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The Raven
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em 3/8/2019, 14:47
Olá, sou The Raven! Tenho 22 anos. Vim parar aqui, como todos um dia vieram, por problemas com PMO. Gostaria de registrar um diário pessoal da minha luta para vencer este vício, contando com o apoio de vocês e, se possível, encorajando também a outros.
PMO começou cedo na minha vida. Ainda criança, eu possuía um amigo cujo tio tinha uma lan house. Esse amigo meu jogava o tempo inteiro de graça e eu estava sempre acompanhando-o, seja apenas vendo ou jogando com uns poucos trocados que minha mãe às vezes me dava. Foi nesse ambiente que tive meu primeiro contato com a pornografia. Marmanjos consumiam esse tipo de conteúdo a rodo, em plena luz do dia. Lembro de uma tal regra sobre "pornografia apenas depois das 22h", mas era papo furado. Manhã ou noite, sempre havia alguém consumindo, e meus olhos espreitavam o conteúdo proibido às escondidas. Não lembro ao certo quando foi, mas numa domingo à tarde, quando só eu e esse amigo meu jogávamos na lan house, que estava fechada, eu bisbilhotei um dos computadores e encontrei um filme. Tenho nitidamente a imagem gravada na minha mente daquele filme e do momento em que na lan house mesmo me masturbei (claro, sem que meu amigo visse). Eu não me lembro ao certo se essa foi a primeira vez que me toquei, embora esteja certo que não. Fato é que essa é uma memoria muito marcante sobre isso tudo. De lá pra cá... foi só ladeira abaixo.
Toda a minha adolescência eu consumi pornografia. Passados os tempos de lan house, eu ganhei um computador. Tive uma criação bem rígida. Minha mãe só me permitia usar o computador por 2h/dia. Nessas 2h, frequentemente eu via pornografia. Achava um barato. Corria para o banheiro "tomar banho" e tudo bem! Até então, não tinha tal hábito como um problema em minha vida. Eu era tímido (como sempre fui desde a infância) e não tinha qualquer proximidade com garotas. Descontava, por conseguinte, na pornografia. Não me recordo além disso de nenhuma espécie de escalonamento nas minhas pesquisas. Via o básico, por assim dizer.
A coisa mudou radicalmente no meu ensino médio. Fiz uma amizade muito sólida com uma garota que me apresentou o Cristianismo. (Que fique claro: não desejo aqui fazer qualquer proselitismo religioso; apenas relato minha história.) Eu era então um completo babaca. Trocar de escola e estudar numa outra cidade me fizera criar, por assim dizer, uma outra personalidade. De tímido eu me tornei alguém extrovertido e relativamente popular. Não tinha papas na língua: xingava, falava de sexo (mesmo sendo virgem) e pornografia para todos ouvirem. Conversa vai, conversa vem, essa garota começou a me contar como a pornografia era abominada no meio cristão. Eu simplesmente ignorava, mas esse senso ficou em minha mente. Nossa amizade se tornou em uma paquera, ao fim nós nos afastamos, mas graças ao convívio com ela eu passei por um processo de conversão. (Hoje pouco nos falamos, mas eu sou muito grato a ela por ter me apresentado o Evangelho.) Uma vez convertido, tudo aquilo que ela havia falado a respeito de pornografia fez sentido na minha experiência pessoal. Aqui, devo dizer, eu ainda consumia pornografia frequentemente e foi quando percebi que para que me manter coerente com a fé que agora eu exercia precisava erradicar este vício da minha vida.
E foi o que aconteceu. Passei cerca de 1 ano longe da pornografia. Após me decidir a extirpar esse mal da minha vida, eu tive apenas uma recaída, poucos dias após começar a luta, e então experimentei uma convicção de arrependimento daquilo que eu tinha feito tão grande que eu simplesmente consegui me afastar desse mal por cerca de 1 ano, como disse. Lendo hoje o ebook e alguns relatos de rebooters, consigo notar facilmente como passei por determinadas fases da libertação do vício mesmo sem conhecer na época a nomenclatura.
Ao término deste quase 1 ano longe da pornografia, eu era outra pessoa, totalmente diferente, graças ao meu amadurecimento na fé cristã e também ao distanciamento da pornografia, claro. Fiz muitos novos amigos, desenvolvi hobbies que mudaram radicalmente minha rotina e que até hoje os carrego, como o hábito da leitura e auto-educação. O progresso foi tanto, que neste mesmo ano, no 2° do Ensino Médio, eu arrumei a minha primeira namorada séria. Mas aí recomeçariam meus problemas.
