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em 14/1/2019, 09:27
Salve, vierkenes!

Você já tentou escrever as suas crenças limitantes e lê-las em voz alta depois, durante alguns dias? Cara, isso funciona muito bem comigo, talvez te ajude também!

Abraço!

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em 15/1/2019, 10:44
Nunca tentei fazer isso, Seeker. Seria bom ler não só as crenças, como afirmar seu oposto, né? Certamente isso iria me ajudar bastante.

Dia 29 do reboot

Amanhã, 30 dias sem P.

5 dias sem M, antes disso, 16 dias.

Sem exercício físico nenhum (o que é péssimo, como é difícil pra mim instituir isso de forma definitiva!).

No momento, entediado e com poucas perspectivas, sem saco de escrever o trabalho acadêmico (mas vou escrever mesmo assim, minha meta é terminar tudo esse mês, deixando os últimos detalhes pro mês que vem).

Vim escrever aqui porque a falta de sexo e de contato físico está cada vez mais forte. Tenho tido mais ereções e me sinto desconfortável com isso. O risco de cair se torna maior a partir de agora; é hora de começar a fazer as coisas com mais seriedade para conseguir meus objetivos.

Já se passaram mais de 6 meses desde meu último contato físico com uma mulher, de lá pra cá eu nem mesmo encostei em ninguém. Cheguei a pensar em ir em uma prostituta, mas uma forte intuição dentro de mim me diz que eu não devo fazer isso, que prostituição não serve pra mim. Essa intuição é tão forte que eu acho que nunca vou fazer isso de fato. Por enquanto me resta o tinder (eu uso de vez em quando, haha). Consegui sair uma única uma vez com uma menina que conheci lá, foi bem legal, mas não rolou nada de sexo, ficou só na amizade mesmo. Eu sei que tem muita gente que procura sexo casual nesses aplicativos, porque eu não poderia ser mais um? Não gosto de sexo casual, mas agora cairia bem demais.

Enquanto isso, fortalecendo meu psicológico pra suportar ficar aqui em casa por mais um tempo, até eu decidir ir aventurar de vez, de mala e cuia em outra cidade, e tentar me virar por mim lá. Estou ansioso por esse dia, eu sempre quis isso!

Hoje devo fazer algum tipo de exercício físico, nem que seja só um pouco. To bem paradão, infelizmente.

Por enquanto é só. Até a próxima!

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em 15/1/2019, 16:59
Vierkenes escreveu:Já se passaram mais de 6 meses desde meu último contato físico com uma mulher, de lá pra cá eu nem mesmo encostei em ninguém. Cheguei a pensar em ir em uma prostituta, mas uma forte intuição dentro de mim me diz que eu não devo fazer isso, que prostituição não serve pra mim.

Eu considero a prostituição como uma "extensão" da pornografia.

Minha recomendação, como amigo anônimo e enquanto pessoa, é que você procure relações reais. A artificialidade da pornografia não está no mero fato de ela ser virtual, contida num dispositivo eletrônico; é uma extensão da artificialidade que aprendemos na nossa vida "real". Na verdade, todos nós acabamos caindo na pornografia, de um modo ou de outro, porque nossas dinâmicas sociais/sexuais não seguiram um caminho normal, saudável. Essa é a verdade.

Eu posso estar divagando ou até mesmo falando besteira, mas hoje tenho cada vez mais certeza de que, talvez, a pornografia seja mais a consequência de algo, e não a causa em si.


Última edição por Beren Erchamion em 15/1/2019, 17:02, editado 1 vez(es)

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em 15/1/2019, 17:02
Vierkenes escreveu:Sem exercício físico nenhum (o que é péssimo, como é difícil pra mim instituir isso de forma definitiva!).

Cara, esse também é meu problema. Eu não consigo criar uma disciplina rígida para exercícios físicos. Fiz boxe ano passado e pretendo retomar. Eu nunca gostei mesmo do ambiente ou do "teor" em volta de academias, etc. Nem dessa cultura "fitness". Eu não vejo problema nenhum em cuidar do corpo e da saúde, é só algo anímico mesmo, eu não sei explicar. Não consigo ficar conversando sobre esse tipo de coisa (ciclo, dieta, treino, etc.) nem ser um "entusiasta"; eu gosto de me informar naquilo que é necessário, fazer as atividades e pronto.

Onde eu moro, os ambientes de academia se parecem mais com baladas. Eu pretendo achar algo mais "rústico", ou fazer exercícios de calistenia em parques mesmo. Um a das minhas metas é montar uma mini academia em casa. Mas nós dois precisamos vencer isso, não só pelos benefícios para o Reboot, mas pela própria saúde mesmo. Eu me considero apto e não me canso fácil, mas um dia a idade chega e, sem o devido preparo, leva tudo isso embora.

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em 16/1/2019, 13:13
Obrigado pela ajuda, Beren. Suas postagens sempre me dão um grande ânimo.

Eu não vou transar com uma prostituta. Nunca faria isso! mesmo que eu encaminhasse tudo, eu sei que iria desistir na hora. Ainda por cima tem a questão do contato...eu imagino que o sexo com uma GP deve ser terrivelmente frio. Imagina, transar com uma mulher sem beijar ela, sem conseguir fazer um oral e ficar com nojo só de pensar? É irônico, porque os corpos estão lá juntos, tem penetração e tudo, mas ao mesmo tempo é muito distante, não aquece a alma sabe? Não que eu precise de um grande amor, mas dá pra ter esse contato fazendo sexo com alguém que acaba de se conhecer. A relação é outra. Eu concordo plenamente com você: a pornografia é a consequência de um modo de vida, e é apenas um dos aspectos dessa forma de viver.

Em relação aos exercícios físicos, eu fiz academia por uns meses e gostava bastante - não da atividade em si, que sempre achei muito mecânica e repetitiva, mas pela sensação de bem estar que vinha depois. Também nunca gostei do ambiente, mas depois de um tempo entendi que tinha que ir pra lá apenas pra fazer meu treino e não ligar pro resto, esse pensamento me ajudou bastante. Como viajo bastante, acabei largando, aí comecei a fazer calistenia, mas reparei que o fato de ter que ir na academia, ter que me deslocar até lá, etc, fazia com que a coisa andasse mais, como se eu tivesse um compromisso. Ter um horário e um lugar pra ir funciona melhor comigo do que fazer algo de forma livre e por conta própria. De qualquer modo, o desafio continua (esse é o caminho do reboot!). É continuar tentando e não desistir nunca, uma hora vai.

Dia 30 do reboot

Estou postando demais aqui...talvez porque me sinto meio aflito e desesperado. Mas posso fazer pelo menos um balanço do processo até aqui.

Já consigo sentir alguns benefícios. Mas por outro lado, ainda não fui capaz de religar corretamente. Estou praticamente só na abstinência, e isso é um grande risco. Ainda não consegui fazer as mudanças necessárias na minha vida pra seguir de forma saudável e distante de P. Agora consigo entender porque alguns usuários se livram do vício mais rapidamente do que outros: a chave mesmo é a religação. Não sei quanto tempo vou levar pra fazer esse processo completo, mas definitivamente é mais fácil conseguir com algum tempo limpo do que afundado...

Ontem de noite ocorreu uma quase queda, e eu estava bastante alcoolizado. Na verdade, cheguei a assistir alguns segundos de P, a cena inicial em que a atriz se apresenta...cheguei mesmo a ficar ereto. Mas fechei na mesma hora, consegui visualizar que não era aquilo que eu queria e que iria realmente me satisfazer. P não é sexo e nem é contato, como eu estou sentindo falta de contato mesmo, ficou muito claro toda a situação e desliguei tudo (é fundamental ter essa diferença na cabeça, pode ser óbvio para alguns, mas não é pra quem passou anos só na P sem nunca experimentar esse contato real). Acabei me masturbando pensando nas últimas experiências sexuais, e vi que é muito melhor fazer isso do que consumir P. Não vou zerar o contador, foram só alguns segundos, eu não cheguei nem mesmo a me tocar: consegui resistir bem. Acordei me sentindo como nos dias anteriores, sem nenhum tipo de fissura. Ficou o alerta...

Está totalmente claro pra mim que o reboot não vai andar pra frente enquanto eu não me resolver sexualmente...e as minhas dificuldades nisso são imensas. Vejam, tem mais de 6 meses que eu fiz sexo pela última vez, eu não deveria estar pensando tanto nela. Ela é minha única referência de sexo, e as vezes eu me auto saboto muito, como se eu só tivesse conseguido fazer sexo com ela, e não fosse conseguir com outras mulheres. Não tem jeito: ou eu resolvo isso, destravando minha mente de toda e qualquer crença limitante ou eu vou cair em P em algum momento. Complicado. É realmente muito difícil lidar com esse sentimento...

A outra coisa (e que foi o que me levou à tentativa de consumir P, somado ao álcool) foi uma questão familiar. Bom, a cada dia que passa eu estou mais perto de conseguir de vez a minha independência. A cada dia que passa eu percebo que é totalmente impossível eu permanecer aqui. Eu não consigo me sentir bem em nenhum lugar dessa casa, nem em nenhum momento, mesmo que esteja sozinho. Como eu já passo por isso a vários anos, decidi que é hora de tentar ficar por mim - cheguei no meu limite ontem! Vou viajar hoje pro interior e ficar por lá por um bom tempo. Não é fácil - moro sozinho, em um lugar isolado, a universidade tá de férias, poucos amigos na cidade - então vai ser bem difícil pra mim, mas como em algum momento eu vou ter que passar por isso, vou encarar esse desafio agora. É algo tão desafiante quanto o próprio reboot. E é minha única alternativa: eu não tenho perspectiva aqui onde estou (o que é quase pedir pra recair em P...é preciso ter algum objetivo ou propósito). Minha auto estima é destruída, minha saúde psicológica vai embora, e eu só faço me sentir mal. Cansei! Não me interessa as dificuldades que terei que passar...vão ser muitas, consigo imaginar, mas eu vou encarar de qualquer jeito. A única coisa que não pode acontecer é eu continuar nesse mesmo esquema.

Bom, os últimos posts podem ter ficado repetitivos, to falando das mesmas coisas. Mas agora to menos aflito, e meu diário está mais rico, espero que alguma coisa aqui sirva para outros usuários. Como to indo pra um lugar que não tem internet, devo ficar um tempo maior sem postar.

Tudo o que eu tenho que fazer está registrado aqui no meu diário. Conheço o caminho, só tenho que tentar um dia de cada vez, até conseguir firmar tudo. Vai dar certo.

Até a próxima!

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em 19/1/2019, 16:24
Dia 33 do reboot

Aqui estou de novo para me abrir com vocês sobre meu processo.

Esses dias tive uma iluminação sobre minha questão familiar. Estava altamente aflito aqui, quando repentinamente caiu a ficha de que tudo se resume a minha maturidade emocional. A questão não é do outro, mas principalmente minha, eu que tenho que batalhar pelas minhas coisas. Bom, as coisas vão acontecer, to no meu processo, to largando a P e aprimorando minha vida, então acho que tudo vai dar certo, e as coisas vão acontecer quando eu estiver pronto. Quando entendi isso, senti uma paz grande dentro de mim. Um inconveniente grande de ficar aqui é que fico em um quarto com um computador, o mesmo computador que eu ficava a anos atrás. Isso me deixa desconfortável e muito condicionado a usa-lo (totalmente protegido, diga-se de passagem). Quando eu to em outros lugares, eu fico praticamente sem computador e até sem internet e me sinto ótimo. É assim que prefiro na verdade, sem computador e sem internet. Questão de gosto e estilo de vida, embora admita que o vício influenciou nessa escolha.

