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Re: Diário Bruquendi

em 14/1/2017, 12:47
Dia 20 - 13/01

Dia estressante. Meu desempenho na academia foi bem abaixo do esperado. Cheguei em casa morto e mesmo assim tentei prosseguir com a rotina, mas teve uma hora que o sono me venceu. Acordei quase às 14h atrasado para uma consulta pelo plano de saúde. Consegui chegar a tempo, mas esperei quase 1h para ser atendido e só saí de lá às 16h30, depois de pegar fila pra tirar autorização para os exames solicitados pelo clínico geral. Fiquei bem puto por ter perdido a tarde toda nesse processo.

Em um dado momento joguei "gay sex" no Google Imagens, mesmo sabendo que o conteúdo seria bloqueado. Acho que lá no fundo meu "eu pornográfico" ainda tinha esperança de que alguma imagem explícita escapasse dos bloqueadores, como um ato de desespero de alguém agonizando em seus últimos minutos de vida rs. Vi um gatilho (gatilho mesmo, nada explícito - OBRIGADO, K9!!) e tive o reflexo de fechar a janela na hora, apesar de não ter me instigado. Fiquei malzão e com uma dor de cabeça homérica que me acompanhou pelo resto do dia.

Depois da consulta eu voltei a dormir e acordei às 19h pra mais uma mini-maratona de estudos. Na hora de dormir, bateu o medo da flat-line e uma vontade de me testar com fantasias envolvendo P pra ver se conseguia uma ereção. Novamente me pus do lado de fora da situação, lenbrei de tudo que já li a respeito da flat-line e cheguei à conclusão que se for mesmo o caso, melhor ainda - inclusive pensando de uma maneria bem racional e deixando o ego de lado, uma flat-line nesse momento seria mais do que bem-vinda. Smile Daí relaxei e finalmente consegui pegar no sono.

20 dia sem PMO... Porra, nem acredito! :')
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Re: Diário Bruquendi

em 14/1/2017, 16:08
Força parceiro!
Parabéns pela luta!


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Re: Diário Bruquendi

em 15/1/2017, 10:56
Dia 21 - 14/01

Dia um tanto apático. Acorde tardão, resolvi algumas pendências que ficaram acumuladas ao longo da semana, revisei e reorganizei os meus projetos e quando vi já era noite e eu não tinha estudado nada.

Tinha comprado ingressos para um festival com meu namorado, mas nenhum de nós estava com vontade de ir e decidimos ficar em casa juntos à noite.

Ele chegou de uma viagem com a família também à noite e bastante cansado. Propus então da gente se ver amanhã (hoje rs) e deixar a noite de sábado pra ele dormir o que tinha de dormir, enquanto eu estudaria o que tinha de estudar.

E foi isso que aconteceu - exceto que eu tinha me programado para encerrar a maratona de estudos 1h da manhã, mas só consegui finalizar os assuntos às 4h, não por ter estudado além do tempo previsto, mas por pura procrastinação.

O que me conforta é saber que tudo isso é esperado e absolutamente comum durante o reboot. Aliás, saber disso me dá até um senso de orgulho de mim mesmo, já que, mesmo com muita procrastinação e com a motivação lá embaixo, estou conseguindo bater a minha meta de estudos diária.

Um fato é que você ganha MUITO tempo sem PMO. No meu caso, a ponto de não saber o que fazer com essa quantidade absurda de tempo. Se antes eu vivia me queixando de que o meu dia não era suficientemente longo para a quantidade de tarefas que eu tenho de riscar diariamente, hoje eu percebo que isso era só a velha autossabotagem agindo. Uma vez que a válvula de escape (PMO) não é mais uma opção, não tenho saída a não ser fazer o que tem que ser feito... E depois que eu faço, vem uma sensação de vazio e pânico, como se eu tivesse desaprendido a ter tempo livre e - pior - como se eu estivesse trancado em uma sala comigo mesmo, sem distrações, apenas tendo que encarar a realidade de ser quem eu sou. E é aí que a PMO fixava suas raízes: ela servia para mascarar esse vazio interno. Afinal, era muito mais interessante me ver como o cara megaocupado, que nunca tem tempo pra nada por estar sempre envolvido em alguma tarefa megaimportante, do que aceitar a realidade de que as minhas certezas não são nada e que no fundo eu nem sei pra onde eu tô indo.

Nota: não saber para onde se está indo não é algo ruim. No fundo, ninguém sabe. O duro é aceitar essa verdade. Mas acredito que uma vez que você aceita, tudo fica mais leve... E algo me diz que estou no caminho.  Very Happy

3 semanas. Avante!

David Silva escreveu:Força parceiro!
Parabéns pela luta!


Obrigado, irmão! Estou acompanhando a sua saga e torcendo por você. Abraço!
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Re: Diário Bruquendi

em 16/1/2017, 09:06
Dia 22 - 15/01

Dia suaaave. Passei a tarde com o namorado, e à noite ele voltou pra gente dormir junto. Comentar sobre como eu tava subindo pelas paredes seria chover no molhado, mas ontem a vontade tava tanta que nem ele conseguiu se controlar (ele que tá sendo a "cabeça" do reboot quando a gente tá junto, me lembrando sobre a abstinência sexual nos primeiros 30 dias naqueles momentos em que eu tô querendo ligar o foda-se) e quase rolou penetração. A ereção tava uma maravilha, a lubrificação tava coisa de louco... E então ficou muito desconfortável pra ele e a gente parou.

Depois de algumas horas nessa dança, tanto eu como ele ficamos muito cansados (acreditem, vontade frustrada pode ser HORRÍVEL), e então eu decidi tomar uma atitude e falei que daqui até o dia 25 (quando completo 30 dias de reboot) vamos virar namoradinhos de portão: beijinho, mão dada e só rs. Ele concordou.

Confesso que nesse momento eu acho que não vai fazer diferença pro reboot e pra recuperação da minha ER a gente transar agora ou só no dia 30, até porque a proposta do ebook é cortar qualquer estimulação sexual nos primeiros 30 dias, e o que não faltou entre a gente foi estimulação... Mas agora eu quero completar o desafio dos primeiros 30 dias em hard mode. Primeiro porque tá perto, e segundo porque quero provar pra mim mesmo e pra ele que consigo e que a nossa relação não se baseia em sexo. Além disso, depois de tanto tempo sem sexo, não quero que o "retorno" seja em um desses episódios de tensão sexual acumulada. Como ele mesmo disse, quero que ele sinta que tá transando comigo, não com meu instinto. Quero que ele se sinta o único, o cara que eu amo, não um buraco onde eu desconto tesão acumulado.
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Re: Diário Bruquendi

em 17/1/2017, 07:29
Dia 23 - 16/01

Dormi com meu namorado. Fiquei frustrado porque queria virar a noite com ele mais uma vez (e ele tava no pique), mas deu 2 da manhã e eu já tava bêbado de sono. Ele foi embora bem cedinho e eu continuei dormindo. Acordei tardão e já liguei remarcando psicóloga por pura preguiça. Queria fazer um exame cedinho, pois era o dia dessa semana em que 2 horas em uma fila atrapalharia menos, mas... não rolou.

