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 Diário de Van Gogh - Vencendo o meu maior inimigo... - Página 7 Empty Re: Diário de Van Gogh - Vencendo o meu maior inimigo...

15/2/2021, 20:56
Olá, Amigos!

aparte inicial
Mais um registo neste meu diário. Engraçado como nunca escrevi um diário real, da minha vida, e, neste momento, sinto que este é o "diário" mais importante que poderia ter escrito alguma vez e uma vez que não há segredos aqui, tudo fica mais fácil. Agradeço a oportunidade a quem criou o fórum e o mantém, também a todos os companheiros e companheiras de luta não só pelos comentários ao meu diário como também pelos testemunhos e pela luta de cada dia.

Confesso que nem sabia que estava perto de completar 1 mês de reboot após a última queda. Têm sido dias sem fissuras nem grandes problemas. Notei, principalmente na semana passada, também por algumas situações de maior preocupação e ansiedade que, por vezes, surgiam na mente pensamentos relacionados com gatilhos e etc. Felizmente tenho conseguido lidar com isso (lidar=fugir das ocasiões + lutar + desviar pensamento). Tive, inclusive, períodos de insónias bastante complicados mas resisti e continuo firme no reboot. Tenho conseguido manter algumas tarefas às quais me propus, sendo que estou a ter mais dificuldades em outras, no entanto, estou a ter paciência comigo mesmo e a pensar nas melhores maneiras de contornar isto. Tenho pensado em sair das redes sociais, por uma questão de melhoramento de tempo e melhor aproveitamento do mesmo. Não é que tenha passado assim muito tempo mas, por isso mesmo, poderei diminuir ainda mais e, quem sabe, sair mesmo. O meu problema é que eu trabalho e divulgo o que faço por lá, ou seja, não conseguirei cortar a 100% pois tenho a necessidade de alguma presença. No entanto ando a pensar em possíveis soluções e espero encontrar uma forma de me manter distante. Quero realmente mudar a minha vida e, no fundo, quanto mais nos conhecemos e temos humildade para reconhecer os nossos erros, mais fácil é encontrar soluções e, embora haja dificuldades em aplicar, na prática, as alterações de comportamento, a consciência do erro dá uma maturidade diferente para lidar com as coisas, mais calma e paciência, mas também mais sentido de radicalidade e mais vontade. Assim espero, que ao final de cada dia seja alguém melhor, e espero chegar não só ao fim do reboot mas também melhorar bastante noutros aspetos anteriormente mencionados.

Tenho notado que existem em mim uma espécie de ciclos que eu já mencionei noutras publicações do diário e que se caracterizam por uma desordem, ou seja, parece que me sinto perdido, desrregulado (em horários, em tarefas, em pensamentos, etc), nessas alturas sinto um desânimo, uma melancolia. Resumindo, parece uma espécie de crise depressiva circunscrita num pequeno período de tempo. Nesse período parece que vou a baixo e sinto-me mal. Acho que isso pode ser sintoma de alguma carência emocional ou dificuldade em lidar com frustrações ou coisas do género, no entanto, tenho algo bom pois, geralmente, eu tenho consciência de tudo isto e sei como posso ir dando a volta à situação. Penso, igualmente, que isto pode ser, obviamente, também fruto do reboot e do facto de eu não ceder ao "escape" emocional de PMO, que acho que era o que acontecia. Nesta semana passada creio que, em parte, isso tenha acontecido. Aceitei tranquilamente a falta de sono, a desorientação e tudo aquilo que me estava a incomodar e disse a mim mesmo que tinha que aguentar aquilo como deveria ser feito, pois a vida é feita de altos e baixos. Nesse tempo eu li, ouvi música, fiz bastantes tarefas domésticas, rezei e hoje estou aqui bastante bem e restabelecido. Com tudo isto, quero dizer que nós teremos, forçosamente, momentos destes, ciclos negativos, de rejeição ao reboot, de frustração com situações da vida, medo de falhar em algo, ansiedade por não cumprir uma tarefa, etc, etc. No entanto, e eu já cometi esse erro, recair só nos fará sentir pior. Lembro-me, muitas vezes após recaídas, pensar o seguinte: "Possa, como é que eu não vi isto tão claramente como vejo agora, depois do mal feito? | Eu não resolvi nada dos meus problemas e acabei por acrescentar mais um para a conta. | Se eu soubesse o que sei agora nunca tinha feito x ou y! | Quem me dera voltar atrás no tempo! | Sinto-me triste comigo mesmo." - Eu faço muitas vezes o exercício de avanço e recuo no tempo para medir consequências de atos. É algo que tenho vindo a fazer há já algum tempo e que se mostra bastante interessante psicologicamente pois é um constante avaliar de eventos presentes por experiências do passado e expectativas do futuro. *Tendo em conta que eu vivo o presente e não guardo ressentimentos passados ou grandes ansias do que virá futuramente, é apenas um exercício de consciência.