A garota era cristã também, mas pouco "ortodoxa" em suas crenças. Eu era novo na fé e tinha pouca convicção a respeito de muita coisa. Lembro-me que como todo adolescente, ardíamos em desejo sexual, e beijo pra lá, beijo pra cá, nós começamos a nos tocar, cada vez com mais frequência. (De novo, que fique claro: nenhum proselitismo religioso aqui). O que acontece é que isso não era coerente com a fé que ambos exercíamos. Mas a garota, mais velha na fé do que eu, entendia que não havia problema algum nisso. Continuamos assim, mesmo com isso ferrando a minha consciência. E como aquilo não bastava, eu mergulhei na pornografia de novo. Os lapsos começaram espaçados, mas foram diminuindo os intervalos entre um e outro. Pra piorar, a garota também tinha problemas com pornografia. Sendo mais especifico, ela lia muita literatura erótica e assistia vídeos de BDSM. Essa maldita sigla, pouco a pouco foi adentrando às nossas conversações diárias. A garota enchia minha mente de fantasias bisonhas. E foi aqui que meu escalonamento começou. Passei a consumir BDSM. Logo isso já não me excitava mais. Passei a ver coisas cada vez mais violentas. Procurava por simulações de estupro, depois por estupros de verdade. No outro extremo, comecei também a consumir zoofilia, necrofilia. Essas coisas me perturbavam, pois eu me sentia imundo. Consegui me afastar dos extremos, mas ainda assim, permaneci vendo vídeos de BDSM, orgias, etc.. Daí enveredei para o lado de trocas de casal, cuckismo e inversão. Nessa época eu me masturbava com muita frequência. Lembro-me de um dia no qual me masturbei tantas vezes que meu pênis ficou inchado e dolorido por dias. Escondi isso da minha mãe por vergonha, na esperança de que se resolvesse sozinho, o que de fato aconteceu. Cheguei ao ponto de tentar estimulação anal várias vezes. Foi então que comecei a sofrer com certas neuras a respeito da minha sexualidade, pois me sentia excitado com ideia de ser penetrado e ter meu pênis estimulado ao mesmo tempo. Recorri à garota, buscando alguém com quem desabafar e quando ela soube as coisas que eu andava assistindo e fazendo disse que tinha nojo de mim. Nosso relacionamento ainda perdurou por algum tempo. Eu, que não obtive ajuda nem compreensão dela, mantive meu vício em secreto, até que enfim terminamos, pelo fato de eu não aguentar mais a situação ao lado dela. Vale ressaltar que, em conjunto com tudo que descrevi, eu e ela ainda tínhamos problemas (pelo menos segundo a minha cosmovisão) imoralidade sexual entre nós 2. Tudo aquilo ficou insuportável para mim e eu dei um fim ao relacionamento.
No tempo em que passei solteiro, permaneci viciado. Cada vez mais profundamente. Recaí nos vídeos relacionados a estupro e violência novamente. Eu não sentia mais alegria nenhuma, e comecei ter mais neuras não só a respeito da minha sexualidade, mas também a respeito da minha índole, pois constantemente era acometido por pensamentos nos quais imaginava-me estuprando alguém. Vivia uma vida totalmente dupla: aparentemente feliz, mas por dentro derrotado. Achava-me hipócrita e que não era um cristão de verdade. Afastava-me das pessoas, principalmente das mulheres, por conta dos pensamentos que agora me atormentavam, e permaneci assim por um bom tempo, até que fiz amizade com uma outra garota.
Hoje em dia namoramos há quase um ano. Fui extremamente sincero com ela quando começamos a nos envolver a respeito do meu vício e experiências passadas. Disse-a que queria alguém para me ajudar, alguém que me ajudasse a sair deste buraco. Ela aceitou me ajudar e assim tem feito até hoje. Ela é, na verdade, a razão pela qual estou aqui agora, contando tudo isso, pois foi ela quem encontrou esse fórum e me recomendou-o. Atualmente, eu tenho feito um progresso maravilhoso na luta contra PMO. Durante esse ano, consegui ficar longos períodos, distante da prática, chegando a ficar quase 3 meses longe. Estou aqui porque desejo abolir por completo esta desgraça da minha vida! Tenho muito medo de ingressar na vida conjugal ainda viciado e destruir com isso a minha parceira e futura família.
Já tomei várias medidas para me distanciar desse vício, mas tenho tido recaídas por conta de certos gatilhos (Instagram, Facebook, Twitter, etc.). Constantemente, passo 1, 2 meses distante da pornografia, mas então, confiante, volto às redes sociais e em pouco tempo tropeço. O Google Chrome também é um problema para mim. Tento desinstalar e ficar usando um navegador que bloqueia tais conteúdos (SPIN Brownser), mas com o tempo reinstalo e tropeço.
Recaí ontem após quase 1 mês distante. Minha namorada insistiu que adentrasse à comunidade e hoje estou aqui. Estou decidido a deixar tudo isso para trás! Gostaria do suporte de vocês.
Sou cristão e por isso terei de rebootar no hard mode, pois tanto eu como minha namorada concordamos que devemos fazer sexo somente depois do casamento. Mas pouco importa, sei que consigo!
Tomei providencias hoje para desativar todas as minhas redes sociais. Minha namorada trocou as senhas para que eu não possa reativá-las e os emails para que eu não possa também recuperar a senha.
Gostaria de ajuda com bloqueadores e demais conselhos.
Desculpem ter escrito muito. Eu amo escrever. Desejo ser um escritor na verdade. Por isso é simplesmente difícil escrever pouco pra mim, haha.
Sobre a minha assinatura, nome e profile, são todos uma metáfora ao famoso poema de Edgar Allan Poe (meu escritor favorito) "The Raven". O nome do Corvo, "Nevermore", é tudo que eu desejo dizer à pornografia! Que Deus me ajude e todos vocês!

