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SBP
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty 23 dias

em 17/3/2019, 01:25
Good news!

Conforme havia dito anteriormente, anteontem fui na zona com uns amigos meus, e sei que existem três linhas sobre GPZISMO no fórum: os contra, os neutros/indiferentes e os a favor.

Sou do time completamente a favor. Acredito que as GP’s podem ser muito úteis tanto para testes no reboot, quanto para válvula de escape em momentos de longa abstinência ejaculatória pós-reboot, para evitar uma possível recaída. E de maneira geral, acredito que tem um ótimo custo/benefício frente às loucuras dos relacionamentos modernos em alguns determinados momentos da vida, onde é danoso estar namorando.

Enfim, o fato é que no 23° dia, ou seja, uma hora atrás, marquei com essa GP, um atendimento por fora e tive ereção normalmente, muito firme (90% da capacidade digamos) e nenhum problema com a camisinha. O único problema foi ter ejaculado com menos de 10 minutos, mas ok, tava muito acumulado (mesmo tendo polução ontem) e estou em processo de cura ainda, e EP tive poucas vezes na vida, talvez umas 4 ou 5 vezes. Meu maior problema sempre foi DE mesmo. Mas hoje em momento algum ficou meia-bomba.

Não vou colocar como regra, mas agora quero mais uns 15-20 dias de hard mode. Feliz por esse avanço e seguimos no processo.

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gustav000
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 17/3/2019, 11:21
em 100 dias tive duas poluções

não acho que isso signifique muita coisa, apenas o corpo "expulsando" o esperma "velho".
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 17/3/2019, 16:46
Cara, resolvi dar meu pitaco aqui sobre essa questão das GP.

Eu não acho que isso contribua pro reboot, acho que o reboot é justamente se acostumar com situações o mais próximo possíveis do real, do "sexo do dia a dia", justamente o oposto das situações e práticas absurdas que a gente vê na P, que dificilmente se concretizam na vida real a não ser em acontecimentos excepcionais.

Sexo com GP não contribui pra isso, é pago, se você brochar não tem problema, não tem pressão, ela faz tudo o que você quiser/pedir, não precisa agradar a garota, ela aceita oral/anal/qualquer outra prática que nem todas mulheres "normais" fazem, ela não está realmente interessada em você, não há uma "atração" real, pula toda a parte do flerte e de se conectar com uma mulher, não tem nada a ver com uma situação normal de sexo entre um homem uma mulher no dia a dia e ainda normalmente elas estão num padrão de beleza muito acima do normal...

Além disso, conseguir fazer sexo com uma GP não significa que você vai conseguir com uma mulher "normal", o contexto é outro, você vai estar se religando a uma coisa completamente diferente do sexo "natural" vamos dizer assim...

Não vim aqui te criticar não, mas tenta ver por esse ângulo que coloquei aqui, se for pra se testar, você só vai realmente estar fazendo isso se for com uma guria num contexto mais real e se relacionar com ela, seja um caso de uma noite numa festa, ou uma coisa mais a longo prazo, então não sei até que ponto essa questão das GP é uma auto enganação...

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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 17/3/2019, 17:08
gustav000 escreveu:em 100 dias tive duas poluções

não acho que isso signifique muita coisa, apenas o corpo "expulsando" o esperma "velho".

Olha, é uma situação inusitada, fiquei meio sem entender, mas achei engraçado.

Charizard escreveu: Cara, resolvi dar meu pitaco aqui sobre essa questão das GP.

Eu não acho que isso contribua pro reboot, acho que o reboot é justamente se acostumar com situações o mais próximo possíveis do real, do "sexo do dia a dia", justamente o oposto das situações e práticas absurdas que a gente vê na P, que dificilmente se concretizam na vida real a não ser em acontecimentos excepcionais.

Sexo com GP não contribui pra isso, é pago, se você brochar não tem problema, não tem pressão, ela faz tudo o que você quiser/pedir, não precisa agradar a garota, ela aceita oral/anal/qualquer outra prática que nem todas mulheres "normais" fazem, ela não está realmente interessada em você, não há uma "atração" real, pula toda a parte do flerte e de se conectar com uma mulher, não tem nada a ver com uma situação normal de sexo entre um homem uma mulher no dia a dia e ainda normalmente elas estão num padrão de beleza muito acima do normal...

Além disso, conseguir fazer sexo com uma GP não significa que você vai conseguir com uma mulher "normal", o contexto é outro, você vai estar se religando a uma coisa completamente diferente do sexo "natural" vamos dizer assim...

Não vim aqui te criticar não, mas tenta ver por esse ângulo que coloquei aqui, se for pra se testar, você só vai realmente estar fazendo isso se for com uma guria num contexto mais real e se relacionar com ela, seja um caso de uma noite numa festa, ou uma coisa mais a longo prazo, então não sei até que ponto essa questão das GP é uma auto enganação...

Caro, Charizard, entendo seu ponto de vista, mas no mundo de hoje, 2019, na era de mulheres medianas se achando deusas no Instagram, da degeneração social, da hipergamia feminina, de homens carentes e de todo circo que os namoros/casamentos viraram, não vejo absolutamente NENHUM problema no GPZISMO. Até acho que o sexo mais caro é aquele que você não paga, por todo o combo da mulher moderna que vem junto. Faça um experimento social e verás que a maioria dos viciados em PMO são homens que namoram, além de praticamente não existir relação mais onde homem não é pau mandado.

Quanto à questão da religação, uma broxada com a amada pode ser 500 vezes mais danoso do que uma broxada com uma GP, além de não haver paralelo algum entre GPZISMO e pornografia virtual. Prostituição existe antes de Cristo e nenhuma geração ficou broxa por ser zoneira. Eu mesmo, das quase 30 mulheres que tive sexo ao longo da vida, contando com a de ontem, somente 5 foram GP's. Não vejo como um estilo de vida eterno, mas sim temporário em um processo de cura e para descarregar a tensão enquanto foco em minha empresa e no desenvolvimento pessoal. Um namoro, no MEU caso, seria extremamente maléfico a essa altura da vida.

Concordamos na questão do longo prazo, de que UMA HORA vai enjoar, sim, mas no momento em que me encontro, ainda pretendo ficar mais um tempo testando, pois transar sem muitas dificuldades perto do tipo de pornografia que eu estava vendo, não tem similaridade alguma.

Antes de começar esse reboot derradeiro, estava ficando há uns 40 dias com uma garota e estava gostando bastante. Tive DE duas vezes com ela, aí a coisa foi esfriando e ela me cortou. Usei esse "ódio" de mim mesmo pra rever o que a PMO fez em minha vida, vasculhei minha mente e vi que broxei com 75% das mulheres que tive relação. Juntando isso aos 3 anos de tentativas frustradas que tenho de reboot, entrei em um modo de foco absoluto. Valeu pelo comentário, aí, abraços.

