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Vera
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Esposa de um viciado em pmo

em 7/3/2018, 06:40
Bom dia, hoje faz 3 dias que o meu mundo desabou. Espero que este fórum me ajude a me abrir sobre algo que não posso fazer nem com meu maior amigo.
Sou casada há 27 anos e meio. Meu marido está com 53 anos agora. Somos uma família religiosa, sendo meu marido um ministro muito respeitado. Em todos esses anos nunca vi absolutamente nada nele que me fizesse duvidar da sua integridade. Ele foi um bom pai. É uma pessoa estremamente séria. Nunca o vi olhando para uma mulher. Muito pelo contrário, sempre o vi cortando qualquer possibilidade de alguma mulher se sentir à vontade para o assediar. Ele nunca faz nada sem mim, a não ser o trabalho. Bem, poderia ficar aqui horas e horas apontando motivos para a minha confiança, mas vou direto ao ponto.
Ele há cerca de 5 anos vem lutando contra a depresão. Ele vem mudando radicalmente comigo, o que eu acreditava ser consequência da doença. Eu sempre senti que ele me amava, me admirava e se importava comigo. Mas esse cenário foi mudando aos poucos. Ele passou a ser ríspido comigo (o que de certo modo faz parte da personalidade dele). Anteriormente eu dizia que ele reservava essa rispidez para os outros, comigo era outra pessoa. Porém as coisas mudaram.
Nosso relacionamento sexual foi minguando a ponto de hoje não termos mais sexo.
Aos poucos fomos ficando isolados socialmente, todos os amigos se afastando.
Bebemos socialmente sem nenhum problema. Mas isso também vem sendo motivo de preocupação, pois ele está aumentando a dose e interesse por álcool.
Ele perdeu o emprego e após alguns meses apareceu outra oportunidade na sua área, engenharia. Ele não queria de forma alguma, mas por insistência minha e de minha filha ele aceitou. Já faz um ano que está trabalhando, mas sempre diz que está contrariado, que isso o deixa mais doente.
Embora cada vez mais oprimida, me resignava a aceitar a situação atribuindo tudo à sua doença, a depressão.
Embora ele fizesse tratamento, chegando a dobrar a dose de medicamento, nada mudava.
Eu muitas vezes o questionei dizendo que ele não era mais o mesmo comigo. Aliás, acho que não sobrou nada do que ele era antes. Dizia que se esse fosse o problema, não era obrigado a ficar comigo. Em todas essas situações, ele invertia a situação e dizia que era eu quem estava procurando um pezinho para a separação.

Minha vida se tornou um processo de aceitação de perdas. Tenho 47 anos e nessa idade as coisas se complicam. Temos pais idosos (o pai dele faleceu há um ano e meio). Nossa única filha se mudou para a Alemanha. Em dezembro passado perdi meu cachorro que era um filho para mim. Ele estava comigo há 15 anos. Somente quem tem um apego assim poderá me entender.
Quando ele perdeu o emprego decidimos empreender. Abri uma loja e após um ano abri uma segunda, desta vez num shopping. Isso tem tomado 100% do meu tempo. Embora cause muita ansiedade, creio ser o que me ajuda a não desmoronar diante da situação.

