24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

8/6/2021, 19:27
parbat escreveu:Grande Justiceiro.

Eu faço tratamento psicológico e se um dia puder, tem todo meu apoio e incentivo.

Segundo a psicóloga, sonhos são basicamente desejos inconsciente e as pessoas que aparecem não tem nada a ver que você deseje estar com esta pessoa em específico. O Ego onírico lida diretamente com o subconsciente e por vezes um pensamento que aconteça nas (pois o cérebro não se desliga durante o sono) profundezas do subconsciente pode fazer um determinada pessoa aparecer no sonho justamente no momento que você está tendo o desejo.

Vamos lá, vou explicar melhor e começando do começo. Peço que leve apenas como sugestões ou como possibilidades para você se questionar e se conhecer, não quer dizer que seja uma verdade absoluta ou que se resuma a isto, filtre muito bem, ok?
Pode ser que as vezes você esteja em negação quando se trata da questão de ser "molestado", como por exemplo um homem que odeia de todas as forças outro homem homossexual, porém se for ver no fundo o motivo deste ódio é que ele deseja matar todo e qualquer sentimento homo afetivo que possa ter. Ou seja pode ser que você, em nível subconsciente deseja ser molestado por mulheres. Pode ser ainda que você, no fundo e pode ser por motivos da nossa distorção perante a PMO, deseje ser molestado apenas por mulheres ditas atraentes.

Neste caso, durante o sonho pode ser que este desejo inconsciente se manifeste, porém como você não quer que seja por mulheres mais velhas, essas duas coisas se misturam durante o sonho. Um desejo inconsciente juntamente com um pensamento rolando em sua cabeça, faz o seu ego onírico montar todo o cenário para trazer a tona e manifestar aquilo que está lá no funda mente, justamente ainda com a primeira pessoa que tiver a sua mente. Também tenha em mente que as vezes sonho com sexo não é justamente sexo em si, as vezes pode ser que é sua mente desejando ter um momento de mais intimidade com alguém, não se pode levar ao pé da letra o que ocorre no sonho, pois lá, não é a mente consciente trabalhando.

Teve um dia que tive um treta com o meu pai meio pesada e ele disse umas coisas meio fortes para mim. Neste mesmo dia, sonhei que peguei uma faca de açougueiro e decepei minha cachorrinha sem dó nem piedade. Lembro que acordei bem assustado, mas durante a terapia, percebi que havia em mim uma vontade de querer decepar o sentimento de raiva em mim, queria matar o ódio que tinha pelo meu pai.

Evite ao máximo levar ao pé da letra o que ocorre nos sonhos, ou já que você costuma ter bastante sonhos, busque trabalhar (assim como eu venho fazendo) o sonho lúcido, em que você consegue ter consciência e controlar seus próprios sonhos. Não tem nada a ver com projeção astral, é sonho lúcido ou trazer a consciência de que está sonhando durante o sono.

No mais, desejo melhoras para você.

Caro Parbat, primeiramente muito obrigado pelas considerações e me desculpe por ter demorado para responder. O que você disse é interessantíssimo, entretanto precisei de um certo tempo para pensar e responder, e tempo, brincadeiras à parte, é uma coisa que decididamente não venho tendo... Meu cotidiano é muito corrido.

Bom, devo dizer que em alguns aspectos a coisa faz sentido, embora não completamente. Não que eu quisesse, por exemplo, ser molestado, mas eis que me lembrei de uma fantasia não-necessariamente sexual minha (que por anos me atormentou) quando li suas considerações e ela se relaciona com eu receber investidas de mulheres.

Falo em que tinha vontade de ser "paparicado", gostado por garotas em minha juventude e de que tais fossem garotas mesmo, jovens bonitas da minha idade. Tinha vontade de namorar e de, de certo modo, fazer algum sucesso, nem que fosse um pouco daquilo que eu via alguns "pegadores" conhecidos meu fazendo. A origem disso já é algo que demandaria uma análise psíquica mais profunda; de todo modo, nem é preciso dizer que o vício e circunstâncias relacionadas implodiram qualquer chance disso acontecer. Voltando ao assunto propriamente dito: não diria ser molestado, acho exagero, mas confesso que tinha vontade de fazer sucesso entre as meninas minhas contemporâneas, por sua beleza e simpatia. Até aí faz sentido. Infelizmente cheguei a sofrer, durante um bom tempo, com desejos por garotas relativamente jovens, por não ter vivido experiências com elas "na idade certa". Por vezes nem era algo necessariamente sexual, como um bobo e ao mesmo tempo perturbador desejo por debutantes e/ou garotas em trajes de festa assemelhados: houve época em que eu sentia enorme desconforto físico e mental, acho que posso dizer que passava mal, só de ver fotografias/imagens/vídeos de algo parecido, me arrepiava todo, tanta vontade tinha de estar diante de uma menina daquelas, numa reunião social, numa balada, enfim. Eu não saía, não tinha vida social e ficava louco para ser convidado a festas, namorar, dançar com elas e quem soubesse algo a mais. Sofri um bom tempo por nunca ter ido a uma "baladinha", domingueira/matinê ou equivalente na adolescência, só vindo a saber o que eram essas coisas ao ver, anos depois, cidadãos mais novos do que eu, incluindo-se aí parentes, indo. Não que eu seja, isso jamais, adepto de pedofilia/efebofilia, que isso fique muito bem claro, deve ter sido mais um efeito do vício mesmo, a respeito de tudo o que ele me tirou, ou melhor, tudo o que eu fiz com que ele me tirasse.

E para completar sempre sou cortejado por mulheres de "certa idade", desde jovem mulheres "maduras" sempre mexeram comigo, seja na rua, em ambientes públicos ou mesmo no trabalho. Já recebi, inclusive, cantadas bem agressivas delas. E abraços violentos, beijos... Por isso que falo que deve fazer sentido. Foi o vício, não é possível. Já andei tentando me autoanalisar, apesar de não ter formalmente competência intelectual para tal, em meio ao que levantei a hipótese, que parece se coadunar com as suas ideias, de que as frustrações do meu passado teriam se depositado em meu subconsciente de maneira a me atormentar fantasmagoricamente em meio a este cenário onírico em que as coisas se misturam. Em outras palavras, traumas mesmo. Acaba fazendo sentido minha ideia de que os traumas ficaram lá no fundo da minha mente. Mas aí ocorre que, como ser humano que busca uma vida melhor em todos os sentidos, tento me livrar destes traumas, e aí entra na história meu pesado trabalho de recondicionamento mental, ao qual me submeto energicamente desde mais ou menos a época em que comecei a enfrentar o vício em pornografia. É um trabalho hercúleo, pois levanto mil possibilidades com relação à minha agitação mental, e isso acaba, se eu não tomar cuidado, me tomando espaço de outras tarefas diárias. Quer dizer, estou me virando como posso. Não ignorando suas valiosas palavras, muito pelo contrário, mas é que tenho que saber limpar essa sujeira toda de um jeito que muitas vezes só eu entendo. Faz sentido muito do que você diz, faz sentido mesmo, só que reconheço que meu caso é complexo, em bastante devido à meu problema de inquietação mental.

Uma coisa é certa, porém: que tem relação com minha intensa exposição ao vício, tem. E aí sei que vários outros fatores acabam se convergindo, como o ódio que desenvolvi dessas práticas e uma boa dose de medo de ser surpreendido num momento de fraqueza, em especial no que toca, como se nota, ao meu subconsciente, daí advindo implicações cotidianas que, unidas à toda minha experiência pessoal, vêm remeter a circunstâncias desgostosas das quais quero fugir para sempre. Exemplo cabal: poluções noturnas, um constrangimento horroroso que há anos me persegue, me causa desconforto físico, mental, que é sequela do vício e que não sei qual será a reação dos meus se um dia descobrirem (se é que já não sabem) que aquelas minhas cuecas sujas são sabe o quê. Fiquei traumatizado mesmo, não adianta. Aquela nojeira me traumatizou mesmo, aquilo é a cara do meu tombo frente ao vício e, por mais que eu já tenha me levantado, esse tal subconsciente, em meio a essa minha mente inquieta, exige de mim um esforço colossal para evitar o que, creio, seria um racha familiar pavoroso. Felizmente já estou há razoáveis 17 dias sem ejaculações noturnas, no entanto sigo tendo sonhos eróticos com mulheres com que transei e com outras, acordando excitado e precisando de intensos exercícios físicos e mentais para relaxar a genitália.

Enfim, meu caro, entendo em muito o que você quer dizer e muito agradeço por suas palavras. Acontece que, sem querer jamais ser orgulhoso, meu caso é bem típico por causa de minha inquietação mental, requerendo de mim intenso trabalho para tentar eliminar, no próprio subconsciente, essas máculas do passado. Minha mente é agitada mesmo, não é brincadeira. Tentei respondê-lo da melhor maneira e espero tê-lo conseguido satisfatoriamente, pedindo desculpas se me faltou foco ou algo que o valha. Entendo quando você fala para não levar os sonhos ao pé da letra, para pratica o sonho lúcido; quanto a este último, já pratico algo que se assemelha ao que você quer dizer, entendendo o conceito, essa coisa de buscar ter controle sobre os próprios pensamentos. Confesso que só Deus e eu sabem o quanto tenho me esforçado nesse sentido. Há inclusive um caso pessoal meu, lá de 2007, que seria em muito responsável por minhas poluções noturnas em sua faceta mais horrorosa: sonhos recorrentes que andei tendo nos quais era abusado por minha mãe. Graças a Deus, isso nunca ocorreu, contudo levanto esse caso de 2007, do qual é realmente melhor esquecer, para justificá-lo, caso que, pelo menos por enquanto, recuso-me a descrever. Não descarto a possiblidade de procurar um profissional se a situação sair de controle, estou me esforçando ao extremo para evitar crise ainda maior aqui em casa. Tenho pensado em arranjar uma parceira se surgir algum lazer em breve (GPs não, nunca mais), devido a por vezes pensar que eu estaria realmente necessitado de alguma companhia amorosa, não necessariamente para sexo, mas para um contato normal entre homem e mulher daqueles que nunca vivi (deve saber que até hoje só transei com GPs e cheguei perto de ficar com garotas várias vezes, nunca tendo chegado a beijar uma "civil"). Hoje minha sexualidade está aparentemente saudável, curei-me, apesar de uma ou outra pequena ferida com a qual devo ter cuidados, de traumas na área, de frustrações que carregava como as citadas, passei a perceber que certas coisas não passam de fantasias mesmo, apesar de ter meus desejos mais, digamos, lúcidos-racionais-conscientes, os quais manejo com toda a maturidade e responsabilidade: meus "gostos", "tipos" de mulheres que me atraem, os quais felizmente não parecem refletir, pelo menos não de maneira que me soaria traumática-prejudicial, os dissabores do passado.

A você meus francos votos de sucesso e novo obrigado pelas considerações. Que seja forte e derrote para sempre este vício infernal. Um abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

13/6/2021, 21:43
Grande Justiceiro.

De maneira nenhuma deve-me pedir desculpas por algo, ou mesmo por alguma falta de informação, como eu disse lá no começo daquela minha resposta, eram apenas possibilidades e que de maneira nenhuma deveriam ser uma verdade absoluta. Com toda certeza o que você disse que só você se conhece é totalmente verdadeiro, em hipótese alguma quis passar este tipo a ideia de que sei o que ocorre com você, ou seja, eu apenas levantei questionamentos sobre si mesmo. Na verdade me sinto muito agradecido por uma resposta tão completa e rica de informações.

Gostaria também de ponderar outras coisas que já devem estar em sua cabeça neste momento. Acontece que se você parar para pensar, você já está a quase três anos longe da vício. É uma marca e tanto, pois em quanto estamos lutando para passar do terceiro mês longe do vício, você já está entrando no seu terceiro ano. Não quero de maneira nenhuma ser grosso com você ou dar uma de mandão, mas já não está na hora de realmente cair a ficha para você? Você já se livrou e já passou da pior parte, já venceu o grande boss e vejo que só falta alguma amarras que te ligam ao passado.

