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Re: Diário de Francolord

em 10/6/2018, 01:55
Francolord escreveu:Caros amigos
Tive uma recaída ontem e resetei hoje.
Na verdade, nas últimas duas semanas, acabei vendo umas fotos que um amigo mandava por whatsapp, nada demais, só uns nus ou umas mulheres bonitas. Ai, por acaso, encontrei um site de relatos sexuais e o li bastante. essas duas coisas começaram a mexer com a  minha fantasia. Até que ontem eu vi uns videos pornôs e umas fotos. Fiquei um bom tempo nessa pataquada, mas não me M em nenhuma dessas vezes.
Enfim, recomeçando. Quero atingir os 3 meses sem nenhum "truque".
A saber: truque é ficar olhando fotos de gostosas (ainda que vestidas) na internet. É aparentemente inocente, mas é um modo de satisfação do vício: ver imagens, procurá-las, vê-las em sequência, excitar a fantasia e etc. Uma coisa leva a outra e logo somos levados ao P real.
Vambora. Na fé e na coragem.
Um abraço a todos
Olá boa noite Francolord, sinta se abraçado por todos nós do fórum.
Sei que estou te respondendo ao relato antigo, mas to tentando te ajudar a corrigir a falha na sua recaída.
O whatsapp se não for ferramenta de trabalho é melhor desinstalar, por uns tempos. Vai fazer falta? Vai. Mas isso é por você e não pelos outros. Ou você pode bloquear essas pessoas/grupos que mandam fotos de mulheres nuas. Isso é um baita gatilho para voltar à P.

Francolord escreveu:Galera tá difícil.
Ontem fui transar com minha namorada e, além de não ter tido uma boa ereção, gozei muito rápido.
É terrível. Quando isso vai acabar?
Pode ser pensamentos demais de demonstar em não falhar, mas relaxa e segue o reboot. Que com o tempo isso melhora a ereção. Uns podem demorar 30... 90... 100... alguns meses... mas funciona. Outros rebooters que tem parceiras fixas podem te aconselhar melhor.

Grande abraço e seguimos contra o mal.

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Re: Diário de Francolord

em 10/6/2018, 02:53
Francolord li todo seu diário e experiências, gostaria de poder te ajudar tbm, por isso comentei, estou te acompanhando, lamento pelas quedas e pela EP, continua no foco e nas atividades de religação, seja cuidadoso pra não fantasiar, ela é a porta de entrada pra recaída, forte abraço!!!

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Re: Diário de Francolord

em 11/6/2018, 09:33
Caros Joseph e Riot_Juggernaut
Obrigado pelo retorno. é bom saber que estamos todo juntos nessa e nos ajudando.
Vocês sabem que às vezes é um retorno desses que nos dá força em não cair novamente?
um abraço

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Re: Diário de Francolord

em 21/6/2018, 08:19
50 dias hoje. Me sentindo melhor em muitas áreas da vida: trabalho, sono, clareza de pensamento, disposição. Sexualmente - DE e EP - me sinto ainda fragilizado. Ereçoes lentas, não muito fortese às vezes com curta duração. A EP que me impede de curtir legal o sexo, porque fico preocupado demais em segurar a onda.
Também é 16 anos de Internet banda larga com videos à disposição. Não é fácil. Até me livrar disso ainda tem chão (e trabalho)

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Re: Diário de Francolord

em 21/6/2018, 08:21
Isso aí cara, as coisas não mudam tão rápido, é um processo devagar, exige paciência. Forte abraço!!!

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Re: Diário de Francolord

em 21/6/2018, 08:52
Parabéns amigo, 50 dias é um ótimo percurso.
Sobre as dificuldades que você comentou, não fique preocupado pois a melhora virá com o tempo.
Estamos lidando com a cura de um cérebro que passou anos sendo violentado pelo excesso estímulos ocasionado pela pmo.

Siga firme pois a tendência é que você melhore cada vez mais até atingi a cura plena.

Um forte abraço.

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Re: Diário de Francolord

em 21/6/2018, 17:45
Caros amigos Joseph e Tom
Obrigado pelo apoio.
Quero logo atingir a marca de 60 dias para depois dobrar a meta.
É bom viver sem isso. Quando dá vontade, entro aqui, leio o relato dos outros e me acalmo.
Para tudo há uma saída.

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Re: Diário de Francolord

em 22/6/2018, 09:54
O fórum as vezes nos ajuda muito nos momentos de fisuras, continue frequentando essa ferramenta.

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Dois meses

em 1/7/2018, 15:28
Pessoal
Hoje eu faço 60 dias. Só faltam 30 para a primeira meta do meu reboot que é de 90 dias.

Recapitulando o histórico:
Não é a primeira vez que atinjo essa meta. Nos primeiros cinco meses de 2015 eu consegui ficar sem PMO. Depois voltei e, entre 2015 e 2018 alternei momentos sem PMO de dias, semanas, um mês, sem PMO. Acho que depois de 2015 nunca mais foi igual. foi mais P, do que PMO, porque nesse período eu não tinha mais muita vontade e excitação para fazer a MO com a P(e nem sem a P). Havia algo de errado. Demora para a ereção, ereção mais fraca que o normal, ejaculação rápida, baixo apetite sexual real, muitas imagens mentais . Ver mulheres desejáveis na rua me excitavam mentalmente, não fisicamente. Difícil para alguém que, como eu, até os 34 anos era muito vaidoso com o desempenho e o apetite sexual.

2018 - primeira tentativa e ciclo atual
Voltei agora em 2018 ao reboot. Primeiro fiquei uns 55 dias sem PMO. Depois caí. Li uns contos eróticos que me levaram à videos de sexo e à dinâmica de sacanagem do Badoo - este sempre  mais na fantasia do que no real, pois nunca encontrei as mulheres do Badoo, mas as conversas e fantasias me excitavam mentalmente (e repito, não fisicamente). Acho que os últimos anos me mostraram como é o meu cérebro viciado. Ha muito tempo não tenho mais o mesmo apetite e desempenho sexual, mas minha mente sempre insistiu diariamente nas fantasias, no desejo mental que envolvia projeções (me imaginar tendo sexo com mulheres), no "alerta" para olhar qualquer mulher considerada gostosa, mas que não mais se refletiam fisicamente em MO ou mesmo ereções espontâneas. Muito triste.

Nesses 60 dias
Desde janeiro estou fazendo natação e voltei a meditar umas 5 po 6 veses por semana. Ajuda muito. Fiz o "desmame" de um antidepressivo que eu tomava desde 2014 e está tudo bem. Tenho tido ereções matinais, tenho me sentido muito mais organizado e criativo, mas ainda com a mente dispersa. As fantasias ainda insistem em aparecer e eu, rapidamente, as despeço. Sinto que disposição, humor, criatividade, firmeza, persistência e afetividade foram otimizadas uns 40%. Sexualmente ainda não voltei ao normal, porque as ereções podem demorar, não serem tão firmes e a EP ainda assombrar durante o ato com minha companheira.
Nesses 60 tive uma flatline em um período. Não tinha apetite sexua nenhum. Melhorei muito nesse quesito, mas não me sinto completamente normal. Veremos.