Bem, creio que já montei o cenário da minha vida. Há três dias ele foi buscar a mãe e irmã que estavam retornando de um cruzeiro. Eu iria também, no entanto decidi ficar. Estava olhando um catálogo de mercadorias para a loja e decidi usar o tablet dele para poder ver a foto no meu e o preço no dele. Sinceramente não sei porque fiz isso. Creio que foi por Deus, pois como disse jamais poderia imaginar que tivesse algo errado. Foi aí que meu mundo desabou.
O que mais me devastou não foi ver as fotos que ele acessava. Creio que se fosse só isso, eu o perdoaria. O que me destruiu foi o fato de ele interagir com essa sujeira. Ele tomava tempo para comentar as fotos. Fazia elogios que em quase 29 anos juntos não ouvi nem uma milésima parte. Algumas vezes escrevia páginas para essas vadias. Tinha todo tipo de sordidez. Interagia com maridos que gostavam de expor suas mulheres. Sugeria até modos de ele convencer a esposa deles a terem relações (obviamente não era esse o termo usado) com outro homem. Só de digitar essas palavras estou tremendo. Não podia acreditar! Poderia imaginar qualquer outra coisa, mas que houvesse um lado pervertido nele jamais. Passei a me sentir um lixo, uma pessoa desprezível, que causa repugnância no marido a ponto de ele ter que buscar prazer nessas vadias. O que me ajuda a não desmoronar é que eu estou muito bem fisicamente comparada com outras mulheres da minha idade. Sempre me cuidei e tenho uma genética boa. Passei a sentir ódio. A minha abstinência sexual não tem sido fácil, tenho lutado contra isso, me privado de uma necessidade física que busquei corretamente através do casamento, enquanto que ele estava saciado com o lixo.
Quando ele chegou o confrontei. Dei a chance de ele se abrir, mas ainda sim disse descaradamente que não tinha nada a esconder de mim. Somente quando mostrei uma mensagem que eu tinha copiado é que confessou. Não tenho palavras para expressar o nojo que sinto dessa situação. Raiva, ódio, desprezo, nojo, repugnância, desconfiança, decepção, desapontamento são algumas formas de expressar o que eu sinto. Minha primeira reação foi de que nosso casamento havia terminado e creio que acabou mesmo. Mas ele disse que queria sair desse vício, mas só sairia comigo. Se eu não estivesse com ele, que largaria tudo, tornaria um morador de rua , até mesmo falou em suicídio. Decidi respirar e pensar com clareza. Somente pensei em minha filha, que não merece nem imaginar o que se passa com o pai. Também temos negócios juntos. Se ele covardemente abandonasse tudo, não conseguiria dar conta de tudo sozinha. Decidi ficar com ele para ajudá-lo na recuperação. Impus que consultasse a psiquiatra da minha filha e praticasse exercício físico, o que ele vem recusando terminantemente. Disse que essas eram as minhas condições. Não prometi que continuaria com ele. Prometi estar junto nessa fase e depois veria o que sobrava. Ele aceitou. No dia seguinte ele procurou os membros responsáveis da minha religião e confessou o assunto. Eles ainda vão cuidar disso, não tenho nenhum posicionamento até o momento.
Ontem fomos à consulta. Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Ela ficou uma hora conversando com ele e outra hora com nós dois juntos, enquanto que o seu antigo psiquiatra apenas dobrava a dose da medicação. Ela fez os ajustes necessários na medicação, dizendo que a substituição deve ser aos poucos. Sua conversa comigo foi mais para me mostrar que o vício em pornografia é uma doença e que por mais devastada que eu esteja, nosso casamento tem salvação. Após isso passei a pesquisar sobre o assunto e descobri termos como reboot e PMO. Ler os relatos dessas pessoas, foi como se estivesse lendo a descrição da vida de meu marido. Decidi entrar no fórum a título de terapia para mim mesma. Quero compartilhar como será minha jornada que está apenas começando. Eu sempre fui uma pessoa que resolveu seus problemas emocionais por desabafar com outros. Nem isso posso fazer pois não quero jogar a reputação dele na lama.
Por enquanto não sei se meu casamento terá salvação. Tirei a aliança e me separei dele dentro de casa. Converso com ele o necessário sobre nossos negócios e tratamento. Algumas vezes o confronto sobre o que vi. Sei que ao mesmo tempo que quero ajudá-lo, torno a vida dele um inferno pois o culpo, julgo, desprezo. Está além de mim agir diferente agora..
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TGuerreiro
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Re: Esposa de um viciado em pmo