Falo com isso que vejo que já está na hora de você entrar de fato na glória que é estar longe do vício, que é declarar para si mesmo (com respeito e humildade para consigo mesmo) que já venceu. Sinto que parece que só falta você ter realmente a noção disto. De dar tchau para os seus traumas e fantasias que você tinha a quase 3 anos atrás. Já não fazem mais parte da sua vida, então porque ficar olhando para eles ainda? Por qual motivo você próprio insiste em mantê-los a sua visão? O que te prende a este sofrimento ainda? Chega meu caro amigo.

Abrace sua nova vida, tenha em mente que você tem muito tem muito mais maturidade do que a três anos atrás. Veja as coisas boas que você já conquistou nesse tempo, veja a sua força atual e se for para ficar olhando para o passado, olhe a penas em termos de comparação do que pode melhorar e coloque objetivos. E aqui vai uma simples e singela analogia. Você sabe o por que o retrovisor é muito menor que o para-brisa de um carro? Justamente por que precisa e deve olhar para frente (futuro e presente), em quanto para o retrovisor (passado) você olha apenas para tirar conclusões e tomar decisões. Como eu disse, chega de ficar olhando tanto para o passado meu amigo, olhe para o que deve ser olhado. Viva o presente e planeje o futuro.

Sua ideia de arranjar um companheira é muito, mas muito válida, tanto para o amadurecimento quanto para evitar ficar pensando em besteiras. Lógico que em um relacionamento há sim seu desafios, mas se levado com a pessoa que há uma grande sintonia e conversa franca, sexo será apenas uma consequência de algo maravilhoso. E meu amigo, aqui vai um conselho, você precisa de sim de uma companheira para colocar essa energia sexual acumulada para fora. Tenho certeza que vai resolver grande parte deste problema das poluções noturnas, pois as poluções noturnas as vezes não tem a ver com o que tivemos de experiência com o vicio da PMO, as vezes é apenas fisiológico ou uma forma do seu corpo colocar para fora energia acumulada.

No mais agradeço de coração os bons votos e desejo também que você tenha uma vida maravilhosa, vivida de fato no presente. Viver no agora e deixar o que tiver que ser deixado no passado. Você consegue meu amigo e saiba que você está em minhas orações.

Novamente gostaria de pedir desculpas caso fui grosseiro ou indelicado com você.

Grande abraço.

OBS.: Em quanto escrevia esta resposta estava ouvindo esta música, espero que goste.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Muito obrigado

15/6/2021, 19:16
Ilustre Parbat, muitíssimo obrigado pelas novas considerações. Que você saiba que em nenhum momento considero que foi rude, muito pelo contrário. As suas palavras foram e são de enorme valor para que eu possa buscar resolver eventuais pendências que me existam. Sincero agradecimento mesmo. A música que você me sugeriu parece algo interessante, ouvi uns trechos e devo conhecer melhor depois. Tentarei, nas linhas a seguir, explicar mais um pouco sobre meu caso com relação as ponderações efeutadas por você.

Ocorre comigo, e já falei a respeito algumas vezes aqui em meu Diário mas é interessante reiterar, que sofro desde pequeno de um caso particular, de certo modo por mim mesmo diagnosticado, de inquietação mental. Pode soar repetitivo com relação às minhas postagens, porém não posso fugir isso, apenas controlar, mesmo porque já me constou não ser algo completamente curável. É uma questão muito própria minha a respeito da qual minha cabeça simplesmente não para, estou o tempo todo pensando em alguma coisa, não me peça para detalhar, acho que ninguém entenderia, uma explicação completa de repente caberia nuns escritos meus muito longos e complexos. Até aonde já consegui colocar a questão em termos mais objetivos, é grosseiramente como se existisse outro mundo dentro de mim, já cheguei a pensar que fosse esquizofrênico ou portador de algum outro distúrbio psíquico. Quando criança, eu me expressava de modo estranhamente complexo (até hoje sou criticado pela falta de objetividade, pela dificuldade que muitos têm de acompanhar o que digo ou falo, tendo crescido com parentes chegando a dizer que era como se eu falasse outra língua), de modo a ter fama de louco na família e em outros núcleos, muito embora também houvesse sido elogiado por meu desempenho escolar (sem querer me gabar, aprendi a ler e a escrever sozinho com cerca de 2 anos, tendo inclusive lembranças da época) e em meio à hipótese, que chegou a ser levantada, de que eu fosse superdotado/altamente habilidoso/QI alto ou equivalente. Na faculdade, notando meu jeito (andei melhorando, mas ainda costumo falar alto, rápido e tenho tiques), um professor me recomendou seriamente procurar um especialista por crer, segundo uma teoria à qual tivera acesso, que eu teria a atividade cerebral acelerada a mais que o dobro do que seria considerado normal e/ou saudável. Sei que nesse momento caberia novamente aquela questão da ajuda psicológica, e digo que penso em procurá-la caso não consiga controlar a situação. Felizmente tenho aprendido a lidar com esta minha condição e até tirar proveito da mesma, uma tarefa que fácil não é, mas que me ensina muito em termos de disciplina e responsabilidade para minhas atividades diárias. De uns tempos para cá, sinto que estou num estado de melhora, ainda que lenta. Já tenho colhido alguns frutos, acontecendo que não posso nem por um segundo me desgrudar desse condicionamento. Talvez ele tenha sido até um dos responsáveis por eu ter me tornado viciado.

Outra coisa que consiste num desafio diário em minha vida é meu relacionamento com meus pais, sobretudo minha mãe. Já comentamos a respeito, porém cabe detalhar que minha mãe, embora uma mulher extraordinária em muitos aspectos, é uma pessoa de personalidade difícil e, reconheço, cheia de mágoas comigo. Ela não admite, sabe como são as mulheres (considerações sexistas à parte, façam o favor), contudo posso perceber, agora que larguei o vício e consigo enxergar as sutilezas do ser humano como um adulto, que guarda profundas frustrações com relação a mim. Deve saber acerca do meu vício, apesar de eu nunca ter tido coragem de contar aos meus pais a respeito. Desde criança, com minha fama de doente falando mais alto que a outra, passei a ser privado de muitas coisas para que não sofresse, quadro que só piorou na juventude, quando me envolvi com o vício. Do jeito que controla minha vida, já deve ter me flagrado vendo pornografia várias vezes e, agora que eu, digamos, "entrei nos eixos", faz questão de aplicar jogos cotidianos contra os quais sou obrigado a ter um jogo de cintura mental digno quase de um psicopata. Aquela coisa: "Acordou, né vagabundo?" Entendo que não é maldade dela, inclusive reconhecendo que a culpa daquilo tudo só pode ser mais minha do que de qualquer outra pessoa ou coisa. Ocorre que ter de lidar com as picuinhas dela me consome muita energia mental, vejo meus erros estampados o tempo todo no olhar e na conduta dela, e tenho que tomar grande cuidado para não me irritar feito um moleque e desmoronar todo meu rigoroso condicionamento psíquico; clichês à parte de "usar como motivação", isso é coisa que já faço há tempos, lutando bravamente para que as sombras, que me são expostas o tempo todo, jogadas na cara até quando acerto, não me derrubem novamente. Enfim, vou lutando, é meu jeito de enfrentar os monstros do passado, ciente de que podem renascer a qualquer momento e de que minha mãe sempre faz questão de ressucitar. É o jeito ir lutando assim, não há outra saída. Sei que posso ficar milionário, posso chegar a uma posição invejável, mas minha mãe nunca (estereótipos à parte de que são todas iguais, sei que a minha é um tanto pior) vai deixar de ruminar o passado. Como disse, o jeito é fazer minha parte, mudar eu sei que ela não vai. Mandar meu passado para o crematório eu já ando fazendo, com todos os cuidados para que as lições nunca sejam esquecidas. Resta-me ter força e habilidade para lidar com o temperamento dela. E por aí seguem questões bem pessoais, que já comentei com colegas, como a simplicidade intelectual dela, que fez com que se frustrasse quando o suposto filho-prodígio, aluno de destaque no colégio até certa idade, não tivesse se garantido um homem de sucesso logo após sair do Ensino Médio, de modo que hoje estivesse rico. Já me humilhou, no jeito dela de me elogiar (com macabro fundo de desgosto, diga-se), porque não entrei na USP aos 17 anos (nem nunca), entre outras. Enfim, é lidar. Lidar e não adianta. Eu me esqueço, da maneira como tem que ser esquecido, mas ela não.

Na mesma toada, outro desafio mental que venho enfrentando já há alguns anos, e com o qual também devo ter cuidados, é o sofrimento do meu pai com relação à cidade aonde moramos. Mudamo-nos para cá quando eu era criança, e minha alma sangra diante do desgosto de meu pai com relação ao lugar e seu povo. Não passa um dia sem que ele arrume briga com alguém ou se queixe em voz alta dos defeitos do lugar. Em muito concordo com ele, e tenho me esforçado para que saiamos daqui o quanto antes, uma vez que meu pai praticamente definha morando aqui. O que eu quero é tirá-lo daqui, sabe quando o gênio do indivíduo não bate? Após se mudar, meu pai chegou a ter depressão, sendo que devo reconhecer que nunca se curou completamente. Trata-se de um drama familiar bastante delicado, que trago aqui a vocês porque reconheço o respeito que todos aqui no Fórum tem por aquilo que cada Rebooter passa. Às vezes viajamos, e meu pai renasce, o comportamento deslumbrado dele, a satisfação dele em estar longe daqui é uma verdadeira experiência religiosa, nem gosto de ficar me lembrando porque é algo muito forte. O meu pai está, sem medo de dizer, desgostoso há dezenove anos. Quero me abreviar neste trecho porque, além de estar falando muito (embora julgue necessário), é um drama daqueles que me encurralam de forma mais intensa. Já chorei diante da situação dele, para ele a cidade aqui só tem um nome: inferno.

Enfim, a conjunção dos fatores no meu cotidiano exige que eu monte, e felizmente tenho sendo deveras bem-sucedido neste sentido, um engenhoso escudo mental contra interferências nocivas. Com muito trabalho, tem dado certo. No entanto, reconheço que, assim que houver oportunidade, devo me dedicar a aproveitar um pouco a vida diante de minha condição de alguém que já superou o pior. Apenas devo administrar minha agitação mental, sujeita a atribulações face a interferências externas, de modo que não atrapalhe meus planos. Tenho aprendido a ignorar os jogos da minha mãe e as lamúrias do meu pai, muito embora concorde com muito das últimas e aí tome mais cuidado para que não caia de novo em pensamentos acerca do meu passado. Para ver como é minha mente, só isso já leva a todo um novo caminho de pensamentos, cuja estrada quero inutilizar em definitivo. Não detalharei tal caminho, são coisas que não acabam mais. Lembranças de frustrações, as quais via de regra não fazem o sentido que eu achava que faziam... Mudemos um pouco de assunto. Maturidade, modéstia à parte eu tenho mais do que há anos mesmo. Conquistada na raça, na dor, com honras. Tento até não ficar me lembrando de quão maduro eu (não) era para não cair em nova espiral de desconforto psíquico. A metáfora do retrovisor é emblemática, agradeço pela inteligente comparação, muito dotada de sentido.

