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Pássaro de Fogo
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em 7/8/2020, 00:17
Que Proust me perdoe usar o título do romance que ocupou quase o terço final da sua vida para intitular esse diário! É que sinto que perdi muito tempo da minha vida, e gostaria tanto, tanto, tanto de não ter vivido tanta coisa. E agora, aos 40 anos, descobrir que, na verdade, eu era um viciado em pornografia. Desde quando? Quando a pornografia deixou de ser mera "subversão", um estripulia de adolescente, e passou a ser uma compulsão?
Os primeiros contatos foram as revistinhas do meu pai, que, depois de separado da minha mãe, as comprava com regularidade. Gibis, quadrinhos, fotonovelas, contos eróticos... acho que tinha entre 10 ou 11 anos. O pornô era limitado naquela época, nos anos 1990. Limitado e, talvez por esse motivo, excitante. No entanto, logo descobri uma outra forma de consumir pornografia: ver outros caras fazendo sexo nos banheiros e cinemas. Isso começou aos 17 anos. E nunca mais parou. Eu alternava entre os banheiros e cinemas e os vídeos. Em 2011, com 31 anos, fui morar sozinho num apartamento no Centro de São Paulo. Se antes, morando com minha mãe, eu já passava um longo tempo praticando PMO, sozinho eu passei a, muitas vezes, abrir mão de sair com amigos, ler, visitar a família para ficar em cada me masturbando sobre a minha cama, com o notebook do lado, fumando um cigarro atrás do outro e bebendo cerveja. Era uma espécie de "paraíso". Tardes, noites, madrugadas. Sóbrio, bêbado. Chegava do trabalho, tirava a roupa na sala, entrava no quarto, só saía de lá quando a fome me lembrava de que eu não havia me alimentado ainda. Quantas vezes!!!
Estou casado com meu marido há seis anos. Com a sua paciência e o meu esforço, consegui gozar na penetração com ele. Foi o primeiro parceiro da minha vida com quem gozei na penetração. Foi a sensação mais incrível do mundo. Achei que com ele meu problema de consumir pornografia e de "demorar pra gozar" estavam a caminho da solução. Bastava eu ficar duas semanas sem me masturbar que tudo se resolveria. O tormento era resistir duas semanas sem esse hábito tão enraizado em mim. Que esforço descomunal ficar dois dias, um dia que fosse sem PMO! Meu marido saía para trabalhar, ou ir ao mercado, ou o que fosse: era a oportunidade de repetir tudo, e com a maravilhosa desculpa de eu estar "em contato comigo mesmo"! Quantas vezes fingi ter ejaculado na penetração apenas porque ele já o tinha feito e estava sentindo dor enquanto eu me esforçava para chegar ao orgasmo! Muitas, muitas vezes.
Ocorre que, na semana passada, aconteceu algo muito especial na minha vida religiosa (sou umbandista) que me fez ficar duas semanas sem qualquer atividade sexual. Como eu estava muito atarefado na primeira semana, não me foi custoso suspender as sessões de PMO. Mas, na segunda semana, menos atarefado, senti-me mais "incomodado" com a ausência de PMO (bem mais incomodado que com o fato de não transar com meu marido, aliás). Isso acendeu aquela lâmpada que diz: ALERTA. Senti falta da masturbação mas não do sexo? Oops! Há algo errado aí! E, quando voltei a me masturbar, foram horas, trocando vídeos, procurando mais, lembrando de outros, buscando-os, quase como se eu estivesse matando a saudade, e ao mesmo tempo me prometendo que seria a última vez. Sabe o que é que a gente promete que nunca mais vai usar e, quando se dá conta, está usando de novo e em maior quantidade mesmo sem conscientemente querer fazer isso? Pois bem. Eu me dei conta de que estava me drogando.
Foi então que eu procurei materiais sobre pornografia como vício. Deparei-me com um teste de sete perguntas estabelecido com acordo com a Associação Americana de Psiquiatria e a OMS. Apenas sete perguntas. E a minha resposta foi SIM para TODAS as perguntas. Eu fui obrigado a reconhecer que SIM, eu sou um viciado em pornografia. E SIM, eu me identifiquei com muitos dos efeitos desse vício expostos neste site. Não, não está sendo nada fácil concluir que perdi tanto da minha vida por algo que eu achava supérfluo, controlável, insignificante. Imediatamente baixei o e-book, o que clareou muitas zonas obscuras da minha mente.
Hoje foi meu primeiro dia de REBOOT. Houve poucos momentos em que não pensei que estava fazendo um reboot por ser viciado em pornografia. Dei banho na minha cachorra, passeei com ela, fumei uns quantos cigarros (ainda vou me livrar de vez desse vício também, se Deus quiser!), lavei louça, trabalhei, conversei com meu ex-namorado sobre isso (ainda não quero falar com meu marido, agora não) e decidi criar um diário aqui, onde vejo depoimentos de pessoas que sofreram/sofrem o mesmo que eu -- que me entendem.
O que eu mais necessito agora é paciência, perseverança e autoperdão. Eu não fiz nada disso de propósito. Eu nunca me vi como um prisioneiro. Agora que me reconheço como tal, quero me perdoar para poder, com amor, me reconstruir. Espero encontrar aqui a ajuda que ainda não tinha procurado. Espero ajudar a quem, como eu, precisa, quer e merece uma vida mais plena.
Muito obrigado pela atenção de vocês!

