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Hapu
Hapu
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Buscando a Liberdade  Empty Buscando a Liberdade

em 5/5/2020, 20:39
Primeiramente: Meu nome verdadeiro não é Hapuque. Porém, quero me apresentar dessa forma porque ainda não me sinto confortável em dizer meu verdadeiro nome.  
  Tenho 22 anos e comecei a consumir pornografia aos 18. Mas antes de relatar como tem sido esses 4 anos de uso, é necessário descrever quais foram os passos que me levaram até a prática. Eu sou muito detalhista. Portanto, terão que ter um pouco de paciência. Escrever todos os passos é muito importante pra mim, que consigo desabafar um pouco, e pra outras pessoas identificar algumas semelhanças ou gatilhos que muitas vezes podem não perceber.
   Na meninice eu era muito extrovertida; tive uma infância muito comum e alegre (brincava muito, saía e viajava); acontece que desde aquela época, por mais que ainda fosse muito criança para entender a complexidade da vida e das pessoas, eu sofria uma leve baixa autoestima. Nos dias atuais, fazendo uma reflexão, e tentando lembrar quais seriam as razões do porquê eu me sentia daquela forma, pude perceber que estava relacionada com a questão da beleza. A cruel beleza ideal. Digo isso depois de muito refletir ao longo dos anos, e perceber que eu sempre caía nos mesmos eventos que me fizeram passar de uma pessoa extrovertida, alegre e confiante, para alguém ansiosa, arredia e isolada em meu próprio universo. Esses acontecimentos me marcaram tanto que eu lembro das vozes, dos rostos e das roupas que as pessoas estavam vestindo. O primeiro e pior de todos foi quando um menino que eu gostava (de forma muito inocente porque ainda era criança) me chamou de macaca. Eu não entendi, naquele momento, a gravidade daquela situação, mas eu só sei dizer que doeu muito. A partir daí teve início os problemas com inferioridade, necessidade de ser aceita, comparação e outras muitas consequências.
  Diversas situações ocorreram, e todas foram se tornando um agravante. Eu passei a, primeiramente, me comparar, me achar muito diferente e fora do ideal e, por fim, me odiar a ponto de não se importar comigo. Lembro de ter assumido uma postura fria, querendo com todas as forças acreditar que não necessitava da atenção e do amor de um homem, afinal, tinha um relacionamento muito saudável com meus pais, familiares e amigas, era considerada muito inteligente (com prêmios de honra ao mérito e no top 10 das melhores notas da escola). O mais engraçado é que, em relação a vida amorosa, minhas amigas diziam ter inveja de mim. Admiravam eu ser muito centrada nos estudos e nunca ter me apaixonado. Na realidade eu queria ter me apaixonado. Queria que algum homem fosse apaixonado por mim, como não ocorreu, eu me tranquei para não sofrer nenhuma decepção. Aos 22 anos de idade nunca houve algum homem por quem me apaixonei. Nem de longe, nem de forma platônica.
   O que minhas amigas não sabiam era que a forma como eu agia não era a mesma que pensava. No campo mental acontecia, e ainda acontece, um problema muito maior: O devaneio excessivo (não vou entrar em detalhes científicos para o texto não ficar maior do que já está).
   Quando criança tinha as minhas fantasias, nada além do normal de uma criança; contudo na adolescência as fantasias foram tomando um rumo para satisfazer as minhas carências (insatisfação com a beleza e falta de atenção masculina). Eu criava diversas histórias em minha mente. Tinha sempre um ponto em comum: a protagonista principal era sempre uma mulher (de qualquer etnia, mas socialmente aceita) que representava quem eu desejava ser. Eu passei de apenas alguns minutinhos sonhando acordada para horas ou dias (fazendo minhas atividades de modo muito automático). O cenário principal era a escola e meus amigos e o conteúdo não tinha nada sexual.
  Aos 16 anos (no mesmo tempo em que eu comecei a pesquisar sobre autoconhecimento, depressão, aceitação e outras pautas) meus amigos falavam muito sobre sexo. Todos sabiam que eu era cristã e não consumia qualquer tipo de conteúdo que fosse de cunho sexual; por isso era motivo de piada. Eu já era muito excluída dos outros grupos, não queria ser do meu próprio. Por isso decidi pesquisar sobre sexo. Eu só li uma vez e não vi nenhuma foto, gif ou vídeo. Era repulsivo para mim, ter algum contato com esses assuntos antes do casamento (apenas se fosse para fins de estudos). Antes dos 16, só tinha me deparado com cenas que aparecia na tv ou páginas que se abriam do nada na net, mas que logo eu tirava.
   Toda a tentativa de praticar o autoconhecimento e amor-próprio tinha ido por água abaixo. Doía demais se aceitar, mexer nas feridas e nos medos que estavam tão bem guardados. Os devaneios excessivos foram piorando. Passava mais horas fantasiando, parti para ler histórias de escritores amadores (Wattpad) e fanfiction em sites de livros para estimular meus pensamentos. Em meio a isso tudo, fui buscar por pornografia. Vi uns gifs no google umas 2 ou 3 vezes (Em dias diferentes, mas não lembro o espaço de tempo. Sei que não foram muitos); depois de alguns meses tentei a masturbação, como não consegui deixei de lado. Só depois de uns meses (já estava com os meus 17 e frequentava um cursinho pré-vestibular) eu aprendi como fazer. Foi tão errado! Mesmo assim eu repeti o ato umas 5 vezes de tempos em tempos. Só parei de fazer porque li artigos sobre o que a bíblia dizia sobre essa prática. E fiquei sem contato nenhum com PM até ter 18 anos e uns quebrados. Não tive problemas, nem sintomas de abstinência, porque não tinha me viciado, e as vezes que fiz não terminava porque me sentia muito assustada e com medo.
  Com o término do ensino médio, tudo piorou. É importante frisar que eu deixei de viver as outras áreas da minha vida. Negligenciei absolutamente tudo. Só me importava com os estudos, nada além disso merecia grande importância (até Deus eu deixava em segundo plano). A casa caiu quando no segundo ano de cursinho eu desenvolvi ansiedade profunda. Era tudo muito estressante; me sentia deslocada por não conseguir aprender (um bloqueio mental que nem sei explicar), por estar no meio de pessoas com mais poderes aquisitivos e, às vezes, desdenhar de mim (ou eu imaginar que estavam fazendo), enfim, em meio a tudo isso, me afundei mais ainda no meu mundo fictício; usava os livros amadores de romance e músicas para criar todo uma história. Nesse ponto, minha visão sobre o que é amor e sexo já estava totalmente deturpada. Enxergava relacionamentos tóxicos como algo romântico, as descrições de atos sexuais como a parte mais interessante e bonita (já que era algo desconhecido por mim, e a única prova de que alguém te ama de verdade a ponto de ter algo mais íntimo) e entre outras coisas. Não sei dizer em que momento, mas de histórias passei para imagens não explícitas, imagens explícitas, gifs, vídeos no youtube e, há 2 anos, sites. Exatamente nessa ordem. E por que eu sei disso? Porque desde o primeiro dia em que pratiquei, eu já queria parar por saber que era errado. Só que eu necessitava daquilo para dar um alívio rápido, me retirar da vida estressante e deprimente que vivia. Já estava me sentindo um lixo, pelo menos na minha mente eu queria ser “amada”.
   Durante esses 4 anos eu chorei muito, pedi muito perdão a Deus, instalei bloqueadores, mas sempre tentava um jeito de burlar e voltava a cair de novo. Já consegui parar por 1 mês e meio (e foram os melhores da minha vida. Me aproximei tanto de Deus e pude sentir um gostinho de liberdade), porém voltei novamente por relaxar e achar que jamais cairia uma outra vez. Desde o tempo em que comecei sempre procurei dicas, conselhos ou sites, e o engraçado é que nunca tinha sequer encontrado sobre esse programa de ajuda. Eu procurava por horas diversas soluções, mas nada muito eficaz. Os cursos que achei eram em inglês. É importante saber dos malefícios, mas apenas isso não é o suficiente para que consigamos parar. É necessário métodos. Há 3 semanas descobri o programa revert e fiquei tão feliz; fico muito agradecida a Deus por achar essa solução. Uma luz para matar os Gremlins dentro de mim.
    Eu não posso deixar de falar sobre algumas atitudes que tive e foram imprescindíveis para iniciar essa jornada. Nesses 4 anos eu achei que tivesse feito de tudo, que nada mais adiantaria, só que algo dentro de mim sempre me impulsionava a continuar e levantar novamente (o algo se chama Deus, só Ele me deu força pra chegar até aqui). No começo de fevereiro desse ano, depois de uma recaída, eu queria me entregar de uma vez, estava cansada de lutar. Deus me despertou a minha mente pra diversas atitudes que ainda eu não havia buscado: A ajuda de outras pessoas. Não sei dizer como, mas marquei uma psicóloga e fui (quando a doutora chamou meu nome eu quase fui embora de tanto medo). Entrei no consultório chorando e desesperada. Mas contei tudo o que passava. Foi a única vez que fui, porque estava sem condições de pagar e já estava fechando um negócio para convênio e depois veio a pandemia. Mas foi tão libertador, e no mesmo dia eu decidi arrancar tudo de uma vez só, foi terrivelmente angustiante e vergonhoso, só que assim mesmo eu contei pra minha mãe tudo que sentia e estava enfrentando. Recebi muito apoio e ajuda até agora. Infelizmente tive muitas quedas e episódios terríveis depois de tudo isso. Mesmo começando o reboot, e hoje seriam 18 dias se eu não tivesse recaído, eu falhei. E iniciei outro ontem.
    Mas agora eu fui muito profunda em bloquear cada pingo de estímulo que eu sei que ativa algum gatilho em mim, até mesmo os mais “inocentes”. Em 4 anos eu não tentei de tudo, eu só me auto sabotei, criei motivos para aumentar a minha dor. É uma situação tão problemática, que já busquei ver P só pra descontar uma raiva que sinto de mim mesma e me sentir suja e incapaz de qualquer coisa. E isso se virou contra mim, porque agora que eu quero viver e aprender lidar com meus erros, frustrações, estudar, cuidar das minhas obrigações, e principalmente, servir a Deus, eu não consigo parar. Porém, estou aqui pra isso. Para alcançar a minha vitória.
Considerações finais:
1) Sobre a depressão: Como puderam ler, eu já tinha sintomas de depressão, estava em uma fase inicial (ainda não pude trabalhar direito essa questão com a minha psicóloga), ou seja, era algo que antecedeu o consumo da pornografia, o que houve foi um agravante da situação depois que eu fui introduzida a este mundo:  dias sem fazer higiene pessoal, sem vontade de viver, leves pensamentos a respeito do suicídio e etc. Por esta razão, não posso nem sonhar em ficar sem um acompanhamento médico quando tudo normalizar.
2) Não escalei pra outros gêneros: E aqui eu quero que prestem muita atenção. Eu só praticava PMO dias seguidos se eu ficasse algum tempo longe (o meu máximo foi 3 dias seguidos, consumindo 4 horas no dia mais ou menos). Eu não sei explicar direito, mas acredito que por causa do alto bloqueio que eu criava e fugia de todas as formas, fez com que eu não escalasse, até o presente momento, para outros tipos. Isso não significa que nunca aconteceria. ERRADO. Assim como eu iniciei com simples historinhas de romance e parei em cenas explícitas, se eu utilizar esse material por mais tempo na minha vida, será questão de tempo para o vício piorar.
3) Sintomas experimentados com o uso da P: Insônia, forte tontura, ânsia de vômito, procrastinação, fobia social, preguiça, dores de cabeça, falta de higiene, compulsão sexual e outros (OBS.: ainda que eu já passasse por uma fase inicial de depressão, os sintomas listados aqui não estavam em minha vida antes do consumo).
   Olhando para trás me sinto muito arrependida. Nada me faltou. Não faltou amor, comida, saúde, pessoas que me animassem, condições financeiras. Por mais que numa área da minha vida eu não estava bem, ainda existiam as outras que estavam muito saudáveis. E acima de tudo e de todos tem Deus, que apesar de todos os meus erros, rebeldia, dias de muita raiva, nunca me abandonou. Era só eu ter passado por cima de toda a vergonha da época e pedido ajuda.
   Quase tudo virou um gatilho por causa dos devaneios excessivos, eu me perco em histórias simples e inocentes que eu crio e quando menos espero já estou em pensamentos de PMO. Livros românticos, músicas, séries, fotos, enfim, ainda que simples muito letais pra mim.
   Só quero ter uma vida. Aprender a lidar com os maus momentos, eu não temo mais passar por eles, o que temo agora é recair quando estiver enfrentando-os. Estou disposta a praticar de verdade a minha recuperação. Ir em busca da minha liberdade.
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Sam27
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em 5/5/2020, 21:42
Oi hapu seja bem vinda. obrigado por abrir seu coração Deus está no controle de tudo. Você vai vencer!
benedetto
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Buscando a Liberdade  Empty Re: Buscando a Liberdade

em 5/5/2020, 21:58
Seja bem-vinda, Hapu. Espero que aqui você encontre também um apoio essencial nessa batalha. Vejo que você já tentou outras vezes e, querendo ou não, as coisas se tornam mais "fáceis" já que é sabido tudo que é necessário fazer, pelo menos por ora, pois mesmo sem recair a gente sempre aprende que não estamos fazendo tudo que precisamos de fazer. Você é jovem, tem Deus no coração, tem o apoio de sua mãe, da psicóloga e das pessoas daqui também. Confie no processo e seja forte, pois é, literalmente, uma questão de tempo para remover isso da sua vida. Como você mesmo disse, toda vez que recaía encontrava força para levantar novamente e eu entendo isso, é uma mensagem vinda do Céu dizendo que por mais que pareça difícil, sombrio e exaustivo, haverá sempre um resquício de chamas no nosso coração e que nunca será apagada, é um sinal de que realmente você acredita e que realmente quer se livrar desse vício.

Um abraço e força na caminhada !!

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Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar". Josué 1:9

"Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz..."
Hapu
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em 6/5/2020, 09:56
Sam27 escreveu:Oi hapu seja bem vinda. obrigado por abrir seu coração Deus está no controle de tudo. Você vai vencer!


 
Muito Obrigada pelas boas vindas e as palavras de força. É muito importante.