No que tange a arranjar uma companheira, fique sabendo que pode, sim, acontecer em algum possível momento futuro de lazer. Devo tirar férias daqui a alguns meses e pretendo viajar com meu pai, pelo bem dele e, de certa forma, pelo meu. Lá, conheço bem as pessoas (família) e também algumas garotas, com as quais já há algum tempo tenho certo coleguismo. Das daqui da cidade onde moro não gosto. Já tentei várias vezes com algumas aparentemente interessantes que apareceram e só me decepcionei, tendo descoberto que não vale a pena insistir nelas. Cheguei a trocar ideia com uma trans (nada contra, apenas não gosto, assim como não sou chegado em gordinhas ou loiras), quase indo até à casa dela; descobri por terceiros a condição dela, linda e que em todos os aspectos "enganava" muito, tendo passado a ignorá-la e até parado de frequentar o lugar onde a conheci. Para piorar, a cidade aqui tem um apavorante histórico de homens sendo vítimas de transexuais; sim, homens sendo vítimas delas, não detalharei as coisas que já ouvi. Voltando, sou muito exigente e seletivo em termos de relacionamentos, tanto quanto o sou com amizades. As meninas daqui não fazem meu tipo e, além das decepções que tive, mesmo que aparecesse alguma forasteira interessante, nessas horas chego a ser chato como meu pai: tenho por certo que o ambiente influenciaria. E um homem não levaria sua parceira, por exemplo, para uma aventura, ainda que furtiva, num local considerado desagradável, não é mesmo? GPs, não quero mais. Frequentei-as por mais de quatro anos, gastei um bom dinheiro e percebi que não são a satisfação plena. Além de outros riscos óbvios. Brincadeiras à parte, só se eu não souber que é. Enfim, lá onde devo ir nas férias não descarto a possibilidade de trocar ideias com alguém, sou ser humano e, a depender das circunstâncias, seria bom para mim este tipo de interação. Mesmo porque por lá o estilo das garotas me agrada, tanto física quanto intelectualmente, além do mais tenho alguns contatos já há tempos estabelecidos por lá (aquela coisa clássica de colegas das primas, por exemplo). Além, lá é região turística, recebe gente de vários lugares e, na esperança de que a pandemia esteja melhor controlada até lá (no próprio presente há pouquíssimos casos), devem acontecer algumas situações sociais que me permitam interagir com mulheres. Apenas não forçarei a situação, agirei como um adulto, todavia estando disposto a alguma aventura amorosa caso ocorra. Tenho a consciência de certa forma pesada por, até hoje, só ter transado com GPs.

Quanto às poluções noturnas, estão atualmente sob um controle surpreendente e notável, sendo que não me ocorrem desde 22 de maio. Antes, admito, era muito difícil eu ficar mais de 10 ou 15 dias sem que acontecessem. Tomara que esta seja, nesse campo, a batalha final. Uma ou outra coisa ainda fica na minha cabeça, contudo estou sendo no presente capaz de controlar tais pensamentos no sentido de que não interfiram na minha vida, especialmente em termos de me causarem os incômodos episódios que tamanhas crises já causaram aqui em casa. E sim, tenho por certo que uma eventual parceira sexual, obviamente que com todos os cuidados, seria capaz de virtualmente me libertar desta resposta involuntária do corpo e da mente a tantas indignas situações às quais já foram expostos. Não que eu queira "tirar o atraso", queira ser "pegador", o que eu quero é ser um homem responsável a ponto de saber a hora certa e do melhor modo interagir com o sexo oposto se surgir algum ensejo. Vale se lembrar até daquele clichê: quem é louco por baladinha, por sair beijando todas é adolescente; adulto gosta mesmo é de algo, ainda que divertido, comedido e dotado de noção de como o mundo e as pessoas funcional. E eu sou, antes de tudo, um adulto.

Enfim, novamente muito obrigado pelo suporte, pelas orações e pela paciência em ler meus escritos, que têm que ser assim um tanto longos senão não conseguiria exprimir a essência daquilo que me ocorre. Tudo de bom a você.

Receba meu grande abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Nota rápida

16/6/2021, 06:58
Após, no último comentário, orgulhar-me de estar há 24 dias sem PN (devem saber o que é), infelizmente voltou a acontecer.

Sem muito a declarar, vou me administrando, apesar da presumível crise em casa.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Peço desculpas pelo texto longo, mas agora sei um pouco mais sobre mim

18/6/2021, 20:58
Venho admitir nesta postagem algo que já andou sendo debatido entre mim e os colegas a respeito das circunstâncias do meu Reboot. Diante de um conflito caseiro que se arrasta há anos relacionado com minhas poluções noturnas, tendo sido a última na manhã da mais recente quarta-feira e causadora de mais uma intensa discussão com minha mãe, sempre naquele contexto ao qual já me referi neste Diário (ameaçando-me de me levar na marra ao médico e falar na frente dela porque ando "mijando" na cama aos 29 anos e mais), andei realizando uma autoanálise de mim mesmo em meio à qual tenho obtido algumas conclusões. Tentarei, apesar de não ser tarefa fácil no cenário, ser o mais objetivo possível.

À luz de conjecturas que já seriam passíveis de que alguém ou eu mesmo as tecesse, as quais passaram a soar como algo mais concreto sobretudo depois da (maravilhosa, diga-se) conversa que vim tendo com o nobre colega Parbat, passei a considerar a hipótese de, com os devidos resguardos cotidianos, minhas poluções noturnas já não serem mais necessariamente sequela do vício. É fato que sonhos molhados estão muito ligados à questão da masturbação e do consumo em pornografia, entretanto, apesar de haver relatos de Rebooters que levaram boa quantidade de anos para se verem totalmente livres de qualquer resquício da prática danosa (diante do fato de eu estar há quase 1000 dias sem consumir), sei que deve haver maturidade no sentido de se reconhecer se realmente essas ejaculações involuntárias à noite seriam alguma ressaca dos "anos malditos". Meu antigo problema de agitação mental exige que eu me submeta a detalhista disciplina também para saber se de fato esta ou aquela consequência é ou não consequência desta ou daquela causa. E é diante disso que tenho consistentemente levantado a possibilidade de meu corpo estar necessitando não diria de sexo em si, mas de uma parceira para travar uma saudável relação, da qual todo ser humano é digno, tendo o sexo, saudável e seguro, como consequência.

É fato que passei quase 13 anos viciado, que os efeitos desse período de tempo, em meio a uma prática tão nefasta, são consideráveis no cérebro de qualquer um. Todavia, confesso que hoje estou de certo modo bem, pelo menos com relação a há pouco tempo, sendo enfim capaz de administrar minha cabeça, meus pensamentos, de maneira saudável rumo a práticas produtivas e saudáveis em meu cotidiano. Como se finalmente, embora ache temerário falar em 100% curado, tivesse conseguido mandar para o crematório aquilo que me prendia ao vício, incluindo pensamentos intrusivos e ruminações relacionadas ao choque de realidade de um recém ex-adicto. Tudo, claro, com toda a responsabilidade para que os erros jamais sejam cometidos novamente. Apenas as poluções noturnas infelizmente sobreviveram no meio deste ambiente, razão pela qual já começo a crer que é válido, face a tudo o que já foi discutido com os colegas e comigo mesmo, que eu me pergunte se essas crises ainda não cessaram por conta de uma reação fisiológica normal do corpo devido a eu não me relacionar com pessoas, nunca ter tido uma transa de verdade, um relacionamento ainda que rápido. Só transas com GPs, "amizades coloridas" que não foram para a frente e claras oportunidades perdidas, coisas das quais também quero me esquecer em definitivo.

Estou reconhecendo que, do jeito que as coisas andam, é claro que devo me disciplinar por completo no sentido de manter meus pensamentos limpos de qualquer perversa influência, fantasia, ruminação e por aí vai; no entanto, reconheço também que por mais que possa haver em meu cérebro algum resquício dos "anos malditos" eles agora me parecem pequenos diante da possibilidade de eu realmente estar necessitando de alguma relação afetiva. Não que eu seja um tarado, mas já sinto como se tivesse "passado de fase", de modo que eventuais incidentes noturnos teriam muito menor chance, até insignificante se diligentemente administrada, de relação com meus anos de viciado. Teriam, em vez disso, relação com eu não me relacionar mesmo. Considerando que o cérebro ainda é certamente a máquina mais complexa existente, e diante do que já foi discutido, é capaz de proezas extraordinárias especialmente no que tange ao nosso subconsciente. O passado interfere? Pode interferir, sim. Porém, o consciente também pode e deve trabalhar no sentido de reconhecer, para que possamos realmente tocar nossas vidas em paz, que certas coisas não fazem sentido.

Chego, então, a uma situação cotidiana que para mim é de suma importância: o que fazer para fulminar teoricamente de vez as poluções noturnas, uma vez que, embora se fale na impossibilidade de que cessem completamente, enfrento no contexto no qual me encontro o desafio de, sem meias palavras, extingui-las de minha existência (reiterando: não quero comentar sobre se são ou não sequelas, quero esquecer a respeito e tocar a vida em frente), para acabar de vez com a crise aqui em casa. Meus pais estão perplexos, minha mãe continua irritada e, da melhor maneira, não convém que descubram mais, que descubram, se já não sabem, que aquilo não é "mijo". Sei acerca da personalidade deles e é por isso que nunca me atrevi a falar diretamente a respeito do problema que vivi por quase 13 anos. Tenho sincero medo da reação deles, sei quem são. São excelentes pessoas, como pais e seres humanos, porém de intelecto um tanto simples, conservadores e infelizmente até preconceituosos às vezes. Já pensaram se fico com fama de tarado? De doente? Se já não as tiver! Já pensou a fofoca que não correria na família? De fato, não quero isso para ninguém. O que dizer das vezes que tive que ajudá-los em viagens lá para a cidadezinha (onde devo estar novamente em breve), casa da minha avó, tios, também grandes pessoas, tomado pelo pânico de acontecer no quarto de alguém? O que dizer de quando dormi na casa da minha tia, no quarto da minha prima (que estava noiva e havia acabado de se mudar para a casa própria), tomado de medo, pânico mesmo, de que algo acontecesse? E já aconteceram, coisas semelhantes, horrorosas! Caso tenham coragem, está há algumas páginas do meu Diário. O fato de ninguém ter percebido só me faz acreditar de fato que Deus existe.

Enfim, hoje me sinto em condições de levar a cabo a tarefa de exterminar as poluções noturnas da minha vida, eu disse exterminar, por tudo o que já passei e passo não posso mais permitir que ocorram, ou estará definitivamente instalado um drama familiar. Por tudo o que já andei analisando, noto que cumprirei com este objetivo se, além de manter hábitos saudáveis em todos os sentidos (andei lendo que o estresse, por exemplo, pode levar a crises relacionadas), necessariamente arranjar uma parceira em breve, nem que para algo furtivo. Já disse que devo viajar nas férias e, ao contrário de onde moro, sempre me dei bem com as mulheres de lá. Pretendo, da maneira mais decente, ir atrás de uma companhia, hoje sei que é algo simplesmente necessário para mim. Para não dizer obrigatório. Chego a pensar que, se não for assim, logicamente que com todos os cuidados, não conseguirei o que preciso, extinguir virtualmente por completo minhas noites molhadas.

Se farei sucesso, se serei um pegador, se viverei aventuras "e tanto", isso é outra história. A vida me ensinou que não devo ter essas intenções, algo inócuo e perigoso. Quero é ter plenitude física e mental, para viver em paz comigo e com todos, e sei que agora disponho de ferramentas para tal. Confesso que não tenho intenções de constituir família, de me casar, ter filhos, sou alguém que prima mais, sem arrogância, pela independência, sendo até um pouco dado a ficar só, sou muito reservado e discreto (no meu pequeno círculo, tenho fama de tímido, calado, sério, com cara de mau...), aqui é o lugar no qual mais me exponho (até por necessidade), mais até do que em família. Não gosto de "rodinhas", aglomerações, festas/eventos são uma ou outra coisa muito selecionada (exceto por aquelas crises da juventude, contudo daquilo quero mais é me esquecer), sou aquele famoso sujeito que prefere um bom livro a uma boa festa. No entanto, não podemos prever assim tão severamente o futuro, e não é impossível, em meio àquilo a que já me referi como me sendo verdadeira necessidade, que eu arranje, apesar de não ser minha intenção, uma namorada fixa, para relacionamento duradouro. Reconheço que a família é a mais nobre instituição existente, independentemente da cultura, é ela que dá as bases morais para o jovem ser, o exemplo para a vida em todas as suas facetas. No entanto, sem querer fugir de qualquer responsabilidade, vivemos em dias nos quais constituir um núcleo familiar é uma tarefa da qual um homem só deve se incumbir se se perceber alguém de absurda maturidade, confortável condição financeira e flexibilidade para se doar por completo à(o) parceira(o) e aos filhos. O cidadão passa a não ser mais dono de si mesmo. E há de se convir que, nos dias de hoje, é no mínimo muito arriscado querer estabelecer laços duradouros mediante uma decisão medianamente convicta. Mesmo em se possuindo dinheiro, os desdobramentos da decisão são notavelmente imprevisíveis, nem é necessário estender-se na discussão. Repetindo, não que eu seja um antissocial, um misantropo (apesar de me considerar quase recluso e muito exigente com meus contatos), mas é que definitivamente, pelo menos no detalhadamente já analisado meu caso, pelo menos por enquanto (e um por enquanto que deve durar tempo razoável) não vale a pena. O que não me exime, todavia, de poder travar contatos de natureza mais (saudavelmente) efêmera com garotas, ter algum lazer, enriquecer meus dias com experiências que me farão evoluir de um modo ou outro. Não necessariamente no que tange a sexo, mas à evolução pessoal, ao amadurecimento amplo enquanto ser humano, da mesma maneira que evoluiria conversando com alguém de nível intelectual mais elevado do que o meu ou ouvindo histórias do passado como aquelas contadas pelos meus. Assistindo a um bom filme, ouvindo uma boa música, lendo um bom livro... É que no meu caso, conforme já explicado, terá de ser com elas mesmo. Sem fantasias, sem ter a ver (apesar de uma ou outra lembrança rapidamente fulminada) com traumas do passado, mas com a necessidade da mente e do corpo de estar junto a uma mesmo. De um jeito ou outro, para o meu bem e da minha família, vai ter que acontecer. Percebo que me é e me será necessidade, que me fará bem. E sei que conseguirei, da melhor maneira, unir o útil ao agradável, aquilo que consiste em necessidade para minha integridade física-mental com minha personalidade avessa à exposição, dada ao zelo com a intimidade, algo que considero simplesmente sagrado.

