainha da cocada e ter todos os olhares para nós, não pode restar uma dúvida sequer sobre o nosso poder atrativo que ficamos inconformados, se alguém fala que somos feios dói mais que se nos chamarem de mau ou burro. Não faz sentido neh? 

Mas somos assim e são nessas dores que temos que trabalhar, lidar primeiro com a criança interior, depois com o adolescente interior e seguir livre. 
Psico,  não se cobre tanto assim, não estamos em uma corrida para ver quem terá emprego, família ou dinheiro primeiro. Foque em fazer bem para você mesmo. Faça sua faculdade, pense como levará sua carreira, mas não fique se cobrando ser a próxima cara da psicologia, temos que fazer pequenas coisas bem, porque é assim que nos tornamos grandes, eu estou tentando fazer isso na minha vida e tem começado a dar certo. 

Não foquei em você dessa vez, porque o seu problema é recorrente aqui no fórum, amanhã eu volto com um assunto mais focado em Psico o maravilhoso!

beijos
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Dia 18

em 8/6/2018, 00:00
O maravilhoso Embarassed Quanta gentileza da sua parte Domi, sua linda rsrs.

Falando sobre o cansativo dia de hoje, só posso dizer que foi cansativo e estressante. Eu preciso de um tempo pra ficar um pouco sozinho comigo mesmo com urgência. Não tenho tido esse tempo. Saio de casa ás 7 volto ás 23. Uma hora pra tomar banho, jantar, atualizar o diário, assistir um episodio de alguma coisa e apagar.

Restam ainda duas semanas de aula. Estou louco que esse sétimo semestre acabe o mais rápido possivel! está um FARDO.

Estou pretendendo, não sei se conseguirei, mas estou pretendendo marcar com alguém esse sábado de noite. Acho que não seria um problema. Ainda estou decidindo.

Voltando ao assunto adolescência, concordo com tudo o que vc colocou Domi. Tudo o que vc disse reflete exatamente o que eu sinto e de uma certa forma, de um tempo pra cá eu tenho aceitado a ideia de que a vida de adulto é uma vida sem muitos amigos mas que isso NUNCA significa uma vida solitária.

Durante muitos anos eu sempre tive essa impressão mas, agora, a coisa mudou um pouco. Sabe, gosto muito do ambiente da igreja, dos amigos, das conversas, mas, por mais que tenha sido dificil de admitir, sei que tudo o que faço lá serve pra me manter preso á um passado que eu meio que tento concertar. Não vou mentir, mas na igreja eu sou sim popular. Posso sim, se quiser, estar cercado de muitas pessoas. Só que tudo isso perdeu o sentido pra mim. Antes era algo importante e agora não é mais. O que me impede de dar o passo e me desvincular, é exatamente o medo TERRÍVEL, que eu tenho de fazer com que as amizades que eu fiz e principalmente, as pessoas que eu influenciei (não foram poucas) se decepcionem comigo de um jeito tão forte, que sei lá... Imagino tanta coisa ruim que nem consigo escrever aqui. Mas, pouco á pouco estou criando coragem pra pagar até esse preço se for necessário pra alcançar algo que eu nunca me senti tão próximo de alcançar. Autenticidade.

E não estou falando aqui á respeito da minha sexualidade (que não estou fazendo mais questão de classificar) ou algo do tipo. Digo autenticidade de fazer aquilo que eu quero tendo a cabeça tranquila de que não estou fazendo seja lá o que for pra agradar fulano ou beltrano e sim por que EU quis fazer. É extremamente dificil pra mim me acostumar com essa ideia por vários motivos, talvez até diga aqui uma hora mas, como tudo é um processo, uma coisa de cada vez.

Partindo pro dia 19!!

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Re: Diario psico

em 8/6/2018, 14:10
Fazer o que VOCÊ quer é algo sempre complicado porque somos seres sociais e ignorar a sociedade (seja no plano macro ou micro) será sempre uma provação de resistência e coragem. Mas ser você mesmo é a única forma de ser livre.

Meu conselho seguirá primeiro hoje e depois eu comento a minha história. 

Espere as férias, tire um tempo para você, se desafogue um pouco para você conseguir separar o que é estresse da rotina e o que é realmente falta de sentido. 
Reflita sobre  sobre as coisas boas em você e aí depois parta para a parte ruim: O que eu preciso cortar? Ou o que está impedindo daquela coisa boa que eu tenho se mostrar? O que é necessário realmente agora para eu me sentir melhor?
Se for necessário pense em você como terceira pessoa ou pense em um amigo: Se fosse a Domi, o que você daria de conselho para ela se ela estivesse nessa situação? 

