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Minha vida é uma Babilônia!

em 10/1/2018, 14:42
No início da pré-adolescência, já comecei a ter envolvimentos sexuais. Mas sempre com meninas. E gostava muito. Entrando na adolescência, comecei a reparar nos meninos e desejá-los também. Mas só tive minha primeira relação com homem, já adulto, com uns 20 anos. Antes de chegar no sexo com homens, via muita pornografia diariamente.

Minhas experiência com pornografia começaram com uns 15 anos, assistindo band privê. Depois, com a chegada do computador em casa e a internet, passei a baixar vídeos. Todos os dias, esperava chegar a noite para baixar vídeos pornô e passar a madrugada toda assistindo e me masturbando. Era o melhor momento do dia. Baixava filmes inteiros, vários ao mesmo tempo. Mesmo sabendo que quando começasse a me masturbar não conseguiria nem ver o filme completo. Comecei a M no PC, depois comprei um MP4 e transferia os vídeo e levava para o banheiro, onde batia uma. E assim se seguiu durante anos. Nunca relacionei os problemas que tenho hoje de DE, ER com a pornografia.

Sempre tinha os meus vídeos preferidos. Os que tinham homens com cara, voz e jeito de homem. Nunca curti afeminados. Assim também olhava os homens nas ruas com as mesmas características e ficava fantasiando com eles. Meus colegas de colégio, faculdade, trabalho, ou desconhecidos. Sempre fantasiava com eles imaginando as cenas dos filmes pornôs que via. Daí, eu passei a entrar em sites de bate-papo e conversava com homens que eu curtia e me mostrava para eles. No início, não marcava nada. Inventava uma desculpa qualquer. Só gostava de ser elogiado pelos homens, o como eu era interessante, bonito ou gostoso. Gostava de ser desejado pelos caras. Até que tive coragem de marcar um encontro com um cara que me atraiu. Me encontrei com uns dois caras durante esse tempo. Pouco. Mas conversava com muitos, todos os dias. As salas de bate-papo e as conversas com vídeo eram um grande prazer que eu tinha. E junto com a PMO que eu fazia basicamente ao mesmo tempo. Abas de pornografia com abas de salas de bate-papo. Eu chegava ao ponto de ter vários usuário, para falar com o máximo de caras possíveis.

Eu nunca curti muito o meio gay, nem tive e nem tenho amigos gays. Sempre andei com héteros. Acredito que seja porque o perfil dos gays mais comuns e visivelmente assumidos eram os afeminados, o que não me atraia sexualmente. Mesmo assim, meu desejo sexual era por homens. Sempre pensava no homem como algo para eu me satisfazer sexualmente e não para amizades gays. Algo muito frio. Acredito que devido a grande quantidade de PMO que eu praticava, que também influenciou em minhas relações com eles, da qual falarei mais adiante.

O perfil de pornografia que eu visualizava eram sempre as mais objetivas e frias, com violência, orgias, trio, barebacking, cum eating. Algo que considero bastante depravado. O que foi me levando a entender que o sexo com homem era desse jeito. Confesso que sempre tive uma carência afetiva em minha família, o que criou em mim um vazio em relação a isso, ao afeto. Vazio que a pornografia preencheu com muita eficiência.

Como eu já era adulto e estava morando só, decidi investir mais na relação real com homens. Um dia desses, eu assisti um vídeo de gays no youtube sobre pegação, do qual um cara falava de aplicativos. Aí eu descobri o Grind, Scruff e outros apps de relacionamento gay. Essa foi uma das piores descobertas pra mim. Pois, nos apps, os homens estavam expostos e ofertados. Bastava uma conversa que envolvia trocas de fotos e pronto. Assim, comecei uma era de depravação em minha vida. Eu selecionava os homens que queria e marcava transas casuais, sem nenhum sentimento ou envolvimento emocional. Era um homem diferente por dia. Tinha dias que era mais de um. E eu tratava-os de uma maneira fria. Depois do sexo, nem queria conversar, já queria que eles fossem embora. Como um vídeo que assisti, e já não me interessava mais. Dificilmente eu transava com o mesmo cara. Tinha que ser novos caras a cada dia, assim como no assistir da pornografia, que eu procurava um vídeo diferente cada vez, ou vários diferentes ao mesmo tempo.

Caso o cara se encaixasse nas minhas exigências, poderia até ficar mais um tempo. Eu não sei porquê, mas eu tenho uma tara por peitoral masculino. Talvez seja pela pornografia. Sempre procuro homens com peitorais grandes e sarado, tanto na pornografia, como no sexo real. E não me interesso por outros biotipos. Assim escolhia no app homens com essas características. O que me ajudava era que eu tenho um corpo interessante. Com isso era mais fácil conseguir sexo. O que também foi minha ruína. Hoje sou uma pessoa muito escrota em relação ao sexo. Maltratei muitos caras. Fiz coisas que considero humilhantes para eles e para mim, achando que eram desejos genuínos meus. Os quais não eram. Transei com muitos homens. Rejeitei muitos. Mas, ainda assim, transei com vários, em relacionamentos superficiais. E o pior era que dificilmente eu ficava satisfeito. Porque só a pornografia me dava o prazer máximo em relação ao sexo, devido a meu vício. Entretanto, eu não sabia disto. Meu dia era só ficar no app, visualizando fotos, fantasiando e marcando encontros. Perdi muita coisa por causa desse vício.

Os efeitos da PMO também me causam grande constrangimento na rua. Eu tenho dificuldade de não olhar para um homem que me  atraia. Basta o homem ter um peitoral malhado e estar sem camisa, que uma vontade muito forte de olhar para os peitos dele vêm em minha cabeça. O que faz com que um ou outro, perceba que eu estou olhando para eles. Eu chego a me excitar, só em observá-los. Além disso, fico fantasiando com eles e desejado me saciar com o peitoral do cara. Eu já estou no nível de olhar até homens vestidos com camisa e imaginar seu peitoral, os detalhes da camisa marcada, e pensar como ele deve transar, o que ele deve fazer na cama, etc... Isso me causa muito tesão. Me sinto um pervertido. Espero que o reboot, mude isso também. Porque é constrangedor.

Enquanto conseguia transar com homens normalmente, tudo bem. Mas quando apareceu a DE, comecei  a me preocupar. Utilizava o viagra para ter relações. Meu pau já perdeu grande parte da sensibilidade. Isso influenciou bastante minha decisão pela cura. Se não fosse a ER e a DE, principalmente, e a falta de sensibilidade no pau, eu não teria buscado ajuda e pesquisado sobre as influências da PMO na vida de uma pessoa. Assim, eu descobri que a PMO é muito mais nociva do que eu imaginava. Estou já há mais de 10 dias no Reboot. Hoje, luto com a vontade imensa de instalar esses apps de novo. Estou fazendo o reboot em modo hard. E não devo chegar perto desses apps. O que é o mais difícil para mim.