Enfim, reitero que, apesar disso, preciso sim de alguma experiência afetiva para me curar desse caos das ejaculações noturnas. Que podem ser algo normal, mas não em todos os casos. Eu sou um caso em que, reconheço, não são algo normal. Mas que pode ser resolvido da maneira como disse. Preciso. Chega uma hora em que o homem precisa, não há meio. E a minha hora está aí, agora sou capaz, com minhas presentes maturidade e responsabilidade, de perceber isso. Se eu não cuidar disso, aí é que a relação com meus pais vai se transformar num inferno. Agora é necessidade mesmo, para não dizer obrigação. Já sinto que será minha libertação.

Um abraço a todos. Vai ter que ser assim, pelo meu bem.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

21/6/2021, 09:11
Saudações estimado Justiceiro!

Cara, sua disciplina mental, garra e perseverança são inspiradoras para mim. Mostra o quanto devemos nos ater aos detalhes e nuances não cedendo as armadilhas que o nosso próprio cérebro de viciados nos impõe. Anseio por me curar disso...conseguir esse autodomínio.
Fico feliz por vc ter enxergado uma luz no fim do túnel, de forma que o movimento da esperança tem surgido aí na sua alma... um relacionamento! Que bom, cara. Estou na torcida. Somos humanos e, portanto, dotados de afetos, necessitamos dessa complementariedade.
Torço por vc. De verdade.
Espero que encontre uma menina superbacana...que Deus possa colocar uma assim na sua vida. Uma pessoa que te complete e te ajude na caminhada...

Deixo aqui meu abraço e meus agradecimentos pelos testemunhos que tanto me enriquecem.
Espero também superar essa realidade e fazer frente, junto a vc e aos outros colegas, nesse combate contra o vício maldito.

Abraço
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

21/6/2021, 18:44
Guerreiro de longa data escreveu:Saudações estimado Justiceiro!

Cara, sua disciplina mental, garra e perseverança são inspiradoras para mim. Mostra o quanto devemos nos ater aos detalhes e nuances não cedendo as armadilhas que o nosso próprio cérebro de viciados nos impõe. Anseio por me curar disso...conseguir esse autodomínio.
Fico feliz por vc ter enxergado uma luz no fim do túnel, de forma que o movimento da esperança tem surgido aí na sua alma... um relacionamento! Que bom, cara. Estou na torcida. Somos humanos e, portanto, dotados de afetos, necessitamos dessa complementariedade.
Torço por vc. De verdade.
Espero que encontre uma menina superbacana...que Deus possa colocar uma assim na sua vida. Uma pessoa que te complete e te ajude na caminhada...

Deixo aqui meu abraço e meus agradecimentos pelos testemunhos que tanto me enriquecem.
Espero também superar essa realidade e fazer frente, junto a vc e aos outros colegas, nesse combate contra o vício maldito.

Abraço

Estimado colega, saudações a você!

Estimado colega, saudações a você!

Meu muito obrigado pelos cumprimentos e meu franco desejo de que possa, dia após dia, aprimorar seus dotes nessa luta que tanto vale a pena contra o vício. Contra essa praga silenciosa ainda tida como coisa normal.

Que você receba em dobro tudo o que me deseja. Minha torcida e forte abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

28/6/2021, 20:24
Vou tocando meus dias da maneira mais equilibrada e responsável possível. Com a agitação mental deveras controlada, estou buscando formas de exercitar meu cérebro, qualquer que seja a atividade cotidiana, sempre com foco nos projetos que estou conduzindo.

Nada de muito impactante me vem ocorrendo nos últimos dias. Apenas cumpre salientar a respeito de minhas estratégias para fugir de antigas fantasias e de circunstâncias que possam comprometer meu Reboot. Estou hoje há satisfatórios 12 dias sem poluções noturnas, que sejam muitos mais.

Fiz um novo "rapa" no Facebook, no qual pouco entro, excluindo contatos que só atrapalham. Entre eles, uma conhecida que posta ofensas deliberadas a pessoas que conhece, no melhor (ou seria pior?) estilo energia negativa, e uma outra que, inesperada e perigosamente, começou a ter em sua página material sexualmente sugestivo. No caso dela, uma mulher simplória conhecida da família, desconfio que são os filhos dela (garotos naquela, digamos, "fase maldita") que se apoderam da página para postar aquelas bobagens. Já disse: quando é assim, não bloqueio. Excluo. Tenho medo inclusive de prejudicar minha própria reputação ao ter tais pessoas em minha lista de "amigos": vide o exemplo, começo do ano, de quando excluí um parente que postava ideias extremistas simplesmente horrendas. Quero distância de gente assim.

Hoje, para arrematar, novas sugestivas imagens de conhecidas apareceram em meu Facebook, de modo que só não as excluí ainda, como já fiz com outras, porque vez ou outra procuram por mim a respeito de um ou outro assunto mais ou menos importante, razão pela qual preferi, com todos os cuidados possíveis, por enquanto apenas ignorar tudo aquilo. Não sinto atração sexual por elas, mas já senti e devo tomar cuidado com essa inusitada e perigosa lembrança inócua. Difícil de explicar, é como se fosse uma ressaca do passado. Pauto-me pela racionalidade para ignorar aquilo, racionalidade que me faz ter a certeza de que, nas presentes circunstâncias, na minha presente maturidade, não buscaria contato com qualquer delas (mesmo porque uma delas está casada) ou outras cidadãs que com elas se parecessem. Aliás, considero-me sortudo pelo fato de que garotas do estilo que fisicamente me atrai parecem relativamente raras, pelo menos não são mainstream. Não há nenhuma nos meus contatos, e é difícil vê-las até na mídia. Coisa que faz com que me dê por satisfeito e aliviado, afinal, humano que sou, poderia me ver numa macabra espiral de tentação. Para completar minha sorte, não parecem muito visadas. Costumo brincar que, quando for circunstância de eu procurar alguém, será até mais fácil para mim...

Até mais, meus caros. Creio que por enquanto é só. Voltaram a dizer que meu Diário estaria bloqueado, sinceramente não sei o porquê. Já conversei com a Moderação há um tempo e disseram que está tudo OK. Enfim, luta que segue.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

28/6/2021, 23:39
Blz Justiceiro, o link que tem gravado na sua assinatura redireciona para a primeira parte do seu diário que está bloqueado. Quando atingimos uma grande quantidade de páginas o fórum bloqueia a parte mais antiga e cria outro tópico na mesma seção. Acho que quando algum colega clica no link para conhecer sua história, cai lá na sua primeira parte que está bloqueado. Creio que seja isso que esteja acontecendo.

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29/6/2021, 07:13
Obrigado, caro Rottweiler. Deve ser isso mesmo. Já removi aquele link da assinatura, de modo que o meu Diário seja mais "diretamente" acessível pelas páginas aqui do Fórum mesmo.

Faz todo o sentido o que você disse, esse direcionamento equivocado. Um abraço.

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29/6/2021, 07:15
E mais uma polução noturna, mais uma crise em casa. Sem comentários.

E a luta continua.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

29/6/2021, 23:24
Grande irmão!!

Peço humildemente pela demora em responder.

Como sua resposta foi muito complexa, vou quebra-la em partes para responder com mais clareza. Vamos lá!

Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Ocorre comigo, e já falei a respeito algumas vezes aqui em meu Diário mas é interessante reiterar, que sofro desde pequeno de um caso particular, de certo modo por mim mesmo diagnosticado, de inquietação mental.
[...]
Sofro com algo parecido, porém voltado também para o corpo, não apenas na mente. Fui diagnosticado desde pequeno com TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperitividade). Minhas tias tinham pavor quando eu chegavam em alguma festa de família. Meu pai sempre me chamava de desastrado e estabanado e minha família sempre falou que eu era ligado no 380 volts. Hoje com meditação tenho me curado e tratado muito! Recomendo.
Entendo perfeitamente como é viver neste mundo meu amigo. É perfeitamente como você disse: um mundo da imaginação que quase transcende a realidade. Confesso que no caso da escola fui totalmente o oposto a sua, sendo repetente duas vezes na sexta série, terminei o ensino médio pelo SESEC (uma escola para os atrasados), mas hoje pode ter certeza que sou outra pessoa, apenas quis mudar sem ligar muito para a opinião dos outros (inclusive da minha própria familia). Segui meu caminho, segui meus objetivos e hoje com 28 anos, eu já moro sozinho e independente.
Sei que o problema no qual fui diagnosticado não deve ser o mesmo problema que a seu, mas fiz apenas esse paralelo para você ter uma ideia de que há sim cura para o que você quiser.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Outra coisa que consiste num desafio diário em minha vida é meu relacionamento com meus pais, sobretudo minha mãe.
[...]
cheia de mágoas comigo.
[...]
que guarda profundas frustrações com relação a mim
[...]
Ocorre que ter de lidar com as picuinhas dela me consome muita energia mental, vejo meus erros estampados o tempo todo no olhar e na conduta dela, e tenho que tomar grande cuidado para não me irritar feito um moleque e desmoronar todo meu rigoroso condicionamento psíquico;
[...]
Meu amigo, antes de eu sair de casa eu tinha um profundo ódio mortal do meu pai, não consegui nem olhar para a cara dele e com muita razão. Vou comentar aqui já que você disse em meu diário que não conhecia minha condição com meu pai.
Sem rodeios, eu fui abusado sexualmente pelo meu pai quando eu era pequeno, porém meu cérebro por querer me proteger ocultou essas memórias, mas como o subconsciente não esquece, toda vez que eu via ele, isso gritava dentro de mim.
Foi em uma terapia que consegui acessar essas memórias bloqueadas e consegui entender muito de muitas, mas muitas coisas e para ser sincero, foi essas sentir isso do meu pai que me impulsionou a ir para longe de casa, foi meu desafeto que me fez, desde do os 14 anos, querer sair de casa e ser independente do controle dele.
Por que estou dizendo isso? Pois foi ano passado que consegui e após isso que as coisas começam a andar. Foi apenas este ano que consegui ter acesso a essas memórias e, por incrível que pareça, eu consegui perdoa-lo por tudo e colocando-o em minhas orações, mês retrasado (se não me engano), ele me pediu perdão de como me criou e consegui ver no fundo dos olhos dele o motivo real deste pedido de perdão.
Estou dizendo com tudo isso que, para você, não vejo outro caminho a não ser sair de casa. Você precisa da sua privacidade, do seu canto, da sua vida e isso não vai mudar em quanto estiver de baixo do mesmo teto que seus pais. É sua individualidade e independência gritando dentro de você. Sinto te dizer isso, mas não vejo outro caminho.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Na mesma toada, outro desafio mental que venho enfrentando já há alguns anos, e com o qual também devo ter cuidados, é o sofrimento do meu pai com relação à cidade aonde moramos. Mudamo-nos para cá quando eu era criança, e minha alma sangra diante do desgosto de meu pai com relação ao lugar e seu povo. Não passa um dia sem que ele arrume briga com alguém ou se queixe em voz alta dos defeitos do lugar.
[...]
Se tem algo que a vida me ensinou são: escolhas.
Não conheço muito bem a condição financeira sua e da sua família e por isso jamais devo julga-los por algo que pode fugir à suas mãos.
Porém ocorre que essas escolhas são da condição emocional/atitudes. Escolher estar triste, escolher estar feliz, escolher reclamar, escolher falar de algo bom, escolher olhar o que a vida proporcionou (um grande filho como você), escolher olhar o que a vida lhe impede, enfim. Escolhas.
Quero esclarecer disto é que, por mais que você fale, por mais que vocês até possam se mudar, se o seu pai não mudar a atitude mental, para onde ele olhar, ele verá os mesmos problemas, pois estão primeiramente dentro da insatisfação pela vida dele.
Só que na mesma moeda, o que você pode fazer, vejo completamente que já está fazendo. Que é ajudando-o da maneira que pode e sempre que surgir oportunidade, busque falar de coisas boas que estão ocorrendo em sua vida, busque trazer um pouco de alegria ao dia "ruim" dele, mas fale com aquele brilho nos olhos. Tenho certeza que irá ajuda-lo cada vez mais!