Ontem foi um dia frustrante, apático. Apesar de ter conseguido cumprir com as obrigações corriqueiras (trabalhos/horas de estudo/compromissos agendados) e ainda ter sobrado tempo pra ver meu namorado novamente à noite, a sensação de desesperança não saiu do meu pé.

O tempo que passei com meu namorado à noite foi ótimo, como sempre é. Mas dessa vez ele não conseguiu segurar o meu tesão e o tesão dele - e nem era responsabilidade dele, mas mesmo assim ele se sentia no dever. Transamos. Foi um misto de sensações muito louco e que eu nem sei como descrever ainda, mas já posso tirar duas conclusões: a sensibilidade do pênis está consideravelmente maior e a ereção está ótima. Antes eu tinha que "apertar" a base do pênis na hora de entrar pra garantir que não ficasse meia bomba. Geralmente quando entrava a ereção melhorava, mas o momento da penetração sempre me gerava uma ansiedade enorme. Ontem foi como se eu tivesse um consolo no lugar do pênis, de tão firme que a ereção estava, e o melhor: nem sinal de que iria cair. Não me preocupar se o meu pênis está suficientemente ereto durante o sexo é maravilhoso. Hahaha

Não cheguei ao orgasmo. Senti algumas coisas tão diferentes que eu nem sei o que são ainda e se posso chamá-las de "prazer"... Eram sensações tão inéditas que me causavam mais aflição do que prazer. Ou talvez a minha noção de prazer esteja deturpada e eu ainda não conheça o prazer real... Aguardemos.

Meu namorado está com fissura anal, e por conta disso o ato foi beeem rápido e limitado. Como tenho ER, nossas transas costumam ser longas, mas ontem foi coisa de menos de 5 minutos. Não sei se chegaria ao orgasmo caso a gente tivesse transado "pra valer", mas também tô procurando não pensar a respeito pra não aumentar a ansiedade.

E sim, não ter chegado ao orgasmo me deixou frustrado, mesmo sabendo que, na escala do reboot, 22 dias ainda é o começo. Por mais que eu procure não pensar nisso (e consigo, na maior parte do tempo), de vez em quando o pensamento de que nunca vou conseguir me livrar da ER ainda me assombra. Depois do ato minha libido foi no chão, e ainda estou nesse mood. Até a vontade de fantasiar antes de dormir ficou mais fraca.

Seguimos.


Última edição por Bruquendi em 17/1/2017, 07:30, editado 1 vez(es) (Razão : Corrigir data)
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Re: Diário Bruquendi

em 17/1/2017, 07:54
Bruquendi parabéns pelo enorme progresso ! Ereção e sensações inéditas, isso foi muito legal !

Eu estou há muito tempo sem sexo então não posso opinar sobre isso, mas ao meu ver você já melhorou muito com o reboot.

Continue em frente que tem muita coisa pra acontecer ainda nesses 90 dias de reboot.

Abraços !
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Re: Diário Bruquendi

em 18/1/2017, 07:40
Dia 24 - 17/01

Mais um típico dia útil da semana em que me mantive ocupado durante a maior parte do tempo.

Resolvi ajudar minha irmã adolescente, que está levemente acima do peso e tem a autoestima extremamente abalada por conta disso. Bolei um programa de reeducação alimentar e me dispus a tirar as dúvidas dela uma vez por dia durante 10 minutos. Nos finais de semana a gente checa o peso e as medidas e eu faço alterações no programa conforme os resultados. Não sou nutricionista e não tive qualquer tipo de ensino formal na área. Faço dieta e treino por conta própria há alguns anos e resolvi ajudar a minha irmã porque estou cansado de vê-la gastar uma nota com profissionais e se distanciar cada vez mais do objetivo que ela tem.

O motivo de registrar isso aqui é só para dizer o quanto ajudar outras pessoas pode ser extremamente benéfico, tanto pra quem é ajudado (obviamente) quanto pra quem ajuda. Não sei se isso é decorrente do reboot, pois eu já tinha essa ideia antes de começar, mas agora tenho tempo para fazer isso e acho que pode até ajudar na fase de religação. Smile

Saí com meu namorado á noite pra comer e dessa vez a minha ansiedade social GRITOU. Me senti desconfortável o tempo todo enquanto estávamos fora, e até quando ficamos só eu e ele no quarto essa sensação continuou. A diferença é que se antes do reboot eu permanecia calado e visivelmente abalado o tempo todo, ontem me dispus a agir normalmente e encarar as outras pessoas MESMO com a ansiedade ali, latente. E, modéstia a parte, acho que eu soube disfarçar bem. Laughing

Gatilhos que nas primeiras semanas seriam inofensivos estão começando a parecer mais perigosos. Esses dias, meu namorado comentou comigo inocentemente sobre lutador X que fez filme pornô gay antes da fama, e eu me senti tão incomodado que tive que pedir pra ele parar. Bateu mesmo a vontade de ver. Ontem, passei pela mesma situação em um fórum de discussão sobre musculação, mas o coitado da vez era um bodybuilder famoso.

A ideia de sexo gay ser visto como algo "proibido" é adubo para as minhas fantasias... Acho que esse foi um dos fatores que me prendeu ao pornô: eu podia ver dois homens másculos fazendo coisas que ninguém jamais esperaria de dois homens másculos (rs). Quebrava completamente o estereótipo global de gay caricato, assexuado (ou renegado sexualmente) e alvo de chacota que predominava na TV durante a minha infância. E acho que é da P que vem a obsessão gay pelo corpo perfeito - não que essa obsessão não seja generalizada, mas entre homens gays me parece ainda mais forte.

A conclusão disso tudo é óbvia: sou um homem abertamente gay, tenho um namorado que amo e nosso sexo não pode e nem deve ser fetichizado por sermos dois homens. E uma vez que o pornô gay perde essa aura de "proibido", eu posso enxergá-lo exatamente como é: dois ou mais atores em um estúdio repleto de câmeras simulando sexo e prazer em troca de muito dinheiro (ou não, rs). Chega a ser pecado reduzir o sexo a algo tão... raso.

Limbo escreveu:Bruquendi parabéns pelo enorme progresso ! Ereção e sensações inéditas, isso foi muito legal !