em 7/3/2018, 14:06
Sua reação é totalmente aceitável. O vício em pornografia é destruidor, mas infelizmente pouco divulgado. As pessoas caem nesse abismo de forma solitária e muitas vezes nem se apercebem disso. Por trás está toda uma industria que fatura milhões escravizando as mentes das pessoas. Lendo seu relato não pude deixar de lembrar dos sites que esbarrei vagando pela internet, onde supostos casais ficam a disposição de quem está vendo para fazer tudo que a pessoa pede, desde que, é claro, pague por isso. Existe de tudo. Até o mais longe que uma mente viciada possa ir e o bolso possa pagar para obter mais picos de dopamina.

Um fato curioso e ao mesmo tempo triste é que cada vez mais aparecem casos de homens já maduros, com família já formada e que sucumbem nesse vício. Talvez culpa da facilidade com que materiais pornográficos possam ser encontrados e numa quantidade absurda. Acho que nenhum relacionamento, por melhor que seja, por mais que a mulher seja atraente e disponível ao sexo pode competir com a quantidade de estímulo e descargas de dopamina que a pornografia proporciona. Para quem olha de fora parece ridículo que um homem deixe sua mulher de lado para se satisfazer com uma tela. Mas é isso que o vício faz. Condiciona o cérebro a um estado de dependência por novidades que o farão sempre pedir mais. Óbvio que uma mulher normal não pode competir com isso.

Como todo vício é preciso buscar tratamento. Somente restaurando a sensibilidade do cérebro a níveis normais de dopamina a pessoa poderá começar a sentir prazer novamente nas coisas normais da vida. Para isso é necessário um período de recuperação onde é necessário dar um descanso ao cérebro de todo estímulo sexual virtual, o que chamamos de Reboot. Deixo abaixo alguns links para que você possa se aprofundar mais no assunto. Existem materiais que podem ajudar muito seu marido a sair desse vício. Sugiro que apresente este material a ele:

E-book: http://www.vicioempornografiacomoparar.com/ebook-introdutorio

Site: http://vicioempornografiacomoparar.com

Blog: http://vicioempornografiacomoparar.com/blog

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htht
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Re: Esposa de um viciado em pmo

em 7/3/2018, 14:54
Vera escreveu:Bom dia, hoje faz 3 dias que o meu mundo desabou. Espero que este fórum me ajude a me abrir sobre algo que não posso fazer nem com meu maior amigo.
Sou casada há 27 anos e meio. Meu marido está com 53 anos agora. Somos uma família religiosa, sendo meu marido um ministro muito respeitado. Em todos esses anos nunca vi absolutamente nada nele que me fizesse duvidar da sua integridade. Ele foi um bom pai. É uma pessoa estremamente séria. Nunca o vi olhando para uma mulher. Muito pelo contrário, sempre o vi cortando qualquer possibilidade de alguma mulher se sentir à vontade para o assediar. Ele nunca faz nada sem mim, a não ser o trabalho. Bem, poderia ficar aqui horas e horas apontando motivos para a minha confiança, mas vou direto ao ponto.
Ele há cerca de 5 anos vem lutando contra a depresão. Ele vem mudando radicalmente comigo, o que eu acreditava ser consequência da doença. Eu sempre senti que ele me amava, me admirava e se importava comigo. Mas esse cenário foi mudando aos poucos. Ele passou a ser ríspido comigo (o que de certo modo faz parte da personalidade dele). Anteriormente eu dizia que ele reservava essa rispidez para os outros, comigo era outra pessoa. Porém as coisas mudaram.
Nosso relacionamento sexual foi minguando a ponto de hoje não termos mais sexo.
Aos poucos fomos ficando isolados socialmente, todos os amigos se afastando.
Bebemos socialmente sem nenhum problema. Mas isso também vem sendo motivo de preocupação, pois ele está aumentando a dose e interesse por álcool.
Ele perdeu o emprego e após alguns meses apareceu outra oportunidade na sua área, engenharia. Ele não queria de forma alguma, mas por insistência minha e de minha filha ele aceitou. Já faz um ano que está trabalhando, mas sempre diz que está contrariado, que isso o deixa mais doente.
Embora cada vez mais oprimida, me resignava a aceitar a situação atribuindo tudo à sua doença, a depressão.
Embora ele fizesse tratamento, chegando a dobrar a dose de medicamento, nada mudava.
Eu muitas vezes o questionei dizendo que ele não era mais o mesmo comigo. Aliás, acho que não sobrou nada do que ele era antes. Dizia que se esse fosse o problema, não era obrigado a ficar comigo. Em todas essas situações, ele invertia a situação e dizia que era eu quem estava procurando um pezinho para a separação.