Não estou mais na flatline. Tenho tido ereções constantes, e isso é horrível. Sentindo também bastante vontade de fazer sexo. Anteontem eu tava em casa e fiquei muito tempo com ereção e meio excitado, eu já estava a ponto de me masturbar, quando me lembrei que poderia fazer uma sessão de calistenia. Fiz a sessão e foi tiro e queda, a vontade de me masturbar desapareceu.

Estou em uma fase em que preciso necessariamente aprimorar o reboot e a minha vida. Como eu não vou mais consumir P - e isso está realmente bastante fortalecido na minha mente - tenho que buscar uma forma saudável de viver, fazer a religação de forma eficiente, tudo o que estiver ao meu alcance. Essa é a hora da virada pra mim (não consumi P esse ano de 2019 e me sinto feliz com isso). Portanto, uma das minhas metas do momento é me exercitar diariamente por 21 dias pra ver o resultado, sentir os benefícios, equilibrar minha energia e melhorar minha qualidade de vida. É assim que deve ser feito um reboot de excelência. Eu vou atingir a excelência nisso, porque não vou mais consumir P. É uma questão de prioridade.

Em relação a sexo, me exercitar ajuda muito a pensar menos nisso, a equilibrar minha energia sexual. Mas eu percebi também que preciso me movimentar mais pra arranjar uma parceira. Eu não vou conseguir uma mulher se ficar em casa, ou em programas solitários demais. Tenho que sair de vez em quando pra lugares movimentados, aventurar mesmo. Tenho feito isso pouco.

Ainda em relação à mudança de vida, uma questão importante é o álcool. Bom, eu tenho bebido de vez em quando, e sentido o impacto disso. Da última vez eu tentei acessar P, se eu não estivesse alcoolizado isso não teria acontecido. Eu voltei a frequentar o AA. Eu gosto bastante do grupo e de como a coisa funciona, fui pela primeira vez em agosto do ano passado, e de lá pra cá fui em reuniões esporádicas. Mas na última reunião, que foi por esses dias, eu senti que deveria retornar mais lá, me entregar mais ao propósito do AA - a sobriedade. Eu tenho interesse em manter o controle sobre o álcool, eu não quero fugir dos meus problemas pessoais bebendo (e isso realmente ocorre no meu caso, é muito evidente). Essa conduta é sinônimo de fraqueza moral. A influência do álcool pode ser tão negativa sobre mim que até mesmo consumir P se torna admissível. Se eu deixar isso fugir do controle, o resultado pode ser meu enfraquecimento e até mesmo o retorno ao vício em P. Percebi que há muitas vantagens em se manter sóbrio. Percebi também que se eu apenas for constantemente nas reuniões, minha relação com o álcool vai necessariamente mudar pra melhor - talvez até mesmo cortar de vez ,quem sabe. Depois de ir em algumas dessas reuniões, o cara não bebe mais do meio jeito. Então manter a regularidade das reuniões é fundamental pra mim. O único problema é que eu fico entre uma cidade e outra, daí é um pouco difícil manter algumas coisas, eu nunca fui no grupo que tem na cidade universitária, tenho que ir lá conhecer e ver se me sinto bem lá.

Creio que já falei o suficiente por enquanto. Até a próxima!

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em 30/1/2019, 15:51
Dia 44 do reboot

Uma boa marca, sem dúvidas. Mesmo que me pareça pouco diante da minha perspectiva de vida sem P, e sem o pensamento de um viciado.

Não tenho tantas novidades assim. Ando pensando MUITO em sexo, realmente queimando de desejo por isso. Eu me lembro que uma vez atingi 60 dias, mas naquela época eu malhava 4x na semana, e ainda estava muito ligado ao último relacionamento, o que diminuía bastante essa fissura por sexo. Hoje a situação está um pouco diferente. Não tenho mais esse vínculo emocional com ela - apesar de que esses dias tenho pensado nela muito, principalmente pelo fato de que ela é minha única referência de sexo. E também não tenho me exercitado tanto quanto antes.

Meu pênis definitivamente parece bem maior e mais saudável, bem mais bonito. Tenho tido ereções constantemente, tá complicado! Tá até desconfortável, imaginem. A única coisa que diminui isso é um treino de calistenia...e por isso tenho feito isso regularmente. Se eu não me exercitar, fico tão excitado que minha única alternativa é me masturbar. E to tentando evitar isso. Por isso a regularidade nesses treinos tende a aumentar, é a única forma que vejo de extravasar minha energia!

Tenho sentido também aquele mesmo sentimento de frustração sexual. Bom, eu acho que esse sentimento é muito ruim, me deixa muito negativo. Então tento combate-lo sempre. Nem sempre consigo, é verdade, mas vou continuar tentando. É preciso manter a auto estima boa e ter um pouco de paciência que a coisa vai acontecer na hora certa. Me recordo de que provavelmente eu vivi assim durante anos - me lembrei hoje de que minha primeira chance real de perder a virgindade foi em 2009 e que isso só aconteceu no final de 2017. Ou seja, 9 anos de frustração sexual extrema. Naquela época eu estava mergulhado em P, e é curioso em como o vício em P se alimenta da frustração - o cara tem um contato insatisfatório com o real, dai ele consome P, a sensibilidade dele cai, o contato com o real fica ainda mais insatisfatório e ele consome P de novo. Hoje não estou mergulhado nisso, e a forma como essa frustração se manifesta é diferente.

Em relação aos olhares, eles diminuíram absurdamente, de modo que agora eu sinto que tenho controle sobre eles, mais consciência. As vezes esses olhares ocorrem, especialmente quando o sentimento de frustração sexual bate, mas eu os percebo rapidamente e consigo mudar o foco na hora. Sem maiores problemas em relação a isso.

Sinto também a compulsão desaparecer aos poucos. Finalmente estou retomando o controle sobre a situação. Meu cérebro não parece mais um refém disso, ele consegue raciocinar e optar de modo razoável.

Por hora é só. Até a próxima!

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em 1/2/2019, 15:12
vierkenes escreveu:Dia 44 do reboot

Uma boa marca, sem dúvidas. Mesmo que me pareça pouco diante da minha perspectiva de vida sem P, e sem o pensamento de um viciado.

Não tenho tantas novidades assim. Ando pensando MUITO em sexo, realmente queimando de desejo por isso. Eu me lembro que uma vez atingi 60 dias, mas naquela época eu malhava 4x na semana, e ainda estava muito ligado ao último relacionamento, o que diminuía bastante essa fissura por sexo. Hoje a situação está um pouco diferente. Não tenho mais esse vínculo emocional com ela - apesar de que esses dias tenho pensado nela muito, principalmente pelo fato de que ela é minha única referência de sexo. E também não tenho me exercitado tanto quanto antes.

Meu pênis definitivamente parece bem maior e mais saudável, bem mais bonito. Tenho tido ereções constantemente, tá complicado! Tá até desconfortável, imaginem. A única coisa que diminui isso é um treino de calistenia...e por isso tenho feito isso regularmente. Se eu não me exercitar, fico tão excitado que minha única alternativa é me masturbar. E to tentando evitar isso. Por isso a regularidade nesses treinos tende a aumentar, é a única forma que vejo de extravasar minha energia!

Tenho sentido também aquele mesmo sentimento de frustração sexual. Bom, eu acho que esse sentimento é muito ruim, me deixa muito negativo. Então tento combate-lo sempre. Nem sempre consigo, é verdade, mas vou continuar tentando. É preciso manter a auto estima boa e ter um pouco de paciência que a coisa vai acontecer na hora certa. Me recordo de que provavelmente eu vivi assim durante anos - me lembrei hoje de que minha primeira chance real de perder a virgindade foi em 2009 e que isso só aconteceu no final de 2017. Ou seja, 9 anos de frustração sexual extrema. Naquela época eu estava mergulhado em P, e é curioso em como o vício em P se alimenta da frustração - o cara tem um contato insatisfatório com o real, dai ele consome P, a sensibilidade dele cai, o contato com o real fica ainda mais insatisfatório e ele consome P de novo. Hoje não estou mergulhado nisso, e a forma como essa frustração se manifesta é diferente.

Em relação aos olhares, eles diminuíram absurdamente, de modo que agora eu sinto que tenho controle sobre eles, mais consciência. As vezes esses olhares ocorrem, especialmente quando o sentimento de frustração sexual bate, mas eu os percebo rapidamente e consigo mudar o foco na hora. Sem maiores problemas em relação a isso.

Sinto também a compulsão desaparecer aos poucos. Finalmente estou retomando o controle sobre a situação. Meu cérebro não parece mais um refém disso, ele consegue raciocinar e optar de modo razoável.

Por hora é só. Até a próxima!

Salve, Vierkenes!

Parabéns pelos 46 dias!

Quanto ao sentimento de frustração sexual que você comentou estar sentindo, o que acha de trabalhar isso em alguma terapia? Ou, se não puder fazê-la agora, relatar aqui mesmo no seu diário como uma forma de desabafo? Talvez te ajude, hein?

Abraço!

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em 1/2/2019, 22:54
Gostei do convite, Seeker. Vou falar um pouco mais sobre esse lado de minha vida aqui, tem relevância pro reboot.

Bom, primeiro queria dizer que existem dois tipos de viciados em P. O que teve contato com o real e sabe o que é sexo e o que nunca teve esse contato. Acredito que isso é um fator determinante pros efeitos do vício e também pro processo de recuperação. Eu me enquadrava na segunda categoria até pouquíssimo tempo atrás, mas a experiência que tive, muito forte e marcante, fez a diferença absoluta no meu processo.

Começo falando que devo ter começado a consumir P aos 13 anos, mais ou menos. Era também a adolescência, em que os meninos se interessam pelas meninas, iam pra festas de aniversário, poderia até rolar um pouco de álcool escondido, quem sabe. No meu meio, era comum esse tipo de coisa. Lembro bem que sempre ouvia: "fulana ficou com fulano", ou então "fulana é afim de você, porque você não fala com ela?". Nessa época, era normal ter o chamado bv (boca virgem, eu sempre odiei esse termo). Eu era um deles. Aos 14 anos eu me apaixonei pela primeira vez...e lembro perfeitamente que eu nunca tive a coragem de chegar nela - aqui talvez já fosse o início de uma manifestação patológica ou anormal, visto que até hoje sou um pouco assim, e que vai muito além de uma timidez ou algo do tipo. Mas eu me tornei amigo dela. Eu andava com ela pra cima e pra baixo, morrendo de vontade de beijar ela, mas nunca consegui, eu nem ao menos tentei. E eu sempre "segurava vela" pra ela. Todos os meus amigos ficaram com ela, menos eu. Uma vez saímos juntos com um desses amigos, que ficava com ela. Tomei meu primeiro porre. Fiquei extremamente bêbado, totalmente morto. Ela veio até mim e me beijou (eu nem senti nada, pois minha língua estava anestesiada). Eu lembro que ela disse que eu era fraco e covarde. Que ela ficou comigo por pena. Mais tarde eu vim a saber que ela me beijou porque esse outro amigo sabia que eu era bv, sabia que eu gostava dela, daí ele pediu pra ela me beijar "por pena". Bom, nada mais humilhante do que isso. Hoje em dia essa menina é extremamente problemática, depressão, vício em várias drogas, já tentou se matar algumas vezes. Ela me odeia, apesar do fato de que eu nunca fiz nada contra ela, nunca maltratei ela. Eu tenho muita simpatia por ela, apesar de todos esses problemas.