Alguns facilitadores
A dispersão é a pior coisa. Por isso, tenho evitado computadores e redes sociais e tirei o Instagram do meu celular. É bom ler e muito. Acostuma o cérebro à outra ordem de informações e concentra a atenção. Correr e fazer atividades físicas é fundamental. Meditar e orar são indispensáveis.

Contabilizando prejuízos
Vejo que na minha vida, há mais ou menos 19 anos, a PMO ocupou um lugar importante. Me tirou tempo, energia e vida. Dois relacionamentos acabaram muito por causa da PMO. Claro, já eram relacionamentos complicados por outros fatores, mas minha PMO ajudou a enterrar e fez com que essas duas namoradas sofressem muito e muito. Lamento por isso. Me dói muito. O vício não destrói só a nós mesmos, mas também a quem está do nosso lado. Aprendemos a naturalizar a mentira. É terrível e apavorante. Isso jamais voltará a se repetir na minha vida, se Deus quiser.

Reflexões finais
Tenho pesquisado muito  e lido muitos e muitos diários aqui, de homens, adolescentes, mulheres e esposas e namoradas de viciados/rebooters. Uma coisa me chamou a atenção. A presença do sentimento e da criação religiosa de muitos rebooters. Eu mesmo tive uma criação muito religiosa (católica).
Pegando eses relatos e a minha própria experiência, penso que uma certa repressão religiosa dos desejos (sobretudo os sexuais), faz com que esses desejos se transformem em fantasias mentais que, por suas vez se tornam vícios. Fantasia é uma fuga para aquilo que não pode ser realizado na realidade. Entendem: não estou culpando igrejas, pastores ou padres de termos nós, de criação religiosa (e que cultivam esse sentimento religioso), esse vício. O vício é próprio da estrutura subjetiva e patológica do ser social, mas creio que as proibições religiosas contribuem para o vício. Eu quero dizer com isso que as igrejas deveriam mudar o discurso e dizer que tudo é permitido? Óbvio que não. Mas acho que igrejas e sacerdotes deveriam ter uma pedagogia/psicologia mais delicada para lidar com esse assunto, a fim de resguardar seus fiéis. Repito: isso não é uma crítica a igrejas e religiões (eu mesmo me considero religioso), mas a procedimentos  de repressão, que esclarecem pouco os fiéis (sobretudo os mais jovens) e recalcam muito sem muitos cuidados no nivel da psicologia (como cada um apreende a experiência) e pedagogia (como cada um aprende sobre temas e questões tabus).
Mas por outro lado é interessante o paradoxo: são nas mesmas igrejas e religiões que muitos aqui encontram força e fé pra sair do buraco do vício e saem!!!

É isso ai gente. Um abraço e rumo aos 90 dias.

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Re: Diário de Francolord

em 3/7/2018, 09:42
Ontem foi difícil segurar, mas tô indo bem.

Algumas reflexões que talvez possam a juda a companheiros e companheiras de caminhada aqui:

Tenho a impressão que o vício da PMO na minha vida não é uma coisa que surgiu num dia e me sequestou.
Lembro que durante a minha infância e parte da minha adolescência eu sempre tive a mente muito dispersa. A televisão concentrava minha atenção, mas me dispersava em tantas outras coisas da minha vida como a vida familiar e o estudo. Era uma fuga. Ou seja: vejo no meu traço de relação com a televisão a "pré-história" de um vício por imagens que ocupam a mente vazia. Acho que o mundo moderno é, por si só, dispersivo, produtor de fantasias, de fuga da realidade, de simulacros e etc. Acho que mentes mais sensíveis a isso em contato com a pornografia podem aderir a ela, pois ela envolve o desejo sexual real e o voyeurismo, criando uma compensação com a M e o O.
Estou fazendo uma terapia corporal que me fez ver que respiro muito, ma smuito mal. Quando pequeno tinha muitos problemas respiratórios, o que me fez adotar um estilo de respiração errado. Demoro muito a inspirar, depois demoro a expirar. A terapeuta me disse que isso impede que o oxigênio circule da maneira necessária no cérebro. E o que isso causa: falta de concentração, ansiedade, tensão. Segundo estudos, quem respira mal é muito dispersivo.
Engraçado, a PMO concentra minha atenção de uma maneira como poucas coisas conseguem, ao mesmo tempo que repete aquele padrãozinho lá de trás da infância com a televisão (fuga das dificuldades, angústias, frustrações).
Por que escrevo essas coisas? Estou na busca por identificar mais profundamente meu padrão de comportamento viciado e minha tendência às fantasias (ou seja: de compensação imaginária).

Essa terapia corporal, natação, meditação ajuda muito no recondicionamento do cérebro e do corpo. Acho que um reboot sem eles é mais difícil.
Tudo também que aumenta a ansiedade como excesso de café, açucar e muito carboidrato também nos deixa numa situação mais vulverável. é o que tenho observado em mim.

Grande abraço


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Re: Diário de Francolord

em 4/7/2018, 01:15
Francolord gostei dos seus textos meu caro, me motivou tbm nessa caminhada, foi muito bm voltar aqui em seu diário, quanto a parte da religião que vc citou, concordo contigo, as vezes as igrejas evangélicas repreendem os fies que fazem sexo antes do casamento e os jovens são disciplinados e afastados das atividades da igreja de uma forma bruta, alguns voltam, a igreja aceita e tal, outras igrejas nem aceitar mais aceitam e acaba que o jovem se reprime ainda mais e se afasta da igreja, Jesus é amor, Ele é espirito, somos carnes, eu sou de igreja, mas tenho muitas fantasias, desejos e tal, tenho feito o máximo pra me livrar delas, pois acredito eu que além de serem pecados, elas não contribuem pra nosso bem, mas tenho adotado uma postura mais critica quanto as ideias das igrejas, temos que ser cristãos antes de julgar. Torço pra que continue indo bem no reboot!!! Parabéns pela marca de dias!!!

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Re: Diário de Francolord

em 4/7/2018, 19:01
Joseph, meu amigo.
Que bom que você entendeu. Eu não quis fazer uma crítica à igrejas e às suas regras, mas à pedagogia das pessoas, o modo de ensinar o certo e o errado no campo do desejo sexual, que muitas vezes vai mais para repressão do que para o esclarecimento.
Eu fui muito reprimido e para não realizar o desejo (cometer um pecado) eu ficava com aquele desejo na cabeça, virando fantasias. Ai para não cometer atos impróprios, passei a trabalhar no campo fantasioso, filmes e masturbação, imagens mentais e etc. Ai eu ia à missa, rezava todo dia, e quando caia me sentia um lixo, um perverso, um fraco. O sentimento de culpa me levava de novo à...PMO. Ou seja um círculo, literalmente, vicioso.
Ai eu coloco o paradoxo: por outro lado a força da fé (e uma concepção mais misericordiosa da religião) tem me ajudado a ser forte e resistir.