Basicamente, eu faço o seguinte:
PASSADO
1 - Penso em momentos de queda e tento reviver o que eu senti, o que se passou para eu ter ocasiões, e, principalmente, o que eu senti no final, o esforço necessário para não desanimar, o esforço necessário para não recair nos primeiros dias, e etc. Ou seja, focar momentos concretos do passado que me mostrem que não vale a pena ter que passar por isso de novo.
FUTURO
2 -  Penso (imagino) momentos futuros em que eu completo 30 dias, 60 dias, 90 dias, 120 dias, etc. Imagino como me sentirei feliz por estar livre durante esse tempo, como compensará o esforço, como me sentirei feliz, apesar de qualquer outro problema que possa ter nessa altura, por ter eliminado este vicio. Penso assim: "Daqui a um mês eu já estarei com 2 meses de reboot e isso é fantástico!" - Ou seja, associo boas sensações ao ato de continuar o reboot com seriedade e perseverança. Esses pensamentos reforçam igualmente a ideia de que o esforço presente vale a pena e que, dia a dia, se faz o futuro que planeio, mesmo que seja a curto/médio prazo.
FUTURO 2
3 - Há outro pensamento que faço, com menor preponderância que é: imaginar que tenho uma queda e, com recurso à memória do passado, reproduzir mentalmente que se isso acontecer futuramente eu estarei, nessa altura, numa posição muito menos saudável e favorável do que, por exemplo, agora (com 24 dias de reboot). Esse pensamento diz-me que se assim é então este presente de firmeza ante a adversidade tem que ser constante para não fazer do dia de "amanhã" uma remanescência do "ontem", o que seria um "retrocesso", ainda que nós saibamos que mesmo perante uma queda, o facto de ir lutando sempre já representa, só por si, um progresso! Apenas coloco isso nesse ponto de "retrocesso" como um conceito mental para impulsionar a vontade a não ceder.

Bom, basicamente é isso. Continuo o caminho com humildade e com o sentido de melhorar muito mais, ainda que perseguindo essa melhoria com paciência e resiliência. Tenho passado algumas vezes no fórum mas vou continuar, para já, a estratégia de escrever semanalmente ou quinzenalmente pois sinto-me melhor não estando diariamente a fazer a visita ao fórum pois penso que manter o reboot com a máxima "naturalidade", sem pensamento constante nele é uma mais valia, pelo menos na experiência que tenho eu noto isso, daí também não contar os dias nem querer muito saber a quantas ando pois importo-me mais no dia a dia ir vivendo longe de PMO, como normalidade que isso deveria ser (e é, de facto).

Deixo um abraço aqueles que eventualmente lerem este pequeno testamento. Procuro sempre explorar o que eu vivencio e sinto como forma de deixar registos que, de algum modo, possam também ajudar alguém que se identifique ou ache relevante para o seu caminho. Ultimamente não tenho escrito em muitos diários, mas saibam que estão sempre nas minhas orações e no meu pensamento. Vamos recuperar disto! Força!

Um abraço, Amigos!

Se na tua caminhada não bateres de frente com o diabo é porque estás caminhando na mesma direção que ele.

Se tiver muito, dê muito. Se tiver pouco, dê pouco. Mas sempre dê com o coração e com alegria.


São João Maria Vianney

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19/2/2021, 20:14
Olá, Amigos!