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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 18/3/2019, 07:54
Eu vou tomar a liberdade de fazer alguns comentários aqui porque acho crucial abordar esse tema.

Cada um passa por suas experiências e frustrações e todos nós estamos aqui por uma razão. Então, o que eu vou relatar é pessoal, mas também baseado em fatos, padrões e tendências que eu observei.

SBP, você relatou frequentar ambientes masculinistas e ler as obras do Nessahan Alita. Eu li as obras do Nessahan e frequentei o ambiente masculinista durante praticamente cinco anos, desde minha adolescência (ainda na época do Orkut, em comunidades como "O Lado Obscuro das Mulheres" e "Mulher Gosta de Homem Babaca"). Sinceramente, eu não indicaria isso pra absolutamente ninguém, e vou explicar as razões disso. Desse meio, o grupo mais equilibrado que abordava as obras do Nessahan era o "Reflexões Masculinas", inclusive atacado pelos grupos mais extremistas.

Em primeiro lugar, Nessahan faz uma análise heterodoxa do que é a mulher e do que são os relacionamentos. Embora ele coloque insights interessantes nas obras dele, e até conselhos valiosos, esse é o tipo de leitura que exige duas coisas: maturidade intelectual (capacidade de interpretação, filtragem, análise crítica, etc.) e maturidade emocional, dois elementos praticamente inexistentes no nosso mundo e, principalmente, no nosso país.

Qual é o público que entra em contato com essas obras? Geralmente, homens jovens e adolescentes, sem muito preparo emocional e sem muita maturidade intelectual. Daí, a leitura do Alita, que é extremamente ácida e crítica, age como um elemento propulsor dessa raiva e dessa frustração com o sexo oposto. Ou seja, isso acaba sendo um agente catalisador das frustrações com as mulheres, e não como uma ajuda real. A maioria dos caras têm contato com essas obras e se radicaliza, se aprofunda no ódio e na repulsa pelas mulheres, aprofundando seus próprios traumas, medos e complexos.

Eu acredito que essa nem fosse a intenção inicial do Nessahan ao escrever essas coisas. Aliás, ele mesmo fez críticas a esse meio e se afastou dele, por perceber o comportamento típico de quem estava entrando em contato com essas leituras. O que Nessahan faz é exibir um dos espectros femininos, o tal "lado obscuro"; em nenhum momento ele coloca esse arquétipo como o único existente, mas quem lê isso não faz essa distinção. Os masculinistas interpretam isso como a única natureza feminina possível. Só há a mulher perversa, e a "boa mulher" é a mulher que esconde sua perversidade. Essa é a visão dos meios masculinistas.

Os meios masculinistas tiram o sujeito de um extremo, que é o de enxergar as mulheres como seres puros, angelicais, perfeitos e "frágeis", e joga o sujeito no outro extremo, que é o de ver nas mulheres criaturas terríveis, essencialmente manipuladoras e como o elemento negativo não só nas relações, mas na sociedade (a ideia de que a mulher é o elemento corruptor e corrompido da cultura e da sociedade). Pra mim, isso substitui um problema por outro ainda pior, não transmite uma visão madura e equilibrada da vida, dos relacionamentos e da mulher.

Aliás, nesses meios há grande índice de extremismo e radicalização. A misoginia (desprezo, ódio pelas mulheres como um todo) é quase uma regra. Ainda na época de Orkut, havia grupos como os dos "Homens Sanctos", que defendiam abertamente assassinato de mulheres e estupro. Wellington Menezes de Oliveira, que executou o massacre do Realengo no Rio de Janeiro, em 2011, era frequentador desses ambientes masculinistas. Marcelo Mello, que foi preso no ano passado por ameaçar de morte uma mulher ativista, era usuário assíduo desses ambientes. Eu posso aumentar a lista se for preciso.

Pessoalmente, frequentar essas comunidades, fóruns e radicalizar minha visão com essas leituras foi um dos gatilhos pra me afundar na pornografia, algo contra o qual estou lutando até hoje. Aliás, o incentivo à pornografia era uma norma nessas comunidades, visto como algo normal. Enquanto esses grupos possuem um discurso bem conservador e moralista, na praxe, eles estimulam essa degradação social da qual tanto se dizem críticos. Eu só comecei a perceber meu problema e a tentar lutar contra isso quando tomei algumas decisões, como a de me afastar desse meio.

Resumindo: eu acredito que você, SBP, tenha boas intenções e esteja lutando realmente contra isso. Mas dou um conselho útil: tome cuidado com esse meio extremamente tóxico. Dá pra ler Nessahan ou qualquer outro autor e quebrar a visão romântica por meios mais saudáveis do que um grupo que inclusive já tem ligação com vários crimes. Os danos colaterais não compensam os "benefícios" de se entrar nesses meios.



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gustav000
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 18/3/2019, 08:52
Eu (ainda) não li esse livro do tal Nassahan, mas vamos aos fatos

O que a mulher moderna exige hoje? Homem rico, de preferência sem mãe (mulher raramente gosta da sogra), fiel, excelente na cama, que arrume casa e faça os devidos consertos (ou seja, que seja eletricista, encanador, técnico em geladeira etc), que ajude a cuidar dos filhos, , cozinhar, que o homem seja sarado e que a faça de rainha. Isto é, o homem deve ser um serviçal dela em todos os sentidos.

Aí o que elas têm a oferecer? abrir as pernas (às vezes de forma muito tímida), reclamar que nunca está satisfeita, cozinhar de vez em quando, limpar de vez em quando, não trabalhar fora e diversas fotos no facebook/instagram fazendo biquinho.

Na boa, a mulher antigamente não exigia um cara sarado (até porque musculação há 30 anos atrás só os fisiculturistas praticavam, eram verdadeiras donas de casa, mulheres casas (em sua maioria) respeitavam o casamento e a família (hoje é traição e foda-se)
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 18/3/2019, 11:12
gustav000 escreveu:Eu (ainda) não li esse livro do tal Nassahan, mas vamos aos fatos

O que a mulher moderna exige hoje? Homem rico, de preferência sem mãe (mulher raramente gosta da sogra), fiel, excelente na cama, que arrume casa e faça os devidos consertos (ou seja, que seja eletricista, encanador, técnico em geladeira etc), que ajude a cuidar dos filhos, , cozinhar, que o homem seja sarado e que a faça de rainha. Isto é, o homem deve ser um serviçal dela em todos os sentidos.

Aí o que elas têm a oferecer? abrir as pernas (às vezes de forma muito tímida), reclamar que nunca está satisfeita, cozinhar de vez em quando, limpar de vez em quando, não trabalhar fora e diversas fotos no facebook/instagram fazendo biquinho.