E tenho aprendido uma outra coisa: mudar o estilo de vida (sair do sedentarismo, comer direito, sair das "telas", voltar a ler mais) ajuda demais!

abraços!

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Re: Diário de Francolord

em 4/7/2018, 19:07
Eu te entendi, mas não se afaste da igreja, lá é o lugar pra encontrar Jesus, não se importe com as pessoas, ou com seus pecados... Foco no reboot, o lucro virá meu caro!!! Forte abraço!!!

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Re: Diário de Francolord

em 4/7/2018, 19:15
Sem dúvida, Joseph. Não me afastrei. Um abraço

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Hoje

em 11/7/2018, 15:29
Amigos
Hoje completo 70 dias.
Os últimos dias foram meio difíceis, mas consegui resistir. Tem um lado ruim, que são as fantasias (que busco afastá-las sempre que aparecem), mas um lado que não acho ruim, que é ter saído de um período de libido zero.
Não tenho vontade de ver P, o problema é mesmo o cérebro viciado em fantasias. MAs isso diminui com o tempo (é o que sinto).

Eu ando tendo algumas reflexões sobre meu processo de vício que acho que valem a pena discorrer aqui porque provavelmente muitos irão se identificar e assim, talvez, possam encontrar um caminho para o auto-conhecimento e o livramento do vício.

Parte 1: dos 11 aos 14 anos
Aos 11 anos eu tinha um amigo que não conseguia ver uma mulher passar sem olhá-la, desejá-la e fazer comentários. Mais tarde descobri que ele reproduzia o coportamento de um tio dele (de uns 40 anos). Eu comecei a ter o mesmo comportamento: uma mulher passava, eu desejava e fantasiava. Aos 12 esse amigo me mostrou filme pornô. Não tinha acesso direto, mas ali começou uma fascinação por P.
Aos 12 descobri a MO e, só mais tarde, aos 13 ou 14, juntei a P à MO. Mas não tinha acesso direto à P. Mas as fantasias me inundavam. Tem o lado da idade, mas tinha também o hábito mental das fantasias alimentadas constantemente. Como eu tinha a auto-estima muito baixa (muito magro, alto, tímido, com espinhas) eu não ficava com as meninas como alguns amigos. Isso potencializou as fantasias. na falta de acesso às garotas, a mente cumpria a função de compensar a ausência de realidade.

Parte2: dos 15 aos 20
Aos 15 perdi a virgindade com uma profissional e tive dificuldade de ereção. Tive que imaginar imagens P para me excitar. Na primeiro vez já senti o efeito das fantasias constantes. A realidade não era igual às fantasias.
aos 15 fiquei mais descolado, mas ainda não tinha muito talento com as mulheres e mais uma vez compensava em fantasias e M. o acesso à P ainda era muito casual. MO me causava sentimento de culpa, pois ia à igreja, era muito católico etal. Então ao mesmo tempo que minha auto-estima baixa me afatsava das mulheres, a MO me fazia eu me detestar, por causa da culpa religiosa. Situação complexa. Comecei a lutar contra a M. Muitas vezes sem sucesso e muito sentimento de culpa. Mas o proibido alimentava minha excitação. O proibido me gerava desejo e ao mesmo tempo culpa.

Parte 3: dos 21 aos 24
Entrei na faculdade aos 19, mas me liberei e me descolei mesmo aos 21. Passei a ter mais facilidade com as mulheres, ao ponto de mirar uma que eu gostava e conseguir conquistá-la. Aos 21 já tinha amadurecido, mudado em algumas coisas e passei a ser mais atraente para algumas mulheres. Dos 21 aos 24 namorei 3 mulheres e fiquei com algumas outras. Transei muito. Nesse momento percebi que a tão esperada relação romantica-afetiva-sexual com as mulheres tinha chegado. E a paixão se tornou também uma coisa um poucod estruidora. Eu era muito dependente das mulheres, queria ser amado e a obsessão por elas da paixão romântica envolvia a obsessão sexual por elas. Quando os relacionamentos terminava, sentia falta delas e do sexo. Foi o início da internet discada e descobri a pornografia na internet. A pornografia compensava minha dor e frustração dos términos de namoro (sempre terminavam comigo). Via sempre que possível a P na internet.

Parte 4: dos 24 aos 30
Como me dei muito mal com mulheres por quem eu me apaixonava, comecei a namorar uma por quem eu não era nada apaixonado. Essa relação durou 5 anos (!!!) No início tinha sexo, mas depois ela, por causa de remédios, ficou sem libido e transávamos pouco. Caí na PMO, pois morava com ela e ela tinha Internet banda larga. Ela descobriu minha PMO e isso foi um inferno. Ela sofreu muito, brigávamos muito (em parte porque ela era uma pessoa difícil demais, em parte porque a minha PMO era um inferno em nossas vidas), eu sofri muito. Foram anos difíceis e o vício da PMO se instalou de vez nesse período, dando desdobramento aos vícios mentais das fantasias recorrentes. Minha ereção já não era mais 100 por cento sempre e as vezes em que eu a traí (sim, fiz isso) eu nem conseguia ereção direito. Foi o início da DE.

Parte 5: dos 30 aos 34
Terminamos eu e essa companheira. Fiquei só e me afundei, morando sozinho, na PMO. Tive relação sexual com algumas mulheres. Na maior parte das vezes DE ou EP. Quando comecei um outo namoro que durou quase três anos, me apaixonei loucamente e não tive DE e EP, mas era uma vida sexualmente muito ativa, muita fantasia mental e de muita PMO. Essa namorada alimentava minhas fantasias da P, mas ao mesmo tempo sofria com meu vício em PMO, pois achava que não era amada e que não era admirada o bastante, já que as mulheres da P que eu via eram diferentes dela. Não adiantava eu dizer que não tinha nada a ver, ela não acredkitava. Na época eu achava que eu talvez não fosse viciado, mesmo ficando horas todo dia em sessões de PMO.

Parte 6: dos 34 aos 35
O namoro acabou e logo comecei outro no qual eu tive muita DE e EP. Horrível. Achei que eu tinha quebrado e que nunca mais teria uma ereção saudável. Usava viagra todo dia que ia transar. Horrível. Sessões de PMO dia sim dia não. Me apaixonei por essa namorada e comecei a perceber que minhas paixões eram muitos ligadas à imagem que eu tinha do sexo, muito ligada à P. Eu misturava a concepção de sexo forte da PMO com dependência emocional e obsessão. Tudo isso me deixava num estado intenso, quase como se fosse uma droga. A relação acabou e eu quase pirei. Tive outras relações sexuais com outras mulheres. Sem libido. Tudo com viagra. Achei que minha saúde sexual e mental tinha ido pro espaço.