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Maturidade, modéstia à parte eu tenho mais do que há anos mesmo. Conquistada na raça, na dor, com honras. Tento até não ficar me lembrando de quão maduro eu (não) era para não cair em nova espiral de desconforto psíquico. A metáfora do retrovisor é emblemática, agradeço pela inteligente comparação, muito dotada de sentido.
[...]
Eu uso esta metáfora quando eu acabo relembrando de coisas que não me agrada, principalmente pelas minhas atitudes. E sim meu caro e ilustre amigo, sem modéstias a parte, da para ver pelo seus relatos e sua maneira de escrever que há muita maturidade em você. Acredite mais em você e no seu potencial.

Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Voltando, sou muito exigente e seletivo em termos de relacionamentos, tanto quanto o sou com amizades. As meninas daqui não fazem meu tipo e, além das decepções que tive, mesmo que aparecesse alguma forasteira interessante
[...]
Este é um ponto muito importante: selecionar uma parceira com quem dividirá seu tempo e energia. O que eu iria dizer a você, você já tem de cor e salteado todo o necessário para isso. Não tenha pressa e deixe fluir, pois a mulher correta aparecerá, só também não deixe a peteca cair. É como um olho no gato e o outro no peixe.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Não que eu queira "tirar o atraso", queira ser "pegador", o que eu quero é ser um homem responsável a ponto de saber a hora certa e do melhor modo interagir com o sexo oposto se surgir algum ensejo. Vale se lembrar até daquele clichê: quem é louco por baladinha, por sair beijando todas é adolescente; adulto gosta mesmo é de algo, ainda que divertido, comedido e dotado de noção de como o mundo e as pessoas funcional. E eu sou, antes de tudo, um adulto.
[...]
Amigo, adulto gosta mesmo é do dia do pagamento!!!!  scratch  Razz
Brincadeiras a parte. Ter uma companheira para compartilhar o momento mais intimo (sexo) é para mim algo sagrado, com a qual atinjo o ecstasy e todo o poder da criação. Para mim é uma verdadeira terapia se tratado com respeito mútuo e cara, quando você coloca sentimentos puros como amor, carinho e respeito, o próprio relacionamento melhora e muito!


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
À luz de conjecturas que já seriam passíveis de que alguém ou eu mesmo as tecesse, as quais passaram a soar como algo mais concreto sobretudo depois da (maravilhosa, diga-se) conversa que vim tendo com o nobre colega Parbat, passei a considerar a hipótese de, com os devidos resguardos cotidianos, minhas poluções noturnas já não serem mais necessariamente sequela do vício.
[...]
É uma grande possibilidade esse seu caso, visto que está quase a 1000 dias longe do vício. Lógico que no fundo deve ter sim seus resquícios, mas é mais como aquela sujeira pequena no canto da sala e não mais como um elefante branco como de alguém que está a pouco dias longe da PMO.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Estou reconhecendo que, do jeito que as coisas andam, é claro que devo me disciplinar por completo no sentido de manter meus pensamentos limpos de qualquer perversa influência, fantasia, ruminação e por aí vai; no entanto, reconheço também que por mais que possa haver em meu cérebro algum resquício dos "anos malditos" eles agora me parecem pequenos diante da possibilidade de eu realmente estar necessitando de alguma relação afetiva. Não que eu seja um tarado, mas já sinto como se tivesse "passado de fase", de modo que eventuais incidentes noturnos teriam muito menor chance, até insignificante se diligentemente administrada, de relação com meus anos de viciado. Teriam, em vez disso, relação com eu não me relacionar mesmo.
[...]
Uma relação saudável é muito importante para qualquer um meu amigo. Não questão de ser tarado ou não, é questão de que evoluímos muito mais quando estamos em um relacionamento saudável (e até mesmo aqueles relacionamentos tóxicos nos ensina muita coisa), do que quando estamos solteiros. É muito mais do que apenas sexo, é compartilhar suas fraquezas, é entender os defeitos, é admirar as pequenas atitudes, é poder aprender um pouquinho a cada dia, de estar presente e fazer bem a alguém com quem gosta, de poder apoia-la em qualquer circunstancia e torcer pelo bem dela, enfim, posso ficar redigindo aqui por horas sobre o isso. É muito bom  quando se tem respeito mútuo. Vá para cima meu caro, torço e rezo para apareça na sua vida alguém que vá realmente te fazer bem.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Não necessariamente no que tange a sexo, mas à evolução pessoal, ao amadurecimento amplo enquanto ser humano, da mesma maneira que evoluiria conversando com alguém de nível intelectual mais elevado do que o meu ou ouvindo histórias do passado como aquelas contadas pelos meus. Assistindo a um bom filme, ouvindo uma boa música, lendo um bom livro...
[...]
Siga este foco e deixe fluir! É um excelente caminho saudável. Sei que você consegue!


É isso Grande Justiceiro e mantenha sempre a metáfora do retrovisor, é sempre bom relembra-la e seguir em frente no seu caminho.

Grande abraço!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

30/6/2021, 19:02
parbat escreveu:Grande irmão!!

Peço humildemente pela demora em responder.

Como sua resposta foi muito complexa, vou quebra-la em partes para responder com mais clareza. Vamos lá!

Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Ocorre comigo, e já falei a respeito algumas vezes aqui em meu Diário mas é interessante reiterar, que sofro desde pequeno de um caso particular, de certo modo por mim mesmo diagnosticado, de inquietação mental.
[...]
Sofro com algo parecido, porém voltado também para o corpo, não apenas na mente. Fui diagnosticado desde pequeno com TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperitividade). Minhas tias tinham pavor quando eu chegavam em alguma festa de família. Meu pai sempre me chamava de desastrado e estabanado e minha família sempre falou que eu era ligado no 380 volts. Hoje com meditação tenho me curado e tratado muito! Recomendo.
Entendo perfeitamente como é viver neste mundo meu amigo. É perfeitamente como você disse: um mundo da imaginação que quase transcende a realidade. Confesso que no caso da escola fui totalmente o oposto a sua, sendo repetente duas vezes na sexta série, terminei o ensino médio pelo SESEC (uma escola para os atrasados), mas hoje pode ter certeza que sou outra pessoa, apenas quis mudar sem ligar muito para a opinião dos outros (inclusive da minha própria familia). Segui meu caminho, segui meus objetivos e hoje com 28 anos, eu já moro sozinho e independente.
Sei que o problema no qual fui diagnosticado não deve ser o mesmo problema que a seu, mas fiz apenas esse paralelo para você ter uma ideia de que há sim cura para o que você quiser.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Outra coisa que consiste num desafio diário em minha vida é meu relacionamento com meus pais, sobretudo minha mãe.
[...]
cheia de mágoas comigo.
[...]
que guarda profundas frustrações com relação a mim
[...]
Ocorre que ter de lidar com as picuinhas dela me consome muita energia mental, vejo meus erros estampados o tempo todo no olhar e na conduta dela, e tenho que tomar grande cuidado para não me irritar feito um moleque e desmoronar todo meu rigoroso condicionamento psíquico;
[...]
Meu amigo, antes de eu sair de casa eu tinha um profundo ódio mortal do meu pai, não consegui nem olhar para a cara dele e com muita razão. Vou comentar aqui já que você disse em meu diário que não conhecia minha condição com meu pai.
Sem rodeios, eu fui abusado sexualmente pelo meu pai quando eu era pequeno, porém meu cérebro por querer me proteger ocultou essas memórias, mas como o subconsciente não esquece, toda vez que eu via ele, isso gritava dentro de mim.
Foi em uma terapia que consegui acessar essas memórias bloqueadas e consegui entender muito de muitas, mas muitas coisas e para ser sincero, foi essas sentir isso do meu pai que me impulsionou a ir para longe de casa, foi meu desafeto que me fez, desde do os 14 anos, querer sair de casa e ser independente do controle dele.
Por que estou dizendo isso? Pois foi ano passado que consegui e após isso que as coisas começam a andar. Foi apenas este ano que consegui ter acesso a essas memórias e, por incrível que pareça, eu consegui perdoa-lo por tudo e colocando-o em minhas orações, mês retrasado (se não me engano), ele me pediu perdão de como me criou e consegui ver no fundo dos olhos dele o motivo real deste pedido de perdão.
Estou dizendo com tudo isso que, para você, não vejo outro caminho a não ser sair de casa. Você precisa da sua privacidade, do seu canto, da sua vida e isso não vai mudar em quanto estiver de baixo do mesmo teto que seus pais. É sua individualidade e independência gritando dentro de você. Sinto te dizer isso, mas não vejo outro caminho.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Na mesma toada, outro desafio mental que venho enfrentando já há alguns anos, e com o qual também devo ter cuidados, é o sofrimento do meu pai com relação à cidade aonde moramos. Mudamo-nos para cá quando eu era criança, e minha alma sangra diante do desgosto de meu pai com relação ao lugar e seu povo. Não passa um dia sem que ele arrume briga com alguém ou se queixe em voz alta dos defeitos do lugar.
[...]
Se tem algo que a vida me ensinou são: escolhas.
Não conheço muito bem a condição financeira sua e da sua família e por isso jamais devo julga-los por algo que pode fugir à suas mãos.
Porém ocorre que essas escolhas são da condição emocional/atitudes. Escolher estar triste, escolher estar feliz, escolher reclamar, escolher falar de algo bom, escolher olhar o que a vida proporcionou (um grande filho como você), escolher olhar o que a vida lhe impede, enfim. Escolhas.
Quero esclarecer disto é que, por mais que você fale, por mais que vocês até possam se mudar, se o seu pai não mudar a atitude mental, para onde ele olhar, ele verá os mesmos problemas, pois estão primeiramente dentro da insatisfação pela vida dele.
Só que na mesma moeda, o que você pode fazer, vejo completamente que já está fazendo. Que é ajudando-o da maneira que pode e sempre que surgir oportunidade, busque falar de coisas boas que estão ocorrendo em sua vida, busque trazer um pouco de alegria ao dia "ruim" dele, mas fale com aquele brilho nos olhos. Tenho certeza que irá ajuda-lo cada vez mais!


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Maturidade, modéstia à parte eu tenho mais do que há anos mesmo. Conquistada na raça, na dor, com honras. Tento até não ficar me lembrando de quão maduro eu (não) era para não cair em nova espiral de desconforto psíquico. A metáfora do retrovisor é emblemática, agradeço pela inteligente comparação, muito dotada de sentido.
[...]
Eu uso esta metáfora quando eu acabo relembrando de coisas que não me agrada, principalmente pelas minhas atitudes. E sim meu caro e ilustre amigo, sem modéstias a parte, da para ver pelo seus relatos e sua maneira de escrever que há muita maturidade em você. Acredite mais em você e no seu potencial.

Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Voltando, sou muito exigente e seletivo em termos de relacionamentos, tanto quanto o sou com amizades. As meninas daqui não fazem meu tipo e, além das decepções que tive, mesmo que aparecesse alguma forasteira interessante
[...]
Este é um ponto muito importante: selecionar uma parceira com quem dividirá seu tempo e energia. O que eu iria dizer a você, você já tem de cor e salteado todo o necessário para isso. Não tenha pressa e deixe fluir, pois a mulher correta aparecerá, só também não deixe a peteca cair. É como um olho no gato e o outro no peixe.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Não que eu queira "tirar o atraso", queira ser "pegador", o que eu quero é ser um homem responsável a ponto de saber a hora certa e do melhor modo interagir com o sexo oposto se surgir algum ensejo. Vale se lembrar até daquele clichê: quem é louco por baladinha, por sair beijando todas é adolescente; adulto gosta mesmo é de algo, ainda que divertido, comedido e dotado de noção de como o mundo e as pessoas funcional. E eu sou, antes de tudo, um adulto.
[...]
Amigo, adulto gosta mesmo é do dia do pagamento!!!!  scratch  Razz
Brincadeiras a parte. Ter uma companheira para compartilhar o momento mais intimo (sexo) é para mim algo sagrado, com a qual atinjo o ecstasy e todo o poder da criação. Para mim é uma verdadeira terapia se tratado com respeito mútuo e cara, quando você coloca sentimentos puros como amor, carinho e respeito, o próprio relacionamento melhora e muito!


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
À luz de conjecturas que já seriam passíveis de que alguém ou eu mesmo as tecesse, as quais passaram a soar como algo mais concreto sobretudo depois da (maravilhosa, diga-se) conversa que vim tendo com o nobre colega Parbat, passei a considerar a hipótese de, com os devidos resguardos cotidianos, minhas poluções noturnas já não serem mais necessariamente sequela do vício.
[...]
É uma grande possibilidade esse seu caso, visto que está quase a 1000 dias longe do vício. Lógico que no fundo deve ter sim seus resquícios, mas é mais como aquela sujeira pequena no canto da sala e não mais como um elefante branco como de alguém que está a pouco dias longe da PMO.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Estou reconhecendo que, do jeito que as coisas andam, é claro que devo me disciplinar por completo no sentido de manter meus pensamentos limpos de qualquer perversa influência, fantasia, ruminação e por aí vai; no entanto, reconheço também que por mais que possa haver em meu cérebro algum resquício dos "anos malditos" eles agora me parecem pequenos diante da possibilidade de eu realmente estar necessitando de alguma relação afetiva. Não que eu seja um tarado, mas já sinto como se tivesse "passado de fase", de modo que eventuais incidentes noturnos teriam muito menor chance, até insignificante se diligentemente administrada, de relação com meus anos de viciado. Teriam, em vez disso, relação com eu não me relacionar mesmo.
[...]
Uma relação saudável é muito importante para qualquer um meu amigo. Não questão de ser tarado ou não, é questão de que evoluímos muito mais quando estamos em um relacionamento saudável (e até mesmo aqueles relacionamentos tóxicos nos ensina muita coisa), do que quando estamos solteiros. É muito mais do que apenas sexo, é compartilhar suas fraquezas, é entender os defeitos, é admirar as pequenas atitudes, é poder aprender um pouquinho a cada dia, de estar presente e fazer bem a alguém com quem gosta, de poder apoia-la em qualquer circunstancia e torcer pelo bem dela, enfim, posso ficar redigindo aqui por horas sobre o isso. É muito bom  quando se tem respeito mútuo. Vá para cima meu caro, torço e rezo para apareça na sua vida alguém que vá realmente te fazer bem.


Justiceiro do Sertão escreveu:
[...]
Não necessariamente no que tange a sexo, mas à evolução pessoal, ao amadurecimento amplo enquanto ser humano, da mesma maneira que evoluiria conversando com alguém de nível intelectual mais elevado do que o meu ou ouvindo histórias do passado como aquelas contadas pelos meus. Assistindo a um bom filme, ouvindo uma boa música, lendo um bom livro...
[...]
Siga este foco e deixe fluir! É um excelente caminho saudável. Sei que você consegue!


É isso Grande Justiceiro e mantenha sempre a metáfora do retrovisor, é sempre bom relembra-la e seguir em frente no seu caminho.

Grande abraço!

Honrado Parbat, muito obrigado por se prontificar a responder às minhas considerações, você é sempre bem-vindo no meu Diário. Ser chamado de irmão é uma honra! Muito obrigado se me considera assim.

Quem deve pedir desculpas sou eu, por escrever textos relativamente longos, só consegui dar plena vazão às minhas referias ideias através deste detalhamento todo. Agradeço, antes de tudo, pela paciência em ler tudo. Até eu por vezes me considero complicado. Tentarei ser mais objetivo das próximas vezes, nestas realmente tiveram que ser assim, inclusive esta minha resposta, e olhe que estou me esforçando em prol da objetividade. Sua resposta foi fenomenal, cabendo considerações de minha parte um tanto bem-elaboradas até para fazer frente.

Agradecimentos também pela recomendação de meditação. Tenho improvisado algo que se parece com a mesma, levando em conta o fato de que considero meu problema mais da mente mesmo, muito embora quando criança eu também fosse um tanto desastrado (o que andou se prolongando pela vida adulta devido ao vício, infelizmente), preguiçoso e indisciplinado, a ponto de meus pais nem gostarem muito de sair comigo. Eu mexia em tudo, não parava de falar, e já cheguei a apanhar da minha mãe na frente de um monte de parentes por uma atitude que não descreverei. Em tempo, passei por vários psicólogos quando pequeno, tendo sido inclusive, pelo que me lembro, considerado hiperativo, as coisas devem se interligar. O que não faz, porém, diferença na minha vida hoje, dado o relativo sucesso que tenho obtido em administrar meus impulsos e atitudes, reconhecendo, apesar de tudo, que minha personalidade é mais acelerada e "esquentada" mesmo.

Quanto a seu caso com seu pai, meu caro, isso foi muito grave. Tentarei comentá-lo da melhor maneira, com o devido respeito e, para usar suas palavras, sem rodeios. Decididamente, embora cada caso seja um caso, não sei se conseguiria perdoar meu pai se estivesse no seu lugar. Confesso que sou muito exigente com meus contatos, muito desconfiado e difícil de perdoar quem erra comigo, quem quer que seja. É excelente perceber que sua terapia o fez enxergar as coisas de modo um tanto racional, de modo que hoje a relação entre você e seu pai está em um estágio aceitável, apesar de tudo o que houve. No que toca a sair de casa, já andei pensando a respeito, e não descarto a possibilidade de isso acontecer num futuro relativamente próximo. Admito que sou sem jeito em algumas questões, sou (como meu pai) um desastre em termos de cozinhar (talvez porque sou, digamos, "chato" com comida), entretanto devem ser coisas que se resolvem com o tempo. Do jeito que minha mãe é de uma sutileza descomunal, fala tudo por indiretas o tempo todo, no meio das mágoas dela não duvido de que haja alguma coisa a respeito de eu não ser mais independente. Aliás, enquanto digitava essas palavras, lembrei-me de já ter sido criticado por ela a esse respeito. Vejamos o que será nos próximos tempos.

No que tange à questão do meu pai, devo dizer que, em partes, discordo de você. É mais profundo do que a princípio pode parecer. Claro que tento trazer boas ideias a nosso convívio e buscar dias melhores para nós, o problema é que meu pai realmente não gosta, para não dizer odeia, a cidade aqui e seu povo. Embora ele não goste de falar muito, percebo que até hoje ele considera, e aqui entra a questão das escolhas de um jeito diferente do que você trouxe, a decisão de se mudar para o interior, tendo saído de São Paulo com a família há cerca de 20 anos, o pior erro de sua vida. Nunca se deu bem por aqui, nunca se adaptou por aqui, só não se esforçou para sair logo de cara porque na época nossa condição financeira não permitia. Naquele tempo, começou a trabalhar e creio que colocou esperança em meus estudos para que pudéssemos voltar para São Paulo, não duvido de que guarde até alguma mágoa de mim nesse sentido. Nada tira isso da cabeça dele, já percebi que não adianta. Ele só vai se curar se voltar(mos) para São Paulo e nada mais me faz pensar diferente. Incompatibilidade de gênios mesmo. Estereótipos à parte, sabe o que é morar numa metrópole por 25 anos, conseguir algumas coisas e depois se iludir com o interior (na época parecia estar na moda), "caindo de paraquedas" numa cidade média, ultraconservadora, daquelas em que cumprimentam desconhecidos, quando cumprimentam, perguntando qual o sobrenome? Também não gosto muito daqui, o que me salva é minha personalidade reservada, de modo que hoje chego a comemorar por "não ter tido adolescência", em meio à cultura aqui do lugar. Acontece que me esforço para não ver meu pai sofrer, e a questão da escolha para mim é isso. É trabalhar pelo bem da família, para não ver meu pai morrer de desgosto. É desgosto mesmo, não é brincadeira! Se quer que eu fale, serei direto: meu pai teve depressão quando saímos de São Paulo, e acredito que nunca se recuperou completamente. Quer dizer, escolherei buscar uma vida melhor para ele e para nós, saindo daqui.

Agradeço pelas saudações quanto à questão da maturidade. Coisa crucial. Que a metáfora do retrovisor seja sempre lembrada. No que toca a relacionamentos, está muito certo quando diz que devo (devemos) manter um olho no gato e outro no peixe. Com todo o respeito, precisamos de mulheres. Uma hora ou outra a "natureza vai chamar" e devemos estar preparados. Claro que não devo ter pressa, acontece que cada vez mais reconheço que meu corpo e minha mente estão cobrando o preço de eu não ter tido juventude, implorando para que, num momento de lazer, eu arranje uma parceira. Chega uma hora em que a abstinência de relacionamentos leva a cenários preocupantes. Falo isso porque as poluções noturnas ainda não cessaram, ontem mesmo tive uma, violentíssima, por volta da meia-noite, tendo que ir tomar banho sob um tenso clima de discussão com minha mãe, querendo saber o que estava acontecendo e brigando porque eu havia "mijado" novamente. Já comentei a respeito, ela diz isso mas deve saber do que se trata, e tenho pavor de que a verdade venha a tona com todas as letras. Se descobrem isso, estarei queimado para sempre na família, inclusive porque a questão do vício pode emergir e daí para o inferno se instalar aqui em casa seria um piscar de olhos.

Ainda sobre relacionamentos, você é muito acertado quando fala de como é interessante ter uma parceira com a qual nos relacionemos com respeito mútuo. Nunca vivi isso, no máximo já tive umas "amizades coloridas" e, quanto a sexo, só com GPs, das quais quero me esquecer. Perdi muito dinheiro e aprendi que não preenchem qualquer vazio. Ter uma parceira, antes de tudo, faz bem para a autoestima, e não parece ser mentira quando dizem que, se não vivermos certas coisas quando relativamente jovens, podemos alimentar dolorosas frustrações futuras, o que definitivamente não faz bem. Pois eu já vivi isso! Certa época, não podia nem passar diante de escolas para não dar de cara com casaizinhos se pegando... No que diz respeito às poluções noturnas, é bem o que você disse mesmo. Um vício tão devastador como o nosso logicamente deve deixar sequelas irreversíveis, porém não incapacitantes. Exceto por um ou outro momento muito pontual, já não sinto mais o que poderiam ser consideradas fissuras perigosas, passíveis de me levar a uma queda. Se vejo uma mulher bonita, percebo-a de modo mentalmente bem estruturado, conforme todo o condicionamento ao qual me obriguei, inclusive reconhecendo que certas coisas não passam daquela famigerada palavra: fantasias. Como costumo dizer, coisas que, sensorialmente falando e a ponto de preencher o vazio do espírito, homem algum jamais viverá, por mais rico e "pegador" que seja. E sim, relacionamentos tóxicos ensinam. Com as próprias GPs aprendi certas coisas, apesar de querer distância delas. Enfim, uma hora aparece alguma situação de convívio, o negócio é deixar fluir em todos os sentidos. Brincadeiras à parte, quem tem pressa nessas horas é adolescente! Foi-se o tempo de se mostrar para os outros que também tem namorada.

E obrigado pelas orações, caro Parbat. Nem sei como agradecer tamanha consideração, não apenas por ter lido e analisado meus longos escritos, os quais irritam até a mim, de modo que, com todas as forças, tento condensar minhas ideias para trazê-las a este Fórum.

Meu grande abraço!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

1/7/2021, 21:57
Você é demais Justiceiro.

