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Pela minha esposa

em 1/9/2018, 18:58
Sou um lixo. Um zero. Como ela mesma diz, DOENTE

O início de tudo.

Vejo pornografia desde os 10 anos. Há poucas coisas que me lembro da minha infância antes da pornografia, e quase todas são lembranças desagradáveis. Este não é o local para isto, mas trago aqui para justificar o título do diário. Não me lembro de um eu anterior à pornografia para onde eu gostaria de voltar. Estou fazendo este diário porque minha esposa não merece o sofrimento pelo qual tem passado. Quero que algum dia ela veja que isso tudo não existe mais e que volte a confiar em mim. Quero algum dia olhar pra trás e ver que consegui ficar 10, 15, 20, 40 anos sem pornografia e que não senti mais falta nenhuma dela. Quero chegar a ser como alguns homens que conheço que não sentem nada ao ver uma mulher bonita com roupas provocantes ou biquíni. Como vi no e-book sobre objetificação, também quero passar a enxergar pessoas, e não corpos.

Como disse antes, comecei com pornografia bem cedo. Um primo me explicou como era masturbação e me apresentou a primeira revista. Outro me apresentou a pornografia na internet. Não tinha sequer pelos pubianos quando comecei esta vida. Quando não tinha revistas de pornografia, procurava imagens de todo tipo para me satisfazer. Espiava as amigas da minha irmã, ficava de olho em programas de televisão que podiam trazer alguma imagem que me satisfaria... Nunca fui bom em conversar, não sabia chegar nas garotas (na verdade até hoje não sei). Apanhava dos colegas, vizinhos, primos, era humilhado pelos mesmos... Todas as minhas investidas para namorar alguém de quem eu gostava resultavam num não. Beijei algumas meninas (4 ao todo), mas porque elas tomaram a iniciativa e nunca tive interesse em nenhuma delas. Cheguei a namorar umas três semanas com uma delas. Fora isso, me sentia sempre rejeitado. A pornografia ou qualquer coisa imagem que se aproximasse disso era refúgio pra mim. Quando entrei na faculdade, gente nova, coisas novas, mas os mesmos problemas. E pior, o baixo rendimento nos estudos e a cobrança eram mais motivos para eu me refugiar na pornografia - e também em jogos on-line.

Minha esposa

Então conheci minha esposa. Ela mais nova, ainda virgem, nos primeiros encontros não tivemos contato sexual. Mas depois de algum tempo, passei a tocá-la e, como não tínhamos privacidade (e ela ainda tinha medo de fazer sexo), eu a tocava e quando voltava para casa me masturbava lembrando dela. Eu sempre tive interesse em fazer com ela várias coisas que via nos vídeos (basicamente sexo oral nela e penetração - não, nunca gostei de assistir anal, de espancamento, humilhação...). Já faz anos que estamos juntos e alguns que ela descobriu meu vício. No início, eu achava que ela que estava levando a sério demais, não imaginava como ela se sentia - mas como todo viciado, sempre procurei me esconder para fazer (eu até achava que isto era uma forma de respeito). Depois ela foi se mostrando cada vez mais irritada, mas eu não entendia o que eu fazia como uma traição, afinal, eu não estava "pegando ninguém".

Foram poucas as vezes em que o sexo com ela não foi bom. Sempre gostei de deixá-la excitada, sempre gostei de sentir prazer enquanto ela também sentia. Várias vezes eu perdi a vontade no meio da transa porque sentia que ela estava distante. Fora isso sexo com ela era frustrante em outras duas situações: quando ela atingia o orgasmo (que eu gostava de fazê-la ter) e eu ficava querendo mais, enquanto ela só conseguia dormir (e, claro, ia me satisfazer sozinho depois); e quando eu fazia uma investida e sentia que ela estava fria (certamente por se lembrar do meu vício). Ela me pergunta se não é suficiente pra mim, pois com mulher eu não teria necessidade de ver pornografia. Ela não entendeu que nenhuma mulher é suficiente para um viciado - se eu estivesse casado com uma ninfomaníaca, ainda assim não seria suficiente.

Também foram raríssimas as vezes em que eu transei com ela pensando em alguma cena ou foto (ela não acredita nisso, mas tem toda razão de achar que eu fazia, ainda mais depois de saber que este é um comportamento frequente em viciados). O que acontecia era que eu não me sentia saciado. Terminava de transar com ela, já queria ter prazer com a pornografia, também. Os momentos em que ela não estava afim me davam "argumentos" pra eu ir para a pornografia. Muitas vezes acordei cedo sentindo a ereção matinal e, ao invés de tentar acariciá-la, fazer um café para nós dois, pensava como seria ruim perder a excitação para tentar algo com ela e, possivelmente, receber uma negativa (egoísta, ao extremo, se alguém me desse um tiro por isso eu saberia que mereço). Eu ainda não acreditava que era um problema, porque boa parte das vezes em que ela tinha vontade de transar, eu atendia e também gostava.