Um tempo depois, já era normal todo mundo ficar com alguém em algum momento. E o pessoal do colégio já notava que eu nunca ficava com ninguém. Achavam que eu era gay. Alguns amigos se dispunham a me ajudar nesse quesito - "se arrume mais, cuide da aparência", "vamos sair, vai ter uma festa no lugar tal" ou então "fulana é afim de você, chame ela pra sair que ela vai gostar muito, com certeza você fica com ela". Bom, o problema era bem mais embaixo. Aos 15 eu lembro que consegui beijar uma menina no cinema, uma menina que eu era muito afim. Essa, junto com a última experiência que eu tive, foram as únicas em que eu realmente fiquei com uma mulher, em que senti prazer com isso (é isso mesmo que vocês leram, antes dessa minha ex namorada eu só tinha beijado uma mulher, e tinha mais de 10 anos!). Eu beijei ela no cinema e gostei muito. Mas no dia seguinte eu fugi dela, acho que falei alguma coisa muito grosseira e estúpida pra ela, provavelmente com o intuito de fazer ela se afastar de mim mesmo. Ela não deve ter entendido nada, mas se afastou de mim.

Então todo esse período da adolescência e até do início da fase adulta - basicamente dos meus 13 anos pra cá - foram totalmente nulos em termos de contato físico, namoro, beijo, toque, carinho, paquera ou sexo. Nada de ficar com alguma menina. Nada de dar em cima de alguém em uma festa. Nada de paixão adolescente, bons momentos vendo o por do sol com uma garota ou qualquer coisa do tipo. Nem durante a universidade, em que todo mundo se pega com todo mundo Essas coisas nunca existiram pra mim, durante a maior parte de minha vida. Eu to com 29 anos e minha experiência com qualquer uma dessas coisas seria 0, não fosse o fato deu ter perdido a virgindade e mergulhado em uma paixão louca a um tempo atrás. Essa falta de experiência pesou muito nesse meu relacionamento. Vou falar mais sobre isso...

Aos 18 eu me apaixonei de novo. Perdidamente apaixonado, e era mútuo! Viajamos juntos pra uma cidade maravilhosa, fiquei 1 mês na casa dela, só eu e ela. Seria um sonho, certo? Natureza, praia, beijinhos, carinho, muito sexo, café da manhã na cama. Mas nada disso aconteceu. E acreditem se quiserem, eu nem mesmo beijei ela. Eu sentia uma paralisia extrema tomar conta do meu corpo. Ela obviamente percebeu que eu tinha algum problema grave quanto a isso, chegou a dizer que ela não tinha pressa, que eu não precisava ficar nervoso nem forçar nada (ela era virgem também). Fui ficando lá, mas a tensão sexual chegou a um nível extremo - já que ela tava louca pra transar comigo, e eu também queria muito. Começamos a brigar. Eu me sentia tão desesperado por não conseguir expressar meu desejo, expressar minha sexualidade, que uma vez andando pela cidade, cheguei a pensar em me jogar da ponte. Passei a beber todo dia, e como me sentia profundamente desesperado com essa situação, eu bebia muito. Até que uma vez eu cheguei na casa dela totalmente bêbado e vomitei o quarto dela todo...até o colchão. Simplesmente apaguei, depois acordei no dia seguinte e vi ela dormindo. Me lembrei do que tinha acontecido e pensei que aquele era o limite, que era melhor eu ir embora dali o mais rápido possível. Ela acordou, me olhou com um olhar de profunda reprovação, eu me desculpei com ela e disse que ia embora, de repente ela me olhou com um olhar carinhoso (!) e disse que eu devia ficar, contanto que eu não bebesse. Eu estava me sentindo um lixo...mas o jeito que ela me olhou foi tão amoroso que fiquei por mais uns dias. Não bebi mais, de noite ela se aproximou de mim...chegou a tirar a roupa e a me tocar. Eu gelei e fui embora da casa...pensar em me jogar da ponte. Mas só caminhei mesmo, depois voltei. Disse pra ela que iria dormir e ir embora no dia seguinte. Ela perguntou se podia dormir comigo, eu disse que sim (eu nem mesmo entendia o que significava essa expressão). Ela ficou só de calcinha e sutiã, eu devo ter dormido de short. Ela me agarrou por trás, não me senti confortável, mas acabei dormindo. De manhã arrumei as coisas e fui embora. Essa foi uma das experiências mais traumáticas de minha vida. Depois disso tudo ela ainda tentou se aproximar de mim (como amiga mesmo), mas eu passei a ignorar ela, é como se toda vez que eu a visse, eu sentisse de novo a humilhação do meu fracasso, a minha total falência enquanto homem, do ponto de vista sexual. Não conseguia olhar pra ela sem me sentir um lixo, um total fracassado. Até que ela desistiu de ter qualquer tipo de contato comigo. Ainda a vejo na rua as vezes, e agimos como dois desconhecidos, nem oi a gente se dá.

Daí em diante foi só desespero. Esse problema sexual era uma verdadeira chaga na minha alma, que só fazia sangrar e doer o tempo todo. Quando não tinha ninguém que se atraia por mim, era mais fácil, porque aí eu podia me acabar na pornografia e não ligar a mínima pra qualquer mulher que aparecesse. Mas todas as vezes que alguém se interessava por mim, eu sentia esse desejo de ficar com essa pessoa, nunca conseguia,e então era só desespero. Pensa numa ferida aberta sangrando por anos a fio. É como me sinto em relação à minha sexualidade.

E durante todo esse período, desde a época de escola até esse namoro recente, a pornografia foi minha companheira inseparável. Eu me lembro perfeitamente que aos 14 anos, eu já consumia pornografia por me sentir frustrado por não conseguir ficar com nenhuma menina. Fiz isso por vários anos, ainda por cima frequentando fóruns misóginos, ambientes virtuais dos mais sórdidos possíveis, onde o ódio, a frustração e a destruição faziam morada. Também bebia e fumava maconha, enquanto me masturbava e lia pessoas sórdidas, frustradas e doentes, com suas ideias que só levam pro fundo do poço.

Essas coisas, somadas ao fato de que eu passei esse tempo inteiro sem um único carinho de ninguém, sem um contato amoroso, sem contato físico ou íntimo nenhum, me tornaram uma pessoa doente. Profundamente doente, eu diria. Eu passei a ver o mundo de uma forma distorcida. Me tornei cínico e descrente. Um bebedor habitual, uma forte aura negativa ao meu redor, sempre frustrado. Curiosamente, nunca senti inveja por outros casais, e minha frustração nunca se transformou em ódio (nunca fui agressivo com os outros). Por outro lado, me auto destruía de forma implacável e até mesmo com prazer.

Em 2016 eu descobri a luz no fim do túnel que é esse fórum. Minha vida já tava zoada em vários aspectos, mas pensei que o reboot era um bom caminho. Li os diários, o ebook, gostei do espaço e estou aqui até hoje. Demorei um bom tempo pra fazer o que é necessário, cheguei a ficar 4 ou 5 meses longe do fórum, mas retornei. Durante muito tempo, não emplacava mais de 1 mês, pois alguma coisa faltava.

Eu precisava necessariamente desse contato amoroso pra me curar do meu vício. Sim, eu precisava sentir isso! Não sei bem como aconteceu com esse meu último relacionamento, só sei que aconteceu. Eu estava com 7 dias de reboot quando transei com ela pela primeira vez. Falei logo que era viciado em pornografia, pois esse fato também sangrava na minha alma, eu não podia nem queria mentir pra ela, eu precisava expor pros outros um pouco de verdade uma vez na vida, tirar aquela máscara. Ficar nu, não esconder nada, e se sentir vergonha, paciência. Eu precisava estar com ela de verdade. Felizmente, isso aconteceu. Basicamente, foi um mergulho profundo em todas as coisas que eu sentia falta, foi um verdadeiro bálsamo que me fez respirar aliviado, sentir um pouco o que é se sentir bem e em paz. Foi um rio pra quem se encontrava morrendo no deserto. E olha que eu passei cerca de 5 meses transando muito, mas sem nenhum orgasmo, sem ejaculação. Sensibilidade quase nula...só foi melhorar depois de mais de 40 dias no reboot. Posso dizer que eu mal sei o que é sexo.

Minha relação com ela não era só sexo. A gente fazia tudo junto. E ela logo percebeu a forma que eu olhava as outras mulheres, logo ela, que era tão ciumenta. Sabe, é bem provável que eu realmente olhasse de uma forma absolutamente escrota mesmo, afinal, eu era um virgem que achava que nunca ia ter contato sexual nenhum, então que diferença ia fazer se eu olhasse de forma desrespeitosa? Nenhuma mulher ia reclamar comigo, ninguém ia reclamar comigo. Eu estava namorando, mas eu não sabia absolutamente nada em relação a isso. Eu não sabia como tratar uma namorada. Eu não entendia como uma mulher pensa, como ela vê e entende algumas coisas. Não sabia o básico do básico, não sabia o que era ciume, o que é desrespeitoso ou não pra uma namorada. Não sabia nada sobre o ciclo menstrual, não sabia se devia segurar a mão dela ou não, enfim, lá estava eu com 27 anos, com a primeira namorada, e um total palerma em relação a tudo. Bom, ela obviamente sabia que era minha primeira experiência, mas as vezes eu sinto que ela exigia de mim algumas coisas que eu não podia dar...por falta de experiência mesmo. Bom, essa falta de experiência pesou muito, mas paciência, ninguém nasce sabendo das coisas. A gente tem que errar primeiro, pra depois fazer certo. Já me perdoei nesse sentido.




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em 1/2/2019, 23:23
Então lá estava eu com minha primeira namorada e um passado absolutamente sombrio nas costas. Muita pornografia na cabeça, muita droga, sentimentos pesados, frustração e raiva acumulado de anos. Não obstante, eu nunca fui uma pessoa ruim...sempre fui sensível. Conforme eu fui tendo carinho dela, um carinho verdadeiro e caloroso, algumas dessas coisas foram desaparescendo. Aquele era meu remédio, eu só precisava me reconectar com minha sexualidade, expressar o calor de minha alma em uma relação espiritual, aprender o gesto amoroso, perceber que isso é puro, natural, benéfico e edificante. Eu não sabia dessas coisas, estava aprendendo. E então eu fui me sentindo mais leve com o passar do tempo. Mas algumas coisas permaneciam. Minha forma de olhar as outras mulheres permanecia. Eu ainda não tinha entendido essa questão - vejam como eu precisava do gesto amoroso, acho que só entendendo que eu podia expressar meu desejo que eu ia parar de olhar...esse negócio de olhar é pra quem não se envolve, pra quem não assume seu desejo. Mas eu ainda não tinha entendido isso. Ela percebia tudo, e logo achou que eu era um canalha, mulherengo, que iria trocar ela pela primeira que pasasse. Bom, nada mais longe da realidade. Eu sou monogâmico e jamais trairia quem quer que estivesse comigo. E eu dizia isso pra ela. Mas era complicado, porque ela tinha essa evidência do olhar, que é bem forte mesmo. E passou a duvidar de mim.