Última edição por Hapu em 11/5/2020, 00:38, editado 1 vez(es)
Hapu
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em 6/5/2020, 09:59
benedetto escreveu:Seja bem-vinda, Hapu. Espero que aqui você encontre também um apoio essencial nessa batalha. Vejo que você já tentou outras vezes e, querendo ou não, as coisas se tornam mais "fáceis" já que é sabido tudo que é necessário fazer, pelo menos por ora, pois mesmo sem recair a gente sempre aprende que não estamos fazendo tudo que precisamos de fazer. Você é jovem, tem Deus no coração, tem o apoio de sua mãe, da psicóloga e das pessoas daqui também. Confie no processo e seja forte, pois é, literalmente, uma questão de tempo para remover isso da sua vida. Como você mesmo disse, toda vez que recaía encontrava força para levantar novamente e eu entendo isso, é uma mensagem vinda do Céu dizendo que por mais que pareça difícil, sombrio e exaustivo, haverá sempre um resquício de chamas no nosso coração e que nunca será apagada, é um sinal de que realmente você acredita e que realmente quer se livrar desse vício.

Um abraço e força na caminhada !!



 Fico muito agradecida pelo comentário! Só de ter pessoas me encorajando no meu primeiro dia e poder acompanhar relatos de outras pessoas me ajuda muito. Obrigada!


Última edição por Hapu em 11/5/2020, 00:38, editado 1 vez(es)
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em 6/5/2020, 22:22
Hapu escreveu:Primeiramente: Meu nome verdadeiro não é Hapuque. Porém, quero me apresentar dessa forma porque ainda não me sinto confortável em dizer meu verdadeiro nome.  
  Tenho 22 anos e comecei a consumir pornografia aos 18. Mas antes de relatar como tem sido esses 4 anos de uso, é necessário descrever quais foram os passos que me levaram até a prática. Eu sou muito detalhista. Portanto, terão que ter um pouco de paciência. Escrever todos os passos é muito importante pra mim, que consigo desabafar um pouco, e pra outras pessoas identificar algumas semelhanças ou gatilhos que muitas vezes podem não perceber.
   Na meninice eu era muito extrovertida; tive uma infância muito comum e alegre (brincava muito, saía e viajava); acontece que desde aquela época, por mais que ainda fosse muito criança para entender a complexidade da vida e das pessoas, eu sofria uma leve baixa autoestima. Nos dias atuais, fazendo uma reflexão, e tentando lembrar quais seriam as razões do porquê eu me sentia daquela forma, pude perceber que estava relacionada com a questão da beleza. A cruel beleza ideal. Digo isso depois de muito refletir ao longo dos anos, e perceber que eu sempre caía nos mesmos eventos que me fizeram passar de uma pessoa extrovertida, alegre e confiante, para alguém ansiosa, arredia e isolada em meu próprio universo. Esses acontecimentos me marcaram tanto que eu lembro das vozes, dos rostos e das roupas que as pessoas estavam vestindo. O primeiro e pior de todos foi quando um menino que eu gostava (de forma muito inocente porque ainda era criança) me chamou de macaca. Eu não entendi, naquele momento, a gravidade daquela situação, mas eu só sei dizer que doeu muito. A partir daí teve início os problemas com inferioridade, necessidade de ser aceita, comparação e outras muitas consequências.
  Diversas situações ocorreram, e todas foram se tornando um agravante. Eu passei a, primeiramente, me comparar, me achar muito diferente e fora do ideal e, por fim, me odiar a ponto de não se importar comigo. Lembro de ter assumido uma postura fria, querendo com todas as forças acreditar que não necessitava da atenção e do amor de um homem, afinal, tinha um relacionamento muito saudável com meus pais, familiares e amigas, era considerada muito inteligente (com prêmios de honra ao mérito e no top 10 das melhores notas da escola). O mais engraçado é que, em relação a vida amorosa, minhas amigas diziam ter inveja de mim. Admiravam eu ser muito centrada nos estudos e nunca ter me apaixonado. Na realidade eu queria ter me apaixonado. Queria que algum homem fosse apaixonado por mim, como não ocorreu, eu me tranquei para não sofrer nenhuma decepção. Aos 22 anos de idade nunca houve algum homem por quem me apaixonei. Nem de longe, nem de forma platônica.
   O que minhas amigas não sabiam era que a forma como eu agia não era a mesma que pensava. No campo mental acontecia, e ainda acontece, um problema muito maior: O devaneio excessivo (não vou entrar em detalhes científicos para o texto não ficar maior do que já está).
   Quando criança tinha as minhas fantasias, nada além do normal de uma criança; contudo na adolescência as fantasias foram tomando um rumo para satisfazer as minhas carências (insatisfação com a beleza e falta de atenção masculina). Eu criava diversas histórias em minha mente. Tinha sempre um ponto em comum: a protagonista principal era sempre uma mulher (de qualquer etnia, mas socialmente aceita) que representava quem eu desejava ser. Eu passei de apenas alguns minutinhos sonhando acordada para horas ou dias (fazendo minhas atividades de modo muito automático). O cenário principal era a escola e meus amigos e o conteúdo não tinha nada sexual.
  Aos 16 anos (no mesmo tempo em que eu comecei a pesquisar sobre autoconhecimento, depressão, aceitação e outras pautas) meus amigos falavam muito sobre sexo. Todos sabiam que eu era cristã e não consumia qualquer tipo de conteúdo que fosse de cunho sexual; por isso era motivo de piada. Eu já era muito excluída dos outros grupos, não queria ser do meu próprio. Por isso decidi pesquisar sobre sexo. Eu só li uma vez e não vi nenhuma foto, gif ou vídeo. Era repulsivo para mim, ter algum contato com esses assuntos antes do casamento (apenas se fosse para fins de estudos). Antes dos 16, só tinha me deparado com cenas que aparecia na tv ou páginas que se abriam do nada na net, mas que logo eu tirava.
   Toda a tentativa de praticar o autoconhecimento e amor-próprio tinha ido por água abaixo. Doía demais se aceitar, mexer nas feridas e nos medos que estavam tão bem guardados. Os devaneios excessivos foram piorando. Passava mais horas fantasiando, parti para ler histórias de escritores amadores (Wattpad) e fanfiction em sites de livros para estimular meus pensamentos. Em meio a isso tudo, fui buscar por pornografia. Vi uns gifs no google umas 2 ou 3 vezes (Em dias diferentes, mas não lembro o espaço de tempo. Sei que não foram muitos); depois de alguns meses tentei a masturbação, como não consegui deixei de lado. Só depois de uns meses (já estava com os meus 17 e frequentava um cursinho pré-vestibular) eu aprendi como fazer. Foi tão errado! Mesmo assim eu repeti o ato umas 5 vezes de tempos em tempos. Só parei de fazer porque li artigos sobre o que a bíblia dizia sobre essa prática. E fiquei sem contato nenhum com PM até ter 18 anos e uns quebrados. Não tive problemas, nem sintomas de abstinência, porque não tinha me viciado, e as vezes que fiz não terminava porque me sentia muito assustada e com medo.
  Com o término do ensino médio, tudo piorou. É importante frisar que eu deixei de viver as outras áreas da minha vida. Negligenciei absolutamente tudo. Só me importava com os estudos, nada além disso merecia grande importância (até Deus eu deixava em segundo plano). A casa caiu quando no segundo ano de cursinho eu desenvolvi ansiedade profunda. Era tudo muito estressante; me sentia deslocada por não conseguir aprender (um bloqueio mental que nem sei explicar), por estar no meio de pessoas com mais poderes aquisitivos e, às vezes, desdenhar de mim (ou eu imaginar que estavam fazendo), enfim, em meio a tudo isso, me afundei mais ainda no meu mundo fictício; usava os livros amadores de romance e músicas para criar todo uma história. Nesse ponto, minha visão sobre o que é amor e sexo já estava totalmente deturpada. Enxergava relacionamentos tóxicos como algo romântico, as descrições de atos sexuais como a parte mais interessante e bonita (já que era algo desconhecido por mim, e a única prova de que alguém te ama de verdade a ponto de ter algo mais íntimo) e entre outras coisas. Não sei dizer em que momento, mas de histórias passei para imagens não explícitas, imagens explícitas, gifs, vídeos no youtube e, há 2 anos, sites. Exatamente nessa ordem. E por que eu sei disso? Porque desde o primeiro dia em que pratiquei, eu já queria parar por saber que era errado. Só que eu necessitava daquilo para dar um alívio rápido, me retirar da vida estressante e deprimente que vivia. Já estava me sentindo um lixo, pelo menos na minha mente eu queria ser “amada”.
   Durante esses 4 anos eu chorei muito, pedi muito perdão a Deus, instalei bloqueadores, mas sempre tentava um jeito de burlar e voltava a cair de novo. Já consegui parar por 1 mês e meio (e foram os melhores da minha vida. Me aproximei tanto de Deus e pude sentir um gostinho de liberdade), porém voltei novamente por relaxar e achar que jamais cairia uma outra vez. Desde o tempo em que comecei sempre procurei dicas, conselhos ou sites, e o engraçado é que nunca tinha sequer encontrado sobre esse programa de ajuda. Eu procurava por horas diversas soluções, mas nada muito eficaz. Os cursos que achei eram em inglês. É importante saber dos malefícios, mas apenas isso não é o suficiente para que consigamos parar. É necessário métodos. Há 3 semanas descobri o programa revert e fiquei tão feliz; fico muito agradecida a Deus por achar essa solução. Uma luz para matar os Gremlins dentro de mim.
    Eu não posso deixar de falar sobre algumas atitudes que tive e foram imprescindíveis para iniciar essa jornada. Nesses 4 anos eu achei que tivesse feito de tudo, que nada mais adiantaria, só que algo dentro de mim sempre me impulsionava a continuar e levantar novamente (o algo se chama Deus, só Ele me deu força pra chegar até aqui). No começo de fevereiro desse ano, depois de uma recaída, eu queria me entregar de uma vez, estava cansada de lutar. Deus me despertou a minha mente pra diversas atitudes que ainda eu não havia buscado: A ajuda de outras pessoas. Não sei dizer como, mas marquei uma psicóloga e fui (quando a doutora chamou meu nome eu quase fui embora de tanto medo). Entrei no consultório chorando e desesperada. Mas contei tudo o que passava. Foi a única vez que fui, porque estava sem condições de pagar e já estava fechando um negócio para convênio e depois veio a pandemia. Mas foi tão libertador, e no mesmo dia eu decidi arrancar tudo de uma vez só, foi terrivelmente angustiante e vergonhoso, só que assim mesmo eu contei pra minha mãe tudo que sentia e estava enfrentando. Recebi muito apoio e ajuda até agora. Infelizmente tive muitas quedas e episódios terríveis depois de tudo isso. Mesmo começando o reboot, e hoje seriam 18 dias se eu não tivesse recaído, eu falhei. E iniciei outro ontem.
    Mas agora eu fui muito profunda em bloquear cada pingo de estímulo que eu sei que ativa algum gatilho em mim, até mesmo os mais “inocentes”. Em 4 anos eu não tentei de tudo, eu só me auto sabotei, criei motivos para aumentar a minha dor. É uma situação tão problemática, que já busquei ver P só pra descontar uma raiva que sinto de mim mesma e me sentir suja e incapaz de qualquer coisa. E isso se virou contra mim, porque agora que eu quero viver e aprender lidar com meus erros, frustrações, estudar, cuidar das minhas obrigações, e principalmente, servir a Deus, eu não consigo parar. Porém, estou aqui pra isso. Para alcançar a minha vitória.
Considerações finais:
1) Sobre a depressão: Como puderam ler, eu já tinha sintomas de depressão, estava em uma fase inicial (ainda não pude trabalhar direito essa questão com a minha psicóloga), ou seja, era algo que antecedeu o consumo da pornografia, o que houve foi um agravante da situação depois que eu fui introduzida a este mundo:  dias sem fazer higiene pessoal, sem vontade de viver, leves pensamentos a respeito do suicídio e etc. Por esta razão, não posso nem sonhar em ficar sem um acompanhamento médico quando tudo normalizar.
2) Não escalei pra outros gêneros: E aqui eu quero que prestem muita atenção. Eu só praticava PMO dias seguidos se eu ficasse algum tempo longe (o meu máximo foi 3 dias seguidos, consumindo 4 horas no dia mais ou menos). Eu não sei explicar direito, mas acredito que por causa do alto bloqueio que eu criava e fugia de todas as formas, fez com que eu não escalasse, até o presente momento, para outros tipos. Isso não significa que nunca aconteceria. ERRADO. Assim como eu iniciei com simples historinhas de romance e parei em cenas explícitas, se eu utilizar esse material por mais tempo na minha vida, será questão de tempo para o vício piorar.
3) Sintomas experimentados com o uso da P: Insônia, forte tontura, ânsia de vômito, procrastinação, fobia social, preguiça, dores de cabeça, falta de higiene, compulsão sexual e outros (OBS.: ainda que eu já passasse por uma fase inicial de depressão, os sintomas listados aqui não estavam em minha vida antes do consumo).
   Olhando para trás me sinto muito arrependida. Nada me faltou. Não faltou amor, comida, saúde, pessoas que me animassem, condições financeiras. Por mais que numa área da minha vida eu não estava bem, ainda existiam as outras que estavam muito saudáveis. E acima de tudo e de todos tem Deus, que apesar de todos os meus erros, rebeldia, dias de muita raiva, nunca me abandonou. Era só eu ter passado por cima de toda a vergonha da época e pedido ajuda.
   Quase tudo virou um gatilho por causa dos devaneios excessivos, eu me perco em histórias simples e inocentes que eu crio e quando menos espero já estou em pensamentos de PMO. Livros românticos, músicas, séries, fotos, enfim, ainda que simples muito letais pra mim.
   Só quero ter uma vida. Aprender a lidar com os maus momentos, eu não temo mais passar por eles, o que temo agora é recair quando estiver enfrentando-os. Estou disposta a praticar de verdade a minha recuperação. Ir em busca da minha liberdade.