Parte 7: dos 35 aos 38
Percebi, via terapia, que eu tinha um problema sério de auto-estima. Na verdade eu já sabia disso, mas agora via com mais precisão. Meus relacionamentos malucos e a PMO faziam parte de um mesmo quadro psicológico e emocional, onde eu me odiava e não tinha outros prazeres que não fosse o sexo, real, PMO ou mesmo as fantasias mentais. Eu estava acabado e percebi que minha vida havia andando muito mais lenta do que eu gostaria por causa dessas coisas que ocuparam 75% do meu tempo durante toda minha vida desde a adolescência. Comecei outro relacionamento, muito diferente dos outros, onde estou até hoje - com amor e sem paixão dependente e doentia. Quando comecei com ela, eu fiquei seis meses sem PMO (eu tinha entrado aqui no fórum. Era o ano de 2015) e descobri outro mundo. Rendi bem mais no trabalho, avancei muito em todas as áreas da minha vida, tive paz pela primeira vez, fiz sexo sem comprimido.
Mas depois de seis meses eu caí de novo e administrei a PMO de maneira diferente. Desde 2015 vi bem menos, passava dias, semanas sem ver e voltava, mas quando voltava ficava horas e horas vendo. O detalhe agora é que eu não sentia mais desejo de MO. Só de P. Não me excitava e quando ia fazer PMO, a excitação era fraca (DE). Nas minhas relações com a namorada, EP quase sempre, ereções fracas e que demoravam a acontecer. Terrível. ela nunca soube da PMO. Melhor assim. Ai desde 100 dias arpas mais ou menos voltei ao reboot. Primeiro fiquei 31 dias sem PMO. Caí. Ai agora estou há 70 dias sem PMO.

Hoje: me sinto bem melhor e vejo outro horizonte na minha vida. Tenho melhorado em tudo, mas as fantasias insistem, eu as driblo.

O que aprendi:
Eu preciso sair da minha zona dde conforto existencial. O que seria isso? Repetir os mesmos hábitos cotidianos. O ideal é fazer uma terapia séria (e confrontar meus demônios da insegurança que disfarço não ter, da auto-estima, do tédio) mudar hábitos práticos e emocionais.

Uma coisa fundamental: buscar outras fontes de prazer que não se traduzam em novos vícios. Isso é fundamental. Um dos problemas do viciado em PMO é que ele identifica o sexo ou a PMO como única (ou um das poucas) fonte de prazer. Procurar ter auto-estima e desarmar gatilhos que nos empurram para o vício. Não acho que o vício da PMO seja o problema estruturante do viciado. É um dos sintomas (talvez o mais sério) de um quadro psicológico e emocional (e até social) mais amplo, que tem a ver com nossa auto-imagem e nossa relação com o mundo. fazer o reboot é um início fundamental, mas outras coisas precisam ser tratadas psicologicamente e espiritualmente. Mudar a vida.

Estou alegre com meus avanços e mudanças e desejo que todos consigam também lograr êxito em suas lutas. Abraço a todos

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Re: Diário de Francolord

em 12/7/2018, 00:54
Francolord
Sua história é inspiradora cara, mas eu quero focar muita parte muio importante que vc citou que são as fantasias, no site gringo NoFap, um fórum parecido com o nosso, vir uma publicação de um cara que sofre como nós das fantasias, elas vao martelar em sua cabeça, se vc permitir que elas fiquem mais de 3 segundos, quando elas chegaram eliminem elas antes de penetrar em sua mente, 3 segundos é o tempo cara. E isso aí, espero ter te ajudado!!!
Viste o NoFap, apesar de ser inglês, se nao souber pode traduzir pelo google tradutor.
Abraço meu caro!

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Re: Diário de Francolord

em 12/7/2018, 11:28
Cara, que reflexão ótima. Fez-me refletir sobre uma série de coisas em minha vida, muito bom mesmo ter lido isso hoje. Ainda estou engatinhando no reboot, tento mais ou menos há um ano e nunca passei dos vinte poucos dias...

Um abraço e obrigado por ter compartilhado isso.