Última edição por sombra em 11/1/2018, 17:41, editado 1 vez(es)
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 10/1/2018, 18:43
Olá amigo,

Compartilho algumas de suas experiências.
Todo esse mundo gay nos gera bastante ansiedade quanto a vida em si, ao relacionamento interpessoal e homossexualidade .
Sobre os apps de pegação de fato é um problema. Eu os utilizo mas tento ao máximo conhecer a pessoa do outro lado, e não apenas “fast-foda”. Quando eu não curto a pessoa, não vou e não faço. Um bom papo nos ajuda e muito a entender a nós mesmos.
Siga os passos do e-book, instale os bloqueadores, seja forte!
Estamos aqui para ajudar,

Saudações

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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 10/1/2018, 23:44
Me identifiquei bastante com seu caso, principalmente sobre olhar homens na rua e fantasiar sobre eles, eu fazia isso o tempo todo. Quando estava em locais públicos eu ficava procurando homens pra olhar, analisava cada parte do corpo e imaginava tudo. Sem dúvida, isso é o mais difícil de parar, pq pra ver P você precisa ir pro computador ou celular. Mas pra fantasiar com um homem que você vê na rua, você tá andando e quando percebe já tá olhando, imaginando. é uma coisa que é difícil evitar, sabe? Mas eu consegui parar com isso evitando olhar mesmo, quando me pegava olhando pra alguém já desviava o olhar, e no começo é MUITO difícil. Mas você vai conseguir, tenha foco nisso. Esteja sempre em alerta. Uma coisa que costumo pensar é: não estou "caçando" ninguém, não vai mudar minha vida olhar só por olhar. E assim você vai condicionando sua mente que você não precisa disso. Se você conhecer alguém e ter um relacionamento real, ok sabe? Mas olhar o cara só por olhar mesmo, e fazer coisas apenas na sua cabeça não faz o menor sentido.
Força nessa caminhada!
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 11/1/2018, 10:36
marcosbanc escreveu:Olá amigo,

Compartilho algumas de suas experiências.
Todo esse mundo gay nos gera bastante ansiedade quanto a vida em si, ao relacionamento interpessoal e homossexualidade .
Sobre os apps de pegação de fato é um problema. Eu os utilizo mas tento ao máximo conhecer a pessoa do outro lado, e não apenas “fast-foda”. Quando eu não curto a pessoa, não vou e não faço. Um bom papo nos ajuda e muito a entender a nós mesmos.
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É isso. marcosbanc. Os apps de pegação são um problema. Acredito que pela maneira como eu utilizo ele mesmo. Como meio para conseguir transas casuais. E quando eu transava com os caras no sexo real, dificilmente eu me satisfazia. Devido a minha referência de sexo ser através da pornografia. Algo virtual e "perfeito" para mim. Então, exigia sempre dos caras a mesma performance e corpos dos atores pornôs. O que era muito difícil de acontecer.

Outra coisa: eu também ficava colecionando caras, salvava vários em favoritos e ficava vendo e fantasiando com suas fotos de corpos malhados, que era o que eu gostava. Para eu sair com um cara, antes trocava fotos com uns 40. Eu era viciado nesses Apps também. Um vício junto com o vício em PMO. Ligava o celular de manhã e abria logos os apps para ver as mensagens que deixaram para mim e as respostas dos caras que eu falava. Já querendo marcar uma real. Já acordava pilhado. E assim passava o dia todo ao lado do celular. O celular descarregar? Nunca. Sempre carregado. Sem internet? Jamais. Quando saia de casa e não estava com internet ficava ansioso pra voltar para casa para usar logo o wi-fi. Mas fazia de tudo para ficar com créditos no celular para gastá-los só com internet do plano, somente para usar os apps. Gostava de passar por bairros diferentes de minha casa para conhecer caras novos. Era um vício tremendo. E esse vício para mim é pior do que a pornografia. Nem sinto muita vontade de assistir pornografia. Sinto muita vontade de instalar os app de pegação. Mas, eu realmente preciso ficar em hard mode. Preciso me desintoxicar. Pq cheguei no fundo do poço mesmo. Preciso desse tempo para meu organismo se recuperar. Está difícil. Acordo com sensações no meu corpo de estímulo para o sexo. Principalmente, no peitoral. Não sei como surgiu essa sensibilidade me mim. Tenho uma sensibilidade no peitoral e também busco homens pelo peitoral. Parece que também é um transtorno obsessivo por peitoral. Não sei se tem a ver com a PMO ou é algo meu mesmo. Mas isso me dá muita fissura. Se alguém pudesse me explicar isso. Mas assim, to caminhando no reboot!
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 11/1/2018, 10:50
Kaue escreveu:Me identifiquei bastante com seu caso, principalmente sobre olhar homens na rua e fantasiar sobre eles, eu fazia isso o tempo todo. Quando estava em locais públicos eu ficava procurando homens pra olhar, analisava cada parte do corpo e imaginava tudo. Sem dúvida, isso é o mais difícil de parar, pq pra ver P você precisa ir pro computador ou celular. Mas pra fantasiar com um homem que você vê na rua, você tá andando e quando percebe já tá olhando, imaginando. é uma coisa que é difícil evitar, sabe? Mas eu consegui parar com isso evitando olhar mesmo, quando me pegava olhando pra alguém já desviava o olhar, e no começo é MUITO difícil. Mas você vai conseguir, tenha foco nisso. Esteja sempre em alerta. Uma coisa que costumo pensar é: não estou "caçando" ninguém, não vai mudar minha vida olhar só por olhar. E assim você vai condicionando sua mente que você não precisa disso. Se você conhecer alguém e ter um relacionamento real, ok sabe? Mas olhar o cara só por olhar mesmo, e fazer coisas apenas na sua cabeça não faz o menor sentido.
Força nessa caminhada!

Valeu pela força, Kaue! Força para você também!

Quando vejo um hétero na rua que não aguenta olhar o rabo de uma mulher, eu acho ridículo. Tem cara que vira o pescoço, para, olha fixamente pra raba das mulheres, muitos falam muita merda, e eu vejo isso como algo muito nojento. Me dá uma grande repulsa desses caras, como se eles fossem doentes e tal. Mas eu nunca reparei que eu também tenho essa tara por homens. Não chego a falar nada para eles, mas penso na minha cabeça "gostoso", "que peitão gostoso", "chupava todo", "delícia" ... coisas desse tipo. E isso também é tão doentio quanto. Eu observo os homens disfarçadamente. Mas as vezes, percebo que ultrapasso esse limite e já olho muito fixamente. Com medo danado de que se alguém está me observando. Por isso olho para os lados e volto a olhar para o cara o máximo que posso. As vezes, se o cara tá na rua e eu na calçada, dou um jeito de descer para a rua, para ficar na direção do cara e puder o observar mas discretamente, do que precisar gira a cabeça em um angulo consideravelmente grande para o cara perceber que está sendo observado. Quando tô com óculos escuros, aí que eu aproveito mesmo.