Este final de semana tenho a registar um aumento dos pensamentos de queda. É já o previsível, tenho notado que em todos os reboots que fiz existem séries de dias em que sinto o mesmo que nestes dias tenho verificado. Entre eles, uma vontade de estabelecer algum tipo de estímulo, por vezes com pensamentos que vêm aparentemente do nada, um maior despertar do efeito caçador, mesmo a ver um simples programa de tv, uma espécie de "amolecimento" da fé, sendo as orações mais áridas. Tenho sentido tudo isto numa proporção perfeitamente controlável. Tenho feito isso mesmo, tenho controlado e aguentado essas sensações embora numa das vezes que estava no computador tenha pesquisado algo estúpido (nada explicito) mas retrocedi logo. Isso aconteceu-me não só com isso, mas com algum permissivismo em não aumentar a radicalidade perante estes impulsos, o que é um erro meu, claro. Neste momento, procurarei gerir estas vontades pois elas são uma ilusão, sem dúvida. Há pouco, quando entrei aqui vi o meu primeiro contador, na primeira mensagem do diário, ele conta 260 dias. Esse é o número de dias no qual eu entrei neste fórum e foi a partir dessa fração de tempo que eu comecei a esforçar-me ainda mais por me libertar do vício em PMO. Sinto-me feliz por estar a completar 1 mês após o último reboot sem ter tido grandes fissuras ou problemas, para além da primeira semana que foi difícil por vários sentidos. Portanto, se eu tivesse feito o reboot todo certo, hoje contaria 260 dias. Isso seria incrível para mim. No entanto estou com os 30 dias, sendo que sou uma pessoa diferente do que era antes e não pretendo cair num erro já conhecido por ilusões do meu cérebro. Não é que eu não pense nisso, ou não sinta vontade, mas eu sei, dentro de mim, que não o devo fazer, sei que é mau para mim em todos os sentidos e que devo lutar contra isso. O reboot não significa não sentir tentações mas sim, sentindo-as, lutar contra elas até as aniquilar e, assim, ser dono da minha vontade, libertando-me da prisão que criei em mim mesmo. Reconheço que muita desta dificuldade se deve ao facto de estar há 1 mês em confinamento em casa, sem contactar com quase ninguém, estando a trabalhar em vários projetos em simultâneo e isso acarretar alguma tensão, não haver eucaristias há algumas semanas, entre outros... Creio que tudo isto, aliado à tendência que tenho em buscar fugas para as tensões ou mesmo para momentos de grande alegria, isso contribua para fases assim.

Espero, firmemente, manter o reboot e ir fortalecendo o comprometimento com ele e, assim, ir ultrapassando estes momentos mais delicados. Sinto que escrever aqui é, sem dúvida, um momento de organização mental para mim, pois, neste momento, não tenho grandes contactos com quem fale, muito menos de tudo isto e, para mim, falar ajuda muito pois eu noto que, falando, não só liberto tensão, preocupações e pensamentos, como me organizo melhor do que simplesmente pensando. Daí que a oração também me auxilia pois é uma conversa livre e que posso fazer a qualquer momento. Noto, simplesmente, e é, de facto, curioso, que quanto mais estou nestes momentos, parece que menos a oração tem a força que teria estando eu "bem" ou mais firme e focado. O que há a fazer é enfrentar tudo com paciência, honestidade e coragem, aceitar a cruz de cada dia e lutar contra os "demónios". Neste momento estou a trabalhar num projeto que é algo muito bom para mim e que me dá muito gosto. Espero focar nele a minha atenção, fazer o melhor que eu possa e, assim, mandar todo o pensamento de PMO para longe.

Um abraço a todos!
Estamos juntos!

“Não é possível derramar mais água numa taça já cheia; assim também Deus não pode verter as suas graças numa alma cheia de distrações frivolidades.”
São Maximiliano de Kolbe

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2/3/2021, 21:17
Olá meu caro.

Gosto muito da maneira como escreve e também assim como você, me organizo mentalmente escrevendo em meu diário. Faço disto uma auto-terapia.

Percebo que você está em um momento delicado, em que a força de vontade parece estar se esvaziando em quanto as fissuras e o vício se inflando, o que é basicamente o que todos nós sentimos em algum momento do reboot.

