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Tiago Mendes
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Diário de Tiago (Parte 2) - Página 2 Empty Re: Diário de Tiago (Parte 2)

em 22/10/2019, 11:40
Agradeço ao rmotta pelo comentário e peço desculpas pela demora absurda em responder.

Bem, vamos lá ao que tem acontecido comigo.

Eu estava realmente muito mal com minha situação depois daqueles acontecimentos que não tive coragem de detalhar nem aqui no fórum. Dizem respeito basicamente a alguns encontros fortuitos que mantive e que foram bastante tóxicos, com alto nível de depravação e sem nenhuma ligação afetiva, zero. Claro que isso desembocou na pornografia e acabei tendo sucessivas quedas.

Os três meses longe da pornografia foram maravilhosos, mas eu acabei indo, aos poucos, jogando tudo fora com atitudes, digamos, de risco. Minha mente, ainda com efeitos da pornografia acabou me sabotando, claro que com o meu consentimento.

Eu realmente não estava mais aguentando tanta incoerência em mim. Ficava alguns dias sem e acabava caindo novamente. Fiquei nessa de julho ao final de setembro.

No fundo eu sabia o que deveria fazer. Tomar vergonha na cara e recomeçar. Mas como fazer isso com toda aquela vergonha que estava sentindo? Como confessar algo que não tive coragem de relatar nem aqui, no completo anonimato?

Sei que não sou nenhum santo, na verdade a santidade é mais um ideal pra mim. Contemplo a vida daquelas pessoas e penso: uau! como essas pessoas conseguiram isso? Como foram capazes de atos tão heroicos e virtuosos, conseguindo demonstrar tanto amor e desapego em favor do próximo? Esse ideal não é de forma nenhuma algo negativo pra mim, muito pelo contrário, me faz querer ser melhor, e esse melhor não necessariamente significa ser igual a alguém, mas inspirado por grandes exemplos, chegar a um estado que, no momento, só consigo expressar com o famoso clichê "ser a melhor versão de si mesmo".

A mesma coisa digo da castidade. Nunca fui casto, mas ela é um dom que eu busco e quero muito. Quero por que me faz bem, faz me sentir inteiro, coerente. Pode substituir o termo castidade por reboot em hardmode, relacionamento que envolva afeto, respeito e não apenas o prazer pelo prazer, enfim. Castidade não é castração, repressão, castidade é liberdade, domínio de si.

Bom, não aguentando mais a situação imunda em que me encontrava, confessei-me. Por incrível que pareça tive coragem de botar todo aquele lixo pra fora, e como me senti bem depois disso!!!

Agora falta apenas uma semana para completar um mês. Apesar do pouco tempo os resultados já começam a aparecer, e bem mais rápido que no último reboot. Passados os primeiros dias, que são sempre mais difíceis, experimento agora uma disposição absurda, muita criatividade e pensamentos a mil para novos projetos. Fisicamente também estou muito bem, obrigado.

Por enquanto, é isso. Sou muito grato por este espaço existir e podermos interagir, mesmo com nossas diferenças, nos ajudando e buscando sermos melhores.

Um abração a todos.

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Diário de Tiago (Parte 2) - Página 2 Empty Re: Diário de Tiago (Parte 2)

em 28/10/2019, 06:55
Tiago Mendes escreveu:Agradeço ao rmotta pelo comentário e peço desculpas pela demora absurda em responder.

Bem, vamos lá ao que tem acontecido comigo.

Eu estava realmente muito mal com minha situação depois daqueles acontecimentos que não tive coragem de detalhar nem aqui no fórum. Dizem respeito basicamente a alguns encontros fortuitos que mantive e que foram bastante tóxicos, com alto nível de depravação e sem nenhuma ligação afetiva, zero. Claro que isso desembocou na pornografia e acabei tendo sucessivas quedas.

Os três meses longe da pornografia foram maravilhosos, mas eu acabei indo, aos poucos, jogando tudo fora com atitudes, digamos, de risco. Minha mente, ainda com efeitos da pornografia acabou me sabotando, claro que com o meu consentimento.

Eu realmente não estava mais aguentando tanta incoerência em mim. Ficava alguns dias sem e acabava caindo novamente. Fiquei nessa de julho ao final de setembro.

No fundo eu sabia o que deveria fazer. Tomar vergonha na cara e recomeçar. Mas como fazer isso com toda aquela vergonha que estava sentindo? Como confessar algo que não tive coragem de relatar nem aqui, no completo anonimato?

Sei que não sou nenhum santo, na verdade a santidade é mais um ideal pra mim. Contemplo a vida daquelas pessoas e penso: uau! como essas pessoas conseguiram isso? Como foram capazes de atos tão heroicos e virtuosos, conseguindo demonstrar tanto amor e desapego em favor do próximo? Esse ideal não é de forma nenhuma algo negativo pra mim, muito pelo contrário, me faz querer ser melhor, e esse melhor não necessariamente significa ser igual a alguém, mas inspirado por grandes exemplos, chegar a um estado que, no momento, só consigo expressar com o famoso clichê "ser a melhor versão de si mesmo".

A mesma coisa digo da castidade. Nunca fui casto, mas ela é um dom que eu busco e quero muito. Quero por que me faz bem, faz me sentir inteiro, coerente. Pode substituir o termo castidade por reboot em hardmode, relacionamento que envolva afeto, respeito e não apenas o prazer pelo prazer, enfim. Castidade não é castração, repressão, castidade é liberdade, domínio de si.

Bom, não aguentando mais a situação imunda em que me encontrava, confessei-me. Por incrível que pareça tive coragem de botar todo aquele lixo pra fora, e como me senti bem depois disso!!!

Agora falta apenas uma semana para completar um mês. Apesar do pouco tempo os resultados já começam a aparecer, e bem mais rápido que no último reboot. Passados os primeiros dias, que são sempre mais difíceis, experimento agora uma disposição absurda, muita criatividade e pensamentos a mil para novos projetos. Fisicamente também estou muito bem, obrigado.

Por enquanto, é isso. Sou muito grato por este espaço existir e podermos interagir, mesmo com nossas diferenças, nos ajudando e buscando sermos melhores.

Um abração a todos.

Obrigado por me responder na categoria sobre dúvidas...
Li seu último relato, fico feliz que se levantou. Sabemos como é fácil cair mesmo quando temos uma religião que nos diz para se guardar. A maneira como devemos olhar para o pecado é diferente antes e depois de cometê-lo. Antes, devemos olhar para ele como uma coisa enorme, que devemos evitar a qualquer custo. Mas depois de fazer, não adianta mais, aí sim devemos olhar para o mal como algo pequeno diante da misericórdia, pois o que passou passou. Entendeu a lógica?!
Forte abraço, irmão.
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em 28/10/2019, 11:49
Ramon 06 escreveu:Obrigado por me responder na categoria sobre dúvidas...
Li seu último relato, fico feliz que se levantou. Sabemos como é fácil cair mesmo quando temos uma religião que nos diz para se guardar. A maneira como devemos olhar para o pecado é diferente antes e depois de cometê-lo. Antes, devemos olhar para ele como uma coisa enorme, que devemos evitar a qualquer custo. Mas depois de fazer, não adianta mais, aí sim devemos olhar para o mal como algo pequeno diante da misericórdia, pois o que passou passou. Entendeu a lógica?!
Forte abraço, irmão.

