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nabusca
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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Sex 28 Abr - 12:11
Olá,

Tenho 40 anos, um casamento feliz com a mulher da minha vida, duas filhas, uma de 9 outra de 6.
Li alguns relatos, e encontrei histórias muito parecidas com a minha, o que não achei que existissem. Pensava ser um caso único no mundo. Isso já me trouxe alento!
Pois bem, começarei do começo rs.
Tive uma inicação sexual muito precoce, por volta dos 9 ou 10 anos de idade. Tudo começou quando um amigo do prédio, um pouco mais velho, me contou sobre uma brincadeira que faziam com outro menino do prédio, na qual ficavam simulando sexo. A propaganda desse meu amigo sobre a brincadeira foi de que o pau ficava gigante. Enfim, tinha inocência envolvida, descobreta do corpo etc. E então esse meu amigo me convidou para participar da brincadeira, e eu aceitei (costumo dizer que foi a pior decisão da minha vida).
No início a brincadeira era coletiva, envolvia vários meninos do prédio. Mas com o passar o do tempo, o menino que era considerado "a mulher" da brincadeira, uma criança com trejeitos claramente homossexuais, começou a concentrar em mim a brincadeira, e com o passar do tempo a brincadeira foi evoluindo, até que começou a acontecer atos sexuais (sempre escondido, pelas escadarias do prédio, esse tipo de coisa). Eu sempre o ativo e ele sempre passivo.  Por vezes ele queria testar ser ativo, e quando isso ocorria eu sentia muita repulsa, me sentia humilhado, e a coisa acabou nunca acontecendo porque não conseguíamos.
Mas essa "brincadeira" durou anos, até o início da adolescência, com 14 anos, quando me dei conta de que aquilo era "coisa de viado" e falei pro menino que não queria mais.
Sempre na minha cabeça, e eu falava isso pra ele,  aquilo era um reinamento, e eu falava pra ele "imagina quando pegar uma mulher de verdade como deve ser bom".
E a partir disso, sempre mantive minha atração e afetividade na vida real direcionadas às mulheres. Nunca cogitei ter um relacionamento com um homem, e sempre interpretei o ocorrido como coisa de moleque, criança, "troca-troca", descobertas etc.
No entanto, desde aquela época já assistíamos filmes pornográficos. Esses vizinhos eram em 3 irmãos, e eles tinha playboys, vídeos pornôs, revistas etc., coisa que não tinha na minha casa. E eu acabei desenvolvendo interesse, porque ficávamos na casa deles assistindo, já que a mãe deles nunca estava.
Até que chegou a internet, quando eu tinha cerca de 16 anos. Aí, acessando os chats do uol, vi que existia a sala de pornografia gay, e entrei pra ver. Me senti excitado com as imagens, e passei a consumi-las com frequencia, para me masturbar.
Ao passo que continuava atraído por mulheres, na escola vivia de ficadas, namoricos, sonhando em perder a virgindade com uma, na masturbação usava imagens e vídeos gays.
Fui crescendo, e comecei a me tornar uma pessoa muito insegura em relação à minha sexualidade, as imagens das "brincadeiras" homo da infância, associadas ao consumo de porno gay, me faziam sentir um E.T, uma pessoa bagunçada por dentro, estragada, diferente de todo mundo. E nos relacionamentos com mulheres isso começou a afetar. Por mais que me apaixonasse, sentisse tesão pelas mulheres, nas preliminares a coisa fluía muito bem, amava beijá-las, quando via que haveria a possibilidade de penetração, isso me bloqueava, eu morria de medo de falhar, e minha mente me acusava que eu era estragado. Isso foi fonte de muita angústia. Eu sabia que era hetero, porque me atraía por mulheres, me apaixonava, queria estar com elas, ao mesmo tempo que tinha esse "segredo" que me fazia questionar que tipo de heterossexualidade era aquela, me dava medo de ser "descoberto", de que eu não era o macho alfa que idealizava, e me dava medo de me relacionar com alguma mulher sexualmente porque achava que eu poderia passar vergonha,  que os outros homens eram melhores que eu, já que minha sexualidade era toda destruída. Vivi por anos essa angústia solitária, com autoestima destruída. Mas mesmo em meio a isso tudo, eu nunca me senti atraído por um homem na vida real, nunca desenvolvi qualquer afeto, enunca me imaginei num relacionamento romântico com um homem. Tudo se dava no âmbito da pornografia e fantasias a ela associadas e lembranças da experiência da infância. Podia até me imaginar na masturbação com um amigo. Mas quando estava perto dele na vida real, não sentia uma atração. Tudo era muito virtual e mental.
Tanto que mesmo nessa fase, consumindo pornô gay etc., eu nunca me considerei gay,  nunca tive desejo de "me assumir", sempre atribuí o desenvolvimento desses gostos pelo meu histórico infantil, e tinha quase nenhum conflito em relação à minha orientação, que fluía naturalmente para as mulheres.
Com uma namorada que tive um relacionamento um pouco mais longo eu comecei a ter relação sexual, mas sempre com muita culpa, porque eramos da igreja, e a ideia era casar virgem. Mas num dia que decidimos e nos programamos para fazer sexo, numa primeira tentativa deu "tudo certo", estava com tesão, mas por ela ser virgem, foi bem difícil. Aí na mesma noite tentamos novamente mais tarde e eu broxei. Daí eu desenvolvi um certo pânico, e tinha muito medo de passar por isso de novo.
Todo esse tempo, continuava viciado em pornô, e as vezes passava a madrugada assistindo. Majoritariamente gay, embora não exclusivamente.
Aí conheci minha esposa, nos apaixonamos loucamente e começamos a namorar. No namoro com ela, por termos muita cumplicidade, mais rranquilidade em relação à culpa da religião, eu desenvolvi melhor minha sexualidade, embora tenha tido ansiedades também, mas nunca cheguei a brochar. No entanto, ainda era um namoro na igreja, então nunca desencanamos da culpa e vivemos como casal com vida sexual ativa, eram sexos esporádicos. Mas tínahmos muita química, muito tesão, muita preliminar, muita descoberta gostosa.
Enfim, nos casamos, no começo tive asniedades  sexuais, porque não sabia bem como era ter uma vida sexual ativa e aberta, sem culpa. Toda minha sexualidade era relacionada às experiências da infância e pornografia e algumas frustrações na vida adulta, sempre com culpa, poribição etc.
Mas com o tempo nos acertamos, e posso dizer que a partir daí minha vida mudou da água pro vinho. Praticamente abandonei a pornografia, e nossa vida sexual foi só melhorando, pelo período de dez anos. Nesses anos parece que toda aquela culpa e angústia ficaram no passado, comecei a me desenvolver como ser humano em todas as áreas, nas artes, nos estudos de meu interesse, em tudo, como nunca tinha ocorrido. Foram os 10 melhores anos da minha vida, tive duas filhas, que são as coisas mais maravilhosas, e vivo um relacionamento de amor muito satisfatório.