Olá! Bem vinda ao fórum! Olha, sobre a beleza: Os padrões de beleza sempre existiram, mas também sempre existiu pessoas bonitas que eram fora do padrão. Já se perguntou o porque? Porque alguém é considerado bonito ou bonita? De acordo com os gregos isso tem a ver com matemática, com como nosso cérebro interpreta nossas feições e hoje em dia(graças a Deus) ninguém está condenado a ser feio(a) para sempre. Existe a maquiagem( a qual eu amo, também me considero feia, mas faço uma maquiagem e me sinto 60x melhor. Não estou aqui para dizer para você: "Se aceite como você é, isso é a coisa mais linda." Estou aqui para dizer:"Se aceite como você é e mude o que acha que poderia melhorar, isso não é trapacear é usar todas as ferramentas que estão a sua disposição.")Sobre sua imaginação: Não tem nada de errado com ela, o problema é: Porque não ocupa seu tempo? Porque não torna concreto o futuro que deseja para si mesma?(busque a causa dos problemas e resolva-os.)Sobre a pornografia literária e em vídeo: "A pior mentira é aquela que contém um pouco de verdade, pois arrebata mais almas." Hoje em dia falar sobre sexo tem que ser uma coisa normal, inclusive falam sobre isso conosco na escola né? "Usem seus "brinquedos", mas usem camisinha."; "Gente vocês são adolecentes e não conseguem se controlar com seres humanos normais, então usem camisinha."( Eu já escutei essas frases na escola sabia? Elas não são usadas para ensinar para que serve o órgão genital de forma anatomica, só incentivam a irresponsabilidade e o descontrole animal em um seres que não são só animal, mas racionais e espirituais também. Tentam desmoralizar um ato que em contexto para o que foi criado é muito especial, é uma segredo entre os casais! Um segredo muito importante e bonito, não uma corrida maluca para ver quem chega primeiro ao orgasmo(não importando o que se tenha que fazer com o outro: desde posições humilhantes a machucar o outro.) O sexo de verdade é sobre duas pessoas que se doam uma para outra, que desejam se unir não só fisicamente, mas espiritualmente também( Você é a verdadeira aliança dos seus pais, eles estarão para sempre unidos em você e os meus pais em mim.); nele não há dominador e humilhado, nele há dois iguais que desejam se doar um para o outro da forma mais profunda o possível. Os livros (principalmente) que contém cenas "picantes" tentam falar sobre amor, mas obviamente eles não sabem o que é isso, então acaba saindo o que as autoras acham que é amor; resultado: Um monstrinho desfigurado, egoísta e atrofiado(cujo único ponto auto do relacionamento é o sexo.) Isso não é um relacionamento adulto de verdade, é uma fantasia criada por adolecente. O amor de verdade não é sobre egoísmo, é sobre se doar ao outro, todos os dias até que a morte os separe. É querer o bem para o outro quando ele quer que você queime no quinto dos infernos, ou quando ele coloca as coisas no lugar errado, ou quando te ofende. O amor tudo suporta é paciente, não tem pressa. Hoje em dia surgiu esse negócio de "ah pq fulano se faz de trouxa", quando não é bem assim. Poxa você amou a pessoa( verdadeiramente (o que é irresistível) ) e a pessoa não deu bola? Problema dele, o burro e ingrato foi ele. Siga em frente. Querer amar é expor a cara a tapa para alguém que valha a pena e isso se deve ser feio sem medo. Machucou?Analise a situação e veja se tem culpa, caso não tenha bola para frente, quem perdeu foi o outro. Olha, o problema com vício em pornografia é bem profundo, descubra o que está te ligando a esse vício( o que te faz cair de verdade) e resolva e você verá o vício como ele é de verdade: Uma criatura maligna que quer te destruir a todo custo E de alguma forma será mais fácil lidar com ele. Anote seus gatilhos e evite eles! Continue postando no seu diário! Estarei acompanhando! Torcendo por ti!Força! Fique com Deus e até!

#Timedasgarotas!

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Frodo:"Queria que o anel nunca tivesse sido dado a mim e que nada disso tivesse acontecido."

Gandalf:"Assim como todos que testemunham tempos sombrios como este, mas não cabe a eles decidir, o que os cabe é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado."

_Senhor dos Anéis: A sociedade do Anel_J.R.R. Tolkien
Hapu
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em 7/5/2020, 18:03
Lupus Red Bellator escreveu:
Hapu escreveu:Primeiramente: Meu nome verdadeiro não é Hapuque. Porém, quero me apresentar dessa forma porque ainda não me sinto confortável em dizer meu verdadeiro nome.  
  Tenho 22 anos e comecei a consumir pornografia aos 18. Mas antes de relatar como tem sido esses 4 anos de uso, é necessário descrever quais foram os passos que me levaram até a prática. Eu sou muito detalhista. Portanto, terão que ter um pouco de paciência. Escrever todos os passos é muito importante pra mim, que consigo desabafar um pouco, e pra outras pessoas identificar algumas semelhanças ou gatilhos que muitas vezes podem não perceber.
   Na meninice eu era muito extrovertida; tive uma infância muito comum e alegre (brincava muito, saía e viajava); acontece que desde aquela época, por mais que ainda fosse muito criança para entender a complexidade da vida e das pessoas, eu sofria uma leve baixa autoestima. Nos dias atuais, fazendo uma reflexão, e tentando lembrar quais seriam as razões do porquê eu me sentia daquela forma, pude perceber que estava relacionada com a questão da beleza. A cruel beleza ideal. Digo isso depois de muito refletir ao longo dos anos, e perceber que eu sempre caía nos mesmos eventos que me fizeram passar de uma pessoa extrovertida, alegre e confiante, para alguém ansiosa, arredia e isolada em meu próprio universo. Esses acontecimentos me marcaram tanto que eu lembro das vozes, dos rostos e das roupas que as pessoas estavam vestindo. O primeiro e pior de todos foi quando um menino que eu gostava (de forma muito inocente porque ainda era criança) me chamou de macaca. Eu não entendi, naquele momento, a gravidade daquela situação, mas eu só sei dizer que doeu muito. A partir daí teve início os problemas com inferioridade, necessidade de ser aceita, comparação e outras muitas consequências.
  Diversas situações ocorreram, e todas foram se tornando um agravante. Eu passei a, primeiramente, me comparar, me achar muito diferente e fora do ideal e, por fim, me odiar a ponto de não se importar comigo. Lembro de ter assumido uma postura fria, querendo com todas as forças acreditar que não necessitava da atenção e do amor de um homem, afinal, tinha um relacionamento muito saudável com meus pais, familiares e amigas, era considerada muito inteligente (com prêmios de honra ao mérito e no top 10 das melhores notas da escola). O mais engraçado é que, em relação a vida amorosa, minhas amigas diziam ter inveja de mim. Admiravam eu ser muito centrada nos estudos e nunca ter me apaixonado. Na realidade eu queria ter me apaixonado. Queria que algum homem fosse apaixonado por mim, como não ocorreu, eu me tranquei para não sofrer nenhuma decepção. Aos 22 anos de idade nunca houve algum homem por quem me apaixonei. Nem de longe, nem de forma platônica.
   O que minhas amigas não sabiam era que a forma como eu agia não era a mesma que pensava. No campo mental acontecia, e ainda acontece, um problema muito maior: O devaneio excessivo (não vou entrar em detalhes científicos para o texto não ficar maior do que já está).
   Quando criança tinha as minhas fantasias, nada além do normal de uma criança; contudo na adolescência as fantasias foram tomando um rumo para satisfazer as minhas carências (insatisfação com a beleza e falta de atenção masculina). Eu criava diversas histórias em minha mente. Tinha sempre um ponto em comum: a protagonista principal era sempre uma mulher (de qualquer etnia, mas socialmente aceita) que representava quem eu desejava ser. Eu passei de apenas alguns minutinhos sonhando acordada para horas ou dias (fazendo minhas atividades de modo muito automático). O cenário principal era a escola e meus amigos e o conteúdo não tinha nada sexual.
  Aos 16 anos (no mesmo tempo em que eu comecei a pesquisar sobre autoconhecimento, depressão, aceitação e outras pautas) meus amigos falavam muito sobre sexo. Todos sabiam que eu era cristã e não consumia qualquer tipo de conteúdo que fosse de cunho sexual; por isso era motivo de piada. Eu já era muito excluída dos outros grupos, não queria ser do meu próprio. Por isso decidi pesquisar sobre sexo. Eu só li uma vez e não vi nenhuma foto, gif ou vídeo. Era repulsivo para mim, ter algum contato com esses assuntos antes do casamento (apenas se fosse para fins de estudos). Antes dos 16, só tinha me deparado com cenas que aparecia na tv ou páginas que se abriam do nada na net, mas que logo eu tirava.
   Toda a tentativa de praticar o autoconhecimento e amor-próprio tinha ido por água abaixo. Doía demais se aceitar, mexer nas feridas e nos medos que estavam tão bem guardados. Os devaneios excessivos foram piorando. Passava mais horas fantasiando, parti para ler histórias de escritores amadores (Wattpad) e fanfiction em sites de livros para estimular meus pensamentos. Em meio a isso tudo, fui buscar por pornografia. Vi uns gifs no google umas 2 ou 3 vezes (Em dias diferentes, mas não lembro o espaço de tempo. Sei que não foram muitos); depois de alguns meses tentei a masturbação, como não consegui deixei de lado. Só depois de uns meses (já estava com os meus 17 e frequentava um cursinho pré-vestibular) eu aprendi como fazer. Foi tão errado! Mesmo assim eu repeti o ato umas 5 vezes de tempos em tempos. Só parei de fazer porque li artigos sobre o que a bíblia dizia sobre essa prática. E fiquei sem contato nenhum com PM até ter 18 anos e uns quebrados. Não tive problemas, nem sintomas de abstinência, porque não tinha me viciado, e as vezes que fiz não terminava porque me sentia muito assustada e com medo.
  Com o término do ensino médio, tudo piorou. É importante frisar que eu deixei de viver as outras áreas da minha vida. Negligenciei absolutamente tudo. Só me importava com os estudos, nada além disso merecia grande importância (até Deus eu deixava em segundo plano). A casa caiu quando no segundo ano de cursinho eu desenvolvi ansiedade profunda. Era tudo muito estressante; me sentia deslocada por não conseguir aprender (um bloqueio mental que nem sei explicar), por estar no meio de pessoas com mais poderes aquisitivos e, às vezes, desdenhar de mim (ou eu imaginar que estavam fazendo), enfim, em meio a tudo isso, me afundei mais ainda no meu mundo fictício; usava os livros amadores de romance e músicas para criar todo uma história. Nesse ponto, minha visão sobre o que é amor e sexo já estava totalmente deturpada. Enxergava relacionamentos tóxicos como algo romântico, as descrições de atos sexuais como a parte mais interessante e bonita (já que era algo desconhecido por mim, e a única prova de que alguém te ama de verdade a ponto de ter algo mais íntimo) e entre outras coisas. Não sei dizer em que momento, mas de histórias passei para imagens não explícitas, imagens explícitas, gifs, vídeos no youtube e, há 2 anos, sites. Exatamente nessa ordem. E por que eu sei disso? Porque desde o primeiro dia em que pratiquei, eu já queria parar por saber que era errado. Só que eu necessitava daquilo para dar um alívio rápido, me retirar da vida estressante e deprimente que vivia. Já estava me sentindo um lixo, pelo menos na minha mente eu queria ser “amada”.
   Durante esses 4 anos eu chorei muito, pedi muito perdão a Deus, instalei bloqueadores, mas sempre tentava um jeito de burlar e voltava a cair de novo. Já consegui parar por 1 mês e meio (e foram os melhores da minha vida. Me aproximei tanto de Deus e pude sentir um gostinho de liberdade), porém voltei novamente por relaxar e achar que jamais cairia uma outra vez. Desde o tempo em que comecei sempre procurei dicas, conselhos ou sites, e o engraçado é que nunca tinha sequer encontrado sobre esse programa de ajuda. Eu procurava por horas diversas soluções, mas nada muito eficaz. Os cursos que achei eram em inglês. É importante saber dos malefícios, mas apenas isso não é o suficiente para que consigamos parar. É necessário métodos. Há 3 semanas descobri o programa revert e fiquei tão feliz; fico muito agradecida a Deus por achar essa solução. Uma luz para matar os Gremlins dentro de mim.
    Eu não posso deixar de falar sobre algumas atitudes que tive e foram imprescindíveis para iniciar essa jornada. Nesses 4 anos eu achei que tivesse feito de tudo, que nada mais adiantaria, só que algo dentro de mim sempre me impulsionava a continuar e levantar novamente (o algo se chama Deus, só Ele me deu força pra chegar até aqui). No começo de fevereiro desse ano, depois de uma recaída, eu queria me entregar de uma vez, estava cansada de lutar. Deus me despertou a minha mente pra diversas atitudes que ainda eu não havia buscado: A ajuda de outras pessoas. Não sei dizer como, mas marquei uma psicóloga e fui (quando a doutora chamou meu nome eu quase fui embora de tanto medo). Entrei no consultório chorando e desesperada. Mas contei tudo o que passava. Foi a única vez que fui, porque estava sem condições de pagar e já estava fechando um negócio para convênio e depois veio a pandemia. Mas foi tão libertador, e no mesmo dia eu decidi arrancar tudo de uma vez só, foi terrivelmente angustiante e vergonhoso, só que assim mesmo eu contei pra minha mãe tudo que sentia e estava enfrentando. Recebi muito apoio e ajuda até agora. Infelizmente tive muitas quedas e episódios terríveis depois de tudo isso. Mesmo começando o reboot, e hoje seriam 18 dias se eu não tivesse recaído, eu falhei. E iniciei outro ontem.
    Mas agora eu fui muito profunda em bloquear cada pingo de estímulo que eu sei que ativa algum gatilho em mim, até mesmo os mais “inocentes”. Em 4 anos eu não tentei de tudo, eu só me auto sabotei, criei motivos para aumentar a minha dor. É uma situação tão problemática, que já busquei ver P só pra descontar uma raiva que sinto de mim mesma e me sentir suja e incapaz de qualquer coisa. E isso se virou contra mim, porque agora que eu quero viver e aprender lidar com meus erros, frustrações, estudar, cuidar das minhas obrigações, e principalmente, servir a Deus, eu não consigo parar. Porém, estou aqui pra isso. Para alcançar a minha vitória.
Considerações finais:
1) Sobre a depressão: Como puderam ler, eu já tinha sintomas de depressão, estava em uma fase inicial (ainda não pude trabalhar direito essa questão com a minha psicóloga), ou seja, era algo que antecedeu o consumo da pornografia, o que houve foi um agravante da situação depois que eu fui introduzida a este mundo:  dias sem fazer higiene pessoal, sem vontade de viver, leves pensamentos a respeito do suicídio e etc. Por esta razão, não posso nem sonhar em ficar sem um acompanhamento médico quando tudo normalizar.
2) Não escalei pra outros gêneros: E aqui eu quero que prestem muita atenção. Eu só praticava PMO dias seguidos se eu ficasse algum tempo longe (o meu máximo foi 3 dias seguidos, consumindo 4 horas no dia mais ou menos). Eu não sei explicar direito, mas acredito que por causa do alto bloqueio que eu criava e fugia de todas as formas, fez com que eu não escalasse, até o presente momento, para outros tipos. Isso não significa que nunca aconteceria. ERRADO. Assim como eu iniciei com simples historinhas de romance e parei em cenas explícitas, se eu utilizar esse material por mais tempo na minha vida, será questão de tempo para o vício piorar.
3) Sintomas experimentados com o uso da P: Insônia, forte tontura, ânsia de vômito, procrastinação, fobia social, preguiça, dores de cabeça, falta de higiene, compulsão sexual e outros (OBS.: ainda que eu já passasse por uma fase inicial de depressão, os sintomas listados aqui não estavam em minha vida antes do consumo).
   Olhando para trás me sinto muito arrependida. Nada me faltou. Não faltou amor, comida, saúde, pessoas que me animassem, condições financeiras. Por mais que numa área da minha vida eu não estava bem, ainda existiam as outras que estavam muito saudáveis. E acima de tudo e de todos tem Deus, que apesar de todos os meus erros, rebeldia, dias de muita raiva, nunca me abandonou. Era só eu ter passado por cima de toda a vergonha da época e pedido ajuda.
   Quase tudo virou um gatilho por causa dos devaneios excessivos, eu me perco em histórias simples e inocentes que eu crio e quando menos espero já estou em pensamentos de PMO. Livros românticos, músicas, séries, fotos, enfim, ainda que simples muito letais pra mim.
   Só quero ter uma vida. Aprender a lidar com os maus momentos, eu não temo mais passar por eles, o que temo agora é recair quando estiver enfrentando-os. Estou disposta a praticar de verdade a minha recuperação. Ir em busca da minha liberdade.