Saiba que você não precisa ser irmão de sangue para ser considerado um grande irmão para mim. Só de estar partilhando esses momentos de curas, de estar sempre apoiando um ao outro (mesmo que de maneira virtual), de certa forma, entender um ao outro e principalmente compartilhando os nossos piores momentos sem qualquer julgamento, para mim, você já é um grande irmão, pois coisa que eu escrevi no fórum ninguém da minha família sabe.

Ler suas respostas é tão interessante quanto ler um livro repleto de ideias, vivências e experiências. Na verdade eu gosto bem de ler o que escreve. Pode parecer complicado, mas é bem estruturado e com um sentido bem lógico. Pode não ser objetivo quanto você queria, mas tenha certeza que é deveras interessante ler e entender o que se passa em seu mundo. Não tem o que pedir desculpas meu amigo.

O que você escreveu sobre o seu pai ter tido depressão ao sair de uma grande como São Paulo, com toda certeza me fez pensar sobre o meu pai, pois ele também saiu de São Paulo para morar no interior de Minas Gerais, com costumes igual ao que você citou sobre sua cidade atual, com a diferença que eu gosto da cidade aqui. O pior dele foi que ele saiu de um casamento lá e se enfiou em outro aqui e o fato dele ser extremamente fechado e nunca se abrir, pode ter piorado muito a situação dele. Acredito que ele não queria se mostrar fraco ou arrependido de ter construído uma família em uma cidade que ele nunca gostou.

Hoje meu relacionamento com ele pode ter melhorado com toda certeza (coisa de uns 300%) e tive que ter uma extrema maturidade para buscar dentro de mim que o perdão é simplesmente largar aquilo que te prende. É quase uma loucura, mas quem mais vai estar ferido com isto não será eu, é ele próprio. É ele que terá que conviver com isto pelo resto da vida, é ele com quem a consciência, talvez, atormentará dia e noite da atitude que ele tomou. É ele que será o próprio carrasco, meu trabalho seria apenas perdoa-lo e assim viver tranquilo em minha consciência.

E sobre o seu pai, tem razão. A situação é bem mais profunda complexa do que simples escolhas. Estarei torcendo por melhoras em sua família. Você é um rapaz que tem bastante sabedoria para lidar com esta situação, tenho certeza que escolherá o melhor caminho.

Gostaria de finalizar deixando os parabéns por ser quem você é, pois suas ideias e princípios me ajudam e inspiram a seguir um caminho semelhante na luta contra PMO.

Grande abraço meu amigo!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

2/7/2021, 19:32
parbat escreveu:Você é demais Justiceiro.

Saiba que você não precisa ser irmão de sangue para ser considerado um grande irmão para mim. Só de estar partilhando esses momentos de curas, de estar sempre apoiando um ao outro (mesmo que de maneira virtual), de certa forma, entender um ao outro e principalmente compartilhando os nossos piores momentos sem qualquer julgamento, para mim, você já é um grande irmão, pois coisa que eu escrevi no fórum ninguém da minha família sabe.

Ler suas respostas é tão interessante quanto ler um livro repleto de ideias, vivências e experiências. Na verdade eu gosto bem de ler o que escreve. Pode parecer complicado, mas é bem estruturado e com um sentido bem lógico. Pode não ser objetivo quanto você queria, mas tenha certeza que é deveras interessante ler e entender o que se passa em seu mundo. Não tem o que pedir desculpas meu amigo.

O que você escreveu sobre o seu pai ter tido depressão ao sair de uma grande como São Paulo, com toda certeza me fez pensar sobre o meu pai, pois ele também saiu de São Paulo para morar no interior de Minas Gerais, com costumes igual ao que você citou sobre sua cidade atual, com a diferença que eu gosto da cidade aqui. O pior dele foi que ele saiu de um casamento lá e se enfiou em outro aqui e o fato dele ser extremamente fechado e nunca se abrir, pode ter piorado muito a situação dele. Acredito que ele não queria se mostrar fraco ou arrependido de ter construído uma família em uma cidade que ele nunca gostou.

Hoje meu relacionamento com ele pode ter melhorado com toda certeza (coisa de uns 300%) e tive que ter uma extrema maturidade para buscar dentro de mim que o perdão é simplesmente largar aquilo que te prende. É quase uma loucura, mas quem mais vai estar ferido com isto não será eu, é ele próprio. É ele que terá que conviver com isto pelo resto da vida, é ele com quem a consciência, talvez, atormentará dia e noite da atitude que ele tomou. É ele que será o próprio carrasco, meu trabalho seria apenas perdoa-lo e assim viver tranquilo em minha consciência.

E sobre o seu pai, tem razão. A situação é bem mais profunda complexa do que simples escolhas. Estarei torcendo por melhoras em sua família. Você é um rapaz que tem bastante sabedoria para lidar com esta situação, tenho certeza que escolherá o melhor caminho.

Gostaria de finalizar deixando os parabéns por ser quem você é, pois suas ideias e princípios me ajudam e inspiram a seguir um caminho semelhante na luta contra PMO.

Grande abraço meu amigo!

Ilustre colega Parbat, muitíssimo obrigado por tão belas palavras. Modéstia à parte, fazem-me perceber que minha (e nossa) luta não é em vão.

Fique você sabendo que também há aqui no meu Fórum coisas que ninguém sabe, coisas que jamais tive coragem de contar aos meus, inclusive no que tange ao próprio vício. Cabe a cada um de nós buscar maturidade para administrar as situações nas quais nos vemos imersos, senão nossos dias só serão problemas e tristeza.

Lutemos em busca da libertação e da força para buscar dias melhores para todos nós.

Novo obrigado e receba meu grande abraço, amigo!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

11/7/2021, 18:30
Lamentavelmente, venho sendo novamente acometido pelas malditas poluções noturnas. Sinto pela palavra forte, mas só ela define minha condição.

Voltei àqueles ciclos de cerca de 10 dias para decepcionantemente sujar a roupa à noite e ter que me levantar para tomar banho diante de um ambiente pesado de desconfiança e brigas por parte dos meus pais, sobretudo minha mãe. Da outra vez, há cerca de 10 dias, aconteceu por volta de 0:30, fui tomar banho quase sem forças, entretanto determinado a, por assim dizer, sossegar a alma, nem que fosse um pouco. Hoje, eis-me novamente acordado no meio da noite, cerca de 1:30, um frio medonho aqui na cidade, indo corajosamente em direção ao banheiro para me lavar da melhor maneira face às tensas reclamações de meus pais. Lavei também a cueca, ainda que no improviso, jogando-a pelo vitrô do banheiro rumo ao tanque na área de serviço. Voltei, sabe-se lá como, a dormir, acordando por volta das 6 horas para passar o domingo resolvendo questões particulares.

O clima aqui em casa segue pesado, meu pai não fala nada, porém percebo que não aceita a situação. Minha mãe soltou novas indiretas, e volto a reforçar comigo mesmo a ideia de que, quando for situação de lazer (férias, sei lá), deverei, até por uma questão de necessidade em vários sentidos, arranjar uma parceira mais ou menos fixa, uma ficante, algo assim (GP não). Já toquei nesse assunto.

No mais, dias relativamente estáveis, daquele jeito que dá esperança de melhora num âmbito geral. No trabalho, relações profissionais e pessoais em condição aceitável, a despeito de duas situações sugestivas nas últimas semanas. Acho melhor não descrevê-las, relacionadas com pessoas que atendi no trabalho. Eventos superados, apesar de tudo. Em casa, o ambiente mediano de sempre, comigo a tentar superar adversidades do jeito mais disposto e sensato. Com fé em Deus e com minha luta, tenho convivido bem com minha família e cumprido com deveres variados de maneira que considero satisfatória.

Por melhores dias a todos nós. E que eu me livre dessas decepções noturnas de uma vez por todas. Chega.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

12/7/2021, 08:13
Justiceiro do Sertão escreveu:Lamentavelmente, venho sendo novamente acometido pelas malditas poluções noturnas. Sinto pela palavra forte, mas só ela define minha condição.

Voltei àqueles ciclos de cerca de 10 dias para decepcionantemente sujar a roupa à noite e ter que me levantar para tomar banho diante de um ambiente pesado de desconfiança e brigas por parte dos meus pais, sobretudo minha mãe. Da outra vez, há cerca de 10 dias, aconteceu por volta de 0:30, fui tomar banho quase sem forças, entretanto determinado a, por assim dizer, sossegar a alma, nem que fosse um pouco. Hoje, eis-me novamente acordado no meio da noite, cerca de 1:30, um frio medonho aqui na cidade, indo corajosamente em direção ao banheiro para me lavar da melhor maneira face às tensas reclamações de meus pais. Lavei também a cueca, ainda que no improviso, jogando-a pelo vitrô do banheiro rumo ao tanque na área de serviço. Voltei, sabe-se lá como, a dormir, acordando por volta das 6 horas para passar o domingo resolvendo questões particulares.

O clima aqui em casa segue pesado, meu pai não fala nada, porém percebo que não aceita a situação. Minha mãe soltou novas indiretas, e volto a reforçar comigo mesmo a ideia de que, quando for situação de lazer (férias, sei lá), deverei, até por uma questão de necessidade em vários sentidos, arranjar uma parceira mais ou menos fixa, uma ficante, algo assim (GP não). Já toquei nesse assunto.

No mais, dias relativamente estáveis, daquele jeito que dá esperança de melhora num âmbito geral. No trabalho, relações profissionais e pessoais em condição aceitável, a despeito de duas situações sugestivas nas últimas semanas. Acho melhor não descrevê-las, relacionadas com pessoas que atendi no trabalho. Eventos superados, apesar de tudo. Em casa, o ambiente mediano de sempre, comigo a tentar superar adversidades do jeito mais disposto e sensato. Com fé em Deus e com minha luta, tenho convivido bem com minha família e cumprido com deveres variados de maneira que considero satisfatória.

Por melhores dias a todos nós. E que eu me livre dessas decepções noturnas de uma vez por todas. Chega.
Fala Justiceiro!
Essas poluções são um saco ne, cara?! Você ir dormir naquela tensão de que qualquer hora da noite pode se acordar todo melado não é nada confortável, não sei se chegou a esse ponto de ficar especulando tais possibilidades antes de dormir, não seria pra menos.
Pelo que posso notar vc é um homem responsável, de certa forma independente...nunca cogitou ter seu próprio lugar, ultrapassar as barreiras do lar, cortar o cordão umbilical rsr..? Pelo menos não se sentiria tão pressionado referente às poluções (não que isso seja solução)....entrentanto o próprio clima que já está instalado já é uma fonte de tensão e pode retroalimentar as poluções - teoria minha.
Enfim, cara. Que Deus abençoe sua jornada, vc já vem vencendo obstáculos gigantescos...

Sucesso! Estamos juntos nessa!
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

13/7/2021, 06:34
Honrado companheiro de lutas, antes de tudo obrigado pelas saudações.

Infelizmente é isso mesmo que você disse, isso se tornou bem, digamos, "a minha cara". Já ir dormir angustiado, na má expectativa de acontecer. E mais do que isso: passar, em certas épocas, o dia todo controlando obsessiva-compulsivamente cada pensamento meu para que o cérebro, ao longo do dia, não acumulasse elementos que pudessem causar um sonho molhado na noite seguinte. Coisa muito complicada mesmo, para não dizer aterrorizante, já andei sofrendo de uma angústia tremenda nesse sentido. Aquele pavor de algum mínimo pensamento durante o dia se acumular em meu subconsciente e me levar a uma crise à noite. Triste, triste.

A respeito de sair de casa, é algo em que penso há um tempo, mas que necessita de todo um minucioso é até complexo planejamento. Não descarto a possibilidade de uma hora acontecer, porém me vejo atualmente na obrigação de resolver outros problemas, o que talvez possa facilitar meu caminho no sentido de outras empreitadas posteriores. O negócio é ter estratégia madura nessas horas, e creio estar agindo certo. Também acho que a tensão pode levar à piora de certos incidentes, mas é aquele negócio: resolver um problema de cada vez. Pelo menos comigo e por enquanto acredito que deverá ser assim.