O interessante é que eu nunca cheguei em um cara na rua. Vários caras já deram em cima de mim na rua e eu me finjo de desentendido. Alguns me secam, como eu olho outros caras, mas eu finjo que não estou vendo, e consigo perceber claramente que o cara está olhando para mim. Assim, eu fico pensando que "se eu percebo quando o cara me observa, os caras na ruas também percebem quando são observados, e é uma grande ilusão eu achar que estou sendo discreto".

Meu perfil é heteronormativo mesmo. Ando, me comporto e tenho uma rotina como se fosse um hétero, de modo que as pessoas acham que sou, e até mulheres me abordam querendo alguma coisa. Isso faz com que os caras conversem comigo normalmente, sem nenhum receio de que eu tenha algum interesse neles. Mas o que rola é o seguinte: quando eu converso com algum cara que eu considero gostoso, eu fico imaginando o que eu faria com ele, fantasias e tal. Sempre fiz isso durante muito tempo. Assim condicionei minha mente para isso. Acredito que meus problemas maiores são as fantasias pornográficas do que as pornografia em vídeos ou fotos. Apesar de que eu consumia muita pornografia em vídeo e foto. Mas eu desenvolvi esse vício muito ligado a fantasia, como se eu estivesse preso a pornografia, mesmo estando longe de um computador. Assim a pornografia estava comigo no computador, quando estava nele, e em todos os lugares, quando eu não estava no computador, usava a minha mente para imaginar cenas pornográficas o tempo todo.

É difícil vencer isto. Mas não impossível. Vou me condicionar a parar com esses pensamentos.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 11/1/2018, 13:11
É exatamente isso! Eu fazia exatamente as mesmas coisas, e fazia os mesmos tipos de "comentários" na minha cabeça. Tipo ver um cara e pensar "gostoso" e imaginar coisas. Se fosse conhecido e eu soubesse o nome, ia nas redes sociais pra ver se tinha foto sem camisa pra eu poder olhar a vontade e fantasiava sobre isso. Quando ia em banheiros públicos, dava aquela analisada no mictório. Coisas que hoje em dia acho extremamente promíscuas, mas na época fazia sem nem pensar sobre isso sabe? Já tive alguns problemas do tipo o cara perceber e gostar, mas eu era casado e fiel (de certa forma eu era extremamente infiel dentro da minha cabeça), mas eu não queria nada sabe? E dai eu tinha que fugir. Olha a loucura, eu provocava e depois corria. Pra mim não tinha mal nenhum fantasiar com vários homens, ao meu redor mesmo em situações nada sexuais, e eu achava isso bem ok.
E eu compartilho da mesma opinião, que a pior coisa pra se livrar são as fantasias, pq como eu disse, você não precisa de um celular nem computador pra isso, só precisa do seu cérebro e as vezes faz sem perceber, por já estar tão acostumado. Mas é possível mudar isso sim! Tente ao máximo ficar SEM nenhum tipo de fantasia, não tente imaginar como é esse cara sem camisa, nem pelado e nem nada. Se você conhecer alguém, e rolar alguma coisa, você vai VER com seus próprios olhos, se não, você não precisa saber como o cara é na cama pq isso não vai mudar sua vida hahahhaha.

Tenha essas coisas em mente que vai diminuindo essa necessidade em fantasiar, até ela sumir. Depois é só sucesso!
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 11/1/2018, 20:49
Kaue escreveu:É exatamente isso! Eu fazia exatamente as mesmas coisas, e fazia os mesmos tipos de "comentários" na minha cabeça. Tipo ver um cara e pensar "gostoso" e imaginar coisas. Se fosse conhecido e eu soubesse o nome, ia nas redes sociais pra ver se tinha foto sem camisa pra eu poder olhar a vontade e fantasiava sobre isso. Quando ia em banheiros públicos, dava aquela analisada no mictório. Coisas que hoje em dia acho extremamente promíscuas, mas na época fazia sem nem pensar sobre isso sabe? Já tive alguns problemas do tipo o cara perceber e gostar, mas eu era casado e fiel (de certa forma eu era extremamente infiel dentro da minha cabeça), mas eu não queria nada sabe? E dai eu tinha que fugir. Olha a loucura, eu provocava e depois corria. Pra mim não tinha mal nenhum fantasiar com vários homens, ao meu redor mesmo em situações nada sexuais, e eu achava isso bem ok.
E eu compartilho da mesma opinião, que a pior coisa pra se livrar são as fantasias, pq como eu disse, você não precisa de um celular nem computador pra isso, só precisa do seu cérebro e as vezes faz sem perceber, por já estar tão acostumado. Mas é possível mudar isso sim! Tente ao máximo ficar SEM nenhum tipo de fantasia, não tente imaginar como é esse cara sem camisa, nem pelado e nem nada. Se você conhecer alguém, e rolar alguma coisa, você vai VER com seus próprios olhos, se não, você não precisa saber como o cara é na cama pq isso não vai mudar sua vida hahahhaha.

Tenha essas coisas em mente que vai diminuindo essa necessidade em fantasiar, até ela sumir. Depois é só sucesso!

Já estou nessa luta contra a fantasia. Antes não tinha a consciência do quão ela era prejudicial. Eu fazia as mesmas coisas que você, se eu descobrisse o nome do cara eu ia no face e procurava fotos dele sem camisa e fica olhando o peitoral e fantasiando. Vários colegas de trabalho que eu nem conversava, mas achava atraente, eu ia no face deles e ficava admirando suas fotos. Passava horas assim no facebook, e dava graças de que o face não registrava quem acessava o perfil de quem.

Eu passei a perceber que a fantasia em minha vida sempre aconteceu, independente da questão pornográfica/sexual. Eu sempre fantasie tudo, porque não gostava muito de minha vida real. Então, desde criança, eu acho, sempre fantasiava como seria minha vida, várias cenas eram transformadas em minha mente para me agrada. Onde na fantasia, eu era sempre o cara. Era sociável, era amado, era desejado, dominava as situações, era perfeito, estava sempre por cima. Como eu já tinha esse perfil da fantasiar, a pornografia entrou em minha vida e ocupou esse espaço também. Eu já era um obsessivo por fantasiar. Fantasiar já era a fuga de meus problemas. Juntou com a pornografia, ferrou tudo.

Só de pensar que eu não consigo nem assistir um jornal, sem fantasiar com o apresentador ou os repórteres, é pensar que estou viciado mesmo em fantasiar sexo. O homem passa a ser um objeto. E eu, muitas vezes, nem olho para o rosto, olho direto para o corpo do homem. Isso está tão internalizado em mim que, se tem vários caras, meu olho vai direto no que é atraente, no malhado ou no bonito, rapidamente. Se tem várias pessoas, poucas pessoas, homens e mulheres, só homens. Não importa. Meu olho foi treinado nessa seleção de perfil de homens. Isso fez com que até minhas amizades fossem influenciadas pelo quanto o cara me atrai. Como falei anteriormente, tenho vários amigos héteros, então, eu não  curtia muito os héteros que não me atraíssem, caso surgisse uma possibilidade de relação sexual, o que não ocorria. Mas, mesmo assim, eu selecionava amigos que eram "gostosos" para mim. Eu não ficava afim de amizades com caras fora do meu padrão de desejo, mesmo sendo possíveis bons amigos.