Entendi perfeitamente. 🙂

Muito grato pelas palavras, amigo, de verdade!

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em 29/10/2019, 19:25
Completo hoje um mês sem PMO. As coisas estão relativamente tranquilas, estou tendo mais facilidade e experimentando benefícios mais rapidamente que no último reboot. Só o que está me incomodando são sonhos eróticos que estou tendo com frequência. Acordo com uma sensação ruim, como se tivesse recaído. No mais, tudo tranquilo.

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em 30/10/2019, 00:47
Tiago Mendes escreveu:Completo hoje um mês sem PMO. As coisas estão relativamente tranquilas, estou tendo mais facilidade e experimentando benefícios mais rapidamente que no último reboot. Só o que está me incomodando são sonhos eróticos que estou tendo com frequência. Acordo com uma sensação ruim, como se tivesse recaído. No mais, tudo tranquilo.

Olá Tiago.

Parabéns pelos 31 dias limpo!

Nosso cérebro é danado em brincar conosco, as vezes por uma vontade de ter relação sexual, ou por uma relação sexual recente, ou até mesmo acessando a Apps de relacionamento. Acho que o ideal é nos manter o mais ocupado possível com outras atividades, desta forma acostumamos nosso cérebro a não se "preocupar" em gerar conteúdos assim.

Siga firme!
Deus o abençoe.

Abraços

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em 30/10/2019, 11:04
Parabéns pelo mês alcançado!

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em 1/11/2019, 12:02
Ontem a noite foi difícil, parecia que ia explodir. Tive uma ereção muito forte depois do banho que quase não acabava mais. Vontade muito grande de me aliviar.

Acho que nesse sentido ser casado tem lá suas vantagens. Esses momentos podem ser compartilhados com a esposa, o que acaba ajudando também na religação com os prazeres reais.

Pra acabar de completar, depois de um período sem, tive novamente sonhos eróticos. Na cena tinha um homem que penso ser um ator pornô, no próprio sonho me senti extremamente desconfortável, como se ele fosse fazer alguma coisa comigo e eu querendo reagir sem poder me mexer. Na verdade não foi um sonho, foi um pesadelo horrível!

Me senti aliviado ao acordar e ver que aquilo não era real. Também acordei sem a costumeira ereção espontânea que vem ocorrendo toda manhã.

Ô luta difícil! O fantasma da pornografia me persegue. 😓

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em 1/11/2019, 14:41
Sinistro irmão, desejo forças, porque o pior já passou, né?

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Objetivos iniciais:
3 dias
7 dias


Objetivos de médio prazo:
10 dias
14 dias
21 dias ( Meu recorde)

Objetivos de longo prazo:
30 dias
60 dias
90 dias
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em 1/11/2019, 15:17
Master_DW escreveu:Sinistro irmão, desejo forças, porque o pior já passou, né?

Põe sinistro nisso.

Obrigado pela força.

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em 1/11/2019, 16:03
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
São Paulo


Falando mais um pouco sobre o pesadelo. Sim, por que aquilo foi tudo menos um sonho erótico.

Acho que eu ainda não tinha me atinado para a gravidade disso. Só depois que escrevi aqui no fórum é que parece que as coisas clarearam mais na minha mente. Parece que estar mergulhado nesse mundo da pornografia dessensibiliza o cérebro em um nível que não se imagina.

Quando aconteceu já devia ser quase de manhã, e como não lembrava direito acabei nem dando tanta atenção.

Lembrei-me que quando visitava sites pornográficos, anestesiado por sessões intermináveis de masturbação, vagava por outras categorias só por curiosidade, tem muita coisa abjeta ali.

Lembro de ter visto uma cena muito violenta de sexo entre dois rapazes, o passivo chegou a sangrar! Nesse momento eu fechei o vídeo, por que isso de fato choca, e obviamente eu não estava me masturbando, felizmente não cheguei nesse nível.

Outra categoria que cheguei a ver, vagando por esse mundo sombrio da pornografia, foram vídeos chamados "banheirão".

Acho que eu realmente não tinha noção do choque que essas coisas causam na mente. Não estou me referindo a escalonamento na busca por prazer, mas de se expor a cenas, por curiosidade, sem ter a consciência de que elas nos marcam negativamente. Tudo que vemos e vivenciamos, de fato altera nosso cérebro.

Recentemente, durante uma caminhada, tive vontade de fazer xixi e fui ao banheiro da rodoviária que ficava no trajeto. Fazia tempo que eu não entrava em banheiro publico. Eu simplesmente não consegui urinar direito! Estava com muita vontade mas não consegui relaxar. Achei aquilo estranho e em outro dia fui ao banheiro do mercado que fica aqui próximo de casa só pra me testar, e foi pior ainda, como eu já estava ciente, comecei a me sentir mal ainda em casa, chegando lá tive a mesma dificuldade.

Eu nunca fui assim, nunca havia tido problema com isso. Pra mim isso claramente foi efeito da pornografia.

Lembrei disso também por causa do pesadelo. Essas imagens chocantes devem ter permanecido no meu inconsciente. Até porque esses pesadelos onde a pessoa não consegue se mexer são até comuns, mas que coisa bizarra minha mente juntar isso com a pornografia!

Eu já estava sem desejo nenhum de ver pornografia. Ontem tive aquele episódio de ereção, mas era pura vontade de fazer sexo. Imagens vinham na minha mente, mas não eram de cenas pornográficas, e eu procurei dissipar logo. Agora, então, a vontade de ver pornô está abaixo de zero.

Que loucura meus amigos!

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em 4/11/2019, 09:13
Quase chegando a 40 dias! \o/

O período por volta dos 30 dias sempre é complicado pra mim. Felizmente esta fase parece estar passando.

Meu fim de semana foi excelente. Tive muitas atividades fora de casa e isso ajudou a manter-me focado em outras coisas, esquecendo-me das dificuldades relacionadas ao vício.

Os sonhos ligados a pornografia cessaram. A impressão que me passa é que, em um determinado momento do processo de recuperação, emerge do inconsciente todo o lixo que a pornografia deixou espalhado na mente.

É necessário por esse lixo para fora, e é isso que estou fazendo. Nesse processo, a espiritualidade tem me ajudado bastante: oração, meditação e frequência nos sacramentos.