Na boa, a mulher antigamente não exigia um cara sarado (até porque musculação há 30 anos atrás só os fisiculturistas praticavam, eram verdadeiras donas de casa, mulheres casas (em sua maioria) respeitavam o casamento e a família (hoje é traição e foda-se)

Anacronismo. Nenhum de nós viveu no mundo do passado. Nenhum de nós pode afirmar, com certeza, como eram as coisas e as dinâmicas no passado. Muita coisa mudou, nem tudo pra melhor - mas, definitivamente, nem tudo foi pra pior.

Os casamentos duravam mais tempo? Pode ser que sim. Havia menos divórcios? Claro. A mulher "respeitava o casamento"? Talvez. Mas em qual contexto isso acontecia? Nem sequer havia discussão sobre abuso no casamento, violência doméstica e por aí vai. A mulher era praticamente dependente do homem. Se, ao mesmo tempo, elas traíam menos (será que é possível afirmar isso?), a traição do homem era normal (e continua sendo) e muitas mulheres tinham que se submeter à humilhação de até mesmo conviver com as amantes, ou criar filhos de relações extraconjugais do marido. Manter o casamento por pressão social, hipocrisia, medo de sofrer violência física (ou até mesmo morrer) ou simplesmente ser taxada de "vadia" não me parecem elementos que demonstram que a maior duração desses casamentos fosse indício de "famílias mais estruturadas".

E esse "respeito ao casamento" incidia quase que exclusivamente sobre a mulher. Socialmente, o homem tinha e ainda continua tendo aprovação social pra ser infiel. Casos de pais que literalmente abandonavam esposa e filhos não eram raridade, só são mais explícitos hoje. É bastante óbvio que a mulher nem de longe era uma simples vítima, mas pintar um quadro idealista e quase romântico do passado não faz sentido algum.

Se nossa sociedade chegou onde está, foi por ação dos homens e das mulheres. Mais uma vez, fica reforçado o quanto essa visão masculinista coloca, na mulher, a responsabilidade sobre o caos social e a degeneração do tecido familiar, quando, no máximo, elas são cúmplices dos homens nessa desvalorização da família que não é um fenômeno recente, mas histórico. Não é difícil encontrar, em praticamente qualquer família, um caso de abuso sexual, violência doméstica ou imposição para que a mulher aceitasse as aventuras sexuais do marido.

Eu concordo que a maioria das mulheres modernas não têm muita coisa a oferecer, mas o mesmo também é válido para os homens. O homem moderno não é ontologicamente superior à mulher moderna, muito menos moralmente superior, mais honesto ou mais esforçado. A verdade é que ambos criam expectativas surreais em relação ao sexo oposto. Se a mulher média quer o homem "saradão e rico", o homem quer a mulher "gostosa", sempre disponível pro sexo. Se a mulher não está muito interessada em profundidade de caráter, relações sólidas e duradouras e fidelidade, podemos dizer que o homem médio está em melhor situação, ou que ele se importa com essas coisas?

Os dois são equivalentes e não faz o menor sentido esperar que a mulher de hoje se comporte como as mulheres de um século atrás quando nós, homens modernos, não nos comportamos e não somos aquilo que nossos antepassados eram, e não faz sentido cobrar uma postura doméstica da mulher quando a própria realidade econômica que nos cerca exige que os dois trabalhem pra se manter (ser capaz de manter o lar com o trabalho de um único cônjuge é a realidade de uma ínfima minoria). Não adianta apontarmos pra fora pra mostrar a "degeneração social", porque nós fazemos parte dela. Caso contrário, não estaríamos aqui. O problema está mais dentro do que fora.

E, se a mulher moderna em média só tem sexo a oferecer, isso é sintoma daquilo que o próprio homem médio busca - em geral, não vai nada além de sexo, justamente só sexo. Não é como se as mulheres quisessem só meter e os homens, pobrezinhos, quisessem uma conversa profunda ou não buscassem padrões e modelos estéticos. Os dois são superficiais, a maioria das pessoas, nos dois sexos, é superficial e pronto, essa é a realidade social e não é nenhuma novidade - não surgiu ontem. Quem quer uma relação de qualidade vai buscar algo acima dessa média.

Enfim, eu não vou me prolongar muito nesse debate. Mas, pra mim, essa visão da mulher como o elemento negativo é a mesma visão distorcida e superficial que muitas mulheres têm, do homem como o vilão e a causa de todos os problemas. No fundo, homens e mulheres com essas perspectivas não assumem seus próprios erros e projetam muito idealismo nos outros, quando simplesmente poderiam admitir que não sabem administrar seus sentimentos, cuidar de suas relações e escolher bem com quem vão se relacionar. É mais fácil jogar a culpa no outro, e principalmente reduzir isso a um único sexo.

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gustav000
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 18/3/2019, 14:08
Desculpe-me se me expressei mal ou se houve má interpretação.

Eu não disse que todos os homens são santos e todas as mulheres são malignas, culpadas por tudo.

Apenas disse um fato que faz parte de 2019.

Raras as mulheres que querem estudar, ser independente e tocar sua vida sem satisfações onde está gastando.

Mas ainda há muitas que querem um cara rico e sarado para ter vida de madame e passar o dia postando fotos fazendo biquinho em redes sociais.

Outras querem apenas um cara rico, não tendo que trabalhar fora, tendo casa comida e empregada à disposição, ainda que sem sexo, está de bom tamanho.

Os homens, via de regra, são canalhas. Na primeira oportunidade , trai. Eu, infelizmente, já saí com mulher casada. Nao por ela em si, era uma boa pessoa, mas em relação ao desrespeito dela em relação à família dela.

Claro que qualquer coisa que se fale aqui nao é regra absoluta, há exceções em todos os casos.

Regra absoluta só vejo em exatas, tipo Matemática onde 2 +2 = 4.
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 18/3/2019, 15:00
Estou acompanhando aqui vocês Very Happy

O Livro do Nassahan é obrigatório se você nasceu do sexo masculino, só não pode levar muito ao pé da letra o que ele fala la, mas assim... quando eu li a primeira vez passou um flashback de toda minha vida desde a adolescência, todos os meus erros e acertos estava la no livro(relacionado a mulher), tinha coisa que eu lia que eu ficava uns 10m pensando  kkkkkk , vale a pena a leitura você se torna consciente das artimanhas femininas.
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 19/3/2019, 03:25
Bom, tiveram muitas mensagems aqui, responderei por partes, primeiramente o amigo Erchamion. O objetivo não é a refutação nem o embate de narrativas, mas sim alguns esclarecimentos  e a promoção de ideias.

Beren Erchamion escreveu:
Spoiler:
SBP, você relatou frequentar ambientes masculinistas e ler as obras do Nessahan Alita. Eu li as obras do Nessahan e frequentei o ambiente masculinista durante praticamente cinco anos, desde minha adolescência (ainda na época do Orkut, em comunidades como "O Lado Obscuro das Mulheres" e "Mulher Gosta de Homem Babaca"). Sinceramente, eu não indicaria isso pra absolutamente ninguém, e vou explicar as razões disso. Desse meio, o grupo mais equilibrado que abordava as obras do Nessahan era o "Reflexões Masculinas", inclusive atacado pelos grupos mais extremistas.