Mas agora vou lutar contra esse mal de modo consciente. Quando a fantasia vier, vou simplesmente encará-la como algo infantil e ridículo. Pois é isso que ela é. Laughing
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 11/1/2018, 22:17
MEU CASO É IDÊNTICO!
Pra você ter uma noção, eu trabalhava em uma loja, e quando eu ia atender um cliente que eu me atraia, eu além de analisar o cara, me esforçava muito pra vender, pra poder fazer o cadastro e descobrir o sobrenome pra achar o facebook dele. Quando não vendia, as vezes procurava só pelo primeiro nome, que eu já descobria no atendimento. Olha o nível.
Mas sério, fiquei feliz em achar alguém com um caso parecido com o meu, pq geralmente quem faz reboot está viciado em PMO. E pra mim a PMO era o de menos, era "fácil" controlar. Mas as fantasias... Também sempre fui uma pessoa criativa, com uma imaginação bem fértil, fantasiava tudo mesmo sem ser pelo lado sexual, dramatização minhas ações na vida e etc. E isso com certeza ajudou nesse caso aí do vício né. E eu também percebo isso, que se tiver 15 pessoas em uma cena na novela, meu olho logo bate no cara sem camisa, no barbudo lá no fundo da cena. Isso diminuiu muito, mas ainda hoje acontece. Tanto com caras na rua, como assistindo tv ou coisa do tipo. Eu cheguei a ir em uma psicóloga uma vez e contei todo o caso, falei do vício, e depois falei que eu tava até evitando assistir filmes e a mulher me falou "isso mesmo, evite filmes pornográficos" A MULHER NAO ENTENDIA QUE EU TAVA FALANDO DE FILMES NORMAIS, QUE PASSAM NA SESSÃO DA TARDE POR EXEMPLO.
Daí tá, parei com a psicóloga, até pq ela mesmo sendo sexóloga não entendia o vício nem nada... Eu tava praticamente ensinam a mulher a fazer o trabalho dela. E nisso eu vi que eu tinha que me condicionar sozinho e mudar essas coisas. Hoje em dia, como eu disse, ainda acontece de no primeiro momento eu estar assistindo alguma coisa e notar o cara que me atrai antes de mais nada. Mas eu tento tratar isso com naturalidade, sabe? Não olhar excessivamente pra não passar do limite e fantasiar e etc, mas tinha uma época em que eu desviava o olhar na hora, parava de assistir e tal. Hoje eu tento não fazer disso uma questão. O cara é bonito, ok. Só um ser humano bonito, nada de mais. E sigo a vida.
Desculpa o textão, me empolguei.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 12/1/2018, 18:48
Estou percebendo que o Reboot está me deixando mais feliz. Uma confiança muito saudável. E está influenciando em minha socialização. Estou tendo prazer em estar com as pessoas. Algo que não é de minha personalidade. Pessoas para mim, era homem. E homem para mim, era só pra sexo. Ainda estou no início do Reboot. Mas já sinto melhoras. Só em saber que existe um tratamento já me deu um ânimo no início do Reboot. Agora, então!?
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 12/1/2018, 18:57
Kaue escreveu:MEU CASO É IDÊNTICO!
Pra você ter uma noção, eu trabalhava em uma loja, e quando eu ia atender um cliente que eu me atraia, eu além de analisar o cara, me esforçava muito pra vender, pra poder fazer o cadastro e descobrir o sobrenome pra achar o facebook dele. Quando não vendia, as vezes procurava só pelo primeiro nome, que eu já descobria no atendimento. Olha o nível.
Mas sério, fiquei feliz em achar alguém com um caso parecido com o meu, pq geralmente quem faz reboot está viciado em PMO. E pra mim a PMO era o de menos, era "fácil" controlar. Mas as fantasias... Também sempre fui uma pessoa criativa, com uma imaginação bem fértil, fantasiava tudo mesmo sem ser pelo lado sexual, dramatização minhas ações na vida e etc. E isso com certeza ajudou nesse caso aí do vício né. E eu também percebo isso, que se tiver 15 pessoas em uma cena na novela, meu olho logo bate no cara sem camisa, no barbudo lá no fundo da cena. Isso diminuiu muito, mas ainda hoje acontece. Tanto com caras na rua, como assistindo tv ou coisa do tipo. Eu cheguei a ir em uma psicóloga uma vez e contei todo o caso, falei do vício, e depois falei que eu tava até evitando assistir filmes e a mulher me falou "isso mesmo, evite filmes pornográficos" A MULHER NAO ENTENDIA QUE EU TAVA FALANDO DE FILMES NORMAIS, QUE PASSAM NA SESSÃO DA TARDE POR EXEMPLO.
Daí tá, parei com a psicóloga, até pq ela mesmo sendo sexóloga não entendia o vício nem nada... Eu tava praticamente ensinam a mulher a fazer o trabalho dela. E nisso eu vi que eu tinha que me condicionar sozinho e mudar essas coisas. Hoje em dia, como eu disse, ainda acontece de no primeiro momento eu estar assistindo alguma coisa e notar o cara que me atrai antes de mais nada. Mas eu tento tratar isso com naturalidade, sabe? Não olhar excessivamente pra não passar do limite e fantasiar  e etc, mas tinha uma época em que eu desviava o olhar na hora, parava de assistir e tal. Hoje eu tento não fazer disso uma questão. O cara é bonito, ok. Só um ser humano bonito, nada de mais. E sigo a vida.
Desculpa o textão, me empolguei.

Eu também ficava muito empolgado quando descobria o nome de um cara que me atraísse. Independente da sua sexualidade. E ia pro facebook procurar. Torcendo para que o cara tivesse fotos sem camisa. E ficava chateado quando ele tinha o perfil privado para desconhecidos ou não tinha fotos sem camisa, só fotos normais. Mesmo assim, eu ficava olhando as fotos que tinha e imaginando como seria o torax do cara. Tb com atores de filmes normais, filmes pornôs, pessoas que apareciam na tv e mostravam o nome, ... Era um vício junto com o de PMO. Também olhava fotos de caras que eu já tinha pegado, ou tinha conversado sobre um possível relação, e salvava em meu PC. E fantasiava. Agora, bani isso. Não pesquiso fotos de caras com esse intuito sexual.

Tinha momentos, em filmes, que eu perdia o que estava acontecendo, os diálogos, a ação, pq tava só observando um ator específico e seus detalhes. Na rua, é o que acho o pior momento. Pq as pessoas estão ao vivo ali. Tenho que lutar contra um força para não olhar para caras malhados ou bonitos. Tá difícil, mas eu vou vencer essa parada.