Percebo uma maior estabilidade nas minhas emoções, sem tantas variações de humor. Mais conexão com as pessoas e maior concentração no desempenho das tarefas diárias.

Me sentindo grato por todos estes benefícios. :-)

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em 4/11/2019, 10:05
É isso aí bro, parabéns pelo período de abstinência, é sempre hora de renovar mais ainda o compromisso consigo mesmo no reboot, siga em frente sem olhar para traz.
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em 4/11/2019, 17:11
Tiago Mendes escreveu:"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
São Paulo


Falando mais um pouco sobre o pesadelo. Sim, por que aquilo foi tudo menos um sonho erótico.

Acho que eu ainda não tinha me atinado para a gravidade disso. Só depois que escrevi aqui no fórum é que parece que as coisas clarearam mais na minha mente. Parece que estar mergulhado nesse mundo da pornografia dessensibiliza o cérebro em um nível que não se imagina.

Quando aconteceu já devia ser quase de manhã, e como não lembrava direito acabei nem dando tanta atenção.

Lembrei-me que quando visitava sites pornográficos, anestesiado por sessões intermináveis de masturbação, vagava por outras categorias só por curiosidade, tem muita coisa abjeta ali.

Lembro de ter visto uma cena muito violenta de sexo entre dois rapazes, o passivo chegou a sangrar! Nesse momento eu fechei o vídeo, por que isso de fato choca, e obviamente eu não estava me masturbando, felizmente não cheguei nesse nível.

Outra categoria que cheguei a ver, vagando por esse mundo sombrio da pornografia, foram vídeos chamados "banheirão".

Acho que eu realmente não tinha noção do choque que essas coisas causam na mente. Não estou me referindo a escalonamento na busca por prazer, mas de se expor a cenas, por curiosidade, sem ter a consciência de que elas nos marcam negativamente. Tudo que vemos e vivenciamos, de fato altera nosso cérebro.

Recentemente, durante uma caminhada, tive vontade de fazer xixi e fui ao banheiro da rodoviária que ficava no trajeto. Fazia tempo que eu não entrava em banheiro publico. Eu simplesmente não consegui urinar direito! Estava com muita vontade mas não consegui relaxar. Achei aquilo estranho e em outro dia fui ao banheiro do mercado que fica aqui próximo de casa só pra me testar, e foi pior ainda, como eu já estava ciente, comecei a me sentir mal ainda em casa, chegando lá tive a mesma dificuldade.

Eu nunca fui assim, nunca havia tido problema com isso. Pra mim isso claramente foi efeito da pornografia.

Lembrei disso também por causa do pesadelo. Essas imagens chocantes devem ter permanecido no meu inconsciente. Até porque esses pesadelos onde a pessoa não consegue se mexer são até comuns, mas que coisa bizarra minha mente juntar isso com a pornografia!

Eu já estava sem desejo nenhum de ver pornografia. Ontem tive aquele episódio de ereção, mas era pura vontade de fazer sexo. Imagens vinham na minha mente, mas não eram de cenas pornográficas, e eu procurei dissipar logo. Agora, então, a vontade de ver pornô está abaixo de zero.

Que loucura meus amigos!
É uma loucura mesmo, meu amigo! A impressão é que o reboot (que atua como um maquinário) vai repavimentando as vias neurais e aquilo de ruim (PMO) que estava ali vai para outra via neural e depois o reboot vai passar lá também e as loucuras da PMO vai ficando espremidas em outra via neural (causando uma explosão de sentimentos na psique durante o sono), até que o reboot passa lá também e não vai sobrando mais espaços para a PMO se esconder, o jeito é ir pulando fora mesmo.

Tiago Mendes escreveu:Quase chegando a 40 dias! o/

O período por volta dos 30 dias sempre é complicado pra mim. Felizmente esta fase parece estar passando.

Meu fim de semana foi excelente. Tive muitas atividades fora de casa e isso ajudou a manter-me focado em outras coisas, esquecendo-me das dificuldades relacionadas ao vício.

Os sonhos ligados a pornografia cessaram. A impressão que me passa é que, em um determinado momento do processo de recuperação, emerge do inconsciente todo o lixo que a pornografia deixou espalhado na mente.

É necessário por esse lixo para fora, e é isso que estou fazendo. Nesse processo, a espiritualidade tem me ajudado bastante: oração, meditação e frequência nos sacramentos.

Percebo uma maior estabilidade nas minhas emoções, sem tantas variações de humor. Mais conexão com as pessoas e maior concentração no desempenho das tarefas diárias.

Me sentindo grato por todos estes benefícios. :-)
Que ótimo, amigo! São grandes benefícios! Parabéns pela caminhada! Nota-se em você uma grande disposição, determinação e vontade de vencer o vício! Que Deus continue iluminando sua caminhada, abraços!

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em 6/11/2019, 19:44
Ramon 06 escreveu:É isso aí bro, parabéns pelo período de abstinência, é sempre hora de renovar mais ainda o compromisso consigo mesmo no reboot, siga em frente sem olhar para traz.

Obrigado Ramon, pelo apoio.

5&4 escreveu:
É uma loucura mesmo, meu amigo! A impressão é que o reboot (que atua como um maquinário) vai repavimentando as vias neurais e aquilo de ruim (PMO) que estava ali vai para outra via neural e depois o reboot vai passar lá também e as loucuras da PMO vai ficando espremidas em outra via neural (causando uma explosão de sentimentos na psique durante o sono), até que o reboot passa lá também e não vai sobrando mais espaços para a PMO se esconder, o jeito é ir pulando fora mesmo.

Achei muito interessante essa sua colocação, me ajudou a compreender melhor a situação.




"[...] antes que o pó volte à terra de onde veio e o sopro volte a Deus que o concedeu."
Ecl 12, 7

Hoje fiz uma visita ao túmulo da minha família. Não gosto de ir no feriado, pois é muito movimentado. Aliás, fazia algum tempo que eu não aparecia por lá.

Estava tudo silencioso. As flores deixadas pelos visitantes ainda exalavam seu aroma. Me detive ali por alguns minutos.

É sempre estranho estar ali diante do local onde estão se decompondo os corpos de pessoas que foram tão importantes na minha vida. Foi inevitável pensar em como é errado supervalorizar o corpo em detrimento do ser das pessoas. Não que o corpo não seja importante, é através dele que experimentamos tantas sensações boas, mas sabemos muito bem qual o seu destino. No fim, a morte nivela a todos.

Depois de refletir no silêncio daquele local, voltei para as minhas atividades corriqueiras. A vida segue.

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em 7/11/2019, 00:33
to passando por essa fase de sonhos que vc passou
umas coisas bizarras, sem sentido, pqp...

