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Recém Casada
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Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento Empty Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento

8/6/2021, 06:45
Eu me libertei desse vício há 5 anos.
Deixa eu te contar um pouco da minha história.

Fui obrigada a me sexualizar muito cedo: sofri um abuso quando tinha 7 anos. Desde então, isso me trouxe consequências grandes, uma delas, o comportamento sexual inadequado. Nessa mesma idade, me relacionava intimamente com algumas amiguinhas, e assim foi até eu completar 11 anos.
Nessa idade, descobri a pornografia. Não demorou muito, estava completamente viciada. Aos 12, já era praticamente uma garota de programa virtual. Entrava em todos tipos de chats, sites, me mostrava pra qualquer cara, todos os dias, várias vezes. Por ter raízes religiosas, a culpa era imensa. Depois do PMO, e me mostrar pra vários caras, me vinha um profundo sentimento de culpa, remorso, nojo de mim mesma.
Aliado a isso, os problemas com meias pais aumentaram muito. O clima em casa era insuportável, sofria muitos abusos físicos e psicológico dos meus pais. Na escola, o bullying era constante de todas as formas. Com isso, entrei em um terrível ciclo de depressão, mutilação e ideação suicida. Assim, me isolei do mundo, dentro meu meu quarto, sempre estudo, minha vida, mesmo tão nova, era resumida a isso: chats, PMO.
Aos 14, isso já não era suficiente. Entrei em chats de relacionamento, saia com todo tipos de cara (ainda não tinha chegado ao sexo em si). Não tinha afeto nenhum, tanto que não lembro rostos nem nomes. Somente sombras de pavor.
Aos 16, fui completamente tomada por isso, e aí começou também o sexo. Com isso, já estava no fundo do poço. Completamente viciada em PMO (passava horas nisso), me mostrando pra caras, saindo com qualquer pessoa. No começo desse mesmo ano, me rendi a depressão. Parei de ir a escola. Nem tinha mais força pra brigar com meus pais, ou pra qualquer coisa. Eram momentos de completo desânimo, intercalados com momentos de PMO, e seguido de culpa, multilacão, solidão. Sofri também com uma dúvida sobre minha orientação sexual - HOCD - (mesmo saindo com homens, as poucas amigas que eu tinha contato me faziam sentir algo diferente - que hoje eu imagino ser, na verdade, um profundo grau de carência afetiva). Com isso, iniciei o tratamento pra depressão, mas já era tarde. Meses depois, fui parar no hospital, depois de finalmente acreditar que eu tinha perdido a luta contra esse vicio, contra os bullies, contra meus pais, contra a vida.
Mesmo depois desse fato, segui nessa vida. Alguns meses depois, conheci meu atual marido, que me deu forças pra continuar a viver. Foram meses de luta, porque sabia que precisava largar essa vida. Não foi fácil, mas acredite: com foco certo, é possível. Eu venci.
Quem me conhece, sinceramente não tem a mínima ideia de tudo que passei (apesar de que, nós meus braços, carrego as marcas físicas de anos de multilação). Sou casada com uma rapaz lindo e inteligente, e mesmo nova, sou mais bem sucedida do que a maioria dos jovens que conheço (reassalto que vim de família pobre), em termos acadêmicos, carreira, dinheiro.
Hoje não tenho nenhum pensamento desse tipo, estou realmente livre. PMO não me atraí mais.
Boa sorte pra vocês, meninas.

(Infelizmente, como alguns deve saber, pelo meu diário aqui no fórum, fui jogada de volta a essa vida porque descobri recentemente que alguém que amo muito, e que me ajudou a me livrar dessa vida maldita, é escravo desse mal: meu marido. Sim, parece ironia da vida. Como se não tivesse conseguido me derrubar, e aí atentou contra a pessoa quer mais amo. Espero em Deus que, daqui 5 anos, seja ele nesse fórum, dizendo como o amor, a força de vontade, concederam a ele a vitória).

Abraços, fiquem bem !