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em 7/8/2020, 09:11
Parabéns pela coragem de se abrir para nós, e o passo fundamental já foi dado que é admitir que é viciado e começar o reebot. Esse vicio como qualquer outro tem a força de destruir sonhos, famílias e vidas.

Bem vindo.

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em 7/8/2020, 09:32
Bem vindo Pássaro de Fogo! Também sou casado e o vício quase acabou de vez com o meu casamento. Durante muito tempo também não sentia que era viciado em PMO e nem me sentia confortável para falar sobre o assunto com quem quer que fosse, nem meu marido. Talvez por não me ver como um viciado. Só agora, em meio a uma crise no relacionamento que cheguei ao ponto de conversar sobre isso e fazer terapia. Não há caminho fácil, mas vendo os relatos daqui cheguei à conclusão de que é possível e se outros conseguiram, vamos conseguir também! Boa sorte na sua jornada!

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em 7/8/2020, 09:44
Seja bem vindo!

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em 7/8/2020, 15:01
Boa tarde, pessoal! Muito obrigado pela acolhida. São duas decisões muito difíceis: 1. decidir encarar a questão como o que realmente é: um transtorno, um vício; 2. decidir encarar o processo de lutar contra o vício. Não sei como é com vocês, mas, no plano físico, me parece que há algo pressionando a região pubiana, como quando a gente faz inconscientemente o gesto de segurar um cigarro quando para de fumar. Basta eu me distrair do que estou fazendo, e neste intervalo aparece algum pensamento relacionado à pornografia. Vêm à minha mente um flash de cena de algum vídeo, ou ando na rua e me vejo perseguindo algum cara com o olhar de modo insidioso (principalmente quando ele está sem camisa, já lembro de algum ator pornô).
Hoje está sendo meu segundo dia de reboot. Estou trabalhando em casa, diante do computador, e tenho de combater o hábito que eu tinha de abrir uma janela anônima ou ficar trocando de um vídeo para outro no celular enquanto fazia minhas tarefas. Meu marido na cozinha ou no quarto trabalhando, e eu trabalhando e vendo vídeos, aguardando ansiosamente o momento de ele sair com a cachorra ou fazer algo fora de casa. Eram as ocasiões em que eu me "escondia" no banheiro para consumar a longa sessão de MO. Quantas coisas boas e produtivas deixei de fazer nesses minutos, nessas horas? O quanto fui incompleto nas relações sexuais que tinha com o cara que mais me atrai nesse mundo, meu marido?
Estou muito feliz por ter optado por reiniciar minha vida. E ler os diários de vocês foi o meu principal estímulo. Agradeço muito. E vamos em frente!
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em 7/8/2020, 21:20
Olá Passaro de fogo, seja muito bem vindo ao fórum!

Sabe, olhando a sua história e a origem do hábito de consumir pornografia, chego à conclusão de que é fato que a grande maioria de nós, se não todos, iniciam tendo exatamente o mesmo sentimento. Curiosidade e excitação. Porém, com o tempo, as coisas vão mudando e quando demos por nós, estamos completamente dependentes da sensação ilusória de prazer que o vício nos dá.