Eu estou há muito tempo sem sexo então não posso opinar sobre isso, mas ao meu ver você já melhorou muito com o reboot.

Continue em frente que tem muita coisa pra acontecer ainda nesses 90 dias de reboot.

Abraços !

Obrigado, Limbo! Apesar dos momentos de bad nos últimos dias, esses pequenos avanços têm significado muito. O curioso é que geralmente eu não percebo na hora, só quando estou escrevendo o relato do dia. hahah

Continuaremos, amigo! Grande abraço.
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Re: Diário Bruquendi

em 19/1/2017, 08:25
Dia 25 - 18/01

Os episódios de ansiedade social continuam aumentando. Fico nervoso quando tenho que fazer ligações ou falar com pessoas em geral (estranhos principalmente). O curioso é que quando esses episódios acontecem, me sinto mais no controle da situação do que antes de começar o reboot. Se percebo que vou gaguejar ou que a minha emissão vocal vai falhar, consigo acalmar meus pensamentos e diminuir a velocidade da fala. O resultado disso é que mesmo estando mais nervoso, estou falando melhor do que antes. Por vezes eu evitava falar alguma coisa por medo de "engasgar" no meio da frase; nos últimos dias eu tenho "arriscado" e é uma emoção quando a frase sai perfeitinha, de cabo a rabo. Nem parece que sou eu falando. Hahah

Outro fato curioso é que mesmo com esses episódios de gagueira constantes, não sou gago. Essa "gagueira" é seletiva e acontece quando tenho que lidar com pessoas desconhecidas e/ou que me intimidam. Nesses episódios, me sinto como se fosse extremamente inferior à pessoa com quem estou falando e ela estivesse fazendo um favor em me ouvir. Além da gagueira, tenho dificuldade para olhar nos olhos e minha linguagem corporal muda completamente, mesmo que eu force o contrário: os ombros ficam curvados e até o modo de andar fica mais desengonçado. Isso já foi bem mais grave; nos últimos anos, por ser considerado alguém de boa aparência física, me tornei capaz de emular uma falsa segurança que consiste em fechar a cara e falar apenas o necessário. Não é incomum que as pessoas me considerem "arrogante", "metido" e "antipático" por conta disso.

Além de mais segurança ao falar (apesar do nervosismo crescente), também estou me comunicando de maneira mais leve, sorrindo mais. Percebo o reflexo disso na forma como os outros me tratam. As pessoas também estão sorrindo mais para mim. Antes a ideia de "ter que ser simpático" me causava calafrios; agora a simpatia acontece naturalmente. Laughing

Passei todo o dia 25 apático. Consegui fazer, a contragosto, a maioria das tarefas programadas para o dia, mas a sensação de melancolia não saiu do pé. Meu namorado me fez duas visitas rápidas, pela manhã e à noite, e esses foram os únicos momentos em que me senti bem de verdade.

As memórias relacionadas a P estão começando a me perturbar. Eu já consigo racionalizá-las tranquilamente, a ponto de não conseguir mais sentir tesão em dois caras simulando sexo dentro de um estúdio, mas a vontade de ver continua ali, mesmo sem excitação prévia, sem tesão, sem nada.

Enquanto pegava no sono, tive um sonho bem perturbador: eu acessava o fórum e via um gif pornográfico no avatar de um usuário. Na aba do navegador, o nome do fórum tinha mudado para "Como Não Parar", e então eu já estava vendo P e conformado com o fracasso. Daí eu percebi que tinha caído da cadeira, bateu uma sensação de tontura e pânico, senti algo tocar as minhas costas (pela lógica do sonho era a cadeira, que estava atrás de mim) e acordei. Tive medo por alguns segundos. Pensei no meu namorado e peguei no sono.

Avante. Smile
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Re: Diário Bruquendi

em 20/1/2017, 12:57
Dia 26 - 19/01

Passei a maior parte do dia em casa estudando. Me mantive em um constante estado de melancolia com pequenos intervalos de "ME SINTO FODA PRA CARALHO" (rs). Peguei chuva forte no caminho pra casa do meu namorado à noite e ao invés de frustrado eu me senti vivo. A roupa ensopada e a chuva batendo na pele (e doendo) eram insignificantes perto da minha vontade de vê-lo.

Pedimos uma pizza e enquanto ela não chegava, conversei com o irmão do meu namorado por uns 30 minutos. Eu normalmente tenho pavor de conversas e procuro cortar o assunto o quanto antes, mas ontem foi diferente. Poucas vezes me senti tão confortável e solto em uma conversa com alguém "não-íntimo" como ontem.

Depois que a família dele foi dormir teve filminho e sexo, o primeiro "pra valer" desde o reboot. No começo nós dois estávamos muito ansiosos, mas depois de uma tentativa de preliminar seguida de semi-discussão de relacionamento (hahaha não sei como definir, me desculpem) o negócio engatou. Ele me pediu para desligar a luz e eu acho que captei a mensagem. Foi uma transa às cegas, totalmente sensitiva.

Não tive orgasmo e fui dormir com essa frustração na cabeça. Hoje, durante a manhã, comecei a ter "flashes" da nossa noite, e então eu percebi que a ansiedade me impediu de estar 100% presente. Tivemos momentos maravilhosos e eu só me dei conta disso hoje, conforme as memórias foram surgindo. "Eu te amo", por exemplo, é uma frase que ele quase nunca fala; pra ele é como um dizer sagrado que não pode ser proferido em vão. Ele nunca me disse tantos "eu te amo" em uma só noite como ontem.
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Parabéns

em 20/1/2017, 13:02
Parabéns pelo progresso, estou torcendo por você.
Sou novo aqui to começando por agora no forum, fiquei curioso com seu contador entrei no site porem so conseguir instalar um que regride.
Esse você teve que pagar ?

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Re: Diário Bruquendi

em 21/1/2017, 07:45
Dia 27 - 20/01

O dia todo foi marcado por melancolia e procrastinação. Por volta das 21h, num impulso, fui conversar com minha mãe, pois percebia ela abatida há algum tempo... A conversa acabou depois de 1 hora e algumas lágrimas (dela e, pouco depois, minhas). Perdoei uma dívida que ela tinha comigo de 3,5 mil reais para ajudá-la a sair de um aperto financeiro. Não sei se fiz a coisa certa, mas sinto que fiz, pelo menos emocionalmente. Foi como se eu tivesse me livrado de um peso. Quase que imediatamente após o fim dessa conversa, minha irmã adolescente me pediu conselhos sobre relacionamentos e... mais uma mega-conversa haha. É estranho, mas me sinto pai das minhas irmãs e da minha mãe. É uma responsabilidade gigante, mas é maravilhoso saber que você pode fazer algo por alguém. Acredito, inclusive, que faz tanto ou mais bem pra quem ajuda do que pra quem é ajudado.