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Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento Empty Re: Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento

8/6/2021, 18:13
A sua história é complicada mas ao mesmo tempo é isso que torna a sua vitória mais grandiosa!!!
Agora você tem uma nova missão, ajudar alguém que você ama e que escolheu como companheiro. É tão belo no casamento o fato de que devemos ser o braço direito do outro e caminhar sempre juntos na saúde e na doença e etc.
Desejo que você e seu marido consigam vencer isso, procure ajudá-lo e entenda que isso não tem nada a ver com o quanto você é boa ou o quanto ele te ama, isso é um vício que ninguém aqui gostaria de ter.
Força aos dois, vamos em frente, vou seguir o diário.

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Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento Empty Re: Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento

8/6/2021, 18:49
Recém Casada escreveu:Eu me libertei desse vício há 5 anos.
Deixa eu te contar um pouco da minha história.

Fui obrigada a me sexualizar muito cedo: sofri um abuso quando tinha 7 anos. Desde então, isso me trouxe consequências grandes, uma delas, o comportamento sexual inadequado. Nessa mesma idade, me relacionava intimamente com algumas amiguinhas, e assim foi até eu completar 11 anos.
Nessa idade, descobri a pornografia. Não demorou muito, estava completamente viciada. Aos 12, já era praticamente uma garota de programa virtual. Entrava em todos tipos de chats, sites, me mostrava pra qualquer cara, todos os dias, várias vezes. Por ter raízes religiosas, a culpa era imensa. Depois do PMO, e me mostrar pra vários caras, me vinha um profundo sentimento de culpa, remorso, nojo de mim mesma.
Aliado a isso, os problemas com meias pais aumentaram muito. O clima em casa era insuportável, sofria muitos abusos físicos e psicológico dos meus pais. Na escola, o bullying era constante de todas as formas. Com isso, entrei em um terrível ciclo de depressão, mutilação e ideação suicida. Assim, me isolei do mundo, dentro meu meu quarto, sempre estudo, minha vida, mesmo tão nova, era resumida a isso: chats, PMO.
Aos 14, isso já não era suficiente. Entrei em chats de relacionamento, saia com todo tipos de cara (ainda não tinha chegado ao sexo em si). Não tinha afeto nenhum, tanto que não lembro rostos nem nomes. Somente sombras de pavor.
Aos 16, fui completamente tomada por isso, e aí começou também o sexo. Com isso, já estava no fundo do poço. Completamente viciada em PMO (passava horas nisso), me mostrando pra caras, saindo com qualquer pessoa. No começo desse mesmo ano, me rendi a depressão. Parei de ir a escola. Nem tinha mais força pra brigar com meus pais, ou pra qualquer coisa. Eram momentos de completo desânimo, intercalados com momentos de PMO, e seguido de culpa, multilacão, solidão. Sofri também com uma dúvida sobre minha orientação sexual - HOCD - (mesmo saindo com homens, as poucas amigas que eu tinha contato me faziam sentir algo diferente - que hoje eu imagino ser, na verdade, um profundo grau de carência afetiva). Com isso, iniciei o tratamento pra depressão, mas já era tarde. Meses depois, fui parar no hospital, depois de finalmente acreditar que eu tinha perdido a luta contra esse vicio, contra os bullies, contra meus pais, contra a vida.
Mesmo depois desse fato, segui nessa vida. Alguns meses depois, conheci meu atual marido, que me deu forças pra continuar a viver. Foram meses de luta, porque sabia que precisava largar essa vida. Não foi fácil, mas acredite: com foco certo, é possível. Eu venci.
Quem me conhece, sinceramente não tem a mínima ideia de tudo que passei (apesar de que, nós meus braços, carrego as marcas físicas de anos de multilação). Sou casada com uma rapaz lindo e inteligente, e mesmo nova, sou mais bem sucedida do que a maioria dos jovens que conheço (reassalto que vim de família pobre), em termos acadêmicos, carreira, dinheiro.
Hoje não tenho nenhum pensamento desse tipo, estou realmente livre. PMO não me atraí mais.
Boa sorte pra vocês, meninas.

(Infelizmente, como alguns deve saber, pelo meu diário aqui no fórum,  fui jogada de volta a essa vida porque descobri recentemente que alguém que amo muito, e que me ajudou a me livrar dessa vida maldita, é escravo desse mal: meu marido. Sim, parece ironia da vida. Como se não tivesse conseguido me derrubar, e aí atentou contra a pessoa quer mais amo. Espero em Deus que, daqui 5 anos, seja ele nesse fórum, dizendo como o amor, a força de vontade, concederam a ele a vitória).