Mas sempre tive um fantasminha das lembranças, e ocasionalmente "caía" na pornografia. NUnca me livrei definitivamente.
Refletindo comigo, por sentir de fato excitação com imagens de homens fazendo sexo e nudez masculina, ainda que majoritariamente no âmbito virtual, eu me defini nesse período com um tipo de bissexual, e fiquei ok com isso, já que vivia bem com minha sexualidade pela primeira vez na vida, meu sexo com minha esposa só melhorava com muita frequencia a intensidade. Minha esposa muito aberta na cama explora áreas de prazer que descobri  nesses anos, consideradas não convencionais, e não me acha gay por isso, e ok, vida feliz, as vezes com alguma masturbação esporádica com fantasias homo, tudo certo, sem maiores refelxões, fui acomodando essas questões na minha mente.
No entanto, tive um episódio em que estava sozinho, e um homem gay se aproximou e começou a me paquerar. Era numa praia deserta, e ele estava praticamente me chamando pra fazer sexo ali mesmo. Obviamente neguei, mas percebi depois que fiquei excitado naquela situação, e isso me perturbou muito, porque não era uma situação virtual, era real, embora não houvesse chances de ocorrer porque eu jamais faria aquilo comigo e com minha mulher etc. Mas o desejo apareceu e mais tarde eu me masturbei fantasiando que aceitava o convite.
No dia seguinte, ainda perturbado com isso, fiquei sozinho com minha mulher e fomos dar uma rapidinha. Eu não estava muito a fim, porque estava perturbado, mas ela estava e demos uma. Mas embora não tenha brochado, não foi um sexo muito prazeroso. E foi aí que minha cabeça pirou.
Comecei a questionar tudo, se tudo que eu tinha vivido com ela era uma farça, se eu nunca tinha gostado do sexo com ela e na verdade eu era apenas um gay enrustido, e esses pensamentos cresceram e cresceram, e eu comecei a me autotestar, comecei a pensar em todos episódios na minha vida e comecei achar que eu era homossexual enrustido, que a conta tinha chegado, que eu ia perder tudo, minha família, minha esposa, minhas filhas, meus amigos, tudo.
Entrei num parafuso gigante, com crise de ansiedade, andava pela minha casa e parecia sempre que eu estava me despedindo de tudo, das coisas que amo, e meu destino era viver como um gay em prostíbulos por aí, porque jamais conseguiria amar um homem romanticamente.
Aí nesses autotestes eu voltei pra pornografia mas habitualmente, fiacava vendo mulher pelada o dia inteiro, instagrm, facebook, ora me excitava, ora meus pensamentos diziam que eu tava estava forçando pra não aceitar que sou gay. Aí ia assistir pornô gay e me excitava, e isso me destruía.
Não conseguia mais disfarçar minha angústia, e tive que confessar tudo que estava se passando pra minha mulher, com muito medo que ela me abandonasse.
Mas ela me ama, e foi muito compreensiva!
Destalhe: antes do episódio que gerou esse gatilho todo, eu comecei a fazer terapia. Não estava mal, era na intenção de autoconhecimento e tal, naquela ideia propagada por aí de que é bom pra todo mundo fazer terapia. Mas logo nas sessões a questão da sexualidade veio à tona e eu, pela primeira vez, comecei a lidar com a questão e verbalizar tudo que tinha passado. Até então vivia tudo como um segredo, por 40 anos.
Então, como eu estava mexendo nessas questões que estavam adormecidas, recordando coisas da infância etc., tudo estava muito a flor da pele, por isso quando recebi a cantada, que me gerou excitação, a coisa explodiu. Somou-se a isso as angústias de outras áreas da vida, como a profissional, onde estou estagnado, ter passado por uma pandemia, o momento político do país, o sorimento que há no mundo, que me afetam muito etc., e foi a tempestade perfeita.
Só que desde então eu nunca consegui normalizar minha mente. Na rua fico olhando pra todo homem que passa, fico imaginando se sentiria prazer no sexo real, fico me imaginando em um relacionamento romantico pra ver se eu conseguiria, e obvio, nunca chego a uma conclusão, aumento o medo de perder tudo e fico preso nesse ciclo.
Mudei de psicólogo, porque o anterior queria normalizar muito as coisas, dizendo que não tinha nada de errado em ver um pornô, se masturbar e seguir a vida, e eu não acho que isso seja um caminho para mim, por causa do meu histórico. Eu simplesmente não consigo ver um pornô e não sentir culpa, desprezo por mim mesmo etc.
Mas o novo terapeuta tem me ajudado bastante e sinto que estou progredindo. Meu medo de perder tudo passou, a vida sexual com minha mulher melhorou muito relativamente ao que estava no momento da crise em que eu não conseguia fazer sexo, embora me sentisse obrigado pra provar pra mim e pra ela (pra quem tinha confessado tudo) que eu não era gay, e isso fazia com que não funcionasse e aumentava minha angústia.
Mas percebo que tem momentos, quando estou me sentindo sem libido, que eu acho que a pronografia pode ativar meu libido, mas aí acabo caindo em porno gay muitas das vezes, e o ciclo todo recomeça.
Percebi que tem um nível de excitação que eu só consigo acessando pornografia, porque se estende por horas, e o tesão as vezes está naquela busca de imagens, até achar a "imagem perfeita".  E a verdade é que desde a infancia eu nunca consegui ficar mais de 3 meses sem pornografia. Porque parece que meu cérebro é dependente de um tipo de excitação, a tal "bomba de prazer", que tem a ver com a proibição, com o sujo, que eu não obtenho em nenhum outro lugar.
Nesse processo estou em altos e baixos. Momentos que acho que superei, que minha sexualidade, desejo pela minha mulher e satisfação no sexo normalizaram, em outros momentos acho que o sexo está meio ruim, por eu não gostar mais de mulher, e que eu nunca vou estar satifeito e bem mentalmente enquanto não me assumir gay, ainda que isso me custe tudo que mais amo.
Por isso digo que, como descobri na terapia, meu caso é complexo, envolve traumas sexuais de infância (início precoce que me fez perder a inocência e me desenvolver precocemente - aos 12 anos parecia q tinha 20), o que me levou ao abuso de drogas e alcool, e me levou a querer repetir a experiência traumática (que trazia prazer) por meio da pornografia, que tinha os componentes do sujo, proibido etc, assim como as primeiras experiencias sexiais precoces, além de vício em pornografia por muitos anos, o fato de eu sentir  excitação com imagens e corpos masculinos, e também sintomas da HOCD.
Enfim, chegando agora e despejando tudo isso. Se alguém achar que pode me ajudar de alguma forma, esse é meu objetivo de estar aqui.
Desculpem o texto imenso.