Bom, te desejo muita força nesse teu inicio de reboot mas peço algo muito importante também. No seu primeiro relato voce disse que o que mais necessita no momento é de "paciência, perseverança e autoperdão." Mas acho que vou inverter essa ordem (não que haja de fato uma ordem rsrs) Mas acho que em primeiro lugar é necessário que vc se perdoe. Digo isso porque também tenho essa sensação ruim de não ter vivido nem metade do que eu poderia ter vivido por conta do vício. Isso traz uma sensação muito ruim, mas é mega importante entender que nós não tínhamos nenhuma noção do quão nocivo era e ainda é esse mal hábito quando começamos. Porém é mais importante ter a consciência de que ainda estamos vivos e que temos uma vida inteira pra viver. Com isso vem a perseverança de dia após dia lutar contra a vontade, criando outros hábitos que sejam prazerosos e saudáveis, e paciência para sentir em pequenos detalhes, grandes diferenças.

Enfim... Acompanhando seu progresso!

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em 8/8/2020, 01:41
Saudações, PássaroDeFogo. Seja bem-vindo ao Fórum “Vício em Pornografia, Como Parar?”. Aqui, ao mesmo tempo em que construímos um novo caminho por meio da reversão do vício, também construímos uma família. Por isso, desejamos que você se sinta bem entre nós, ao mesmo tempo que encontre oportunidades e condições para aprender e crescer.

Confira algumas orientações, caso já esteja adotando algumas delas, parabéns!

  • Conheça a legislação do Fórum: Regras de Participação, Orientações Básicas e Proibições.

  • Veja como gerenciar seu diário em Como criar um diário no Fórum.

  • Conheça o Guia Introdutório e aprenda o básico sobre o processo de reversão do vício ou adquira o Curso Online Programa Revert (Super Recomendado) para ter acesso a informações mais completas.

  • Confira o arsenal tecnológico para te auxiliar na proteção contra o vício: Configuração do Clean Browsing; Bloqueamento via Hosts; Inter App Control Pro (Pago); Blok Supreme (Pago); Download do Qustodio (A versão gratuita já é suficiente). Para maiores informações e/ou encontrar outras opções acesse a Seção Ferramentas e Bloqueadores.

  • Conheça os navegadores (para smartphone) que já vem com proteção contra o vício e escolha um: Spin, Kids Safe Browser (Pago) e Mobicip. Instale o NetAngel para bloquear a pornografia em seu smartphone, bem como o AppLock que pode ser utilizado para bloquear o serviço de distribuição de aplicativos, as configurações do smarthpone, dentre outras coisas. Para maiores informações e/ou encontrar outras opções para Android, iOS ou Windows Phone acesse a Seção Ferramentas e Bloqueadores.

  • Dica: Cadastre um e-mail temporário descartável em seus softwares, pois, assim, você evita uma possível recuperação da senha. Utilize também um método de ocultação de senha, para evitar que você desative os bloqueadores em um momento de fissura. Acesse: Método para esconder a senha.

  • Instale um contador de dias: Tutorial Contador de Dias, para te situar em sua jornada.

    Avalie também a necessidade de abandono de outros vícios que podem de alguma forma te atrapalhar no processo, como masturbação, álcool, outras drogas lícitas e ilícitas, games, comidas e outros.

  • Priorize as atividades de religação, tais como: socialização, trabalho voluntário, trabalho manual prazeroso, leitura de livros, mindfulness, meditação, yoga, musculação, natação, ciclismo, pilates, hidroginástica, crossfit, boxe, lutas diversas, dança, caminhada, corrida, zumba, voleibol, futebol e muitas outras. Não foque muito em quantidade, mas na qualidade.

  • Não desperdice o seu tempo em redes sociais, pois muitas delas atuam como verdadeiras "playboys digitais", tais como: facebook, instagram, twitter, pinterest e outras. Evite também a navegação a esmo.

  • Não abandone o fórum, atualize constantemente o seu diário. Certifique-se de ter relatado toda a sua história de envolvimento com a PMO, para que, assim, possamos ajudá-lo(a) da melhor forma. Iremos empenhar todos os nossos esforços para te assistir, e sempre que puder ajude outros aqui também.


Sinta-se abraçado pelo Harv.

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Acesse o meu diário.

Uma jornada de mil milhas começa com um único passo.

Todo prazer vem associado a uma dor. O verdadeiro prazer é aquele no qual a dor vem antes.

Cure o garoto e o homem aparecerá.