Abraços, fiquem bem !
Como era o seu HOCD, desculpa a pergunta , também sofri com isso e nunca vi nenhuma mulher relatar.

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Recém Casada
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Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento Empty Re: Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento

9/6/2021, 15:29
Drew escreveu:A sua história é complicada mas ao mesmo tempo é isso que torna a sua vitória mais grandiosa!!!
Agora você tem uma nova missão, ajudar alguém que você ama e que escolheu como companheiro. É tão belo no casamento o fato de que devemos ser o braço direito do outro e caminhar sempre juntos na saúde e na doença e etc.
Desejo que você e seu marido consigam vencer isso, procure ajudá-lo e entenda que isso não tem nada a ver com o quanto você é boa ou o quanto ele te ama, isso é um vício que ninguém aqui gostaria de ter.
Força aos dois, vamos em frente, vou seguir o diário.

Muito obrigada pelas palavras, e pelo incentivo ! Sim, vou lutar ao lado dele, até onde me for possível.

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Recém Casada
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9/6/2021, 15:47
EuBuscoaCura escreveu:
Recém Casada escreveu:Eu me libertei desse vício há 5 anos.
Deixa eu te contar um pouco da minha história.

Fui obrigada a me sexualizar muito cedo: sofri um abuso quando tinha 7 anos. Desde então, isso me trouxe consequências grandes, uma delas, o comportamento sexual inadequado. Nessa mesma idade, me relacionava intimamente com algumas amiguinhas, e assim foi até eu completar 11 anos.
Nessa idade, descobri a pornografia. Não demorou muito, estava completamente viciada. Aos 12, já era praticamente uma garota de programa virtual. Entrava em todos tipos de chats, sites, me mostrava pra qualquer cara, todos os dias, várias vezes. Por ter raízes religiosas, a culpa era imensa. Depois do PMO, e me mostrar pra vários caras, me vinha um profundo sentimento de culpa, remorso, nojo de mim mesma.
Aliado a isso, os problemas com meias pais aumentaram muito. O clima em casa era insuportável, sofria muitos abusos físicos e psicológico dos meus pais. Na escola, o bullying era constante de todas as formas. Com isso, entrei em um terrível ciclo de depressão, mutilação e ideação suicida. Assim, me isolei do mundo, dentro meu meu quarto, sempre estudo, minha vida, mesmo tão nova, era resumida a isso: chats, PMO.
Aos 14, isso já não era suficiente. Entrei em chats de relacionamento, saia com todo tipos de cara (ainda não tinha chegado ao sexo em si). Não tinha afeto nenhum, tanto que não lembro rostos nem nomes. Somente sombras de pavor.
Aos 16, fui completamente tomada por isso, e aí começou também o sexo. Com isso, já estava no fundo do poço. Completamente viciada em PMO (passava horas nisso), me mostrando pra caras, saindo com qualquer pessoa. No começo desse mesmo ano, me rendi a depressão. Parei de ir a escola. Nem tinha mais força pra brigar com meus pais, ou pra qualquer coisa. Eram momentos de completo desânimo, intercalados com momentos de PMO, e seguido de culpa, multilacão, solidão. Sofri também com uma dúvida sobre minha orientação sexual - HOCD - (mesmo saindo com homens, as poucas amigas que eu tinha contato me faziam sentir algo diferente - que hoje eu imagino ser, na verdade, um profundo grau de carência afetiva). Com isso, iniciei o tratamento pra depressão, mas já era tarde. Meses depois, fui parar no hospital, depois de finalmente acreditar que eu tinha perdido a luta contra esse vicio, contra os bullies, contra meus pais, contra a vida.
Mesmo depois desse fato, segui nessa vida. Alguns meses depois, conheci meu atual marido, que me deu forças pra continuar a viver. Foram meses de luta, porque sabia que precisava largar essa vida. Não foi fácil, mas acredite: com foco certo, é possível. Eu venci.
Quem me conhece, sinceramente não tem a mínima ideia de tudo que passei (apesar de que, nós meus braços, carrego as marcas físicas de anos de multilação). Sou casada com uma rapaz lindo e inteligente, e mesmo nova, sou mais bem sucedida do que a maioria dos jovens que conheço (reassalto que vim de família pobre), em termos acadêmicos, carreira, dinheiro.
Hoje não tenho nenhum pensamento desse tipo, estou realmente livre. PMO não me atraí mais.
Boa sorte pra vocês, meninas.