Olá! Bem vinda ao fórum! Olha, sobre a beleza: Os padrões de beleza sempre existiram, mas também sempre existiu pessoas bonitas que eram fora do padrão. Já se perguntou o porque? Porque alguém é considerado bonito ou bonita? De acordo com os gregos isso tem a ver com matemática, com como nosso cérebro interpreta nossas feições e hoje em dia(graças a Deus) ninguém está condenado a ser feio(a) para sempre. Existe a maquiagem( a qual eu amo, também me considero feia, mas faço uma maquiagem e me sinto 60x melhor. Não estou aqui para dizer para você: "Se aceite como você é, isso é a coisa mais linda." Estou aqui para dizer:"Se aceite como você é e mude o que acha que poderia melhorar, isso não é trapacear é usar todas as ferramentas que estão a sua disposição.")Sobre sua imaginação: Não tem nada de errado com ela, o problema é: Porque não ocupa seu tempo? Porque não torna concreto o futuro que deseja para si mesma?(busque a causa dos problemas e resolva-os.)Sobre a pornografia literária e em vídeo: "A pior mentira é aquela que contém um pouco de verdade, pois arrebata mais almas." Hoje em dia falar sobre sexo tem que ser uma coisa normal, inclusive falam sobre isso conosco na escola né? "Usem seus "brinquedos", mas usem camisinha."; "Gente vocês são adolecentes e não conseguem se controlar com seres humanos normais, então usem camisinha."( Eu já escutei essas frases na escola sabia? Elas não são usadas para ensinar para que serve o órgão genital de forma anatomica, só incentivam  a irresponsabilidade e o descontrole animal em um seres que não são só animal, mas racionais e espirituais também. Tentam desmoralizar um ato que em contexto para o que foi criado é muito especial, é uma segredo entre os casais! Um segredo muito importante e bonito, não uma corrida maluca para ver quem chega primeiro ao orgasmo(não importando o que se tenha que fazer com o outro: desde posições humilhantes a machucar o outro.) O sexo de verdade é sobre duas pessoas que se doam uma para outra, que desejam se unir não só fisicamente, mas espiritualmente também( Você é a verdadeira aliança dos seus pais, eles estarão para sempre unidos em você e os meus pais em mim.); nele não há dominador e humilhado, nele há dois iguais que desejam se doar um para o outro da forma mais profunda o possível. Os livros (principalmente) que contém cenas "picantes" tentam falar sobre amor, mas obviamente eles não sabem o que é isso, então acaba saindo o que as autoras acham que é amor; resultado: Um monstrinho desfigurado, egoísta e atrofiado(cujo único ponto auto do relacionamento é o sexo.) Isso não é um relacionamento adulto de verdade, é uma fantasia criada por adolecente. O amor de verdade não é sobre egoísmo, é sobre se doar ao outro, todos os dias até que a morte os separe. É querer o bem para o outro quando ele quer que você queime no quinto dos infernos, ou quando ele coloca as coisas no lugar errado, ou quando te ofende. O amor tudo suporta é paciente, não tem pressa. Hoje em dia surgiu esse negócio de "ah pq fulano se faz de trouxa", quando não é bem assim. Poxa você amou a pessoa( verdadeiramente (o que é irresistível) ) e a pessoa não deu bola? Problema dele, o burro e ingrato foi ele. Siga em frente. Querer amar é expor a cara a tapa para alguém que valha a pena e isso se deve ser feio sem medo. Machucou?Analise a situação e veja se tem culpa, caso não tenha bola para frente, quem perdeu foi o outro. Olha, o problema com vício em pornografia é bem profundo, descubra o que está te ligando a esse vício( o que te faz cair de verdade) e resolva e você verá o vício como ele é de verdade: Uma criatura maligna que quer te destruir a todo custo E de alguma forma será mais fácil lidar com ele. Anote seus gatilhos e evite eles! Continue postando no seu diário! Estarei acompanhando! Torcendo por ti!Força! Fique com Deus e até!

#Timedasgarotas!

     Olá, Lupus! Agradeço pelas boas vindas. Valeu pelas palavras e explicações, consegui refletir mais sobre algumas questões que você abordou. Eu tenho um diário de reflexões a respeito da vida e outros assuntos, e suas palavras me ajudaram com algumas partes. Estou lendo o teu diário desde segunda, ainda não terminei de ler. Irei acompanhar. Forças pra você também! Fique com Deus!

#Timedasgarotas!


Última edição por Hapu em 11/5/2020, 00:39, editado 1 vez(es)
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Buscando a Liberdade  Empty Vida Cotidiana

em 7/5/2020, 18:06
Boa noite, a todos deste fórum! Espero que estejam bem e firmes nesta jornada.
        Hoje estou no meu 3º dia de reboot. Os sintomas são leves e suportáveis, assim como os pensamentos (em alguns momentos foi bem complicado. De 0 a 5, nível 3,5 eu diria); porém isso sempre foi comum nos meus primeiros dias. Estou aproveitando estes momentos de maior sobriedade para passar um pente fino nos meus gatilhos e bloquear qualquer buraco que possa servir de recaída. A procrastinação tem sido um grande obstáculo, principalmente na hora de acordar (momento em que eu sempre tive maior dificuldade e vulnerabilidade. O que é um pouco estranho, porque pra tomar banho e dormir, durante todo esse tempo, nunca fui atormentada por esse mal). Nesses 3 dias não consegui praticar exercícios (e olha que eu tenho aparelhos em casa) e nem estudar. Mas consegui resolver alguns problemas pessoais. Um deles eu gostaria de compartilhar.  
        Por causa da pandemia, não é novidade para ninguém que agora as atividades, antes presenciais, estão sendo feitas online. A escola em que faço meu curso de informática usa um site específico e o youtube. Aí que mora o problema: o YOUTUBE. Na minha primeira postagem aqui no fórum expliquei que os vídeos amadores desta plataforma em questão faziam parte das minhas quedas, e onde eu fui introduzida aos vídeos. Depois que escalei para os sites específicos. Contudo, há 1 ano e meio venho instalando bloqueadores (utilizando formas muito eficazes para não os burlar), mas nunca o youtube (pois alegava precisar estudar. O que era muito tosco. 1 ou 2 semanas era o máximo que eu chegava). Era nele que buscava vídeos quando não conseguia mais suportar a abstinência. Ontem tive problemas ao assistir as aulas por conta dos bloqueios que fiz. Em todos os navegadores, em múltiplos sites. Isso sendo apresentado, por um breve momento pensei em desbloqueá-lo, afinal estava necessitando dele. E me pareceu uma boa justificativa em relação as outras vezes em que apenas inventei uma desculpa. Só que eu cansei. Sei que não vai ser assim, é um gatilho muito forte pra deixar solto, não somente pra consumir PMO, mas também de todas as vezes em que procrastinei vendo inutilidades, fantasiando uma vida que não tenho ou sendo uma pessoa que nunca serei (porque somos únicos). Liguei para o curso e apresentei minhas dificuldades de acessar, que gostaria de dar continuidade ao curso quando voltarem a serem presenciais. Foram muito educados e flexíveis, me proporcionando essa opção.
       Não quero voltar mais pra escravidão. Prefiro viver o resto da minha vida estudando de um modo clássico (como os grandes estudiosos do século passado que fizeram grandes descobertas sem o acesso da internet) do que me enganar achando que serei forte o bastante pra ignorar um gatilho. Dessa forma minha vida não anda; como não tem andado durante 4 anos. A vida passou, pessoas amadureceram e eu fiquei estacionada buscando um prazer tão mesquinho e egoísta.
      Fiquei muito feliz com essa minha decisão!!!
     Gostaria de fazer uma observação que noto desde que comecei a consumir P. Na verdade é algo que eu vi no diário de uma pessoa aqui no fórum, e foi uma reflexão incrível (não me lembro o nome do diário para poder dar os créditos. Se acharem a pessoa me avisem. E caso eu encontrar editarei). Na medida em que vão passando os dias, parece que sua mente esquece do porquê você iniciou com tudo. É tão terrível!!! Eu vejo esse problema acontecer comigo sempre, pois como não escalei pra outros gêneros, não sou muito atormentada com sonhos, não assisti nada violento e outros, tenho aquela falsa sensação de que nunca passarei disso se continuar e que não sofreria malefícios como os outros. O que é uma grande mentira. Pois no iniciozinho eu apenas lia historinhas de “romance” e agora enfrento graves problemas de insônia, concentração, frieza espiritual e muitos outros.
     Bom, com tudo ajustado e BLOQUEADO (e dane-se se eu precisar posteriormente. Cansei dessa vida), posso focar toda as minhas forças e energias no campo mental. Batalhar para quando vir os maus pensamentos.
     Por hoje é só. Beijos e um grande abraço!

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  “Livra-me também dos pecados que cometo por vontade própria; não permita que eles me dominem. Assim serei uma pessoa direita e ficarei livre do grave pecado de desobediência a Ti.” (Salmos 19:13)
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Buscando a Liberdade  Empty Re: Buscando a Liberdade

em 7/5/2020, 20:15
Hapu escreveu:Boa noite, a todos deste fórum! Espero que estejam bem e firmes nesta jornada.
        Hoje estou no meu 3º dia de reboot. Os sintomas são leves e suportáveis, assim como os pensamentos (em alguns momentos foi bem complicado. De 0 a 5, nível 3,5 eu diria); porém isso sempre foi comum nos meus primeiros dias. Estou aproveitando estes momentos de maior sobriedade para passar um pente fino nos meus gatilhos e bloquear qualquer buraco que possa servir de recaída. A procrastinação tem sido um grande obstáculo, principalmente na hora de acordar (momento em que eu sempre tive maior dificuldade e vulnerabilidade. O que é um pouco estranho, porque pra tomar banho e dormir, durante todo esse tempo, nunca fui atormentada por esse mal). Nesses 3 dias não consegui praticar exercícios (e olha que eu tenho aparelhos em casa) e nem estudar. Mas consegui resolver alguns problemas pessoais. Um deles eu gostaria de compartilhar.  
        Por causa da pandemia, não é novidade para ninguém que agora as atividades, antes presenciais, estão sendo feitas online. A escola em que faço meu curso de informática usa um site específico e o youtube. Aí que mora o problema: o YOUTUBE. Na minha primeira postagem aqui no fórum expliquei que os vídeos amadores desta plataforma em questão faziam parte das minhas quedas, e onde eu fui introduzida aos vídeos. Depois que escalei para os sites específicos. Contudo, há 1 ano e meio venho instalando bloqueadores (utilizando formas muito eficazes para não os burlar), mas nunca o youtube (pois alegava precisar estudar. O que era muito tosco. 1 ou 2 semanas era o máximo que eu chegava). Era nele que buscava vídeos quando não conseguia mais suportar a abstinência. Ontem tive problemas ao assistir as aulas por conta dos bloqueios que fiz. Em todos os navegadores, em múltiplos sites. Isso sendo apresentado, por um breve momento pensei em desbloqueá-lo, afinal estava necessitando dele. E me pareceu uma boa justificativa em relação as outras vezes em que apenas inventei uma desculpa. Só que eu cansei. Sei que não vai ser assim, é um gatilho muito forte pra deixar solto, não somente pra consumir PMO, mas também de todas as vezes em que procrastinei vendo inutilidades, fantasiando uma vida que não tenho ou sendo uma pessoa que nunca serei (porque somos únicos). Liguei para o curso e apresentei minhas dificuldades de acessar, que gostaria de dar continuidade ao curso quando voltarem a serem presenciais. Foram muito educados e flexíveis, me proporcionando essa opção.
       Não quero voltar mais pra escravidão. Prefiro viver o resto da minha vida estudando de um modo clássico (como os grandes estudiosos do século passado que fizeram grandes descobertas sem o acesso da internet) do que me enganar achando que serei forte o bastante pra ignorar um gatilho. Dessa forma minha vida não anda; como não tem andado durante 4 anos. A vida passou, pessoas amadureceram e eu fiquei estacionada buscando um prazer tão mesquinho e egoísta.
      Fiquei muito feliz com essa minha decisão!!!
     Gostaria de fazer uma observação que noto desde que comecei a consumir P. Na verdade é algo que eu vi no diário de uma pessoa aqui no fórum, e foi uma reflexão incrível (não me lembro o nome do diário para poder dar os créditos. Se acharem a pessoa me avisem. E caso eu encontrar editarei). Na medida em que vão passando os dias, parece que sua mente esquece do porquê você iniciou com tudo. É tão terrível!!! Eu vejo esse problema acontecer comigo sempre, pois como não escalei pra outros gêneros, não sou muito atormentada com sonhos, não assisti nada violento e outros, tenho aquela falsa sensação de que nunca passarei disso se continuar e que não sofreria malefícios como os outros. O que é uma grande mentira. Pois no iniciozinho eu apenas lia historinhas de “romance” e agora enfrento graves problemas de insônia, concentração, frieza espiritual e muitos outros.
     Bom, com tudo ajustado e BLOQUEADO (e dane-se se eu precisar posteriormente. Cansei dessa vida), posso focar toda as minhas forças e energias no campo mental. Batalhar para quando vir os maus pensamentos.
     Por hoje é só. Beijos e um grande abraço!