Entende? Se desafogue e em um dia de paz visite o seu inferno interior. 

Um texto que me ajudou muito foi o peso mais pesado de Nietzsche (acho que é esse o nome) Que em suma ele pergunta que se te condenassem a reviver sua vida eternamente você consideraria um inferno ou uma dádiva? 

Deixo o texto abaixo: 

E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!” – Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: “Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!”.
Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?” Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?”

Fazendo as pazes com você mesmo, todo o sofrimento não terá mais importância. 
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Re: Diario psico

em 8/6/2018, 14:40
Agora vem o senta que lá vem a história. 

Há 6 anos atrás eu era casada com um outro japonês, estava estudando engenharia em uma federal, eu tinha passado em oitavo lugar em SP e em quarto lugar no RS, eu tinha uma gata que era minha vida (e ainda tenho), estava aprendendo um  novo idioma, saía 4 vezes na semana, estava cercada de pessoas. Ou seja, a vida estava perfeita. Mas para quem? Para todos que viam de fora. 

Eu tinha passado em um curso que eu não queria porque não poderia ir morar no Japão por conta do tsuname, estava casada com um homem que eu gostava, tinha tesão mas não amava e só casamos para ir ao Japão e não deu certo, eu não sentia afinidade pelos meus amigos da faculdade porque querendo ou não o curso possui um perfil de público, eu tenho dislexia então as aulas de línguas são um inferno, e os lugares que eu ia eram sempre os que o meu marido queria ir e não os que eu queria. 

Passei 4 anos nesse inferno, estudando em uma faculdade em período integral algo que eu odiava e não tenho vocação, em um relacionamento abusivo e unilateral e por fim a separação aconteceu porque ele assediou minha prima de 13 anos enquanto ela dormia. 
No Crying or Very sad
A separação não poderia ter sido pior, porque por um lado a minha família estava furiosa e só falava disso e eu me culpava, e do outro o meu ex marido me ameaçava pois os parentes dele eram policiais. Mas para eu continuar sendo alguém bem julgada eu logo comecei um novo relacionamento e fingia que nada estava acontecendo.

Até que chegou ao ponto que eu pensei em me matar, porque não dava mais, para todo mundo minha vida estava indo bem, menos para mim.  Mad Mad

Eu estava em uma federal, não tinha sido eu quem tinha sido assediada, a separação foi rápida e logo eu já estava namorando um espanhol intercambista. Porém eu não aguentava mais estar na minha pele. 

Decidi largar tudo. 

Senti vários medos: De ser julgada. De ter perdido o meu tempo. De estar velha demais para estudar. De largar aquela vida certa. De ter feito as escolhas erradas... Os medos eram muitos, porém os motivos para enfrenta-los eram maiores para mim. 

Mas se eu tivesse que reviver a minha vida, eu gostaria de ser aquela pessoa que teve coragem de largar a faculdade e tentar outra coisa, e foi isso que eu fiz. 

Resolvi resolver em um ano tudo o que estava pendente. 
Larguei a faculdade, o curso de idiomas, larguei o namorado espanhol que servia de muleta emocional para mim, cortei o cabelo, cortei amigos antigos e me declarei para o meu atual parceiro.

E mesmo hoje, eu ainda estar tentando entrar em medicina (terceiro ano tentando), eu não tendo emprego fixo, não saindo todo o final de semana eu sou MUITO mais feliz, mas MUITO mesmo e para as pessoas eu fiz uma loucura, ela não fazem por mal, talvez para elas aquela minha vida poderia estar cômoda, mas não para mim.

FODA-SE essas pessoas!  Suspect

Meus pais que me amam acham que eu estou muito melhor agora, porque eu estou feliz, e equilibrada emocionalmente, meu noivo me ama e me apoia, meus novos amigos me acham ousada e pronto, e para quem reclama ainda eu adotei mais um gato para ficar tudo cheio de pelo mesmo!

Lavei a roupa suja da minha alma e foi muito bom, não me arrependo e se eu morrer hoje, vou lamentar por não ter feito medicina, mas eu reviveria minha vida por eu ter orgulho de mim.

Fim. I love you
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Dia 19

em 8/6/2018, 22:51
Geralmente na hora do almoço eu dou uma descansada de 40, 45 minutos. Tiro um cochilo mesmo e ás vezes chego á sonhar. Hoje porém, tive alguns pensamentos envolvendo o ultimo rapaz com quem eu fiquei. Já fazia muito tempo que não tinha uma ereção como eu tive e achei até que se eu me mexesse bruscamente iria acabar ejaculando. É obvio que sei que não é muito saudável pra mim alimentar estes pensamentos mas, foi meio inevitável.