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em 7/11/2019, 06:12
Tiago Mendes escreveu:
Ramon 06 escreveu:É isso aí bro, parabéns pelo período de abstinência, é sempre hora de renovar mais ainda o compromisso consigo mesmo no reboot, siga em frente sem olhar para traz.

Obrigado Ramon, pelo apoio.

5&4 escreveu:
É uma loucura mesmo, meu amigo! A impressão é que o reboot (que atua como um maquinário) vai repavimentando as vias neurais e aquilo de ruim (PMO) que estava ali vai para outra via neural e depois o reboot vai passar lá também e as loucuras da PMO vai ficando espremidas em outra via neural (causando uma explosão de sentimentos na psique durante o sono), até que o reboot passa lá também e não vai sobrando mais espaços para a PMO se esconder, o jeito é ir pulando fora mesmo.

Achei muito interessante essa sua colocação, me ajudou a compreender melhor a situação.




"[...] antes que o pó volte à terra de onde veio e o sopro volte a Deus que o concedeu."
Ecl 12, 7

Hoje fiz uma visita ao túmulo da minha família. Não gosto de ir no feriado, pois é muito movimentado. Aliás, fazia algum tempo que eu não aparecia por lá.

Estava tudo silencioso. As flores deixadas pelos visitantes ainda exalavam seu aroma. Me detive ali por alguns minutos.

É sempre estranho estar ali diante do local onde estão se decompondo os corpos de pessoas que foram tão importantes na minha vida. Foi inevitável pensar em como é errado supervalorizar o corpo em detrimento do ser das pessoas. Não que o corpo não seja importante, é através dele que experimentamos tantas sensações boas, mas sabemos muito bem qual o seu destino. No fim, a morte nivela a todos.

Depois de refletir no silêncio daquele local, voltei para as minhas atividades corriqueiras. A vida segue.

É ótimo visitar um cemitério e refletir sobre a vida.
A sociedade de hoje tem pavor pela morte, supervaloriza tanto as coisas dessa vida que é como se só houvesse ela, morte virou uma coisa ruim, mas se eu vivo em paz com minha consciência, a morte é minha amiga.
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em 7/11/2019, 07:07
Tiago Mendes escreveu:Quase chegando a 40 dias! \o/

O período por volta dos 30 dias sempre é complicado pra mim. Felizmente esta fase parece estar passando.

Meu fim de semana foi excelente. Tive muitas atividades fora de casa e isso ajudou a manter-me focado em outras coisas, esquecendo-me das dificuldades relacionadas ao vício.

Os sonhos ligados a pornografia cessaram. A impressão que me passa é que, em um determinado momento do processo de recuperação, emerge do inconsciente todo o lixo que a pornografia deixou espalhado na mente.

É necessário por esse lixo para fora, e é isso que estou fazendo. Nesse processo, a espiritualidade tem me ajudado bastante: oração, meditação e frequência nos sacramentos.

Percebo uma maior estabilidade nas minhas emoções, sem tantas variações de humor. Mais conexão com as pessoas e maior concentração no desempenho das tarefas diárias.

Me sentindo grato por todos estes benefícios. :-)

Que hoje, ao completar os 40 dias, você siga firme no reboot e obstinado em superar todos os desafios que a vida te apresenta! Bacana ver que tens trabalhado a tua espiritualidade e desfrutar de mais conexão com as pessoas, isso realmente faz toda a diferença no dia a dia!

Parabéns pelas conquistas pessoais!

Avante!

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1ª tentativa: 284 dias (30/09/2018 - 11/07/2019)


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3ª tentativa: 52 dias (23/07/2019 a 13/09/2019)

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em 11/11/2019, 21:09
Obrigado aos amigos Seeker, Ramon 06 e Petruchio pela contribuição.

Passando dos 40 dias tenho enfrentado algumas dificuldades.

A primeira delas foi uma dor bastante desconfortável nos testículos. Já tive isso no outro reboot e pude constatar que a masturbação, pelo menos no meu caso, além de não resolver nada pode até piorar. O melhor a fazer é nada, procurar um posição confortável e não fazer muito esforço até que passe.

A segunda é a ansiedade. Estamos passando por problemas financeiros aqui em casa, e isso tem elevado absurdamente a vontade de buscar um alívio no prazer sexual. Muita vontade de masturbar e olhar predador na rua. Fantasmas do passado voltando a me assombrar: paranoia com tamanho do pênis e dúvidas relacionadas a desejos por pessoas do mesmo sexo. A sensação que dá é que, na situação em que me encontro, seria capaz de praticar sexo com qualquer coisa viva. Triste, porém real. :´-(

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em 12/11/2019, 20:04
Sentir as coisas que relatei é real, porém, o sentimento em si parte de algo irreal, fantasioso. Hoje eu ri tanto dessa parada com o tamanho do pênis, porque na verdade eu já superei isso e voltar a ter essas paranoias só me fez ver o quanto isso é ridículo. Na verdade meu pênis está com uma aparência tão saudável e tão cheio que não faz nem sentido ficar grilado com isso. Claramente isso é mais um efeito nocivo da pornografia que emerge do meu inconsciente neste processo de desintoxicação.

Em relação a pensamentos com pessoas do mesmo sexo digo o mesmo. É como se a mente tentasse me pegar por diferentes meios, jogando na minha cara as porcarias que vi em sites pornográficos. Entretanto, quando trago isso a luz, os pensamentos se dissipam. Nesse processo, os momentos de meditação vêm me salvando.

De ontem pra hoje fui conseguindo apaziguar esse turbilhão de pensamentos confusos. Neste momento me encontro mais tranquilo e sentindo minha mente mais limpa. Estou quase na metade do reboot e é como se estivesse no olho do furacão, na luta decisiva para me libertar desse vício.

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em 13/11/2019, 05:47
Fala Tiago.

Meu camarada, parabéns por chegar na metade do reboot!
Vitória!!

Recentemente, também estou sofrendo com as mesmas dores, esse excesso de sêmen tá complicado. To na torcida por uma polução noturna acontecer, praticar M para mim não é uma alternativa, não me considero apto a tentar uma prática limpa pois acho que será impossível não produzir situações fantasiosas. Como consequência podemos ter exatamente o que você disse, um descontrole.

Sobre os questionamentos confusos, que bom que conseguistes dribrá-los. A meditação é muito eficaz, muito legal que esteja praticando-a durante o reboot.

Quando você diz que é como se estivesse no olho do furacão, eu te entendo perfeitamente. Prestes a concluir a meta de 90 dias, as coisas se intensificaram de uma forma que foi muuito difícil de controlar, parece que somos colocados à prova se somos dignos de atingir essa meta. haha

Desejo muita luz, sabedoria e forças pra você, nesse momento.
Que Deus continue iluminando seu caminho.

Grande abraço.