Enquanto isso, eu me questionava porque eu tinha esse problema com o olhar. Cheguei à conclusão de que a pornografia foi central pra esse sintoma, que quando eu ia longe no reboot, esse tipo de olhar diminuía muito. Um dia eu estava com ela, estava muito aflito pensando nessas coisas. Ela percebeu minha aflição. Me perguntou qual era o problema. Eu não quis falar,mas por outro lado não estava conseguindo esconder que alguma coisa me preocupava muito. Ela insistiu, foi carinhosa comigo, foi amorosa comigo, disse que estávamos juntos e que eu podia confiar nela. Eu ainda resisti um pouco, mas como eu amava ela, e me senti verdadeiramente acolhido por aquelas palavras e por aquele gesto, resolvi falar. Falei sobre o vício em pornografia. Disse que o vício tinha distorcido a forma como eu via as coisas.Ela perguntou por detalhes. Eu expliquei algumas coisas, e acabei dizendo que os muitos anos de vício em pornografia somado à total falta de contato íntimo acabaram fazendo com que eu tratasse as mulheres como um objeto. Nesse momento, ela fez uma expressão de dor. Me perguntou se eu a via como objeto. Eu disse que não, que eu nunca tinha tratado ela dessa forma, que eu a respeitava muito tanto como namorada quanto como pessoa, e que o desejo que eu sentia por ela era puro e elevado. Depois ela perguntou se eu tratava as outras mulheres como objeto.

Eu percebi imediatamente a dor na expressão dela. Diante de sua pergunta, eu nada respondi. Quem cala, consente.

Sei que ela ficou doente com a minha fala. Teve febre, delirou, pediu pra eu não sair do lado dela. Falou muitas coisas. Levei ela pro hospital uma hora, depois voltamos pra casa e dormimos juntos, mais agarrados do que o normal. Acordamos. E assim que ela acordou, olhou pra mim com um olhar sinistro, de ódio. Ela lembrou do que eu falei. Eu fui embora sem dizer nada. Depois ela me mandou uma mensagem. Ela somou tudo e concluiu: o Vierkenes é um doente, ele vai me trair, ele não se importa com as mulheres, nem com meu sentimento, nem com nada disso, ele vai se masturbar pras gostosas da pornografia, ou é capaz de se masturbar até mesmo pra uma amiga minha, talvez na minha frente, quem sabe do que ele é capaz. Agora deve estar de olho em alguma da rua, alguma mulher mais atraente do que eu, todas são mais atraentes do que eu pra ele [aqui já é inferência minha, mas é perfeitamente possível que esse tipo de coisa tenha passado pela cabeça dela].

É amigos, eu destruí tudo com duas frases. Não vi mais ela desde então - ela vira o rosto e me ignora completamente até hoje. Cheguei a enviar uma mensagem pra ela, disse que o contato com ela ajudou profundamente a me curar, que eu só penso nela a meses, que eu nunca quis ficar com outra pessoa, etc. E nunca mais vi ela.

Isso tem uns 7 meses ou mais. Nos primeiros 4 ou 5 meses, eu estava realmente muito envolvido emocionalmente com ela - foi uma experiência muito forte, eu não tinha a mínima ideia que essa "ressaca", digamos assim, podia durar tanto. Mas de um tempo pra cá, isso tem se dissolvido, eu to avançando no reboot, minha libido tá subindo e querendo se manifestar, e conseguir uma parceira ainda é muito difícil pra mim. Antes dela era algo totalmente impossível e inimaginável. Agora é algo possível, mas problemático. Eu ainda tenho meus bloqueios. Eu simplesmente gostaria de fazer mais sexo, pois eu quase não experimentei isso na minha vida. Só tive 2 orgamos com penetração, daí eu dizer que eu quase não sei o que é sexo.

O relato foi longo, talvez seja interessante, talvez não. Quem quiser ler e opinar, fica a vontade. Se me der na telha, excluo esse monte de coisa sobre minha vida sexual e minha história.

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em 4/2/2019, 12:43
Dia 49 do reboot

Ia demorar mais pra postar, mas aqui estou de novo.

Estou realmente feliz com essa tentativa. Ao que tudo indica, esse ano vai ser de grandes mudanças pra mim.

Minha relação com minha mãe está ótima, acho que nunca esteve tão boa. Isso me deixa feliz. Antes era algo altamente destrutivo e doentio, mas agora tá diferente. Também tenho um quarto pra mim, e isso era um sonho antigo. Não vou ter mais que dormir em um quarto caótico e com um pc de mesa. Aqui arrumo as coisas do meu jeito, deixo meu netbook todo bloqueado dentro da mochila, tirando só quando eu for usar, e tá tudo ótimo.

Ainda falando de computador, estou totalmente satisfeito com o pc todo bloqueado. Não sinto falta nenhuma de nada. É claro que ocasionalmente eu posso precisar de alguma coisa e tal...mas aí eu vou em uma lan house, uso por 10 minutos só pra fazer o que tiver que ser feito e pronto. Eu tinha dito em outro post que eu viveria sem internet em casa, e isso é verdade. Me sinto feliz assim, e essa conduta é até recomendável pra se ter sucesso no reboot. Não é pra todo mundo, mas eu me encaixo nesse grupo.

Tenho sentido minha "aura" diferente. Ela tá mais leve, mais colorida. Parece que to me desligando de pensamentos, energias e lugares ruins, e tendo uma inclinação natural por coisas mais benéficas. Não sei explicar porque isso tá acontecendo, só sei que é muito bom. Eu sempre tive inclinação por coisas sombrias, melancólicas, violentas, etc, mas de uns tempos pra cá tenho sentido uma fortíssima necessidade de mudança, de experimentar outras coisas. Coisas boas! Senti até vontade de fazer uma tentativa séria de parar de fumar!

Nos últimos dias me masturbei bastante. Minha libido tava muito alta, meu pênis ereto sempre, pensando muito em sexo, daí pensei: "meu corpo tá pedindo um orgasmo, vou dar a ele, não tem nada de errado nisso". E me masturbei algumas vezes. Percebi que a marca do sexo real foi suficiente pra apagar completamente qualquer possibilidade de fantasiar com P ou qualquer outra coisa...acho que faz meses que eu não me masturbo pensando nessas coisas. É totalmente diferente se masturbar pensando na experiência, me lembrando de cada detalhe, de ver meu pênis entrando na vagina dela - eu gostava de olhar e isso me marcou muito. Diante da força dessa marca, fantasiar outro homem transando com uma mulher aleatória não tem o mínimo sentido. Minha perspectiva foi radicalmente deslocada nesse sentido. Depois de fazer isso algumas vezes, eu me senti melhor, mais leve. Absolutamente nada de errado com isso. Claro que o hard mode tem suas vantagens, que são muito boas, mas posso experimentar isso um pouco mais adiante.

Depois que me senti aliviado, as ereções diminuíram. Mas não desapareceram. Senti vontade de me exercitar, vou fazer isso de novo. Em breve vou me inscrever de novo na academia, ou recomeçar as aulas de capoeira. Ainda to em dúvida se faço os dois, dividindo os dias na semana, ou se fico só com a capoeira. Apesar da academia ser muito - me sinto maravilhosamente bem depois de malhar - um esporte tem vários outros benefícios, desenvolve de forma muito mais ampla.

Pra terminar o relato, to dando em cima de uma menina que eu conheci no tinder. Por enquanto a gente se fala só por mensagem de texto, a um bom tempo aliás. Eu fiquei em dúvida se ela queria alguma coisa comigo ou não, mas como simpatizei com ela, resolvi continuar essa troca de forma descompromissada e sem expectativas (se não rolasse nada poderia ser uma amiga ou algo do tipo). Mas depois de muita conversa, ela deu sinais claros de quer ficar comigo - sou ruim pra captar esses sinais, mas acho que dessa vez foi muito evidente. Eu mesmo estou queimando de desejo, ela também deve estar, provavelmente entramos no aplicativo pelo mesmo motivo. Chamei ela pra sair algumas vezes, ela se recusou, percebi que ela tava insegura por algum motivo e esperei. Eu disse umas palavras bacanas que fizeram com que ela se sentisse bem, isso fez ela se abrir mais. E aí marcamos de nos encontrar amanhã (primeira vez, pessoalmente). Admito que estou um pouco nervoso, mas ao mesmo tempo tranquilo, pois esse é o ciclo da vida e não existe nada mais natural no mundo. Se meu pai não tivesse chamado minha mãe pra sair, eu não estaria aqui, é assim que a vida começa, quando um homem e uma mulher se encontram. Isso acontece desde o início dos tempos, e vai continuar acontecendo sempre, então me sinto feliz por fazer parte desse sistema e perpetuar esse ciclo.

Por enquanto é só! Espero retornar em breve com mais novidades e boas energias!

Bom reboot pra todos!

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em 4/2/2019, 19:57
Como vai, Viekernes? É ótimo ver sua mudança de estado mental, psicológico, espiritual.

Uma dica bem simples: cuidado com a masturbação. Sei que você não está  em hard mode, nem eu estou, mas te digo por experiência própria que a masturbação pode ser um gatilho pra pornografia e pra recaídas. Não sei como funciona contigo, porque, apesar das semelhanças, o vício possui particularidades e efeitos diversos de pessoa pra pessoa, mas pra mim a masturbação sempre foi um ímã pra procurar por pornografia, mais do que o contrário (como se ela fosse mais uma causa do que um efeito).

Busque estímulos reais. Mesmo quando nos masturbamos pensando em algo real, ainda assim não deixa de ser uma fantasia e uma mensagem negativa pro cérebro.


Última edição por Beren Erchamion em 11/2/2019, 08:57, editado 1 vez(es)

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em 7/2/2019, 22:17
Dia 52 do reboot

Seguindo o conselho do colega Marco, vou expor um pouco de minha alma aqui.

Percebo que não estar mais envolvido com P é uma alegria muito grande. Aquilo representa algo totalmente contrário a quem eu sou, e é portanto, uma mentira para o meu espírito. Agora que minha alma se desenvolveu e se empoderou mais de si mesma, a P representa apenas uma fase de ignorância sobre mim mesmo, de quem eu sou e da minha potência. Sinto que sem a P minha capacidade se amplia; estou aberto a outras coisas pras quais antes estava fechado.

Ainda tenho muito pela frente. Mas creio que estou me desenvolvendo bem. 90 dias é apenas um novo início, pra novas aventuras, mais longínquas, mais difíceis, mais proveitosas, . Quando eu atingir 90 dias, vou estabelecer mais 90 como meta, e nunca vou esquecer todo o aprendizado que tive durante esse processo (desde o primeiro dia que entrei aqui, me lembro bem como eu estava!).

Percebo algumas necessidades, como em relação ao álcool, por exemplo. Eu não quero largar a P e virar um alcoólatra. Alcoolismo é algo muito sério, que traz uma dor imensa e destrói a vida da pessoa. É um mundo sombrio, onde a  confusão e a impotência imperam. Eu tenho que ter controle sobre o álcool ou largar ele. Afim de atingir esse objetivo, existe o AA disponível, o qual pretendo me tornar um membro constante. No interior que eu tava não tinha AA, aí ficava difícil, mas como em breve vou voltar de forma definitiva pra casa de minha mãe, não vai ter desculpa nenhuma. Não posso me deixar levar pela ideia de que tenho o controle, de que não tenho nenhum problema com isso. Eu já experimentei os danos do álcool, percebo que me tira do meu verdadeiro caminho. A cada dia que passa isso se torna mais claro. Estarei na reunião, presente.