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Ter 2 maio - 13:40
Blz nabusca, parabéns por ter a coragem de contar sua história aqui. Tem alguns temas que eu não tenho experiência sobre o assunto. Espero que você esteja conseguindo vencer o vício em PMO. Vá publicando sua caminhada por aqui que em breve outros companheiros que passam por situações parecidas vão respondendo e interagindo. Força na luta.

Sucesso.

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nabusca
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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Ter 2 maio - 14:24
Rottweiler escreveu:
Blz nabusca, parabéns por ter a coragem de contar sua história aqui. Tem alguns temas que eu não tenho experiência sobre o assunto. Espero que você esteja conseguindo vencer o vício em PMO. Vá publicando sua caminhada por aqui que em breve outros companheiros que passam por situações parecidas vão respondendo e interagindo. Força na luta.

Sucesso.

Cara, obrigado pela resposta!

Estou querendo fazer esse reboot. Estou há 7 dias sem acessar P. Mas hoje está especialmente difícil.

Final de semana foi muito bom, minhas filhas foram pra casa da avó e eu e minha esposa tivemos ótimas relações, várias inclusive. Atribuí ao fato de estar há alguns dias sem acessar nada.

Mas hoje estou sozinho em casa. Não sei se pelo fato de ter dormido muito mal, mas estou muito tentado em acessar algo. Já me vi entrando nos reels das redes sociais pra ver se aparece algo, mas consegui refletir, sair, pegar o carro e ir comer em um restaurante. Agora na volta parei em uma praça aqui perto e fiquei observado a natureza, tentando dar uma meditada, orando.

No entanto, parece que a vontade está ali atrás, só esperando uma brecha. Minha cabeça fica fazendo racionalizações, no sentido de que eu não preciso parar com PMO, basta aprenser a lidar etc., e sei que isso é armadilha, e pelas leituras de relatos aqui acho que é o vício do meu cérebro querendo a dopamina.

O que fazer nesses dias em que parece que você consegue desviar por alguns momentos, mas a vontade nunca vai embora de vez?

Pensei até em me masturbar sem pornografia pra ver se alivia. Ao mesmo tempo não acho possível que seja uma necessidade física se eu transei ontem mesmo e foi muito satisfatório.

Alguma dica prática?

Abraço e mais uma vez obrigado pela resposta!

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Boa tarde meu amigo!

Ter 2 maio - 15:50
nabusca escreveu:
Rottweiler escreveu:
Blz nabusca, parabéns por ter a coragem de contar sua história aqui. Tem alguns temas que eu não tenho experiência sobre o assunto. Espero que você esteja conseguindo vencer o vício em PMO. Vá publicando sua caminhada por aqui que em breve outros companheiros que passam por situações parecidas vão respondendo e interagindo. Força na luta.

Sucesso.

Cara, obrigado pela resposta!

Estou querendo fazer esse reboot. Estou há 7 dias sem acessar P. Mas hoje está especialmente difícil.

Final de semana foi muito bom, minhas filhas foram pra casa da avó e eu e minha esposa tivemos ótimas relações, várias inclusive. Atribuí ao fato de estar há alguns dias sem acessar nada.

Mas hoje estou sozinho em casa. Não sei se pelo fato de ter dormido muito mal, mas estou muito tentado em acessar algo. Já me vi entrando nos reels das redes sociais pra ver se aparece algo, mas consegui refletir, sair, pegar o carro e ir comer em um restaurante. Agora na volta parei em uma praça aqui perto e fiquei observado a natureza, tentando dar uma meditada, orando.

No entanto, parece que a vontade está ali atrás, só esperando uma brecha. Minha cabeça fica fazendo racionalizações, no sentido de que eu não preciso parar com PMO, basta aprenser a lidar etc., e sei que isso é armadilha, e pelas leituras de relatos aqui acho que é o vício do meu cérebro querendo a dopamina.

O que fazer nesses dias em que parece que você consegue desviar por alguns momentos, mas a vontade nunca vai embora de vez?

Pensei até em me masturbar sem pornografia pra ver se alivia. Ao mesmo tempo não acho possível que seja uma necessidade física se eu transei ontem mesmo e foi muito satisfatório.

Alguma dica prática?

Abraço e mais uma vez obrigado pela resposta!
Meu amigo, boa tarde! Tudo bem? Eu tenho HOCD, o meu se deu por causa de um professor homossexual que dava em cima de mim. Nunca tinha visto P gay, eu fui em uma psicologa para falar que estava com HOCD e ela me "receitou" ver P gay. Primeira e ultima vez que fiz isso. Tipo, não senti tesão nenhuma meu kakaroto fez é murchar! Acredito que no seu caso, a convivência e a pratica da vida sexual atrapalhou sua mente! Pois, uma criança tem que ser criança! Eu mesmo tinha colegas que falava que fazia o famoso "troca troca" mas acredito que isso é uma curiosidade da criança. Igual o amigo que disse que tem uma familia, eu acredito que voce tem HOCD também... Isso se dá por varias formas! O seu eu acredito ser por causa de sua infancia. No mais, tente completar o Reboot. Se tiver tempo leia o ebook que o pessoal do forum disponibiliza. Ele é gratuito e é muito bom!

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nabusca
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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty 8 dias

Qua 3 maio - 17:03
Pessoal,

Não instalei um contador, porque não sei ainda como. Mas vou fuçar e achar.

De qualquer forma estou contando os dias, e hoje é o oitavo dia sem acessar nada.

Ontem eu estava com muita vontade, comecei a ver instagram e facebook aleatoriamente com esperança que aparecesse algum conteúdo sensual que me atraísse. Ás vezes é assim que funciona pra mim, eu não faço uma busca direcionada, mas em meio à navegação começo a rolar cada vez mais a barra para ver se aparece algo, e quase sempre aparece. Aí começa devegar e a coisa vai evoluindo até eu iniciar buscas ativas de conteúdo explícito. Já percebi essa dinâmica e quero conseguir evitá-la.