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em 13/11/2019, 23:22
rmotta escreveu:Fala Tiago.

Meu camarada, parabéns por chegar na metade do reboot!
Vitória!!

Recentemente, também estou sofrendo com as mesmas dores, esse excesso de sêmen tá complicado. To na torcida por uma polução noturna acontecer, praticar M para mim não é uma alternativa, não me considero apto a tentar uma prática limpa pois acho que será impossível não produzir situações fantasiosas. Como consequência podemos ter exatamente o que você disse, um descontrole.

Sobre os questionamentos confusos, que bom que conseguistes dribrá-los. A meditação é muito eficaz, muito legal que esteja praticando-a durante o reboot.

Quando você diz que é como se estivesse no olho do furacão, eu te entendo perfeitamente. Prestes a concluir a meta de 90 dias, as coisas se intensificaram de uma forma que foi muuito difícil de controlar, parece que somos colocados à prova se somos dignos de atingir essa meta. haha

Desejo muita luz, sabedoria e forças pra você, nesse momento.
Que Deus continue iluminando seu caminho.

Grande abraço.



Obrigado rmotta!

Eu também não me sinto em condições de praticar masturbação, nem que seja só pra aliviar, pois sei que depois da primeira vão vir muitas outras. E como você bem falou as fantasias vêm.

Felizmente a disciplina começa a virar rotina e novos hábitos se consolidam. É confiar na plasticidade neuronal.

E porque não confiar? O próprio Gary Wilson fala da capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal e quando o sujeito passa por novas experiências.

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em 14/11/2019, 09:32
Tiago Mendes escreveu:Obrigado aos amigos Seeker, Ramon 06 e Petruchio pela contribuição.

Passando dos 40 dias tenho enfrentado algumas dificuldades.

A primeira delas foi uma dor bastante desconfortável nos testículos. Já tive isso no outro reboot e pude constatar que a masturbação, pelo menos no meu caso, além de não resolver nada pode até piorar. O melhor a fazer é nada, procurar um posição confortável e não fazer muito esforço até que passe.

A segunda é a ansiedade. Estamos passando por problemas financeiros aqui em casa, e isso tem elevado absurdamente a vontade de buscar um alívio no prazer sexual. Muita vontade de masturbar e olhar predador na rua. Fantasmas do passado voltando a me assombrar: paranoia com tamanho do pênis e dúvidas relacionadas a desejos por pessoas do mesmo sexo. A sensação que dá é que, na situação em que me encontro, seria capaz de praticar sexo com qualquer coisa viva. Triste, porém real. :´-(
Oi, Tiago!

Parabéns pelos mais de 40 dias limpo, meu camarada! 

Essas sensações de paranoia com o tamanho do pênis e até mesmo dúvidas relacionadas por pessoas do mesmo sexo, normalmente, são situações interrelacionadas. Essa autoimagem de pênis pequeno, normalmente, é criada por alguma traumatização na infância/adolescência. Podendo ser: alguém falou algum dia que seu pênis era pequeno; algum menino com algumas "brincadeiras idiotas" de infância pode ter te mostrado o pênis dele e você nessa situação pode ter se sentido inferior; a visualização de garotos nús, de forma incidental, com diferença de idade considerável a sua, tipo você com 10 anos e o garoto com 15, 16 anos; dentre outros.

A autoimagem de pênis pequeno é como um tijolo e o complexo de inferioridade é como um cimento. Ambos constroem um muro, uma fortaleza dentro de você, uma fortaleza no sentido ruim. Com isso, há uma diminuição do senso de masculinidade, pois você se vê inferior a outros homens. Isso aumenta a necessidade de comparação, o que inicialmente causa dor e sofrimento. Para compensar essa dor e sofrimento, seu corpo utiliza mecanismos para te defender, livrar-te dessa situação. É aí que a comparação se transforma em idolatração, e você passa a ver o pênis ou até mesmo o corpo masculino como fonte de prazer. E daí surge uma possível distorção sexual.

A questão é quando uma coisa se repete inúmeras vezes, nesse caso o complexo de inferioridade, a idolatração de partes do corpo masculino, ao qual você se vê como incapaz de ter, tudo isso é consolidado em um hábito que te prende fortemente. E seu cérebro aprendeu a utilizar esses mecanismos para te tirar do estado de tristeza, angústia momentânea. Essa paranoia do pênis pequeno e os desejos por pessoas do mesmo sexo podem estar voltando, pois seu cérebro reconheceu um ambiente de tristeza, preocupação, angústia que no passado ele sabia bem o que fazer para te livrar momentaneamente de tudo isso. Ele tá tentando rodar o piloto automático que está meio "bugado" por conta da inserção de alguns hábitos, digamos mais saudáveis, que você adquiriu. 

Essa situação pode ser comparada a um disjuntor elétrico. Você liga a ansiedade, tristeza, angústia e de repente a chave cai. O piloto automático não consegue se completar (por conta dos novos hábitos inseridos). Se você não fizer nada para diminuir esses sintomas e elevar sua carga de dopamina, esse hábito antigo (digamos nocivo) vai conseguir aumentar a amperagem do sistema elétrico. Então, você vai ligar a ansiedade, tristeza, angústia, necessidade fuga da realidade e a energia vai transitar sem nenhuma interrupção. Logo, o piloto automático terá assumido o controle novamente e você fará aquilo que não gostaria de fazer. Então, procure minimizar esses sintomas, pois eles são desencadeadores do piloto automático. É como se você tivesse invocando aquela múmia que está dormindo a algum tempo. Quando ela acordar vai querer se alimentar de muitas coisas para se fortalecer, como naquele filme da "A múmia".

Faça atividades de relaxamento, como meditação, faça alguma corrida, vá andar de bike, tente criar um plano para sanar suas dívidas, você pode ler um livro sobre o assunto para adquirir mais conhecimento e ter uma orientação ou pode até mesmo contratar um consultor financeiro; também pode ligar para a empresa e negociar uma condição que seja viável para você, ou negociar com a pessoa ao qual contraiu a dívida. Tente fazer o possível e o impossível para se livrar desses sintomas imunodepressores. Não tenha medo de encarar o problema de frente, nós fomos durante a vida criando um péssimo hábito de nos escondermos dos problemas. Agora, precisamos criar o hábito de enfrentá-los.

Força, amigo! Deus é contigo, essa tempestade vai passar!

Tiago Mendes escreveu:Sentir as coisas que relatei é real, porém, o sentimento em si parte de algo irreal, fantasioso. Hoje eu ri tanto dessa parada com o tamanho do pênis, porque na verdade eu já superei isso e voltar a ter essas paranoias só me fez ver o quanto isso é ridículo. Na verdade meu pênis está com uma aparência tão saudável e tão cheio que não faz nem sentido ficar grilado com isso. Claramente isso é mais um efeito nocivo da pornografia que emerge do meu inconsciente neste processo de desintoxicação.