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em 10/8/2020, 14:16
Olá a todos!!! Espero que todos tenham passado um excelente fim de semana! O meu foi ótimo, ao lado da minha família. Fui para São Paulo (moro em Santos) e pude me reunir com uma parte da família que há tempos arrumava alguma desculpa para não visitar. Coisa de quem acha que o tempo, a vida e a morte estão sempre sob nosso controle. Digo isso porque há quase um mês minha tia, irmã de minha mãe, faleceu em decorrência de um infarto. Não lembro da última vez em que pude estar com ela. Eu a amava muito, mas deixei passar tantas oportunidades de me reunir com ela e meus familiares. E, de repente, ela se foi. E eu não quero perder mais as chances de me encontrar com os meus, de me reconhecer naqueles que Deus colocou na minha história...
Foram poucos os momentos em que pensei sobre o vício. É bem tenso ter controle sobre o que não posso/quero ver porque qualquer imagem de um homem sem camisa pode me remeter instantaneamente ao mundo dos vídeos e, lógico, do que decorre de vê-los. É incrível como realmente aquelas ereções que eram quase constantes ao me deparar com os vídeos e as imagens agora quase não ocorrem. Sendo bem sincero, só tive uma ereção hoje de manhã quando meu marido, brincando, sentou em cima de mim --- eu tinha acabado de acordar, estava na cama ainda. A ereção foi imediata, e minhas emoções se misturaram: alegria de saber que "ele" reage ao estímulo e medo do tal "efeito caçador". Se não tivesse a consciência de que instalei um bloqueador e de qual a razão disso, será que eu acessaria um site pornô? Os efeitos positivos de decidir não lidar mais com esses materiais, sinceramente, ainda estão obscuros para mim. Sei que eles existem e vão se manifestar (ou já estão se manifestando), mas, por enquanto, o que sinto é uma lacuna, um espaço que costumava ser preenchido com as sessões (curtas ou longas, não importava) de PMO.
A leitura sempre foi minha melhor amiga, e agora está sendo ainda mais. Meus livros são meus mais leais companheiros nesse início de jornada. Vamos em frente!!

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David Silva
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em 10/8/2020, 19:10
Ler é muito bom! Também amo. Eu falo que a leitura me acalma. Quando estou lendo não penso em mais nada.

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em 12/8/2020, 16:55
Olá, queridos amigos! Hoje completo uma semana de reboot. A gente tem plena convicção de que está viciado quando tenta ficar longe daquilo que, até então, não era considerado vício. Agora, por exemplo, estou sozinho em casa. Meu marido saiu para fazer um trabalho, e eu estou às voltas com uma reunião de trabalho. Ou seja, tenho que ficar grudado no computador num momento em que, antes de reboot, eu me manteria online pelo notebook, mas veria um vídeo atrás do outro no celular; quando a reunião terminasse, eu correria para o banheiro para aproveitar a "janela" e ansiosamente dedicar esse tempinho à PMO. Eu fazia isso com frequência, até mesmo com meu marido em casa: ele, no outro quarto ou na sala; eu, no meu escritório, me dividindo entre o trabalho e o vício. Nessas ocasiões, a questão era só olhar, e agora me lembro de que meu olhar com certeza se assemelharia ao de um adicto em estado de fissura. Às vezes, bastava ouvir os gemidos e as frases para me excitar. E quantas vezes eu precisava ver um vídeo imediatamente antes do sexo só para lembrar dele durante o sexo e, com muito esforço, conseguir gozar --- nas poucas situações em que isso aconteceu.
E não consigo desvincular a prática de PMO à compulsão de procurar sexo em chats e locais públicos, especialmente os banheiros. O impulso que me levava, ainda que a contragosto, a entrar no banheiro de uma praça ou de um mercado era o mesmo que me levava a abrir o X... e me "deliciar" vendo os outros fazerem o que eu gostaria de estar fazendo? Eu me justificava: "só uma compulsão", "eu sou meio voyeur", "eu tenho muito fogo". Todas eram maneiras de me sabotar e não tratar o problema como ele realmente é: um vício.
Ontem e hoje estão sendo dias particularmente difíceis. Ontem cheguei a sentir uma espécie de tristeza, de desânimo, uma inquietação que despertou atenção do meu marido. Eu não quis contar para ele o que, na real, estava me agoniando (um escândalo armado pela vizinha do andar de baixo me ajudou a disfarçar). Eu morro de tesão por ele, mas tenho medo de começar a transar com ele e não "render", justamente porque o sexo estava atrelado a lembrar de vídeos de sexo enquanto eu o penetrava. Junte isso com a ER: está pronta a mistura explosiva que resulta na tal "ansiedade de performance". Mas, ao mesmo tempo, também fico na dúvida se aquele "tesão" todo não consistia numa "larica", uma vez que, quando eu transava com ele, eu tinha uma desculpa para, assim que imediatamente possível, fazer mais uma sessão de PMO (ainda que sem a menor necessidade do ponto de vista fisiológico).
Sei lá!!! Só sei que esse buraco no peito se mescla à realização de ficar uma semana sem fazer algo que me agredia tanto. Tenho procurado acompanhar os diários de vocês, e isso tem sido fundamental para eu perceber que vencer é um processo, não uma mágica. Obrigado a todos vocês!
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em 12/8/2020, 19:02
Me refresca a memória: seu marido não sabe do vício?
Abraços!