Agora, eu tinha reparado que quando eu estava saciado sexualmente, depois de um PMO ou MO, eu não olhava tanto para os caras. E quando olhava, já não tinha o desejo sexual. Mas o vício era tanto que, mesmo sem o desejo, as vezes, eu olhava para o cara. Já era inconsciente.

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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 12/1/2018, 22:31
Sim! Bem isso mesmo.
Não sei se seu reboot inclui redes sociais também, mas acho importante dar um tempo nelas, pq mesmo que na minha opinião não sejam gatilho necessariamente pra PMO, as vezes você abre o Facebook na inocência, e daí tem aquela foto, daquele cara que você costumava olhar..... Quando vê já pensou o que não devia, sabe?
Instagram então nem se fala. Se vc clica na lupa pra pesquisar qualquer coisinha, abre as fotos "populares" e já era.
Eu parei durante um bom tempo. Faz uns dias aí baixei de novo pra postar uma foto, mas nem tô usando direito. Mas pelo menos no começo acho importante deletar os app sociais pra evitar ficar rolando o feed no tédio e prejudicar o reboot.
Mas confia, com o tempo tudo isso de olhar por olhar vai perdendo a graça.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 12/1/2018, 23:20
Que legal poder ver que nao estou sozinho. Meu perfil é muito parecido com o de voces e tenho os mesmo problemas com fantasia. Mesmo no Reboot quando descubro o nome de um cara que me atrai eu logo procuro no facebook, ou quando vejo foto no instagram ja fico imaginando coisas. Acho que pra quem nao é viciado é super normal fantasiar. É uma forma de mostrar interesse e confirmar sua atracao, mas no meu caso é prejudicial. Como ja relatei no meu diario eu nao sei gozar sem fantasiar, e quando gozo me da uma culpa e meio que perco o interesse por algumas horas em pornografia e pelos homens tambem. Homem pra mim sempre foi mais carnal, sempre observo volume, tbm prefiro os masculos. Tenho atracao pela linha macho e sao os unicos que eme atraem. QUanto mais safado e quanto mais demonstrasse isso mais tesao eu tinha (pornografia). Acho que foi algo construido pela pornografia. Ficava perdendo tempo tbm vizualizando paginas de garotos de programa, que muitas vezes também eram atores pornô. Eu tomei consciência de que isso estava me matando. Eu quero muito me relacionar de verdade. Nao dei atenção para as vezes que eu identicava a pornografia como causa dos meus problemas com relacionamento, e sempre continuava quando ficava no tédio. Agora que conheci esse fórum vai mudar !

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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 12/1/2018, 23:42
Quando li o relato do sombra tambem senti essa sensação de não estar sozinho hahaha acho que a fantasia é uma parte muito subestimada do vício, que pelo menos pra mim era a pior coisa. Eu não fazia PMO todo dia, mas fantasiava o dia inteiro. Só transava fantasiando e lembrando de P pra me excitar, ou mesmo essas fotos de caras sem camisa que eu tinha visto e tal. Então pra mim isso era o principal problema.
Mas vou te dar o mesmo conselho, Pedro. Exclui todos os app de redes sociais. Deixa a conta lá quietinha que depois que acabar o reboot ela vai estar lá e você vai saber usar com moderação. Mas evite fantasiar, pra enfraquecer esse hábito.
Quando estiver interessado em alguém, conversa com o cara pessoalmente, e se não rolar nada, você não vai ganhar nada vendo as fotos do cara e imaginando. Condiciona seu cérebro a pensar dessa forma, que não vai mudar sua vida só olhar e criar uma realidade que só existe dentro da sua cabeça.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 13/1/2018, 09:21
Meu principal vício era a P. Ás vezes nem fantasiando eu consegui ereções. Com a P eu nem precisava pensar em nada, alimentava meu cérebro que os estímulos e as ereções vinham.
Não vou mentir que vez ou outra fantasiava ou comentava comigo mesmo (no pensamento) o quão gostoso ele é, mas não chegava a ser um vício fora do comum.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 13/1/2018, 10:02
Então! O caso do Marcos é o que eu costumava ler aqui no fórum e tal, que o problema maior era P, e até mesmo no ebook fala muito pouco sobre fantasias. Então eu achava que eu era louco de levar a P pra outros níveis. Tinha dias que eu ficava no Instagram olhando fotos "normais" (ou não, pq tem várias contas que são voltadas a homens sem camisa todos no mesmo padrão, sexualizado e tal) POREM ainda assim FOTOS que são postadas no Instagram, não é pornografia propriamente dita. Mas na minha cabeça era. Eu tive que ajustar meu reboot pra minha realidade, e evitar muitas coisas que são normais pra maioria dos rebooters.
Por exemplo: é recomendável fazer atividade física e eu tinha vontade de fazer academia, mas eu não conseguiria entrar em uma academia e ficar focado em fazer os exercícios. Meu cérebro de viciado ia ficar focado nos corpos dos caras malhando, e tudo que vcs já sabem. Daí eu evitei, pq seria mais prejudicial do que uma ajuda no meu caso.
Eu acho que o reboot é muito subjetivo, depende muito do caso de cada um. Eu por exemplo, não uso bloqueadores pq sei que a chance de eu abrir um site porno é zero. Mesmo se em algum momento eu pensar nisso eu consigo me controlar e simplesmente não fazer. Mas eu já vi um cara falando isso aqui no fórum, que não ia instalar bloqueadores e algumas pessoas meteram o pau no cara, que ele tava se achando o fodão por não querer instalar bloqueadores, mas eu não vejo assim. Acho que cabe a cada um conhecer o seu caso, ser honesto sobre o que é "perigoso" pro seu reboot e o que não é, e com base nisso decidir o que é ok e o que não é.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 13/1/2018, 10:31
Kaue eu nao instalei no meu computador pois quase não o utilizo. Raríssimas excessões somente pra algum trabalho da faculdade mesmo. Eu via pornô no meu celular, mas de tão chato que estava ficando eu cansei (antes mesmo do Reboot) de ver pornô. Na época gostava de ver aqueles sites de cam mas os caras demoravam muito pra fazer alguma coisa e minha paciência ia pro espaço. Lembro que comecei a parar com a P assim que o xvideos mudou a sistemática de busca de vídeos que ficou horrível (graças a Deus) e eu não conseguia mais achar nada que fosse bom. Cansei de P há algum tempo.
Já M fantasiando mas era exceção.
Uns dias atrás fiquei com um rapaz e em momento algum pensei em fantasiar porque vendo P eu não fantasiava eu só consumia, acho que vocês entenderam. Meu cérebro precisa entender que pornô não é real e não me satisfaz.

Abraços !