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  “Livra-me também dos pecados que cometo por vontade própria; não permita que eles me dominem. Assim serei uma pessoa direita e ficarei livre do grave pecado de desobediência a Ti.” (Salmos 19:13)

Hapu, sua história será um dia um belo testemunho, gostei bastante de ler tudo e gostaria de dar uma dica quanto as coisas no youtube.
Há bastante conteúdo potencialmente ruim para você lá, mas ao mesmo tempo há pregações, há aulas, estudos, boas músicas... Então, podes usar o whats com sua mãe para acessar as aulas, só pedir para ela mandar o link do vídeo para ti via whats e esperar que a thumb do vídeo carregue. Poderás assistir aquele vídeo tendo ele reproduzido pelo próprio wpp. Bom use isso com sabedoria e cautela. Leia a bíblia e ore todos os dias, isso irá lhe ajudar também, e uma dica muito boa é decorar as escrituras, para recitar elas em voz alta nas tentações e meditar naquilo que dizes (Recitar João 1:1-18 em voz alta já me salvou muitas vezes, afirmar a divindade e glória de nosso Senhor Jesus Cristo nos mostra que o outro "senhor", a pornografia, é nada e isso me ajuda muito).

Que Deus te abençoe mulher. Forças nesta luta.

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Buscando a Liberdade  Empty Re: Buscando a Liberdade

em 7/5/2020, 22:08
Hapu escreveu:
Lupus Red Bellator escreveu:
Hapu escreveu:Primeiramente: Meu nome verdadeiro não é Hapuque. Porém, quero me apresentar dessa forma porque ainda não me sinto confortável em dizer meu verdadeiro nome.  
  Tenho 22 anos e comecei a consumir pornografia aos 18. Mas antes de relatar como tem sido esses 4 anos de uso, é necessário descrever quais foram os passos que me levaram até a prática. Eu sou muito detalhista. Portanto, terão que ter um pouco de paciência. Escrever todos os passos é muito importante pra mim, que consigo desabafar um pouco, e pra outras pessoas identificar algumas semelhanças ou gatilhos que muitas vezes podem não perceber.
   Na meninice eu era muito extrovertida; tive uma infância muito comum e alegre (brincava muito, saía e viajava); acontece que desde aquela época, por mais que ainda fosse muito criança para entender a complexidade da vida e das pessoas, eu sofria uma leve baixa autoestima. Nos dias atuais, fazendo uma reflexão, e tentando lembrar quais seriam as razões do porquê eu me sentia daquela forma, pude perceber que estava relacionada com a questão da beleza. A cruel beleza ideal. Digo isso depois de muito refletir ao longo dos anos, e perceber que eu sempre caía nos mesmos eventos que me fizeram passar de uma pessoa extrovertida, alegre e confiante, para alguém ansiosa, arredia e isolada em meu próprio universo. Esses acontecimentos me marcaram tanto que eu lembro das vozes, dos rostos e das roupas que as pessoas estavam vestindo. O primeiro e pior de todos foi quando um menino que eu gostava (de forma muito inocente porque ainda era criança) me chamou de macaca. Eu não entendi, naquele momento, a gravidade daquela situação, mas eu só sei dizer que doeu muito. A partir daí teve início os problemas com inferioridade, necessidade de ser aceita, comparação e outras muitas consequências.
  Diversas situações ocorreram, e todas foram se tornando um agravante. Eu passei a, primeiramente, me comparar, me achar muito diferente e fora do ideal e, por fim, me odiar a ponto de não se importar comigo. Lembro de ter assumido uma postura fria, querendo com todas as forças acreditar que não necessitava da atenção e do amor de um homem, afinal, tinha um relacionamento muito saudável com meus pais, familiares e amigas, era considerada muito inteligente (com prêmios de honra ao mérito e no top 10 das melhores notas da escola). O mais engraçado é que, em relação a vida amorosa, minhas amigas diziam ter inveja de mim. Admiravam eu ser muito centrada nos estudos e nunca ter me apaixonado. Na realidade eu queria ter me apaixonado. Queria que algum homem fosse apaixonado por mim, como não ocorreu, eu me tranquei para não sofrer nenhuma decepção. Aos 22 anos de idade nunca houve algum homem por quem me apaixonei. Nem de longe, nem de forma platônica.
   O que minhas amigas não sabiam era que a forma como eu agia não era a mesma que pensava. No campo mental acontecia, e ainda acontece, um problema muito maior: O devaneio excessivo (não vou entrar em detalhes científicos para o texto não ficar maior do que já está).
   Quando criança tinha as minhas fantasias, nada além do normal de uma criança; contudo na adolescência as fantasias foram tomando um rumo para satisfazer as minhas carências (insatisfação com a beleza e falta de atenção masculina). Eu criava diversas histórias em minha mente. Tinha sempre um ponto em comum: a protagonista principal era sempre uma mulher (de qualquer etnia, mas socialmente aceita) que representava quem eu desejava ser. Eu passei de apenas alguns minutinhos sonhando acordada para horas ou dias (fazendo minhas atividades de modo muito automático). O cenário principal era a escola e meus amigos e o conteúdo não tinha nada sexual.
  Aos 16 anos (no mesmo tempo em que eu comecei a pesquisar sobre autoconhecimento, depressão, aceitação e outras pautas) meus amigos falavam muito sobre sexo. Todos sabiam que eu era cristã e não consumia qualquer tipo de conteúdo que fosse de cunho sexual; por isso era motivo de piada. Eu já era muito excluída dos outros grupos, não queria ser do meu próprio. Por isso decidi pesquisar sobre sexo. Eu só li uma vez e não vi nenhuma foto, gif ou vídeo. Era repulsivo para mim, ter algum contato com esses assuntos antes do casamento (apenas se fosse para fins de estudos). Antes dos 16, só tinha me deparado com cenas que aparecia na tv ou páginas que se abriam do nada na net, mas que logo eu tirava.
   Toda a tentativa de praticar o autoconhecimento e amor-próprio tinha ido por água abaixo. Doía demais se aceitar, mexer nas feridas e nos medos que estavam tão bem guardados. Os devaneios excessivos foram piorando. Passava mais horas fantasiando, parti para ler histórias de escritores amadores (Wattpad) e fanfiction em sites de livros para estimular meus pensamentos. Em meio a isso tudo, fui buscar por pornografia. Vi uns gifs no google umas 2 ou 3 vezes (Em dias diferentes, mas não lembro o espaço de tempo. Sei que não foram muitos); depois de alguns meses tentei a masturbação, como não consegui deixei de lado. Só depois de uns meses (já estava com os meus 17 e frequentava um cursinho pré-vestibular) eu aprendi como fazer. Foi tão errado! Mesmo assim eu repeti o ato umas 5 vezes de tempos em tempos. Só parei de fazer porque li artigos sobre o que a bíblia dizia sobre essa prática. E fiquei sem contato nenhum com PM até ter 18 anos e uns quebrados. Não tive problemas, nem sintomas de abstinência, porque não tinha me viciado, e as vezes que fiz não terminava porque me sentia muito assustada e com medo.
  Com o término do ensino médio, tudo piorou. É importante frisar que eu deixei de viver as outras áreas da minha vida. Negligenciei absolutamente tudo. Só me importava com os estudos, nada além disso merecia grande importância (até Deus eu deixava em segundo plano). A casa caiu quando no segundo ano de cursinho eu desenvolvi ansiedade profunda. Era tudo muito estressante; me sentia deslocada por não conseguir aprender (um bloqueio mental que nem sei explicar), por estar no meio de pessoas com mais poderes aquisitivos e, às vezes, desdenhar de mim (ou eu imaginar que estavam fazendo), enfim, em meio a tudo isso, me afundei mais ainda no meu mundo fictício; usava os livros amadores de romance e músicas para criar todo uma história. Nesse ponto, minha visão sobre o que é amor e sexo já estava totalmente deturpada. Enxergava relacionamentos tóxicos como algo romântico, as descrições de atos sexuais como a parte mais interessante e bonita (já que era algo desconhecido por mim, e a única prova de que alguém te ama de verdade a ponto de ter algo mais íntimo) e entre outras coisas. Não sei dizer em que momento, mas de histórias passei para imagens não explícitas, imagens explícitas, gifs, vídeos no youtube e, há 2 anos, sites. Exatamente nessa ordem. E por que eu sei disso? Porque desde o primeiro dia em que pratiquei, eu já queria parar por saber que era errado. Só que eu necessitava daquilo para dar um alívio rápido, me retirar da vida estressante e deprimente que vivia. Já estava me sentindo um lixo, pelo menos na minha mente eu queria ser “amada”.
   Durante esses 4 anos eu chorei muito, pedi muito perdão a Deus, instalei bloqueadores, mas sempre tentava um jeito de burlar e voltava a cair de novo. Já consegui parar por 1 mês e meio (e foram os melhores da minha vida. Me aproximei tanto de Deus e pude sentir um gostinho de liberdade), porém voltei novamente por relaxar e achar que jamais cairia uma outra vez. Desde o tempo em que comecei sempre procurei dicas, conselhos ou sites, e o engraçado é que nunca tinha sequer encontrado sobre esse programa de ajuda. Eu procurava por horas diversas soluções, mas nada muito eficaz. Os cursos que achei eram em inglês. É importante saber dos malefícios, mas apenas isso não é o suficiente para que consigamos parar. É necessário métodos. Há 3 semanas descobri o programa revert e fiquei tão feliz; fico muito agradecida a Deus por achar essa solução. Uma luz para matar os Gremlins dentro de mim.
    Eu não posso deixar de falar sobre algumas atitudes que tive e foram imprescindíveis para iniciar essa jornada. Nesses 4 anos eu achei que tivesse feito de tudo, que nada mais adiantaria, só que algo dentro de mim sempre me impulsionava a continuar e levantar novamente (o algo se chama Deus, só Ele me deu força pra chegar até aqui). No começo de fevereiro desse ano, depois de uma recaída, eu queria me entregar de uma vez, estava cansada de lutar. Deus me despertou a minha mente pra diversas atitudes que ainda eu não havia buscado: A ajuda de outras pessoas. Não sei dizer como, mas marquei uma psicóloga e fui (quando a doutora chamou meu nome eu quase fui embora de tanto medo). Entrei no consultório chorando e desesperada. Mas contei tudo o que passava. Foi a única vez que fui, porque estava sem condições de pagar e já estava fechando um negócio para convênio e depois veio a pandemia. Mas foi tão libertador, e no mesmo dia eu decidi arrancar tudo de uma vez só, foi terrivelmente angustiante e vergonhoso, só que assim mesmo eu contei pra minha mãe tudo que sentia e estava enfrentando. Recebi muito apoio e ajuda até agora. Infelizmente tive muitas quedas e episódios terríveis depois de tudo isso. Mesmo começando o reboot, e hoje seriam 18 dias se eu não tivesse recaído, eu falhei. E iniciei outro ontem.
    Mas agora eu fui muito profunda em bloquear cada pingo de estímulo que eu sei que ativa algum gatilho em mim, até mesmo os mais “inocentes”. Em 4 anos eu não tentei de tudo, eu só me auto sabotei, criei motivos para aumentar a minha dor. É uma situação tão problemática, que já busquei ver P só pra descontar uma raiva que sinto de mim mesma e me sentir suja e incapaz de qualquer coisa. E isso se virou contra mim, porque agora que eu quero viver e aprender lidar com meus erros, frustrações, estudar, cuidar das minhas obrigações, e principalmente, servir a Deus, eu não consigo parar. Porém, estou aqui pra isso. Para alcançar a minha vitória.
Considerações finais:
1) Sobre a depressão: Como puderam ler, eu já tinha sintomas de depressão, estava em uma fase inicial (ainda não pude trabalhar direito essa questão com a minha psicóloga), ou seja, era algo que antecedeu o consumo da pornografia, o que houve foi um agravante da situação depois que eu fui introduzida a este mundo:  dias sem fazer higiene pessoal, sem vontade de viver, leves pensamentos a respeito do suicídio e etc. Por esta razão, não posso nem sonhar em ficar sem um acompanhamento médico quando tudo normalizar.
2) Não escalei pra outros gêneros: E aqui eu quero que prestem muita atenção. Eu só praticava PMO dias seguidos se eu ficasse algum tempo longe (o meu máximo foi 3 dias seguidos, consumindo 4 horas no dia mais ou menos). Eu não sei explicar direito, mas acredito que por causa do alto bloqueio que eu criava e fugia de todas as formas, fez com que eu não escalasse, até o presente momento, para outros tipos. Isso não significa que nunca aconteceria. ERRADO. Assim como eu iniciei com simples historinhas de romance e parei em cenas explícitas, se eu utilizar esse material por mais tempo na minha vida, será questão de tempo para o vício piorar.
3) Sintomas experimentados com o uso da P: Insônia, forte tontura, ânsia de vômito, procrastinação, fobia social, preguiça, dores de cabeça, falta de higiene, compulsão sexual e outros (OBS.: ainda que eu já passasse por uma fase inicial de depressão, os sintomas listados aqui não estavam em minha vida antes do consumo).
   Olhando para trás me sinto muito arrependida. Nada me faltou. Não faltou amor, comida, saúde, pessoas que me animassem, condições financeiras. Por mais que numa área da minha vida eu não estava bem, ainda existiam as outras que estavam muito saudáveis. E acima de tudo e de todos tem Deus, que apesar de todos os meus erros, rebeldia, dias de muita raiva, nunca me abandonou. Era só eu ter passado por cima de toda a vergonha da época e pedido ajuda.
   Quase tudo virou um gatilho por causa dos devaneios excessivos, eu me perco em histórias simples e inocentes que eu crio e quando menos espero já estou em pensamentos de PMO. Livros românticos, músicas, séries, fotos, enfim, ainda que simples muito letais pra mim.
   Só quero ter uma vida. Aprender a lidar com os maus momentos, eu não temo mais passar por eles, o que temo agora é recair quando estiver enfrentando-os. Estou disposta a praticar de verdade a minha recuperação. Ir em busca da minha liberdade.