Assim passaram-se alguns anos, mas volta e meia ela descobria algum arquivo ou site que visitei e ficava cada vez mais irritada. Ela já chegou a sair de casa umas duas vezes (não só por esse problema, há outros, mas este não é o local para tratar deles), mas acabava voltando. No fundo, ela ainda não me deixou porque não tem para onde ir (ela não trabalha e se sente pior estando junto da família dela do que comigo), o que me faz ser um canalha pior ainda.

Mais recentemente, comecei um trabalho que me exigia acordar cedo, coisa que eu não estava acostumado a fazer. Depois de alguns dias tendo dificuldades para acordar cedo. Então descobri que poderia usar minha ereção matinal diária como estímulo: já que ela dormia até tarde e eu não conseguia ver pornografia enquanto ela estava acordada, resolvia duas coisas de uma só vez: acordava mais cedo para trabalhar e me satisfazia. Claro que cheguei atrasado algumas vezes porque não conseguia parar. Em dado momento, cheguei a pensar: vou estar curado quando eu olhar para essas imagens e vídeos e não sentir nada. Claro que isso nunca ajudou nem um pouco. Também, ela acordava e via que eu estava no banheiro, deduzindo o que eu estava fazendo.

Comecei a parar

Então, há duas semanas, resolvi tentar parar, mais uma vez, de ver. Acho que nunca fiquei tanto tempo sem ver pornografia quanto estou até hoje (13 dias). Na primeira semana, substituí minha rotina de acordar cedo e ver pornografia por acordar cedo e responder a mensagens no whatsapp e facebook (só trato de assuntos profissionais ou outras coisas publicáveis nestes canais). Mas ela continuava a se incomodar porque eu levantava cedo e ia com o celular para o banheiro. Nesta semana resolvi deixar uns alteres e um livro no banheiro, para levantar, ir ao banheiro e fazer alguns exercícios / ler enquanto espero a vontade de evacuar (sim, preciso fazer isto antes de sair, é péssimo ter que fazer no trabalho). Tem funcionado. Desde o último dia 19 tenho procurado formas de desligar minhas ereções. Há poucos dias, ao amanhecer ereto (como acontece todo santo dia), me permiti sentir um pouco da ereção, mas não me estimulei e nem fiquei me lembrando de outras mulheres.

Senti que estou conseguindo me manter distante, mas ainda assim, senti a necessidade de fazer este diário - principalmente pra ela perceber que estou realmente me esforçando. Ela descobriu o fórum e me disse que participasse, para largar. Já comprei o programa, que nem sei como é direito ainda, mas estou esperando o pagamento ser aceito para começar. Não estou com bloqueadores, ainda. Confesso que não tive saco de ver todos os passos pra instalá-los. Também acredito que confiar no bloqueador pode me deixar mais suscetível a exposições (não se bloqueia tudo no mundo), então entendo que o bloqueio deve acontecer na minha mente - o alerta deve ser constante. Os bloqueadores também podem atrapalhar meu trabalho, pois uso muito pesquisas na internet e uso o navegador chrome quase como um sistema operacional (drive, docs, sheets, mail, face, tudo ao mesmo tempo). Me lembro que já usei bloqueador outra vez e me impediu de acessar um site que precisava para o trabalho. Não uso whatsapp pra trocar mensagens com conteúdo pornográfico, nem abro as imagens que mandam num grupo do qual faço parte (mas está silenciado e basicamente entro pra soltar uma piada e saio), nem tenho conta em tinder ou outra rede de namoro.

Bom, estou há 13 dias sem PMO e desde que parei não venho me permitindo sentir prazer sexual. Há dois dias, ela me abraçou e senti que ela estava interessada em transar (posso ter me enganado, sempre fui um idiota que não sabe ler sinais), mas como tínhamos falado sobre meu vício, ao abraçá-la não senti clima e  acabei me afastando dela depois que começou a falar de um assunto que me incomoda muito (não tem nada a ver com PMO). Hoje eu passei um bom tempo abraçado com ela e em algum momento cheguei a sugerir que a gente fizesse algo, mas ela disse que não poderia por causa de um exame que vai fazer. Então ela disse que nem se sentia motivada pra transar comigo, por causa do meu vício (além de sentir nojo de mim pelo que eu vinha fazendo, ela acha que não é nela que penso quando estamos transando - nem lendo meu relato ela vai acreditar, sei disso). Depois ela começou a me perguntar se ainda tinha alguma coisa que eu escondia dela e eu (retardado, como sempre) disse de uma conta no gmail que usava só para pornografia. Comecei a merda, tinha que terminar: dei os dados da conta a ela, que foi acessar tudo o que encontrava e se sentia cada vez pior.