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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 13/1/2018, 11:11
Eu já cheguei a pensar que esses sites de cam não eram pornografia pq são pessoas reais se mostrando hahahaha é péssimo ficar tentando justificar né, mas eu fazia isso quando descobri que era viciado, eu achava que ali era como se fosse um sexo virtual, e não pornografia. Mas sabemos que é tudo a mesma coisa. Mas então, se pra você já perdeu a graça você tem confiança de que não vai recair nisso, continue vivendo normalmente sem P que tá tudo certo. E nunca caia no erro de um dia, no tédio, em uma madrugada qualquer abrir um desses sites pq não se considera mais viciado e tá tudo bem. Eu fiz um reboot certinho uma vez, e passou uns seis meses, tava tudo bem, eu tinha terminado com meu marido e estava em casa sozinho, resolvi abrir um site de show de webcam pq afinal não era mais viciado e não tinha mal nenhum. Fiquei nessa de esperar o cara fazer alguma coisa, aí eu ia procurar outro mais rápido, e outro, e outro, fiquei mais tempo escolhendo do que assistindo, e quando elegi um, me M e foi tudo muito rápido, veio a famigerada culpa e fiquei me sentindo um lixo. No dia seguinte, foi tudo exatamente igual. Aí eu decidi que não importa quanto tempo passe, eu nunca vou me sentir curado completamente, nunca vou querer me "testar" pq tudo volta, as inseguranças e os hábitos antigos voltam. Hoje eu tenho a consciência que não quero P nunca mais.
Agora, em relação a sexo, uma coisa que me ajudou muito e eu recomendo pra todos que tinham o costume de fantasiar enquanto transavam: sentir o que tá fazendo. Mas sentir mesmo. Fecha os olhos, ou apaga a luz e só sente. Presta atenção em todas as sensações, faz as preliminares mais longas que conseguir e perceba cada detalhe, cada toque e o prazer que cada toque te dá. Parece uma coisa óbvia, mas isso mudou completamente a minha percepção sobre sexo, coisa que antes do reboot eu nem era lá muito fã.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 13/1/2018, 16:48
Nossa, eu me identifiquei em vários aspectos com esse relato.
Eu sempre fui um cara muito na minha então naturalmente tinha problemas para me relacionar com as pessoas. Tenho 29 anos e o único relacionamento sério que consegui durou uns 6 meses.
Quando usava apps de pegação, eu dificilmente saí para conhecer caras de verdade. Sempre ficava na troca de nudes e falar putaria mas quando aparecia alguém realmente me chamando para algo eu inventava um motivo. As vezes até bloqueava o cara.  Normalmente quando eu de fato fazia algo, também o tratava com frieza, um objeto. Não procurava ele depois, e olha que alguns estavam interessados em algo mais.
Meus problemas com DE já tem alguns anos mas ultimamente ficaram muito piores. Eu tinha muita dificuldade de me manter ereto e sempre acabava me masturbando para finalizar com o sexo. Mas com PMO nunca tive esse problema.
Agora vocês imaginem a frustação de eu ser ativo e falhar constantemente? Eu fiquei com medo de fazer sexo. Foi uma sensação horrível.
Eu já estou há 10 dias sem PMO. O "gatilho" que me fez cair na real de que tinha um problema foi quando, em um cruising bar, eu falhei com dois caras seguidos. E não foi porque eu eles não me eram atraentes, muito pelo contrário. Eu queria muito ter terminado aquilo mas não subia nada, parecia morto.

Mas eu estou melhorando! Ainda são apenas 10 dias sem PMO mas me sinto com mais energia (voltei para a academia), mais atento (voltei ao meu hábito de leitura, que há muito havia perdido) e meu humor está melhorando.
E ontem eu fiz sexo novamente e, cara***, foi bom demais! Há muito tempo não tinha uma ereção tão gostosa, com tanta sensibilidade e,  foi algo totalmente natural, com toques, beijos e carícias.  Não me toquei nenhuma vez! O climax chegou totalmente influenciado pelo meu parceiro.

Vou esperar chegar ao patamar de 90 dias sem PMO antes de fazer voltar a fazer sexo novamente. Mas definitivamente, digo que PMO é m buraco negro para o qual eu não pretendo retornar.

Então amigos, força! Eu sei que, por sermos homosexuais, ficar longe de PMO é algo bem mais complicado. Mas vamos em frente!
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 14/1/2018, 08:05
Nessa semana tenho refletido muito sobre várias coisas. Como o evento principal de minha vida é o Reboot, as coisas tendem a girar sobre tudo que está relacionado com os aspectos sexuais. Então, comecei a pensar sobre minhas escolhas sexuais e sentimentais. O que me leva a ter um relacionamento. E cheguei a conclusão que o aspecto sexual é o principal. Aliás, mais do que isso. É o aspecto que importa. Me relaciono com quem me atrai sexualmente e só. Sentimentos? Só se eles vierem depois das prioridade, que é o aspecto sexual. E como minhas exigências sexuais foram moldadas pela PMO, não posso confiar totalmente em meus desejos sexuais agora. Acho isso uma importante reflexão. Assim como a PMO me enganou durante muito tempo, me viciando, me escravizando a algo que me dizia que era muito bom. Também não posso confiar que minha sexualidade saiu disso tudo intacta. Não saiu.

Se me perguntassem um perfil de pessoa que eu queria para me relacionar, escolheria, sem sombra de dúvida, um cara com as características de um ator pornô. O mesmo corpo, o mesmo perfil, a mesma agressividade, que criou em mim a referência de macho. Mas em relação a mulher. Se eu tivesse que escolher uma mulher, eu escolheria aspectos de beleza nada a ver com filmes pornôs e a questão dos sentimentos e da personalidade dela seriam baseados em mulheres normais mesmo. Porque minha referência de mulher não foi influenciada pelos pornôs. Eu não gostaria de uma puta. Pq é essa mulher que o pornô vende. Uma puta. Um objeto sexual.

Essas questões têm passado por minha cabeça. No mas, estou seguindo no reboot. Quase que não estou com vontade de PMO.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 14/1/2018, 08:18
Kaue escreveu:Sim! Bem isso mesmo.
Não sei se seu reboot inclui redes sociais também, mas acho importante dar um tempo nelas, pq mesmo que na minha opinião não sejam gatilho necessariamente pra PMO, as vezes você abre o Facebook na inocência, e daí tem aquela foto, daquele cara que você costumava olhar..... Quando vê já pensou o que não devia, sabe?
Instagram então nem se fala. Se vc clica na lupa pra pesquisar qualquer coisinha, abre as fotos "populares" e já era.
Eu parei durante um bom tempo. Faz uns dias aí baixei de novo pra postar uma foto, mas nem tô usando direito. Mas pelo menos no começo acho importante deletar os app sociais pra evitar ficar rolando o feed no tédio e prejudicar o reboot.
Mas confia, com o tempo tudo isso de olhar por olhar vai perdendo a graça.

Opa, Kaue!

Meu reboot é o seguinte. Não tenho Twitter, Instagram. Desativei-os antes do Reboot por questões outras. Achava que eu perdia um tempo com mediocridade. Postando coisas desnecessária. Entretanto meu facebook existe. Apenas para trabalho. Pq trabalho com comunicação e não posso ficar sem redes sociais. Pq faz parte de meu trabalho  o marketing digital. Tenho um instagram de trabalho também, mas também por causa do marketing social. Resumindo, estou sem minhas redes pessoais, desativei, uso as redes para uma questão de trabalho.