Em relação a pensamentos com pessoas do mesmo sexo digo o mesmo. É como se a mente tentasse me pegar por diferentes meios, jogando na minha cara as porcarias que vi em sites pornográficos. Entretanto, quando trago isso a luz, os pensamentos se dissipam. Nesse processo, os momentos de meditação vêm me salvando.

De ontem pra hoje fui conseguindo apaziguar esse turbilhão de pensamentos confusos. Neste momento me encontro mais tranquilo e sentindo minha mente mais limpa. Estou quase na metade do reboot e é como se estivesse no olho do furacão, na luta decisiva para me libertar desse vício.
Que ótimo que conseguiu contornar esse turbilhão de sentimentos. Por hora, a múmia permaneceu dormindo, e que fique assim por toda a vida. O piloto automático deve sua amperagem diminuída, isso é ótimo! Parabéns!

Que Deus te sustente nessa caminhada, parceiro! Ele está o tempo todo aí como você! Temos 4 estações no ano, certamente esse verão chuvoso vai passar, e logo chegará o outono, o inverno. Muita paz em seu coração. 

Abraços!

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em 14/11/2019, 13:52
Oi 5&4. Obrigado pela mensagem. Vou aproveitar para fazer algumas reflexões em cima dela.

"Essas sensações de paranoia com o tamanho do pênis e até mesmo dúvidas relacionadas por pessoas do mesmo sexo, normalmente, são situações interrelacionadas. Essa autoimagem de pênis pequeno, normalmente, é criada por alguma traumatização na infância/adolescência. Podendo ser: alguém falou algum dia que seu pênis era pequeno; algum menino com algumas "brincadeiras idiotas" de infância pode ter te mostrado o pênis dele e você nessa situação pode ter se sentido inferior; a visualização de garotos nús, de forma incidental, com diferença de idade considerável a sua, tipo você com 10 anos e o garoto com 15, 16 anos; dentre outros."

É interessante porque nunca ninguém zombou de mim por conta do tamanho do meu pênis. Costumava tomar banho com meus primos e não ligava muito pra isso, eles é que olhavam demais pra mim, pois meu desenvolvimento começou muito cedo, tanto no tamanho quanto na questão de pelos, essas coisas.

Um dos meus primos tinha esse costume de ficar exibindo o pênis dele pra todo mundo, era uma coisa quase que patológica, ele não conseguia tomar banho com a gente sem ficar excitado, mas ele estava no mesmo nível de desenvolvimento, não via nada de demais nele.

Agora, em relação a homens mais velhos acho que realmente houve um problema, pois eu tinha uma inveja muito grande, queria crescer logo pra ter o corpo igual o deles, e no local onde eu morava era comum homens mais velhos tomar banho junto com os mais novos, e eu realmente ficava olhando para os mais velhos e checando para ver se eu estava ficando igual.

"A autoimagem de pênis pequeno é como um tijolo e o complexo de inferioridade é como um cimento. Ambos constroem um muro, uma fortaleza dentro de você, uma fortaleza no sentido ruim. Com isso, há uma diminuição do senso de masculinidade, pois você se vê inferior a outros homens. Isso aumenta a necessidade de comparação, o que inicialmente causa dor e sofrimento. Para compensar essa dor e sofrimento, seu corpo utiliza mecanismos para te defender, livrar-te dessa situação. É aí que a comparação se transforma em idolatração, e você passa a ver o pênis ou até mesmo o corpo masculino como fonte de prazer. E daí surge uma possível distorção sexual."

Cara, olha a loucura: eu não acho o meu pênis pequeno. Ele mede uns 14cm. Quando está no auge mesmo da excitação chega a uns 16, por aí. Me olho no espelho e vejo que meus genitais são perfeitamente proporcionais ao meu corpo. Me imagino com um pênis maior e acho muito esquisito. Lembro que eu tinha um amigo que era zoado por que tinha o pinto muito grande e ele era baixinho, era muito estranho. Eu mesmo nunca entrei na zoação, nunca gostei desse tipo de brincadeira.

Acho mesmo que a questão toda gira em torno de uma visão da masculinidade distorcida e a pornografia só veio reforçar ainda mais tudo isso. Noto que as mulheres não se preocupam tanto com tamanho de pênis, essa é um preocupação eminentemente masculina, por que se criou a ideia (equivocada) de que um órgão genital enorme é sinônimo de maior masculinidade. Trocando em miúdos: quanto maior o pênis, mais macho o cara é.

Imagina se isso fosse aplicado as mulheres, por que elas também têm diferenças em relação ao órgão genital, umas são mais apertadas, outras têm uns lábios enormes, em algumas o clitóris é muito saliente, enquanto em outras quase não se vê. O que determinaria se uma mulher é mais ou menos feminina se o critério fosse os genitais?

Lembro quando eu entrava na categoria de vídeos amadores, e ali a gente vê algo mais próximo da realidade. Tinha caras com o pênis até menor que o meu e rolava tudo normal. A gente sabe que sexo real é algo muito mais sensorial do que visual. O estímulo visual dura pouco tempo, enquanto que o sensorial gera sensações muito mais duradouras.

Então, é evidente que a masculinidade não se resume ao tamanho do falo. Força, coragem, gentileza, educação, fibra, tudo isso e muito mais fazem parte do pacote.

"A questão é quando uma coisa se repete inúmeras vezes, nesse caso o complexo de inferioridade, a idolatração de partes do corpo masculino, ao qual você se vê como incapaz de ter, tudo isso é consolidado em um hábito que te prende fortemente. E seu cérebro aprendeu a utilizar esses mecanismos para te tirar do estado de tristeza, angústia momentânea. Essa paranoia do pênis pequeno e os desejos por pessoas do mesmo sexo podem estar voltando, pois seu cérebro reconheceu um ambiente de tristeza, preocupação, angústia que no passado ele sabia bem o que fazer para te livrar momentaneamente de tudo isso. Ele tá tentando rodar o piloto automático que está meio "bugado" por conta da inserção de alguns hábitos, digamos mais saudáveis, que você adquiriu. "

Aí é que está. Tudo é muito complexo. Eu realmente não acho meu pênis pequeno. O tamanho dele é proporcional ao meu corpo. O problema é que a gente é tão bombardeado por uma cultura que tende a rotular a tudo e a todos, que acabamos criando paranoias em nossa mente.

Se pararmos para analisar, não faz o menor sentido desejar ter as mesmas características físicas de outras pessoas, pois o que fica bem para alguém pode não ficar pra mim, e vice-versa. Cada um de nós tem características únicas, e nosso corpo já possui uma harmonia que só precisa ser valorizada e trabalhada para que dela possa se extrair o melhor.