Mas ontem, graças a Deus, não sei se por uma limpra nos algoritimos decorrentes de buscas sobre outros assuntos que fiz durante os últimos dias, o conteúdo sensual não apareceu tão facilmente e me deu tempo de arrumar forças e cortar aquele ciclo, indo fazer outra coisa (no caso, vim ler relatos aqui no fórum).

Mas parecia que tinha uma força nos meu corpo me impulsionando pra P. Algo muito ruim que é o que me faz me render. Tem vezes que parece que nenhum pensamento é capaz de segurar, mesmo pensando que não quero racionalmente, que me sentirei um lixo, que aumentará minha ansiedade, ainda assim vou e faço. Ontem achei que seria um dia desses, mas o fato de eu estar aqui nesse fórum, e com uma intenção mais forte de não cair, me ajudaram, e o melhor, depois da fase crítica que consegui resistir, desde então não estou com muita vontade, estou bem mais controlado. Espero que a cada rsistência o controle aumente.

Senti oscilações de humor. Achei que por estar excitado durante o dia, a noite iria querer transar com minha esposa. Mas meu humor virou totalmente, me senti meio deprimido sem razão aparente (não sei se exagerei também na leitura dos diários desse fórum), fiquei meio irritado e a noite estava sem libido. Resolvi parar também de tomar um remédio pra ansiedade que eu estava tomando, já que os sintomos de HOCD diminuíram bastante nos últimos tempos, e talvez isso esteja contrinuindo para oscilações de humor. Vou analisar, se continuar muito ruim volto com o remédio pra me sentir melhor.

Mas é isso, estou escrevendo mais para mim mesmo, como uma forma de continuar levando a sério essa abstenção.

Abraços a todos!

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Casado_naluta
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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Sáb 6 maio - 16:33
Boa tarde, nabusca.

Ler o seu relato me traz um certo conforto ao saber que não estou sozinho nessa luta. Me vi exatamente em tudo aquilo que você narrou.

Também consumi pornografia homo e isso confunde a minha cabeça. Eu sei que não tenho vontade de praticar isso na realidade (embora o TOC diga: será que não tem mesmo?). Por exemplo, uma verdade que eu sei é: se eu me separar de minha esposa, vou buscar outra mulher para mim (sem antes, é claro, trabalhar toda a ansiedade antes).

Eu sei que o meu problema envolve uma baixa autoestima e uma excessiva comparação aos outros homens, como sempre eu fosse "menos". Isso me destrói e me aniquila por dentro. E eu penso: como posso estar bem em uma relação sexual se não estou bem comigo mesmo?

Hoje, por exemplo, tivemos uma relação, mas eu estava tão, TÃO, ansioso que pedi para esperar um pouco. Ela foi compreensiva, diminuímos, voltamos com as carícias e tudo fluiu. Homens que não tem esse TOC vão pensar: tudo bem, estava ansioso. Eu penso: estou assim porque sou gay!! É uma luta constante com essas indagações, mesmo sabendo que são infundadas. E eu já fico com medo de ir para outra relação...

Fui para o psiquiatra e estou tomando medicação. Vou buscar um psicólogo agora.
Essa angústia tira um pouco o brilho da vida.

Vamos conversando e vai ficar tudo bem, mas temos que nos afastar do pornô (faz duas semanas que não assisto).

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Seg 8 maio - 8:27
Casado_naluta escreveu:Boa tarde, nabusca.

Ler o seu relato me traz um certo conforto ao saber que não estou sozinho nessa luta. Me vi exatamente em tudo aquilo que você narrou.

Também consumi pornografia homo e isso confunde a minha cabeça. Eu sei que não tenho vontade de praticar isso na realidade (embora o TOC diga: será que não tem mesmo?). Por exemplo, uma verdade que eu sei é: se eu me separar de minha esposa, vou buscar outra mulher para mim (sem antes, é claro, trabalhar toda a ansiedade antes).

Eu sei que o meu problema envolve uma baixa autoestima e uma excessiva comparação aos outros homens, como sempre eu fosse "menos". Isso me destrói e me aniquila por dentro. E eu penso: como posso estar bem em uma relação sexual se não estou bem comigo mesmo?

Hoje, por exemplo, tivemos uma relação, mas eu estava tão, TÃO, ansioso que pedi para esperar um pouco. Ela foi compreensiva, diminuímos, voltamos com as carícias e tudo fluiu. Homens que não tem esse TOC vão pensar: tudo bem, estava ansioso. Eu penso: estou assim porque sou gay!! É uma luta constante com essas indagações, mesmo sabendo que são infundadas. E eu já fico com medo de ir para outra relação...

Fui para o psiquiatra e estou tomando medicação. Vou buscar um psicólogo agora.
Essa angústia tira um pouco o brilho da vida.

Vamos conversando e vai ficar tudo bem, mas temos que nos afastar do pornô (faz duas semanas que não assisto).
Meu amigo e tudo isso que estamos vivendo é a porcaria da P que causou tudo isso na gente! Vc não é gay nem bissexual, acredito, como tu disse anteriormente. Estamos com a autoestima bem baixa! Isso se deve ao excesso de P. Eu mesmo não sou aquele cara lindo, muito menos feio. Mas sempre tive dificuldade em me relacionar com as meninas por ser gordinho. A ultima vez que me relacionei agora a moça disse uma coisa para mim que eu não sabia que tinha essa "qualidade.". Ela falou: vc é tão bonito e legal, vc não é vazio por dentro. Tu tem conteudo! Poxa eu fiquei felizão com isso, vc não sabe como. Porém eu brochei kkkkkkkkkk mas acontece, eu estava vendo muita P e acabou afetando minha vida!
No mais é isso!
Parabéns pela coragem de vir aqui e se abrir no forum!

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nabusca
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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Seg 8 maio - 17:16
Casado_naluta escreveu:Boa tarde, nabusca.

Ler o seu relato me traz um certo conforto ao saber que não estou sozinho nessa luta. Me vi exatamente em tudo aquilo que você narrou.

Também consumi pornografia homo e isso confunde a minha cabeça. Eu sei que não tenho vontade de praticar isso na realidade (embora o TOC diga: será que não tem mesmo?). Por exemplo, uma verdade que eu sei é: se eu me separar de minha esposa, vou buscar outra mulher para mim (sem antes, é claro, trabalhar toda a ansiedade antes).