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em 3/8/2019, 16:19
Salve Nevermore! Bem vindo ao fórum ! Li seu relato todo, muito parecido com muitos que tem aqui no fórum, nas recaídas e escalonamentos ! Mas assim como muitos aqui tem esse problema, eles superam ! Assim como você ira superar!

O primeiro passo que vim ao fórum, conversar sobre o problema, conhecer seus gatilhos, conversar com sua namorada ao respeito, você ja deu! É muito bom quando temos pessoas que nos ajudam e compreendem! Principalmente quando é essa pessoa somos nos mesmos ! E da pra ver a disposição que tem para se livrar desse vicio!

Quanto aos bloqueadores: http://www.comoparar.com/t1417-topicos-recomendados, caso não consiga pode me enviar um email: kusmin0000@gmail.com, que irei lhe ajudar. Recomendo fortemente que se afaste das redes sociais costuma ser um gatilho forte!

Força e Foco!

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Randy
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em 3/8/2019, 18:17
The Raven, bem-vindo ao fórum.

Sua história é muito parecida mesmo com a dos demais membros do fórum.

Saiba que os bloqueadores são imprescindíveis nessa luta. Acesse o link que o colega acima postou. Sem eles, é praticamente impossível ter sucesso nessa jornada, pois é como um alcoólatra lutando contra o seu vício tendo acesso a bebidas quando quiser.

Também não esqueça de praticar atividades extranet. Atividades físiscas, como a musculação, são extremamente importantes porque dão um grande prazers.

Saiba que estamos aqui para poder te ajudar.

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Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa como você bate e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha. Rocky Balboa

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em 4/8/2019, 21:27
Kusmin escreveu:Salve Nevermore! Bem vindo ao fórum ! Li seu relato todo, muito parecido com muitos que tem aqui no fórum, nas recaídas e escalonamentos ! Mas assim como muitos aqui tem esse problema, eles superam ! Assim como você ira superar!

O primeiro passo que vim ao fórum, conversar sobre o problema, conhecer seus gatilhos, conversar com sua namorada ao respeito, você ja deu! É muito bom quando temos pessoas que nos ajudam e compreendem! Principalmente quando é essa pessoa somos nos mesmos ! E da pra ver a disposição que tem para se livrar desse vicio!

Quanto aos bloqueadores: http://www.comoparar.com/t1417-topicos-recomendados, caso não consiga pode me enviar um email: kusmin0000@gmail.com, que irei lhe ajudar. Recomendo fortemente que se afaste das redes sociais costuma ser um gatilho forte!

Força e Foco!

Obrigado, amigo, pelas boas-vindas!
Então, sobre os bloqueadores eu estou tendo dificuldades em selecionar um. Até tentei 2 no celular: o netangel e o clean brownsing. Achei o primeiro até bem efetivo, mas ele não bloqueou certas páginas como o Twitter, coisa que o SPIN Brownser faz. O segundo eu não vi diferença alguma. Estou com dificuldades mesmo é para achar algum para o PC. Fiquei na dúvida a respeito de qual seria mais efetivo. Você tem algum que possa recomendar?

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em 4/8/2019, 21:29
Randy escreveu:The Raven, bem-vindo ao fórum.

Sua história é muito parecida mesmo com a dos demais membros do fórum.

Saiba que os bloqueadores são imprescindíveis nessa luta. Acesse o link que o colega acima postou. Sem eles, é praticamente impossível ter sucesso nessa jornada, pois é como um alcoólatra lutando contra o seu vício tendo acesso a bebidas quando quiser.

Também não esqueça de praticar atividades extranet. Atividades físiscas, como a musculação, são extremamente importantes porque dão um grande prazers.

Saiba que estamos aqui para poder te ajudar.

Valeu, cara!

Na verdade, há cerca de 4 meses atrás comecei a fazer musculação com minha namorada. Tem sido uma grande ajuda! Eu estava até essa semana fazendo 3 dias por semana, porque estava finalizando meu curso de inglês. Não tava encontrando tempo de fazer todos os dias. Mas agora pretendo focar e malhar todos os dia.

Fico contente em ler isso! Valeu.

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em 11/8/2019, 16:52
ATUALIZAÇÃO DO DIÁRIO
Oito dias distante de PMO. Na verdade, não só disto, mas de tudo o que pode me levar a recair — redes sociais, navegadores usuais e qualquer conteúdo minimamente sensual. Manter-me em si distante do vício não foi o mais difícil; os primeiros dias, para mim, não são tão penosos; a coisa piora muito com o passar do tempo. Nesses oito dias, aquilo do que senti falta realmente foram as redes sociais. Vi-me diversas vezes mexendo no menu do celular, à procura do icone do Instagram, à procura de algo para passar o tempo. Resisti, porém. Em outras vezes, reinstalar o Instagram me fez recair no longo prazo, uma vez que confiei que eu poderia usá-lo livremente sem que isso me prejudicasse. Após várias tentativas, percebi que não. E é por isso que estou me esforçando ao máximo para me manter longe não só do Instagram, como do Facebook e Twitter. A razão pela qual escrevo é que isto me tem causado uma sensação de solidão. Sinto de certa forma que não estou incluso nas coisas. Sei que é um pequeno preço a pagar pela liberdade desta maldição, mas eu não estaria sendo honesto se dissesse que não senti falta. Estou tentando usar o telefone com menos frequência também, dedicando-me às minhas leituras, aos treinos de musculação e etc.. Finalizei há pouco meu curso de inglês e tomei providências para começar a estudar francês. Aprender uma nova língua se mostrou num ótimo hobbie para mim. Estou tentando focar nessas coisas.
Estou além disso de férias. Trabalhei somente até ontem. Comemorei com alguns amigos com uma boa rodada de pizza. Precisei me desviar de um conteúdo pornográfico enviado num grupo que criamos para organizarmos toda a coisa, mas foi nada demais. A opção de download automático do meu Whats é desabilitada. Assim que enviaram o conteúdo no grupo — o que fizeram de sacanagem, a fim de perturbar, pois sabem que sou cristão — eu apaguei o conteúdo e saí do grupo. Não participo de qualquer grupo em que qualquer tipo de conteúdo dessa espécie seja compartilhado. Isso nunca foi um problema. Por outro lado é incrível como somente uma silhueta borrada é suficiente para trazer à nossa mente um bando de imagens dantes consumidas. De todo modo não é isso que me preocupa, mas sim as férias em si. Uma das coisas que eu gosto no trabalho é que ele de fato distrai à minha mente. Sempre tive recaidas em minhas folgas, quando tinha tempo de sobra. E é o que terei de sobra nas férias. Nessa semana, estarei viajando para RJ com minha namorada, e possivelmente viaje pelo nordeste com ela e a família dela. Estou pensando também em fazer muitas outras coisas, para ocupar o tempo, mas ainda assim fico receoso.
No mais tenho seguido firme, graças a Deus. O incidente do grupo da pizza foi o mais próximo que cheguei de pornografia. Felizmente fugi.
Gostaria de conselhos, se alguém puder dar. Especialmente sobre o negócio da solidão.