Olá! Bem vinda ao fórum! Olha, sobre a beleza: Os padrões de beleza sempre existiram, mas também sempre existiu pessoas bonitas que eram fora do padrão. Já se perguntou o porque? Porque alguém é considerado bonito ou bonita? De acordo com os gregos isso tem a ver com matemática, com como nosso cérebro interpreta nossas feições e hoje em dia(graças a Deus) ninguém está condenado a ser feio(a) para sempre. Existe a maquiagem( a qual eu amo, também me considero feia, mas faço uma maquiagem e me sinto 60x melhor. Não estou aqui para dizer para você: "Se aceite como você é, isso é a coisa mais linda." Estou aqui para dizer:"Se aceite como você é e mude o que acha que poderia melhorar, isso não é trapacear é usar todas as ferramentas que estão a sua disposição.")Sobre sua imaginação: Não tem nada de errado com ela, o problema é: Porque não ocupa seu tempo? Porque não torna concreto o futuro que deseja para si mesma?(busque a causa dos problemas e resolva-os.)Sobre a pornografia literária e em vídeo: "A pior mentira é aquela que contém um pouco de verdade, pois arrebata mais almas." Hoje em dia falar sobre sexo tem que ser uma coisa normal, inclusive falam sobre isso conosco na escola né? "Usem seus "brinquedos", mas usem camisinha."; "Gente vocês são adolecentes e não conseguem se controlar com seres humanos normais, então usem camisinha."( Eu já escutei essas frases na escola sabia? Elas não são usadas para ensinar para que serve o órgão genital de forma anatomica, só incentivam  a irresponsabilidade e o descontrole animal em um seres que não são só animal, mas racionais e espirituais também. Tentam desmoralizar um ato que em contexto para o que foi criado é muito especial, é uma segredo entre os casais! Um segredo muito importante e bonito, não uma corrida maluca para ver quem chega primeiro ao orgasmo(não importando o que se tenha que fazer com o outro: desde posições humilhantes a machucar o outro.) O sexo de verdade é sobre duas pessoas que se doam uma para outra, que desejam se unir não só fisicamente, mas espiritualmente também( Você é a verdadeira aliança dos seus pais, eles estarão para sempre unidos em você e os meus pais em mim.); nele não há dominador e humilhado, nele há dois iguais que desejam se doar um para o outro da forma mais profunda o possível. Os livros (principalmente) que contém cenas "picantes" tentam falar sobre amor, mas obviamente eles não sabem o que é isso, então acaba saindo o que as autoras acham que é amor; resultado: Um monstrinho desfigurado, egoísta e atrofiado(cujo único ponto auto do relacionamento é o sexo.) Isso não é um relacionamento adulto de verdade, é uma fantasia criada por adolecente. O amor de verdade não é sobre egoísmo, é sobre se doar ao outro, todos os dias até que a morte os separe. É querer o bem para o outro quando ele quer que você queime no quinto dos infernos, ou quando ele coloca as coisas no lugar errado, ou quando te ofende. O amor tudo suporta é paciente, não tem pressa. Hoje em dia surgiu esse negócio de "ah pq fulano se faz de trouxa", quando não é bem assim. Poxa você amou a pessoa( verdadeiramente (o que é irresistível) ) e a pessoa não deu bola? Problema dele, o burro e ingrato foi ele. Siga em frente. Querer amar é expor a cara a tapa para alguém que valha a pena e isso se deve ser feio sem medo. Machucou?Analise a situação e veja se tem culpa, caso não tenha bola para frente, quem perdeu foi o outro. Olha, o problema com vício em pornografia é bem profundo, descubra o que está te ligando a esse vício( o que te faz cair de verdade) e resolva e você verá o vício como ele é de verdade: Uma criatura maligna que quer te destruir a todo custo E de alguma forma será mais fácil lidar com ele. Anote seus gatilhos e evite eles! Continue postando no seu diário! Estarei acompanhando! Torcendo por ti!Força! Fique com Deus e até!

#Timedasgarotas!

     Olá, Lupus! Agradeço pelas boas vindas. Valeu pelas palavras e explicações, consegui refletir mais sobre algumas questões que você abordou. Eu tenho um diário de reflexões a respeito da vida e outros assuntos, e suas palavras me ajudaram com algumas partes. Estou lendo o teu diário desde segunda, ainda não terminei de ler. Irei acompanhar. Forças pra você também! Fique com Deus!

#Timedasgarotas!

Nada! Fico feliz em ajudar!Fique com Deus e até!

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Gandalf:"Assim como todos que testemunham tempos sombrios como este, mas não cabe a eles decidir, o que os cabe é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado."

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em 9/5/2020, 06:55
BAT escreveu:
Hapu escreveu:Boa noite, a todos deste fórum! Espero que estejam bem e firmes nesta jornada.
        Hoje estou no meu 3º dia de reboot. Os sintomas são leves e suportáveis, assim como os pensamentos (em alguns momentos foi bem complicado. De 0 a 5, nível 3,5 eu diria); porém isso sempre foi comum nos meus primeiros dias. Estou aproveitando estes momentos de maior sobriedade para passar um pente fino nos meus gatilhos e bloquear qualquer buraco que possa servir de recaída. A procrastinação tem sido um grande obstáculo, principalmente na hora de acordar (momento em que eu sempre tive maior dificuldade e vulnerabilidade. O que é um pouco estranho, porque pra tomar banho e dormir, durante todo esse tempo, nunca fui atormentada por esse mal). Nesses 3 dias não consegui praticar exercícios (e olha que eu tenho aparelhos em casa) e nem estudar. Mas consegui resolver alguns problemas pessoais. Um deles eu gostaria de compartilhar.  
        Por causa da pandemia, não é novidade para ninguém que agora as atividades, antes presenciais, estão sendo feitas online. A escola em que faço meu curso de informática usa um site específico e o youtube. Aí que mora o problema: o YOUTUBE. Na minha primeira postagem aqui no fórum expliquei que os vídeos amadores desta plataforma em questão faziam parte das minhas quedas, e onde eu fui introduzida aos vídeos. Depois que escalei para os sites específicos. Contudo, há 1 ano e meio venho instalando bloqueadores (utilizando formas muito eficazes para não os burlar), mas nunca o youtube (pois alegava precisar estudar. O que era muito tosco. 1 ou 2 semanas era o máximo que eu chegava). Era nele que buscava vídeos quando não conseguia mais suportar a abstinência. Ontem tive problemas ao assistir as aulas por conta dos bloqueios que fiz. Em todos os navegadores, em múltiplos sites. Isso sendo apresentado, por um breve momento pensei em desbloqueá-lo, afinal estava necessitando dele. E me pareceu uma boa justificativa em relação as outras vezes em que apenas inventei uma desculpa. Só que eu cansei. Sei que não vai ser assim, é um gatilho muito forte pra deixar solto, não somente pra consumir PMO, mas também de todas as vezes em que procrastinei vendo inutilidades, fantasiando uma vida que não tenho ou sendo uma pessoa que nunca serei (porque somos únicos). Liguei para o curso e apresentei minhas dificuldades de acessar, que gostaria de dar continuidade ao curso quando voltarem a serem presenciais. Foram muito educados e flexíveis, me proporcionando essa opção.
       Não quero voltar mais pra escravidão. Prefiro viver o resto da minha vida estudando de um modo clássico (como os grandes estudiosos do século passado que fizeram grandes descobertas sem o acesso da internet) do que me enganar achando que serei forte o bastante pra ignorar um gatilho. Dessa forma minha vida não anda; como não tem andado durante 4 anos. A vida passou, pessoas amadureceram e eu fiquei estacionada buscando um prazer tão mesquinho e egoísta.
      Fiquei muito feliz com essa minha decisão!!!
     Gostaria de fazer uma observação que noto desde que comecei a consumir P. Na verdade é algo que eu vi no diário de uma pessoa aqui no fórum, e foi uma reflexão incrível (não me lembro o nome do diário para poder dar os créditos. Se acharem a pessoa me avisem. E caso eu encontrar editarei). Na medida em que vão passando os dias, parece que sua mente esquece do porquê você iniciou com tudo. É tão terrível!!! Eu vejo esse problema acontecer comigo sempre, pois como não escalei pra outros gêneros, não sou muito atormentada com sonhos, não assisti nada violento e outros, tenho aquela falsa sensação de que nunca passarei disso se continuar e que não sofreria malefícios como os outros. O que é uma grande mentira. Pois no iniciozinho eu apenas lia historinhas de “romance” e agora enfrento graves problemas de insônia, concentração, frieza espiritual e muitos outros.
     Bom, com tudo ajustado e BLOQUEADO (e dane-se se eu precisar posteriormente. Cansei dessa vida), posso focar toda as minhas forças e energias no campo mental. Batalhar para quando vir os maus pensamentos.
     Por hoje é só. Beijos e um grande abraço!

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  “Livra-me também dos pecados que cometo por vontade própria; não permita que eles me dominem. Assim serei uma pessoa direita e ficarei livre do grave pecado de desobediência a Ti.” (Salmos 19:13)

Hapu, sua história será um dia um belo testemunho, gostei bastante de ler tudo e gostaria de dar uma dica quanto as coisas no youtube.
Há bastante conteúdo potencialmente ruim para você lá, mas ao mesmo tempo há pregações, há aulas, estudos, boas músicas... Então, podes usar o whats com sua mãe para acessar as aulas, só pedir para ela mandar o link do vídeo para ti via whats e esperar que a thumb do vídeo carregue. Poderás assistir aquele vídeo tendo ele reproduzido pelo próprio wpp. Bom use isso com sabedoria e cautela. Leia a bíblia e ore todos os dias, isso irá lhe ajudar também, e uma dica muito boa é decorar as escrituras, para recitar elas em voz alta nas tentações e meditar naquilo que dizes (Recitar João 1:1-18 em voz alta já me salvou muitas vezes, afirmar a divindade e glória de nosso Senhor Jesus Cristo nos mostra que o outro "senhor", a pornografia, é nada e isso me ajuda muito).

Que Deus te abençoe mulher. Forças nesta luta.



Valeu, BAT! Resolvi ontem essas questões sobre os vídeos em que posso estar assistindo as pregações e as aulas. Tem alguns portais de estudos que possuem aulas em vídeo. As aulas que não tiverem, será colocada no wpp. Obrigada pelas dicas. Fique com Deus!


Última edição por Hapu em 11/5/2020, 00:40, editado 1 vez(es)
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Buscando a Liberdade  Empty Re: Buscando a Liberdade

em 9/5/2020, 20:52
Olá Hapu!

Seja muito bem-vinda ao fórum! Que bom que você percebeu que a prática da PMO estava te atrapalhando e se propôs a mudar essa situação. Achei incrível sua decisão de ligar para o curso e evitar esse grande gatilho para você que era o Youtube. É sempre muito legal para nosso reboot fazermos essas análises e percebemos o que nos leva de volta para a PMO, e sempre propormos mudanças, métodos e até novos hábitos para lidar com tudo da melhor forma.

Parabéns pelos dias e pelas novas atitudes, espero que tudo flua bem e que você tenha um ótimo reboot!

Confira alguns links recomendados para ficar por dentro do fórum, caso ainda não tenha lido:

Certifique-se de ler as normas do fórum por meio das Regras de Participação e das Proibições.

Para saber mais sobre o método proposto confira dúvidas básicas sobre o reboot e vício em PMO, além disso baixe o Guia Introdutório, que servirá como suporte para entender o processo de reboot, dentre outras informações importantes.

Lembre-se de estar instalando bloqueadores de P nos seus dispositivos e colocando um contador de dias na sua assinatura aqui, para te auxiliarem durante seu processo de reboot. Para instalar bloqueadores você pode seguir os tutorias dos Tópicos Recomendados, e se ficar com alguma dúvida dê uma olhadinha na Seção de Ferramentas e Bloqueadores. Para instalar um contador confira Como Instalar um Contador de Dias.

Para mais informações ou falar com a moderação visite a Seção de Orientações Básicas, e para alguma dúvida sobre o método procure, ou pergunte, na Seção de Dúvidas.

Não se esqueça de nos manter atualizados sobre seu processo aqui no seu diário.

Até maais!

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Buscando a Liberdade  Empty Re: Buscando a Liberdade

em 10/5/2020, 00:28
Olá Hapu, ainda estou aprendendo a mexer no fórum ainda, então não sei se estou respondendo certo. Eu me identifiquei demais com você!!
Desde as fantasias até todos acharem lindo eu ser centrada e nunca me apaixonar, sou cristã e sei exatamente como é difícil isso, porque a gente se sente tão mal, mas Deus ele está com a gente e creio que ele é fiel para nos livrar, vou acompanhar seus relatos e creio que vamos vencer, em nome de Jesus! Smile

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Buscando a Liberdade  Empty Re: Buscando a Liberdade

em 10/5/2020, 17:42
Eu também recaí pelo Youtube, eu fiquei muito tempo assistindo vídeos por lá sem acessar nenhum site de conteúdo adulto, me enganando dizendo que já que eu não estava em um site específico, então eu não estava consumindo P. Realmente, é muito difícil parar de usá-lo quando você usa-o para estudar, para assistir vídeos edificantes, mas o que pude fazer foi: eu trabalhava em tempo integral, então bloqueei o Youtube no celular por mais de 30 dias, só podia usá-lo quando chegava em casa pela noite, quando eu já nem pensava em P, minha rotina noturna já era definida e eu gostava, mas foi muito difícil pois eu usava-o até no trabalho porque muito do tempo lá era passado em ócio e eu utilizava-o para me entreter e tornar o passar do tempo mais suportável. Fazendo isso eu pude agir como alguém que tenta parar de tomar café: diminuindo a quantidade de pouco em pouco a cada dia, torna-se mais fácil largar de vez no final, pois é menos complicado parar quando você consome 1 xícara por dia do que quando consome 8. Assim eu fui perdendo a vontade de usá-lo e principalmente a vontade de assistir vídeos eróticos nele. Hoje o que tenho de parar de fazer é assistir as besteiras que têm nele, mas digo com certeza que na maioria das vezes que eu utlizo a plataforma não passa pela minha cabeça voltar a assistir essas coisas de novo,e quando passa, eu lembro o motivo que me fez começar e estar até hoje aqui firme e forte.

Bom, espero ter ajudado e desculpe-me se o texto possa estar confuso.

Por ora, desejo a ti o mesmo de sempre: força !!

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Buscando a Liberdade  Empty Re: Buscando a Liberdade

em 10/5/2020, 21:09
Como vai o reboot?

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em 11/5/2020, 00:29
Rene.Gade escreveu:Olá Hapu!