Minha vida se tornou um processo de aceitação de perdas. Tenho 47 anos e nessa idade as coisas se complicam. Temos pais idosos (o pai dele faleceu há um ano e meio). Nossa única filha se mudou para a Alemanha. Em dezembro passado perdi meu cachorro que era um filho para mim. Ele estava comigo há 15 anos. Somente quem tem um apego assim poderá me entender.
Quando ele perdeu o emprego decidimos empreender. Abri uma loja e após um ano abri uma segunda, desta vez num shopping. Isso tem tomado 100% do meu tempo. Embora cause muita ansiedade, creio ser o que me ajuda a não desmoronar diante da situação.

Bem, creio que já montei o cenário da minha vida. Há três dias ele foi buscar a mãe e irmã que estavam retornando de um cruzeiro. Eu iria também, no entanto decidi ficar. Estava olhando um catálogo de mercadorias para a loja e decidi usar o tablet dele para poder ver a foto no meu e o preço no dele. Sinceramente não sei porque fiz isso. Creio que foi por Deus, pois como disse jamais poderia imaginar que tivesse algo errado. Foi aí que meu mundo desabou.
O que mais me devastou não foi ver as fotos que ele acessava. Creio que se fosse só isso, eu o perdoaria. O que me destruiu foi o fato de ele interagir com essa sujeira. Ele tomava tempo para comentar as fotos. Fazia elogios que em quase 29 anos juntos não ouvi nem uma milésima parte. Algumas vezes escrevia páginas para essas vadias. Tinha todo tipo de sordidez. Interagia com maridos que gostavam de expor suas mulheres. Sugeria até modos de ele convencer a esposa deles a terem relações (obviamente não era esse o termo usado) com outro homem. Só de digitar essas palavras estou tremendo. Não podia acreditar! Poderia imaginar qualquer outra coisa, mas que houvesse um lado pervertido nele jamais. Passei a me sentir um lixo, uma pessoa desprezível, que causa repugnância no marido a ponto de ele ter que buscar prazer nessas vadias. O que me ajuda a não desmoronar é que eu estou muito bem fisicamente comparada com outras mulheres da minha idade. Sempre me cuidei e tenho uma genética boa. Passei a sentir ódio. A minha abstinência sexual não tem sido fácil, tenho lutado contra isso, me privado de uma necessidade física que busquei corretamente através do casamento, enquanto que ele estava saciado com o lixo.
Quando ele chegou o confrontei. Dei a chance de ele se abrir, mas ainda sim disse descaradamente que não tinha nada a esconder de mim. Somente quando mostrei uma mensagem que eu tinha copiado é que confessou. Não tenho palavras para expressar o nojo que sinto dessa situação. Raiva, ódio, desprezo, nojo, repugnância, desconfiança, decepção, desapontamento são algumas formas de expressar o que eu sinto. Minha primeira reação foi de que nosso casamento havia terminado e creio que acabou mesmo. Mas ele disse que queria sair desse vício, mas só sairia comigo. Se eu não estivesse com ele, que largaria tudo, tornaria um morador de rua , até mesmo falou em suicídio. Decidi respirar e pensar com clareza. Somente pensei em minha filha, que não merece nem imaginar o que se passa com o pai. Também temos negócios juntos. Se ele covardemente abandonasse tudo, não conseguiria dar conta de tudo sozinha. Decidi ficar com ele para ajudá-lo na recuperação. Impus que consultasse a psiquiatra da minha filha e praticasse exercício físico, o que ele vem recusando terminantemente. Disse que essas eram as minhas condições. Não prometi que continuaria com ele. Prometi estar junto nessa fase e depois veria o que sobrava. Ele aceitou. No dia seguinte ele procurou os membros responsáveis da minha religião e confessou o assunto. Eles ainda vão cuidar disso, não tenho nenhum posicionamento até o momento.
Ontem fomos à consulta. Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Ela ficou uma hora conversando com ele e outra hora com nós dois juntos, enquanto que o seu antigo psiquiatra apenas dobrava a dose da medicação. Ela fez os ajustes necessários na medicação, dizendo que a substituição deve ser aos poucos. Sua conversa comigo foi mais para me mostrar que o vício em pornografia é uma doença e que por mais devastada que eu esteja, nosso casamento tem salvação. Após isso passei a pesquisar sobre o assunto e descobri termos como reboot e PMO. Ler os relatos dessas pessoas, foi como se estivesse lendo a descrição da vida de meu marido. Decidi entrar no fórum a título de terapia para mim mesma. Quero compartilhar como será minha jornada que está apenas começando. Eu sempre fui uma pessoa que resolveu seus problemas emocionais por desabafar com outros. Nem isso posso fazer pois não quero jogar a reputação dele na lama.
Por enquanto não sei se meu casamento terá salvação. Tirei a aliança e me separei dele dentro de casa. Converso com ele o necessário sobre nossos negócios e tratamento. Algumas vezes o confronto sobre o que vi. Sei que ao mesmo tempo que quero ajudá-lo, torno a vida dele um inferno pois o culpo, julgo, desprezo. Está além de mim agir diferente agora..