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Randy
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em 11/8/2019, 21:15
Engraçado que depois que desativei as redes sociais não senti tanta falta quanto imaginei. Para mim, era extremamente ruim ficar horas e horas stalkeando perfis alheios e vendo suas vidas felizes (muitas delas apenas ilusão, pois lá ninguém tem problemas). Perdi muito tempo com aquilo.

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em 14/8/2019, 13:05
Randy escreveu:Engraçado que depois que desativei as redes sociais não senti tanta falta quanto imaginei. Para mim, era extremamente ruim ficar horas e horas stalkeando perfis alheios e vendo suas vidas felizes (muitas delas apenas ilusão, pois lá ninguém tem problemas). Perdi muito tempo com aquilo.

Cara, meu problema com as redes sociais não era nem tanto que eu perdia horas e horas stalkeando pessoas. Claro que o uso das redes não era 100% produtivo, do contrário não as teria desinstalado. Mas ainda assim, principalmente o instagram, elas eram muito úteis pra mim. Sou um investidor, portanto seguia muitas páginas de notícias e investimentos num geral, por exemplo. Acho que tenho sentido principalmente falta disso. Mas, enfim, tenho tentado me adaptar e preencher tais lacunas de outro modo.

Obrigado por comentar!

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em 14/8/2019, 21:17
Fala bro, parabéns pela evolução no experimento, e parabéns pelas atitudes tomadas.

Percebo que sua vida social está bem organizada, de modo que o reboot se solidifica de maneira mais forte, e seu processo de recuperação torna-se mais robusto, tocando em áreas importantes, como as intervenções sociais.

Continue postando no Fórum, que isso facilita você está mais focado no experimento.

Abraço!

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em 14/8/2019, 21:52
Parabéns cara pela sua determinação!! O caminho é esse.

Uma dica é de não ficar olhando as mulheres na rua. Vc já deve fazer isso, mas é muito importante nesse período sempre fugir o olhar. Vc acaba acostumando e mesmo quando aparece alguma coisa no computador, no celular, automaticamente vc já sai fora. O grande problema é que com o tempo a gente acaba ficando meio relaxado. Eu pelo menos sou assim. Quando avanço no reboot, começo a olhar mais pras mulheres achando que já estou curado. Esses olhares de fato não são capazes de me derrubar, mas cada olhada que eu dou é um passo pra mais perto do abismo. Chega uma hora que basta mais um passo e vc cai. Então, mantenha o foco e fique sempre vigilante.

Recomendo que vc assista o curso do Pe Paulo Ricardo. Independente de religião, eu recomendo a todos, porque ele traz uma abordagem bem realista. Passa pela parte científica, afetiva e espiritual (como vc é cristão, vai te ajudar bastante). https://padrepauloricardo.org/cursos/o-mal-da-pornografia-e-da-masturbacao

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"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma." I Coríntios 6, 12
"O Reino dos Céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam." Mateus 11, 12

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em 25/8/2019, 12:31
ilCapo escreveu:Fala bro, parabéns pela evolução no experimento, e parabéns pelas atitudes tomadas.

Percebo que sua vida social está bem organizada, de modo que o reboot se solidifica de maneira mais forte, e seu processo de recuperação torna-se mais robusto, tocando em áreas importantes, como as intervenções sociais.

Continue postando no Fórum, que isso facilita você está mais focado no experimento.

Abraço!

Obrigado, ilCapo!

Cara, acredito que essa seja uma das chaves para se libertar desse vício! Sinceramente. PMO só lhe leva a se isolar, se distanciar das pessoas. É preciso rebootar também esse aspecto da nossa vida, e é isso que estou tentando fazer.

Valeu pela torcida e força!

Foque você também, pois sei que você também conseguirá.

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em 25/8/2019, 12:41
Mais que vencedor escreveu:Parabéns cara pela sua determinação!! O caminho é esse.

Uma dica é de não ficar olhando as mulheres na rua. Vc já deve fazer isso, mas é muito importante nesse período sempre fugir o olhar. Vc acaba acostumando e mesmo quando aparece alguma coisa no computador, no celular, automaticamente vc já sai fora. O grande problema é que com o tempo a gente acaba ficando meio relaxado. Eu pelo menos sou assim. Quando avanço no reboot, começo a olhar mais pras mulheres achando que já estou curado. Esses olhares de fato não são capazes de me derrubar, mas cada olhada que eu dou é um passo pra mais perto do abismo. Chega uma hora que basta mais um passo e vc cai. Então, mantenha o foco e fique sempre vigilante.

Recomendo que vc assista o curso do Pe Paulo Ricardo. Independente de religião, eu recomendo a todos, porque ele traz uma abordagem bem realista. Passa pela parte científica, afetiva e espiritual (como vc é cristão, vai te ajudar bastante). https://padrepauloricardo.org/cursos/o-mal-da-pornografia-e-da-masturbacao

Obrigado, Mais que vencedor!