Eu sei que o meu problema envolve uma baixa autoestima e uma excessiva comparação aos outros homens, como sempre eu fosse "menos". Isso me destrói e me aniquila por dentro. E eu penso: como posso estar bem em uma relação sexual se não estou bem comigo mesmo?

Hoje, por exemplo, tivemos uma relação, mas eu estava tão, TÃO, ansioso que pedi para esperar um pouco. Ela foi compreensiva, diminuímos, voltamos com as carícias e tudo fluiu. Homens que não tem esse TOC vão pensar: tudo bem, estava ansioso. Eu penso: estou assim porque sou gay!! É uma luta constante com essas indagações, mesmo sabendo que são infundadas. E eu já fico com medo de ir para outra relação...

Fui para o psiquiatra e estou tomando medicação. Vou buscar um psicólogo agora.
Essa angústia tira um pouco o brilho da vida.

Vamos conversando e vai ficar tudo bem, mas temos que nos afastar do pornô (faz duas semanas que não assisto).


Fala, Casado_naluta

Que bom que meu relato serviu ao menos para que você soubesse que não está sozinho.

Como disse em meu relato, após meu casamento eu passei a viver bem com esses meus traumas passados, e mesmo antes, apesar de eu ter angústias porque minha mente era povada por lembranças daqueles atos da infância, que me geravam excitação e me impulsionavam pra P., eu nunca tive sintomas de HOCD, porque era muito natural meu direcionamento às mulheres.

A coisa entrou em parafuso mesmo há um ano atrás, após o espisódio que relatei, que me levou a enfrentar de frente o problema na terapia, e lidar com todos os acontecimentos da minha vida, o que gerou um questionamento de absolutamente tudo, mas não um tipo de questionamento produtivo, em princípio, mas algo desorganizado, obssesivo, angustiante, desestabilizador. Tive que tomar remédio, passei a ter uma ansiedade absurda no sexo com minha esposa, achei que tudo iria ruir. Aí os sintomas clássicos do obssesivo apareceram, que são autotestes constantes, pensamentos intrusivos, imaginar uma relação com um homem, ficar avaliando mulheres pra testar a excitação, e com isso vem uma redução de mundo, uma falta de energia para todo o restante da existência, uma autoestima que vai pro ralo, medo de perder tudo etc.

Mas cara, a terapia está me ajudando muito. Considero que estou em um patamar muitíssimo melhor do que estava quando do início da crise.

A ideia da bissexualidade não me assusta mais. O que me dava medo e me atromentava era de me descobrir exclusivamente homossexual, perder a atração por minha mulher, perder tudo. Só que isso eu já vi que não é verdade, que não vai ocorrer. É ela quem eu amo, eu tenho e sempre tive desejo por ela, e isso há 12 anos, então a realidade começa se impor sobre essas paranóias, sobre as fantasias. Encarar com maior naturalidade a atração pelo mesmo sexo, ainda que focada no âmbito da P., entendendo que isso ocorreu pelo meu histórico de vida, do trauma de infância, da P. etc., também ajuda a tranquilizar o coração. Não é o que eu queria, mas é o que é. A idéia é mais ou menso essa.

Tem dias que esse processo de naturalização e maior paz no coração, que decorre de uma elaboração que venho fazendo sobre minha história de vida, é mais fácil. Em outros dias, ao perceber que fantasiei com conteúdo homo, seja por ver um corpo masculino, seja por acessar P., que a cabeça entra em parafuso. Mas aí tento me centrar em tudo que já sei sobre mim, sobre meus desejos pela minha esposa, meu amor etc., e não entrar em pânico. O pânico PRA MIM vem de uma não aceitação do que sinto, por ainda me culpar pelo ocorrido na infância e pelo acesso à P; que despertou esses caminhos de prazer que meu cérebro pede.

Nesse processo, quanto menos P. com certeza melhor. As vezes que me sinto melhor é quando fico longe.

Então cara, se eu estivesse em posição de te dar algum conselho a partir de tudo que venho passando, seria: CALMA! rs. Evite fazer sexo para se provar, pra provar algo pra sua esposa. Tenta deixar a coisa fluir mais naturalmente. Curta os beijos, tenha calma, lamba, cheire, declara aquele amor que você sabe estar dentro de você e que as confusões mentais querem fazer você esquecer que sente, não sinta pressão por penetração, sexo é bem mais que isso. E se o sexo não for tão bom, saiba que todo mundo tem sexos não tão bons, e alguns são maravilhosos. Isso não se dá por conta de orientação sexual, não tem nada a ver com isso. E óbvio, fique longe da P. que te afunda.

A atração por mulher não muda. Temos muito mais liberdade de decidir o que queremos do que imaginamos. Não somos escravos de nossos desejos, e não precisamos morrer de medo dele, porque tem coisas que embora não sejam de acordo com o ideal daquilo que queríamos, são como são e estão dentro de uma normalidade. Nossos desejos não nos definem, mas o que nos define é o que fazemos a partir deles. Lembrar que a mente, exposta a um tanto de P. e a partir de nossa história, usa isso contra nós. O ser humano é um mar de confusões, mas também é o único ser que consegue decidir o que fazer com ela.

Sábado esatav preocupado, com sintomas de HOCD mais acentuados. Mas como sempre, ao desencanar um pouco, deixar tudo isso de fora da minha mente, comecei ontem a noite a beijar minha mulher, e até irresponsavelmente, depois da 1h da manhã (irresponsável porque acordo às 6h), tivemos uma noite maravilhosa de sexo (num dia em que, mais uma vez em razão do HOCD eu tinha pensado que nunca mais iria fazer sexo. A gente aprende a dar menos crédito pra esse tipo de pensamento quando entende que ele já veio milhares de vezes, e que milhares de vezes após isso você não só conseguiu transar como foi maravilhoso. Hoje estou muito bem!

Estou há 13 dias sem P. e por enquanto seguindo tranquilo.

Abraços, e qualquer coisa grita!
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nabusca
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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Seg 8 maio - 17:33
CarlitosWay escreveu:
Casado_naluta escreveu:Boa tarde, nabusca.

Ler o seu relato me traz um certo conforto ao saber que não estou sozinho nessa luta. Me vi exatamente em tudo aquilo que você narrou.

Também consumi pornografia homo e isso confunde a minha cabeça. Eu sei que não tenho vontade de praticar isso na realidade (embora o TOC diga: será que não tem mesmo?). Por exemplo, uma verdade que eu sei é: se eu me separar de minha esposa, vou buscar outra mulher para mim (sem antes, é claro, trabalhar toda a ansiedade antes).