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em 12/8/2020, 23:36
David Silva escreveu:Me refresca a memória: seu marido não sabe do vício?
Abraços!

Olá, amigo! Não sabe. E ontem eu fiquei muito tentado a contar para ele tamanha a minha angústia. Senti muito o peso de encarar essa jornada sozinho. O que me barrou foi a ideia de que, de repente, eu traria a ele uma preocupação que poderia mais nos atrapalhar do que ajudar. Sei lá!!! Ainda estou meio perdido. É como se fosse um período de luto.
É isso aí!
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em 13/8/2020, 01:19
Eu quando fiz o reboot pela a primeira vez tive que contar pro meu namorado, pois ele me ajudava muito e com certeza não teria conseguido sem ele, e agora pretendo contar novamente, mesmo com vergonha mas tenho que ser humilde e falar. Estou na torcida por ti. Seja forte.

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em 13/8/2020, 09:21
parabéns pela semana, pássaro. gosto muito de seus posts, força na caminhada!

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em 13/8/2020, 09:51
Pássaro de Fogo escreveu:Olá, queridos amigos! Hoje completo uma semana de reboot. A gente tem plena convicção de que está viciado quando tenta ficar longe daquilo que, até então, não era considerado vício. Agora, por exemplo, estou sozinho em casa. Meu marido saiu para fazer um trabalho, e eu estou às voltas com uma reunião de trabalho. Ou seja, tenho que ficar grudado no computador num momento em que, antes de reboot, eu me manteria online pelo notebook, mas veria um vídeo atrás do outro no celular; quando a reunião terminasse, eu correria para o banheiro para aproveitar a "janela" e ansiosamente dedicar esse tempinho à PMO. Eu fazia isso com frequência, até mesmo com meu marido em casa: ele, no outro quarto ou na sala; eu, no meu escritório, me dividindo entre o trabalho e o vício. Nessas ocasiões, a questão era só olhar, e agora me lembro de que meu olhar com certeza se assemelharia ao de um adicto em estado de fissura. Às vezes, bastava ouvir os gemidos e as frases para me excitar. E quantas vezes eu precisava ver um vídeo imediatamente antes do sexo só para lembrar dele durante o sexo e, com muito esforço, conseguir gozar --- nas poucas situações em que isso aconteceu.
E não consigo desvincular a prática de PMO à compulsão de procurar sexo em chats e locais públicos, especialmente os banheiros. O impulso que me levava, ainda que a contragosto, a entrar no banheiro de uma praça ou de um mercado era o mesmo que me levava a abrir o X... e me "deliciar" vendo os outros fazerem o que eu gostaria de estar fazendo? Eu me justificava: "só uma compulsão", "eu sou meio voyeur", "eu tenho muito fogo". Todas eram maneiras de me sabotar e não tratar o problema como ele realmente é: um vício.
Ontem e hoje estão sendo dias particularmente difíceis. Ontem cheguei a sentir uma espécie de tristeza, de desânimo, uma inquietação que despertou atenção do meu marido. Eu não quis contar para ele o que, na real, estava me agoniando (um escândalo armado pela vizinha do andar de baixo me ajudou a disfarçar). Eu morro de tesão por ele, mas tenho medo de começar a transar com ele e não "render", justamente porque o sexo estava atrelado a lembrar de vídeos de sexo enquanto eu o penetrava. Junte isso com a ER: está pronta a mistura explosiva que resulta na tal "ansiedade de performance". Mas, ao mesmo tempo, também fico na dúvida se aquele "tesão" todo não consistia numa "larica", uma vez que, quando eu transava com ele, eu tinha uma desculpa para, assim que imediatamente possível, fazer mais uma sessão de PMO (ainda que sem a menor necessidade do ponto de vista fisiológico).
Sei lá!!! Só sei que esse buraco no peito se mescla à realização de ficar uma semana sem fazer algo que me agredia tanto. Tenho procurado acompanhar os diários de vocês, e isso tem sido fundamental para eu perceber que vencer é um processo, não uma mágica. Obrigado a todos vocês!

