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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato

em 17/6/2020, 23:14
Pessoal, boa noite.

Antes de mais nada gostaria de agradecer pela iniciativa daqueles que desenvolveram o site e o fórum. Tbm gostaria de agradecer à galera que aqui posta. É o meu primeiro contato com a comunidade. Sem grandes pretensões, vou deixar mais abaixo um relato do meu caso e, havendo alguém disposto a ler e trocar algumas idéias (talvez por estar em situação similar), fico à disposição.

Eu tenho 32 anos e, como quase todo homem que cresceu durante os anos 90 e passou pela adolescência no começo dos anos 2000, tive contato com material pornográfico desde muito jovem. Não sei precisar exatamente quando, mas imagino que por volta dos 12 anos (talvez até antes) assisti a conteúdo pornô pela primeira vez. E, conforme o acesso à internet e a conexão banda larga foram ficando mais comuns, comecei a assistir a vídeos com bastante frequência. Quando era mais jovem, apenas buscava por vídeos de pornografia "convencional", digamos assim. Geralmente vídeos envolvendo um cara qualquer fazendo sexo com uma mulher cuja aparência física me agradava. Entretanto, conforme os anos foram passando, comecei a procurar por conteúdos bizarros, extremos, vídeos que mostravam mulheres fazendo coisas bizarras, em situação degradante. Acho que o primeiro lance estranho ocorreu por volta dos meus 18 anos, quando comecei a buscar vídeos envolvendo mulheres muito, mas muito mais velhas que eu àquela época. Sei lá, mulheres na casa dos 60 ou mais. Hoje, ao refletir sobre isso, penso que aí já estava uma “red flag”, talvez a primeira, mas, por ser moleque, eu jamais poderia dimensionar que, partindo daí, surgiriam problemas reais mais à frente. Os conteúdos estranhos que assisti foram se diversificando. Cheguei ao absurdo de assistir a vídeos onde mulheres mantinham relações sexuais com animais e, apesar de achar tal situação totalmente errada, confesso que conteúdos assim me excitavam e é com muita vergonha que digo que me masturbei assistindo a essas coisas. Pra mim, o fundo do poço foi quando me peguei assistindo a vídeos com homens penetrando "mulheres" transexuais. Isso aconteceu mais recentemente. Foi o último degrau que desci em direção a conteúdos que considero não estarem de acordo com a minha “vida sexual real”, com a minha “orientação sexual do mundo real”, vamos dizer assim.

Vejam, não sou um cara preconceituoso e coloquei "mulheres" transexuais entre aspas porque realmente não sei bem qual a forma correta de me referir a pessoas nessas condições. Tbm queria deixar claro que durante toda a minha vida nunca tive qualquer comportamento homossexual. Jamais, de forma alguma, teria coragem de manter uma relação com uma transexual. Entretanto, estive assistindo a esse tipo de conteúdo há algum tempo... O fato é que essa situação tem me causado profunda angústia, um sentimento próximo ao desespero. Cheguei a pensar "Meus Deus, estou virando homossexual?" e fiquei horrorizado com essa hipótese (novamente, nada contra a comunidade gay, mas essa simplesmente não é a minha visão de Mundo). Mesmo atualmente, a maior parte dos vídeos que eu ainda vinha buscando eram sobre conteúdo "convencional" (um homem versus um mulher que me interessava), mas, sim, houve vezes, muitas inclusive, em que "cruzei" a linha e tive contato com materiais bizarros. Essa coisa de mulheres fazendo sexo com animais também me causa muito desconforto, quando me recordo.

Durante minha vida, tive alguns namoros e a feminilidade e o sexo saudável sempre me encantaram, mas sinceramente, olhando em retrospecto para a minha experiência com conteúdos pornográficos, vejo que as coisas não vão bem já há vários anos. Os vídeos com "mulheres" trans foram a cereja do bolo. Foi aí que a ficha caiu para mim. Ao menos estou encarando a questão dessa forma.