Eu sei que o meu problema envolve uma baixa autoestima e uma excessiva comparação aos outros homens, como sempre eu fosse "menos". Isso me destrói e me aniquila por dentro. E eu penso: como posso estar bem em uma relação sexual se não estou bem comigo mesmo?

Hoje, por exemplo, tivemos uma relação, mas eu estava tão, TÃO, ansioso que pedi para esperar um pouco. Ela foi compreensiva, diminuímos, voltamos com as carícias e tudo fluiu. Homens que não tem esse TOC vão pensar: tudo bem, estava ansioso. Eu penso: estou assim porque sou gay!! É uma luta constante com essas indagações, mesmo sabendo que são infundadas. E eu já fico com medo de ir para outra relação...

Fui para o psiquiatra e estou tomando medicação. Vou buscar um psicólogo agora.
Essa angústia tira um pouco o brilho da vida.

Vamos conversando e vai ficar tudo bem, mas temos que nos afastar do pornô (faz duas semanas que não assisto).
Meu amigo e tudo isso que estamos vivendo é a porcaria da P que causou tudo isso na gente! Vc não é gay nem bissexual, acredito, como tu disse anteriormente. Estamos com a autoestima bem baixa! Isso se deve ao excesso de P. Eu mesmo não sou aquele cara lindo, muito menos feio. Mas sempre tive dificuldade em me relacionar com as meninas por ser gordinho. A ultima vez que me relacionei agora a moça disse uma coisa para mim que eu não sabia que tinha essa "qualidade.". Ela falou: vc é tão bonito e legal, vc não é vazio por dentro. Tu tem conteudo! Poxa eu fiquei felizão com isso, vc não sabe como. Porém eu brochei kkkkkkkkkk mas acontece, eu estava vendo muita P e acabou afetando minha vida!
No mais é isso!
Parabéns pela coragem de vir aqui e se abrir no forum!

Fala, Carlitos!

Cara, obrigado por tua resposta.

Eu não me considero mesmo um bissexual na acepção mais clássica. Não desenvolvo vontade de me relacionar com um homem. Mas sinto excitação com fantasias homo e P., e atribuo isso ao meu histórico de vida, e não algo com que nasci. Por isso é um tipo de bissexualidade diferente, alguns podem chamar de bissexualidade outros não. Tenho trabalhado pra que isso importe cada vez menos.

Tenho tentado hoje em dia muito mais focar naquilo que eu quero, do que em classificações. Sou casado, sinto um amor gigante pela minha esposa, temos química, tenho minhas filhas que amo, e estou zero disposto a perder tudo isso por causa de desejos que desenvolvi. E mesmo que estivessem comigo desde meu nascimento, não importa.

Mas certamente a P. é um fator de grande confusão nesse caldo, embaralha tudo, cria a ilusão de que você na verdade nunca sentirá tanta satisfação no sexo com sua mulher do que você sente acessando na P. E o pior é que isso está certo. Não há sexo no mundo, seja com mulher, homem, bicho, pokemon, que vai dar tanto prazer quanto hora e horas de autoexcitação com P., em que você em poucas horas pode acessar centenas de corpos transando, segurar o quanto quiser o orgasmo, parar, continuar. Enfim, é uma atividade solitária, egoísta, não tem um outro envolvido, a vontade do outro, o cheiro do outro, não tem nada que é real. É só você, vocÊ, você. A P. no fim é um vício em você, um egocentrismo doentio. E sim, eu acho que parte das MINHAS atrações homo decorrem de uma autoatração, um desejo pelo meu próprio corpo, pelo igual etc.

É como comparar o prazer de comer um alface, com um chocolate. Ou sei lá, a felicidade natural com a felicidade que uma droga pode te trazer. Não tem comparação. A carga química despejada artificialmente no cérebro é incomprável. Daí o vício que nasce, a dessensibilização pra vida real, pro sexo real, a confusão do cérebro que fica confundindo realidade com fantasia, os pensamentos obssesivos etc.

Fica forte, e vamos nos ajudando!

Abraço!

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Seg 8 maio - 17:37
CarlitosWay escreveu:
Casado_naluta escreveu:Boa tarde, nabusca.

Ler o seu relato me traz um certo conforto ao saber que não estou sozinho nessa luta. Me vi exatamente em tudo aquilo que você narrou.

Também consumi pornografia homo e isso confunde a minha cabeça. Eu sei que não tenho vontade de praticar isso na realidade (embora o TOC diga: será que não tem mesmo?). Por exemplo, uma verdade que eu sei é: se eu me separar de minha esposa, vou buscar outra mulher para mim (sem antes, é claro, trabalhar toda a ansiedade antes).

Eu sei que o meu problema envolve uma baixa autoestima e uma excessiva comparação aos outros homens, como sempre eu fosse "menos". Isso me destrói e me aniquila por dentro. E eu penso: como posso estar bem em uma relação sexual se não estou bem comigo mesmo?

Hoje, por exemplo, tivemos uma relação, mas eu estava tão, TÃO, ansioso que pedi para esperar um pouco. Ela foi compreensiva, diminuímos, voltamos com as carícias e tudo fluiu. Homens que não tem esse TOC vão pensar: tudo bem, estava ansioso. Eu penso: estou assim porque sou gay!! É uma luta constante com essas indagações, mesmo sabendo que são infundadas. E eu já fico com medo de ir para outra relação...

Fui para o psiquiatra e estou tomando medicação. Vou buscar um psicólogo agora.
Essa angústia tira um pouco o brilho da vida.

Vamos conversando e vai ficar tudo bem, mas temos que nos afastar do pornô (faz duas semanas que não assisto).
Meu amigo e tudo isso que estamos vivendo é a porcaria da P que causou tudo isso na gente! Vc não é gay nem bissexual, acredito, como tu disse anteriormente. Estamos com a autoestima bem baixa! Isso se deve ao excesso de P. Eu mesmo não sou aquele cara lindo, muito menos feio. Mas sempre tive dificuldade em me relacionar com as meninas por ser gordinho. A ultima vez que me relacionei agora a moça disse uma coisa para mim que eu não sabia que tinha essa "qualidade.". Ela falou: vc é tão bonito e legal, vc não é vazio por dentro. Tu tem conteudo! Poxa eu fiquei felizão com isso, vc não sabe como. Porém eu brochei kkkkkkkkkk mas acontece, eu estava vendo muita P e acabou afetando minha vida!
No mais é isso!
Parabéns pela coragem de vir aqui e se abrir no forum!