Ser casado deixa o vício um pouco mais pesado. Eu acabei tendo que contar sobre o vício ao meu marido porque ele começou a desenvolver sérias inseguranças por conta dos problemas que foram causados em mim por PMO. No meu caso o fato de ter contado não teve muito benefício além da compreensão. Ele agora começa a entender um pouco o que eu estava passando, mas se colocar em uma posição de empatia pra quem não tem o mesmo problema é muito difícil. Que bom que você se deu conta do seu vício a tempo, meu amigo!

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em 13/8/2020, 10:46
Realmente, é uma decisão muito pessoal. No meu caso eu contaria. Mas depende muito da relação de vocês também.

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em 13/8/2020, 18:18
OI, Pássaro! Não é fácil, mas tem solução. Eu mal comecei minha caminhada, mas há um tópico de "Histórias de Sucesso" no fórum que vale a pena dar uma olhada.

Conte conosco! Perdoe-se.

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em 13/8/2020, 18:47
starboy escreveu:
Pássaro de Fogo escreveu:Olá, queridos amigos! Hoje completo uma semana de reboot. A gente tem plena convicção de que está viciado quando tenta ficar longe daquilo que, até então, não era considerado vício. Agora, por exemplo, estou sozinho em casa. Meu marido saiu para fazer um trabalho, e eu estou às voltas com uma reunião de trabalho. Ou seja, tenho que ficar grudado no computador num momento em que, antes de reboot, eu me manteria online pelo notebook, mas veria um vídeo atrás do outro no celular; quando a reunião terminasse, eu correria para o banheiro para aproveitar a "janela" e ansiosamente dedicar esse tempinho à PMO. Eu fazia isso com frequência, até mesmo com meu marido em casa: ele, no outro quarto ou na sala; eu, no meu escritório, me dividindo entre o trabalho e o vício. Nessas ocasiões, a questão era só olhar, e agora me lembro de que meu olhar com certeza se assemelharia ao de um adicto em estado de fissura. Às vezes, bastava ouvir os gemidos e as frases para me excitar. E quantas vezes eu precisava ver um vídeo imediatamente antes do sexo só para lembrar dele durante o sexo e, com muito esforço, conseguir gozar --- nas poucas situações em que isso aconteceu.
E não consigo desvincular a prática de PMO à compulsão de procurar sexo em chats e locais públicos, especialmente os banheiros. O impulso que me levava, ainda que a contragosto, a entrar no banheiro de uma praça ou de um mercado era o mesmo que me levava a abrir o X... e me "deliciar" vendo os outros fazerem o que eu gostaria de estar fazendo? Eu me justificava: "só uma compulsão", "eu sou meio voyeur", "eu tenho muito fogo". Todas eram maneiras de me sabotar e não tratar o problema como ele realmente é: um vício.
Ontem e hoje estão sendo dias particularmente difíceis. Ontem cheguei a sentir uma espécie de tristeza, de desânimo, uma inquietação que despertou atenção do meu marido. Eu não quis contar para ele o que, na real, estava me agoniando (um escândalo armado pela vizinha do andar de baixo me ajudou a disfarçar). Eu morro de tesão por ele, mas tenho medo de começar a transar com ele e não "render", justamente porque o sexo estava atrelado a lembrar de vídeos de sexo enquanto eu o penetrava. Junte isso com a ER: está pronta a mistura explosiva que resulta na tal "ansiedade de performance". Mas, ao mesmo tempo, também fico na dúvida se aquele "tesão" todo não consistia numa "larica", uma vez que, quando eu transava com ele, eu tinha uma desculpa para, assim que imediatamente possível, fazer mais uma sessão de PMO (ainda que sem a menor necessidade do ponto de vista fisiológico).
Sei lá!!! Só sei que esse buraco no peito se mescla à realização de ficar uma semana sem fazer algo que me agredia tanto. Tenho procurado acompanhar os diários de vocês, e isso tem sido fundamental para eu perceber que vencer é um processo, não uma mágica. Obrigado a todos vocês!

Ser casado deixa o vício um pouco mais pesado. Eu acabei tendo que contar sobre o vício ao meu marido porque ele começou a desenvolver sérias inseguranças por conta dos problemas que foram causados em mim por PMO. No meu caso o fato de ter contado não teve muito benefício além da compreensão. Ele agora começa a entender um pouco o que eu estava passando, mas se colocar em uma posição de empatia pra quem não tem o mesmo problema é muito difícil. Que bom que você se deu conta do seu vício a tempo, meu amigo!