Antes de dormir tive flashes involuntários de P. Fiquei frustrado, pois dessa vez o tesão bateu e as memórias pareciam muito vivas e recentes, mas acho que serviu para me lembrar de que por mais que 27 dias sejam bastante coisa, na escala do reboot ainda é o começo. Lembrei que P não é mais uma opção e tente redirecionar meu pensamento a coisas aleatórias até pegar no sono. Deu certo. Smile

Ayil escreveu:Parabéns pelo progresso, estou torcendo por você.
Sou novo aqui to começando por agora no forum, fiquei curioso com seu contador entrei no site porem so conseguir instalar um que regride.
Esse você teve que pagar ?

Obrigado, Ayil! A torcida é mútua. Smile

Não paguei pelo contador haha. O link para criar um contador "a partir de" é esse aqui: https://countingdownto.com/create-count-up. Dá pra personalizar de várias formas. Boa sorte na jornada!
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Re: Diário Bruquendi

em 22/1/2017, 11:15
Dia 28 - 21/01

Tenho dormido pouquíssimo ultimamente e acho que isso tem aumentado as sensações de melancolia e apatia que não me largam enquanto estou sozinho. Mesmo assim, tenho conseguido cumprir a meta de estudos diária e executar tarefas corriqueiras. Os únicos momentos em que me sinto 100% tranquilo são ao lado do meu namorado.

Ontem subi na moto e peguei 30 minutos de estrada às 10 da noite pra deixar um remedinho na casa do meu namorado porque ele tava com uma dor de dente sinistra. Em outros tempos eu veria isso como um esforço enorme, quase uma prova de amor incondicional... Hoje eu sinto prazer em ajudá-lo e não espero nada dele em troca disso; a sensação de saber que tô ajudando quem eu amo já paga o "esforço".

Cheguei em casa por volta da meia noite e afundei a cara nos livros até quase as 4h. Meus olhos não se aguentavam abertos durante a leitura, mas me mantive firme até o cronômetro apitar indicando o fim. A sensação era de cansaço extremo, mas lembrava do motivo - e da carinha feliz do meu namorado quando me viu chegar com remedinho e um pedaço de bolo - e tinha a certeza de que aquele cansaço valia a pena.

Os flashes de P estão ligeiramente mais fortes e estou precisando me esforçar um pouco mais nos últimos dias para conviver pacificamente com eles. Tenho consciência de que eles vão perdurar por muito tempo (11 anos de vício não são 11 dias) e que qualquer tentativa de negação só vai aumentar a ansiedade e o desejo ("proibido é mais gostoso", já dizia o sábio), então procuro reconhecer que essas memórias existem para, então, seguir a vida normalmente, sem me deixar levar por elas e sem entrar na paranóia do "não posso pensar nisso". Quando elas surgem do nada eu paro, respiro fundo e me concentro em outra coisa.

Sou adepto de uma racionalização bastante simples: não estou proibido de ver P, mas sabendo de tudo que sei sobre o hábito, será mesmo que o prazer artificial proporcionado por alguns minutos de PMO compensariam todos os efeitos positivos que venho tendo desde que cortei esse hábito? O que é melhor: sair na rua sem vergonha de ser quem eu sou, olhar no olhos das pessoas, conversar com elas, sorrir sem pudor, construir memórias com quem eu amo, ver beleza nas pequenas coisas do cotidiano, ser tratado com mais respeito até mesmo por desconhecidos, ter mais tempo e energia para dedicar aos estudos, trabalho, planejamento e lazer... Ou me trancar dentro de um quarto em frente a uma tela repuxando o próprio pênis e eventualmente obtendo algum orgasmo enquanto assisto a simulações patéticas de sexo entre pessoas que estão sendo pagas para fazer isso e que nem mesmo estão sentindo prazer?

Não é uma questão de proibição, é uma questão de escolha. Eu posso, mas sabendo que me fará mal, escolho não fazer.

Esse insight tem feito muita diferença. Seguimos!
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Re: Diário Bruquendi

em 22/1/2017, 13:45
Parabéns pelos 28 dias. Este sentindo de apatia também é sentindo por mim esperamos que passe logo.
Desejo muitas vitorias, estou na torcida Very Happy

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Re: Diário Bruquendi

em 22/1/2017, 16:41
Seus relatos com seu namorado são muito bonitos, me incentiva a pensar na possibilidade de ter alguém pra ficar junto pois tenho certa dificuldade com isso ainda, mesmo sendo "assumido".

Felicidades pra vocês dois pombinhos I love you I love you I love you rs.
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Re: Diário Bruquendi

em 23/1/2017, 18:25
Dia 29 - 22/01

Meu provedor de internet lindão me fez acordar às 8h de um domingo para esperar a visita de um técnico que estava sendo remarcada pela terceira vez, pois o cara simplesmente não vinha - sim, em um domingo! E pela terceira vez o cara não veio. Liguei bem puto pra central de atendimento e depois de 20 minutos sendo atendido por um robô, fui redirecionado a um atendente que queria reagendar a visita pela quarta vez. Tentei argumentar que aquilo já tinha se tornado um círculo vicioso e então me bateram o telefone na cara.

Fiquei surpreso com minha calma nessa situação. Em outros tempos eu sairia chutando objetos pela casa. Claro que fiquei putíssimo, mas pelo menos dessa vez a mobília da casa continua intacta haha.

O programinha que eu tinha marcado com o namorado babou, então tentei algumas sessões de estudo pra me manter distraído. Já tinha instituído o domingo como o dia em que estou proibido de fazer qualquer coisa que seja uma obrigação (me considero workaholic), mas não tava mesmo no pique pra sair, e não gosto (não mais) de ficar vagando sem rumo na internet.

A concentração para os estudos não tava muito boa, então fiz uma pausa e tirei um tempo pra reorganizar os meus projetos pessoais. Lembrei que as aulas do cursinho pré-vestibular da minha irmã começariam no dia seguinte (eu tô pagando, pois meu pai é ausente e não dá nada além da pensão, e a minha mãe tá numa crise financeira braba). Me deu a louca e comecei a pesquisar sobre os benefícios de estudar fazendo cursinho. Pulei lá hoje de manhã pra fazer a matrícula dela e já fiz a minha junto. Tô um pouco apavorado com a ideia de voltar ao ambiente escolar depois de tanto tempo, mas vamo ver no que é que dá esse negócio. Smile

Tô tendo muitas ereções aleatórias ao longo do dia. São tão fortes que eu fico até impressionado. Relamente parece ter aumentado de tamanho, como diz o ebook. Laughing Na maior parte das vezes a ereção acontece, eu paro e penso "nossa!" e, então, volto ao que estava fazendo. Só fica um pouco mais difícil quando vou dormir e quando acordo, mas pra isso já tenho um truque simples: dormir vestido. Ajuda que é uma maravilha. haha

Seguimos!