Cara, esqueci de te dizer que você certamente é uma pessoa incrível, com conteúdo, e jamais poderá ser definido por casa de um mau hábito do qual você está lutando pra se desvenciliar.

Nessa equação você não é o mau hábito, você é a força que está buscando se devenciliar dele! Isso é seu caráter! Não se deixe enganar, você tem um valor inestimável, e isso não é papinho de autoajuda, isso é um fato, atestado pelo Deus do Universo!

Abraço!

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Ter 9 maio - 18:59
Salve!

São 14 dias sem PMO. Estava bem tranquilo hoje durante o dia em relação à vontade.

Mas como passei o dia todo sozinho, sem muito trabalho, percebi que estava esquisito, algo parecido como uns picos de euforia. Falava meio sozinho no carro incorporando uns personagens engraçados mas meio intensos demais. Ou dava uns gritos no transito fingindo que estava nervoso, falando uns palavrões. E eu já tive isso em outros momentos da minha vida quando mais novo. É uma coisa meio insana. Nada assim fora do controle, mas eu acabo fazendo, as vezes até doi risada, mas sinto que é algo meio fora da normalidade. Mas talvez prefira isso à angústia, ansiedade e pensamento depr3ssivo. Embora seja algo parecido com ansiedade, parece que há uma aceleração da mente meio fora do padrão. Aí fui pra uma praça, fiquei sentado sozinho em meio à natureza, observando, vendo as folhas que caíam mais que o normal parecendo indicar uma mudança de estaçào tentei refletir na nossa necessidade de nos adaptarmos, embora as vezez percamos folhas, novas estações virao e um dia floresceremos. Enfim, esse tipo de viagem. Orei pra Deus ali, pedindo pra ele me ajudar a ser quem Ele quer que eu seja, pra eu nao desperdiçar meus potenciais, nao me perder em mim mesmo. Aí dei uma acalmada. Em casa peguei o violão, comecei a tirar uma música, a mente deu uma acalmada.
Mas agora no começo da noite comecei a me sentir pra baixo. Sem motivo aparente. Aí me vem pensamentos de que minha mente é quebrada, de que nunca estarei completamemte em paz e livre de pensamentos perturbadores. Que sempre minha mente estará meio dividida e que nunca conseguirei ter uma vida plenamente produtiva pra deixar algum legado. Sintomas de HOCD aparecem, me dizendo que tudo isso decorre do fato de eu nao libertar minja sexualidade e transar com homens, e eu fico pra baixo, meio perdido, com receio disso nunca ter fim.
Aí a tentaçao do P começa a apertar um pouco mais. Minha filhas estao em casa agora, na sala, e eu poderia estar com elas, ja que fiquei o dia todo longe, mas elas pediram pra jogar no comoutador e como estou meio sem energia achei comodo autorizar. Aí vom aqui pro fórum desabafar e reforçar meu compromisso em nao acessar P.
Agora vou lâ fazer janta e interagir um pouco com meus amores. Minha esposa chega tarde hj porque tem pós.
Enfim, nao sei se todos esses sentimentos vem do vício, abstinencia, se recorro ao vício porque tenho esses sentimentos em razao de traumas que nao consigo superar, ou mesmo se é possível separar as coisas, se nao sao coisas que se retroalimentam. Mas as vezes cansa.

Abraço a todos!

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Ter 9 maio - 23:14
Não tem nada de diferente. É o vício querendo arranjar desculpa.
Força na batalha!

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Qua 10 maio - 11:11
Rottweiler escreveu:Não tem nada de diferente. É o vício querendo arranjar desculpa.
Força na batalha!
o que o amigo Rott falou é verdade meu 10. Esse trem que é te derrubar, mas não caia em tentação! Se quiser tem a gente para tu desabafar e falar as coisas que tem vontade! No mais é isso meu amigo!

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Qua 10 maio - 14:03
Hoje está bem difícil. Humor oscilando e muita vontade de P. Quero continuar firme mas está difícil. Nao sei muito o que fazer nessas horas em que parece que a vontade nao vai embora, se manifesta no corpo. A sensaçao é que só consigo desviar quando pego algo pra fazer (trabalho), mas que após terminar volta a vontade. Pior é que da vontade de procrastinar o trabalho e acessar, mesmo tendo coisa pra fazer.

Parece que a mente pede, argunenta que nao tem problema só um pouco, só uma masturbaçao, que vai me deixar mais tranquilo, que só assim conseguirei parar de pensar nisso etc. Horrível!

Só me restou vir aqui pra desabafar. Vou tentar manter firme.

Sao 15 dias sem.

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Qua 10 maio - 17:58
Caí.

To muito chateado. Nao me masturbei. Mas depois de conseguir fugir, comecei vendo mulheres no instagram. Fiquei excitado. Aí resolvi parar de ver. Mas me veio na mente uma fala que tinha ouvido há muito tempo que existe uma rede social que P é liberado (todo mundo deve saber qual é, mas nao vou falar aqui pra nao gerar gatilho). Aí resolvi ir conferir se tinha mesmo, e, óbvio, tinha, e fiquei vendo várias imagens por uns 10 minutos, fiquei super excitado. Uma bosta!
Vou começar a recontagem.
O que estou percebendo é que estou mais viciado do que imaginava.
Amanha será o dia 1 novamente.
Nao estou acreditando....