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Última edição por htht em 9/3/2018, 08:00, editado 1 vez(es)

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Vera
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Re: Esposa de um viciado em pmo

em 7/3/2018, 18:11
TGuerreiro escreveu:Sua reação é totalmente aceitável. O vício em pornografia é destruidor, mas infelizmente pouco divulgado. As pessoas caem nesse abismo de forma solitária e muitas vezes nem se apercebem disso. Por trá
Você tem razão quando diz que é pouco divulgado. Queria ter forças para iniciar uma campanha de divulgação do fato que ao buscar a satisfação dessa forma suja, uma das consequências é a mais temida dos homens: a impotência sexual. Muito obrigada pelo comentário. Ele já está engajado nesse programa. Ele ficou tão surpreso quanto eu ao ver as consequências desse vício. Creio que se os homens tivesse pleno conhecimento disso, teriam mais forças para não iniciar essa prática.

Enviado pelo Topic'it
Mateus1
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Re: Esposa de um viciado em pmo

em 9/3/2018, 06:25
Oi Vera, eu acredito que essa "fantasia" é a pior de todas. O meu caso é um pouco parecido com o teu, mas de um jeito inverso. Eu entrei em contato com essa "prática" e desde então eu acredito que foi o que destruiu a minha vida. Eu perdi um casamento de 3 anos com a melhor pessoa que já conheci (inclusive até hoje ela gosta de mim, sente minha falta, mas tem medo do que aconteceu comigo), abandonei meus estudos no ramo da engenharia (algo que sou bom) e depois do fim do meu relacionamento foi tudo abaixo, de uns tempos para cá, que estou me recuperando aos poucos. Eu volto a falar sobre essa "fantasia" pois, pelo menos para mim, foi algo muito forte, algo que me prejudicou muito, mas eu poderia comparar a um vício em crack, que mesmo entendendo tudo de ruim que está acontecendo, a mente faz de tudo para fantasiar sobre essa prática específica. Mais agravante ainda é o fato de envolver outra pessoa e graças a Deus teu marido não te fez essa proposta. Eu julgo que parar com esse vício é o mesmo que um viciado em bebida tentando parar com uma garrafa de cachaça no bolso, outra na sala, trabalho e etc. Então minha dica é diminuir ao máximo o contato com qualquer aparelho que acesse a internet. E os que forem indispensáveis, ponha o MÁXIMO de bloqueadores possíveis. E sempre tente conversar com seu marido e para se lembrarem do que um é para o outro. Pois o vício somado com essa prática, distorce o relacionamento e embaça a vista do que é o verdadeiro amor. Hoje meu maior arrependimento é ter perdido a única pessoa que eu amei de verdade e eu acredito que se o relacionamento de vocês acabar, teu marido vai se afundar mais ainda nessa "prática" ao mesmo tempo que vai se arrepender todos os dias por não ter mais você.
Desejo que tudo dê certo com vocês.
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Vimes
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Re: Esposa de um viciado em pmo

em 9/3/2018, 17:05
Fala Vera! Tua vida parece não estar passando por um bom momento. E é muito fácil entender o porquê.

O vício em PMO é algo devastante. Você provavelmente já leu diversos diários por aqui, e já viu quantas péssimas consequências e quantos relacionamentos esse vício já destruiu.

A pior parte de tudo isso é que nós não sabemos que somos viciados. Não existe conscientização.

Eu passei anos procurando médicos e psicólogos para entender por que, após praticar PMO, eu tinha consequências físicas tão devastantes. Que problema físico eu teria, ou que problema inconsciente estaria se manifestando com a PMO. O que estava de errado comigo, ao sentir consequências com algo que todos os meios dizem ser absolutamente saudável.

Sabe quantos desses médicos e psicólogos sabiam do que eu tava falando? ZERO. Alguns dos médicos me olhavam como se eu fosse o sujeito mais esquisito do mundo. Os psicólogos tentavam descobrir algum trauma de infância ou algo parecido.

Casualmente fuçando na internet eu acabei descobrindo esse fórum, e foi a primeira vez na minha vida que eu ouvi falar em vício em pornografia.

Já faziam anos que eu tentava evitar a PMO, unicamente pra não sentir as consequências. Mas nunca, na minha vida, eu me imaginaria um viciado, e nunca nem faria idéia de que o problema não estava em mim pessoalmente, e sim no vício. Passei anos pensando que eu era o problema, não que eu tinha um problema.

O seu marido claramente é um de nós, infelizmente.

O que isso significa? Que teu casamento acabou? Que você confiou na pior pessoa do mundo? Que você pensava que conhecia seu marido, mas que na realidade ele tinha um lado super sombrio, malignamente escondido de você e de toda a sociedade? Que você foi conscientemente trocada por um mundo de fantasias?

A resposta não é simples, é bem complexa: DEPENDE.

Depende não do fato dele ser viciado. Não do fato dele ter claramente passado pela escalada de gêneros do vício e de ter visto várias coisas escrotas. Não do fato dele ter sua relação secreta com a PMO.

Depende exatamente do quanto ele está disposto a aceitar sua condição de viciado e de lutar ativamente contra o vício, sem restrições, sem desculpas.

Ele declarou que quer se livrar do vício. Ponto positivo. Ele confessou o vício para a sua congregação religiosa. Ponto positivo. Ele aceitou a visita ao psicólogo. Ponto positivo.

Mas o combate ao vício tem que ser diário. E, essa é a parte mais importante, é um compromisso para a vida toda.

Não existe meio-termo para o combate à PMO. Não existe espiadinha. Não existe só uma vez. Não existe. Um vacilo e já era, o vício volta com carga total.