Amigos Hoje completo 70 dias. Os últimos dias foram meio difíceis, mas consegui resistir. Tem um lado ruim, que são as fantasias (que busco afastá-las sempre que aparecem), mas um lado que não acho ruim, que é ter saído de um período de libido zero. Não tenho vontade de ver P, o problema é mesmo o cérebro viciado em fantasias. MAs isso diminui com o tempo (é o que sinto). Eu ando tendo algumas reflexões sobre meu processo de vício que acho que valem a pena discorrer aqui porque provavelmente muitos irão se identificar e assim, talvez, possam encontrar um caminho para o auto-conhecimento e o livramento do vício. Parte 1: dos 11 aos 14 anos Aos 11 anos eu tinha um amigo que não conseguia ver uma mulher passar sem olhá-la, desejá-la e fazer comentários. Mais tarde descobri que ele reproduzia o coportamento de um tio dele (de uns 40 anos). Eu comecei a ter o mesmo comportamento: uma mulher passava, eu desejava e fantasiava. Aos 12 esse amigo me mostrou filme pornô. Não tinha acesso direto, mas ali começou uma fascinação por P. Aos 12 descobri a MO e, só mais tarde, aos 13 ou 14, juntei a P à MO. Mas não tinha acesso direto à P. Mas as fantasias me inundavam. Tem o lado da idade, mas tinha também o hábito mental das fantasias alimentadas constantemente. Como eu tinha a auto-estima muito baixa (muito magro, alto, tímido, com espinhas) eu não ficava com as meninas como alguns amigos. Isso potencializou as fantasias. na falta de acesso às garotas, a mente cumpria a função de compensar a ausência de realidade. Parte2: dos 15 aos 20 Aos 15 perdi a virgindade com uma profissional e tive dificuldade de ereção. Tive que imaginar imagens P para me excitar. Na primeiro vez já senti o efeito das fantasias constantes. A realidade não era igual às fantasias. aos 15 fiquei mais descolado, mas ainda não tinha muito talento com as mulheres e mais uma vez compensava em fantasias e M. o acesso à P ainda era muito casual. MO me causava sentimento de culpa, pois ia à igreja, era muito católico etal. Então ao mesmo tempo que minha auto-estima baixa me afatsava das mulheres, a MO me fazia eu me detestar, por causa da culpa religiosa. Situação complexa. Comecei a lutar contra a M. Muitas vezes sem sucesso e muito sentimento de culpa. Mas o proibido alimentava minha excitação. O proibido me gerava desejo e ao mesmo tempo culpa. Parte 3: dos 21 aos 24 Entrei na faculdade aos 19, mas me liberei e me descolei mesmo aos 21. Passei a ter mais facilidade com as mulheres, ao ponto de mirar uma que eu gostava e conseguir conquistá-la. Aos 21 já tinha amadurecido, mudado em algumas coisas e passei a ser mais atraente para algumas mulheres. Dos 21 aos 24 namorei 3 mulheres e fiquei com algumas outras. Transei muito. Nesse momento percebi que a tão esperada relação romantica-afetiva-sexual com as mulheres tinha chegado. E a paixão se tornou também uma coisa um poucod estruidora. Eu era muito dependente das mulheres, queria ser amado e a obsessão por elas da paixão romântica envolvia a obsessão sexual por elas. Quando os relacionamentos terminava, sentia falta delas e do sexo. Foi o início da internet discada e descobri a pornografia na internet. A pornografia compensava minha dor e frustração dos términos de namoro (sempre terminavam comigo). Via sempre que possível a P na internet. Parte 4: dos 24 aos 30 Como me dei muito mal com mulheres por quem eu me apaixonava, comecei a namorar uma por quem eu não era nada apaixonado. Essa relação durou 5 anos (!!!) No início tinha sexo, mas depois ela, por causa de remédios, ficou sem libido e transávamos pouco. Caí na PMO, pois morava com ela e ela tinha Internet banda larga. Ela descobriu minha PMO e isso foi um inferno. Ela sofreu muito, brigávamos muito (em parte porque ela era uma pessoa difícil demais, em parte porque a minha PMO era um inferno em nossas vidas), eu sofri muito. Foram anos difíceis e o vício da PMO se instalou de vez nesse período, dando desdobramento aos vícios mentais das fantasias recorrentes. Minha ereção já não era mais 100 por cento sempre e as vezes em que eu a traí (sim, fiz isso) eu nem conseguia ereção direito. Foi o início da DE. Parte 5: dos 30 aos 34 Terminamos eu e essa companheira. Fiquei só e me afundei, morando sozinho, na PMO. Tive relação sexual com algumas mulheres. Na maior parte das vezes DE ou EP. Quando comecei um outo namoro que durou quase três anos, me apaixonei loucamente e não tive DE e EP, mas era uma vida sexualmente muito ativa, muita fantasia mental e de muita PMO. Essa namorada alimentava minhas fantasias da P, mas ao mesmo tempo sofria com meu vício em PMO, pois achava que não era amada e que não era admirada o bastante, já que as mulheres da P que eu via eram diferentes dela. Não adiantava eu dizer que não tinha nada a ver, ela não acredkitava. Na época eu achava que eu talvez não fosse viciado, mesmo ficando horas todo dia em sessões de PMO. Parte 6: dos 34 aos 35 O namoro acabou e logo comecei outro no qual eu tive muita DE e EP. Horrível. Achei que eu tinha quebrado e que nunca mais teria uma ereção saudável. Usava viagra todo dia que ia transar. Horrível. Sessões de PMO dia sim dia não. Me apaixonei por essa namorada e comecei a perceber que minhas paixões eram muitos ligadas à imagem que eu tinha do sexo, muito ligada à P. Eu misturava a concepção de sexo forte da PMO com dependência emocional e obsessão. Tudo isso me deixava num estado intenso, quase como se fosse uma droga. A relação acabou e eu quase pirei. Tive outras relações sexuais com outras mulheres. Sem libido. Tudo com viagra. Achei que minha saúde sexual e mental tinha ido pro espaço. Parte 7: dos 35 aos 38 Percebi, via terapia, que eu tinha um problema sério de auto-estima. Na verdade eu já sabia disso, mas agora via com mais precisão. Meus relacionamentos malucos e a PMO faziam parte de um mesmo quadro psicológico e emocional, onde eu me odiava e não tinha outros prazeres que não fosse o sexo, real, PMO ou mesmo as fantasias mentais. Eu estava acabado e percebi que minha vida havia andando muito mais lenta do que eu gostaria por causa dessas coisas que ocuparam 75% do meu tempo durante toda minha vida desde a adolescência. Comecei outro relacionamento, muito diferente dos outros, onde estou até hoje - com amor e sem paixão dependente e doentia. Quando comecei com ela, eu fiquei seis meses sem PMO (eu tinha entrado aqui no fórum. Era o ano de 2015) e descobri outro mundo. Rendi bem mais no trabalho, avancei muito em todas as áreas da minha vida, tive paz pela primeira vez, fiz sexo sem comprimido. Mas depois de seis meses eu caí de novo e administrei a PMO de maneira diferente. Desde 2015 vi bem menos, passava dias, semanas sem ver e voltava, mas quando voltava ficava horas e horas vendo. O detalhe agora é que eu não sentia mais desejo de MO. Só de P. Não me excitava e quando ia fazer PMO, a excitação era fraca (DE). Nas minhas relações com a namorada, EP quase sempre, ereções fracas e que demoravam a acontecer. Terrível. ela nunca soube da PMO. Melhor assim. Ai desde 100 dias arpas mais ou menos voltei ao reboot. Primeiro fiquei 31 dias sem PMO. Caí. Ai agora estou há 70 dias sem PMO. Hoje: me sinto bem melhor e vejo outro horizonte na minha vida. Tenho melhorado em tudo, mas as fantasias insistem, eu as driblo. O que aprendi: Eu preciso sair da minha zona dde conforto existencial. O que seria isso? Repetir os mesmos hábitos cotidianos. O ideal é fazer uma terapia séria (e confrontar meus demônios da insegurança que disfarço não ter, da auto-estima, do tédio) mudar hábitos práticos e emocionais. Uma coisa fundamental: buscar outras fontes de prazer que não se traduzam em novos vícios. Isso é fundamental. Um dos problemas do viciado em PMO é que ele identifica o sexo ou a PMO como única (ou um das poucas) fonte de prazer. Procurar ter auto-estima e desarmar gatilhos que nos empurram para o vício. Não acho que o vício da PMO seja o problema estruturante do viciado. É um dos sintomas (talvez o mais sério) de um quadro psicológico e emocional (e até social) mais amplo, que tem a ver com nossa auto-imagem e nossa relação com o mundo. fazer o reboot é um início fundamental, mas outras coisas precisam ser tratadas psicologicamente e espiritualmente. Mudar a vida. Estou alegre com meus avanços e mudanças e desejo que todos consigam também lograr êxito em suas lutas. Abraço a todos escreveu:
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Re: Diário de Francolord

em 12/7/2018, 16:19
Joseph escreveu:Francolord
Sua história é inspiradora cara, mas eu quero focar muita parte muio importante que vc citou que são as fantasias, no site gringo NoFap, um fórum parecido com o nosso, vir uma publicação de um cara que sofre como nós das fantasias, elas vao martelar em sua cabeça, se vc permitir que elas fiquem mais de 3 segundos, quando elas chegaram eliminem elas antes de penetrar em sua mente, 3 segundos é o tempo cara. E isso aí, espero ter te ajudado!!!
Viste o NoFap, apesar de ser inglês, se nao souber pode traduzir pelo google tradutor.
Abraço meu caro!