Há alguns dias atrás, ao buscar na internet informações sobre o vício em pornografia, encontrei Gary Wilson, encontrei esse fórum, encontrei muitos vídeos interessantes no Youtube e, quando li que as pesquisas sugerem que pessoas viciadas em pornografia, assim como em qualquer outro vício, muitas vezes passam por uma "escalada", ou seja, tendem a procurar materiais cada vez mais extremos, cada vez mais chocantes, às vezes até mesmo em desacordo com sua orientação sexual, com o único intuito de sentir prazer, confesso que me senti um pouco menos desconfortável (somente “um pouco menos”, porque o sentimento angustiante permanece a maior parte do tempo desde então). Acho que essa diminuição do desconforto ocorreu porque eu raciocinei que, se essas pesquisas estiverem corretas, o fato de eu assistir nos últimos tempos a vídeos com material transexual não representaria uma "tendência homossexual" minha, mas apenas uma dessensibilização do meu cérebro por dopamina. Ou seja, meu cérebro precisa de doses cada vez mais cavalares de estímulo pornográfico. Esse raciocínio vale tbm para a zoofilia. E, assim sendo, eu faria tudo aquilo que fosse possível para me livrar dessa adicção e resolver a questão. Mas confesso a vocês que toda essa dúvida tem me causado muito sofrimento. Há algum desvio real em mim? Sou um cara doente? Desde que comecei a pesquisar sobre esse vício, há 5 dias se não me engano, estou longe de pornografia e não pretendo voltar a assistir. Ou seja, já iniciei o meu reboot. Não uso mais programas como Tinder já há bastante tempo e agora não irei mais baixar esses apps mesmo, afinal, ali encontramos uma forma light de pornografia, a meu ver. Ali existem, por exemplo, vários perfis com transexuais e mesmo mulheres de verdade com fotos provocantes.

Gostaria de deixar registrado que jamais, em hipótese alguma, assisti ou busquei por conteúdos envolvendo pornografia infantil. Acho isso algo totalmente repulsivo, jamais teria contato com esse tipo de coisa. A esse degrau eu JAMAIS chegarei.

Em resumo, toda a reflexão que tive sobre o tema nestes últimos dias ocorreu justamente por conta de ter percebido, sozinho, a “escalada” pela qual passei em todos esses anos. O cérebro humano é incrível. Todo esse processo esteve visível a mim durante todo o tempo, mas eu vivia um estado letárgico, trabalhando muito, correndo muito com as minhas tarefas do dia a dia e, claro, assistindo a muita pornografia e simplesmente não me dava conta do quão estranho tudo isso é.

No mais, deixo novamente meus parabéns aos idealizadores do site/fórum e meus sinceros votos para que possamos, através da ajuda mútua, nos livrar disso, do melhor modo possível.

Força.
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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Boas vindas

em 18/6/2020, 08:43
bom dia amigo,

parabéns pela percepção de que vc estava no alto da escalada e parabéns pela decisão de descer do mundo de fantasia, mentira e escombros e voltar para a realidade. Na descida, os mortos, zumbis e canalhas que nos escravizaram vão segurar seu pé, fazer você tropeçar e ficar arrumando defeito nesse tal de "mundo real". Não ouça e continue a descida. A realidade é dura, mas melhor do que viver de ilusão e nas correntes da culpa, vergonha e medo.

Sugiro que você bloqueie todos os seus dispositivos, sua internet e tudo o que você tiver. Se não puder ser bloqueado, se livre. Melhor escravo de uma rotina no mundo real do que escravo do xorume que é a PMO.

Estamos sempre aqui pra te incentivar a continuar descendo.

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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Bem vindo!

em 18/6/2020, 09:40
Olá amigo, seja bem-vindo!
Seu relato me faz pensar muito no meu, e nos últimos dias pisamos os mesmos passos pela internet.
Você já deu passos muito importantes, e confio na sua vitória sobre o vício!

Eu não entendo que sejamos estritamente "doentes". Creio que tenhamos nos inserido em algo que não entendíamos muito bem a princípio, mas que estamos plenamente equipados para enfrentar. Com pensamento firme e claro e atitudes diárias, vamos vencer.

Um abraço!

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I wonder should I call you but I know what you would do
You'd say I'm putting you on
But it's no joke, it's doing me harm
You know I can't sleep, I can't stop my brain
You know it's three weeks, I'm going insane
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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Re: A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato

em 18/6/2020, 11:27
tiozerj escreveu:bom dia amigo,

parabéns pela percepção de que vc estava no alto da escalada e parabéns pela decisão de descer do mundo de fantasia, mentira e escombros e voltar para a realidade. Na descida, os mortos, zumbis e canalhas que nos escravizaram vão segurar seu pé, fazer você tropeçar e ficar arrumando defeito nesse tal de "mundo real". Não ouça e continue a descida. A realidade é dura, mas melhor do que viver de ilusão e nas correntes da culpa, vergonha e medo.