Também não fico mais pesquisando pessoas. Eu tinha essa mania, como descrevi anteriormente. Principalmente, uns caras que eu me relacionei. Ficava rememorando situações visualizando suas fotos, que eram até fotos normais. Se não fosse o trabalho, eu nem tinha mais o face. E o insta do trabalho eu nem usava. Mesmo assim, uso o mínimo. Consegui já mentalizar que essas coisas são prejudiciais.

Em relação aos apps depegação que eu usava, Grindr, Scruff e o Hornet, estão todos desinstalados. Esses aí, eu confesso que tenho desejo de instalá-los. Mas para conseguir sexo real. E ao mesmo tempo, não tenho intenção de ter sexo, apenas de saber que os caras me desejam. Ver a quantidade de mensagens que os caras deixam para mim. Mas não vou instalar esses apps não. Pois reconheço que tenho um problema quanto a eles. E pelas características, parece-me problemas de baixo estima e falta de confiança. Pelo que eu estou me analisando e junto com a psicoterapia que eu estou fazendo, tenho problema de falta de confiança. Posso até falar mais sobre isso. Pois isso também influência em minha sexualidade.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 14/1/2018, 09:10
sombra escreveu:Nessa semana tenho refletido muito sobre várias coisas. Como o evento principal de minha vida é o Reboot, as coisas tendem a girar sobre tudo que está relacionado com os aspectos sexuais. Então, comecei a pensar sobre minhas escolhas sexuais e sentimentais. O que me leva a ter um relacionamento. E cheguei a conclusão que o aspecto sexual é o principal. Aliás, mais do que isso. É o aspecto que importa. Me relaciono com quem me atrai sexualmente e só. Sentimentos? Só se eles vierem depois das prioridade, que é o aspecto sexual. E como minhas exigências sexuais foram moldadas pela PMO, não posso confiar totalmente em meus desejos sexuais agora. Acho isso uma importante reflexão. Assim como a PMO me enganou durante muito tempo, me viciando, me escravizando a algo que me dizia que era muito bom. Também não posso confiar que minha sexualidade saiu disso tudo intacta. Não saiu.

Se me perguntassem um perfil de pessoa que eu queria para me relacionar, escolheria, sem sombra de dúvida, um cara com as características de um ator pornô. O mesmo corpo, o mesmo perfil, a mesma agressividade, que criou em mim a referência de macho. Mas em relação a mulher. Se eu tivesse que escolher uma mulher, eu escolheria aspectos de beleza nada a ver com filmes pornôs e a questão dos sentimentos e da personalidade dela seriam baseados em mulheres normais mesmo. Porque minha referência de mulher não foi influenciada pelos pornôs. Eu não gostaria de uma puta. Pq é essa mulher que o pornô vende. Uma puta. Um objeto sexual.

Essas questões têm passado por minha cabeça. No mas, estou seguindo no reboot. Quase que não estou com vontade de PMO.

Lembro-me bem de um episódio que aconteceu comigo antes do vício em PMO. Com 13~14 anos conheci um menino pelo orkut e trocamos MSN. Passou-se o tempo ele me chamou no no msn e perguntou se eu era gay. Eu fiquei tipo ??? Como ele sabe? Aí ele disse que pelo modo como eu tratava minhas colegas no orkut e pelas minhas preferências ele sabia que no fundo eu era gay. Posteriormente ele apresentou-se como bi.
Ou seja, se eu fosse hétero NUNCA escolheria pra namorar uma mulher gostosa, mas escolheria alguém com beleza mediana, proporcionais e uma boa esposa, mãe e companheira de vida. Acho que por isso eu gostava tanto de pornô amador por ser mais ligado à realidade. Pouquíssimas vezes eu fiz M aqueles pornôs "feitos", nunca gostei daquilo.

Abraços.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 14/1/2018, 10:21
pedroh84 escreveu:Que legal poder ver que nao estou sozinho. Meu perfil é muito parecido com o de voces e tenho os mesmo problemas com fantasia....

Cara, eu também. Sem conhecer o comoparar.com eu já estava em uma caminha de dias sem tentar pornogrfia. Eu me masturbava, mas sem pornografia. Para isso eu fantasiava em minha mente cenas de pornografia, ou sexos imaginários com pessoas que eu desejasse. Não foi difícil para mim abandonar P. Mas eu precisava subistituir P por F. Fantasia. Então entrei em uma vibe de FMO - fantasia, masturbação e orgasmo. Sem grandes dificuldades. Subsitituir P por F, não foi dificil. Porque o prazer que a F traz é tão grande quanto P. Eu ainda considero F pior do que P. Porque F pode te acompanhar em qualquer lugar, como disse anteriormente. Na rua vem fantasias, vendo uma revista vem fantasias, conversando com uma pessoa vem fantasia. Não importa se é pessoalmente ou pelo whats. Esse é meu grande problema.

Lembro que quando consumia pornografia e descobria um ator pornô que gostava muito, começava a colecionar vídeos deles. E me tornava um fã. Geralmente, o cara era macho, violento, bonito e malhado. A combinação de cara que me atraía. Mas existiam alguns caras que visualmente me atraíam, mas seus vídeos não eram interessante, então, eu fantasiava com eles. Porque a F era melhor do que os vídeos de P. Assim, eu percebi que na fantasia poderia curtir bastante. Inclusive com fotos. Tinha momentos que me masturbava com fotos, mas na verdade, não era as fotos, era a fantasia com os caras das fotos. Eu não curtia ficar só olhando as fotos. Eu imaginava cenas com os caras. Então, as fotos eram gatilhos para a fantasia.

Basta eu fantasiar para ficar excitado e de pau duro. Isso é um fato que só confirma tudo que eu tenho investigado.

Recordo também que quando eu assistia o pornô, não era só o vídeo que eu curtia. Eu precisava me imaginar no vídeo. As vezes, no lugar do cara, as vez, no da mulher, quando o pronô era hétero. OU em algum dos caras, quando era pornô gay. A fantasia estava junto com a pornografia. Era isso que me satisfazia. Agora, luto contra a FMO. Pq PMO já está muito descartado. Tenho desejos de PMO, mas poucos. Tenho mais de FMO.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 14/1/2018, 10:37
Kaue escreveu:Então! O caso do Marcos é o que eu costumava ler aqui no fórum e tal, que o problema maior era P, e até mesmo no ebook fala muito pouco sobre fantasias. Então eu achava que eu era louco de levar a P pra outros níveis. Tinha dias que eu ficava no Instagram olhando fotos "normais" (ou não, pq tem várias contas que são voltadas a homens sem camisa todos no mesmo padrão, sexualizado e tal) POREM ainda assim FOTOS que são postadas no Instagram, não é pornografia propriamente dita. Mas na minha cabeça era. Eu tive que ajustar meu reboot pra minha realidade, e evitar muitas coisas que são normais pra maioria dos rebooters.
Por exemplo: é recomendável fazer atividade física e eu tinha vontade de fazer academia, mas eu não conseguiria entrar em uma academia e ficar focado em fazer os exercícios. Meu cérebro de viciado ia ficar focado nos corpos dos caras malhando, e tudo que vcs já sabem. Daí eu evitei, pq seria mais prejudicial do que uma ajuda no meu caso.