Qual a fórmula mágica? Gostaria também de saber, caso contrário não estaria com apenas 15 dias desde minha última queda, porém sigo firme em relação a mim mesmo e trabalhando a forma de como ando me sentindo ultimamente. Não sei se te ajuda, mas meditar tem me levado de encontro ao bem estar e os bons sentimentos.

No mais, vou acompanhando sua jornada a partir de agora, te desejando forças e apoiando no que tiver ao meu alcance.

Vamos vencer!

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9/3/2021, 13:06
Olá, Amigos.

É com tristeza que assumo mais uma queda. Sinto que preciso de organizar a minha mente. Esta queda surgiu, aparentemente, do nada mas se avaliar bem, existiram gatilhos que foram surgindo e, ao invés de serem combatidos, foram aceites e acabaram por dar neste desfecho. A teia de PMO é bem conhecida mas acaba, muitas vezes, por nos revelar que está sempre pronta para nos apanhar e nos enrolar de novo. Registo aqui uma queda, em dois dias seguidos (2x no primeiro e 1x no segundo).

A partir daqui não posso fazer outra coisa senão renovar a minha vontade de cumprir o reboot e lutar para emendar dos meus erros.

Um abraço a todos e muita força no combate!

Mesmo que realizes muitas coisas, não progredirás na perfeição, se não aprenderes a negar a tua vontade e a sujeitar-te, deixando a preocupação de ti próprio e das tuas coisas.
São João da Cruz

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9/3/2021, 20:52
Olá VanGogh.

Cair é sempre difícil e complicado, eu entendo perfeitamente você o quanto dói cada queda e cada reset no contador, mas a cada queda é um aprendizado que temos em mente.

E como sempre eu digo, a queda é o menos importante desta história, pois o mais o importante é a quantidade de dias anteriores que você ficou longe da PMO. Por exemplo, se você ficou 60 dia sem PMO e caiu no dia posterior, em sua vida e sua batalha, você ficou pelo menos 60 dias limpo, foram 60 dias vencidos. Tem que comemorar, pois se não tivesse conhecido este caminho do reboot, você teria 60 dias enfurnado na PMO. Pense nisto.

Comemore de coração as suas vitórias e aprendas intensamente com as quedas. É difícil? Completamente, mas é o necessário.

Força neste recomeço, estou torcendo por sua vitória.

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11/3/2021, 15:20
parbat escreveu:Olá VanGogh.

Cair é sempre difícil e complicado, eu entendo perfeitamente você o quanto dói cada queda e cada reset no contador, mas a cada queda é um aprendizado que temos em mente.

E como sempre eu digo, a queda é o menos importante desta história, pois o mais o importante é a quantidade de dias anteriores que você ficou longe da PMO. Por exemplo, se você ficou 60 dia sem PMO e caiu no dia posterior, em sua vida e sua batalha, você ficou pelo menos 60 dias limpo, foram 60 dias vencidos. Tem que comemorar, pois se não tivesse conhecido este caminho do reboot, você teria 60 dias enfurnado na PMO. Pense nisto.

Comemore de coração as suas vitórias e aprendas intensamente com  as quedas. É difícil? Completamente, mas é o necessário.

Força neste recomeço, estou torcendo por sua vitória.


Antes de mais, muito obrigado pelas suas palavras. O sentido é mesmo esse. Não podemos focar inteiramente a nossa consciência numa queda pois esse foco é contraproducente. O caminho é mesmo persistir, tendo como foco que "hoje" estamos melhor do que ontem, "hoje" temos 5 quedas num ano enquanto que antes eram 5 quedas num dia. A luta continua e fico grato por estar aqui em mais uma tentativa e tenho esperança que num desse "hoje" eu vou estar bem longe do dia #1 de reset do contador!

Até agora, tudo tranquilo, alguns excessos em jogos no telemóvel, aos poucos hei de dar conta desse problema, também.

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1/4/2021, 11:46
Olá, Amigos.