Sugiro que você bloqueie todos os seus dispositivos, sua internet e tudo o que você tiver. Se não puder ser bloqueado, se livre. Melhor escravo de uma rotina no mundo real do que escravo do xorume que é a PMO.

Estamos sempre aqui pra te incentivar a continuar descendo.

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Tio_Zé

Obrigado pela orientação e pela força!
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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Re: A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato

em 18/6/2020, 11:47
Stealthyman escreveu:Olá amigo, seja bem-vindo!
Seu relato me faz pensar muito no meu, e nos últimos dias pisamos os mesmos passos pela internet.
Você já deu passos muito importantes, e confio na sua vitória sobre o vício!

Eu não entendo que sejamos estritamente "doentes". Creio que tenhamos nos inserido em algo que não entendíamos muito bem a princípio, mas que estamos plenamente equipados para enfrentar. Com pensamento firme e claro e atitudes diárias, vamos vencer.

Um abraço!

Cara, isso que você disse faz sentido, realmente "nos inserimos em algo que não entendíamos muito bem". Refletindo sobre toda essa história, fico com a impressão de que "brincar" com pornografia é como brincar com fogo. Aliás, quando tínhamos 10 ou 12 anos de idade, o que entendíamos da vida, não é mesmo? Nos inserimos (ou fomos inseridos) nesse mar de lama ainda bem jovens, crianças na verdade, e o negócio todo virou uma espiral de desgraça, sem controle. Podem existir caras que, apesar de terem iniciado ainda quando eram crianças, assim como nós, trilharam um caminharam diferente, ou seja, não tiveram grandes problemas até hoje (não passaram por escalada, assistem a vídeos apenas raramente, etc)? Imagino até que existam, apesar de não ter estudado ainda muito sobre o assunto. Mas é como eu disse, entrar por esse caminho é como brincar com fogo...

Não sei se pode te ajudar, mas tenho pensado em dois pontos para tentar aliviar um pouco toda essa tensão e fazer o dia a dia ser mais suportável durante esse período em que estou largando o vício:

1) Eu nunca "pratiquei" qualquer coisa bizarra em minha vida real, nos relacionamentos que tive com ex-namoradas, etc. O meu contato com todas essas bizarrices ocorreu apenas como espectador, assistindo a vídeos pela internet. De certa forma, pensar assim me tranquiliza um pouco;
2) De fato, houve uma escalada bem perceptível. Quero dizer, quando era bem jovem,  eu só buscava coisas convencionais, conteúdos "normais". Imagino que num quadro realmente patológico, a pessoa demonstre interesses estranhos ainda quando criança, o que não foi o meu caso (imagino que o seu tbm não);

Ainda existe um terceiro ponto a considerar, que é o fato de vivermos em uma sociedade hipersexualizada, com estímulos constantes a todo momento, o que a meu ver contribui para que tenhamos entrado por esse caminho sombrio. Infelizmente, crescemos em meio a toda essa bagunça e, em algum momento, seja pelo motivo que for (família desestruturada, traumas ou mesmo alguma doença, como transtorno de ansiedade generalizada, etc), tomamos um caminho errado.

Óbvio que nada disso que estou falando tem validade científica, são apenas considerações minhas.

Com força, iremos superar.
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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Re: A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato

em 18/6/2020, 11:57
Olá amigo,

Seja bem vindo ao fórum. Recomendo que instale bloqueadores no PC e no celular (se ainda não o fez). Muito cuidado com as situações que acionam os gatilhos, verifique onde estão as brechas que te fazem cair e tape todas elas.

No mais te desejo boa sorte. Seja forte e corajoso, com paciência e sabedoria você vencerá.

Forte abraço.

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Esposa "diferente": 22 Mar 2020/19h a 30 Mar/8h (7 dias e 13 horas)  ---
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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Re: A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato

em 19/6/2020, 15:06
Mais um Cara escreveu:
Podem existir caras que, apesar de terem iniciado ainda quando eram crianças, assim como nós, trilharam um caminharam diferente, ou seja, não tiveram grandes problemas até hoje (não passaram por escalada, assistem a vídeos apenas raramente, etc)? Imagino até que existam, apesar de não ter estudado ainda muito sobre o assunto. Mas é como eu disse, entrar por esse caminho é como brincar com fogo...