Cara, de fato isso é uma coisa com a qual tenho dificuldade, mas que eu também já havia entendido como um gatilho. Luto contra isso diariamente e também noto, como você disse, que a gente vai ficando meio relaxado com o passar dos dias. Como explico abaixo, eu passei alguns dias no RJ e, sendo eu de uma cidade do interior da BA, você acaba vendo muita gente bonita em grandes centros metropolitanos. Foi difícil, mas me esforcei ao máximo pra fugir meus olhos dessas coisas.
Algo que eu costumo fazer e que pode ser uma boa dica pra você e pra quem mais luta contra isso é focar no rosto das pessoas. Eu costumo me esforçar nisto, olhar muito mais para o rosto das pessoas do que para o corpo, e acredito que isso me ajuda bastante.
A questão do abismo é sempre assim mesmo. A gente se ergue, caminha os primeiros passos super temerosos de cair de novo e, à medida que vamos tomando confiança, nos permitimos os mesmos desleixos que nos fizeram cair tempos atrás. É terrível. Sinto que eu nunca aprendo. Precisamos, contudo, aprender com cada uma das nossas quedas e nos esforçarmos para não cairmos mais em tais erros. Este é o caminho!
Sobre o Pe Paulo Ricardo, eu conheço um pouco do trabalho dele! Na verdade, sou Protestante, mas consumo muita teologia católica também, pois pra mim não há problema nenhum; acredito que posso aprender muito com meus irmãos católicos. Obrigado pela indicação!

Força, meu irmão! Em Cristo, somos nova criatura; deixemos, pois, a velha natureza!

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em 25/8/2019, 13:50
ATUALIZAÇÃO DO DIÁRIO:

Até aqui 22 dias distante de PMO e de todos os gatilhos que poderiam me levar a tropeçar novamente. Nas minhas outras tentativas de reboot, eu sempre tropeçava de alguma maneira nesses primeiros dias — ou esbarrava em algum conteúdo indecente nas redes sociais ou nos navegadores; ou frequentemente entrava em igs de garotas "despretensiosamente"; ou até mesmo nos meus momentos de estresse, angustia e/ou o que quer que fosse o gatilho emocional, pesquisava por algum tipo de estímulo. Inicialmente, tais tropeços não eram suficientes para me fazer recair. Rapidamente fugia do conteúdo (quando percebia meu comportamento) e retornava à minha rotina do reboot. Mas um abismo chama outro abismo; e aquele pequeno estímulo era suficiente, ao que parece, para religar toda uma área do meu cérebro. Uma imagem chamava outra em minha mente, e rapidamente meu pensamento estava sufocado, de novo, até que eu finalmente recaía.
Hoje, depois de 22 dias, comentei com minha namorada a respeito do feito. Fiz questão, aliás, de mencionar que não fora somente 22 dias, como anteriormente, segundo o que descrevi acima. São 22 dias completamente distantes. Não reinstalei o Chrome, sob o pretexto de ver algo que o SPIN Browser (navegador que bloqueia conteúdos pornográficos) tenha bloqueado — ele acaba bloqueando muitas páginas que não deveria, até hoje não sei porquê —; não usei Instagram, Facebook ou Twitter; não fiquei horas na cama com o celular, até pegar no sono; enfim, todos os meus gatilhos foram neutralizados. Comentei, em tom de brincadeira, com a minha namorada que a única coisa pela qual eu tinha sentido excitação durante todos esses dias fora ela. Ela ficou contentíssima com o fato. Mas conto mais sobre isso abaixo.
Sobre a viagem para o RJ e meus temores estando de férias, preciso dizer que foi sensacional e muito positivo para me manter esses 22 dias distante de PMO. É verdade que ainda tenho pelo menos uns 20 dias ainda de férias, e que preciso redobrar a atenção já que terei muito tempo livre. Ainda assim, tenho muito motivo para estar entusiasmado. Primeiro, porque foi muito bom esses 10 dias passeando pelo RJ. Minha namorada, "carioca da gema", como eles dizem, encheu nossa agenda de compromissos, de maneira que mal tive tempo de pensar besteira. Conheci muita gente — a gigantesca família dela e o monte de amigos que ela possui — e ainda muitíssimos pontos turísticos. Nunca fui muito bom com interações sociais, uma vez que sou um pouco introvertido. Mas dessa vez me saí muito bem e, segundo ela, causei uma boa impressão com todas as pessoas para as quais fui apresentado. Em resumo, conversei, ri e me diverti bastante. Foi uma experiência muito enriquecedora!
A segunda razão pela qual esses dias foram de sucesso se deve também à minha namorada. Nunca passamos tanto tempo juntos. E acredito que a companhia dela foi crucial também para tanto. Como disse, a única coisa com a qual senti algum tipo de excitação foi com ela, o que é muito positivo para o reboot. Nós namoramos muito, em todo lugar e em todo momento. Ela até brincou que nunca tinha me visto tão beijoqueiro como agora, mas que se sentia feliz com isso. De minha parte, tenho de admitir que também nunca havia me sentido assim também. Somos cristãos, como já disse, e, portanto, estamos esperando pelo casamento. Durante os momentos em que estivemos namorando, notei-me excitado com coisas que nunca antes tinha me sentido excitado ou notado que aquilo me excitava. Cheiros e odores, o contato da pele, a paquera, etc.. Eu fui muito sincero com ela num desses momentos e contei para ela que por muitas vezes já estive numa confusão mental a respeito da minha sexualidade por conta do maldito HOCD. Mas que naquele momento eu sentia uma inexprimível alegria em meu coração por saber que sentia tão desejo por ela, uma mulher de verdade, não um modelo fabricado pela industria pornográfica. Senti que havia sido criado para aquilo, que essa era a maneira correta de se relacionar, com alguém real, dentro de um relacionamento humano. (Tivemos somente um momento mais íntimo, no qual ultrapassamos nossos limites, algo positivo para o reboot, nem tanto para a minha fé. Ainda assim, no somatório geral, positivo.)
Tive somente certa dificuldade com meus olhares. Sou de uma cidade do interior da BA, então numa capital, ainda mais no Rio, tudo é novidade. Haviam muitas mulheres bonitas por lá. E não só porque sou cristão, mas também porque acredito que isso sempre foi um motivo de tropeço pra mim no processo de reboot, eu tive certa dificuldade neste aspecto. Ainda assim, no que pude tentei focar em minha namorada. Ela, que entende muito bem minha situação, tentou me ajudar em muitos momentos, me retirando dos ambientes e me distraindo de outras maneiras.
Fora isso, foi um ótimo momento para arejar minha mente, para meu enriquecimento pessoal e para a consolidação do meu relacionamento. Após o retorno para casa, sinto-me bem mais disposto, bem mais atraente também. Este aspecto é até mesmo engraçado. Minha namorada fez questão de documentar toda a viagem. Eu nunca gostei muito de fotos, até porque nunca considerei que saía bem nas fotos. Mas em determinado ponto da viagem comecei a me sentir mais à vontade e confiante para tirar fotos, e, olhando-as, por fim, percebi que minha postura estava mais segura, deixando-me muito mais bonito nas fotos. As roupas que compramos também ajudaram nesse processo. Voltei motivado para retornar aos treinos de musculação e para procurar uma nutricionista e começar uma dieta junto com minha namorada.
Começo também agora nesse semestre também uma faculdade de Licenciatura em Química, minha área de profissão, na qual sou Técnico. Estou entusiasmado com o fato.
Continuo sentindo um pouco de falta das redes sociais, devo admitir, mas menos pontual. Tomei precauções para procurar mais interações reais com meus amigos, agora que retornei.
Enfim, este é o meu progresso. Deus tem me ajudado! Também minha namorada e não menos este fórum!