Tenho a  relatar uns dias complicados. Tenho sentido vontade de ver conteúdos eróticos e, embora sabendo que isso não é bom, muitas vezes reconheço que sou fraco e tenho dificuldade em não procurar gatilhos. Neste momento não vi nada mas sinto-me um traidor por dentro por ter estas vontades, por fazer pesquisas e parecer esperar encontrar gatilhos para sentir algum bem estar. Reconheço que me tenho sentido árido em todos os aspetos. Estou numa semana má, apenas por esta prisão. Felizmente de nada me posso queixar para além das amarras que me acorrentam e, infelizmente, é isto o que mais me entristece. Amigos, eu vim aqui porque, apesar de tudo isto e mesmo com estas vontades, eu não quero cair novamente. Eu quero libertar-me embora por vezes pareça que a minha vontade quer o contrário. Peço que rezem por mim. Eu vou lutar contra isto e espero vir aqui em breve, com mais uma batalha ganha.

Tudo posso naquele que me conforta.
Naquele que me conforta tudo posso.


1. Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,
pela vossa justiça, salvai-me.

2. Inclinai para mim os vossos ouvidos,
apressai-Vos em me libertar.

3. Sede a rocha do meu refúgio
e a fortaleza da minha salvação;

4. porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,
por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

5. Livrai-me da armadilha que me prepararam,
porque Vós sois o meu refúgio.

6. Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me.

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2/4/2021, 15:16
Olá, Amigos.

Sinto mais liberdade dos sentimentos de negativismo e dos contantes apelos interiores a uma potencial queda. Penso que em mim existe um problema interno que ainda não solucionei. Ele manifesta-se por uma agitação para realizar coisas. Muitas vezes confundo-me a mim mesmo com tudo isso. Parece que pretendo ser produtivo em muitas coisas e isso não resulta. A gestão de tempo é um problema mas creio que para lá disso, haverá algo em mim que não tenho conseguido resolver da forma correta. Sou uma pessoa extremamente perfecionista e preocupo-me em fazer as coisas bem, no entanto tenho a noção de que o caminho é longo e que talvez não consiga superar-me na medida que desejaria. Outro ponto é que sou desorganizado internamente nos assuntos com os quais gasto o tempo. Ou seja, tenho e demonstro interesse por muitas coisas em simultâneo, procuro fazer tudo ao mesmo tempo e acabo por me frustrar e cair na procrastinação e em conjeturas de algo que quero fazer e a lista surge interminavelmente. Tenho que resolver tudo isto mas talvez tenha apenas que começar por melhorar o meu sono, descomprimir de várias coisas e criar hábitos sólidos pouco a pouco. Eu sou de áreas criativas então talvez opte por me dedicar a desenhar todos os dias e esse ser o meu principal objetivo sem me preocupar com muito mais. A oração tem que estar presente e, por isso, não vejo motivo para não a incluir. Tenho conseguido melhorar em vários dos pontos que mencionei no meu plano para este ano mas o facto de ter colocado múltiplos focos e expectativas tem que ser revisto pois não é producente no meu estado atual. No meio disto tudo, creio que essa organização mental me ajudará a combater com mais firmeza PMO. Hoje tenho estado tranquilo e sinto-me mais em paz com toda a pressão que senti nestes dias. Acho que tenho que ter paciência comigo mesmo, relaxar, não no sentido da luta, mas tranquilizar o meu ser de modo a que não me torne tão entristecido por determinadas coisas. Por hoje é isto que tenho a relatar e fico feliz por não ter desistido nestes dias difíceis. Creio que, mesmo estando com a fé em crise, numa aridez profunda, Deus me tem sustentado apesar de tudo...

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3/4/2021, 18:31
Iai meu amigo.
Simplifique as coisas como vc disse. Pega algo que gosta e faça. Trace uma meta e tente cumpri-la, uma de cada vez. Também tenho esse problema de escolher fazer várias coisas ao mesmo tempo e no final acabar não fazendo porra nenhuma. A questão é: mudar esses hábitos são duros, precisamos de esforço contínuo e constante.

Desejo a vc sucesso
Felicidades, meu amigo!

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"Não temos então medo de fraquejar? Por quê? Porque invocaremos o nome do Senhor. Como venceriam os mártires, se neles não vencesse aquele que disse: Alegrai-vos porque eu venci o mundo?"
Santo Agostinho

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12/4/2021, 12:15
*Guerreiro, muito obrigado pelas suas palavras. Como sempre, é muito bom contar com o seu apoio.