Eu realmente me sinto bem melhor depois de ter escrito essas coisas. Funcionou com uma forma de desabafo. É como se tivesse sentado no divã de um psicanalista.

Mais uma vez, obrigado, 5&4.

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em 14/11/2019, 16:07
Tiago Mendes escreveu:Agora, em relação a homens mais velhos acho que realmente houve um problema, pois eu tinha uma inveja muito grande, queria crescer logo pra ter o corpo igual o deles, e no local onde eu morava era comum homens mais velhos tomar banho junto com os mais novos, e eu realmente ficava olhando para os mais velhos e checando para ver se eu estava ficando igual.
A ansiedade pode ter introjetado em você essa sensação/distorção de se ver com um pinto pequeno. E a pornografia veio e potencializou toda essa questão. Principalmente se a comparação se deu com homens mais velhos, tipo você na época com 11, 12 anos e passou a ver vídeos, seja de pornografia hétero ou homossexual, para comparar o tamanho do pênis, e acabava se deparando na maioria das vezes com homens já formados.


Spoiler:

Tiago Mendes escreveu:Oi 5&4. Obrigado pela mensagem. Vou aproveitar para fazer algumas reflexões em cima dela.

"Essas sensações de paranoia com o tamanho do pênis e até mesmo dúvidas relacionadas por pessoas do mesmo sexo, normalmente, são situações interrelacionadas. Essa autoimagem de pênis pequeno, normalmente, é criada por alguma traumatização na infância/adolescência. Podendo ser: alguém falou algum dia que seu pênis era pequeno; algum menino com algumas "brincadeiras idiotas" de infância pode ter te mostrado o pênis dele e você nessa situação pode ter se sentido inferior; a visualização de garotos nús, de forma incidental, com diferença de idade considerável a sua, tipo você com 10 anos e o garoto com 15, 16 anos; dentre outros."

É interessante porque nunca ninguém zombou de mim por conta do tamanho do meu pênis. Costumava tomar banho com meus primos e não ligava muito pra isso, eles é que olhavam demais pra mim, pois meu desenvolvimento começou muito cedo, tanto no tamanho quanto na questão de pelos, essas coisas.

Um dos meus primos tinha esse costume de ficar exibindo o pênis dele pra todo mundo, era uma coisa quase que patológica, ele não conseguia tomar banho com a gente sem ficar excitado, mas ele estava no mesmo nível de desenvolvimento, não via nada de demais nele.

Agora, em relação a homens mais velhos acho que realmente houve um problema, pois eu tinha uma inveja muito grande, queria crescer logo pra ter o corpo igual o deles, e no local onde eu morava era comum homens mais velhos tomar banho junto com os mais novos, e eu realmente ficava olhando para os mais velhos e checando para ver se eu estava ficando igual.

"A autoimagem de pênis pequeno é como um tijolo e o complexo de inferioridade é como um cimento. Ambos constroem um muro, uma fortaleza dentro de você, uma fortaleza no sentido ruim. Com isso, há uma diminuição do senso de masculinidade, pois você se vê inferior a outros homens. Isso aumenta a necessidade de comparação, o que inicialmente causa dor e sofrimento. Para compensar essa dor e sofrimento, seu corpo utiliza mecanismos para te defender, livrar-te dessa situação. É aí que a comparação se transforma em idolatração, e você passa a ver o pênis ou até mesmo o corpo masculino como fonte de prazer. E daí surge uma possível distorção sexual."

Cara, olha a loucura: eu não acho o meu pênis pequeno. Ele mede uns 14cm. Quando está no auge mesmo da excitação chega a uns 16, por aí. Me olho no espelho e vejo que meus genitais são perfeitamente proporcionais ao meu corpo. Me imagino com um pênis maior e acho muito esquisito. Lembro que eu tinha um amigo que era zoado por que tinha o pinto muito grande e ele era baixinho, era muito estranho. Eu mesmo nunca entrei na zoação, nunca gostei desse tipo de brincadeira.

Acho mesmo que a questão toda gira em torno de uma visão da masculinidade distorcida e a pornografia só veio reforçar ainda mais tudo isso. Noto que as mulheres não se preocupam tanto com tamanho de pênis, essa é um preocupação eminentemente masculina, por que se criou a ideia (equivocada) de que um órgão genital enorme é sinônimo de maior masculinidade. Trocando em miúdos: quanto maior o pênis, mais macho o cara é.

Imagina se isso fosse aplicado as mulheres, por que elas também têm diferenças em relação ao órgão genital, umas são mais apertadas, outras têm uns lábios enormes, em algumas o clitóris é muito saliente, enquanto em outras quase não se vê. O que determinaria se uma mulher é mais ou menos feminina se o critério fosse os genitais?

Lembro quando eu entrava na categoria de vídeos amadores, e ali a gente vê algo mais próximo da realidade. Tinha caras com o pênis até menor que o meu e rolava tudo normal. A gente sabe que sexo real é algo muito mais sensorial do que visual. O estímulo visual dura pouco tempo, enquanto que o sensorial gera sensações muito mais duradouras.

Então, é evidente que a masculinidade não se resume ao tamanho do falo. Força, coragem, gentileza, educação, fibra, tudo isso e muito mais fazem parte do pacote.

"A questão é quando uma coisa se repete inúmeras vezes, nesse caso o complexo de inferioridade, a idolatração de partes do corpo masculino, ao qual você se vê como incapaz de ter, tudo isso é consolidado em um hábito que te prende fortemente. E seu cérebro aprendeu a utilizar esses mecanismos para te tirar do estado de tristeza, angústia momentânea. Essa paranoia do pênis pequeno e os desejos por pessoas do mesmo sexo podem estar voltando, pois seu cérebro reconheceu um ambiente de tristeza, preocupação, angústia que no passado ele sabia bem o que fazer para te livrar momentaneamente de tudo isso. Ele tá tentando rodar o piloto automático que está meio "bugado" por conta da inserção de alguns hábitos, digamos mais saudáveis, que você adquiriu. "

Aí é que está. Tudo é muito complexo. Eu realmente não acho meu pênis pequeno. O tamanho dele é proporcional ao meu corpo. O problema é que a gente é tão bombardeado por uma cultura que tende a rotular a tudo e a todos, que acabamos criando paranoias em nossa mente.

Se pararmos para analisar, não faz o menor sentido desejar ter as mesmas características físicas de outras pessoas, pois o que fica bem para alguém pode não ficar pra mim, e vice-versa. Cada um de nós tem características únicas, e nosso corpo já possui uma harmonia que só precisa ser valorizada e trabalhada para que dela possa se extrair o melhor.

Eu realmente me sinto bem melhor depois de ter escrito essas coisas. Funcionou com uma forma de desabafo. É como se tivesse sentado no divã de um psicanalista.