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em 7/9/2019, 14:38
ATUALIZAÇÃO DO DIÁRIO

35 dias. De pé até aqui. Mais uma semana até o fim das férias. Após a viagem feita para RJ, passei ainda mais alguns dias em SE, na semana passada, dessa vez com minha namorada e família. Nessa semana, dei ainda um pulo na capital, aqui na BA, com minha namorada. Passamos o dia comprando roupas pra mim. Isto é um reflexo da minha confiança, que tem, dia após dia, aumentado. Sinto-me além disso mais contente, mais disposto e produtivo. Tenho tido prazer em me vestir bem e em me portar bem também. Aos poucos os elogios têm surgido.
A faculdade, como havia dito que começaria, começou nesta semana. Também nesta semana voltei aos meus treinos de musculação. Fazia antes 3 dias na semana. Tomei providências para me exercitar agora de segunda a sábado — agenda cheia, de maneira que não sobre tempo para a mente esvaziar.
Tenho investido, ademais, em experiências de sociabilidade reais, longe das redes sociais. Visitado amigos, parentes. Saído com pessoas novas, ido a eventos. São aliás 35 dias distantes também de Facebook, Instagram e Twitter. A todos que leem-me: honestamente, acredito que aqui está um dos segredos para desafogar a mente de conteúdos impróprios. No início senti muita falta, é verdade. Mas preciso dizer que as fantasias diminuíram severamente com o afastamento das redes sociais. O botão "explorar' do Instagram sempre fora um problema pra mim. Mulheres de biquíni, lingerie, etc.. Às vezes nem procurava por nada, intencionalmente. Mas então alguma amiga ou conhecida aparecia em meu feed. Explorava o perfil e então algo que aguçava. Tenho também fugido de qualquer cena minimamente sexual em séries e filmes. Ajuda bastante também. Assim, as únicas e poucas "fantasias" (lembranças, na maior parte do tempo, por isso as aspas) que tenho tido são com minha namorada — o que, particularmente, ainda é um problema para mim. Minha líbido também aumentou severamente, mas tenho me contido, tanto com minha namorada, quanto com os olhares, a respeito dos quais referi-me tempos atrás.
Sinto-me bem, mas ainda muito temeroso. A sensação que tenho é que, embora tenha escalado por 35 dias, qualquer deslize é o suficiente para me jogar de novo no fundo do poço. É mesmo como dizem, quanto mais alto subimos, mais alta é a queda. Ainda assim, permaneço lutando...

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em 8/9/2019, 13:41
Sem a PMO, tudo melhora.

Parabéns pelos 36 dias e siga investindo nas atividades extranet.

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em 10/9/2019, 21:03
Randy escreveu:Sem  a PMO, tudo melhora.

Parabéns pelos 36 dias e siga investindo nas atividades extranet.

Obrigado, Randy!

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em 10/9/2019, 21:33
Cara, parabéns!! Isso é que é um reboot de qualidade! haha. O caminho é esse mesmo. Fique firme e não baixe a guarda.