Então ou a gente tá no combate, ou a gente tá no vício.

Esses são os termos, essa é a batalha que a gente trava por aqui. Se o seu marido está disposto a entrar na luta, sem restrições, eu diria que pode existir esperança.

Mas se ele quiser continuar no vício, se arranjar desculpas, se não agir com clareza, se quiser continuar na merda... melhor você seguir o seu caminho, para não afundar junto.

Sinceramente, ninguém aqui te criticaria caso você decidisse terminar o teu casamento. É absolutamente compreensível, e é um direito absolutamente seu não aceitar ser parte de tão grande decepção e de um futuro incerto.

Mas existe a possibilidade de que as coisas acabem dando certo. Existem Histórias de Sucesso e existem viciados que se recuperaram e voltaram a ser homens completos, maridos completos, companheiros completos.

Pense a respeito. E escolha, de cabeça fria, o que é melhor pra você.

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Know, of course, thine enemy. But in knowing him do not forget above all to know thyself. The commander who embraces this totality of battle shall win even with the inferior force.

http://www.comoparar.com/t4912-diario-de-vimes

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Marty McFly
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Re: Esposa de um viciado em pmo

em 23/3/2018, 14:04
Vera escreveu:...Meu marido está com 53 anos agora. Somos uma família religiosa, sendo meu marido um ministro muito respeitado. Em todos esses anos nunca vi absolutamente nada nele que me fizesse duvidar da sua integridade. Ele foi um bom pai. É uma pessoa estremamente séria. Nunca o vi olhando para uma mulher. Muito pelo contrário, sempre o vi cortando qualquer possibilidade de alguma mulher se sentir à vontade para o assediar. Ele nunca faz nada sem mim, a não ser o trabalho. Bem, poderia ficar aqui horas e horas apontando motivos para a minha confiança...