Nunca me abri com ninguém, nem em fórum algum, nem em mensagens de whatsapp, nem tenho amigos reais com quem conversar sobre isso... É a primeira vez que exponho o problema.

Bom, quero dar um fim a isto tudo - se não conseguir, vou achar melhor dar um fim à minha vida, mas minha covardia não permitiria. Preciso mesmo ficar sem nunca mais ver nada, nada, nada.

Desculpem o texto longo, mas é muita coisa.
Espero que meu post não seja apagado porque ainda não instalei bloqueadores.

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Versão resumida do relato

em 1/9/2018, 19:30
Tenho 33 e PMO desde os 10. Minha mulher descobriu e está se sentindo cada vez pior com isso. Gosto dela e me sinto mal por como ela se sente.

Tentei parar várias vezes, mas desta vez estou conseguindo ir mais adiante (13 dias sem pmo).

Estou no fórum também pra mostrar a ela que estou determinado a parar.

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Re: Pela minha esposa

em 1/9/2018, 20:37
Boa Noite,

Siga firme na luta, continue compartilhando seu dia a dia no fórum, dar um fim a sua vida com certeza não é a melhor opção, a melhor opção é encarar essa luta e daqui um tempo ver que sim existe força dentro de nós para venceremos esse maldito hábito, um dia por vez e vamos cada vez mais nos afastar desse vício destrutivo que é a pornografia.

Que Deus fortaleça todos nós.

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Re: Pela minha esposa

em 1/9/2018, 23:34
Olá meu amigo, li sua narrativa com atenção e sei que não é fácil lidar com tudo isso... É mesmo muito ruim falar a verdade e a nossa companheira nao acreditar. Ano passado passei por coisa parecida no auge do meu vício. Procura sempre uma situaçao para me masturbar, amigas do face por exemplo e chats dentre outras e numa determinada vez minha noiva descobriu e foi péssimo. Felizmente ela me perdoou e tomei a decisão de excluir muitos contatos. E ai chegou um dado momento que nao sentia mais tesao por ela, tentava o sexo e ficava nervoso, suava e nada o pau ficava murcho, no começo ela aceitou mas depois começou a desconfiar que tinha outra e nao tinha. Ai como nao sabia do vício, nos dias seguintes faziamos sexo e la ia eu para a pornografia e vez ou outra a DE surgia e foi uma luta até que pesquisando motivos pela minha falta de vontade de sexo achei esse fórum e todas as informações que me fez mudar de vida, assim como a sua vai mudar.
É engraçado que quando ficava sem vontade de sexo eu não entendia pq quando tava na frente do computador com uma gama de pornografia, como skype, bate papo uol, cam4 etc, era capaz de ficar a madrugada toda excitado, e so gozava no final da madrugada, especialmente de sabado para domingo que podia acordar meio dia.
Desejo lhe todo sucesso, espero que sua esposa leia isso e perceba que a coisa É seria e ela precisa te ajudar

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Re: Pela minha esposa

em 2/9/2018, 06:26
Obrigado, amigos (saber que tomaram conhecimento do meu maior tormento e mesmo assim me deram apoio faz de vocês melhores amigos do que muitos que conheço pessoalmente).
Esse é meu 14o dia sem pmo, acordei e a ereção matinal, misturada com pensamentos sobre nosso relacionamentos, me fez fantasiar por alguns segundos estar numa praia com minha esposa fazendo sexo (acho um pouco doentio pensar em fazer isso numa praia pública) e então vieram flashes de cenas que eu via no computador (isso sim é muito doentio). Assim que esses flashes vieram, pensei no nosso problema de relacionamento e abri os olhos, os flashes se foram e minha ereção também. Alívio. O dia acabou de começar, mas esta é a hora mais difícil pra mim. Vou levantar uns pesos e tentar ficar ao lado dela o resto do dia.

Vou continuar postando minha rotina aqui. Abraços

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Re: Pela minha esposa

em 2/9/2018, 08:20
Não queria ficar enchendo demais meu diário, mas sinto que se eu contar tudo o que acontece posso voltar a esconder o problema de mim mesmo e ter uma recaída. Tenho que ficar pensando no problema como um problema todo o tempo.