Limbo escreveu:Seus relatos com seu namorado são muito bonitos, me incentiva a pensar na possibilidade de ter alguém pra ficar junto pois tenho certa dificuldade com isso ainda, mesmo sendo "assumido".

Felicidades pra vocês dois pombinhos I love you I love you I love you  rs.

Hahaha obrigado, Limbo.

Acho que o fundamental pra "encontrar alguém" é não pensar que você tem que encontrar alguém. Quando você se fixa à ideia de namorar, seu critério cai e você se sujeita a namorar qualquer um, porque o que passa a importar é o "estar namorando", o "ter alguém". Quando acontecer e valer a pena, você vai saber, acredite. Mas é legal não ficar esperando pelo cara perfeito e achando que tem que acontecer, porque pode ser que simplesmente não aconteça... E vai ficar tudo bem também. I love you Abração!

Ayil escreveu:Parabéns pelos 28 dias. Este sentindo de apatia também é sentindo por mim esperamos que passe logo.
Desejo muitas vitorias, estou na torcida

Vai passar sim, Ayil! Comigo tá sendo um pouquinho mais complicado fazer a fase de religação caprichadinha por conta da rotina de estudos, mas a simples atitude de bloquear um dia da semana para compromissos "obrigatórios" tem ajudado. Uso esse dia pra ver o namorado, beber com os amigos etc. No começo era forçado, mas hoje eu já sinto necessidade e fico ansioso por esses domingos "sociais" haha. Penso que socialização e conexão emocional com outras pessoas são o remédio para essa apatia. Também tô torcendo por ti, maninho! Grande abraço
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Re: Diário Bruquendi

em 23/1/2017, 19:11
Bruquendi escreveu:Dia 29 - 22/01

Meu provedor de internet lindão me fez acordar às 8h de um domingo para esperar a visita de um técnico que estava sendo remarcada pela terceira vez, pois o cara simplesmente não vinha - sim, em um domingo! E pela terceira vez o cara não veio. Liguei bem puto pra central de atendimento e depois de 20 minutos sendo atendido por um robô, fui redirecionado a um atendente que queria reagendar a visita pela quarta vez. Tentei argumentar que aquilo já tinha se tornado um círculo vicioso e então me bateram o telefone na cara.

Fiquei surpreso com minha calma nessa situação. Em outros tempos eu sairia chutando objetos pela casa. Claro que fiquei putíssimo, mas pelo menos dessa vez a mobília da casa continua intacta haha.

O programinha que eu tinha marcado com o namorado babou, então tentei algumas sessões de estudo pra me manter distraído. Já tinha instituído o domingo como o dia em que estou proibido de fazer qualquer coisa que seja uma obrigação (me considero workaholic), mas não tava mesmo no pique pra sair, e não gosto (não mais) de ficar vagando sem rumo na internet.

A concentração para os estudos não tava muito boa, então fiz uma pausa e tirei um tempo pra reorganizar os meus projetos pessoais. Lembrei que as aulas do cursinho pré-vestibular da minha irmã começariam no dia seguinte (eu tô pagando, pois meu pai é ausente e não dá nada além da pensão, e a minha mãe tá numa crise financeira braba). Me deu a louca e comecei a pesquisar sobre os benefícios de estudar fazendo cursinho. Pulei lá hoje de manhã pra fazer a matrícula dela e já fiz a minha junto. Tô um pouco apavorado com a ideia de voltar ao ambiente escolar depois de tanto tempo, mas vamo ver no que é que dá esse negócio. Smile

Tô tendo muitas ereções aleatórias ao longo do dia. São tão fortes que eu fico até impressionado. Relamente parece ter aumentado de tamanho, como diz o ebook. Laughing Na maior parte das vezes a ereção acontece, eu paro e penso "nossa!" e, então, volto ao que estava fazendo. Só fica um pouco mais difícil quando vou dormir e quando acordo, mas pra isso já tenho um truque simples: dormir vestido. Ajuda que é uma maravilha. haha

Seguimos!

Limbo escreveu:Seus relatos com seu namorado são muito bonitos, me incentiva a pensar na possibilidade de ter alguém pra ficar junto pois tenho certa dificuldade com isso ainda, mesmo sendo "assumido".

Felicidades pra vocês dois pombinhos I love you I love you I love you  rs.

Hahaha obrigado, Limbo.

Acho que o fundamental pra "encontrar alguém" é não pensar que você tem que encontrar alguém. Quando você se fixa à ideia de namorar, seu critério cai e você se sujeita a namorar qualquer um, porque o que passa a importar é o "estar namorando", o "ter alguém". Quando acontecer e valer a pena, você vai saber, acredite. Mas é legal não ficar esperando pelo cara perfeito e achando que tem que acontecer, porque pode ser que simplesmente não aconteça... E vai ficar tudo bem também. I love you Abração!

Ayil escreveu:Parabéns pelos 28 dias. Este sentindo de apatia também é sentindo por mim esperamos que passe logo.
Desejo muitas vitorias, estou na torcida

Vai passar sim, Ayil! Comigo tá sendo um pouquinho mais complicado fazer a fase de religação caprichadinha por conta da rotina de estudos, mas a simples atitude de bloquear um dia da semana para compromissos "obrigatórios" tem ajudado. Uso esse dia pra ver o namorado, beber com os amigos etc. No começo era forçado, mas hoje eu já sinto necessidade e fico ansioso por esses domingos "sociais" haha. Penso que socialização e conexão emocional com outras pessoas são o remédio para essa apatia. Também tô torcendo por ti, maninho! Grande abraço

Também estou impressionado com seu foco nos estudos, quero chegar nesse nível ! Atualmente não tenho conseguido me focar bem e fico poucas horas estudando e pra voltar é uma luta ... até se matriculou em cursinho ... isso mostra o quanto é focado, é uma pena seu pai ser ausente. Parabéns pelo foco Bruquendi !

E um parabéns antecipado pelos 30 dias ! Essa já é uma ótima marca !
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Re: Diário Bruquendi

em 24/1/2017, 14:54
Limbo escreveu:Também estou impressionado com seu foco nos estudos, quero chegar nesse nível ! Atualmente não tenho conseguido me focar bem e fico poucas horas estudando e pra voltar é uma luta ... até se matriculou em cursinho ... isso mostra o quanto é focado, é uma pena seu pai ser ausente. Parabéns pelo foco Bruquendi !