Em primeiro lugar, Nessahan faz uma análise heterodoxa do que é a mulher e do que são os relacionamentos. Embora ele coloque insights interessantes nas obras dele, e até conselhos valiosos, esse é o tipo de leitura que exige duas coisas: maturidade intelectual (capacidade de interpretação, filtragem, análise crítica, etc.) e maturidade emocional, dois elementos praticamente inexistentes no nosso mundo e, principalmente, no nosso país.

Bom, vamos lá: primeiramente não sou frequentador de tais ambientes, apenas postei o link para download das obras que sugiro que alguns devam ler, e que por ventura, o primeiro link que aparece para download no Google é de um dos sites ditos "masculinistas".

De fato, fui atrás do Alita por indicação de um amigo, após ter sido chutado por uma garota que estava gostando, e por ter me questionado porque as mulheres sempre repeliam aqueles que as desejavam. A partir da leitura do Alita, cerca de três anos atrás (período em que descobri os malefícios da PMO), identifiquei muitos comportamentos erráticos e vi a psique feminina de um jeito que NUNCA a mídia, amigos, família e toda a sociedade jamais ousou falar um dia. Foi uma libertação e de fato me ajudou MUITO na vida amorosa.

Alita é pró-relacionamento e ensina apenas técnicas de defesa contra jogos manipulatórios e situações aos quais somos encurralados por sermos mais frágeis emocionalmente do que as mulheres, em momento algum prega sedução desenfreada, comportamentos agressivos (pelo contrário, prega que o homem misterioso e quieto é o que menos se ferra) e qualquer outra porcaria que esses grupos extremistas ao qual você citou, prega. De fato, também conheci pessoas que não tiveram maturidade e ao ler Alita, ficaram mais burros do que já eram. Concordo com a parte de que tem de ter maturidade intelectual e emocional, totalmente.

Beren Erchamion escreveu:
Spoiler:
Qual é o público que entra em contato com essas obras? Geralmente, homens jovens e adolescentes, sem muito preparo emocional e sem muita maturidade intelectual. Daí, a leitura do Alita, que é extremamente ácida e crítica, age como um elemento propulsor dessa raiva e dessa frustração com o sexo oposto. Ou seja, isso acaba sendo um agente catalisador das frustrações com as mulheres, e não como uma ajuda real. A maioria dos caras têm contato com essas obras e se radicaliza, se aprofunda no ódio e na repulsa pelas mulheres, aprofundando seus próprios traumas, medos e complexos.

Eu acredito que essa nem fosse a intenção inicial do Nessahan ao escrever essas coisas. Aliás, ele mesmo fez críticas a esse meio e se afastou dele, por perceber o comportamento típico de quem estava entrando em contato com essas leituras. O que Nessahan faz é exibir um dos espectros femininos, o tal "lado obscuro"; em nenhum momento ele coloca esse arquétipo como o único existente, mas quem lê isso não faz essa distinção. Os masculinistas interpretam isso como a única natureza feminina possível. Só há a mulher perversa, e a "boa mulher" é a mulher que esconde sua perversidade. Essa é a visão dos meios masculinistas.

Não sei se é correto falar que a "maioria" se radicaliza de maneira permanente. Isso soa muito mais como um achômetro, tal como meu palpite de que é uma minoria que se torna assim. Não minoria absoluta, uma quantidade considerável, sim, se radicaliza, mas não tenho a impressão de ser a maioria. O principal motivo pelo qual mencionei Alita NESTE fórum é pelo número absurdo de caras que se frustram com DE com a própria namorada, e ALEGAM paixão/submissão emocional, ESTA SIM é uma doença psíquica, que até Platão já denunciava. Neste sentido, você que leu Alita, sabe que poderia ajudar muitos membros a parar de ver a amada como um ente celestial e entender as armadilhas mentais e os infernos emocionais que a paixão causa.

Beren Erchamion escreveu:
Spoiler:
Os meios masculinistas tiram o sujeito de um extremo, que é o de enxergar as mulheres como seres puros, angelicais, perfeitos e "frágeis", e joga o sujeito no outro extremo, que é o de ver nas mulheres criaturas terríveis, essencialmente manipuladoras e como o elemento negativo não só nas relações, mas na sociedade (a ideia de que a mulher é o elemento corruptor e corrompido da cultura e da sociedade). Pra mim, isso substitui um problema por outro ainda pior, não transmite uma visão madura e equilibrada da vida, dos relacionamentos e da mulher

Concordo integralmente, inclusive acho os homens piores do que as mulheres. A  maioria esmagadora dos homens, salvo os que nascem em condições ultra miseráveis ou que contraem alguma doença crônica muito jovem, merecem a vida desgraçada que tem. Os homens tentam consertar problemas que eles mesmos criaram e colocam a culpa nas mulheres.

Beren Erchamion escreveu:
Spoiler:
Aliás, nesses meios há grande índice de extremismo e radicalização. A misoginia (desprezo, ódio pelas mulheres como um todo) é quase uma regra. Ainda na época de Orkut, havia grupos como os dos "Homens Sanctos", que defendiam abertamente assassinato de mulheres e estupro. Wellington Menezes de Oliveira, que executou o massacre do Realengo no Rio de Janeiro, em 2011, era frequentador desses ambientes masculinistas. Marcelo Mello, que foi preso no ano passado por ameaçar de morte uma mulher ativista, era usuário assíduo desses ambientes. Eu posso aumentar a lista se for preciso.

Pessoalmente, frequentar essas comunidades, fóruns e radicalizar minha visão com essas leituras foi um dos gatilhos pra me afundar na pornografia, algo contra o qual estou lutando até hoje. Aliás, o incentivo à pornografia era uma norma nessas comunidades, visto como algo normal. Enquanto esses grupos possuem um discurso bem conservador e moralista, na praxe, eles estimulam essa degradação social da qual tanto se dizem críticos. Eu só comecei a perceber meu problema e a tentar lutar contra isso quando tomei algumas decisões, como a de me afastar desse meio.

Resumindo: eu acredito que você, SBP, tenha boas intenções e esteja lutando realmente contra isso. Mas dou um conselho útil: tome cuidado com esse meio extremamente tóxico. Dá pra ler Nessahan ou qualquer outro autor e quebrar a visão romântica por meios mais saudáveis do que um grupo que inclusive já tem ligação com vários crimes. Os danos colaterais não compensam os "benefícios" de se entrar nesses meios.