Sobre a sua namorada, quero deixar claro que não quero ficar dando uma de moralista e chato aqui no fórum, mas como vc deu abertura, vou falar especificamente sobre a castidade. Vc disse que vcs querem esperar pelo casamento. O meu conselho é: freie as carícias. Vc mesmo já disse que passaram do limite. Olha, se vcs ficarem se estimulando, quando aparecer a ocasião vai rolar. Se vc quer mesmo viver isso, cuidado com esses afetos mais intensos e fuja de qualquer ocasião. E eu recomendo firmemente que vc continue querendo isso, até porque quem não vive a castidade no namoro não consegue viver ela no casamento. Vc sendo cristão, imagino que não quer de forma alguma trair sua futura esposa. A maioria das pessoas que vivem essa situação de adultério acabam caindo nisso porque não viveram um namoro casto e quando chega no casamento a pessoa simplesmente não suporta.

E mais uma vez, parabéns!! Cortou todos os gatilhos e ta vivendo uma nova vida. Isso sim é um reboot! E fique atento e não relaxe, tenha cuidado redobrado a partir de agora. É só não bobear que vc não cai.

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Meu diário - http://www.comoparar.com/t8595-diario-em-busca-do-racional-em-mim
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em 10/9/2019, 22:23
Mais que vencedor escreveu:Cara, parabéns!! Isso é que é um reboot de qualidade! haha. O caminho é esse mesmo. Fique firme e não baixe a guarda.

Sobre a sua namorada, quero deixar claro que não quero ficar dando uma de moralista e chato aqui no fórum, mas como vc deu abertura, vou falar especificamente sobre a castidade. Vc disse que vcs querem esperar pelo casamento. O meu conselho é: freie as carícias. Vc mesmo já disse que passaram do limite. Olha, se vcs ficarem se estimulando, quando aparecer a ocasião vai rolar. Se vc quer mesmo viver isso, cuidado com esses afetos mais intensos e fuja de qualquer ocasião. E eu recomendo firmemente que vc continue querendo isso, até porque quem não vive a castidade no namoro não consegue viver ela no casamento. Vc sendo cristão, imagino que não quer de forma alguma trair sua futura esposa. A maioria das pessoas que vivem essa situação de adultério acabam caindo nisso porque não viveram um namoro casto e quando chega no casamento a pessoa simplesmente não suporta.

E mais uma vez, parabéns!! Cortou todos os gatilhos e ta vivendo uma nova vida. Isso sim é um reboot! E fique atento e não relaxe, tenha cuidado redobrado a partir de agora. É só não bobear que vc não cai.

Olá, Mais que Vencedor!

Pode ficar à vontade para tocar no campo da fé em meu diário, sem problema nenhum!
Concordo com você que a castidade (ou pureza, mais usado entre protestantes) é um aspecto crucial para o futuro bem-sucedido casamento. Na verdade, livrar-me da PMO agora é algo que tenho feito pensando nisso, pois sei que se não extirpar este mal da minha vida agora, não será no casamento que conseguirei; e eu não tenho a pretensão de fazer minha futura esposa sofrer. Por outro lado, sinto que tenho compensado o distanciamento da PMO com as carícias exageradas em meu namoro. Sei que isto é igualmente errado e que estou saindo de um abismo para entrar em outro. Por essa razão estou tomando providências nessa área também. Ainda assim, obrigado pelo conselho!

Obrigado também por interagir em meu diário. É muito importante ler comentários de pessoas me apoiando, mesmo que eu não seja tão presente aqui no fórum.

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em 13/9/2019, 22:53
Parabéns pelos 41 dias.

Se as carícias acontecem e você não pode fazer sexo com a sua namorada, você tem que dar um basta nisso como o colega acima falou. Isso pode ser um grande gatilho e te levar a fantasiar bastante.

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em 15/9/2019, 12:57
Randy escreveu:Parabéns pelos 41 dias.

Se as carícias acontecem e você não pode fazer sexo com a sua namorada, você tem que dar um basta nisso como o colega acima falou. Isso pode ser um grande gatilho e te levar a fantasiar bastante.

Cara, é exatamente isto que tenho pensado. Por isso estou me esforçando para que não aconteçam mais. Apesar disso, é difícil. Sinto que de certa maneira tenho transferido o problema de uma área para a outra. Mesmo assim, tenho tomado precauções para evitar que isso aconteça!

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em 15/9/2019, 13:35
ATUALIZAÇÃO DO DIÁRIO:

E as férias acabaram. Venci, graças a Deus, um dos meus maiores desafios. Desde o período que iniciei o reboot já se contam 43 dias distante de PMO/redes sociais. Mas pra mim esses 34 dias em que estive distante da minha rotina de trabalho foi o período mais significante. Isso porque, como eu disse, a falta do que fazer sempre foi um dos meus piores gatilhos. Tratei, porém, de encher minha agenda nessas férias: viajar, visitar e sair com amigos, pessoas há muito não vistas, exercitar-me e estudar. Voltei ao trabalho ontem, com um enorme triunfo na minha batalha, uma bagagem cheia de novas experiências e um coração muito agradecido pelo que vivi nessas férias.
Mas agora as coisas voltam ao normal. Novos inimigos se erguem. Os tais gatilhos neutralizados são fichinha perto dos próximos por vencer. Com tempo de sobra, sim, falta do que fazer, redes sociais etc., eram os meus maiores desafios. Agora, porém, trabalhando, estudando, fazendo academia, essas não são nem tanto coisas com as quais me preocupar. Não vou baixar a guarda, é claro — pretensão zero de voltar para as redes sociais e minha rotina antes do reboot. No entanto, agora tenho de lutar contra estresse, preocupação/nervosismo, pressão no trabalho, esgotamento etc.. Explico abaixo o porquê.
Bom, trabalho no Controle de Qualidade (no laboratório) de uma grande empresa nacional. Amo o que faço. Mas o trabalho é pesado. Com a alta-estação chegando a produção dobra, triplica; e a Qualidade tem, óbvio, de dar conta do trampo. É um trabalho de responsa. Comumente chego em casa esgotado mentalmente. Pra piorar, trabalho das 16h à 00h. Pra chegar em casa e ir dormir, às vezes é um processo. A mente demora a desligar — fórmulas, parâmetros, resultados... Costumava usar o celular na cama, pra tentar distrair a mente até enfim pegar no sono. Era então que eu caia. Mas neutralizei isso. Largo o celular em qualquer canto da casa, mas não levo pra o quarto comigo. Tenho um Kindle. Quando não estou com muita dor de cabeça, ou o pensamento cheio, costumo ler. Mas não é sempre que estou com saco pra isso.
Outra coisa que me preocupa é o estresse. As semanas vão passando e parece que o corpo vai implorando por uma maneira de aliviar o estresse. Isto foi sempre também um péssimo gatilho. Não importa o quão resoluto eu inicie o reboot, parece que aos poucos o estresse e cansaço, gota a gota, vão corroendo a força de vontade. Chega um ponto em que parece que eu simplesmente acato as ofertas que meu cérebro vai fazendo: "Quer saber? Eu mereço umazinha!" E então eu recaio.
Este maldito senso de autogratificação é algo que tenho lutado contra. Frequentemente isso me alicia. Após uma semana exaustiva, um dia puxado... isso sempre está lá. Não posso, nem quero ter sexo antes do casamento. Às vezes PMO parece ser a única maneira de aliviar tais tensões. Preciso vencer tal pensamento.
Esses, em resumo, são meus novos desafios. Mas pretendo passar por cima de cada um deles. Tenho estudado como neutralizá-los, um por um, assim como tenho feito com meu telefone. A parte boa de voltar a trabalhar é que eu amo trabalhar. Meu tempo também estará bem preenchido (embora nem por isso eu vá descansar; o negócio é dormir com um olho aberto).
Enfim, continuo sentindo os benefícios do reboot, como relatados anteriormente.
Sigo firme. Que Deus me ajude a continuar!

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em 15/9/2019, 15:17
The Raven, você pratica exercícios físicos? Eles são muito bons nessa luta.

Outra coisa, usar o celular antes de dormir atrapalha muito o sono. Você fez bem em se livrar dele.

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em 16/9/2019, 12:20
Randy escreveu:The Raven, você pratica exercícios físicos? Eles são muito bons nessa luta.

Outra coisa, usar o celular antes de dormir atrapalha muito o sono. Você fez bem em se livrar dele.

Sim, Randy! Musculação e ciclismo, de segunda a sexta. Arrumei uma academia do outro lado da cidade só pra eu pedalar todos os dias.
Sobre o uso do celular, tenho notado isso.

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em 19/9/2019, 13:02
ATUALIZAÇÃO DO DIÁRIO:

47 dias longe de PMO.
Mas não é por essa razão que sou motivado a vir dar um update no meu diário. Resolvi, na verdade, adicionar um segundo contador ao meu experimento. Como relatei em minhas atualizações, venho fazendo um progresso maravilhoso na luta contra PMO — deixei as redes sociais, estou usando bloqueadores no celular e navegadores no PC, tenho me exercitado e buscado preencher meu tempo com atividades proveitosas para meu desenvolvimento pessoal. Lá pelo dia 20, senti uma drástica diminuição nas fissuras e nas imagens mentais pela P. Durante esses 47 dias também não tive nenhuma recaída na qual tentei retornar às redes sociais ou burlar os bloqueadores. Meu real problema tem sido as carícias com minha namorada.
Sou cristão e ela também, como contei no início do experimento. Estamos na mesma página no que diz respeito a sexo antes do casamento e carícias mais íntimas: queremos esperar. Esta decisão nos trás muita paz interior e alegria. Estamos convictos daquilo que acreditamos. E que fique claro não tenho problema nenhum com quem pensa o contrário; sei muito bem respeitar a pluralidade de convicções que existem em nossa sociedade. Mas pra nós essa é a opção que mais faz sentido em nossas experiências pessoais.
Pois bem. Ao iniciar o reebot, frisei o fato de que o faria no Hard Mode, contudo, até aqui tenho falhado neste sentido. Nossas recaídas têm sido cada vez menos espaçadas e mais frequentes, e isso tem nos entristecido muito. É claro que isso é, de certo modo, "positivo", uma vez que estou reprogramando meu cérebro para a maneira como as coisas deveriam acontecer: excitação com uma parceira real, com uma mulher de verdade. Mas acho que estou trocando uma coisa pela outra. Por outro lado, isso também está tirando minha motivação para continuar o reebot (pois ao recair fico desanimado por um tempo) e também temo estar afetando meus pensamentos, já que a fissura tem retornado e as imagens mentais (embora com ela, e não a P) também.
Iniciei o reebot porque como cristão entendo que, através da PMO, estava desrespeitando e desobedecendo ao meu Deus; de igual modo desrespeitando e machucando a mim e à minha namorada. Acontece que este problema que estou relatando tem feito o mesmo nessas três esferas, na minha humilde opinião. Quero, portanto, me livrar disso e reebotar, literalmente, no Hard Mode, sem nenhum tipo de experiência sexual.
Dicas são bem-vindas, especialmente daqueles que estão reebotando no hard!

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em 21/9/2019, 23:11
É praticamente impossível não ter recaídas depois que começa o reboot. As recaídas servem como aprendizado e para o rebooter consertar os erros para não cair de novo.

Parabéns pelos 47 dias.

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