Caro Joseph
Muito obrigado. Vou entrar no NoFap.
Essa coisa dos 3 segundos me parece muito interessante.
as fantasias cara, são terríveis. Parei com PMO, mas as fantasias insistem....
um abraço

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Re: Diário de Francolord

em 12/7/2018, 16:20
Sandmann escreveu:Cara, que reflexão ótima. Fez-me refletir sobre uma série de coisas em minha vida, muito bom mesmo ter lido isso hoje. Ainda estou engatinhando no reboot, tento mais ou menos há um ano e nunca passei dos vinte poucos dias...

Um abraço e obrigado por ter compartilhado isso.


Caro Sandman
Obrigado pela visita.
Vou te acompanhar também para irmos trocando ideia na medida do possível.
Você vai conseguir!
abs

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Re: Diário de Francolord

em 12/7/2018, 16:46
Realmente as fantasias são terríveis, até parei de acessar o Facebook para evitar as postagens de certa pessoa de lá.
Obrigado por compartilhar isso.

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Re: Diário de Francolord

em 13/7/2018, 19:28
Francolord, ler seus relatos me faz ter mais motivação e vontade de superar esse vício.

Espero que continue firme e vencendo todos os dias!

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Re: Diário de Francolord

em 14/7/2018, 02:10
vamos Francolord tamu junto meu caro, tente aplicar essas regras em sua vida acesse o:
clique aqui-> NoFap

olha aqui a tradução:

1)REGRA DOS 3 SEGUNDOS(A MAIS PODEROSA)

Não mantenha nenhum pensamento/sentimento/ideia sexual por mais que 3 segundos. Se você cortar esses pensamentos antes dos primeiros 3 segundos, você conseguiu manter seu reboot! Caso contrário esse pensamento entrará no seu corpo e mente e pode afetá-lo imediatamente ou em breve, como um efeito bola-de-neve. Então mate os pensamentos em 3 segundos.

2)Ficar acordado à noite + Solidão + Mexer na Internet

Na maioria dos casos, 80% deles, acredito eu, a recaída ocorre ou o cenário para que ela ocorra acontece por que somos atingidos por 3 coisas simultaneamente. Que são: FICAR ACORDADO À NOITE, ESTAR SOZINHO E AO MESMO TEMPO ESTAR MEXENDO NA INTERNET. Essa é uma combinação perfeita para que uma catástrofe ocorra. Portanto faça de tudo para não combinar as 3 coisas ao mesmo tempo. Estejam sempre em alerta!

3)UMA ÚNICA VIDA

“As vezes vencer a PMO é como se fosse um Jogo. Você morre e recomeça e fica nesse ciclo até vencer. Agora imagine que sua vida é uma, SOMENTE UMA. A pornografia quer usar essa sua única vida e jogá-la fora através do ralo. Pegue a sua vida de volta daquele demônio(Pornografia)e viva a melhor vida que você possa.”
Isso significa que se deixarmos o sêmen sair por pelo menos uma vez(Claro que no caso da Pornografia ou Masturbação), nós demos aquela uma e única vida ao demônio da Pornografia. A nossa vida não é tão sem valor para que deixemos ela ir por água abaixo, certo? Pense que tem APENAS UMA VIDA.

4)Exercícios Físicos

Nessa jornada do NoFap, diariamente precisamos gastar aquela energia a qual poupamos na forma de exercícios físicos. Caso não façamos isso, a energia vai sair de alguma forma.
OBS: Essa parte eu não entendi tão bem pois eu não sei se ele se refere a praticarmos MO ou se ele fala da Polução Noturna. No caso da primeira seria motivo de reset e da segunda não, então não entendi muito bem. Mas continuemos...

5)UM DIA DE CADA VEZ

Foque no hoje. Não se preocupe com os dias que ainda faltam para completar o desafio dos 90 dias. Você está sempre no PRIMEIRO DIA, pois você deve apenas focar em UM DIA por dia.
Escolha o dia de hoje para ficar livre da PMO. Amanhã escolha fazer as mesmas escolhas que fez hoje e por aí vai, até você completar o desafio e até o resto de sua vida.

Peguei aqui no diário do Gugu23, dar uma lida e foque na numero 1, acho que a que mais vc precisa.

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-> 7ª meta: 90 dias
.




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o cuidado com algumas visões dos efeitos e do objetivo do reboot

em 17/7/2018, 17:46
Aqui com meus 76 dias. Tô bem, um pouco mais focado e com mais energia. Quero - e preciso - que isso melhore. Mas é o tempo.
Dias desses vi uns videos na Real Social Dynamics. Achei que o tal de Max tem uns bons conselhos, diz coisas preciosas, mas nada do que já não vimos aqui no Fórum e no NoFap.
O problema ao meu ver do discurso da Real Social Dynamics é pregar uma certa noção de virilidade que me parece falsa e não é a solução para os problemas daqueles que tem problema de auto-estima que os levou à masturbação, ao isolamento e à pornografia. Essa pregação de sucesso e virilidade é ao meu ver contraditória no que diz repeito à recuperação/restauração dos viciados em PMO e com problemas sociais e sexuais.

Vou fazer uns tópicos aqui para esclarecer sobre os problemas que vejo nos conceitos pregados pela RSD:

1. Vou começar pelo lado bom. A RSD fala dos benefícios de abrir mal radicalmente da PMO: disposição, restauração da libido, cura da DE/EP, auto-estima, energia, mudanças mais gerais no comportamento. Isso é real e já vimos seus resutados aqui nos relatos de sucesso.
2. O que achei FUNDAMENTAL em alguns relatos e conselhos que vi da RSD é que é preciso AGIR: não adianta fazer o reboot e não levantar da cama, sair do sofá e não se aproximar das mulheres, não mudar os métodos de abordagem, não investir na própria imagem/saúde/auto-estima. Se o cara quer resolver seus problemas nesse campo tem que aprender a agir, sabendo que nem sempre terá sucesso, mas tem que, digamos assim, reformatar seus valores, ideias e práticas.
3.Me pareceu forte do discurso da RSD que parar com a PMO deve ser acompanhada de uma reorientação dos hábitos e das práticas cotidianas e sociais. Eles estão certíssimos. Nada vai simplesmente cair do céu. Por isso eu digo: fazer o reboot não é só parar com a PMO, mas mudar de vida.