Sei que não foi sua intenção me colocar no grupo destes lunáticos, até achei desnecessário chegar nesse extremo, sendo que em MOMENTO ALGUM preguei extremismo, misoginia, convite a esses fóruns ou algo do tipo. Apenas citei o Alita, que é um baita escritor que a partir da teoria Junguiana consegue descrever a psique feminina e suas artimanhas evolutivas na guerra dos sexos. Achei interessante o seu relato disso na parte que diz que alguns desses fóruns te fizeram mal. Serve de alerta pra outros membros filtrarem ao MÁXIMO o que contém nesses fóruns, caso acessem algum dia. Sempre vão ter retardados em todo tipo de grupo, e muitos não tem nada a ver com o autor/idealizador original do grupo que dizem defender. A humanidade sempre foi assim, infelizmente.

Comentarei o resto amanhã, pra não ficar gigantesco o post.

No mais aqui, 25 dias e flatline total nesses últimos 2 dias, desde que tive a relação com a GP no dia 23. Seguimos.

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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 20/3/2019, 21:46
SBP, comecei a ler o livro do Nessahan, conforme voce indicou.
Ainda estou no começo, mas já estou pegando a ideia do autor.

Voce, que já o leu o livro, tem maior noção do que se trata e talvez até esteja utilizando na prática.

Vou resumir minha situação e gostaria de ler sua opinião, baseado no Nessahan alita:

Tenho uma namorada, no começo nos dávamos bem (o problema era quando a DE aparecia). Discussão sempre teve entre a gente, até porque ela pensa diferente de mim em alguns aspectos.

1 - Quando  eu faço um favor para ela, seja ir a um mercado ou emprestar dinheiro, ela diz que "não é mais que minha obrigação".
2 Quando eu conto um fato (fato do dia a dia, nada relevante), ela sempre acha que estou exagerando ou inventando, ou seja, nunca acredita em mim.
3 Quando algo quebra na casa dela (não estou falando resistência de chuveiro), e não é tão simples nem tão complexo, e eu digo que não sei arrumar, ela me critica dizendo que não sei fazer nada (falando alto ou gritando, às vezes). Enfim, diz que sou um  inútil. (obs: ela depende de mim financeiramente, em parte)
4 Quando ela diz que precisa trocar de carro ou viajar, e eu digo que estou sem dinheiro, ela me critica por ser um duro (pobre), que só está perdendo tempo comigo etc....
5 (acrescentei na edição) Há situações em que ela provoca ciúmes proposital...
6 - Ao mesmo tempo, diz que me ama, chora quando eu choro e quando está "de boa", me trata super bem, posta foto comigo nas redes sociais etc,embora vem sendo um momento mais raro.

Baseado nessas situações, qual conselho voce me daria?  Digo, em relação a como eu devo proceder e o que deve passar na cabeça dela.

Claro que algumas coisas eu bato de frente (oralmente falando), mas outras ela consegue me botar como o pior homem do mundo e eu fico sem reação.
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty 31 dias

em 25/3/2019, 02:52
Terminando de responder os outros comentários, após ficar alguns dias longe do fórum:

gustav000 escreveu:
Spoiler:
Desculpe-me se me expressei mal ou se houve má interpretação.

Eu não disse que todos os homens são santos e todas as mulheres são malignas, culpadas por tudo.

Apenas disse um fato que faz parte de 2019.

Raras as mulheres que querem estudar, ser independente e tocar sua vida sem satisfações onde está gastando.

Mas ainda há muitas que querem um cara rico e sarado para ter vida de madame e passar o dia postando fotos fazendo biquinho em redes sociais.

Outras querem apenas um cara rico, não tendo que trabalhar fora, tendo casa comida e empregada à disposição, ainda que sem sexo, está de bom tamanho.

Os homens, via de regra, são canalhas. Na primeira oportunidade , trai. Eu, infelizmente, já saí com mulher casada. Nao por ela em si, era uma boa pessoa, mas em relação ao desrespeito dela em relação à família dela.

Claro que qualquer coisa que se fale aqui nao é regra absoluta, há exceções em todos os casos.

Regra absoluta só vejo em exatas, tipo Matemática onde 2 +2 = 4.

Muitas vezes é mais fácil ou menos difícil fazer um negócio prosperar num país totalmente adverso igual ao Brasil do que encontrar a tal da mulher exceção. Endosso boa parte do que você disse aí, Gustavo. Hoje em dia mulher prefere mil likes em foto do que sexo.

Paladino91 escreveu:
Spoiler:
Estou acompanhando aqui vocês Very Happy

O Livro do Nassahan é obrigatório se você nasceu do sexo masculino, só não pode levar muito ao pé da letra o que ele fala la, mas assim... quando eu li a primeira vez passou um flashback de toda minha vida desde a adolescência, todos os meus erros e acertos estava la no livro(relacionado a mulher), tinha coisa que eu lia que eu ficava uns 10m pensando  kkkkkk , vale a pena a leitura você se torna consciente das artimanhas femininas.

Também acredito que todo homem deveria ler. É uma libertação de inferno para muitos.

Beren Erchamion escreveu:
Spoiler:

Anacronismo. Nenhum de nós viveu no mundo do passado. Nenhum de nós pode afirmar, com certeza, como eram as coisas e as dinâmicas no passado. Muita coisa mudou, nem tudo pra melhor - mas, definitivamente, nem tudo foi pra pior.

Os casamentos duravam mais tempo? Pode ser que sim. Havia menos divórcios? Claro. A mulher "respeitava o casamento"? Talvez. Mas em qual contexto isso acontecia? Nem sequer havia discussão sobre abuso no casamento, violência doméstica e por aí vai. A mulher era praticamente dependente do homem. Se, ao mesmo tempo, elas traíam menos (será que é possível afirmar isso?), a traição do homem era normal (e continua sendo) e muitas mulheres tinham que se submeter à humilhação de até mesmo conviver com as amantes, ou criar filhos de relações extraconjugais do marido. Manter o casamento por pressão social, hipocrisia, medo de sofrer violência física (ou até mesmo morrer) ou simplesmente ser taxada de "vadia" não me parecem elementos que demonstram que a maior duração desses casamentos fosse indício de "famílias mais estruturadas".

Impossível não haver um grau mínimo de anacronismo nesse tipo de análise. Porém há estudos recentes no início deste século (ou seja, já com as discussões que você pautou e a possibilidade da independência da mulher), inclusive destaco um que foi uma metanálise de 10 mil mulheres americanas relacionado ao estudo da saúde física e psíquica feminina que demonstram que as mulheres que tiveram relação sexual apenas com o marido ao longo da vida  representam um rol de casamentos de 81% onde não há divórcio e brigas judiciais, ao passo que as mulheres que tiveram relações sexuais com 5 homens, já vão pra 30% o número de casamentos estáveis, ou seja, 70% dão divórcios. Esse estudo está aqui:

http://s3.amazonaws.com/thf_media/2003/pdf/Bookofcharts.pdf


Beren Erchamion escreveu:
Spoiler:
E esse "respeito ao casamento" incidia quase que exclusivamente sobre a mulher. Socialmente, o homem tinha e ainda continua tendo aprovação social pra ser infiel. Casos de pais que literalmente abandonavam esposa e filhos não eram raridade, só são mais explícitos hoje. É bastante óbvio que a mulher nem de longe era uma simples vítima, mas pintar um quadro idealista e quase romântico do passado não faz sentido algum.