Infelizmente hoje escrevo para relatar uma dupla recaída ontem. Foi um deslize absurdo, pautado por compulsão e entrega fácil do domínio da vontade. Curiosamente esta queda deu-me um ânimo extra para retomar o caminho. Vou retomar a luta com mais força. Sou sincero... Não dá mais. Tenho pressa em me libertar disto. Tenho 27 anos e não posso passar mais um ano, mesmo com quedas mensais/bi-mensais, como me tem acontecido. É um grande progresso comparativamente com o anterior "eu" mas não basta, aliás, nem os 90 dias do reboot consegui com plenitude até então. Isso significa que a luta se manterá viva e, como tenho consciência das adversidades dela. Afinal, por mais que eu possa ter confiança em mim, no final isso é facilmente abalado por consequência de atos do passado e frustrações do presente. Mas mesmo sabendo da minha fraqueza e de que virão os momentos de tentação não entregarei a minha vontade a si mesma e estou disposto a retomar o reboot novamente, com mais força. Anseio por esta vitória e aí de mim se não a desejar.

Um abraço a todos!

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VanGogh
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 Diário de Van Gogh - Vencendo o meu maior inimigo... - Página 7 Empty Re: Diário de Van Gogh - Vencendo o meu maior inimigo...

Ontem à(s) 21:30
Olá, Amigos!

Estou no 4º dia após a recaída e está tudo ok. Vim aqui refletir um pouco sobre o reboot, sobre o meu estado atual, erros que cometi para a recaída. No fundo, fazer uma breve análise, tentando ser o mais honesto possível pois só assim posso seguir em frente com mais qualidade.

Ponto nº1 - Antes e Depois: Creio que, em primeiro lugar, devo fazer uma retrospetiva desde que iniciei esta luta com real determinação e sentido de mudança. Desde então, passei de práticas de PMO/MO diárias/quase diárias/ou de várias vezes num dia, para períodos de libertação, geralmente a rondar entre algumas semanas ou 1/2 meses. O que é facto é que uns reboots foram mais regulares e certos do que outros, ou seja, em alguns notei mais dificuldades e muito por conta de um apego a estímulos ainda que fossem mais superficiais. Essas dificuldades também se relacionam, para além dos gatilhos esporádicos ou fruto de algum descontrole, com uma certa instabilidade interior que se caracteriza por alguma confusão de objetivos, alguma falta de organização, frustrações e medos. Noto que, com o passar do tempo e com o desenvolvimento desta luta, mesmo diante das quedas, me sinto mais frutificado, mais seguro e com uma perspetiva diferente e mais esclarecida de mim mesmo, dos pontos fortes e fracos do meu temperamento, das minhas fragilidades para com as tendências viciosas, como PMO ou outras. A verdade é que noto que tenho essa tendência do "vício", ou seja, de tentar colmatar algo com uma distração que me faça sentir algum alivio ou usufruto prazeroso. Nesse ponto, para além de PMO, talvez inclua o uso excessivo de meios digitais. Concluindo, no sentido mais amplo, apesar das dificuldades noto melhorias em muita coisa e só pelo facto de conseguir tomar consciência dos problemas e consegui combatê-los, mesmo com algumas falhas, demostra que posso fazer isso e, aliás, posso fazer melhor, sempre.