Meu plano era ficar ao lado dela, mas ela tomou uns comprimidos e foi dormir. Antes, o que eu fazia era fugir da realidade com a pmo. Quando a gente passa anos fazendo algo em determinada situação, o reflexo volta e volta e volta, até passarmos anos sem fazer aquilo. Bom, o reflexo veio e vim para cá.

No meio dessa mensagem consegui ir rapidamente ao computador e deletar uns arquivos que eu não via há semanas, mas que ela não sabia que existiam (até agora). Mas consegui isso porque fui pensando em voltar pra cá e contar.

Sei que vou ter que me policiar mais hoje, pois certamente ele vai passar a maior parte do dia dormindo, mesmo que eu a convide pra sair (ela tem medo, inclusive, de sair comigo e eu olhar para outras mulheres, o que torna tudo mais difícil).

Enquanto aquela coceira não passa, vou tentar fazer uma coisa sadia que me despertou interesse. É no notebook, mas se eu sentir o primeiro sinal de que a coceira está querendo me tomar, levanto e vou pra a rua.

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Re: Pela minha esposa

em 2/9/2018, 12:59
Fala meu querido!!!

Minha história é bem parecida com a sua me identifiquei em muitas partes.

A diferença entre nós é que a minha esposa não sabe( mas eu creio que ela tem uma desconfiança).
Já cheguei ao ponto de colocar o celular pra despertar 3:00 da manhã pra assistir pornô. Saber que minha querida esposa estava ali do lado dormindo e eu fazendo aquilo me deixa muito triste.

Estou nessa jornada a um tempo e estou gostando dos resultados, estou num caminho de autoconhecimento e de mudanças profundas.
Estou reaprendendo o que é ser um homem de verdade que respeita e cuida da sua esposa, sua companheira.
Quando eu vejo aqui uma historia de uma esposa sofrendo eu penso na minha e imagino o quanto ia ser doloroso para ela.
Eu estou criando coragem e força pra contar tudo pra ela, mas quero fazer isso quando tiver 100% curado.

Então meu querido, não se culpe você é uma vítima desse praga chamada P, a gente não tem culpa de com 8, 10 ou 12 anos de idade ser iniciado por primos ou por achar alguma coisa nas coisas do pai. . Infelizmente somos viciados mas nós podemos sim vencer esse mal e se tornar homens melhores, maridos melhores .. enfim força meu querido não esquece que você precisa mudar não pela sua esposa, mas em primeiro lugar por você!!!

Enviado pelo Topic'it
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Re: Pela minha esposa

em 2/9/2018, 14:17
Obrigado pela mensagem, Luca.
É confortante e dá esperanças saber que não estou sozinho. E eu sei que ela é fundamental pra minha mudança - talvez outra já tivesse me abandonado e, ao invés de procurar me curar, já teria voltado pra a pmo.

Pois é, espero que a sua seja forte e bastante compreensiva ao saber e que tudo saia bem com vocês. Aqui em casa as coisas estão muitos ruins, nunca ficamos tantos dias nesse clima ruim por causa disso. Mas também a ferida nunca tinha ficado exposta por tanto tempo, eu sempre arrumava um jeito de esconder e esperava o humor dela melhorar e não largava o vício.

Eu dei a ela acesso a tudo o que me lembrava e ela agora está dia e noite entrando nos emails e páginas que eu olhava tentando saber de tudo o que eu fazia. Ela estuda, mas com tudo isso não está tendo cabeça pra ir pra a faculdade, então passa o dia em casa ou dormindo, ou remoendo o problema.

Eu gostaria muito que alguma voz amiga pudesse aconselhá-la, pois isso que ela está fazendo não ajuda em nada e só traz mais sofrimento pra ela. Ela diz está fazendo pra me conhecer, pra saber que tipo de gente eu sou. Está certa de que eu tocava mensagens com alguém, como se fazer ou não isso tornasse o problema maior ou menor. O fato de eu nunca ter trocado mensagens não faz de mim menos errado, então o que ela faz é só sofrimento em vão. A cada clique que ela dá, alimenta o sofrimento - o comportamento dela está parecido com o meu nos dias de pmo, mas no lugar de prazer, raiva. Acabou de tomar mais uma pílula pra dormir. Não sei mais o que fazer pra ela sair desse ciclo!

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Re: Pela minha esposa

em 2/9/2018, 21:40
Opa boa noite,

Eu sou solteiro e pra mim encarrar essa barra é mais fácil do que quem é casado, imagino como deve ser, realmente não é fácil, mas sua esposa precisa compreender que esse é um problema antigo, que esse é um problema um vício um defeito e ninguém é perfeito, todos nós temos problemas, temos defeitos, temos vícios, porém o mais importante de tudo isso é que chegamos num estágio em que tomamos consciência disso e estamos lutando para melhorar, ela deve saber que apesar dos seus problemas você está lutando para se tornar alguém melhor do que é, está lutando contra esse vício que é altamente destruidor.