(Infelizmente, como alguns deve saber, pelo meu diário aqui no fórum,  fui jogada de volta a essa vida porque descobri recentemente que alguém que amo muito, e que me ajudou a me livrar dessa vida maldita, é escravo desse mal: meu marido. Sim, parece ironia da vida. Como se não tivesse conseguido me derrubar, e aí atentou contra a pessoa quer mais amo. Espero em Deus que, daqui 5 anos, seja ele nesse fórum, dizendo como o amor, a força de vontade, concederam a ele a vitória).

Abraços, fiquem bem !
Como era o seu HOCD, desculpa a pergunta , também sofri com isso e nunca vi nenhuma mulher relatar.

Então, começou com um certo desejo sexual (mas era bem disfarçado, sabe ? Não ficava me imaginando tendo contato intimo, mas me vinha a ideia de ter, principalmente quando estava com alguma amiga com quem eu tinha um contato mais significativo).
Mas eu passei por fases nesse sentido. Foi desde de esse desejo "sexual", passando por um momento que eu peguei completo nojo de mulher e só assistia porno gay com homem (mas hoje eu refletindo sobre isso, eu imagino que seja pelo fato das mulheres serem retratadas com uma imagem muito falsa na pornografia, obviamente com visão mais prostituída, e acredito que meu interesse era por mulheres reais, a sensibiidade e delicadeza da mulher, não sei), indo pra uma fase em que eu estava conversando com alguma amiga, e me vir um impulso de querer beija-la, e, recentemente, quando eu estava noiva, tive um episódio que me vinha pensamentos e impulsos no sentido de que eu amava minha amiga, e precisava largar meu relacionamento e arriscar minha vida ao lado dela (ou seja, não era um pensamento sexual, nem vontade de ter algum contato íntimo ou beijar, era relacionado ao sentimento mesmo). Detalhe cômico é que essa amiga nem lésbica é, e estava namorando. Ou seja, completo delírio de uma mente impulsiva/compulsiva.
De qualquer forma, vejo que esses pensamentos/sentimentos/impulsos estavam relacionados não somente com a pornografia, mas com uma carência afetiva muito grande.

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Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento Empty Re: Pras mulheres: é possível !! Vício, PMO, abuso, HOCD, suicídio, casamento

9/6/2021, 18:34
Recém Casada escreveu:
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Recém Casada escreveu:Eu me libertei desse vício há 5 anos.
Deixa eu te contar um pouco da minha história.