E um parabéns antecipado pelos 30 dias ! Essa já é uma ótima marca !

Meu pai ser ausente nunca significou nada pra mim. É como a história do cego que não quer voltar a enxergar porque não sabe o que é isso; eu nunca soube o que é ter um pai presente, então não me faz falta hehe. Já a minha irmã caçula infelizmente sofre muito com isso.

Não sou tão focado nos estudos quanto pareço nos relatos haha. O que tem me salvado é a técnica pomodoro. Comecei com 25 minutos diários (!!!) e hoje estou entre 3 e 4 horas, dependendo do dia. Ainda é muito pouco perto do meu objetivo, mas pra quem há um mês não conseguia se concentrar em um texto por 10 minutos já é alguma coisa ahaha.

Não se cobra tanto em relação ao seu desempenho nos estudos, pois isso gera uma espiral de ansiedade. É muito melhor você começar com uma meta realista, mesmo que ridiculamente baixa, e se sentir satisfeito por cumpri-la (o que te leva a querer desafiar-se no dia seguinte) do que estudar 8 horas no primeiro dia e ficar frustrado porque não conseguiu chegar às 9 horas planejadas, o que te leva a se sentir culpado e incapaz.

Esses dias eu vi alguém, não lembro onde, usando uma metáfora para explicar isso que eu achei maravilhosa: a escada existe porque é impossível chegar lá em cima de uma vez só. Você tem que subir degrau por degrau, mesmo que o degrau seja insignificante perto da altura que você quer chegar... E se você continuar subindo um degrau por vez, uma hora você chega lá. Bem autoajuda, mas bem verdade também. ahaha

Obrigado pelos parabéns, Limbo! Smile Esse reboot a gente conclui junto haha. Sorte pra nós! cheers
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Re: Diário Bruquendi

em 24/1/2017, 15:12
Dia 30 - 23/01

Dormi bem pouco nesse dia, em torno de 3 horas. Acordei às 6h, fiz alguns exames de rotina e levei minha irmã caçula para fazer matrícula em um cursinho pré-vestibular. Desde antes de dormir eu já tinha encasquetado com a ideia de me matricular também. Cheguei lá e, meio que no impulso, paguei os 12 meses de cursinho de uma só vez. Já vinha estudando em casa há algum tempo, e por mais que o desempenho estivesse satisfatório, me fazia falta o contato com outras pessoas. Também me sentia perdido às vezes, com dúvidas que eu não tinha como tirar e estudando assuntos que eu não tinha certeza se seriam cobrados nos vestibulares que pretendo fazer. Sinto um pouco de vergonha por pisar em um cursinho pré-vestibular depois de dois cursos superiores trancados e aos 22 anos. A maioria da turma tem entre 17 e 18 anos, e apesar da pouca diferença de idade eu já me sinto um vovozinho perto daquela garotada que depende dos pais pra voltar pra casa haha. De qualquer forma, sei que isso é um preconceito bem tosco da minha parte. Já namorei um cara 10 anos mais velho que sonhava em cursar Direito, mas morria de vergonha de pisar em cursinho, e eu era o primeiro a dizer que isso era uma besteira... Agora sou eu que me sinto assim. Hahah

Cheguei em casa e capotei até a noite. Meu namorado veio pra cá e a gente dormiu juntinho. Eu tava destruído de cansado e ele também, mas... transamos. Dessa vez fui o passivo. A ideia era não me masturbar mesmo enquanto passivo, mas depois de um tempo eu não aguentei. O orgasmo veio em menos de 15 segundos e eu juro que nunca gritei TANTO com um orgasmo na minha vida. Eu tentava controlar, mas não dava. Fiquei em êxtase. Depois veio uma sensação maravilhosa de calmaria.

Meu namorado ficou preocupado se isso poderia atrapalhar o reboot. Eu expliquei que o reboot em si é de P e que cortar MO é opcional - eu optei inicialmente pelo reboot em hard mode por conta da ejaculação retardada. Expliquei também as dicas do ebook para masturbação dentro do reboot (o ato tem que ser rápido, esporádico e sem fantasias). Me masturbei durante o sexo, não fantasiei nem por um instante e o orgasmo veio em questão de segundos, então acho que segui as regrinhas haha.

1/3 concluído. Que venha o segundo ato! Wink
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Re: Diário Bruquendi

em 25/1/2017, 11:41
Dia 31 - 24/01

Meu namorado veio pra cá na noite anterior e a gente dormiu juntinho. Acordamos às 6h, ele se mandou para o estágio e eu para o primeiro dia de cursinho. Apesar de ter começado a estudar pra valer no fim de novembro, não me senti atrasado em relação às outras pessoas e até ousei responder duas perguntas do professor em voz alta. Acertei as duas e devo dizer que me senti incrível. haha

Um garoto que conhecia de redes sociais por acaso estuda na minha turma. Me cumprimentou na hora e eu não reconheci de primeira, então fui bastante seco. Lembrei quem era depois e me dei o trabalho de pedir desculpas, até na intenção de ter um amiguinho pra andar no recreio (rs), mas ele queria outra coisa. Ainda tô tentando converter isso em amizade, mas sem muita esperança.

Não sei se é coisa da minha cabeça, se me enxergo sexualizado demais etc, mas já percebi que não consigo manter amizade com caras gays, porque uma hora ou outra eles querem sexo/namoro... Daí eu digo que não vai rolar, eles fingem que tá tudo bem e somem. Em outros tempos isso fazia bem pro meu ego, como se eu fosse irresistível ou algo do tipo, mas hoje esse tipo de situação me incomoda muito porque parece que essas pessoas não me enxergam como nada além de um corpo ou uma espécie de "troféu" (no caso dos caras que querem namoro).

Decidi que me matricularia no cursinho em um dia e no outro já tava pegando aula, então tirei o restante do dia pra reorganizar meu cronograma de estudos, minha rotina e tudo mais que possa sofrer interferência do cursinho.

Fui atendido por um cara muito simpático e bonito durante a matrícula no cursinho e me senti extremamente envergonhado, como se tivesse medo dele perceber isso. Pra piorar tudo, eu senti que o cara tava na minha, o que aumentou ainda mais o climão.

Antes do reboot eu saberia disfarçar perfeitamente essa "atração". Isso se ela chegasse a acontecer, pois não era raro caras esteticamente perfeitos chegarem em mim e eu dispensar por não sentir atração. Depois de tanto tempo sem orgasmo, qualquer cara que passa com uma calça mais apertada já rouba o meu olhar, e se o cara é gay eu fico MUITO nervoso. Eu namoro, AMO o meu namorado e não consigo lidar muito bem com essas situações em que o meu tesão parece falar por mim.