Se nossa sociedade chegou onde está, foi por ação dos homens e das mulheres. Mais uma vez, fica reforçado o quanto essa visão masculinista coloca, na mulher, a responsabilidade sobre o caos social e a degeneração do tecido familiar, quando, no máximo, elas são cúmplices dos homens nessa desvalorização da família que não é um fenômeno recente, mas histórico. Não é difícil encontrar, em praticamente qualquer família, um caso de abuso sexual, violência doméstica ou imposição para que a mulher aceitasse as aventuras sexuais do marido.

Eu concordo que a maioria das mulheres modernas não têm muita coisa a oferecer, mas o mesmo também é válido para os homens. O homem moderno não é ontologicamente superior à mulher moderna, muito menos moralmente superior, mais honesto ou mais esforçado. A verdade é que ambos criam expectativas surreais em relação ao sexo oposto. Se a mulher média quer o homem "saradão e rico", o homem quer a mulher "gostosa", sempre disponível pro sexo. Se a mulher não está muito interessada em profundidade de caráter, relações sólidas e duradouras e fidelidade, podemos dizer que o homem médio está em melhor situação, ou que ele se importa com essas coisas?

Concordo totalmente com tudo aí.

Beren Erchamion escreveu:
Spoiler:
Os dois são equivalentes e não faz o menor sentido esperar que a mulher de hoje se comporte como as mulheres de um século atrás quando nós, homens modernos, não nos comportamos e não somos aquilo que nossos antepassados eram, e não faz sentido cobrar uma postura doméstica da mulher quando a própria realidade econômica que nos cerca exige que os dois trabalhem pra se manter (ser capaz de manter o lar com o trabalho de um único cônjuge é a realidade de uma ínfima minoria). Não adianta apontarmos pra fora pra mostrar a "degeneração social", porque nós fazemos parte dela. Caso contrário, não estaríamos aqui. O problema está mais dentro do que fora.

E, se a mulher moderna em média só tem sexo a oferecer, isso é sintoma daquilo que o próprio homem médio busca - em geral, não vai nada além de sexo, justamente só sexo. Não é como se as mulheres quisessem só meter e os homens, pobrezinhos, quisessem uma conversa profunda ou não buscassem padrões e modelos estéticos. Os dois são superficiais, a maioria das pessoas, nos dois sexos, é superficial e pronto, essa é a realidade social e não é nenhuma novidade - não surgiu ontem. Quem quer uma relação de qualidade vai buscar algo acima dessa média.

Enfim, eu não vou me prolongar muito nesse debate. Mas, pra mim, essa visão da mulher como o elemento negativo é a mesma visão distorcida e superficial que muitas mulheres têm, do homem como o vilão e a causa de todos os problemas. No fundo, homens e mulheres com essas perspectivas não assumem seus próprios erros e projetam muito idealismo nos outros, quando simplesmente poderiam admitir que não sabem administrar seus sentimentos, cuidar de suas relações e escolher bem com quem vão se relacionar. É mais fácil jogar a culpa no outro, e principalmente reduzir isso a um único sexo.

De fato o igualitarismo na futilidade moderna e da degeneração social é unissex. Daí que surgem alguns caras que preferem um estilo de vida à la Lobo Solitário, pois a sociedade moderna tem um grau de enlouquecimento poderosíssimo. Quanto à questão de mulher como elemento negativo, quem vê isso de maneira unilateral é burro, porém a esmagadora maioria da massa sequer conhece o mínimo de artimanhas emocionais femininas, mas não seremos nós que vamos consertar o mundo. Se consertarmos o nosso vício e conseguir objetivos pessoais já tá ótimo.

Gustav000 escreveu:
Spoiler:
SBP, comecei a ler o livro do Nessahan, conforme voce indicou.
Ainda estou no começo, mas já estou pegando a ideia do autor.

Voce, que já o leu o livro, tem maior noção do que se trata e talvez até esteja utilizando na prática.

Vou resumir minha situação e gostaria de ler sua opinião, baseado no Nessahan alita:

Tenho uma namorada, no começo nos dávamos bem (o problema era quando a DE aparecia). Discussão sempre teve entre a gente, até porque ela pensa diferente de mim em alguns aspectos.

1 - Quando  eu faço um favor para ela, seja ir a um mercado ou emprestar dinheiro, ela diz que "não é mais que minha obrigação".
2 Quando eu conto um fato (fato do dia a dia, nada relevante), ela sempre acha que estou exagerando ou inventando, ou seja, nunca acredita em mim.
3 Quando algo quebra na casa dela (não estou falando resistência de chuveiro), e não é tão simples nem tão complexo, e eu digo que não sei arrumar, ela me critica dizendo que não sei fazer nada (falando alto ou gritando, às vezes). Enfim, diz que sou um  inútil. (obs: ela depende de mim financeiramente, em parte)
4 Quando ela diz que precisa trocar de carro ou viajar, e eu digo que estou sem dinheiro, ela me critica por ser um duro (pobre), que só está perdendo tempo comigo etc....
5 (acrescentei na edição) Há situações em que ela provoca ciúmes proposital...
6 - Ao mesmo tempo, diz que me ama, chora quando eu choro e quando está "de boa", me trata super bem, posta foto comigo nas redes sociais etc,embora vem sendo um momento mais raro.

Baseado nessas situações, qual conselho voce me daria?  Digo, em relação a como eu devo proceder e o que deve passar na cabeça dela.

Claro que algumas coisas eu bato de frente (oralmente falando), mas outras ela consegue me botar como o pior homem do mundo e eu fico sem reação.

Já que pediu meu conselho: vejo aí utilitarismo clássico feminino. Se surgir a oportunidade dela ter alguém que ela considere superior pra prover as emoções e exigências que ela quer, ela iria te trocar na hora. O que recomendo é você colocar ela em situações ao qual você realmente descobrirá se ela gosta de você ou não, apesar que se tudo que isso aí for verdade, já são provas cabais de que ela apenas te usa. Eu no teu lugar, que já tem uma boa noção de como os relacionamentos modernos são uma merda, terminaria e seria feliz no sexo casual ou no GPZISMO. Religação passional ou com namorada não é pra todos, muitas vezes só atrapalha. Reitero: putaria da vida real NADA tem a ver com vício em pornografia de alta velocidade para induzir DE e outras merdas.


Aqui sigo, 31 dias hoje, ereções matinais voltando, umas 2 vezes nesses últimos 6 dias e cada vez mais firme. Seguindo.

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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 25/3/2019, 08:51
Eu não atribuo a DE a ela, de forma alguma. Até porque quando eu falho ela me respeita, embora no começo queria terminar.

