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O melhor já inventado

em 19/1/2018, 16:57
Olá, sejam bem vindos a essa matéria que escrevi.
Primeiramente eu gostaria de deixar claro que não sou especialista em psicologia, nem aspiro ser.
Mas aqui eu quero deixar claro que eu pesquisei muito sobre o que irei dizer e, se de algum modo já conhecia sobre o que irei dizer, espero ter-lhe relembrado. Se não, quero poder contribuir com algo.
Segura que vem textão (mas do bem).
Um dia desses eu subi no alto da minha casa, à noite, e fui fazer algo que realmente precisava: assumi compromissos. No caso, assumi compromissos comigo mesmo. Lembrei-me desse fato por ter lido aqui em algum lugar sobre o melhor bloqueador que existe: SUA MENTE*.
E isso é incrivelmente verdade. Por mais que crie regras em seus aparelhos acessadores de internet, jamais dará certo se você não tiver COMPROMISSO. Mas antes entraremos na preparação.
Existem três níveis de consciência no que se refere ao sapiens que costumamos dizer que somos: inconsciência piloto, consciência e autoconsciência. Explicando.
1 – inconsciência piloto: é o típico fato que você já sabe, mas não se lembra. Essa é a pior de todas, onde encontramos a vontade como o piloto de sua vida, e você é o passageiro. Acredito que tenha entendido. Nesse caso, a pessoa se torna meramente um escravo de seus desejos. O que pode ser mais triste nisso é o fato de que a maioria das pessoas nem mesmo entende isso e se adequa, permite e, no fim, gosta disso. Infeliz de quem é assim.
2 – consciência: nesse estado, a pessoa ainda é passageira e, no caso, ela sofre. Ela sabe que é escrava e, ainda assim, não tem o PODER de decidir se vai ou não atender aos próprios desejos. A tendência é atender, pois falta força para dizer NÃO. Esse parece ser o caso da maioria que aqui se encontra. Será que traduzi seu caso?
3 – autoconsciência: esse parece ser o estado mais correto para se estar, e se você assim o disse, acertou. Mas o que é e como funciona? Precisamos entender que uma pessoa autoconsciente é, na verdade, O SENHOR(A) DE SI. É ele(a) quem decide as regras do jogo e sabe quando e onde ditar tais regras.
Como se chega lá? Vou te dar uma ideia. Vamos supor a seguinte situação. Alguém vem em sua direção e pisa na parte mais doida do seu pé.
1 – reclama, briga e parte pra porrada, não importa se foi de proposito ou sem querer, se a pessoa pediu desculpas. O que importa é se vingar e mostrar quem manda nessa p*. (reativo).
2 – vai se sentir irado no inicio, mas pode partir pra briga ou não, dependendo nesse caso, de como estará seu humor. (pensativo passivo/ativo).
3 – vai tentar compreender o que realmente aconteceu, independente se foi de propósito. Tentará compreender seus próprios sentimentos ao receber o dano e entenderá que cada reação terá uma consequência. Não há vantagem em partir para a porrada. Ficar irado não resolverá nada. Viverá em paz com quem fez e consigo mesmo, independente do que acontecer.
Ou seja, o autoconsciente não cede a reações do seu ser primitivo que habita as profundezas daquilo que chamamos de subconsciente. A verdade é que o 1 e 2 são medrosos e incapazes de fazer o que deve ser feito: DIZER NÃO PARA SI MESMO.
Sim, as pessoas tem medo de dizer não para si mesmas e isso é apenas uma dor a ser evitada, a saber, a dor de não alimentar esse ser infantil e imaturo que está em você, esse pidão chato, irritante e que faz parecer cinza até o céu mais azul do ano, tudo porque você disse NÃO para o pobre coitado.
Olha essa M de zona de conforto. Isso mesmo, zona de conforto da qual pretendo falar mais tarde. Sair dessa tranqueira nos faz sentir como Indiana Jones em aventuras perigosíssimas, como se mudar de atitude fosse mesmo uma coisa assim tão ruim. A verdade é que somos seres econômicos por natureza e, quando precisamos 1) fazer esforço e 2) se aventurar em um novo habito, parece que o mundo vai cair.
O ser autoconsciente não sente essa dor, porque ele(a) compreende que o seu subconsciente apenas está fazendo o trabalho dele de ser automático. Você não precisa reaprender a andar de bicicleta todas as vezes que pega nela pra sair. O cérebro é um dispositivo automático.
Parece, nesse caso, que a consciência e o cérebro parecem entidades separadas, mas o que realmente acontece é que uma parte age, a outra apenas coordena. Quando você tiver consciência de que seus desejos mais prejudiciais estão apenas sendo o seu subconsciente fazendo algo que já fazia antes, poderá cala-los ou ignora-los. Isso sim é um bloqueador de primeira, não acha?
O que deve fazer?
• Comece a aprender de si mesmo, tentando entender o que seus desejos estão tentando fazer, seja comer, ver TV o tempo todo ou, ver P.
• Comece a entender a força deles e meça a sua força a partir de então. Você PODE dizer não a desejos que surgem nos gatilhos. Lembre-se que não há nada de produtivo nos vícios. Agradar a si mesmo não significa real recompensa.
• Pare para meditar em si mesmo em lugar silencioso e fresco, sem ninguém para perturbar. Não necessite de ocasiões especiais, sentimentos de motivação ou de cerimonias para isso. Faça agora se puder. Seja sério e lembre-se que sentimentos eufóricos como supermotivação, raiva e decepção não serão combustíveis para que sua decisão seja mais forte.
• Assuma seus problemas. O que te afeta? Onde sente que está errando? Identifique e aja em cima disso.
• Assuma um ou maias compromissos ESPECÍFICOS em cima de cada problema. Quer ser organizado? Compromisso específico. Quer parar com P? Idem e assim por diante. Assuma que esses compromissos são SEUS CONSIGO MESMO. SÃO REGRAS QUE VOCÊ ASSUME E RELAXE. Sinta-se em paz após isso e faça ser.
• Nunca se esqueça de repassar seus compromissos consigo mesmo, a cada hora que lembrar. Faça isso discretamente. Reforce seus compromissos e torne-os poderosos diante de si. Assuma o autocontrole. Perceba onde seu cérebro está tentando sabotar sua nova postura e, com o tempo, ele mesmo os assumirá, como novo habito.
• CRIE HABITOS PRAZEROSOS. Tenha prazer em coisas diversas e disfrute do sucesso de ver suas criações concluídas. Pratique esportes e aprenda coisas novas.

No próximo quero falar de uma coisa sabotadora: olhar para mulheres na rua e fantasiar com elas. (serve para mulheres também, no caso, com homens.)

*nota: o comentário tem como avatar o Barney Stinson, de How I Meet Your Mother, só não lembro o nome do usuário.
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