Fui obrigada a me sexualizar muito cedo: sofri um abuso quando tinha 7 anos. Desde então, isso me trouxe consequências grandes, uma delas, o comportamento sexual inadequado. Nessa mesma idade, me relacionava intimamente com algumas amiguinhas, e assim foi até eu completar 11 anos.
Nessa idade, descobri a pornografia. Não demorou muito, estava completamente viciada. Aos 12, já era praticamente uma garota de programa virtual. Entrava em todos tipos de chats, sites, me mostrava pra qualquer cara, todos os dias, várias vezes. Por ter raízes religiosas, a culpa era imensa. Depois do PMO, e me mostrar pra vários caras, me vinha um profundo sentimento de culpa, remorso, nojo de mim mesma.
Aliado a isso, os problemas com meias pais aumentaram muito. O clima em casa era insuportável, sofria muitos abusos físicos e psicológico dos meus pais. Na escola, o bullying era constante de todas as formas. Com isso, entrei em um terrível ciclo de depressão, mutilação e ideação suicida. Assim, me isolei do mundo, dentro meu meu quarto, sempre estudo, minha vida, mesmo tão nova, era resumida a isso: chats, PMO.
Aos 14, isso já não era suficiente. Entrei em chats de relacionamento, saia com todo tipos de cara (ainda não tinha chegado ao sexo em si). Não tinha afeto nenhum, tanto que não lembro rostos nem nomes. Somente sombras de pavor.
Aos 16, fui completamente tomada por isso, e aí começou também o sexo. Com isso, já estava no fundo do poço. Completamente viciada em PMO (passava horas nisso), me mostrando pra caras, saindo com qualquer pessoa. No começo desse mesmo ano, me rendi a depressão. Parei de ir a escola. Nem tinha mais força pra brigar com meus pais, ou pra qualquer coisa. Eram momentos de completo desânimo, intercalados com momentos de PMO, e seguido de culpa, multilacão, solidão. Sofri também com uma dúvida sobre minha orientação sexual - HOCD - (mesmo saindo com homens, as poucas amigas que eu tinha contato me faziam sentir algo diferente - que hoje eu imagino ser, na verdade, um profundo grau de carência afetiva). Com isso, iniciei o tratamento pra depressão, mas já era tarde. Meses depois, fui parar no hospital, depois de finalmente acreditar que eu tinha perdido a luta contra esse vicio, contra os bullies, contra meus pais, contra a vida.
Mesmo depois desse fato, segui nessa vida. Alguns meses depois, conheci meu atual marido, que me deu forças pra continuar a viver. Foram meses de luta, porque sabia que precisava largar essa vida. Não foi fácil, mas acredite: com foco certo, é possível. Eu venci.
Quem me conhece, sinceramente não tem a mínima ideia de tudo que passei (apesar de que, nós meus braços, carrego as marcas físicas de anos de multilação). Sou casada com uma rapaz lindo e inteligente, e mesmo nova, sou mais bem sucedida do que a maioria dos jovens que conheço (reassalto que vim de família pobre), em termos acadêmicos, carreira, dinheiro.
Hoje não tenho nenhum pensamento desse tipo, estou realmente livre. PMO não me atraí mais.
Boa sorte pra vocês, meninas.

(Infelizmente, como alguns deve saber, pelo meu diário aqui no fórum,  fui jogada de volta a essa vida porque descobri recentemente que alguém que amo muito, e que me ajudou a me livrar dessa vida maldita, é escravo desse mal: meu marido. Sim, parece ironia da vida. Como se não tivesse conseguido me derrubar, e aí atentou contra a pessoa quer mais amo. Espero em Deus que, daqui 5 anos, seja ele nesse fórum, dizendo como o amor, a força de vontade, concederam a ele a vitória).

Abraços, fiquem bem !
Como era o seu HOCD, desculpa a pergunta , também sofri com isso e nunca vi nenhuma mulher relatar.

Então, começou com um certo desejo sexual (mas era bem disfarçado, sabe ? Não ficava me imaginando tendo contato intimo, mas me vinha a ideia de ter, principalmente quando estava com alguma amiga com quem eu tinha um contato mais significativo).
Mas eu passei por fases nesse sentido. Foi desde de esse desejo "sexual", passando por um momento que eu peguei completo nojo de mulher e só assistia porno gay com homem (mas hoje eu refletindo sobre isso, eu imagino que seja pelo fato das mulheres serem retratadas com uma imagem muito falsa na pornografia, obviamente com visão mais prostituída, e acredito que meu interesse era por mulheres reais, a sensibiidade e delicadeza da mulher, não sei), indo pra uma fase em que eu estava conversando com alguma amiga, e me vir um impulso de querer beija-la, e, recentemente, quando eu estava noiva, tive um episódio que me vinha pensamentos e impulsos no sentido de que eu amava minha amiga, e precisava largar meu relacionamento e arriscar minha vida ao lado dela (ou seja, não era um pensamento sexual, nem vontade de ter algum contato íntimo ou beijar, era relacionado ao sentimento mesmo). Detalhe cômico é que essa amiga nem lésbica é, e estava namorando. Ou seja, completo delírio de uma mente impulsiva/compulsiva.
De qualquer forma, vejo que esses pensamentos/sentimentos/impulsos estavam relacionados não somente com a pornografia, mas com uma carência afetiva muito grande.
Compreendo perfeitamente. Ler isso vinde vc que é mulher é muito interessante por que nós homens que consumimos muita pornografia tambem passamos pela fase de objetificar a mulher como somente instrumento sexual e chegar na parye do nojo, e depois o lance de impulsos só que no caso com homens. É muito doido mesmo, eu compreendo a parte da carência afetiva muito grande mas eu ja fui muito carente e nunca tinha me peguei tendo esses impulsos, só quando perdi o filtro mesmo e avancei no pornô. Nao se que porra tem nessa pornografia não mas é muito louco os sintomas que causam e são sempre muito parecidos com todas as pessoas. No mais gostaria de dizer que fico muito feliz por voce ter se recuperado, espero chegar nessa fase também, fazer minha história de sucesso. Tambem espero que seu marido saia dessa logo, quanto mais tempo fica nisso, pior é pra recuperar. Tem nego aqui que fica 60 dias táde boa, eu tô a mais de 120 dias, minha qualidade de vida melhorou absurdamente e sei que lá pros 6 meses ja vou tá possivelmente curado. Valeu recem casada voce é show!!