Olha Vera, logo lendo seu depoimento ai no inicio, incrivel como situações podem se repetir, só mudam de endereço como se diz no popular, é verdade, sabe pq, é que eu e minha esposa temos estas faixas de idade de vcs, e este perfil do seu marido ai se assemelha em muito ao meu, sou bem assim mesmo, com mais de 50 anos e pouco, e posso dizer q estou aqui no forum pq assim como muitos busquei no google descobrir qual o problema q eu tinha, se vc ler meu diario vai ver até onde um viciado pode chegar a fazer, ridiculo, mas é possivel, alem do mais incrivel tantos anos se passarem e só agora depois de tantos anos de vicio (uns 40 anos no meu caso), pois comecei a ver P com uns 7 a 8 anos, e depois de passar por tantas coisas, tantas fases, na vida, eu ver que por conta deste MALDITO VICIO DESGRAÇADO, quanta coisa eu perdi, quanta coisa poderia ser diferente, tanto na relação com minha amada esposa, meus filhos q já se casaram e foram embora, espiritualidade, nossa, nem gosto de lembrar deste passado pois me deixa muito triste e saber q o tempo nao volta mais.
Saiba vc que se ele realmente amar vc, sua familia, amigos, ...etc, ele vai ter motivo e objetivo de se livrar disso, pois do contrário vai ser muito pior pra ele, ainda mais nesta fase de vida em que ja passamos dos 50, eu mesmo penso do tipo, poxa agora é para terminar este resto de vida com a familia, com tudo o q construiu, com o amor de todo mundo em geral.
Então antes de puni-lo com tipo a separação, como outros ai disse, ele parece estar resolvido em se livrar, então ajude ele, converse abertamente, tente saber mais detalhes, vai ser bom para ele e pra vc, ai tomara q de tudo certo q vcs ainda possam usufruir de uma vida feliz e um bom relacionamento sexual.
Não sei ele, quando ele começou e quanto tempo esta nisso, mas posso lhe garantir, q durante estes 40 anos de vicio eu dava mesmo mais importancia em se satisfazer com a PMO do q com minha esposa, isso mesmo, acredite, um absurdo, e é assim com muitos aqui do forum, pra nao dizer a maioria ou todos os viciados, sentem mais prazer com a PMO, tem um orgasmo mais intenso e prazeroso, é triste mas é verdade, ai quando vai ter relação real com a esposa nao tem e acabam tendo EP ou ER, logico pois na relação real nao tem o q tem nas virtuais, no meu caso eu digo pq no virtual eu sempre vi as mulheres mais lindas do mundo (pra não usar outros termos), vestidas de forma erotica e sensuais, fazendo coisas q nao da nem pra imaginar, ...etc, e ai ficamos querendo a vida toda ter isso na relação real.
Eu já cheguei a conclusão que se eu nao tivesse passado a ter este vicio a tantos anos, minha vida seria diferente, ou melhor seria normal, pois eu nem sei bem o q é o normal, pois vivi todos estes anos de casado na mentira, na falsidade com minha esposa e com todos que me cercam, pois é isso q fazemos os viciados, vivemos por assim dizer uma vida dupla, temos sim 2 personalidades, e no meu caso apesar de saber q eu sentia prazer com o vicio, eu sempre me sentia culpado, triste, arrependido, ...etc