Um fator muito positivo que adotei esses dias foi o controle da rotina. Coloquei uma espécie de quadro na parede do quarto, e lá está toda a minha rotina e as atividades diárias que tenho que fazer. Estabeleci algumas atividades - corrida 3x na semana, calistenia 3x na semana, tempo para estudo, outras atividades. Na verdade eu já fazia isso a um tempo, mas organizei melhor e aumentei a eficiência desse processo. Recomendo muito.

Eu acabei não saindo com a menina que falei no post anterior. Mas estamos nos dando bem - isso é muito positivo, acho que quando eu a encontrar pessoalmente, tem grande chance de ser uma experiência bem legal. Eu fiquei pensando que eu não quero um sexo absolutamente casual, provavelmente me sentiria mal com isso. O que eu queria mesmo é uma namorada, um relacionamento sério. Ficar sozinho é importante, estando sem ninguém a um tempo, e baseado no relacionamento passado, eu vejo que não posso descontar meu vazio e meus problemas emocionais no outro - eu tenho que estar bem comigo mesmo. Tenho que seguir meu caminho, independente de qualquer coisa. Por outro lado, ter um relacionamento é algo que fortalece, nos dá um novo ânimo, uma potência. Isso é maravilhoso. Por enquanto vou deixar as coisas acontecerem, mas sempre pensando nesses aspectos que acabei de falar. O bom é que sem a P minha capacidade de amar vai estar ampliada, vai ser muito bom quando acontecer, bem melhor do que da última vez. Creio que ter uma namorada muito legal não vai ser tão difícil pra mim, a única coisa que não posso fazer é viver em contradição comigo mesmo (como ao consumir P, por exemplo). E é importante lembrar que quanto mais eu me desenvolver no meu caminho, agora que estou só, mais eu vou aproveitar essa experiência.

Hoje eu andei um pouco pela cidade, pra sentir o ar. Descobri alguns lugares legais, os quais pretendo retornar. Pensei um pouco sobre os rumos da minha vida. Estou perto de terminar a faculdade, não sei ao certo o que farei, talvez eu devesse arranjar um emprego. Eu não preciso urgentemente de dinheiro - sou bancado por minha mãe, tenho teto, comida e roupa - mas ao mesmo tempo sinto que preciso aprender esse valor do trabalho, ter a experiência. Eu nunca trabalhei antes, nunca ganhei 1 real através do meu esforço. É sem dúvidas uma experiência muito importante pra uma pessoa...não sei ainda o que farei em relação a isso.

Em breve entrarei em um grupo de capoeira, é algo que vai me fortalecer muito. Se o treino for 3 vezes na semana, fico só com a capoeira e deixo a academia de lado. Amanhã, corrida.

Descobri um livro maravilhosamente edificante pra mim, descobri a minha "bíblia". Esse livro é um bálsamo pra minha alma, alivia minhas dores, me direciona pro caminho correto, enche meu coração de paz. Ao ler eu percebi claramente o efeito da leitura no meu dia - muito mais seguro e confiante, mais em contato comigo mesmo. Deixei de lado uns dias e a coisas pioraram. Percebi que essa leitura me fortalece enormemente, é realmente um alimento! Vou portanto, retomar essa leitura, deixei o livro até do lado da cama, pra sempre me lembrar dele.

Entrei no hard mode no dia 5. É importante eu ficar períodos maiores sem M, ter controle sobre isso. Se a coisa apertar, não vou hesitar em me masturbar, afinal não tenho uma parceira, mas não vou deixar que isso se torne algo recorrente, ou que eu me masturbe pra aliviar minhas angústias.

Por enquanto é só. Até a próxima.

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em 8/2/2019, 00:44
58 dias cara que beleza hein, tenho total certeza que esse será o ano do começo de nossas vidas, seremos protagonista brow. Continue firme, acredite em você.
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em 10/2/2019, 00:12
Valeu, Heitor, por fortalecer por aqui. Esse ano promete, é só arregaçar as mangas e fazer o que é necessário.

Final do dia 54 do reboot

Vim aqui hoje mais pra compartilhar algumas reflexões. São coisas úteis as quais preciso me ater, e também pode ajudar alguém de alguma forma.

Começo dizendo que fui pra reunião do AA. O programa deles é muito bom, e acredito que esses valores ajudam qualquer ser humano a crescer e se desenvolver. Essa é apenas a minha opinião, mas realmente acredito que os 12 passos, por exemplo, servem pra qualquer tipo de compulsão ou vício, e até pro aprimoramento pessoal mesmo. Fico feliz que exista esse grupo, feliz também por ter sido abençoado com a oportunidade de meu aprimoramento, de minha evolução moral. Vou inicialmente me propor a frequentar as reuniões por 3 meses, estabelecendo uma meta mínima de 2 vezes na semana, ou mais, conforme a necessidade. Estou certo de que haverá grandes mudanças durante esse tempo.

A reflexão que eu queria fazer é sobre a menina que conheci no tinder. Inicialmente eu entrei no aplicativo porque queria ficar com alguém, mas ao mesmo tempo estava aberto pra uma amizade, por exemplo. Como nunca gostei da ideia de sexo fácil ou casual, desprezava as mulheres que queriam isso e ia curtindo algumas outras, até que encontrei essa menina com quem estou tendo uma relação apenas virtual por enquanto. Comecei a trocar mensagens com ela e tal, sempre indo devagar. As vezes eu estava na cama e de repente pensava em sexo, mandava uma mensagem pra ela e puxava assunto. Começava a me perguntar se eu devia procura-las nesses momentos ou em outros (não me agrada a ideia de dar em cima de uma mulher em um momento de muita fissura, acho muito ruim). A conversa era sempre boa, de modo que eu deixava de pensar em sexo e ia no fluxo da conversa. Uma vez foi ela que me mandou uma mensagem em estado de fissura (eu percebi isso nas palavra dela). Fiquei meio nervoso, admito que fantasiei um pouco. Pensei em "forçar" um pouquinho a barra, acabei fazendo isso, mas de forma bem sutil e delicada. Ela entendeu e recusou, disse que não era a hora. Depois de conversar, eu acabei concordando com ela.

Talvez eu tenha uma ideia equivocada de algumas coisas, talvez eu "viaje" na maionese, mas acabei de perceber que o que eu busco não é sexo, mas amor. E o amor é muito mais difícil e complexo do que o mero sexo. Eu percebi que ela queria estar com alguém, do mesmo jeito que eu, mas ambos, eu e ela, temos receio de fazer isso com qualquer um e de forma casual. Sexo pra mim é uma conexão muiiito poderosa com outra pessoa - tudo bem que nem sempre precisa ser assim - mas eu não me interesso por uma experiência que não seja profunda e de muita conexão. Hoje eu conversei mais com ela sobre essas coisas e cheguei a conclusões muito interessantes, baseadas também nas minhas últimas - e únicas - experiências com sexo.

A primeira coisa que eu queria falar é que eu conheço caras da mesma idade que eu, e talvez até mais velhos, que nunca amaram de verdade. Eles podem ter bem mais experiência sexual do que eu (já transaram com várias mulheres), mas ao mesmo tempo, essas experiências são muito pouco especiais, as vezes chegam a tal banalidade que o cara transa olhando pro ar, sem nenhuma conexão com a parceira. Esse tipo de sexo não é tão difícil assim de conseguir. Agora outra coisa é amar. Isso exige muito mais em todos os sentidos. Lembrei de minha última experiência, e aí conclui coisas ainda mais interessantes. Conclui, por exemplo, que o amor é algo que se cultiva sozinho - por sozinho, quero dizer sem uma parceira. Trata-se de cultivar o gesto amoroso em si mesmo, por si próprio. Se alimentar de coisas boas, alimentar boas ações e bons pensamentos. Se cuidar, verdadeiramente. Quem quer amar o outro, tem que primeiramente amar a si mesmo, se cuidar. Quem não se ama e não se cuida, vai necessariamente machucar o outro - se o que eu tenho dentro de mim é ruim, como vou dar algo bom ao outro? É ilusão. Foi exatamente o que aconteceu na minha última experiência. Eu estava profundamente machucado de anos, tinha muita coisa ruim dentro de mim, de modo que acabei machucando muito ela, e ela não fala comigo até hoje. Passei anos sem me cuidar e só cultivando coisas ruins. Daí não pude usufruir do amor em toda sua potência - a última experiência foi só um início, uma introdução a esse mundo e a essas sensações, que podem ser uma das melhores coisas do mundo.

Com essa menina do tinder, as vezes eu fantasiava um pouco com ela, pensava em chamar ela pra sair e tal. Mas aí eu comecei a me perguntar: eu quero realmente estar com alguém? Essa é a hora para isso? Não seria melhor eu cuidar de minha vida, de meu desenvolvimento, me aprimorar? O amor é algo que se cultiva em solidão, dentro de mim mesmo...não preciso estar com ninguém pra isso. Quanto mais eu cultivar isso dentro de mim, mais proveitosa vai ser a experiência que eu tiver. Não quero ficar com alguém só porque estou me sentindo sozinho, ou pra me aliviar. As vezes esses pensamentos batem, mas eu sinto que é melhor resistir um pouco a eles e me dedicar o máximo para cuidar de mim mesmo, me cultivar. Se eu fizer isso, todo o resto vai ser mera consequência.

É fundamental aprender a estar só. Curiosamente, eu só entendo bem o que é isso depois de experimentar estar com alguém. Acho que antes de ficar com alguém eu estava era totalmente abandonado, o que é diferente de estar só. Estar só exige auto cuidado, disciplina, responsabilidade. Essas características são igualmente necessárias para se estar junto.

Eu acabei não saindo com a menina, mas a conversa que tive com ela hoje foi muito rica pra mim. Meu pensamento e minha atitude em relação ao desejo por sexo e por companhia muito bastante depois dessas reflexões.

Um dos meus maiores objetivos, portanto, é me amar, me cuidar, cultivar coisas boas dentro de mim. Assim eu vou me abrir de forma muito bela para o outro, e vou poder fruir o máximo de um relacionamento.

Por enquanto, só. Vai acontecer na hora certa - é um processo natural. A ideia mais certa é focar em si mesmo...quem faz isso ajuda também o outro e o universo.

É isso aí. Espero que essa reflexão seja útil pra alguém.

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em 11/2/2019, 09:03
Vierkenes, é visível que, dessa vez, você está encarando o Reboot de modo holístico, integral, abrangendo sua vida como um todo.

É plenamente normal e saudável buscar esses sentimentos, desejar afeto e uma relação mais profunda. Acho que um dos principais problemas é a cultura na qual a maioria de nós somos inseridos, onde emoções são considerados elementos exclusivamente femininos, tendo de ser extirpados da vida masculina caso você queira ser um "homem de verdade". Os garotos já são criados pra isso, pra ver que sexo é só sexo e pronto, e que buscar algo além disso é "frescura". Leva muito tempo pra se romper essa mentalidade.