Lembro ter visto o vídeo do Padre Paulo onde ele abordou sobre esse tema e disse que em um dos livros que ele leu um pesquisador foi até uma universidade coletar informações de quem nunca havia consumido pornografia para um comparativo do cérebro com pessoas que como nós temos esse problema desde cedo e para surpresa desse pesquisador não achou uma pessoa sequer que nunca tivesse consumido pornografia.

Portanto esse é um problema abrangente, a maioria das pessoas e isso inclui psicólogos e os ditos "sexualistas" tratam a pornografia como normal, a maioria das pessoas se não todos tem esse problema mas provavelmente poucos sabem ou ela nem sequer trata isso como é, que é um vício, existem pesquisas que afirmam que o vício em pornografia age no cérebro de forma similar ao estimulo do vício em cocaína.

Só que ao contrário da cocaína onde o sujeito precisa gastar cada vez mais dinheiro atrás de uma nova dose a pornografia é ilimitada, é indiscriminada, é de livre e irrestrito acesso no computador,no celular em qualquer dispositivo com internet de pronto acesso para qualquer um, é um problema ou um vício tão ruim quanto o vício em drogas.

Por isso penso que sua esposa caso leia esse tópico precisa entender isso e lhe apoiar nessa luta, ela precisa ver que você está batalhando para se tornar alguém melhor.

Enfim, não somos perfeitos e talvez nunca sejamos, embora todos nós aqui nesse fórum temos como proposito nos afastarmos e eliminarmos por definitivo esse vício que é a pornografia e a masturbação.

Que Deus fortaleça todos nós nessa batalha diária.

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Re: Pela minha esposa

em 3/9/2018, 19:46
Obrigado pelo apoio, Survivor.
E a batalha é diária, e eu tenho mais chances de vencer se ela não me deixar sozinho nisso. Se eu não a tivesse ao meu lado, não sei se algum dia eu deixaria esse vício maldito. Eu não sou do tipo que faria coisas por mim mesmo. Ela me mostrou o fórum, ela me pediu pra fazer o tratamento, já comprei o programa... Mas ela não está conseguindo lidar com a situação. O que eu sinto é que ela quer esquecer que o problema existe. Isso me faz sentir medo de voltar a me esconder dela, o que vai aumentar as chances de uma recaída.

Estou no 15o dia sem pmo, todo dia controlo os impulsos. Ter conversado com ela esses dias me tem me ajudar a enfrentar o problema, mas ela não está mais suportando saber que isso existe.

Acho que é pedir demais que ela fique encarando a existência do problema todos os dias. Estou vendo que vou ter que me dedicar ao fórum, escrevendo algumas vezes por dia pra conseguir me manter longe do vício.

Vou continuar lutando contra os impulsos todos os dias e relatando aqui, na esperança que um dia eu consiga mudar os reflexos que esse mal colocou em minha mente.

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Re: Pela minha esposa

em 3/9/2018, 20:12
Hoje consegui novamente acordar, levantar os pesos e ler antes de sair. Por mim nunca mais levo o celular comigo quando sair da cama. Também não tenho usado o outro computador, o que eu usava pra jogos e p. Hoje precisei imprimir algo usando esse computador e estava seguro que não teria uma recaída. Mas, pra não dar desconfiança nela, fui o mais rápido possível e fiquei falando em voz alta tudo o que eu estava fazendo. Não sei se ela ouviu, mas seria melhor ele ouvir a minha voz do que apenas os cliques do mouse.

À tarde, fui levá-la a uma consulta, enquanto estávamos esperando, ela me pediu pra pegar uma revista pra ela ler e eu peguei a que menos achava que teria alguma coisa que lembrasse a pmo. Eu estava vendo alguma coisa que ela estava olhando, mas quando ela vira uma das páginas, logo aparece uma modelo de lingerie. Eu senti apenas raiva por aquilo estar ali e desviei o olhar o mais rápido possível. Sei que ela se lembrou de tudo quando viu a foto, e me dói saber que ela sofreu por isso.

Consegui resistir por mais um dia, tenho certeza que em algum momento essa coceira vai me deixar em paz. Dizem que um viciado deve ficar o resto da vida em vigília, mas acho que posso conviver com isso. Mas não vou suportar vê-la sofrer todo dia.

Queria muito que ela entendesse que esses pensamentos dos quais estou lutando pra me livrar não são voluntários. Queria que ela entendesse o problema, ao invés de ler sobre e ficar só imaginando o que eu já fiz, alimentando um sofrimento que não tem fim.