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11/6/2021, 10:29
Recém Casada escreveu:Eu me libertei desse vício há 5 anos.
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Fui obrigada a me sexualizar muito cedo: sofri um abuso quando tinha 7 anos. Desde então, isso me trouxe consequências grandes, uma delas, o comportamento sexual inadequado. Nessa mesma idade, me relacionava intimamente com algumas amiguinhas, e assim foi até eu completar 11 anos.
Nessa idade, descobri a pornografia. Não demorou muito, estava completamente viciada. Aos 12, já era praticamente uma garota de programa virtual. Entrava em todos tipos de chats, sites, me mostrava pra qualquer cara, todos os dias, várias vezes. Por ter raízes religiosas, a culpa era imensa. Depois do PMO, e me mostrar pra vários caras, me vinha um profundo sentimento de culpa, remorso, nojo de mim mesma.
Aliado a isso, os problemas com meias pais aumentaram muito. O clima em casa era insuportável, sofria muitos abusos físicos e psicológico dos meus pais. Na escola, o bullying era constante de todas as formas. Com isso, entrei em um terrível ciclo de depressão, mutilação e ideação suicida. Assim, me isolei do mundo, dentro meu meu quarto, sempre estudo, minha vida, mesmo tão nova, era resumida a isso: chats, PMO.
Aos 14, isso já não era suficiente. Entrei em chats de relacionamento, saia com todo tipos de cara (ainda não tinha chegado ao sexo em si). Não tinha afeto nenhum, tanto que não lembro rostos nem nomes. Somente sombras de pavor.
Aos 16, fui completamente tomada por isso, e aí começou também o sexo. Com isso, já estava no fundo do poço. Completamente viciada em PMO (passava horas nisso), me mostrando pra caras, saindo com qualquer pessoa. No começo desse mesmo ano, me rendi a depressão. Parei de ir a escola. Nem tinha mais força pra brigar com meus pais, ou pra qualquer coisa. Eram momentos de completo desânimo, intercalados com momentos de PMO, e seguido de culpa, multilacão, solidão. Sofri também com uma dúvida sobre minha orientação sexual - HOCD - (mesmo saindo com homens, as poucas amigas que eu tinha contato me faziam sentir algo diferente - que hoje eu imagino ser, na verdade, um profundo grau de carência afetiva). Com isso, iniciei o tratamento pra depressão, mas já era tarde. Meses depois, fui parar no hospital, depois de finalmente acreditar que eu tinha perdido a luta contra esse vicio, contra os bullies, contra meus pais, contra a vida.
Mesmo depois desse fato, segui nessa vida. Alguns meses depois, conheci meu atual marido, que me deu forças pra continuar a viver. Foram meses de luta, porque sabia que precisava largar essa vida. Não foi fácil, mas acredite: com foco certo, é possível. Eu venci.
Quem me conhece, sinceramente não tem a mínima ideia de tudo que passei (apesar de que, nós meus braços, carrego as marcas físicas de anos de multilação). Sou casada com uma rapaz lindo e inteligente, e mesmo nova, sou mais bem sucedida do que a maioria dos jovens que conheço (reassalto que vim de família pobre), em termos acadêmicos, carreira, dinheiro.
Hoje não tenho nenhum pensamento desse tipo, estou realmente livre. PMO não me atraí mais.
Boa sorte pra vocês, meninas.