Agora vamos ao que eu acho problemático na lógica que rege a RSD:

1.Eles partem de uma noção de virilidade falsa. Como se o sucesso do cara que para com a PMO fosse comprovado por quantas mulheres ele consegue pegar e transar depois de parar com a PMO. O sucesso é parar com a PMO e mudar os hábitos e a attude no mundo. Ee isso vai render muitas transas, uma namorada ou mesmo só alguns flertes, isso vai de cada um. O sucesso nesse campo afetivo/sexual vai de acordo com o tipo d eproblema que a pessoa tem. Colocar esse padrão (eles chamam de "game") de caçador viril/comedor como o maior traço de sucesso de parar com a PMO é falso. Cada um é cada um. Para alguns acabar com a PMO gera o sucesso de se ver livre da necessidade de estar sempre prensando e querendo sexo. Cada caso é um caso. Cada desempenhoe cada sucesso tem uma natureza diferente.
2.Os caras da RSD são uns galãs malhados. Nem todo mundo é assim, nem todo mundo vai conseguir ter músculos. esse é um padrão de força e sucesso que vai fazer aquele que não consegue isso se sentr mal. ser homem seguro e ter sucesso tem a ver mais com as emoções e o equilíbrio do que com o êxito físico e visual. Claro, ter um corpo bom é saúde. Cuidar da aparência pode ser um importante caminho para reconquistar, ou ganhar, auto-estima, mas não é esse o obetivo de cura e melhora social, pessoal e sexual.
3.Se tornar um predador, um cara competitivo "darwinista" (ser mais forte para fazer valer a sua força sobre os outros) não é um padrão ideal. Muita gente tem outro ritmo, outras características que não é ser o fodão comedor e primeiro nas disputas de trabalho e sexo. O que importante no reboot é encontra sentio nas coisas, o prazer na vida e redimensionar o lugar do sexo no cotidiano e em nós mesmos. Muita gente quer ter sexo, ter namorada, flertar e etc, mas não consegue por timidez, baixa auto-estima e etc., então a melhor estratégia não é essa. É sim, sair da zona de conforto, tentar (lidando com a possibilidade de dar errado algumas vezes), mas a ideia de que o reboot pode te transformar num pegador/comedor é falsa e nem é saudável pra quem se cobra tanto e não consegue.
4.Lembrando que os caras, em especial o Max, do RSD ganham dinheiro dando palestras sobre comos e dar bem com as mulheres. Interessa ele ess afals afórmula do sucesso. não quero dizer que muitas das ideias dele não tenham sentido. Tem, por isso faz um certo sucesso também. Mas é preciso tomar cuidado, pois fórmulas nems empre funcionam e o potencial de frustração é grande. Acho que pra sair da PMO uma das coisas importantes não é aprender a ser predador, mas é, principalmente, lidar com frustrações e tentar superar tantos as frustrações quanto as situações que nos frustram. Ou seja sair dos padrões impostos, sejam pela sociedade, sejam pelo nosso próprio histórico de vida 9que também está relacionado com valores sociais impostos).

Tive problemas com garotas na adolescência, depois superei completamente. Mas foi do meu jeito. Acho que o bom do reboot é tirar da PMO, mas também redimensionar vida, práticas cotidianas, valores e etc. Tudo junto. e procurar ajuda. Pode ser uma terapia, remédios pra ansiedade e depressão (acompanhado pelo médico), fazer atividades físicas, cuidar do visual, tentar se portar de outro modo na vida, na família, na sociedade, no trabalho e com as mulheres.

cuidado com promessas milagrosas ou desafios cheios d epadrões que não servem pra todos e que, no fim das contas, podem mais atrapalhar do que ajudar.


abraços

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Re: Diário de Francolord

em 17/7/2018, 20:55
Francolord escreveu:Amigos
Hoje completo 70 dias.
Os últimos dias foram meio difíceis, mas consegui resistir. Tem um lado ruim, que são as fantasias (que busco afastá-las sempre que aparecem), mas um lado que não acho ruim, que é ter saído de um período de libido zero.
Não tenho vontade de ver P, o problema é mesmo o cérebro viciado em fantasias. MAs isso diminui com o tempo (é o que sinto).

Eu ando tendo algumas reflexões sobre meu processo de vício que acho que valem a pena discorrer aqui porque provavelmente muitos irão se identificar e assim, talvez, possam encontrar um caminho para o auto-conhecimento e o livramento do vício.

Parte 1: dos 11 aos 14 anos
Aos 11 anos eu tinha um amigo que não conseguia ver uma mulher passar sem olhá-la, desejá-la e fazer comentários. Mais tarde descobri que ele reproduzia o coportamento de um tio dele (de uns 40 anos). Eu comecei a ter o mesmo comportamento: uma mulher passava, eu desejava e fantasiava. Aos 12 esse amigo me mostrou filme pornô. Não tinha acesso direto, mas ali começou uma fascinação por P.
Aos 12 descobri a MO e, só mais tarde,  aos 13 ou 14, juntei a P à MO. Mas não tinha acesso direto à P. Mas as fantasias me inundavam. Tem o lado da idade, mas tinha também o hábito mental das fantasias alimentadas constantemente. Como eu tinha a auto-estima muito baixa (muito magro, alto, tímido, com espinhas) eu não ficava com as meninas como alguns amigos. Isso potencializou as fantasias. na falta de acesso às garotas, a mente cumpria a função de compensar a ausência de realidade.

Parte2: dos 15 aos 20
Aos 15 perdi a virgindade com uma profissional e tive dificuldade de ereção. Tive que imaginar imagens P para me excitar. Na primeiro vez já senti o efeito das fantasias constantes. A realidade não era igual às fantasias.
aos 15 fiquei mais descolado, mas ainda não tinha muito talento com as mulheres e mais uma vez compensava em fantasias e M. o acesso à P ainda era muito casual. MO me causava sentimento de culpa, pois ia à igreja, era muito católico etal. Então ao mesmo tempo que minha auto-estima baixa me afatsava das mulheres, a MO me fazia eu me detestar, por causa da culpa religiosa. Situação complexa. Comecei a lutar contra a M. Muitas vezes sem sucesso e muito sentimento de culpa. Mas o proibido alimentava minha excitação. O proibido me gerava desejo e ao mesmo tempo culpa.

Parte 3: dos 21 aos 24
Entrei na faculdade aos 19, mas me liberei e me descolei mesmo aos 21. Passei a ter mais facilidade com as mulheres, ao ponto de mirar uma que eu gostava e conseguir conquistá-la. Aos 21 já tinha amadurecido, mudado em algumas coisas e passei a ser mais atraente para algumas mulheres. Dos 21 aos 24 namorei 3 mulheres e fiquei com algumas outras. Transei muito. Nesse momento percebi que a tão esperada relação romantica-afetiva-sexual com as mulheres tinha chegado. E a paixão se tornou também uma coisa um poucod estruidora. Eu era muito dependente das mulheres, queria ser amado e a obsessão por elas da paixão romântica envolvia a obsessão sexual por elas. Quando os relacionamentos terminava, sentia falta delas e do sexo. Foi o início da internet discada e descobri a pornografia na internet. A pornografia compensava minha dor e frustração dos términos de namoro (sempre terminavam comigo). Via sempre que possível a P na internet.

Parte 4: dos 24 aos 30
Como me dei muito mal com mulheres por quem eu me apaixonava, comecei a namorar uma por quem eu não era nada apaixonado. Essa relação durou 5 anos (!!!) No início tinha sexo, mas depois ela, por causa de remédios, ficou sem libido e transávamos pouco. Caí na PMO, pois morava com ela e ela tinha Internet banda larga. Ela descobriu minha PMO e isso foi um inferno. Ela sofreu muito, brigávamos muito (em parte porque ela era uma pessoa difícil demais, em parte porque a minha PMO era um inferno em nossas vidas), eu sofri muito. Foram anos difíceis e o vício da PMO se instalou de vez nesse período, dando desdobramento aos vícios mentais das fantasias recorrentes. Minha ereção já não era mais 100 por cento sempre e as vezes em que eu a traí (sim, fiz isso) eu nem conseguia ereção direito. Foi o início da DE.

