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Alexreboot83
Mensagens : 34
Data de inscrição : 17/05/2017

Vício em PMO/Sexualidade doentia X Sexualidade saudável "não conservadora"

em 17/5/2017, 16:20
Estou começando hoje a planejar meu experimento de vez, lendo, testando os bloqueadores e deixando tudo pronto para evitar recaídas. Já havia feito uma reflexão e notado a minha necessidade disso, especialmente a respeito de todos os problemas relativos a procrastinação, ansiedade, falta de concentração e demais consequências que já atrapalharam minha vida demais.

Deixando provisoriamente de lado todos os gravíssimos problemas que temos em consequência da compulsão por PMO, quero deixar uma dúvida aos mais experientes e que me deixa um pouco preocupado com o processo e suas consequências.

A questão é: Será que que a relação do humano com o sexo (incluindo ai fantasias, fetiches e imaginações) é necessariamente doentia e tendente ao vício ? Ou nos bloqueamos para evitar totalmente os estímulos imaginativos ou então cairemos necessariamente num caminho de compulsão incontrolável? Não é possível desenvolver uma relação controlada, sadia e madura com os fetiches, as imaginações eróticas (e isso falo inclusive com relação à literatura normal, não específica), o sexo não convencional/conservador ?  A "abstinência" é uma etapa terapêutica provisória (um caminho) ou esse tipo de relação de evitação de estímulos e fantasias tem de ser, a rigor, permanente ? Não me refiro a chegar a um ponto de voltar a consumir pornografia como um louco, mas sim em chegar em determinado ponto de recuperação, de maturidade e relação consigo mesmo que não se torne preocupante ler (ou escrever) uma cena mais quente de um livro, falar ou ouvir sobre sexualidade, assistir um filme (porno ou não) com a namorada ou companhia, ou mesmo ter e viver os seus fetiches, de maneira saudável e controlada. É possível ?

Me preocupo também que muitas vezes as pessoas trataram sua recuperação de um ponto de vista muito moralista, com dogmas religiosos e tudo mais, quando, para mim, se trata de um processo de recuperação que envolve a diminuição dos efeitos nocivos práticos da PMO na minha vida, e não um condenação absoluta e eterna ao que há de humano na sexualidade e também na imaginação e criatividade humanas.

Espero que tenha deixado claros os meus pontos.

Gostaria muito de ouvir a opinião de vocês.
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Juan Diego de Guadalupe
Mensagens : 119
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Idade : 41

Re: Vício em PMO/Sexualidade doentia X Sexualidade saudável "não conservadora"

em 18/5/2017, 16:15
Algumas pessoas conseguem beber, jogar ou usar drogas ilicitas sem que isso afete de maneira negativa suas vidas. Assim tbm é o PMO a partir do momento em atrapalha sua vida, ele deve ser retirado de sua vida, eu por exemplo só consigo consumir PMO de maneira compulsiva, portanto sempre me afastarei disso

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Antônio71
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Mensagens : 1049
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Idade : 45

Melhor que fantasias

em 18/5/2017, 18:14
Alexreboot83 escreveu:Estou começando hoje a planejar meu experimento de vez, lendo, testando os bloqueadores e deixando tudo pronto para evitar recaídas. Já havia feito uma reflexão e notado a minha necessidade disso, especialmente a respeito de todos os problemas relativos a procrastinação, ansiedade, falta de concentração e demais consequências que já atrapalharam minha vida demais.

Deixando provisoriamente de lado todos os gravíssimos problemas que temos em consequência da compulsão por PMO, quero deixar uma dúvida aos mais experientes e que me deixa um pouco preocupado com o processo e suas consequências.

A questão é: Será que que a relação do humano com o sexo (incluindo ai fantasias, fetiches e imaginações) é necessariamente doentia e tendente ao vício ? Ou nos bloqueamos para evitar totalmente os estímulos imaginativos ou então cairemos necessariamente num caminho de compulsão incontrolável? Não é possível desenvolver uma relação controlada, sadia e madura com os fetiches, as imaginações eróticas (e isso falo inclusive com relação à literatura normal, não específica), o sexo não convencional/conservador ?  A "abstinência" é uma etapa terapêutica provisória (um caminho) ou esse tipo de relação de evitação de estímulos e fantasias tem de ser, a rigor, permanente ? Não me refiro a chegar a um ponto de voltar a consumir pornografia como um louco, mas sim em chegar em determinado ponto de recuperação, de maturidade e relação consigo mesmo que não se torne preocupante ler (ou escrever) uma cena mais quente de um livro, falar ou ouvir sobre sexualidade, assistir um filme (porno ou não) com a namorada ou companhia, ou mesmo ter e viver os seus fetiches, de maneira saudável e controlada. É possível ?

Me preocupo também que muitas vezes as pessoas trataram sua recuperação de um ponto de vista muito moralista, com dogmas religiosos e tudo mais, quando, para mim, se trata de um processo de recuperação que envolve a diminuição dos efeitos nocivos práticos da PMO na minha vida, e não um condenação absoluta e eterna ao que há de humano na sexualidade e também na imaginação e criatividade humanas.

Espero que tenha deixado claros os meus pontos.

Gostaria muito de ouvir a opinião de vocês.

Melhor que fantasias, Alex, é viver a vida sexual com intensidade, ao vivo e à cores. É o que acontece comigo. A minha vida sexual com G, minha namorada é melhor e mais excitante do que qualquer fantasia.

O sexo é feito para SER SENTIDO e não pensado. Sinta o prazer sexual com o seu corpo e com o corpo de sua namorada, mas não com a sua mente.

Um abraço e boa recuperação!

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