Nunca saí com GP e tenho até receio em sair (por questões de doença mesmo, por exemplo, eu adoro fazer oral na mulher, e não tneho coragem de lamber uma buceta cheia de esperma alheio rs).

Mas quanto ao sexual casual eu acho uma boa ideia. Até porque eu tenho facilidade para arrumar mulher para transar, sem pagar por isso praticamente. Não é querer me exibir, até porque ninguém sabe minha identidade, mas eu consigo sexo para, literalmente, amanhã. Pena que eu sofro da maldita DE.

Conversei com ela esses dias e botei os pingos nos "i´s"

Ela até chorou um pouco, reconheceu em partes os erros dela e disse que vai tentar melhorar. Vou dar meio que um ultimato. Não será fácil, porque eu a amo, e quando não estamos brigando, ela me trata super bem (meio que 8 ou 80, ou esculacha e me joga no fundo do poço, ou diz que me ama, me abraça etc)
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty 35 dias

em 29/3/2019, 12:56
Essa noite fiz mais um test drive com uma GP e foi sucesso total, to feliz com a evolução. E hoje de manhã veio forte ereção matinal de brinde, ainda por cima.

Sigo avançando lentamente, pretendo tentar com alguma civil, ao invés de GP, só quando tiver sentindo que to 100% curado, talvez no segundo semestre, a não ser que a oportunidade apareça em um momento bom. Minhas regras são bem “flexíveis” para evitar paranoias. A única restrição absoluta é masturbação e/ou pornografia, aboli de vez da minha vida.

Uma coisa negativa nesse reboot é que to tendo compulsão alimentar de comer porcaria, sendo que sempre fui regrado em dieta. Mas começo de reboot é brabo mesmo.

Seguimos.

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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 30/3/2019, 20:08
SBP escreveu:Essa noite fiz mais um test drive com uma GP e foi sucesso total, to feliz com a evolução. E hoje de manhã veio forte ereção matinal de brinde, ainda por cima.

Sigo avançando lentamente, pretendo tentar com alguma civil, ao invés de GP, só quando tiver sentindo que to 100% curado, talvez no segundo semestre, a não ser que a oportunidade apareça em um momento bom. Minhas regras são bem “flexíveis” para evitar paranoias. A única restrição absoluta é masturbação e/ou pornografia, aboli de vez da minha vida.

Uma coisa negativa nesse reboot é que to tendo compulsão alimentar de comer porcaria, sendo que sempre fui regrado em dieta. Mas começo de reboot é brabo mesmo.

Seguimos.

Fala, SBP!

Vou passar a te acompanhar, irmão!
Vi que já está aos 35 dias e ler seu diário foi bem motivador para mim. Encontro nos diários dos colegas no fórum a força para avançar pouco a pouca, dia após dia.
Sobre a compulsão alimentar: acho que às vezes encontramos formas alternativas de lidar com o rompimento súbito de PMO. Depois passa. No início do meu reboot anterior e deste me bate uma preguiça e indisposição absurdas. É difícil encontrar ânimo para contornar e acabo largando a academia. Acho que o que é importa é como fazemos para contornar estes obstáculos, seja acordando cedo, meditando, encontrando um hobby ou qualquer outra coisa que nos faça sentir bem.

Força na jornada!
Abraço!

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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 30/3/2019, 21:16
SBP escreveu:Essa noite fiz mais um test drive com uma GP e foi sucesso total, to feliz com a evolução. E hoje de manhã veio forte ereção matinal de brinde, ainda por cima.

Sigo avançando lentamente, pretendo tentar com alguma civil, ao invés de GP, só quando tiver sentindo que to 100% curado, talvez no segundo semestre, a não ser que a oportunidade apareça em um momento bom. Minhas regras são bem “flexíveis” para evitar paranoias. A única restrição absoluta é masturbação e/ou pornografia, aboli de vez da minha vida.

Uma coisa negativa nesse reboot é que to tendo compulsão alimentar de comer porcaria, sendo que sempre fui regrado em dieta. Mas começo de reboot é brabo mesmo.

Seguimos.

sua recuperação foi bem rápida.

Como é a sua rotina? Estuda, trabalha, faz exercícios, lê... ?

Pergunto isso porque sua situação é semelhante à minha. Acontece que sou viciado em jogos online e isso fode legal minha dopamina. Não consigo parar de jogar, mas consigo ficar no PC sem acessar pornografia de boa.
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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 31/3/2019, 03:29
Gustavo escreveu:
sua recuperação foi bem rápida.

Como é a sua rotina? Estuda, trabalha, faz exercícios, lê... ?

Pergunto isso porque sua situação é semelhante à minha. Acontece que sou viciado em jogos online e isso fode legal minha dopamina. Não consigo parar de jogar, mas consigo ficar no PC sem acessar pornografia de boa.


Cara, to realmente me surpreendendo com os resultados até o momento.

Não estudo, já sou formado e trabalho de tarde e de noite, além de fazer musculação de 3 a 4 vezes na semana. Apenas treino de força de meia hora, e também consumo muita proteína e gordura ao invés de carboidratos, com exceção aos picos de abstinência que tô tendo nesse começo de reboot, que tava atacando tudo que era doce, mesmo não gostando muito.

Não sei se os jogos interferem diretamente na cura dos efeitos da PMO, portanto não opinarei. Mas tenha paciência, lembre-se que nosso caso é de mais de 90 dias pra curar. Eu mesmo só tive 2 testes nesse reboot e sei que ainda não estou 100% curado, mesmo com os resultados satisfatórios até o momento.

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MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE - Página 2 Empty Re: MAIS DE TREZE ANOS NO VÍCIO - Saindo do Inferno da DE

em 31/3/2019, 11:46
E ai mano SBP,

Estou acompanhando aqui o seu diário, uma coisa que você falou no comentário acima que me frustra é saber que 90 dias não vai resolver meu problema, desde dos 11 anos de idade com a PMO hoje com 27 ano não vai se resolver assim, mas é melhor seguir em frente.
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em 31/3/2019, 23:08
gustav000 escreveu:
SBP escreveu:Essa noite fiz mais um test drive com uma GP e foi sucesso total, to feliz com a evolução. E hoje de manhã veio forte ereção matinal de brinde, ainda por cima.

Sigo avançando lentamente, pretendo tentar com alguma civil, ao invés de GP, só quando tiver sentindo que to 100% curado, talvez no segundo semestre, a não ser que a oportunidade apareça em um momento bom. Minhas regras são bem “flexíveis” para evitar paranoias. A única restrição absoluta é masturbação e/ou pornografia, aboli de vez da minha vida.

Uma coisa negativa nesse reboot é que to tendo compulsão alimentar de comer porcaria, sendo que sempre fui regrado em dieta. Mas começo de reboot é brabo mesmo.

Seguimos.

sua recuperação foi bem rápida.

Como é a sua rotina? Estuda, trabalha, faz exercícios, lê... ?