Domi, como sempre sua história me prende e me inspira de tal forma que já considero você como uma irmã mais velha que me dá conselhos. Muito obrigado.

O texto que você me passou é meio pesado. Devo admitir, principalmente por que olhando pra minha vida toda existem alguns fatos que me trouxeram um significativo sofrimento, tais como:

Eu sou filho adotivo: Ver as crianças na escola se parecendo com os pais e vendo que eu nada parecia com a minha mãe era horrivel. Eu me sentia extremamente constrangido e me lembro perfeitamente do dia em que eu perguntei pela primeira vez pra ela por que um coleguinha meu parecia tanto com a mãe dele e eu não parecia nada com ela. Nas festas de familia sempre aparecia um tio pra dizer que o primo tal puxou o tio tal, e que a tia quando era pequena era igualzinha á outra fulaninha. Todas essas coisas me destruíam e até hoje, arrancam um certo pedaço de mim.

Meus 7 anos de idade: Uma idade extremamente solitária onde eu fui morar com meu pai, que quando me "pegou" ainda vivia com a minha mãe mas, pouco tempo depois se separou. Eu simplesmente via de uma certa forma que eu era tratado de um jeito completamente diferente quando fui morar com ele, principalmente pela mãe da minha madrasta. Ela me olhava como se eu fosse um ladrão ou um assassino que iria destruir a familia todinha e pra piorar a situação, quando minha mãe ia me visitar, pra não me ver chorando, ia embora escondida de mim quando eu ia á algum lugar e era como se alguém enfiasse uma faca congelada no meu peito quando eu me dava conta de que ela não iria voltar. Esse fato ainda me traz muita dor

A mudança dos 11 anos: Quando era criança, tinha a vida que pedi á Deus. Muitos amigos, brincadeiras, morava com minha mãe, minha irmã e meu falecido padastro. Eu era uma criança muito feliz mesmo e se pudesse, reviveria essa época com gosto pois foi a melhor da minha vida. Mas, um belo dia, ocorre uma mudança. Não de um bairro pro outro ou de uma cidade pra outra mas, de um ESTADO para outro. Minha vida virou de cabeça pra baixo. Não conseguia fazer amigos na escola pois eu era o mais novo da sala e o mais quieto e ai já viram. Bullying nele! Me tornei um garoto amargurado, retraído e com uma atitude defensiva pra várias coisas. Isso me fez ter uma adolescência preto e branco, como disse em posts anteriores.

Existem outras coisas piores do que essas é claro. E por isso fico na duvida. Mesmo com as coisas boas, iria gostar mesmo de viver tudo de novo? Sinceramente, não.

Mas, penso no daqui pra frente. Penso no meu futuro. É doloroso abandonar algo que você vê como bom mas, te mantem de uma certa forma preso.

Uma vez eu disse para um rebooter que um vicio geralmente está no lugar de algo que nós perdemos alguma vez e não soubemos o que fazer pra superar essa perda. Eu perdi minha adolescência e parte da minha infancia.

Igual á você Domi, já pensei algumas vezes em morrer sim. Seria uma porta de saída onde eu faria todo mundo assumir a culpa por tudo o que me aconteceu mas, o mais dificil é admitir que nós, na maioria das vezes, somos os principais responsáveis pela perpetuação do nosso próprio sofrimento e que a culpa é nossa. Eu consegui admitir isso então, sei que algo assim não vai acontecer.

Não estou triste se o relato de hoje está passando essa sensação. Só estou pensativo. Já foram 19 dias. Não sei como consegui chegar até aqui mas, sei que grande parte se deve ao apoio de cada um de vocês. Luta que segue!

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Re: Diario psico

em 9/6/2018, 16:11
Psico e Domi, essas últimas histórias são bastante fortes... Acredito que perdas ou vazios todos nós temos, mas é nossa capacidade de superá-las (yes, we can!) que vai fazer toda a diferença em nossas vidas. O que o Psico falou quando relacionou vício e perdas não sei se concordo que isso seja uma coisa que esteja 100% relacionada. Acredito em outros fatores, mas acredito também que alguns de nós viciados (e eu me incluo) usam esse argumento para resistir e não largar de vez qualquer prática viciante.

Desejo vida plena a vocês!

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