Penso o mesmo Kaue. Sobre várias coisas que você falou. O que é pornografia termina sendo conceitual, depende do vício de cada um. Depende de como o vício foi construídos. Fotos para mim podem ser pornográficas. Se eu não me vigiar, eu posso ficar horas admirando fotos. E mesmo sem ficar excitado, mas a mente está viajando em outras dimensões. É a cabeça do viciado que tem que dizer o que é ou não pornografia. E tempos que ser honestos com isso. Pois a honestidade é o melhor que podemos dar para a gente nessa fase de Reboot. Mas eu sei diferenciar o que cada foto significa para mim. E aí cabe o que é pornografia. Eu já não me permito mais pesquisar sobre atores, cantores, modelos e etc... Porque ainda que sejam fotos de roupa, eu vou ficar admirando eles e posso fantasiar adoidado.

Academia pra mim não é difícil. Eu faço academia. Consigo fazer minahs series de boas. Mas tem muito cara bonito e atraente. Afinal é uma academia! Cabe nao ficar olhando. Isso pra mim que é difícil. É muito difícil. As vezes dá uma vontade de olhar os caras disfarçadamente, olhando pelo reflexo do espelho, desviando um pouco olhar, fingindo que to fazendo a série. Mas eu faço de tudo para não olhar. Tenho consciencia de que é difícil. Então, por isso não fico exigindo de mim perfeição nessa luta. Pois sei que a mudança de comportamento vai vindo com o tempo. Pois foram anos de prática. Anos de pornografia. Anos de Fantasia. Anos secando homem. Então, não vai ser uma mudança do dia para o noite. Mas agora eu sei que tenho que evitar isso. Antes eu só procurava disfarçar, agora eu quero parar. Por isso, não vou deixar de fazer minha academia, que eu gosto por causa desse vício maldito. Não tenho q ter medo do vício. Tenho que lutar contra ele. Entender como ele funciona. E o que funciona contra. Pq eu vou sair na rua. E aí? Eu vou na praia. E aí? Eu vou num aniversário, num evento, numa festa. E os mesmos homens vão estar lá. Vou deixar de ir. Nada disso! Homem de braço de fora, e malhado tem em tudo quanto é lugar.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 14/1/2018, 10:44
Kaue escreveu:...Eu por exemplo, não uso bloqueadores pq sei que a chance de eu abrir um site porno é zero. Mesmo se em algum momento eu pensar nisso eu consigo me controlar e simplesmente não fazer. Mas eu já vi um cara falando isso aqui no fórum, que não ia instalar bloqueadores e algumas pessoas meteram o pau no cara, que ele tava se achando o fodão por não querer instalar bloqueadores, mas eu não vejo assim. Acho que cabe a cada um conhecer o seu caso, ser honesto sobre o que é "perigoso" pro seu reboot e o que não é, e com base nisso decidir o que é ok e o que não é.

Também não uso bloqueadores. Pelo mesmo motivo. Já vi também aconselharem usar os bloqueadores. Eu também aconselho que usem. Eu não uso pq também não sinto essa coisa forte de assistir um site pornô. E nem de voltar ao PMO por causa de uma foto de um pau ou de um homem nu. Eu tenho esse controle de fechar a foto e ficar por isso mesmo. Percebi aí que tem níveis de vício distintos. Sempre achei muito estranho um cara voltar pra PMO por causa de uma foto de mulher com os peitos de fora ou um cara de peitoral de fora. Eu entendo. Mas essas coisas não são fortes suficientes para eu voltar para o vício.

Quando eu me sinto mal por alguma coisa agora, minha vontade é de deitar e ficar triste ou algo relativo. Como seria uma pessoa não viciada. Quem não é viciado lida com as frustações de outra maneira. Não fazem sessões de PMO. E frustrações, tristezas, decepções, vão acontecer. Não tem como evitar. Só temos que aprender a lidar com elas de outra maneiras que não seja com o vício em PMO ou FMO ou MO.
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Re: Minha vida é uma Babilônia!

em 18/1/2018, 11:29
sombra escreveu:
Kaue escreveu:...Eu por exemplo, não uso bloqueadores pq sei que a chance de eu abrir um site porno é zero. Mesmo se em algum momento eu pensar nisso eu consigo me controlar e simplesmente não fazer. Mas eu já vi um cara falando isso aqui no fórum, que não ia instalar bloqueadores e algumas pessoas meteram o pau no cara, que ele tava se achando o fodão por não querer instalar bloqueadores, mas eu não vejo assim. Acho que cabe a cada um conhecer o seu caso, ser honesto sobre o que é "perigoso" pro seu reboot e o que não é, e com base nisso decidir o que é ok e o que não é.

Também não uso bloqueadores. Pelo mesmo motivo. Já vi também aconselharem usar os bloqueadores. Eu também aconselho que usem. Eu não uso pq também não sinto essa coisa forte de assistir um site pornô. E nem de voltar ao PMO por causa de uma foto de um pau ou de um homem nu. Eu tenho esse controle de fechar a foto e ficar por isso mesmo. Percebi aí que tem níveis de vício distintos. Sempre achei muito estranho um cara voltar pra PMO por causa de uma foto de mulher com os peitos de fora ou um cara de peitoral de fora. Eu entendo. Mas essas coisas não são fortes suficientes para eu voltar para o vício.

Quando eu me sinto mal por alguma coisa agora, minha vontade é de deitar e ficar triste ou algo relativo. Como seria uma pessoa não viciada. Quem não é viciado lida com as frustações de outra maneira. Não fazem sessões de PMO. E frustrações, tristezas, decepções, vão acontecer. Não tem como evitar. Só temos que aprender a lidar com elas de outra maneiras que não seja com o vício em PMO ou FMO ou MO.
Também não bloqueadores porque conto com meu auto-controle e sei que eu daria um jeito de ver P caso quisesse, até completei e ultrapassei 90 dias sem P sem bloqueadores, mas talvez eu teria ficado bem mais se eu tivesse bloqueadores (ppelo menos não seriam tantas quedas), então seria bom você repensar sobre isso. Olha a minha 1ª recaída foi porque me testei pensamentos com mulheres e resolvi testar com fotos de mulheres nuas, acabei indo pros vídeos, então fotos também são tão perigosas quanto vídeos (na realidade na época do vício eu nem gostava tanto de vídeo, preferia fotos). Espero que você consiga completar e até ultrapassar os 90 dias do reboot, continue postando. (Passe no meu diário também)

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