Não sei se pode te ajudar, mas tenho pensado em dois pontos para tentar aliviar um pouco toda essa tensão e fazer o dia a dia ser mais suportável durante esse período em que estou largando o vício:

1) Eu nunca "pratiquei" qualquer coisa bizarra em minha vida real, nos relacionamentos que tive com ex-namoradas, etc. O meu contato com todas essas bizarrices ocorreu apenas como espectador, assistindo a vídeos pela internet. De certa forma, pensar assim me tranquiliza um pouco;
2) De fato, houve uma escalada bem perceptível. Quero dizer, quando era bem jovem,  eu só buscava coisas convencionais, conteúdos "normais". Imagino que num quadro realmente patológico, a pessoa demonstre interesses estranhos ainda quando criança, o que não foi o meu caso (imagino que o seu tbm não);

Ainda existe um terceiro ponto a considerar, que é o fato de vivermos em uma sociedade hipersexualizada, com estímulos constantes a todo momento, o que a meu ver contribui para que tenhamos entrado por esse caminho sombrio. Infelizmente, crescemos em meio a toda essa bagunça e, em algum momento, seja pelo motivo que for (família desestruturada, traumas ou mesmo alguma doença, como transtorno de ansiedade generalizada, etc), tomamos um caminho errado.

Óbvio que nada disso que estou falando tem validade científica, são apenas considerações minhas.

Com força, iremos superar.

Olá amigo, acabo de ver suas mensagens para mim, aqui e no meu diário. Fico muito agradecido pela sua generosidade!

Suas percepções são bastante apuradas, no meu entender.

Tempos atrás, cheguei na minha terapia, e disse algo parecido para minha psicóloga: eu não entendia, mas lutava para entender, como eu fui tão "pato" pra cair nisso, que espécie de perdedor eu era.
A resposta dela na hora não me trouxe nenhum conforto, mas depois que eu achei este lugar, entendi: segundo ela, a lista de pacientes dela está forrada de casos como o nosso, e cada vez mais inclusive aparecem meninas com o mesmo tipo de problema.

Imagina a quantidade de gente por aí, passando pelo mesmo que nós mas fora do contexto de entender o lamaceiro que se enfiaram!

Para nós, creio que resta fazer do jeito que você disse no meu diário: resolvendo um problema de cada vez. No meu caso, estou fazendo minha jornada no modo hard, mas estou muito confiante de conseguir superar isto tudo e ter uma vida melhor.

Um abraço, e tamos aí!

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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Re: A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato

em 19/6/2020, 15:11
Stealthyman escreveu:
Mais um Cara escreveu:
Podem existir caras que, apesar de terem iniciado ainda quando eram crianças, assim como nós, trilharam um caminharam diferente, ou seja, não tiveram grandes problemas até hoje (não passaram por escalada, assistem a vídeos apenas raramente, etc)? Imagino até que existam, apesar de não ter estudado ainda muito sobre o assunto. Mas é como eu disse, entrar por esse caminho é como brincar com fogo...

Não sei se pode te ajudar, mas tenho pensado em dois pontos para tentar aliviar um pouco toda essa tensão e fazer o dia a dia ser mais suportável durante esse período em que estou largando o vício:

1) Eu nunca "pratiquei" qualquer coisa bizarra em minha vida real, nos relacionamentos que tive com ex-namoradas, etc. O meu contato com todas essas bizarrices ocorreu apenas como espectador, assistindo a vídeos pela internet. De certa forma, pensar assim me tranquiliza um pouco;
2) De fato, houve uma escalada bem perceptível. Quero dizer, quando era bem jovem,  eu só buscava coisas convencionais, conteúdos "normais". Imagino que num quadro realmente patológico, a pessoa demonstre interesses estranhos ainda quando criança, o que não foi o meu caso (imagino que o seu tbm não);

Ainda existe um terceiro ponto a considerar, que é o fato de vivermos em uma sociedade hipersexualizada, com estímulos constantes a todo momento, o que a meu ver contribui para que tenhamos entrado por esse caminho sombrio. Infelizmente, crescemos em meio a toda essa bagunça e, em algum momento, seja pelo motivo que for (família desestruturada, traumas ou mesmo alguma doença, como transtorno de ansiedade generalizada, etc), tomamos um caminho errado.

Óbvio que nada disso que estou falando tem validade científica, são apenas considerações minhas.

Com força, iremos superar.

Olá amigo, acabo de ver suas mensagens para mim, aqui e no meu diário. Fico muito agradecido pela sua generosidade!

Suas percepções são bastante apuradas, no meu entender.