Acredito que esse é um dos principais fatores pelos quais estamos todos nós aqui, lutando contra isso. Eu também conheço várias pessoas nessa situação, mentindo pra si mesmas de que é essa a sexualidade do homem e que é assim que um homem deve viver, mas infelizes por dentro.

Sobre a garota, vale a pena conhecê-la melhor, sem criar muitas expectativas. Conheci minha esposa pela internet e estamos juntos há mais de cinco anos. Ela é uma parceira em todos os sentidos. O meio não importa muito - se você conhecer uma mulher legal no Tinder, no Facebook, na padaria, numa lanchonete, num shopping, onde for, o que importa é a pessoa e não tanto o cenário em si. Não se pressione nem pressione ela, continue como está, conhecendo aos poucos porque, no fim das contas, o que é que nós temos a perder?

Continue firme no Reboot, irmão.


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em 16/2/2019, 23:43
Dia 61 do reboot

Excelente marca. Bati meu recorde. Desde de que entrei nessa de P eu nunca passei tanto longe disso. Esse fator só nos mostra como é o vício...são muitos anos vivendo nessa, então é justo que o processo seja lento.

As reflexões do post anterior foram importantes pra mim. Sinto que elas ainda contém alguns equívocos, os quais vou desconstruir com o tempo, mas no geral foi tudo muito benéfico. Essa ideia de ficar só, por exemplo. Isso pode se aplicar a outras pessoas - essas que terminam uma relação e engatam outra no dia seguinte, mas a mim isso definitivamente não se aplica. Se tem algo que eu entendo e muito é de ficar sem mulher. Eu preciso é do contrário. Não posso me deixar levar por ideias fantasiosas de pureza ou de qualquer outro tipo pra refrear minha necessidade de estar junto.

Estou em um  momento bom da vida e do reboot, apesar dos problemas. Sem dúvidas uma nova fase, em que esses fantasmas do passado começam a perder a força gradativamente. A compulsão por P desapareceu, não sinto vontade nem penso nisso em nenhum momento. Creio que vai ser fácil atingir os 90 dias, é só manter e aprimorar o que construí até aqui. Quero ir mais longe, melhorar mais coisas na minha vida. Eis o processo do reboot, a meu ver: aprimoramento constante da vida e dos hábitos. Assim o farei sempre, pois não quero correr nenhum risco de retornar a isso.

Percebi que minha parte sexual não está totalmente curada. Aprendi todas as lições do último relacionamento (na verdade a um tempo já), sou outra pessoa, de modo que não penso mais nela: estou pronto pra outra experiência. Mas ainda sofro do mal do isolamento sexual e afetivo, da falta de contato, o qual afirmo que é algo terrível, destrói a pessoa aos poucos. Claro que avancei muito, mas preciso avançar mais, pois isso ainda é uma fonte de sofrimento pra mim.

Tive ótimas conversas com a menina que conheci no tinder. Acabei criando afeição por ela, porém eu queria ficar com ela, queria afeto, carinho, contato íntimo e sexo. Eu criei expectativas, afinal ela constantemente me manda mensagens fofas, me desejando boa noite antes de dormir, dizendo que é muito bom "estar" comigo, dentre outras coisas, isso me fez acreditar que ela queria realmente ficar comigo. Passei a sentir desejo por ela, chamei ela pra sair algumas vezes e ela sempre recusa, dizendo que "não é a hora", e sem dar maiores detalhes. Ou ela tá me ludibriando ou ela tem algum problema sério com isso. Eu gostei dela, é uma pessoa interessante, mas vou desencanar e partir pra outra, não to com paciência pra ficar nessa. Vou mante-la como amiga ou como contato virtual, e parar de dar corda pra intimidade.

O isolamento de contato íntimo e afetivo é realmente horrível. O mal que isso faz pro individuo é muito grande, não é a toa que eu me drogava tanto. Quem acompanha minha história sabe do que to falando, é só ler uns posts acima. Não é um problema de auto estima, é algo como uma doença que faz com que eu eu não consiga estabelecer esse tipo de contato normalmente, como as outras pessoas. Me sinto em uma bolha, me sinto totalmente diferente de 99% das pessoas que conheço (nunca conheci pessoalmente alguém que sofresse disso). Fico pensando o porque disso, qual o meu problema. Algumas vezes me sinto um lixo, mas eu sei que não é por falta de capacidade, nem por não saber ser homem do ponto de vista sexual. O problema é outro...é de fundo psicológico (eu acho). Curioso que eu entrei no fórum achando que o reboot ia resolver esse problema. Claro que o consumo de pornografia atrapalha a vida sexual e afetiva do indivíduo, mas eu acho que a pornografia não é capaz de isolar um individuo de forma tão severa assim. A pessoa sempre reage, ou consegue reagir quando necessário, ela se envolve, mesmo que o cara tenha DE por exemplo, mas ele consegue estabelecer contato íntimo, tocar, beijar numa boa. Não, o buraco disso é bem mais embaixo. Eu to começando a sentir medo de entrar nessa de novo, to sentindo os efeitos disso. Eu vivi assim por 28 anos, foi foda, causou um sofrimento imenso pra mim, fez minha alma sangrar de um jeito horrível. Estou ficando com medo de passar por isso de novo.

O sofrimento durante a maior parte de minha vida foi tanto, e eu tenho tanto medo disso, que eu acho que o que eu mais preciso na minha vida é isso: ficar estirado recebendo cafuné, dar uns beijos, fazer sexo regularmente, dormir junto com alguém. É sério. O período com a última menina que fiquei foi o que eu mais avancei em minha vida, em todos os sentidos. Eu tinha ânimo pra fazer as coisas, me sentia como todas as outras pessoas, absolutamente normal.  Avancei no reboot, diminui bastante as drogas e não sentia aquela angústia pesada no peito. Aquele contato me curou de muita coisa. E agora, tanto tempo depois, cá estou aqui, totalmente isolado. Eu podia ter dado uns beijos em alguém, ter o carinho de alguém, ter transado com alguém de forma casual, que seja. Mas não fiz nada disso, nenhum toque, nada. Não é uma questão de auto estima, nem de falta de oportunidade, é uma doença mesmo, espiritual ou psicológica, sei lá, que parece que cria uma barreira ao meu redor e me torna incapaz de estabelecer esse tipo de contato. É foda.

É claro que a situação não é a mesma de antes. Estou mais maduro, mais preparado. E embora isso seja uma situação desesperadora (vai se tornando cada vez mais com o tempo), não vou me entregar ao álcool, ou à pornografia ou qualquer outra droga, como fazia antes. Vou carregar essa cruz com dignidade - aparentemente essa é minha condição, foi o desafio que a vida colocou pra mim. Vou continuar com a psicóloga, a qual ajuda MUITO, é uma das minhas principais ajudas pra resolver esse problema, que é totalmente vital pra mim. Ir atrás de outras coisas também, fortalecer a parte espiritual pra suportar esse peso melhor e me manter sóbrio.

Espero que eu consiga estabelecer minha cura de forma definitiva em relação a isso. Sem dúvidas isso é uma das coisas que mais me pesa e que mais me trouxe sofrimento na vida.

Até a próxima.

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em 17/2/2019, 08:52
Parabéns por ter superado o antigo recorde, Vierkenes!

Para além de números e estatísticas, vejo que você está com uma mentalidade muito boa em relação aos principais aspectos do reboot. Concordo totalmente com a sua fala: "Eis o processo do reboot, a meu ver: aprimoramento constante da vida e dos hábitos."

Quanto à dor causada pelo isolamento sexual e afetivo, sinto que o vício em PMO provoca grande sofrimento em muitas pessoas, diferentemente do que você acredita. Acontece que muita gente até chega a ter contatos e relações, mas com pouca ou nenhuma profundidade. Como diria o saudoso sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos na era da modernidade líquida, em que tudo é veloz e apressado, superficial, sem o necessário aprofundamento.

No mais, sigo na torcida pelo seu sucesso!

Abraço!

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em 20/2/2019, 14:55
Dia 65 do reboot

Nem sei ao certo se é dia 65 mesmo, como não uso contador, tá difícil de contar, mas sei que iniciei o ano de 2019 com 15 dias.

Vim aqui abrir meu coração pra vocês...

Estou com vontade de consumir pornografia, eu admito.

Me deixei levar pela minha condição de isolamento afetivo e sexual. O passado voltou a me atormentar, comecei a pensar em como vivi mal por todo esse tempo, todas as mágoas e feridas que isso me trouxe, desde os 14 até aqui. Tá difícil me livrar dessa visão e encarar o futuro brilhante que tenho pela frente (porque é sempre assim, o passado é sombrio e o futuro radiante). Estou ficando pessimista, amargo, ranzinza. Isso é muito ruim pro reboot.

Como não tenho consumido pornografia, estou sentindo a libido subir, se manter em um nível bem acima do que jamais esteve. Isso é a força da vida se manifestando em mim, a mesma força que eu jogava pelo ralo quando consumia pornografia e me masturbava várias vezes ao dia. É muito difícil lidar com isso, não sei ao certo o que fazer. Como nunca passei mais de 2 meses limpo, isso provavelmente nunca aconteceu comigo antes. Tenho me masturbado ocasionalmente, mas somente quando sinto que devo mesmo, pra diminuir um pouquinho dessa energia e eu ficar mais tranquilo.

Estou "me mordendo" por sexo e afeto. Subindo pelas paredes mesmo. Eu não sei lidar com isso, nunca lidei. Eu só preciso saber direcionar minha energia de forma positiva....e enquanto não dá pra direcionar isso pra sexo, que seja pra outras coisas - fazer sexo é fundamental, mas não é a única forma de extravasar e manter o equilibro.

Por olhar demais pro passado e me penalizar pela minha história, eu acabei deixando de cuidar de mim. Me deixei dominar - eu admito isso aqui, diante de vocês - pela negatividade. Fiquei alguns dias sem tomar banho, vivendo no caos. Parei totalmente de me exercitar, fiquei deprimido, fumando muito cigarro. Ontem eu bebi muito, vomitei até. Hoje estou em uma ressaca horrível, passando mal...

Estou mais maduro. Eu sei perfeitamente o que tenho que fazer. Preciso inicialmente voltar a me exercitar, e isso é urgente. Depois entrar em alguma atividade em grupo - um esporte, por exemplo - assim vou interagir com pessoas, isso vai me fazer muito bem, fora que posso conhecer alguma mulher interessante. Preciso também ler coisas benéficas e edificantes pro espírito, assim as energias ruins vão se dissipar aos poucos, e as boas vão entrar na minha mente e no meu coração. Por fim, preciso voltar ao AA, pois não posso de jeito nenhum ficar me drogando pra lidar com o excesso de vida que corre dentro de mim. Ficar me drogando é o caminho do inferno, não iria demorar pra eu cair em um poço muito fundo...

Eu estava com vontade de consumir pornografia. Mas vim aqui renovar meu propósito. Ganhar forças, contar com o apoio de vocês. Admitir pra mim e pra vocês as minhas fraquezas, meus planos, um pouco de minha vida.