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Re: Pela minha esposa

em 3/9/2018, 22:11
Me desculpem se eu pouco comento em outros tópicos, sei que é meu dever retribuir o apoio que estão me dando aqui e quero fazer isso, mas meu tempo é sempre curto.

Agora antes de dormir fui colocar meu Instagram
no modo privado (já usei Instagram pra pmo, mas era em outra conta que minha mulher já sabe) e acabei me deparando com uma foto que um carinha da faculdade curtiu. Na hora o demônio soprou no meu ouvido "vá só ver quem é, vai ser rapidinho", mas consegui desviar o pensamento. Vou evitar abrir aquilo pra qualquer coisa que seja.

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Re: Pela minha esposa

em 3/9/2018, 22:17
Estou muito preocupado com minha mulher. Ela já tinha descoberto outras vezes, mas dessa vez ela está pior. Parece que a cada dia que eu consigo resistir à pmo ela sucumbe à ruminação de pensamentos ruins. É difícil, o que ela está fazendo está indo na contramão do meu engajamento. Já me deu medo de ter uma recaída com toda essa situação de ela viver tomando remédio pra dormir. E o que piora tudo é que ela leu sobre todos os danos que a pmo pode causar, mas parece que não entendeu nada, pois continua me tratando como se eu tivesse tido a intenção de sacanear com ela.

Estou tentando marcar uma porra de um terapeuta, mas parece que os escroto quer que a gente se foda, é um protocolo infernal pra conseguir começar uma terapia.

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Re: Pela minha esposa

em 4/9/2018, 06:52
16o dia. Sonhei que estava vendo p. na tv. Depois sonhei que tinha pedido minha mulher e que ficava seguindo e espionando-a nos lugares em que ela ia.

Acordei de madrugada e ela estava acordada, remoendo toda a situação. Não consegui fazer nada pra ajudar. Ao amanhecer propûs fazermos um exercício físico de academia e fiz um alongamento nela. Consegui ouvir um "hum" que ela faz como sinal de carinho, mas não sei se foi só pra despistar.

Levantei e fui levantar meus pesos e ler um livro. Durante a leitura me lembrei da última vez em que ela encostou em mim com sinal de desejo. Também me lembrei do rosto dela sorrindo enquanto me beijava. Comecei a ter uma ereção, mas estava a sós no banheiro, então quando percebi que estava ficando mais forte, voltei meu pensamento para a leitura e ela foi embora. Um pouco depois fiquei curioso pra saber qual seria o reflexo ao me lembrar de uma das cenas que eu assistia. O corpo começou a reagir, começou outra ereção. Fugi rapidamente do pensamento, sentindo ódio pelo que aconteceu.

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Re: Pela minha esposa

em 4/9/2018, 06:56
Estou fazendo três coisas de que nunca gostei: levantar peso, ler livros e falar sobre meus pensamentos íntimos. Mas não estou fazendo contrariado, como já fiz outras vezes.

Levantar pesos está me ajudando a sentir outras partes do corpo e afugentar a libido. Ler livros está me ajudando com as atividades que exigem leitura, enquanto espero a vontade de evacuar. Escrever no diário me ajuda a racionalizar meus pensamentos e a me manter motivado para nunca mais ter contato com pmo.

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Re: Pela minha esposa

em 4/9/2018, 06:59
Eu achava também que o diário poderia servir pra eu fazê-la saber de coisas que não consigo verbalizar, mas me enganei. Ela não está suportando continuar a saber que o problema existe. Precisa esquecer.

Vou com ela a um psiquiatra, odeio que ela tome remédios, mas ela não está aguentando lidar com isso.

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Re: Pela minha esposa

em 4/9/2018, 07:25
Ela acha que é fácil parar; logo, o que eu estou fazendo não é esforço algum.

Sei que não posso contar com o apoio dela durante o processo, seria pedir demais. Mas que é mais difícil sozinho, isso é (não, não estou pensando isso como desculpa pra uma recaída, não vai ter recaída).

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Re: Pela minha esposa

em 4/9/2018, 15:08
Opa meu amigo, proponho a você uma mudança de proposito, comece a fazer isso por você, pela sua saúde física e mental, por uma expectativa de vida melhor e mais feliz ao eliminar a PMO encontre motivos, faça  seu melhor mas não para ser o melhor simplesmente para fazer o melhor de sí mesmo e conhecer a melhor versão de sí mesmo. Sua esposa não está lhe dando o apoio é triste isso, é complicado de mais, mas devemos fazer o que fazemos por nós mesmos, uma vez estando bem consigo mesmo o ambiente ao seu redor irá tornar-se melhor por influência de você está se esforçando por esse proposito. Não podemos mudar os outros, mas devemos mudar a nós mesmos para que as coisas se tornem melhores. Eu ultimamente venho enfrentando dias díficeis para me manter longe da PMO as vezes surgi em mim uma vontade de assistir videos pornograficos mas então preciso imediatamente pensar - mas que diabos estou fazendo? quero me sentir um lixo como me sinto como no passado eu me sentia após cada sessão de PMO?