Tempos atrás, cheguei na minha terapia, e disse algo parecido para minha psicóloga: eu não entendia, mas lutava para entender, como eu fui tão "pato" pra cair nisso, que espécie de perdedor eu era.
A resposta dela na hora não me trouxe nenhum conforto, mas depois que eu achei este lugar, entendi: segundo ela, a lista de pacientes dela está forrada de casos como o nosso, e cada vez mais inclusive aparecem meninas com o mesmo tipo de problema.

Imagina a quantidade de gente por aí, passando pelo mesmo que nós mas fora do contexto de entender o lamaceiro que se enfiaram!

Para nós, creio que resta fazer do jeito que você disse no meu diário: resolvendo um problema de cada vez. No meu caso, estou fazendo minha jornada no modo hard, mas estou muito confiante de conseguir superar isto tudo e ter uma vida melhor.

Um abraço, e tamos aí!

Cara, a questão da "escalada" tbm foi algo que te incomodou ou vc não passou por esse problema? Sinceramente, é o que mais pega pra mim.
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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Re: A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato

em 19/6/2020, 15:24
A escalada aconteceu comigo também, complicada pelo recurso à prostituição, tão abundante na minha cidade.
Houve um momento em que eu estava me masturbando em ver encenações de estupro coletivo, eletrochoque. No ano passado, saí com uma prostituta que não apenas vomitou em mim (com objetivos eróticos), como sugeriu sexo sem preservativo.

A partir do choque daquele momento, minha percepção da vida que eu vinha levando começou a mudar.

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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Re: A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato

em 19/6/2020, 15:37
Stealthyman escreveu:A escalada aconteceu comigo também, complicada pelo recurso à prostituição, tão abundante na minha cidade.
Houve um momento em que eu estava me masturbando em ver encenações de estupro coletivo, eletrochoque. No ano passado, saí com uma prostituta que não apenas vomitou em mim (com objetivos eróticos), como sugeriu sexo sem preservativo.

A partir do choque daquele momento, minha percepção da vida que eu vinha levando começou a mudar.

Eu acho que o fato de sabermos que tudo isso está TOTALMENTE errado já sugere que podemos fazer as coisas voltarem ao seu devido lugar. Imagino que existam pessoas que nem mesmo se dão conta de que estão com problemas.

Imagino que a terapia ajude, mas, sinceramente, eu não teria coragem de tratar ao vivo sobre esses temas com um psicólogo. Sobre outras coisas trataria numa boa, mas sobre isso não. Pode ser até uma paranoia minha, mas tenho receio de ser exposto depois. Pensei, num primeiro momento, em fazer terapia pela internet, afinal hoje é possível, mas desisti, com receio de que a conversa fosse gravada ou algo assim. Infelizmente, o mundo tá cheio de gente mal intencionada.
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A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato Empty Re: A percepção da "escalada" surgiu diante de mim - Meu 1º relato

em 19/6/2020, 17:20
Mais um Cara escreveu: Imagino que a terapia ajude, mas, sinceramente, eu não teria coragem de tratar ao vivo sobre esses temas com um psicólogo. Sobre outras coisas trataria numa boa, mas sobre isso não. Pode ser até uma paranoia minha, mas tenho receio de ser exposto depois. Pensei, num primeiro momento, em fazer terapia pela internet, afinal hoje é possível, mas desisti, com receio de que a conversa fosse gravada ou algo assim. Infelizmente, o mundo tá cheio de gente mal intencionada.

Entendo sua dúvida em falar com uma pessoa sobre suas intimidades, mas é uma coisa que passa com o tempo. Se você decidir algum dia tentar terapia, a primeira sessão é gratuita, e serve mais pra você conhecer a pessoa e ver se você se sente bem com ela, à vontade. Se você não se sentir, não precisa voltar. Também não há necessidade de você se identificar, dar muitos detalhes... Ele, por outro lado, tem que te dar as referências dele, inclusive o CRP, que você pode checar. Por norma, eles não podem gravar nada!

Sobre o tratamento em si, existe um código da profissão, que pode custar muito caro para o terapeuta romper. De resto, a apresentação dos assuntos vai no seu ritmo.

Eu tive dois terapeutas na vida, um homem e agora uma mulher. O primeiro não me ajudou em nada, mas hoje em dia eu tenho feito muitos progressos com a minha psicóloga, e mesmo amadurecido para falar com as pessoas sobre o que acontece comigo e me curar.

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