Tem duas coisas que me seguram com muita força no reboot. A primeira, que é a mais forte, é meu compromisso moral comigo mesmo. Eu sou radicalmente contra a pornografia e tudo que ela representa. Cair significaria entrar em profunda contradição comigo mesmo, mentir pra mim mesmo, ser alguém que eu não sou. Isso iria tirar minha paz e minha tranquilidade. Iria olhar no espelho e ter vergonha de mim mesmo. O outro motivo é o fato de que um dia eu quero ter uma namorada, quero amar muito ela, respeita-la e tirar o máximo proveito desse amor. Consumindo pornografia, eu nunca vou conseguir isso. Consumir pornografia significaria desrespeitar minha companheira. Nenhuma mulher quer ficar com um cara que consome pornografia. Eu nem mesmo conseguiria olhar nos olhos de uma namorada, se eu consumisse pornografia. Embora eu não tenha namorada no momento, quero resolver esse problema do vício o quanto antes, pois assim estarei pronto e não irei machucar mulher nenhuma por causa disso.

Posso ter mil defeitos, mas não quero ser um viciado em pornografia.

Me chama a atenção ainda o fato de que pode ser necessário muito tempo pra se livrar 100% de todos os efeitos do vício. 90 dias é o tempo médio pra eliminar a compulsão, mas outros danos podem perdurar mais. Isso formou minha personalidade por muito tempo...por tanto tempo que 90 dias é muito pouco pra desconstruir todas as porcarias que se formaram em minha cabeça por conta disso. Então eu não quero ficar só 90 dias, eu quero 180, 360, quero viver longe disso pra sempre.

Como quero viver longe disso pra sempre, renovo aqui as minhas forças pra seguir. 65 dias não são nada pra mim.

Muitíssimo obrigado a todos que visitam esse diário, a todos que postam. Vocês são grandes companheiros...e ajudando-nos uns aos outros, vamos todos conseguir superar essas mazelas.

Até a próxima!

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em 23/2/2019, 05:12
Dia 68 do reboot

Estou em uma fase nova do processo (nunca cheguei até aqui antes).

Pra mim está sendo absolutamente empolgante. Embora isso traga novos desafios, estou gostando demais de como estou me sentindo.

Estou sentindo uma energia bem grande circulando dentro de mim. Consigo sentir isso claramente. É o oposto do que eu sentia, quando consumia pornografia. Me sinto ainda melhor em saber que isso vai aumentar ainda mais, assim que é bom, hehe.

Exercício físico diário é cada vez mais, uma necessidade real, mais necessária. É a única forma que eu tenho no momento de diminuir essa força dentro de mim. Se eu não fizer, eu sinto uma tensão grande, sinto até mesmo dificuldade de dormir.

To sentindo alguma coisa queimar dentro de mim. Não to conseguindo dormir direito (isso não é bom), mas é como se tivesse uma fogueira dentro de mim, alguma coisa tá ganhando força, em um lugar bem íntimo.

Ontem eu fui no AA. Durante a reunião, pensei que seria muito bom se eu colocasse parar de beber como prioridade. Tenho sentido o álcool como a pornografia; uma forma de "matar" a força dentro de mim, algo que me isola do real, tira minha disposição, me deixa morto. Isso ficou claro na última vez que bebi (que deve ter uns 3 dias, nem lembro ao certo). Eu ainda estou um pouco resistente ao processo de parar, de ir nas reuniões (e indo nas reuniões, cortar o álcool vai ser muito fácil, então a única coisa que eu tenho que fazer é apenas ir, mais nada), mas estou cada vez mais disposto a ir. Estou abrindo meu coração pra sobriedade e pros ensinamentos morais da irmandade, que são muito bons.

Parar de beber é prioridade pra mim a partir desse momento. Vou na reunião de hoje, e reforçarei isso pra mim mesmo.

Estou em uma fase em que preciso tomar mais cuidados com todas as medidas do reboot.

O combate espiritual é uma necessidade constante. Os sentimentos que escrevi no post passado diminuíram um pouco, mas é só descuidar da parte espiritual que eles voltam rapidinho. É incrível como ficamos extremamente fracos e suscetíveis ao se afastar demais da parte espiritual.

Combater a negatividade e os maus pensamentos faz parte do reboot. Quem não faz isso, simplesmente não vai muito longe.

No quesito sexual, estou sentindo algo muito perigoso, que é frustração. Daqui a pouco vai fazer 1 ano da minha última relação sexual. Esse é um período que já considero crítico, tempo demais. O primeiro passo é combater sempre esse sentimento, ele é realmente muito ruim e contraproducente. Parece que tira um pouco da graça da vida, tira a energia, nos deixa pra baixo, muito suscetíveis a coisas ruins, a ideias de fracasso. Umas orações ajudam, pois sempre me sinto fortalecido quando recorro ao lado espiritual. Apesar desse sentimento, eu mesmo admito que não tenho feito o necessário. Estou vivendo uma vida isolada - isso é péssimo! Eu quero arranjar uma mulher pra ficar, mas eu não vou conseguir isso parado aqui em casa. Por isso decidi que hoje (sábado), eu vou sair na parte da noite, nem que seja sozinho. Não vou me encher de expectativas, vou apenas sair, talvez ir em alguma festa ou algo do tipo. Não vou beber, e vou ficar de olho nas meninas, hehe. Com certeza, com essa energia que eu to sentindo dentro de mim, é capaz até de dar alguma coisa. Se não rolar nada, eu volto pra casa, mas pelo menos eu vou ter tentado. Fora o tinder também, o qual eu pretendo usar mais (tendo paciência, se encontra muito ouro lá).

Eu ainda tenho meus bloqueios, mas fica cada vez mais fácil romper eles, conforme o reboot avança. Dá pra sentir isso de forma muito clara.

Apesar das dificuldades, estou me sentindo profundamente feliz por ter chegado até aqui. Estou me sentindo radiante! Finalmente uma nova vida começa pra mim, novos planos, uma outra sensação! E olha que nem cheguei nos 90 dias! Eu não tenho palavras suficientes pra descrever o quão rico foi isso tudo pra mim. Não sei o que seria de mim sem esse fórum, entrar aqui e permanecer no reboot foi provavelmente a melhor escolha de minha vida. Quem estiver com poucos dias e lendo isso, eu digo: continue, que vale muito a pena.

Conforme eu disse no post anterior: o passado é sombrio e o futuro, radiante. Todos, sem exceção, podem corrigir os equívocos do passado e viver um futuro livre. É fundamental lembrar disso sempre.

Até a próxima!

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em 23/2/2019, 11:11
Muito bem, vierkenes!

É contagiante saber que você se sente radiante! Bons votos para o seu rolê hoje à noite! rs

Siga firme!

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em 23/2/2019, 11:49
vierkenes escreveu:Dia 68 do reboot

Estou em uma fase nova do processo (nunca cheguei até aqui antes).

Pra mim está sendo absolutamente empolgante. Embora isso traga novos desafios, estou gostando demais de como estou me sentindo.

Estou sentindo uma energia bem grande circulando dentro de mim. Consigo sentir isso claramente. É o oposto do que eu sentia, quando consumia pornografia. Me sinto ainda melhor em saber que isso vai aumentar ainda mais, assim que é bom, hehe.

Exercício físico diário é cada vez mais, uma necessidade real, mais necessária. É a única forma que eu tenho no momento de diminuir essa força dentro de mim. Se eu não fizer, eu sinto uma tensão grande, sinto até mesmo dificuldade de dormir.

To sentindo alguma coisa queimar dentro de mim. Não to conseguindo dormir direito (isso não é bom), mas é como se tivesse uma fogueira dentro de mim, alguma coisa tá ganhando força, em um lugar bem íntimo.

Ontem eu fui no AA. Durante a reunião, pensei que seria muito bom se eu colocasse parar de beber como prioridade. Tenho sentido o álcool como a pornografia; uma forma de "matar" a força dentro de mim, algo que me isola do real, tira minha disposição, me deixa morto. Isso ficou claro na última vez que bebi (que deve ter uns 3 dias, nem lembro ao certo). Eu ainda estou um pouco resistente ao processo de parar, de ir nas reuniões (e indo nas reuniões, cortar o álcool vai ser muito fácil, então a única coisa que eu tenho que fazer é apenas ir, mais nada), mas estou cada vez mais disposto a ir. Estou abrindo meu coração pra sobriedade e pros ensinamentos morais da irmandade, que são muito bons.

Parar de beber é prioridade pra mim a partir desse momento. Vou na reunião de hoje, e reforçarei isso pra mim mesmo.

Estou em uma fase em que preciso tomar mais cuidados com todas as medidas do reboot.

O combate espiritual é uma necessidade constante. Os sentimentos que escrevi no post passado diminuíram um pouco, mas é só descuidar da parte espiritual que eles voltam rapidinho. É incrível como ficamos extremamente fracos e suscetíveis ao se afastar demais da parte espiritual.

Combater a negatividade e os maus pensamentos faz parte do reboot. Quem não faz isso, simplesmente não vai muito longe.

No quesito sexual, estou sentindo algo muito perigoso, que é frustração. Daqui a pouco vai fazer 1 ano da minha  última relação sexual. Esse é um período que já considero crítico, tempo demais. O primeiro passo é combater sempre esse sentimento, ele é realmente muito ruim e contraproducente. Parece que tira um pouco da graça da vida, tira a energia, nos deixa pra baixo, muito suscetíveis a coisas ruins, a ideias de fracasso. Umas orações ajudam, pois sempre me sinto fortalecido quando recorro ao lado espiritual. Apesar desse sentimento, eu mesmo admito que não tenho feito o necessário. Estou vivendo uma vida isolada - isso é péssimo! Eu quero arranjar uma mulher pra ficar, mas eu não vou conseguir isso parado aqui em casa. Por isso decidi que hoje (sábado), eu vou sair na parte da noite, nem que seja sozinho. Não vou me encher de expectativas, vou apenas sair, talvez ir em alguma festa ou algo do tipo. Não vou beber, e vou ficar de olho nas meninas, hehe. Com certeza, com essa energia que eu to sentindo dentro de mim, é capaz até de dar alguma coisa. Se não rolar nada, eu volto pra casa, mas pelo menos eu vou ter tentado. Fora o tinder também, o qual eu pretendo usar mais (tendo paciência, se encontra muito ouro lá).

Eu ainda tenho meus bloqueios, mas fica cada vez mais fácil romper eles, conforme o reboot avança. Dá pra sentir isso de forma muito clara.

Apesar das dificuldades, estou me sentindo profundamente feliz por ter chegado até aqui. Estou me sentindo radiante! Finalmente uma nova vida começa pra mim, novos planos, uma outra sensação! E olha que nem cheguei nos 90 dias! Eu não tenho palavras suficientes pra descrever o quão rico foi isso tudo pra mim. Não sei o que seria de mim sem esse fórum, entrar aqui e permanecer no reboot foi provavelmente a melhor escolha de minha vida. Quem estiver com poucos dias e lendo isso, eu digo: continue, que vale muito a pena.

Conforme eu disse no post anterior: o passado é sombrio e o futuro, radiante. Todos, sem exceção, podem corrigir os equívocos do passado e viver um futuro livre. É fundamental lembrar disso sempre.

Até a próxima!

Excelente relato meu caro vierkenes! Parabéns pela marca de 68 dias alcançados. Seu relato me inspirou no dia de hoje, fico feliz por você e tenha certeza que é só o começo. Sem dúvida nenhuma postar no Fórum ajuda muito, não só a nós mesmos, mas também os outros Rebooters. E saia sim meu caro, sozinho às vezes é até melhor. Vá gastar essa energia poderosa com elas, se jogue sem medo.Eu também pretendo sair hoje sozinho, não quero sair com colegas. Te obriga a sair da zona de conforto, e a tentar as coisas. Eu ja venho fazendo isso há um bom tempo, eu super recomendo. Continue firme meu Brother, TMJ!