Pergunto isso porque sua situação é semelhante à minha. Acontece que sou viciado em jogos online e isso fode legal minha dopamina. Não consigo parar de jogar, mas consigo ficar no PC sem acessar pornografia de boa.

Cara, eu era viciado em jogos online.
Hoje ainda tenho dificuldades pra pegar um jogo novo e não viciar. Normalmente, pego um jogo novo que me interesse, entro numa rotina de fixação pelo jogo e jogo sem parar. Atrapalha DEMAIS minha rotina. Não encontro muitos conflitos entre jogos em PMO, exceto quando o jogo tem uma temática que envolva relacionamentos íntimos entre pessoas de forma explícita ou até um pouco mais aberta (alguns jogos online desenham personagens femininas de forma sexualmente apelativa, no intuito de atrair a galera pro jogo).
Precisei largar grande parte dos jogos, infelizmente. Não condizia com rotina de estudo e trabalho. Hoje consegui voltar toda a minha energia aos estudos para concursos, mas precisei cortar 100% a relação com os jogos, pois não conseguiria jogar e colocar limites. Limites não funcionam comigo quando o assunto é jogo.
Quando jogo, sou como você: nem penso em PMO. O problema é em outros momentos do dia (quando não jogo). E como disse, larguei os jogos, então PMO acabou ocupando uma parte do tempo que os jogos ocupavam... rs.
Abraço!

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em 1/4/2019, 22:10
Valhalla escreveu:
gustav000 escreveu:
SBP escreveu:Essa noite fiz mais um test drive com uma GP e foi sucesso total, to feliz com a evolução. E hoje de manhã veio forte ereção matinal de brinde, ainda por cima.

Sigo avançando lentamente, pretendo tentar com alguma civil, ao invés de GP, só quando tiver sentindo que to 100% curado, talvez no segundo semestre, a não ser que a oportunidade apareça em um momento bom. Minhas regras são bem “flexíveis” para evitar paranoias. A única restrição absoluta é masturbação e/ou pornografia, aboli de vez da minha vida.

Uma coisa negativa nesse reboot é que to tendo compulsão alimentar de comer porcaria, sendo que sempre fui regrado em dieta. Mas começo de reboot é brabo mesmo.

Seguimos.

sua recuperação foi bem rápida.

Como é a sua rotina? Estuda, trabalha, faz exercícios, lê... ?

Pergunto isso porque sua situação é semelhante à minha. Acontece que sou viciado em jogos online e isso fode legal minha dopamina. Não consigo parar de jogar, mas consigo ficar no PC sem acessar pornografia de boa.

Cara, eu era viciado em jogos online.
Hoje ainda tenho dificuldades pra pegar um jogo novo e não viciar. Normalmente, pego um jogo novo que me interesse, entro numa rotina de fixação pelo jogo e jogo sem parar. Atrapalha DEMAIS minha rotina. Não encontro muitos conflitos entre jogos em PMO, exceto quando o jogo tem uma temática que envolva relacionamentos íntimos entre pessoas de forma explícita ou até um pouco mais aberta (alguns jogos online desenham personagens femininas de forma sexualmente apelativa, no intuito de atrair a galera pro jogo).
Precisei largar grande parte dos jogos, infelizmente. Não condizia com rotina de estudo e trabalho. Hoje consegui voltar toda a minha energia aos estudos para concursos, mas precisei cortar 100% a relação com os jogos, pois não conseguiria jogar e colocar limites. Limites não funcionam comigo quando o assunto é jogo.
Quando jogo, sou como você: nem penso em PMO. O problema é em outros momentos do dia (quando não jogo). E como disse, larguei os jogos, então PMO acabou ocupando uma parte do tempo que os jogos ocupavam... rs.
Abraço!

Creio que se eu me livrasse do jogo um dia, minha recuperação seria mais rápida. Mas é mais forte que eu.
Não consigo ficar em casa vendo novela ou conversando com parentes sobre fofocas. Logo, quando não está passando um filme decente na TV, fico horas jogando.
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em 1/4/2019, 23:25
gustav000 escreveu:
Creio que se eu me livrasse do jogo um dia, minha recuperação seria mais rápida. Mas é mais forte que eu.
Não consigo ficar em casa vendo novela ou conversando com parentes sobre fofocas. Logo, quando não está passando um filme decente na TV, fico horas jogando.

Né???
E você pensa: "Socializar pra quê? São assuntos sem graça e que mal tenho conhecimento pra opinar! Ganho mais jogando."
Eu me sentia exatamente assim com uma namorada que tive. Eu ia pra casa dela e quando ela, a mãe e a vizinha estavam na sala conversando sobre assuntos que não me incluíssem (sobre novelas ou conhecidas delas), eu não via sentido em ficar ali. Era melhor ir pro quarto jogar.
Meu caso com jogos era bem extremo e me atrasei muito na faculdade por conta deles. Hoje faço algumas coisas que me ajudam a lidar melhor, mas antigamente era bem complicado.

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em 2/4/2019, 11:11
Então gustav000, aqui vai os benefícios que eu tive deixando os jogos


Antes eu não conseguia implementar nada de atividades de religação pro reboot porque eu simplesmente não consigo me controlar quando eu estou jogando. Depois de bloquear todos os meios que eu poderia baixar algum jogo, bloqueei inclusive redes sociais e o YouTube

Cara simplesmente eu achei que ia morrer sem essas coisas, agora descobri que eu deveria ter largado isso a muito tempo, percebi que vivo mil vezes melhor sem isso porque o YouTube só tem gatilhos e come a maior parte do meu tempo só vendo vídeos aleatórios e que não agrega em nada

Os jogos só me deixam puto ao mesmo tempo que me deixam feliz, mas se não atingir meu objetivo no jogo fico extremamente putasso especialmente em battle royale.

Agora consigo meditar 30 minutos por dia, caminhar, ir para academia e descobri o quanto eu gosto de estudar inglês

Acredito que existem outras coisas que vc goste de fazer pode ser melhor do que passar o tempo inteiro jogando.
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em 2/4/2019, 21:33
E ai, meu caro.
Então, eu trabalho, faço academia, caminhada, saio com namorada....mas grande parte do tempo estou em casa (contando com o sono).

Dia de semana não costumo ver a namorada. Logo, é trabalho, academia e horas e horas jogando.

Assim, não tenho mais o que fazer, só ler um livro, mas sem motivação para isso.
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em 3/4/2019, 00:33
SBP, eu também tinha um nick antigo, não lembro mais a senha, por isso lembrei de você. Eu fiquei 6 meses longe do vicio. Depois vim vivendo uma série de recaidas. Como você disse no seu post. Vou até postar no meu...Nossa vida vai passando e longas noites vão se passando. Mano, não suma, vou continuar vindo ao seu diário!

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em 3/4/2019, 13:26
Acompanhando SBP,
Cada um sabe o que é bom ou ruim no reboot pessoal!

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