Sim, meu amigo! Não me coloco como se eu estivesse cometendo um crime. É um transtorno, uma doença que se desenvolveu sem que eu percebesse.
Eu vi um vídeo do Manual do Homem Moderno que esclareceu uma questão muito importante: o vício em pornografia se assemelha mais ao vício em jogos que ao vício em drogas pois se trata de uma ação "de dentro pra fora". Posso estar enganado, mas fez todo sentido. Então, eu não sou um safado, um pervertido, mas alguém que se deixou enganar por um mecanismo de prazer rápido e ilusório que parecia estar sob meu controle. No fundo, nosso trabalho significa reprogramar o prazer.
Hoje não trabalhei (sou professor e estou em home office até o final do ano). Aproveitei o dia para resolver uma questão que estava adiando há meses: tirei minha habilitação há pouco tempo e, como não me sinto lá muito seguro para dirigir, fui até uma autoescola aqui do bairro e contratei duas aulas avulsas. Aproveitei também para caminhar sozinho, coisa que eu só fazia com minha cachorra. Cheguei a ir a um banheiro público (por necessidade mesmo), foi uma luta não ficar esperando algum cara aparecer. Tive certeza de que, sim, se trata da mesma compulsão por P. Durante todo o tempo, eu sentia como se eu estivesse sendo empurrado por algo que era e não era minha vontade. Assim como acontecia com P. Saí dali me sentindo forte e resistente, orgulhoso mesmo.
Abracei meu marido quando cheguei em casa. Pode parecer viagem da minha cabeça, mas até os nossos beijos têm tido um quê de diferente. E é tão bom saber que ele me excita, pois até disso eu andava duvidando.
Tamo junto, amigos!!!

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em 13/8/2020, 18:50
darthvader escreveu:OI, Pássaro! Não é fácil, mas tem solução. Eu mal comecei minha caminhada, mas há um tópico de "Histórias de Sucesso" no fórum que vale a pena dar uma olhada.

Conte conosco! Perdoe-se.

Olá, querido! Vou olhar, sim. Desejo ardentemente que a minha história e as de vocês sejam todas histórias de sucesso. Vocês é que têm me dado uma força descomunal!!!
Quanto a me perdoar, estou batendo altos papos comigo mesmo! Uma hora eu convenço esse teimoso!!! Rsrsrs!!!
Contem comigo também.
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em 15/8/2020, 03:51
Olá, amigos!
A cada dia que passa me convenço mais e mais de que a PMO é uma "terceira perna" (quem leu "A paixão segundo G.H." sabe o que eu quero dizer). E naqueles momentos de ociosidade era ela que parecia preencher o vazio do tempo. Ela parecia ser uma resposta para as incertezas da vida, para as inconstâncias da vida. Não! Não era. Mas basta ficar sozinho comigo mesmo, e as minhas ansiedades me fazem lembrar de que eu podia dispor dela. O meu esforço tem sido me redescobrir.