Ponto nº2 - Erros no reboot - O caminho dos reboots e o facto de nunca ter conseguido 90 dias de plenitude longe de qualquer estímulo prende-se com o facto de eu ter séries cíclicas de momentos com uma elevada carga de tensão. Creio que, em alguns casos são situações normais do quotidiano, outras talvez juntem isso a alguma instabilidade emocional e também a uma reação ao próprio reboot. A verdade é que passo semanas muito boas em termos de afastamento de gatilhos, afastamento de pensamentos, etc, etc e existem depois uns breves períodos onde parece que algo começa a pressionar, nota-se a instabilidade cada vez mais forte, acompanhada pelo reflexo de todos os pontos negativos que mencionei no ponto 1 e, finalmente, noto que dentro de mim, existe um despertar silencioso de algo que eu sei que deveria estar adormecido. Inicialmente não há um reflexo externo desse despertar, mas parece que dentro de mim alguma barreira se enfraqueceu e sinto-me mais propício não só a gatilhos involuntários mas também a uma cedência progressiva face a gatilhos voluntários. Ou seja, se há um gatilho involuntário, enquanto que antes pareceria existir uma maior resistência e aversão, nesses momentos há uma cedência do olhar. No caso de gatilhos voluntários, parece existir uma procura, ainda que não o pareça, por algum tipo de gatilho, geralmente algo erotizado ou que apele aos sentidos e não precisa de ser algo "nu", aliás, praticamente nunca o é. Outro reflexo desta quebra de barreira interna que se reflete externamente é o olhar sobre as partes intimas do meu próprio corpo. Esse é um sinal que pode ocorrer neste caso de "dentro para fora" mas também de "fora para dentro", ou seja, pode haver um evento interno que desponte esse "olhar" (externo) ou, por outro lado, não existindo um evento interno o olhar para o próprio corpo poder causar um reflexo mental e então se dar o evento interno, como consequência. O ponto fatal é a compulsão. Ou seja, após estas fases que podemos chamar de mais ligeiras, noto que existe um momento ou uma série de momentos, geralmente pouco previsíveis, em que algo em mim se sente impelido a pesquisar algo que já sei à partida, que embora não seja P, (nem de perto é relacionável com P no sentido mais comum) mas que posso classificar desse modo pois, afinal, o meu problema partiu daí e aí encontra a sua essência, é um gatilho muito mais forte que todos os anteriores e sei, à partida, que aquela pesquisa, aquele ultrapassar de barreiras é fatal e, aliás, dura pouco tempo até a uma possível recaída. Ultimamente este processo tem se relacionado com uma memória de uma mulher (camgirl) que vi em tempos e que sei que desperta em mim um interesse puramente físico. Nesses momentos de fragilidade do domínio da vontade cedo em entrar na "sala" dessa tal mulher e ver o que se passa. Até hoje, de todas as vezes que lá entrei, pouco ou nada vi mas o pouco que é dá cabo do meu sistema de dopamina e a associação mental vai logo para um reflexo automático para M, o que tem acontecido nesses momentos. O meu problema tem sido este, acredito que é a ramificação da questão pois sei que há pontos não relacionáveis com isto, que são, aliás, externos a isto, e que podem levar progressivamente a este tipo de dificuldade e reconheço que tenho que trabalhar essencialmente neles.

Ponto nº3 - Hoje - Estou no 4º dia e não posso dizer que me sinto muito forte com relação a isto mas também não me sinto destruído ou que algum beneficio tenha sido "retirado". Para mim é normal sentir algum cansaço nos primeiros dias, e muito se deve ao facto de o meu horário de sono ser estupido (por minha culpa - e há que mudar!) mas porque é padrão, quando há quedas sinto sempre isso. No entanto, tomando a análise anterior, sei que estas primeiras semanas são bem tranquilas mas que haverão ciclos complicados e tenho que ir lidando com eles tendo em conta o que sei das experiências passadas e que já ultrapassei alguns momentos desses e que outros me levaram à recaída. O caminho acaba por ser mesmo assim, uma luta constante, por vezes um cai e levanta mas sem normalizar a queda por si mesma mas entender os fatores, tentar perceber o cerne do problema e das circunstâncias e aí, embora todos tenhamos pontos comuns, cada pessoa tem o seu contexto e sabe das suas limitações, do seu histórico e há que jogar com isso pois é um trunfo enorme. Vou continuar seguindo em frente. Confesso que não tenho tanta confiança em mim como deveria pois nas quedas sempre fico um pouco triste e dececionado comigo mesmo e parece que tenho sempre um foco apontado para a minha falibilidade e eventual reflexo futuro disso mesmo. Creio que é algo que possa ser comum mas, apesar disso, quero fazer de tudo para chegar ao fim deste ano limpo de tudo isto e seguir em frente com mais fortaleza. Enquanto isso, há que trabalhar no dia a dia, em cada momento, pois daí se faz todo o resto e manter o foco nos elementos internos que precisam de organização e melhoramento.

Um abraço a todos!

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Se você perdeu dinheiro, perdeu pouco.
Se perdeu a honra, perdeu muito.
Se perdeu a coragem, perdeu tudo.
Vincent Van Gogh


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