Sucesso a você, caro colega, receba meu abraço!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

15/7/2021, 08:46
Nobre Justiceiro, a respeito da polução noturna você ja leu a respeito de sublimação sexual e outros artigos sobre polução noturna ?
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 27 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

15/7/2021, 19:12
Eddie Red Pill escreveu:Nobre Justiceiro,  a respeito da polução noturna você ja leu  a respeito de sublimação sexual e outros artigos sobre polução noturna ?

Caro Eddie, ainda não li, embora já tenha ouvido falar. Obrigado pela dica, devo procurar me informar a respeito.

Força em seu Reboot.

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23/7/2021, 19:43
E mais uma vez o caos instaurado em casa. Depois de dias de alguma tranquilidade, a situação chegou a um estágio piorado com relação ao que vinha acontecendo, e cada vez mais me vejo na necessidade de uma organização radical de meu cotidiano e, especialmente, em arranjar uma parceira em breve, conforme considerações das quais já estou, confesso, aborrecido comigo mesmo de tanto ser obrigado a tratar.

Depois de, para variar, mais uma noite molhada, com a necessidade de um banho urgente à 1:20 em meio a um frio de uns 5ºC e não só a cueca como camiseta, calça moletom, blusa e colchão sujos, sem falar naquele odor insuportável no quarto e eu dormindo sabe-se lá como após o banho e lavagem de roupa suja sob o chuveiro, pela manhã a lavagem de roupa suja no sentido figurado soltou faíscas com meus pais se unindo contra mim em tom áspero de voz, ameaçando-me com consulta ao médico e por aí vai. A situação está cada vez pior, meus caros. Uma hora esse barril de pólvora explode. Faiscando, já está há tempos, uma hora explode, meus esforços e Deus queiram que não aconteça. Quero evitar ao máximo que saibam, se já não sabem, acerca da questão. Penso na forma de uma hora abrir o jogo, contar tudo, inevitavelmente chegando no vício, mas temo a violenta reação deles a respeito. Por enquanto, vou vivendo minha vida e buscando fazer com que não saibam. Já bastam as mágoas que minha mãe deve guardar de mim ou, no mínimo, o temperamento dela. Tenho tentado de tudo para compatibilizar interesses pessoais e profissionais em família, porém as sequelas do passado, passado do qual quero me esquecer, exigem que eu lide com elas, e a tarefa é árdua. Poluções noturnas me perseguem implacavelmente a cada 10-15 dias, apesar de eu haver recentemente conseguido uns inéditos streaks de 20 e até 30 dias, não sem esforço. Praga. Praga!

Desta vez, foram 12 dias, em meio a sonhos horrendos, ainda que secos, com coisas que jamais praticaria, parecendo antecipar a tempestade. Semana passada, mais uma vez sonhando com fantasia que não só nunca tive como da qual não gosto, "coroas", uma ex-colega de escola ressurgindo numa versão madura, como ela deve ficar com uns 50 anos (é da minha idade, 29, e não sei por onde anda), a me perseguir sensualmente, de modo que acordei seco, porém desconfortável, sem dúvida receoso com dormir novamente. Ontem, comecei a sonhar que era provocado por garotas muito jovens, outra coisa da qual discordo, acordando às 4:20 para não mais dormir, aproveitando para resolver uns problemas meus; temi voltar a dormir e sonhar com aquilo e ter polução, ou mesmo minha mente ainda guardar um "cookie" e liberar o sêmen do mesmo jeito (para você verem como peguei experiência nos meandros desses incidentes, tomara que seja para o meu bem). Como aconteceu hoje, situação em que ejaculei sem necessariamente sonhar com sexo, a exemplo dos meus últimos incidentes. Conquista, evolução? Para ser sincero, prefiro não pensar assim. Alguém que sofre persistentemente desse mal só pode pensar em arrancá-lo pela raiz. O desconforto é o mesmo, para mim e para os meus. Minha mãe, que aparenta achar que estou urinando na cama, já disse, não sem razão e num contexto facilmente transplantável para o "verdadeiro": "Já pensou em você casado e acontecendo isso? O que sua mulher não haveria de pensar?". Tudo menos engraçado.

Reiterar não custa: já tentei de certamente tudo o que podem pensar para me livrar. Todas as dicas e orientações às quais tive acesso. Tomar muita água, tomar pouca água, tomar chás disso ou daquilo, não dormir de bruços, não dormir com roupas apertadas, ir dormir cedo, acordar à noite para ler e não mais dormir, desempenhar atividades físicas ou intelectuais pesadas para cansar o cérebro (às vezes o efeito foi até pior, como quando leituras deixaram meu cérebro cansado a ponto de querer relaxar expelindo esperma ou dança/convívio com mulheres me levaram a pensamentos distorcidos), meditação improvisada... Enfim, a única conclusão que por ora me parece válida é aquela à qual já me referi em recentes postagens, aquela segundo a qual vou ter que, vou ser obrigado a arranjar uma parceira assim que houver oportunidade, momento de lazer, assim que eu entrar em férias, algo assim. Caso Contrário, nada feito. Sinto, e isso é algo que não queria dizer por evitar recordar o passado mas preciso, que isso tudo significa, de um modo ou outro, o passado cobrando seu preço. Ora no que toca ao vício propriamente dito, ora no que diz respeito à minha praticamente inexistente vida sexual, arruinada por mim mesmo por anos. Não que eu seja um tarado, já expliquei isso em postagens anteriores e nem quero mais tocar nesse assunto.

No mais, venho apresentando rendimento nas minhas atividades diárias, no meu cotidiano pessoal e profissional. Vivi um apuro no trabalho há uns dias, ao ser agressivamente cortejado, para não dizer perseguido, por um cidadão homossexual, situação da qual consegui me livrar. Preconceituoso não sou e jamais devemos ser, acontece que alguma atitude, respaldada em maturidade, deve ser tomada quando a situação, digamos, sai dos limites do respeito mútuo. Enfim, companheiros de luta, vou seguindo como posso, arrastando-me se for preciso, em busca de melhores dias para mim e os meus. Por hoje é só.

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24/7/2021, 11:18
Fala, meu amigo, Justiceiro! Se formos para radicalidade, e, mais uma vez, adianto, não quero simplificar as coisas, sei que é complexo, porém o simples às vezes, posto em prática, pode ajudar muito. Para evitar sujar as roupas vc poderia insistir, pelo menos, por enquanto, no paliativo de forrar a cueca com papel higiênico da forma mais confortável possível de modo a que vc durma com pelos uma tensão a menos em relação a sujar as roupas; outra coisa, cara, seria explorar os ares da independência(sua autonomia total), mas daí reconheço que necessite de um planejamento prévio, de forma até msm a n dá a entender as seus pais de que está saindo de casa por conta disso.
Enfim...com sinceridade lembrarei de rezar por vc; pedir a Deus que lhe dê luzes para sair dessa "realidade" que está passando e que tanto lhe atormenta.
Forte abraço, meu amigo! Sei que vai superar...
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24/7/2021, 16:58
Guerreiro de longa data escreveu:Fala, meu amigo, Justiceiro! Se formos para radicalidade, e, mais uma vez, adianto, não quero simplificar as coisas, sei que é complexo, porém o simples às vezes, posto em prática, pode ajudar muito. Para evitar sujar as roupas vc poderia insistir, pelo menos, por enquanto, no paliativo de forrar a cueca com papel higiênico da forma mais confortável possível de modo a que vc durma com pelos uma tensão a menos em relação a sujar as roupas; outra coisa, cara, seria explorar os ares da independência(sua autonomia total), mas daí reconheço que necessite de um planejamento prévio, de forma até msm a n dá a entender as seus pais de que está saindo de casa por conta disso.
Enfim...com sinceridade lembrarei de rezar por vc; pedir a Deus que lhe dê luzes para sair dessa "realidade" que está passando e que tanto lhe atormenta.
Forte abraço, meu amigo! Sei que vai superar...

Isso.
E pode parecer estranho mas como estou vendo que o caso é extremo, fraldas geriátricas também são uma boa opção.

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25/7/2021, 10:55
Guerreiro de longa data escreveu:Fala, meu amigo, Justiceiro! Se formos para radicalidade, e, mais uma vez, adianto, não quero simplificar as coisas, sei que é complexo, porém o simples às vezes, posto em prática, pode ajudar muito. Para evitar sujar as roupas vc poderia insistir, pelo menos, por enquanto, no paliativo de forrar a cueca com papel higiênico da forma mais confortável possível de modo a que vc durma com pelos uma tensão a menos em relação a sujar as roupas; outra coisa, cara, seria explorar os ares da independência(sua autonomia total), mas daí reconheço que necessite de um planejamento prévio, de forma até msm a n dá a entender as seus pais de que está saindo de casa por conta disso.
Enfim...com sinceridade lembrarei de rezar por vc; pedir a Deus que lhe dê luzes para sair dessa "realidade" que está passando e que tanto lhe atormenta.
Forte abraço, meu amigo! Sei que vai superar...

Caro parceiro de lutas, muito obrigado pelo suporte e saiba que já andei sim apelando para estratégias como forrar a roupa íntima com papel higiênico, pensando em ocorrer a polução, e até dormir sem cueca, pois li que ajudaria a aliviar a tensão na região. Ambas as estratégias fracassaram: na primeira, tudo se sujou do mesmo jeito, pelo que me lembro respingando até no colchão, e na segunda aconteceu logo de cara, com tudo sujo poucas horas depois, parece que meu subconsciente me viu nu e imediatamente criou situação mental remetente a sexo. Enquanto isso, sigo bolando meios de me livrar disso.

Quanto à minha autonomia, a sair de casa, estou sim pensando a respeito há um tempo, mas é como você disse, é coisa que ainda demanda certo planejamento para ser concretizada. Em meio a tudo isso, porém, uma coisa é certa: estou tendo urgentemente que planejar atitudes que levem a um bem-estar meu e dos meus. E não medirei esforços nesse sentido.

Abraço e força na sua batalha.

Drew escreveu:
Guerreiro de longa data escreveu:Fala, meu amigo, Justiceiro! Se formos para radicalidade, e, mais uma vez, adianto, não quero simplificar as coisas, sei que é complexo, porém o simples às vezes, posto em prática, pode ajudar muito. Para evitar sujar as roupas vc poderia insistir, pelo menos, por enquanto, no paliativo de forrar a cueca com papel higiênico da forma mais confortável possível de modo a que vc durma com pelos uma tensão a menos em relação a sujar as roupas; outra coisa, cara, seria explorar os ares da independência(sua autonomia total), mas daí reconheço que necessite de um planejamento prévio, de forma até msm a n dá a entender as seus pais de que está saindo de casa por conta disso.
Enfim...com sinceridade lembrarei de rezar por vc; pedir a Deus que lhe dê luzes para sair dessa "realidade" que está passando e que tanto lhe atormenta.
Forte abraço, meu amigo! Sei que vai superar...

Isso.
E pode parecer estranho mas como estou vendo que o caso é extremo, fraldas geriátricas também são uma boa opção.

Nobre Drew, primeiramente obrigado pelo apoio.

O que você disse faz sentido, contudo seria, no contexto aqui de casa, assustador e bizarro eu usar fraldas geriátricas. Meus pais sempre me patrulharam muito, fui criado preso e mimado (por minha culpa, é bem verdade), sei que, se eu chegasse com isso escondido e as escondesse, eles ainda descobririam. Para ter uma ideia, sei que minha mãe, quando não estou em casa, vai até meu quarto e vasculha tudo, todas as minhas gavetas, para ver se há algo errado. Abre minha carteira para se certificar de que não estou gastando dinheiro à toa (sei que é trauma da época que eu saía com GPs, o que ela deve ter descoberto). Numa época em que eu andava tentando ser escritor, chafurdou nos meus escritos que eu sei, e ainda reparou que alguns estavam em inglês "para que ela não entendesse", embora a intenção não fosse exatamente essa. Só não mexe no meu computador porque não sabe. Voltando ao assunto das fraldas, e se descobrissem do que se tratava, então? A crise por aqui explodiria da pior forma. Nem quero pensar nisso.

Enfim, agradeço a sugestão, mas não seria possível.

Meu abraço a você e bons votos na luta.

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25/7/2021, 19:04
Justiceiro, deixo aqui uma sugestão de "gambiarra": tenta dormir utilizando um preservativo. Pra prender, e não sair enquanto dorme, use uma fita durex. E uma sugestão. Não sei se dá certo.

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