(Infelizmente, como alguns deve saber, pelo meu diário aqui no fórum,  fui jogada de volta a essa vida porque descobri recentemente que alguém que amo muito, e que me ajudou a me livrar dessa vida maldita, é escravo desse mal: meu marido. Sim, parece ironia da vida. Como se não tivesse conseguido me derrubar, e aí atentou contra a pessoa quer mais amo. Espero em Deus que, daqui 5 anos, seja ele nesse fórum, dizendo como o amor, a força de vontade, concederam a ele a vitória).

Abraços, fiquem bem !

Oi de novo Recém Casada,

Fico muito feliz que tenha nos contado sua história de sucesso, meus sinceros parabéns pela sua vitória! E ao mesmo tempo sinto muito por tudo que você passou quando criança Crying or Very sad, ninguém merece passar por isso e principalmente uma criança. O molestador nem se quer pensa no estrago que isso vai causar na mente da criança assim como aconteceu com você! Mas o importante é que você conseguiu superar isso com muita garra e perseverança. Agora estou torcendo para que seu marido também consiga superar esse vício.

Por favor continue nos atualizando lá no seu diário. E lembre-se que estamos aqui para os momentos bons e ruins, ta? Um abraço! Smile Very Happy Very Happy

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Ontem à(s) 06:50
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Fui obrigada a me sexualizar muito cedo: sofri um abuso quando tinha 7 anos. Desde então, isso me trouxe consequências grandes, uma delas, o comportamento sexual inadequado. Nessa mesma idade, me relacionava intimamente com algumas amiguinhas, e assim foi até eu completar 11 anos.
Nessa idade, descobri a pornografia. Não demorou muito, estava completamente viciada. Aos 12, já era praticamente uma garota de programa virtual. Entrava em todos tipos de chats, sites, me mostrava pra qualquer cara, todos os dias, várias vezes. Por ter raízes religiosas, a culpa era imensa. Depois do PMO, e me mostrar pra vários caras, me vinha um profundo sentimento de culpa, remorso, nojo de mim mesma.
Aliado a isso, os problemas com meias pais aumentaram muito. O clima em casa era insuportável, sofria muitos abusos físicos e psicológico dos meus pais. Na escola, o bullying era constante de todas as formas. Com isso, entrei em um terrível ciclo de depressão, mutilação e ideação suicida. Assim, me isolei do mundo, dentro meu meu quarto, sempre estudo, minha vida, mesmo tão nova, era resumida a isso: chats, PMO.
Aos 14, isso já não era suficiente. Entrei em chats de relacionamento, saia com todo tipos de cara (ainda não tinha chegado ao sexo em si). Não tinha afeto nenhum, tanto que não lembro rostos nem nomes. Somente sombras de pavor.
Aos 16, fui completamente tomada por isso, e aí começou também o sexo. Com isso, já estava no fundo do poço. Completamente viciada em PMO (passava horas nisso), me mostrando pra caras, saindo com qualquer pessoa. No começo desse mesmo ano, me rendi a depressão. Parei de ir a escola. Nem tinha mais força pra brigar com meus pais, ou pra qualquer coisa. Eram momentos de completo desânimo, intercalados com momentos de PMO, e seguido de culpa, multilacão, solidão. Sofri também com uma dúvida sobre minha orientação sexual - HOCD - (mesmo saindo com homens, as poucas amigas que eu tinha contato me faziam sentir algo diferente - que hoje eu imagino ser, na verdade, um profundo grau de carência afetiva). Com isso, iniciei o tratamento pra depressão, mas já era tarde. Meses depois, fui parar no hospital, depois de finalmente acreditar que eu tinha perdido a luta contra esse vicio, contra os bullies, contra meus pais, contra a vida.
Mesmo depois desse fato, segui nessa vida. Alguns meses depois, conheci meu atual marido, que me deu forças pra continuar a viver. Foram meses de luta, porque sabia que precisava largar essa vida. Não foi fácil, mas acredite: com foco certo, é possível. Eu venci.
Quem me conhece, sinceramente não tem a mínima ideia de tudo que passei (apesar de que, nós meus braços, carrego as marcas físicas de anos de multilação). Sou casada com uma rapaz lindo e inteligente, e mesmo nova, sou mais bem sucedida do que a maioria dos jovens que conheço (reassalto que vim de família pobre), em termos acadêmicos, carreira, dinheiro.
Hoje não tenho nenhum pensamento desse tipo, estou realmente livre. PMO não me atraí mais.
Boa sorte pra vocês, meninas.