Seja muito bem-vinda ao fórum! Que bom que você percebeu que a prática da PMO estava te atrapalhando e se propôs a mudar essa situação. Achei incrível sua decisão de ligar para o curso e evitar esse grande gatilho para você que era o Youtube. É sempre muito legal para nosso reboot fazermos essas análises e percebemos o que nos leva de volta para a PMO, e sempre propormos mudanças, métodos e até novos hábitos para lidar com tudo da melhor forma.

Parabéns pelos dias e pelas novas atitudes, espero que tudo flua bem e que você tenha um ótimo reboot!

Confira alguns links recomendados para ficar por dentro do fórum, caso ainda não tenha lido:

Certifique-se de ler as normas do fórum por meio das Regras de Participação e das Proibições.

Para saber mais sobre o método proposto confira dúvidas básicas sobre o reboot e vício em PMO, além disso baixe o Guia Introdutório, que servirá como suporte para entender o processo de reboot, dentre outras informações importantes.

Lembre-se de estar instalando bloqueadores de P nos seus dispositivos e colocando um contador de dias na sua assinatura aqui, para te auxiliarem durante seu processo de reboot. Para instalar bloqueadores você pode seguir os tutorias dos Tópicos Recomendados, e se ficar com alguma dúvida dê uma olhadinha na Seção de Ferramentas e Bloqueadores. Para instalar um contador confira Como Instalar um Contador de Dias.

Para mais informações ou falar com a moderação visite a Seção de Orientações Básicas, e para alguma dúvida sobre o método procure, ou pergunte, na Seção de Dúvidas.

Não se esqueça de nos manter atualizados sobre seu processo aqui no seu diário.

Até maais!


Valeu pela força, Rene.Gade! Já estou separando os dias e horários em que tirarei um tempo pra postar aqui no diário.


Última edição por Hapu em 11/5/2020, 00:41, editado 1 vez(es)
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em 11/5/2020, 00:36
Beeh escreveu:Olá Hapu, ainda estou aprendendo a mexer no fórum ainda, então não sei se estou respondendo certo. Eu me identifiquei demais com você!!
Desde as fantasias até todos acharem lindo eu ser centrada e nunca me apaixonar, sou cristã e sei exatamente como é difícil isso, porque a gente se sente tão mal, mas Deus ele está com a gente e creio que ele é fiel para nos livrar, vou acompanhar seus relatos e creio que vamos vencer, em nome de Jesus! Smile


Exatamente Beeh. Também creio que iremos vencer toda esta situação. Vou confessar que eu também fiquei muito confusa em como mexer no site kkkkkkk. Verifiquei milhares de vezes em outros diários pra ver se estava certo. E abrindo meu coração, ainda não me sinto confortável em dar conselhos e comentar em outros diários. Sei lá. Mas, pelo menos na minha visão, olhar histórias em que nós entendemos e passamos pela situação nos ajuda muito.
E sobre a questão de sermos cristãs, é realmente uma sensação horrível viver naquela vida. Venceremos em nome do Senhor Jesus! Fique com Deus!!!

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em 11/5/2020, 00:50
benedetto escreveu:Eu também recaí pelo Youtube, eu fiquei muito tempo assistindo vídeos por lá sem acessar nenhum site de conteúdo adulto, me enganando dizendo que já que eu não estava em um site específico, então eu não estava consumindo P. Realmente, é muito difícil parar de usá-lo quando você usa-o para estudar, para assistir vídeos edificantes, mas  o que pude fazer foi: eu trabalhava em tempo integral, então bloqueei o Youtube no celular por mais de 30 dias, só podia usá-lo quando chegava em casa pela noite, quando eu já nem pensava em P, minha rotina noturna já era definida e eu gostava, mas foi muito difícil pois eu usava-o até no trabalho porque muito do tempo lá era passado em ócio e eu utilizava-o para me entreter e tornar o passar do tempo mais suportável. Fazendo isso eu pude agir como alguém que tenta parar de tomar café: diminuindo a quantidade de pouco em pouco a cada dia, torna-se mais fácil largar de vez no final, pois é menos complicado parar quando você consome 1 xícara por dia do que quando consome 8. Assim eu fui perdendo a vontade de usá-lo e principalmente a vontade de assistir vídeos eróticos nele. Hoje o que tenho de parar de fazer é assistir as besteiras que têm nele, mas digo com certeza que na maioria das vezes que eu utlizo a plataforma não passa pela minha cabeça voltar a assistir essas coisas de novo,e quando passa, eu lembro o motivo que me fez começar e estar até hoje aqui firme e forte.

Bom, espero ter ajudado e desculpe-me se o texto possa estar confuso.

Por ora, desejo a ti o mesmo de sempre: força !!


Seu texto está ótimo. Consegui entender tudo o que quis dizer e com certeza me ajudou. Com o bloqueador que tenho no pc, percebi que ele filtra conteúdos impróprios nele também. Porém, meu outro problema é o ócio, algo que eu já experimentava, ainda que em menor escala, antes de consumir e praticar PMO; então decidi ser radical. Já estou em meu 7º dia de reboot e não senti falta. Espero que continue assim pelos próximos dias, né?
Valeu pela ajuda e vibrações de forças!

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em 11/5/2020, 00:54
Lupus Red Bellator escreveu:Como vai o reboot?

Está indo muito bem Lupus, valeu por perguntar. Hoje é o meu 7º dia de reboot. Fiquei estes dias sem postar porque tive dias atarefadíssimos (organizando alguns métodos eficazes de estudos - espero que esses realmente funcione - rotina e etc). Mas amanhã irei postar aqui como foram estes dias. Já adianto que me sinto muito bem.

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em 11/5/2020, 09:30
Hapu escreveu:
Lupus Red Bellator escreveu:Como vai o reboot?

Está indo muito bem Lupus, valeu por perguntar. Hoje é o meu 7º dia de reboot. Fiquei estes dias sem postar porque tive dias atarefadíssimos (organizando alguns métodos eficazes de estudos - espero que esses realmente funcione - rotina e etc). Mas amanhã irei postar aqui como foram estes dias. Já adianto que me sinto muito bem.

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  “Livra-me também dos pecados que cometo por vontade própria; não permita que eles me dominem. Assim serei uma pessoa direita e ficarei livre do grave pecado de desobediência a Ti.” (Salmos 19:13)


Que bom Hapu! Fico muito feliz por você! Espero que funcionem também!Continue assim! Força! Fique com Deus e até!

_______________________________________
Frodo:"Queria que o anel nunca tivesse sido dado a mim e que nada disso tivesse acontecido."

Gandalf:"Assim como todos que testemunham tempos sombrios como este, mas não cabe a eles decidir, o que os cabe é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado."

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em 11/5/2020, 11:53
Olá, pessoal! Como estão?
     Nestes dias tive uma rotina muito cheia, por isso não pude vir postar aqui. A minha ideia é deixar o diário atualizado a cada 2 dias. Dessa forma terei tempo para escrever com mais detalhes e deixar bem editado.
      Hoje é meu 7° dia de reboot. Já consigo observar muitos benefícios; mas antes é necessário fazer um breve resumo (o que talvez possa não ser. Acho que todos já perceberam que meus textos são muito longos. É que eu falo muito) dos dias em que não apareci para relatar minhas experiências nesse diário.
     Como já tinha dito em outras postagens, essa não é a primeira vez que tento largar da PMO (pelo método do programa revert é a segunda vez) e por ser uma pessoa muito observadora, consigo reparar padrões que ocorrem ao longo dos dias (inclusive eu escrevo sobre todos eles, todos os dias), como pensamentos, sensações, sentimentos e etc. Tendo isso a meu favor, consigo, não apenas driblar como também, mapear a minha mente. Conheço muito bem, quais são os pensamentos iniciais que depois se tornam em gatilhos para PMO, e quais são os saudáveis que posso deixar fluir. Pra mim não tem sido um trabalho difícil até agora; não sei depois.
      A partir do 4º dia, tenho levantado bem cedinho (mentalizo a seguinte frase: “Anda Hapu, tenha 20 segundos de coragem. Não pense nas milhões de coisas que ainda tem de resolver. Apenes levante e escove os dentes), pratiquei alguns exercícios e fui resolver os meus problemas. Tenho lido 2 livros diferentes (já tinha esse costume): A bíblia e outro de romance policial da Agatha Christie (é um subgênero, não tem relação com o romântico). Não tenho estudado sozinha, mesmo nos dias em que estou muito bem (não posso ser descuidada); sempre fico na cozinha usando um fone e sons de chuva para abafar alguns barulhos (minha casa só é barulhenta quando temos visitas). Não tive sonhos relacionados a PMO, consegui dormir noites inteiras, os pensamentos intrusivos são muito leves, assim como a força deles. Ajuda muito escrever, dessa forma consigo ampliar o meu campo de visão e entender melhor o que estou pensando. Criei vários métodos e um dia pretendo vir aqui relatar. Como estou no início não me sinto no direito e na posição de aconselhar e ajudar pessoas. Isso é algo que eu sempre pensei, não somente sobre este assunto de PMO, mas de muitos outros também.
      Os dias 6 e 7 são os mais complicados pra mim. Graças a Deus, ontem passei um dia tranquilo e divertido. Algumas pessoas da minha família tiveram que vir a minha casa urgentemente (nada relacionado ao vírus) no sábado e acabaram dormindo. Foram embora ontem. Isso me distraiu bastante. Além disso, ontem também configurei e barrei todo e qualquer estímulo nos celulares dos meus pais, porque eles são pessoas que não ligam muito pra tecnologia e às vezes saem de casa deixando os dispositivos; para que eu não venha a ser tentada por essa brecha, tomei logo essa atitude. Agora sim nada mais na minha casa é um risco pra mim.
     É notável o ânimo e a tranquilidade que tenho experimentado. E isso me dá forças pra lutar nos maus dias. Eu devo tudo isso a Deus, todas as minhas palavras de gratidão, primeiramente, devem ser direcionadas a Ele, segundo a minha mãe e toda minha família; por último a este fórum e todo o pessoal.
     Quero dar mais detalhes sobre os pensamentos intrusivos, gatilhos e os métodos que têm me ajudado. Só que ainda fico um pouco envergonhada de compartilhar a minha reflexão. Mas acho que amanhã já vou postar como um texto extra.


     Enfim, isso é tudo o que tinha para dizer. Fiquem com Deus!!!

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Última edição por Hapu em 11/5/2020, 12:06, editado 1 vez(es) (Razão : alguns erros na escrita)
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em 11/5/2020, 22:09
Hapu escreveu:Olá, pessoal! Como estão?
     Nestes dias tive uma rotina muito cheia, por isso não pude vir postar aqui. A minha ideia é deixar o diário atualizado a cada 2 dias. Dessa forma terei tempo para escrever com mais detalhes e deixar bem editado.
      Hoje é meu 7° dia de reboot. Já consigo observar muitos benefícios; mas antes é necessário fazer um breve resumo (o que talvez possa não ser. Acho que todos já perceberam que meus textos são muito longos. É que eu falo muito) dos dias em que não apareci para relatar minhas experiências nesse diário.
     Como já tinha dito em outras postagens, essa não é a primeira vez que tento largar da PMO (pelo método do programa revert é a segunda vez) e por ser uma pessoa muito observadora, consigo reparar padrões que ocorrem ao longo dos dias (inclusive eu escrevo sobre todos eles, todos os dias), como pensamentos, sensações, sentimentos e etc. Tendo isso a meu favor, consigo, não apenas driblar como também, mapear a minha mente. Conheço muito bem, quais são os pensamentos iniciais que depois se tornam em gatilhos para PMO, e quais são os saudáveis que posso deixar fluir. Pra mim não tem sido um trabalho difícil até agora; não sei depois.
      A partir do 4º dia, tenho levantado bem cedinho (mentalizo a seguinte frase: “Anda Hapu, tenha 20 segundos de coragem. Não pense nas milhões de coisas que ainda tem de resolver. Apenes levante e escove os dentes), pratiquei alguns exercícios e fui resolver os meus problemas. Tenho lido 2 livros diferentes (já tinha esse costume): A bíblia e outro de romance policial da Agatha Christie (é um subgênero, não tem relação com o romântico). Não tenho estudado sozinha, mesmo nos dias em que estou muito bem (não posso ser descuidada); sempre fico na cozinha usando um fone e sons de chuva para abafar alguns barulhos (minha casa só é barulhenta quando temos visitas). Não tive sonhos relacionados a PMO, consegui dormir noites inteiras, os pensamentos intrusivos são muito leves, assim como a força deles. Ajuda muito escrever, dessa forma consigo ampliar o meu campo de visão e entender melhor o que estou pensando. Criei vários métodos e um dia pretendo vir aqui relatar. Como estou no início não me sinto no direito e na posição de aconselhar e ajudar pessoas. Isso é algo que eu sempre pensei, não somente sobre este assunto de PMO, mas de muitos outros também.
      Os dias 6 e 7 são os mais complicados pra mim. Graças a Deus, ontem passei um dia tranquilo e divertido. Algumas pessoas da minha família tiveram que vir a minha casa urgentemente (nada relacionado ao vírus) no sábado e acabaram dormindo. Foram embora ontem. Isso me distraiu bastante. Além disso, ontem também configurei e barrei todo e qualquer estímulo nos celulares dos meus pais, porque eles são pessoas que não ligam muito pra tecnologia e às vezes saem de casa deixando os dispositivos; para que eu não venha a ser tentada por essa brecha, tomei logo essa atitude. Agora sim nada mais na minha casa é um risco pra mim.
     É notável o ânimo e a tranquilidade que tenho experimentado. E isso me dá forças pra lutar nos maus dias. Eu devo tudo isso a Deus, todas as minhas palavras de gratidão, primeiramente, devem ser direcionadas a Ele, segundo a minha mãe e toda minha família; por último a este fórum e todo o pessoal.
     Quero dar mais detalhes sobre os pensamentos intrusivos, gatilhos e os métodos que têm me ajudado. Só que ainda fico um pouco envergonhada de compartilhar a minha reflexão. Mas acho que amanhã já vou postar como um texto extra.


     Enfim, isso é tudo o que tinha para dizer. Fiquem com Deus!!!

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  “Livra-me também dos pecados que cometo por vontade própria; não permita que eles me dominem. Assim serei uma pessoa direita e ficarei livre do grave pecado de desobediência a Ti.” (Salmos 19:13)

Que bom Hapu! Continue assim! Força! Fique com Deus e até!