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em 17/8/2020, 17:55
Doze dias! Doze dias! Sentimentos misturados, emoções de toda espécie, ansiedade, medo, alegria, esperança. Tenho lido muito sobre o assunto e visto alguns vídeos de especialistas (ou testemunhos de pessoas que passaram/estão passando pela abstinência). O que tem me confortado bastante é que ainda não deparei com alguém que defendesse a P ou a julgasse saudável. Além de ser danosa fisicamente, ela é danosa ao nosso psiquismo, e bastaram dois dias para percebessem o quanto foi difícil dizer "não" a ela.
Eu sou umbandista, e é comum termos de ficar um ou dois dias de "preceito", que é uma preparação para os trabalhos religiosos a qual consiste em não comer carne vermelha, não beber álcool e não fazer práticas sexuais. Curioso é que, por muito tempo, eu ficava num impasse em relação a este último item. Adivinhem por quê? Claro, porque era uma luta ficar sem ver vídeos de P. Aí, o cérebro --- que muitas vezes é um "amigo da onça" --- leva a pensar algo como "se você só vir o vídeo sem se masturbar, não tem problema", ou "se você bater uma e não gozar, não tem problema", ou "bater uma é melhor do que ir no banheirão e trair seu marido". Olha quantas "pedaladas" nós damos em nós mesmos só para não encarar o vício como um problema de saúde mental!!!
Mas, nessas duas semanas, salvo engano, acho que percebi algo que me chamou a atenção. Eu já disse que tenho ejaculação retardada, e uma das formas de tratá-la é não me masturbar. Eu até ficava sem a M por dois, três, quatro dias, porém não conseguia ficar esses dias sem ver, nem que fosse antes de tomar banho, vídeos no Xv..., por exemplo. Chegava a iniciar a M, mas me lembrava de que eu preferiria gozar transando com meu marido, e ficava "alucinado" percorrendo os vídeos, saltando de um para outro, tentando gravar na memória uma determinada cena para "usar" quando estivesse fazendo sexo com ele. Pensando agora, era quase que uma tortura. Em grande parte das vezes, no entanto, acabava não suportando e o combo PMO vinha com tudo. E, depois de ejacular e me arrepender, já pensava que, se rolasse sexo, eu fingiria ter gozado, e tudo estaria como dantes...
Hoje eu quase caí na armadilha: quase vi um vídeo e quase me masturbei. Lembrei-me de que se passaram doze dias, e me contive. Estou feliz por perceber que a P é o que detona todo o resto, e que o que detona a vontade de consumir P é uma autocobrança imensa, uma vontade de voltar para dentro de um espaço onde me acostumei a pensar que tenho controle, como uma caverna na qual sou o único morador e a P fossem as sombras refletidas na parede. Livrar-me da P é me livrar das correntes e das sombras que nada mais que meus próprios fantasmas.

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em 19/8/2020, 00:46
Hoje eu estava com tanto, mas tanto tesão, que me masturbei enquanto tomava banho. Foi prazeroso, sim. Me pareceu a primeira vez em que ejaculei, aos 14 anos. O mais curioso foi tentar perceber as reações do corpo, quase como se fosse uma novidade. Fiz um exercício de não me reportar a nenhuma imagem de filme ou mesmo lembrança de situação de sexo que tenha acontecido comigo. Fiquei de olhos abertos, e à medida que eu ia sentindo prazer, senti mais prazer.
Enfim... Queria fazer reboot hard mode, mas, só de não precisar apelar para a pornografia, já me considerei vencedor.

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em 19/8/2020, 09:27
Pássaro de Fogo escreveu:Hoje eu estava com tanto, mas tanto tesão, que me masturbei enquanto tomava banho. Foi prazeroso, sim. Me pareceu a primeira vez em que ejaculei, aos 14 anos. O mais curioso foi tentar perceber as reações do corpo, quase como se fosse uma novidade. Fiz um exercício de não me reportar a nenhuma imagem de filme ou mesmo lembrança de situação de sexo que tenha acontecido comigo. Fiquei de olhos abertos, e à medida que eu ia sentindo prazer, senti mais prazer.
Enfim... Queria fazer reboot hard mode, mas, só de não precisar apelar para a pornografia, já me considerei vencedor.

Também queria fazer hard, mas no momento em que fiquei subindo pelas paredes, fiz o mesmo que você, sem fantasias, sem P. Passou e a vontade desapareceu depois.

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em 19/8/2020, 18:40
Hoje tive uma recaída. Não sei até que ponto não a procurei. Entretanto, estou me sentindo tão envergonhado diante de mim e de vocês que minha primeira vontade foi sair daqui, não deixar rastro, me esquivar desse sentimento de humilhação. Mas acho que estar aqui tem me dado tanta força que tudo o que mais quero, agora, é não desistir. Percebi, com a maior clareza que já tive em relação a esse assunto, que estava sentindo falta não da masturbação nem do orgasmo, mas da pornografia. A M de ontem não tem a ver com a P de hoje. O meu vício é no material pornográfico, é para ele que olhei alucinado; se tivesse sido apenas um pretexto para atingir o orgasmo, eu teria escolhido um único vídeo. Não, o vício é em ver a cena, mudar de cena, ver outra cena, mudar novamente, e assim por diante. É uma doença da mente. E isso, por mais que tenda a me enfraquecer, me torna mais forte. Pela primeira vez na minha vida, estou encarando esse problema sem desculpas, sem disfarces. Ele não vai me vencer. Não vai.

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em 22/8/2020, 10:31
poxa parabéns pela determinação, pássaro. esse processo de queda é sempre chato e nos deixa assim, pra baixo e envergonhados, mas faz parte do processo. aos poucos a gente vai entortando esse vício.

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