Infelizmente não passa de uma doença mental que foi contraida quando eu era muito criança, e hoje mesmo pesquisando, encontrei algo que me fez pensar e entender que Abuso Sexual pode se referir tbm a uma criança que muito cedo tem contato com imagens pornograficas, pois estas imagens numa mente novinha e vazia causa choques, transtornos, e problemas pro resto da vida, ....tai a explicação da minha doença, que parece ser incurável, pois apesar de ter mais de 50anos, lembro bem das imagens pornograficas que vi qdo eu tinha 7anos, lembro bem das revistas, e depois na adolescencia, e tbm já casado, ...etc, tudo isso esta ainda no meu inconsciente como eu vi que é assim, e qualquer gatilho sensual, já é suficiente para estimular este vicio, entao tenho q evitar, programas de TV q mostram mulheres lindas e sensuais, ir em lugares onde tem mulheres pois vou ficar tipo caçando qual a melhor e mais gost...., minha vida diaria praticamente gira em torno disso, desta busca por mulher perfeita, mulher gost..., mulher q eu gostaria de ter, apesar de ter uma mulher em casa a minha disposição e por sinal uma mulher que se cuida q tem um corpo legal para a idade, que faz de tudo para me agradar, ...etc, nao isso nao importa para um viciado, o que queremos é realizar as fantasias, razão pela qual nao só eu mas todos homens praticamente ficam o tempo todo caçando estas seja onde for e se disfarçam na frente da esposa, de filhos, de parentes, irmãos da igreja, ...etc, é tudo assim infelizmente, alguns acredito sim ser de forma normal ou natural, sem ficar fantasiando, mas eu nao sei o que é isso, pois no meu caso, sou capaz de ir na igreja por exemplo e ficar olhando e desejando uma que esteja no meu foco, e sei q isso é errado e nao pode ser assim, mas faz parte do maldito vicio desta doença, e quero me ver livre disso no tempo q me resta de vida, pois sofro muito com isso e nao quero causar nenhum mal a mim e nem a minha esposa, familia e amigos, mas saiba vc que é uma vida triste infelizmente.
Se quiser le meu diario, este é o link: http://www.comoparar.com/t6635-mulheres-e-bom-d-mas-olhar-desejar-fantasiar-etc-maldito-gatilho
OBS.: Cheguei até o seu diário, justamente pq estou no grande dilema, conto ou nao conto a minha esposa sobre o meu problema, ....estou muito em cima do muro para resolver, estou precisando ter coragem e arcar com as possiveis consequencias, pois não consigo imaginar se ela vai me odiar, ou vai me ajudar, se vai compreender, ...etc eis a questão.

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