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em 11/5/2020, 22:24
Hapu escreveu:Olá, pessoal! Como estão?
     Nestes dias tive uma rotina muito cheia, por isso não pude vir postar aqui. A minha ideia é deixar o diário atualizado a cada 2 dias. Dessa forma terei tempo para escrever com mais detalhes e deixar bem editado.
      Hoje é meu 7° dia de reboot. Já consigo observar muitos benefícios; mas antes é necessário fazer um breve resumo (o que talvez possa não ser. Acho que todos já perceberam que meus textos são muito longos. É que eu falo muito) dos dias em que não apareci para relatar minhas experiências nesse diário.
     Como já tinha dito em outras postagens, essa não é a primeira vez que tento largar da PMO (pelo método do programa revert é a segunda vez) e por ser uma pessoa muito observadora, consigo reparar padrões que ocorrem ao longo dos dias (inclusive eu escrevo sobre todos eles, todos os dias), como pensamentos, sensações, sentimentos e etc. Tendo isso a meu favor, consigo, não apenas driblar como também, mapear a minha mente. Conheço muito bem, quais são os pensamentos iniciais que depois se tornam em gatilhos para PMO, e quais são os saudáveis que posso deixar fluir. Pra mim não tem sido um trabalho difícil até agora; não sei depois.
      A partir do 4º dia, tenho levantado bem cedinho (mentalizo a seguinte frase: “Anda Hapu, tenha 20 segundos de coragem. Não pense nas milhões de coisas que ainda tem de resolver. Apenes levante e escove os dentes), pratiquei alguns exercícios e fui resolver os meus problemas. Tenho lido 2 livros diferentes (já tinha esse costume): A bíblia e outro de romance policial da Agatha Christie (é um subgênero, não tem relação com o romântico). Não tenho estudado sozinha, mesmo nos dias em que estou muito bem (não posso ser descuidada); sempre fico na cozinha usando um fone e sons de chuva para abafar alguns barulhos (minha casa só é barulhenta quando temos visitas). Não tive sonhos relacionados a PMO, consegui dormir noites inteiras, os pensamentos intrusivos são muito leves, assim como a força deles. Ajuda muito escrever, dessa forma consigo ampliar o meu campo de visão e entender melhor o que estou pensando. Criei vários métodos e um dia pretendo vir aqui relatar. Como estou no início não me sinto no direito e na posição de aconselhar e ajudar pessoas. Isso é algo que eu sempre pensei, não somente sobre este assunto de PMO, mas de muitos outros também.
      Os dias 6 e 7 são os mais complicados pra mim. Graças a Deus, ontem passei um dia tranquilo e divertido. Algumas pessoas da minha família tiveram que vir a minha casa urgentemente (nada relacionado ao vírus) no sábado e acabaram dormindo. Foram embora ontem. Isso me distraiu bastante. Além disso, ontem também configurei e barrei todo e qualquer estímulo nos celulares dos meus pais, porque eles são pessoas que não ligam muito pra tecnologia e às vezes saem de casa deixando os dispositivos; para que eu não venha a ser tentada por essa brecha, tomei logo essa atitude. Agora sim nada mais na minha casa é um risco pra mim.
     É notável o ânimo e a tranquilidade que tenho experimentado. E isso me dá forças pra lutar nos maus dias. Eu devo tudo isso a Deus, todas as minhas palavras de gratidão, primeiramente, devem ser direcionadas a Ele, segundo a minha mãe e toda minha família; por último a este fórum e todo o pessoal.
     Quero dar mais detalhes sobre os pensamentos intrusivos, gatilhos e os métodos que têm me ajudado. Só que ainda fico um pouco envergonhada de compartilhar a minha reflexão. Mas acho que amanhã já vou postar como um texto extra.


     Enfim, isso é tudo o que tinha para dizer. Fiquem com Deus!!!

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  “Livra-me também dos pecados que cometo por vontade própria; não permita que eles me dominem. Assim serei uma pessoa direita e ficarei livre do grave pecado de desobediência a Ti.” (Salmos 19:13)

Parabéns pelos 7 dias !!! Admito que às vezes fico com preguiça de ler coisas na internet, prefiro livros, e eu faço isso em uma boa parte do dia então fico cansado com uma tela iluminando meus olhos, mas você escreve muito e bem e isso sim faz os olhos brilharem. O " faça o que eu digo, não faça o que faço " é um conselho realmente estranho e eu não consigo ver de outra forma a não ser esta: o melhor jeito de dar exemplo é com ação e não com palavras; porém, saiba você que cada reflexão sua que acompanha as lutas diárias é uma dose maior de motivação em quem lê, pois, apesar de tudo, quem quer crescer sempre aprende com a derrota ou com a vitória e, portanto, sempre tem algo a ensinar, então, por favor, não tenha medo de dizer alguma coisa que você sente que é útil. Além do mais, você conhece o ambiente cada vez mais, vai eliminando os gatilhos e percebendo o que ajuda e o que atrapalha, agora é só continuar assim e dar tempo ao tempo, pois essa é uma das muitas coisas que não podemos controlar.
Confiar em Deus e seguir em frente, pois tudo é possível para aquele que crê.

Abraços e força !!

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Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar". Josué 1:9

"Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz..."
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em 12/5/2020, 12:09
benedetto escreveu:
Hapu escreveu:Olá, pessoal! Como estão?
     Nestes dias tive uma rotina muito cheia, por isso não pude vir postar aqui. A minha ideia é deixar o diário atualizado a cada 2 dias. Dessa forma terei tempo para escrever com mais detalhes e deixar bem editado.
      Hoje é meu 7° dia de reboot. Já consigo observar muitos benefícios; mas antes é necessário fazer um breve resumo (o que talvez possa não ser. Acho que todos já perceberam que meus textos são muito longos. É que eu falo muito) dos dias em que não apareci para relatar minhas experiências nesse diário.
     Como já tinha dito em outras postagens, essa não é a primeira vez que tento largar da PMO (pelo método do programa revert é a segunda vez) e por ser uma pessoa muito observadora, consigo reparar padrões que ocorrem ao longo dos dias (inclusive eu escrevo sobre todos eles, todos os dias), como pensamentos, sensações, sentimentos e etc. Tendo isso a meu favor, consigo, não apenas driblar como também, mapear a minha mente. Conheço muito bem, quais são os pensamentos iniciais que depois se tornam em gatilhos para PMO, e quais são os saudáveis que posso deixar fluir. Pra mim não tem sido um trabalho difícil até agora; não sei depois.
      A partir do 4º dia, tenho levantado bem cedinho (mentalizo a seguinte frase: “Anda Hapu, tenha 20 segundos de coragem. Não pense nas milhões de coisas que ainda tem de resolver. Apenes levante e escove os dentes), pratiquei alguns exercícios e fui resolver os meus problemas. Tenho lido 2 livros diferentes (já tinha esse costume): A bíblia e outro de romance policial da Agatha Christie (é um subgênero, não tem relação com o romântico). Não tenho estudado sozinha, mesmo nos dias em que estou muito bem (não posso ser descuidada); sempre fico na cozinha usando um fone e sons de chuva para abafar alguns barulhos (minha casa só é barulhenta quando temos visitas). Não tive sonhos relacionados a PMO, consegui dormir noites inteiras, os pensamentos intrusivos são muito leves, assim como a força deles. Ajuda muito escrever, dessa forma consigo ampliar o meu campo de visão e entender melhor o que estou pensando. Criei vários métodos e um dia pretendo vir aqui relatar. Como estou no início não me sinto no direito e na posição de aconselhar e ajudar pessoas. Isso é algo que eu sempre pensei, não somente sobre este assunto de PMO, mas de muitos outros também.
      Os dias 6 e 7 são os mais complicados pra mim. Graças a Deus, ontem passei um dia tranquilo e divertido. Algumas pessoas da minha família tiveram que vir a minha casa urgentemente (nada relacionado ao vírus) no sábado e acabaram dormindo. Foram embora ontem. Isso me distraiu bastante. Além disso, ontem também configurei e barrei todo e qualquer estímulo nos celulares dos meus pais, porque eles são pessoas que não ligam muito pra tecnologia e às vezes saem de casa deixando os dispositivos; para que eu não venha a ser tentada por essa brecha, tomei logo essa atitude. Agora sim nada mais na minha casa é um risco pra mim.
     É notável o ânimo e a tranquilidade que tenho experimentado. E isso me dá forças pra lutar nos maus dias. Eu devo tudo isso a Deus, todas as minhas palavras de gratidão, primeiramente, devem ser direcionadas a Ele, segundo a minha mãe e toda minha família; por último a este fórum e todo o pessoal.
     Quero dar mais detalhes sobre os pensamentos intrusivos, gatilhos e os métodos que têm me ajudado. Só que ainda fico um pouco envergonhada de compartilhar a minha reflexão. Mas acho que amanhã já vou postar como um texto extra.


     Enfim, isso é tudo o que tinha para dizer. Fiquem com Deus!!!

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  “Livra-me também dos pecados que cometo por vontade própria; não permita que eles me dominem. Assim serei uma pessoa direita e ficarei livre do grave pecado de desobediência a Ti.” (Salmos 19:13)

Parabéns pelos 7 dias !!! Admito que às vezes fico com preguiça de ler coisas na internet, prefiro livros, e eu faço isso em uma boa parte do dia então fico cansado com uma tela iluminando meus olhos, mas você escreve muito e bem e isso sim faz os olhos brilharem. O " faça o que eu digo, não faça o que faço " é um conselho realmente estranho e eu não consigo ver de outra forma a não ser esta: o melhor jeito de dar exemplo é com ação e não com palavras; porém, saiba você que cada reflexão sua que acompanha as lutas diárias é uma dose maior de motivação em quem lê, pois, apesar de tudo, quem quer crescer sempre aprende com a derrota ou com a vitória e, portanto, sempre tem algo a ensinar, então, por favor, não tenha medo de dizer alguma coisa que você sente que é útil. Além do mais, você conhece o ambiente cada vez mais, vai eliminando os gatilhos e percebendo o que ajuda e o que atrapalha, agora é só continuar assim e dar tempo ao tempo, pois essa é uma das muitas coisas que não podemos controlar.
Confiar em Deus e seguir em frente, pois tudo é possível para aquele que crê.

Abraços e força !!


Valeu, Benedetto. Vou seguir este conselho de postar mais sobre algo que acredito ser útil. Obrigada pela força!!!

Abraços e fique com Deus!
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Buscando a Liberdade  Empty Reflexão a respeito dos pensamentos negativos

em 12/5/2020, 12:25
Quero comentar com vocês hoje, sobre um assunto que venho refletindo há bom período. É sobre os pensamentos negativos em geral. Depois de assistir uma palestra (já faz um tempo) da Joyce Meyer falando sobre “A coragem de ser imperfeito”, fiquei mais pensativa ainda.
     Ela chama esses pensamentos de gremlins (criaturinhas diabólicas de um filme de ficção que não suportam a luz do sol), e eu acabei adotando esse nome também. Desde que li (tenho o livro de mesmo tema da palestra) e vi a respeito disso, nunca tinha praticado em minha vida. Até agora.
     Escrevi a parte seguinte há uns 4 dias (Ela é um fragmento de um diário que estou fazendo. Nele anoto alguns padrões que percebo. Pretendo postá-lo no final do meu reboot).
     É muito comum, não apenas em nosso reboot, mas na vida em geral, termos pensamentos negativos e auto sabotadores. Faz parte do ser humano, não existe nenhum indivíduo que não os tenham. Sempre vem aquela ideia tóxica com a intenção de nos desanimar.
     Irei usar o reboot e eu como exemplo.
     Há horas em que me sobrevém aqueles pensamentos: “Pra que?” “Você vai recair de novo” “E vai ficar esperando anos pra poder ter alguma relação?” “E se não funcionar depois de 90 dias?”. Se for um dia em que me sinto bem e disposta, logo são jogados no fundo de meu ser e esquecidos. E acredito que é aqui que mora o erro. Ignorar as poucas negatividades que se apresentam nesses dias, onde tenho vigor e sobriedade para lutar.
     Por que é um erro não ouvir as negatividades? Não deveria ser o contrário? (ouvi-los não significa que estamos concordando. A ideia é confrontá-los).
     Digo isso, pois os pensamentos negativos que temos são como os gremlins: não suportam a claridade. E eles – os pensamentos - são reais. Vem a partir de medos e inseguranças que temos a respeito da vida. Desconsidera-los não fará com que eles sumam. Empurra-los para o lugar mais escuro dentro de nós, fará com que eles sejam alimentados e tenham mais força na próxima vez.
    Diante disso devemos colocar luz sobre eles para aniquilá-los. Nos momentos de maior sobriedade, é onde temos mais forças para lutar e refletir sobre a situação a qual passamos. Ao invés de deixar passar o pensamento, encurrale-o. Faça questionamentos “Por que estou imaginando isso?” “Por que acho que vou recair de novo?” “Onde posso pedir ajuda e com quem?”, reflita e escreva sobre isso em um diário pessoal, ajuda muito. Ler em voz alta também (óbvio que não precisa gritar, apenas ler numa altura audível pra ti).
     Estas atitudes serão parte do crescimento e da maturidade. O início de todo aprendizado é complicado, desconfortável (principalmente quando estamos falando de P), árduo e, algumas vezes, confuso; mas quando entendemos como se procede vai ficando mais fácil. E aí quando estiver em situações de dificuldade, ou até num dia bom, e essas ideias nos confrontar, não seremos mais um bichinho acuado que não sabe como responder a altura essas mazelas. Teremos afirmações, bons conselhos ao nosso favor e maturidade para lutar por nossa sobriedade.
    Eu acredito que um dos meus erros, não só das tentativas de parar com a PMO, mas da vida mesmo, foi não dar luz a esses gremlins e ignorá-los. Isso impediu meu amadurecimento em geral. Não confrontei os meus problemas face a face, não procurei por respostas para responder esses pensamentos negativos a altura. Não sei se isso se aplica a pensamentos intrusivos de lembranças difíceis ou então sonhos perturbadores. Ainda estou refletindo essa parte.
     Essa conduta de questionar os pensamentos tem me proporcionado grande assistência em vários aspectos da minha vida. E além de indagá-los, escrevo a respeito de tudo o que estou pensando, para poder ter uma visão mais ampla e detalhada das minhas ideias.

     E vocês o que pensam sobre este assunto? Fez algum sentido? Como enfrentam os pensamentos negativos? Me deem dicas também.

     Beijos e Abraços. Fiquem com Deus!!!

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