(Infelizmente, como alguns deve saber, pelo meu diário aqui no fórum,  fui jogada de volta a essa vida porque descobri recentemente que alguém que amo muito, e que me ajudou a me livrar dessa vida maldita, é escravo desse mal: meu marido. Sim, parece ironia da vida. Como se não tivesse conseguido me derrubar, e aí atentou contra a pessoa quer mais amo. Espero em Deus que, daqui 5 anos, seja ele nesse fórum, dizendo como o amor, a força de vontade, concederam a ele a vitória).

Abraços, fiquem bem !
Como era o seu HOCD, desculpa a pergunta , também sofri com isso e nunca vi nenhuma mulher relatar.

Então, começou com um certo desejo sexual (mas era bem disfarçado, sabe ? Não ficava me imaginando tendo contato intimo, mas me vinha a ideia de ter, principalmente quando estava com alguma amiga com quem eu tinha um contato mais significativo).
Mas eu passei por fases nesse sentido. Foi desde de esse desejo "sexual", passando por um momento que eu peguei completo nojo de mulher e só assistia porno gay com homem (mas hoje eu refletindo sobre isso, eu imagino que seja pelo fato das mulheres serem retratadas com uma imagem muito falsa na pornografia, obviamente com visão mais prostituída, e acredito que meu interesse era por mulheres reais, a sensibiidade e delicadeza da mulher, não sei), indo pra uma fase em que eu estava conversando com alguma amiga, e me vir um impulso de querer beija-la, e, recentemente, quando eu estava noiva, tive um episódio que me vinha pensamentos e impulsos no sentido de que eu amava minha amiga, e precisava largar meu relacionamento e arriscar minha vida ao lado dela (ou seja, não era um pensamento sexual, nem vontade de ter algum contato íntimo ou beijar, era relacionado ao sentimento mesmo). Detalhe cômico é que essa amiga nem lésbica é, e estava namorando. Ou seja, completo delírio de uma mente impulsiva/compulsiva.
De qualquer forma, vejo que esses pensamentos/sentimentos/impulsos estavam relacionados não somente com a pornografia, mas com uma carência afetiva muito grande.
Compreendo perfeitamente. Ler isso vinde vc que é mulher é muito interessante por que nós homens que consumimos muita pornografia tambem passamos pela fase de objetificar a mulher como somente instrumento sexual e chegar na parye do nojo, e depois o lance de impulsos só que no caso com homens. É muito doido mesmo, eu compreendo a parte da carência afetiva muito grande mas eu ja fui muito carente e nunca tinha me peguei tendo esses impulsos, só quando perdi o filtro mesmo e avancei no pornô. Nao se que porra tem nessa pornografia não mas é muito louco os sintomas que causam e são sempre muito parecidos com todas as pessoas. No mais gostaria de dizer que fico muito feliz por voce ter se recuperado, espero chegar nessa fase também, fazer minha história de sucesso. Tambem espero que seu marido saia dessa logo, quanto  mais tempo fica nisso, pior é pra recuperar. Tem nego aqui que fica 60 dias táde boa, eu tô a mais de 120 dias, minha qualidade de vida melhorou absurdamente e sei que lá pros 6 meses ja vou tá possivelmente curado. Valeu recem casada voce é  show!!

Acredito que na mulher essa parte da carência afetiva é mais forte. Tanto que diversas mulheres ficam em relacionamentos abusivos por conta dessa carência, ou se rendem ao sexo por carência/aceitação, vontade de agradar, o que não é tão comum de acontecer com homem, penso eu.
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