Além do episódio do colega de sala e do cara da recepção, tenho percebido alguns olhares em sala de aula. Hoje, segundo dia de aula, sentei cercado de homens e me senti extremamente acuado. O carinha que conheço de Facebook mudou de lugar e sentou atrás de mim, e ao meu lado estavam dois caras que ficavam olhando na minha direção a toda hora e sem nenhuma razão aparente.

Por maior que esteja sendo esse desconforto, não chego a sentir medo de acontecer algo, pois estou bastante seguro do sentimento que tenho pelo meu namorado. E se consegui chegar aos 31 dias sem P (que está disponível em poucos cliques), não vai ser difícil não ficar com outras pessoas. Não posso me culpar por me sentir atraído por outros caras (ainda mais nas minhas condições atuais, com pouco sexo e sem masturbação), pois é puro instinto... Mas posso escolher controlar esse instinto, e aí fica tudo de boa. Smile
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Re: Diário Bruquendi

em 26/1/2017, 04:15
Dia 32 - 25/01

Fiz um treino fodido de perna à tarde e já no terceiro ou quarto exercício comecei a sentir uma dor aguda na lateral externa dos pés. Sempre sinto essa dor quando faço movimentos unilaterais (um pé na frente e outro atrás), que exigem equilíbrio do corpo. Ontem a dor ficou insuportável e prejudicou bastante meu desempenho. O legal nisso é que estou aprendendo a lidar com a dor. Cheguei em casa vendo estrelas, tirei uma sonequinha e já tava revigorado, e inclusive tô ansioso para o treino de hoje. Em outros tempos eu estaria cogitando seriamente banir exercícios físicos da minha vida pra sempre. Hahah

Aquele sentimento de desinibição está se esvaindo nos últimos dias. Voltei a sentir dificuldade em falar com as pessoas e volta e meia tropeço no meio de uma frase. Sei que é uma fase e não vou deixar isso influenciar o meu objetivo.

Memórias com P, aquelas bem insistentes que surgem do nada, já estão me causando ereções. A vontade de ver bate forte quando tenho que encarar os estudos, mas está sendo fácil controlá-la.

O compromisso com o cursinho está me ajudando a fixar horários. Trabalho em casa e essa flexibilidade de horários me impede de ter uma rotina, pois sempre acho que posso fazer coisa X agora em detrimento de outra mais importante que pode ser realizada depois - a boa e velha procrastinação. Acordar e dormir no mesmo horário está ficando mais fácil.

Tenho que falar: estou MUITO mais produtivo desde o início do reboot, mesmo com os altos e baixos emocionais. As coisas estão se desenrolando com uma fluência incrível.

Avante!
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Re: Diário Bruquendi

em 26/1/2017, 08:59
Li seu diário e, uau, que orgulho de ver esse esfoço todo =)!

Também é muito bom acompanhar suas narrativas sobre seu namorado, parece que vocês estão numa relação cada vez mais real e sólida. É muito bonito I love you
É engraçado como a gente vai reparando que é muito melhor se relacionar com as pessoas como um todo, e não com só com corpos alheios. Apesar d'eu estar solteiro e abandonado agora (hahaha), espero que depois de um bom tempo de reboot eu possa ser capaz de ser uma pessoa legal pra alguém de novo, que nem você tá sendo.

Sobre sua irmã, uma das minhas melhores amigas é minha irmã mais nova, que também tá passando pela adolescência. Eu adoro ouví-la e aconselhá-lha sobre tudo, ainda mais sobre as coisas que tive que aprender sozinho. Ano passado, uma das poucas coisas que conseguia me manter vivo era lembrar que eu tenho ela nesse mundo.

Acho que as coisas só tendem a melhorar mais e mais pra você, se fizer tudo com esforço! Com certeza reparar em tudo que você perdeu e tudo que você tá reconquistando agora é um jeito fácil de não querer voltar praquilo tudo. Vamos nos apoiar nessa batalha!

Muita força pra você Very Happy

_______________________________________


Passem no MEU DIÁRIO também =) !

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Re: Diário Bruquendi

em 27/1/2017, 11:24
Dia 33 - 26/01

Terceiro dia de cursinho. O carinha que tava me querendo perguntou se eu namoro e eu disse que sim. Perguntou como tava o namoro (rs) e eu me derreti todo na frente dele. Daí ele começou a falar das desilusões amorosas, de ex etc. Será que dessa eu fiz um amiguinho? Smile

À tarde fiz um treininho maroto e de lá fui correndo pra psicóloga. Me abri sobre o vício sem muitas esperanças e também já preparado para não ouvir nada do que ela dissesse se fosse algo parecido com "pornografia é normal e masturbação é saudável". Pra minha surpresa ela tem conhecimento do vício, e inclusive desconfia, pelo que eu falei do método, que outro paciente dela também leu o livro/frequenta o fórum/faz o reboot. Ela se mostrou extremamente preparada. Não deu tempo pra qualquer aprofundamento (a consulta tem míseros 30 minutos pelo plano de saúde), mas senti que estou em boas mãos.

No finalzinho da consulta, enquanto falava de vícios em geral, ela citou a onda de meninas adolescentes que se cortam, e sem pensar eu falei "minha irmã!" Ela ficou perplexa e já me pediu para levá-la na próxima consulta. MInha irmã, quando soube, saiu pulando pela casa de felicidade. O sonho dela é fazer terapia psicológica, mas minha mãe, que diga-se de passagem ganha muito bem, obrigado, acha muito caro.

A felicidade da minha irmã foi uma coisa linda de se ver.

Ainda ontem a minha irmã falou que mamãe tinha comentado com ela que eu mudei muito nos últimos tempos, e pra muito melhor. Respondi com um sorriso de canto de boca, satisfeito. Me olhei no espelho em seguida e tive vontade de chorar. Aquela frase ficou ecoando na minha cabeça enquanto passava um filme com tudo que eu vivi até chegar nesse estágio de "ter mudado pra melhor". Acho que tive um lapso de autopiedade. Haha

Na hora de estudar, vi que precisava de uma estratégia nova urgentemente ou o cursinho iria me engolir. Deixei o livro de lado, abri o PC e comecei a escrever ideias no meu gerenciador de notas até formar o meu próprio método de estudos. Acompanho o blog www.vidaorganizada.com.br (vale o link) e já tirei algumas lições valiosas dele. Uma frase de lá que adotei pra vida é essa: "Se a vida é uma jornada, se organizar é colocar a mochila nas costas e cair na estrada."

Dormi com o namoradinho e outra vez sexo. Fui passivo novamente e foi maravilhoso. Ereção 100%, nada de fantasias e a quantidade de sêmen foi ainda maior que a do primeiro orgasmo pós-reboot.