Mais uma vez, obrigado, 5&4.

Que ótimo amigo que se sentiu melhor. De fato, trazer "pensamentos e coisas obscuras" à luz é uma forma de trazer libertação e conhecimento acerca daquela questão. É verdade que a pornografia atua distorcendo a masculinidade, gerando uma sensação de incompletude. Um pinto gigante nunca foi e nunca será um sinônimo de virilidade. Infelizmente, vivemos em uma era de super valorização do pênis. Acho que nunca se vendeu tanto gel, tantos aparelhos que prometem aumentos vigorosos. Pura enganação, já foi comprovado cientificamente que nada disso funciona. Sem falar que essas empresas que vendem esses produtos para aumento peniano são fortes patrocinadoras dos sites pornôs. E ano após ano acumulam lucros exorbitantes.

Entretanto, não é só a pornografia que distorce a masculinidade. A própria sociedade, culturalmente falando, distorce a masculinidade, quando introjeta pensamentos de que homens não choram; se o cara não coçar o saco a cada trinta segundos é viado; se o cara é quieto demais é viado... E aqueles homens que acabam não se enquadrando totalmente nesses requisitos vão sendo meio que excluídos. Como o instinto de comparação é algo quase que inerente ao ser humano, a comparação nesses aspectos acaba acarretando uma diminuição do senso de masculinidade. O cara passa a não se achar extrovertido demais, passa a se ver como alguém careta, e se vê incapaz de "investir" em mulheres bonitas, gostosas, por se sentir alguém bem inferior aos outros homens. Diante desse cenário, a PMO surge como um grande refúgio e abraça mortalmente essas pessoas, piorando 1000 vezes mais a situação.

Eu já passei por essa fase de achar meu bilau pequeno, e olha que ele não é, sou acima da média nesse quesito. Mas acabei inculcando nessas paranoias aí. Teve uma época que meu desespero foi tão grande que cheguei a marcar um urologista para ver se tinha como aumentar kkkkkkkk. O engraçado é que nunca ninguém me falou que o meu pinto era pequeno. Já havia tomado banho com primos também e não havia nada de anormal. Só que um abuso que havia sofrido na infância havia sido o responsável por criar essa autoimagem de pênis pequeno em mim. E, assim, iniciei em um processo gradual e inconsciente de perda do senso de masculinidade e um complexo de inferioridade começou a me abraçar mortalmente. E a PMO ampliou de forma muito significativa todo esse drama. Enfim, reboot e terapia foram essenciais para encarar toda essa questão.

A PMO certamente criou inúmeros padrões, hábitos nocivos, distorções graves em nosso cérebro. Mas graças a Deus, a Gary Wilson e a outros pesquisadores, a neuroplasticidade figura-se como a salvação de toda essa questão. E tudo isso inicia-se no reboot. Lutar contra as paranoias que a sociedade e a PMO introjetam em nossa mente é essencial. Nesse sentido, reforçar essas crenças (sempre que preciso) que você já possui sobre a masculinidade distorcida é vital para fincarmos nosso pensamento na realidade, quando por algum motivo nossos pensamentos insistirem a nos levar para aqueles devaneios antigos, problemáticos. Parabéns pela caminhada, amigo! Faço votos de que consiga cumprir seus objetivos e viver da forma que sempre quis, que Deus quis. 

Abração!

P.S. Acho que eu que dei agora meio que uma desabafada no terceiro parágrafo kkkkk!

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em 14/11/2019, 23:13
É meu caro, o vício em pornografia introjeta em nós muitas loucuras, mas como você bem disse, é possível reverter essa situação.

Lendo uma matéria a respeito desse lance do tamanho do membro, até pra dar uma desencanada, fiquei pasmo com o que acontece na indústria pornográfica. Reproduzo e destaco abaixo.

_________________________

Seu pênis tem 13 centímetros e você acha que é anormal?
João Luiz Vieira

Por que o tamanho do pênis ainda é assunto ou, melhor, ele sempre será assunto?

O tema desta semana é controvertido e a cada par de anos faz-se pesquisas, encomendadas a vários institutos, de nacionalidades diferentes para saber, de novo, qual o tamanho ideal de pênis.

Há sempre umas coincidências nos resultados. A de que, por exemplo, um pênis considerado normal mede, em média, 13,24 cm, em análise em que pesquisadores, muitas vezes, passam a régua em mais de 15 mil homens. Flácido, a normalidade aponta, desculpa o trocadilho, para 9,16 centímetros.

Já a circunferência do órgão, sempre em valores médios, fica entre 9,31 centímetros em repouso e 11,66 centímetros quando ereto. Daí você me pergunta: 13 cm é muito pequeno? Não, não é. No Brasil, por exemplo, o tamanho médio fica entre 14 e 16,7 cm, dependendo da pesquisa, porque nós sempre ficamos entre os dez mais avantajados do mundo.

Outra coincidência entre as pesquisas é que a República Democrática do Congo, na África central, sempre aparece como a nação que tem os homens mais bem dotados do planeta, com 18 cm em estado de ereção, seguido, quase sempre, do Equador, com um comprimento respeitável de 17,5 cm. Bélgica e França vêm depois, com 16,2 cm e 16 cm, respectivamente. Tendo como lanterninhas, China, com 10,9 cm, Índia, com 10,1 cm, e em último lugar Coreia, com 9,3 cm.

Há também pesquisas mais focadas, digamos assim, feitas somente com mulheres. Um dado sempre se repete: as mulheres preferem pênis que fogem dos extremos. Nem grandes demais, nem pequenos demais. Nos aplicativos de paquera e/ou de sexo entre homens, os bem adotados fazem questão de eleger o volume entre as calças como a principal característica a ser consumida.

É, por mais que se reclame, o mundo ainda, ou por muito tempo, ainda é falocêntrico. Você sabia, por exemplo, que muitas atrizes pornôs fazem histerectomia, remoção de parte ou da totalidade do útero, para conseguirem mais cenas, portanto mais dinheiro, com atores que possuem pênis mais expressivos? Porque, sim, o pênis pode ferir a parede do útero.

Imagine transar com o ator pornô mexicano Roberto Esquivel Cabrera, que diz ter um pênis em posição de ataque de 48 cm. Vou repetir: QUARENTA E OITO CENTÍMETROS DENTRO DE ALGUÉM. Uma ereção menor que 8 cm, e quando flácido perde em tamanho para um pendrive, revela um micropênis, condição de 0,6% dos homens, mas esse é tema para uma outra coluna. Tamanho ou performance na cama, o velho dilema prossegue.

Fonte: https://joaoluizvieira.blogosfera.uol.com.br/2018/01/15/seu-penis-tem-13-centimetros-e-voce-acha-que-e-anormal/?cmpid=copiaecola



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