Quero jogar tudo pro alto pra ter uma dose de alivio da realidade? até quando? Até quando vou masturbar meus problemas? Pegar os problemas e tentar se esquivar deles não resolve, em nosso caso seja acompanhado ou sozinho temos que encarar, se eu não continuar hoje firme vou seguir com esse inferno de vício na minha vida até quando? Também sou solteiro e posso admitir que ter chegado aos 30 anos solteiro possa ser em virtude também desse vício afinal quantas oportunidades de conhecer mulheres perdi por simplesmente estar vivendo uma ilusão? quantas vezes deixei de sair aos fins de semana pelos 20 e poucos anos e me anestesiando com doses e mais doses de sessões pornográficas.

Em meu caso nunca fui descoberto meu hábito de consumir pornografia mas tamanho é o uso de muitos homens na sociedade que minha família possa desconfiar mas tratar isso com normal o que hoje pra mim não aceito mais PMO como algo normal. Então minha sugestão pra você ajuste as velas e continue firme nessa direção, faça isso para você mesmo e pense que daqui há um tempo estando bem consigo mesmo você será capaz de ajudar sua esposa com os problemas que ela possui. Infelizmente você já fez sua parte, fez o que podia, comece a carregar apenas um problema por vez e faça isso por você mesmo, uma vez resolvido seu problema pense que você terá mais forças para ajudar sua esposa a enfrentar os problemas dela e a enxergar o mundo como ele é, um lugar sombrio e asqueroso como disse Rocky Balboa mas que temos que nós manter firmes e nunca ajoelhados, lutando é que se alcança a vitória. Que Deus fortaleça todos nós a caminhada é difícil, é árdua mas precisamos seguir em frente nem que seja nós arrastando.

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Re: Pela minha esposa

em 4/9/2018, 21:02
Obrigado, Survivor!
Força na sua luta também, agora sei que é uma luta diária.

Este foi meu 16o dia. Às vezes questiono se a estratégia do contador vai mesmo surtir efeito em mim, ou se em algum momento pararei de contar os dias - talvez manter-se contando cada dia faça com que todos os dias pareçam a mesma luta.

Estou sentindo uma coisa que nunca tinha sentido antes, uma vontade constante de urinar que não se concretiza, como se tivesse algo pra ser posto pra fora e eu não conseguisse. Talvez seja uma sensação normal entre homens, não tenho como saber porque quando entrei na adolescência já me masturbava com frequência e nunca fiquei tanto tempo sem expelir sêmen como agora.

Vou continuar sem me masturbar, quero ver até quando essa sensação dura e se consigo aprender a conviver tranquilamente com ela.

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Re: Pela minha esposa

em 5/9/2018, 08:10
17o dia, não estou sentindo vontade de ver porno, nem de me masturbar. Mas o incômodo nos testículos estão aumentando. Agora há pouco, senti que se eu fizesse um esforço qualquer, sem nem precisar me tocar, colocaria todo o sêmen pra fora. Mas não quero sentir que vou ficar dependendo de botar pra fora pra viver bem. Vou segurar, só vou soltar com minha esposa, quando ela estiver pronta pra ter relações comigo novamente.

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Re: Pela minha esposa

em 5/9/2018, 08:58
Amigo, te entendo completamente. Em um dia que perdi o controle emocional, acabei contando para minha esposa... e meus 2 filhos acabaram ouvindo (mas são pequenos, com 2 e 4 anos) e não entenderam.

Mas agora ela me joga isso na cara o tempo todo, chego a ver certa repulsa por parte dela. Comecei então a fazer o reboot por mim e pelos meus filhos. O que acontecer daqui para frente entre eu e ela, apesar de eu amá-la, não me importa. Se ela tem tanta repulsa por mim, talvez o melhor seja nos separarmos, pois também não quero viver em um casamento infeliz.

Faça por você. E por mais ninguém. Sinta a melhora, saiba que está melhorando.

E acredite: guarde seus objetivos para você. Quando você conta para alguém, é como se você os tivesse realizado e aí vem o descaso com o objetivo. Guarde para você e continue na luta. Você vai conseguir.