Parte 5: dos 30 aos 34
Terminamos eu e essa companheira. Fiquei só e me afundei, morando sozinho, na PMO. Tive relação sexual com algumas mulheres. Na maior parte das vezes DE ou EP. Quando comecei um outo namoro que durou quase três anos, me apaixonei loucamente e não tive DE e EP, mas era uma vida sexualmente muito ativa, muita fantasia mental e de muita PMO. Essa namorada alimentava minhas fantasias da P, mas ao mesmo tempo sofria com meu vício em PMO, pois achava que não era amada e que não era admirada o bastante, já que as mulheres da P que eu via eram diferentes dela. Não adiantava eu dizer que não tinha nada a ver, ela não acredkitava. Na época eu achava que eu talvez não fosse viciado, mesmo ficando horas todo dia em sessões de PMO.

Parte 6: dos 34 aos 35
O namoro acabou e logo comecei outro no qual eu tive muita DE e EP. Horrível. Achei que eu tinha quebrado e que nunca mais teria uma ereção saudável. Usava viagra todo dia que ia transar. Horrível. Sessões de PMO dia sim dia não. Me apaixonei por essa namorada e comecei a perceber que minhas paixões eram muitos ligadas à imagem que eu tinha do sexo, muito ligada à P. Eu misturava a concepção de sexo forte da PMO com dependência emocional e obsessão. Tudo isso me deixava num estado intenso, quase como se fosse uma droga. A relação acabou e eu quase pirei. Tive outras relações sexuais com outras mulheres. Sem libido. Tudo com viagra. Achei que minha saúde sexual e mental tinha ido pro espaço.

Parte 7: dos 35 aos 38
Percebi, via terapia, que eu tinha um problema sério de auto-estima. Na verdade eu já sabia disso, mas agora via com mais precisão. Meus relacionamentos malucos e a PMO faziam parte de um mesmo quadro psicológico e emocional, onde eu me odiava e não tinha outros prazeres que não fosse o sexo, real, PMO ou mesmo as fantasias mentais. Eu estava acabado e percebi que minha vida havia andando muito mais lenta do que eu gostaria por causa dessas coisas que ocuparam 75% do meu tempo durante toda minha vida desde a adolescência.  Comecei outro relacionamento, muito diferente dos outros, onde estou até hoje - com amor e sem paixão dependente e doentia. Quando comecei com ela, eu fiquei seis meses sem PMO (eu tinha entrado aqui no fórum. Era o ano de 2015) e descobri outro mundo. Rendi bem mais no trabalho, avancei muito em todas as áreas da minha vida, tive paz pela primeira vez, fiz sexo sem comprimido.
Mas depois de seis meses eu caí de novo e administrei a PMO de maneira diferente. Desde 2015 vi bem menos, passava dias, semanas sem ver e voltava, mas quando voltava ficava horas e horas vendo. O detalhe agora é que eu não sentia mais desejo de MO. Só de P. Não me excitava e quando ia fazer PMO, a excitação era fraca (DE). Nas minhas relações com a namorada, EP quase sempre, ereções fracas e que demoravam a acontecer. Terrível. ela nunca soube da PMO. Melhor assim. Ai desde 100 dias arpas mais ou menos voltei ao reboot. Primeiro fiquei 31 dias sem PMO. Caí. Ai agora estou há 70 dias sem PMO.

Hoje: me sinto bem melhor e vejo outro horizonte na minha vida. Tenho melhorado em tudo, mas as fantasias insistem, eu as driblo.

O que aprendi:
Eu preciso sair da minha zona dde conforto existencial. O que seria isso? Repetir os mesmos hábitos cotidianos. O ideal é fazer uma terapia séria (e confrontar meus demônios da insegurança que disfarço não ter, da auto-estima, do tédio) mudar hábitos práticos e emocionais.

Uma coisa fundamental: buscar outras fontes de prazer que não se traduzam em novos vícios. Isso é fundamental. Um dos problemas do viciado em PMO é que ele identifica o sexo ou a PMO como única (ou um das poucas) fonte de prazer. Procurar ter auto-estima e desarmar gatilhos que nos empurram para o vício. Não acho que o vício da PMO seja o problema estruturante do viciado. É um dos sintomas (talvez o mais sério) de um quadro psicológico e emocional (e até social) mais amplo, que tem a ver com nossa auto-imagem e nossa relação com o mundo. fazer o reboot é um início fundamental, mas outras coisas precisam ser tratadas psicologicamente e espiritualmente. Mudar a vida.

Estou alegre com meus avanços e mudanças e desejo que todos consigam também lograr êxito em suas lutas. Abraço a todos


Oi Francolord,
Excelente o seu relato, é de grande valor para todos aqui do forum ler a sua historia, pricipalmente pela forma clara e objetiva que vc descreveu, ao ler o seu relato da pra ver que vc é uma pessoa que procura melhorar através do entendimento, e não apenas por regras, me identifiquei com o seu relato... Eu faço terapia há muito tempo e nunca tinha me conscientizado do meu vicio em P, sempre me questionei e analisei em todos os setores da minha vida mas não tinha noção que eu era viciado em P, somente esse ano quando resolvi buscar informações sobre a minha ER que eu descobri sobre a "sindrome do punho de ferro" ou "death grip" e passei a buscar mais informações sobre isso e acabei encontrando esse forum, demorei uns 2 meses para iniciar o meu reboot (faz 4 semanas que iniciei) porque no inicio eu lia os relatos para buscar força e parar com a masturbação (faz mais de 100 dias que parei com a masturbação), mas aos poucos fui entendendo que o problema real era a P e iniciei o reboot. Eu sou uma pessoa muito analitica e gosto muito quando encontro colegas aqui do forum que tb tem essa caracteristica.
Vou acompanhar o seu diario a partir de agora, apesar de eu ser gay (sou casado e monogamico há quase 12 anos) me identifiquei com a sua forma de pensar ao analisar o vicio em P e suas consequencias, acho que esse tipo de relato que vc costuma fazer é de grande ajuda para todos aqui do fórum.
Grande abraço
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Re: Diário de Francolord

em 18/7/2018, 10:25
Olá Francolord,

Estou acompanhando o seu diário. Seja forte irmão, não é fácil, mas é possível vencer esse vício.

Estamos no mesmo barco, cremos que alcançaremos a vitória. Que Deus nos ajude a caminharmos dia após dia com disciplina e motivação.

Seja corajoso, vigie e busque a Deus.

Um abraço.

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"Para quem iremos? O Senhor tem as palavras da vida eterna (Jo 6.68)"




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