Meu namorado sempre foi preferencialmente passivo, mas sinto uma resistência dele a assumir esse papel desde que voltamos a transar. Acho que ele pode estar se sentindo assustado/pressionado, já que quando a gente tá junto eu vivo ereto e sugerindo o ato... E ele não me conheceu assim. Eu fico ainda mais assustado com essa situação, mas tenho fé que o tempo resolve essa estranheza. Smile
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Re: Diário Bruquendi

em 27/1/2017, 11:43
narne escreveu:Li seu diário e, uau, que orgulho de ver esse esfoço todo =)!

Também é muito bom acompanhar suas narrativas sobre seu namorado, parece que vocês estão numa relação cada vez mais real e sólida. É muito bonito I love you
É engraçado como a gente vai reparando que é muito melhor se relacionar com as pessoas como um todo, e não com só com corpos alheios. Apesar d'eu estar solteiro e abandonado agora (hahaha), espero que depois de um bom tempo de reboot eu possa ser capaz de ser uma pessoa legal pra alguém de novo, que nem você tá sendo.

Sobre sua irmã, uma das minhas melhores amigas é minha irmã mais nova, que também tá passando pela adolescência. Eu adoro ouví-la e aconselhá-lha sobre tudo, ainda mais sobre as coisas que tive que aprender sozinho. Ano passado, uma das poucas coisas que conseguia me manter vivo era lembrar que eu tenho ela nesse mundo.

Acho que as coisas só tendem a melhorar mais e mais pra você, se fizer tudo com esforço! Com certeza reparar em tudo que você perdeu e tudo que você tá reconquistando agora é um jeito fácil de não querer voltar praquilo tudo. Vamos nos apoiar nessa batalha!

Muita força pra você Very Happy

Oi, narne! Também tô acompanhando o seu diário e me identifiquei bastaaante!

Hahaha eu tento não ser tão piegas em meus relatos, mas já que é pra abrir o coração, fica assim mesmo: muito textão e muita melação todo dia ahaha.

Minha história com meu namorado é muito estranha, narne. No comecinho, o "primeiro round", eu era louquinho por ele, mas fui minando isso até me convencer de que não sentia nada e que tinha que viver outras experiências e ~aproveitar minha juventude~. O autoengano era tão grande que durante as minhas sessões de P eu pensava "isso sim é que é sexo! É isso que eu quero viver!" Terminamos, e quando eu tava com a faca e o queijo na mão pra pegar geral, me tranquei em casa por seis meses e se transei com dois caras foi muito. A desculpa eram os estudos para o vestibular. Até que, como num passe de mágica, descobri o ebook através do Papo de Homem e agora tô aqui, há 33 dias sem P, talvez o maior intervalo de tempo desde que comecei a ver, aos 11 anos. E... tô de volta com o cara que eu amo (diga-se de passagem foi bastante duro reconquistá-lo). Agradeço MUITO por reconhecer o vício antes que ele pudesse causar consequências ainda piores.

Que linda a sua relação com a sua irmã! Eu só percebi que a minha irmã precisava de ajuda e o quanto eu tava sendo egoísta em não querer enxergar isso agora. Ela já tem 17 anos, é cheia de traumas e eu me arrependo muito de não ter tentado ajudá-la antes. Ela sempre implicou comigo, enchia o saco meeeeeeesmo... E eu não percebia que era só um pedido torto de ajuda. :/ Torço muito para que um dia a gente tenha um relacionamento sólido e fraternal como o de vocês. Acho que estamos no caminho. I love you

"Esforço" é a palavra-chave. Se a gente continua se lembrando constantemente de onde queremos chegar, os obstáculos ficam cada vez irrelevantes. Força pra gente, meu amigo! Terminaremos essa juntos. Smile
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Re: Diário Bruquendi

em 28/1/2017, 11:30
Dia 34 - 27/01

Passei a manhã inteira sonolento no cursinho. Era fechar o olho e ja começava a sonhar. Mais pro fim eu fui ficando esperto (talvez pela ansiedade pra ir embora haha) e consegui pegar o timing da aula. Percebi que o professor tava respondendo uma questão de forma errada e não sei de onde tirei coragem para corrigi-lo... Parecia uma tragédia anunciada, mas acabou que tinha algo errado mesmo. O professor disse que a questão foi mal elaborada, mas eu ainda acho que ele que não soube responder. Me senti fodão. haha

Continuo percebendo olhares insistentes dos outros, mas como não tenho coragem e autoconfiança pra olhar de volta, nunca sei se estão realmente me olhando ou se é coisa da minha cabeça. Tô pensando em me obrigar a encarar de volta quando perceber esses olhares. A intenção não é manter contato visual, é só perder esse medo ridículo de olhar para as pessoas. É como se eu tivesse medo delas... E também preciso perder essa noção deturpada de que olhares cruzados = flerte. Às vezes a pessoa só te achou legal mas não sabe exatamente como chegar e quer sentir essa abertura de você. Ou não. Mas quem sabe? Smile

A tarde foi movimentada. Fiz um procedimento que vinha adiando há anos por preguiça, que é a remoção de uma verruga que tenho desde a infância. Foi bem rápido e eu saí de lá me perguntando porque demorei tanto tempo pra fazer isso... A resposta é óbvia haha.

No caminho de volta pra casa um ônibus fechou o carro que tava na minha frente e bati minha moto nesse carro. Saí ileso e a moto também, mas o carro ficou todo arranhado. Pra minha surpresa o cara não jogou a culpa em mim (sempre sobra pra quem tá de moto) e melhor, se ofereceu pra pagar conserto (!) e pediu meu número mesmo eu dizendo que não precisava. A princípio eu achei que o cara tava querendo outra coisa, mas agora eu só acho que tenho uma visão muito deturpada dos outros e de mim mesmo, a ponto de achar que o único motivo que faria alguém ser legal comigo é sexo. Preciso me livrar disso. ^^

Mesmo com sono precário eu ainda consegui render à noite. Fui dormir 1h da manhã e às 6h já tava de pé pro cursinho. Não acordei cansado. Acho que estou me acostumando à rotina. Smile

As memórias envolvendo P continuam surgindo do nada na cabeça, mas têm me influenciado menos. Minha tensão sexual na sala de aula também tem diminuído. Se eu não sinto vontade real de ver P (não confundir com compulsão) ou de ficar com outras pessoas mesmo reconhecendo que elas são atraentes, não tenho porque ter medo. Very Happy Seguimos!
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Re: Diário Bruquendi

em 28/1/2017, 17:51
Parabéns pelo percurso.
E seu namorado?
Vcs terminaram?
Vai passar o fim de semana com ele (se não terminaram)?

Abraços.

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