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Re: Pela minha esposa

em 5/9/2018, 09:59
Obrigado pelo conselho, Augusto.
Sinto pela sua situação e espero que sua mulher seja capaz de verdadeiramente perdoá-lo pelo que você fazia.
Vou continuar usando o diário para relatar cada passo nessa nova fase da minha vida. Me ajuda muito traduzir os sentimentos e sensações em palavras. Eu realmente estou nesta luta por ela, mas é possível que eu consiga me encontrar durante o processo.
Força pra todos nós nessa batalha diária!

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Re: Pela minha esposa

em 5/9/2018, 18:54
Chegando ao final do 17o dia. Ansioso pelo momento em que não precisarei mais contar os dias. Violência é a palavra que resume o que eu fazia com ela. Qualquer coisa que ela fizesse contra mim, eu acharia justo.

Durante o dia me incomodei menos com os testículos. Me senti aliviado por isso.

Lamento o fato de o vício em PMO ser tão camuflável que as mulheres dificilmente saberão antes de viverem com seus maridos - e ainda tem o risco de desenvolverem o vício durante o casamento.

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Re: Pela minha esposa

em 5/9/2018, 22:14
Boa noite amigo, só quem está nesse mesmo barco nosso é capaz de entender a situação, infelizmente a maioria das pessoas que não sofrem do problema ou tratam pornografia e masturbação como "coisas normais" dessas poucas entenderão, é assim conosco também pegue um vício que você não possui, como exemplo fumar, a primeira vista se não somos fumantes diríamos, ah esse cara não para porque não quer, será realmente? Estamos do lado de fora, não estamos dentro do ringue lutando para quem está na platéia é fácil afirmar qualquer coisa eu admito que eu mesmo já afirmei esses equívocos a respeito de outros problemas sobre pessoas com problemas em largar o cigarro, drogas etc hoje ando repensando e vejo que estou enganado, todo vício é difícil só sabe a dificuldade quem está lutando contra seus maus hábitos.

Sua esposa afirma que é fácil porque ela está do lado de fora, infelizmente ela não é das poucas pessoas que podem repensar nesse momento mas quem sabe mais para frente ela mude de pensamento, talvez ela tenha outros problemas, de qualquer forma lute, pense no que eu disse, uma vez que você faça isso por você mesmo, encontre forças para lutar e faça isso para que num futuro próximo você torne-se mais forte longe desse vício que fragiliza todas nossas forças e uma vez forte, feliz internamente consigo mesmo você terá forças de sobra pra ajudar ela também.

Que Deus fortaleça todos nós.

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Re: Pela minha esposa

em 6/9/2018, 10:42
Bom dia, Survivor. Obrigado pelo apoio. Vou ler seu diário e de outros em algum momento - mas tenho medo de ler sobre recaídas e acabar aceitando que posso ter uma. Minha mulher não aguentaria.

18o dia. Sem vontade. Evitando imagens e olhar pra qualquer coisa insinuante. Ontem fui ler sites sobre como tratar bem a esposa e, no meio dos sites, foto de um casal nu deitados numa cama. Fechei a página na hora. Comprei o programa, mas ainda não tive espaço para assistir às aulas.

Minha mulher se sente muito machucada, por ter descoberto outras vezes e eu ter continuado depois disso, e principalmente por ter tido acesso aos sites que eu frequentava. Ficou alguns dias fuçando pra ver até onde ia meu vício. Ela está muito mal mesmo.

Estou tendo que lidar com dois problemas difíceis: o meu vício e a depressão dela. E é mais difícil ainda lidar com a depressão porque eu sou um dos, senão o principal responsável por isso. Como deve ser receber apoio de quem te causou o mal? Se minha morte fizesse o sofrimento dela diminuir, eu daria um jeito.

Eu achei que ler sobre o vício faria com que ela parasse de achar que todos os meus erros foram intencionais e que eu decidi racionalmente continuar com a pmo, mas me enganei. Também achei que ler casos de superação fosse ajudar, de novo enganado. Pensei que ao me ver engajado, com o programa Reboot e participando do fórum, fosse sentir esperanças de dias melhores. Também nada.

Espero mesmo que a terapia ajude porque eu não estou conseguindo fazer nada... E não dá pra eu simplesmente fazer por mim, não dá pra eu ignorar a situação dela, ela não tem pra onde ir (o que me faz me sentir mais lixo ainda). Até pensei em arrumar tudo pra ela ficar recebendo pensão por morte minha, pelo que li ela teria 15 anos de pensão. Mas esse lixo aqui é o único capaz de ajudá-la emocionalmente, pois a família dela não serve pra nada nesse sentido e a minha é outra parte da causa do sofrimento dela.

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