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em 25/2/2019, 11:03
Obrigado pelas mensagens, companheiros Seeker e The Change! Sou muito grato por todo o apoio. Apesar de já ter dado uma olhada nos diários de vocês dois, vou olhar mais cuidadosamente. Cada diário aqui é uma lição de vida. Todo mundo pode contribuir pra um mundo melhor, e eu vou me manter aberto pra aprender com vocês ou com qualquer outra pessoa aqui. Gratidão!

Dia 70 do reboot

Eu ia demorar mais pra postar, mas estou tendo uma vivência muito rica com o reboot, e quero partilhar aqui. Tenho muitas coisas pra falar.

A primeira coisa é que eu não tinha a mínima ideia de que eu era tão potente - em todos os sentidos possíveis. A impressão é que até aqui, eu vivi minha vida com a metade da potência.

Como nunca lidei com isso antes, estou tendo dificuldade pra lidar com toda essa força. Estou no processo de aprender a direcionar minha energia vital. A explosão de energia tem sido tanta que eu não tenho conseguido nem dormir direito.

Hoje de manhã fui correr. Depois de correr, ainda senti que tinha muita energia. Faria um treino de calistenia, mas vou aguardar um pouco. Se eu começasse uma academia hoje, tenho certeza de que renderia muito mais, levantaria uma quantidade de peso maior. E isso apenas por causa dos 70 dias de reboot.

Essa energia não diz respeito à sexo. A energia que desperdiçamos na compulsão por pornografia não é apenas sexual, é VITAL. Agora tenho certeza de que, literalmente, sexo é vida. Estou certo de que a partir de agora, vou conseguir chegar muito mais longe do que jamais cheguei. Vou conseguir fazer coisas que nunca fiz. Não vai demorar pra essa força romper os meus bloqueios.

Caras, eu estou realmente impressionado com os efeitos do processo de reboot. Com 30, 40 dias, eu me sentia bem, sentia uma diferença. Mas nunca tinha sentido isso que estou sentindo agora.

Me masturbei 3 dias atrás, e hoje de manhã de novo. Dessa vez, não me masturbei por prazer, nem por compulsão. Eu nem mesmo fantasiei. Me masturbei apenas por não saber o que fazer com minha energia - antes de me masturbar, eu sentia meu corpo tremer, a energia vital fluindo por todo meu corpo. Masturbação é o caminho mais óbvio e mais fácil de extravasar essa energia. Mas agora que estou ciente dessa potência, e que posso direcionar ela, vou começar a pensar em coisas que posso fazer pra aproveitar isso. Em breve, pretendo entrar em um hard mode, junto com uma vigorosa rotina de exercícios físicos.

Na masturbação, que durou alguns segundos, eu ejaculei bem rápido. Ainda não fiz sexo, mas é evidente que já não sofro de ER, nem de outra mazela em consequência do vício.

Pensei na ex namorada. Pensei que se acontecesse deu me apaixonar de novo hoje, eu faria um sexo com 10x mais vigor e mais força. Me conectaria muito mais, amaria muito mais. Minha parceira iria gostar muito disso tudo, gostar tanto que ia até viciar, haha. Eu iria finalmente ejacular normalmente. Estou certo de que, mesmo com meus bloqueios, não vai demorar pra isso acontecer. Como eu disse antes, claro que é possível direcionar a energia sexual pra outras coisas - não consigo pensar em nada por enquanto a não ser exercícios físicos. Mas a força é tanta que ela vai romper muitos bloqueios, estou certo disso.

Vocês não tem ideia de como estou me sentindo. Estou começando a achar que a pornografia é uma invenção dos que estão no poder pra conter a revolução e manter a população cativa. Se as pessoas parassem de consumir pornografia, com certeza iria ocorrer uma revolução em breve, e o sistema iria cair.

A energia sexual é a coisa mais poderosa que existe em um ser humano. Só agora estou percebendo e tendo contato com isso. Essa está sendo a experiência mais rica de minha vida.

Ainda gostaria de refletir sobre mais alguns pontos. Infelizmente, muitos homens são educados em relação a sexo e sexualidade através da pornografia. Isso aconteceu comigo, aconteceu com muitos aqui. Eu desconfiava, mas nunca ouvi nem da família, nem da escola, que isso é a pura potência, o que existe de mais vivo. A única coisa que me disseram é: "se for fazer sexo, use camisinha". Eu acho que isso não é nada perto da riqueza e da amplitude desse tema. Enquanto isso, a pornografia foi moldando toda minha compreensão em relação a isso. Em relação ao sexo feminino e a como agir com as mulheres. Isso, além de ser um alicerce fundamental da opressão feminina, é também uma repressão de forças verdadeiramente revolucionárias, o que causa uma série de distúrbios e doenças (neuroses, violência, isolamento). Muitas das mazelas existentes em nossa sociedade derivam disso - a pornografia é só um dos pilares desse sistema. Estou começando a achar que mudanças efetivas no mundo e na estrutura social precisam necessariamente passar por essa questão.

70 dias ainda é pouco, mas sinto que já posso afirmar que quem é viciado em pornografia vive a vida pela metade. Não tem a mínima ideia de suas próprias forças, e não sabe o que é sexo (por mais que transe muito - fazer sexo com várias mulheres as vezes não significa nada).

De novo, deixo o recado aqui. Se você, que está viciado ou com poucos dias ler essas palavras, eu afirmo que essa é uma das melhores decisões que você pode tomar em sua vida. Isso vai te levar muito, muito longe. Simplesmente não desista e continue tentando, não importa o tempo que levar. Todo e qualquer esforço ou sofrimento vai ser recompensado com um brilho e uma força indescritível, uma luz interna grande, uma revolução, de verdade.

Bom, tudo isso que escrevi me fez pensar que eu, definitivamente, nunca mais vou voltar a consumir isso. Estou disposto a fazer o que for necessário. Depois de atingir os 90, seguirei com tudo que tenho feito, e farei uma fase de manutenção de mestre. É simplesmente MUITO absurdo que eu só tenha descoberto e entendido o que é viver agora. Estou sedento de vida, e quero beber desse cálice até a última gota. Não vou deixar que nada interfira nisso.

Por ora, posso dizer que existe uma vida antes e depois do reboot, mesmo sem ter completado os 90 dias ainda.

Perdoem a empolgação, hehe. Mas garanto que todas as coisas que escrevi acima são verdadeiras, é o que realmente sinto. Eu estava procurando por isso a muito tempo. Quando eu estava lá, com 16 anos, me drogando um monte, eu já estava procurando por isso e não sabia. Já estava afundando na pornografia, drenando minha vitalidade, e não sabia.

Mas sou jovem, e o melhor de minha vida esta por vir.

Continuem firme e não desistam! Até a próxima!

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em 5/3/2019, 09:33
Dia 78 do reboot

Eis meu relato de hoje.

De modo geral, me sinto muitíssimo bem. Talvez nunca tenha me sentido tão bem assim. Estou com 78 dias e me sentindo livre do vício em P, isso traz uma paz muito grande. A compulsão desapareceu completamente, não penso nisso em nenhum momento. É como se eu tivesse subido um degrau na escada da vida e do bem estar, a diferença é muito grande. Mas o reboot não resolve todos nossos problemas. Eles permanecem (apesar de que algumas coisas é bem mais fácil de lidar limpo, as chances de sucesso se tornam maiores).

Minha energia se estabilizou, não estou me sentindo como no post anterior. Estou me habituando a nova vida. Tenho me masturbado mais ou menos 1 vez por semana (quero aumentar esse intervalo). Reparei que eu não fantasio mais quando me masturbo, eu simplesmente faço o movimento sem pensar em nada e ejaculo. Não me masturbo pra fantasiar e ter prazer, me masturbo pra esvaziar minha energia quando sinto que ela tá excessiva. E isso me faz bem.

Larguei os exercícios físicos. Não consigo manter a regularidade. Vou esperar o carnaval terminar pra entrar no grupo de capoeira, vai fazer uma diferença grande na minha vida. Acredito que com um esporte vou ter muito mais motivação do que ficar me exercitando sozinho. Fora que tem a parte social, que eu também estou precisando bastante.

Me permiti uma ousadia em relação à internet. Resolvi sair do modo bloqueio total. Com o tempo de reboot, eu consegui descobrir a configuração perfeita pra mim. Depois de muito tempo burlando e descobrindo sites que não passam nos filtros, acabei criando uma grande blacklist, altamente eficiente. Uso o K9 + Blok Supreme +  bloqueio direto no modem. No K9, ativei o bloqueio p2p e também o bloqueio de download. Esse bloqueio, junto com a educação que desenvolvi esse tempo todo de usar o computador só pro necessário está sendo muito útil. Se eu passasse horas na frente do computador, isso ainda poderia ser um pouco problemático, mas só uso a internet pra resolver coisas, consultas, etc. Não fico navegando a esmo.

Tem um ponto que eu ainda não consegui resolver, e que está me causando grande frustração. É o meu bloqueio com sexo e com toque físico. Isso está me deixando quase desesperado, só não me deixa assim porque tenho minha força espiritual, que faz com que eu siga em frente e continue buscando a solução desse problema que tanto me atormenta. O problema não é o outro, não é algo de auto estima ou timidez, não é nem mesmo falta de oportunidade ou de mulheres para interagir. É o meu corpo que não aceita de jeito nenhum, que tem repulsa ao toque, isso somado a concepções absurdas e malucas ligadas a pureza. Isso traz um sofrimento grande, eu me sinto desconectado de algo muito essencial meu e me sinto diferente das outras pessoas. Continuo indo na psicanalista, isso ajuda muito. Na quarta feira vou em uma farmácia de manipulação fazer um remédio específico para isso, o qual eu acredito que vai resolver o meu problema. De qualquer modo, vou continuar investigando isso até o fim, com certeza isso é algo que pode ser desfeito. Em algum momento, eu vou ser capaz de desfrutar de sexo e carinho como todas as outras pessoas.

Sem beber desde o dia 22/2, achei importante dizer isso. Não é tanto tempo assim, mas vou seguir em frente na sobriedade. Vou continuar indo no AA regulamente por no mínimo 3 meses. Sinto que a sobriedade é fundamental no caminho da minha vida. Descobri isso durante o reboot, e sou grato por isso.

Agora só devo postar no dia 90, a não ser que algo relevante ocorra até lá. 90 dias pra mim é nada, perto de todo o dano que isso me causou, então quando atingir essa meta inicial, vou estabelecer outras, de 140, 180 dias. A ideia é nunca mais voltar pra isso, nem por 1 segundo. Eu já tive o suficiente de pornografia em minha vida, e mesmo estando com problemas em outros setores da vida, frequentemente agradeço aos Céus por ter me livrado desse vício, por me proporcionar essa experiência.

Até a próxima!

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em 6/3/2019, 08:35
Bom saber que você está se sentindo bem, meu caro vierkenes!

Siga firme rumo aos 90 dias e além!


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2ª tentativa: 11 dias (12/07/2019 a 22/07/2019)

3ª tentativa: 52 dias (23/07/2019 a 13/09/2019)

Meta 1:   90 dias   /  Submetas:   10 ( X )   30 ( X )  60 ( X )  90 (  )








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