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Qui 11 maio - 10:12
Ontem foi curioso. Conforme relatei, caí. Nao teve M, mas teve P por uns 10 minutos. E parece que depois da queda fiquei com menos força de vontade ainda, e com muita vontade de ver P. Fui fazer um programa com a família à noite, que foi o momento que me distraí e fiquei sem pensar em sexo. Mas na volta, após as crianças dormirem, enquanto via TV no sofá com minha esposa, já comecei a acessar alguma coisa (nao explícita, mas mulheres no instagram), porque estava com desejos.
Percebi que tinha que transar. Aquela energia sexual que acumulei vendo as imagens nao iria embora sozinha e qualquer coisa tava me deixando doido de vontade. Na verdade percebi ontem desde que acordei que estava com mais desejo, olhando pra mulher, pra homem, ja de forma diferente. Pode ser o ciclo natural, ja que minha última relaçao com minha esposa tinha sido no domingo a noite, ou mesmo aquele efeito que li no forum que existe, que seria o oposto do flat line (esqueci o termo em ingles), mas que desperta desejos maiores que o padrao após uns 15 dias no reboot. Enfim, nao sei dizer bem a razao, fato é que eu ja acordei mais propenso, e acessar as imagens potencializaram mais o desejo. Na verdade se manifesta mais como compulsao do que desejo, porque vai ficando cada vez mais incontrolavel.
Aí no que minha esposa saiu do banho eu já parti pra cima e fizemos um sexo muitíssimo prazeroso. Eu estava 100% presente, nao tinham imagens intrusivas na minha cabeça, nao fui egoísta e me preocupei e dar muito prazer a ela o que tambem me deu muito prazer, enfim, foi perfeito.
Daí que veio minha "confusão", porque sempre meu receio é que a P. estrague o sexo, meu relacionamento, minha vida. Porque eu acesso majoritariamente P gay, embora tambem hetero, e isso me da HOCD forte, nunca consigo naturalizar o acesso ao P. gay, depois me sinto sujo, pervertido etc. E por vezes de fato atrapalha, nao mais ao ponto de brochar, que é algo bem mais raro hj em dia, mas que ja aconteceu, mas principalmente no ponto de nao deixar o sexo ser muito prazeroso, de ser confuso, de nao me deixar estar ali por inteiro, de me levar pros traumas de infancia de gerar HOCD muito intensa.
Mas ontem nao aconteceu nada disso. Talvez porque eu nao M. e nao assisti por período prolongado, cerca de 10 minutos apenas. E talvez porque estava 15 dias sem PMO e consegui lidar melhor emocionalmente com a queda, nao deixando ela me destruir e me deixar pra baixo.
Nao sei se posso considerar um efeito positivo dessa abstinencia de PMO de 15 dias.
Enfim, hoje acordei e me sinto tranquilo, sem vontade nenhuma de acessar P. Dormi bem.
Mas sei que em alguns dias vai voltar a vontade e se acontecer quando eu estiver sozinho em casa é muito grande a chance de eu me afundar e ficar assistindo P por longo período. Refletindo agora, percebo que ontem foram mais as circunstancias que me impediram de me afundar (gente em casa) e e nao mru autocontrole. E sei que se eu ficar sozinho no dia que a vontade vier e eu ceder, posso me afundar por período longo e os efeitos emocionais negativos virao com força e novamente estarei preso em ansiedade/depressao que eu tento nao demonstrar pra ninguem mas me destroem por dentro e o sexo sera afetado. Por isso nao vou me enganar, que parece que é isso que minha mente quer. Quer pegar um dia que teve alguma P. e me convencer que é possível ter uma relação saudável com ela. Coida que eu tenho plena certeza que nao consigo. É a mente viciada querendo de forma sofisticada garantir o acesso à dopamina a que se acostumou ao longo de décadas.

Comecei esse texto mais enganado e iludido, mas ao longo da escrita percebi o que de fato aconteceu, porque estou refletindo sobre ontem só agora enquanto escrevo. Não posso me deixar enganar.

Continuarei no esforço do Reboot.

Hoje é o dia 1 novamente.

Sigamos!

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Não se desanime meu amigo!

Qui 11 maio - 11:51
Bom dia meu amigo! Uma coisa que acontece comigo e eu não sei se tu tem os mesmos sintomas! Quando vejo P mas não me M eu não tenho HOCD(ele não "desperta"). Mas aí quando pego para me MO eu fico tão deprimido que o HOCD bate tão forte que me leva a lona! Senti isso ontem! Eu também caí. Tinha completado 10 dias longe mas por causa de uma prova que eu fiz...Eu descontei minha angustia de não ter ido bem no PMO! E é sempre assim. Tenho que resolver esse problema!
No mais é isso, parabéns pela linda familia e se cuida meu amigo. Não baixa a guarda pois o gongo não tocou! Smile

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Sex 12 maio - 14:59
CarlitosWay escreveu:Bom dia meu amigo! Uma coisa que acontece comigo e eu não sei se tu tem os mesmos sintomas! Quando vejo P mas não me M eu não tenho HOCD(ele não "desperta"). Mas aí quando pego para me MO eu fico tão deprimido que o HOCD bate tão forte que me leva a lona! Senti isso ontem! Eu também caí. Tinha completado 10 dias longe mas por causa de uma prova que eu fiz...Eu descontei minha angustia de não ter ido bem no PMO! E é sempre assim. Tenho que resolver esse problema!
No mais é isso, parabéns pela linda familia e se cuida meu amigo. Não baixa a guarda pois o gongo não tocou! Smile

Fala, Carlitos

Cara, vou tentar perceber se há esse relação entre PMO e o HOCD, e se muda quando não tem a MO, mas apenas a P. Até hoje não percebi isso.

O meu HOCD não é muito de ficar desconfiado se sinto atração por homens, porque a atração física eu tenho, muito embora ela se dê no âmbito virtual e fantasias mentais preponderantemente. Mas eu consegui "naturalizar" isso, aceitar que isso foi despertado por conta do meu histórico sexual, o meu início precoce ainda criança com outros meninos do prédio, o acesso a P. também muito criança e prolongado nos anos, e que se caracterizou em mim como um trauma (segundo diagnósticos de dois psicólogos), o que sempre me faz buscar esse retorno das experiências sexuais trumáticas, pra reviver a culpa, o "segredo", o proibido etc., que foi como aprendi que era a sexualidade. Entendi que o desejo pelo mesmo sexo não é algo que nasceu em mim, como ocorre com pessoas homossexuais que simplesmente são homo porque assim nasceram, e isso já não me incomoda muito, porque passei por um processo doloroso de aceitação de que foi isso que aconteceu, que não tem o que fazer (ainda estou nesse processo, ele não é linear, vai e volta). Daí que entendo ter um tipo de bissexualidade "adquirida", porque como já tive experiências homo na infância até início da adolescência, eu sei que posso sentir prazer com isso, o que não é a mesma coisa que ser homossexual. Eu não sinto atração afetiva por homens, toda minha afetividade sempre foi direcionada às mulheres, nunca tive qualquer desejo de ter relacionamento com um homem, não é algo que preciso controlar, lutar contra etc.

Mas no começo, no gatilho que despertou toda minha crise há um ano atrás, o HOCD tomou conta de mim, com pensamentos obsessivos que me diziam que na realidade eu queria sim ter um relacionamento amoroso com outro homem mesmo eu nunca tendo tido vontade, que eu era um gay reprimido, que eu iria deixar de amar minha esposa etc. Mas nunca surgiu um homem específico que me fez pensar nisso, surgia na mente como uma idéia genérica e isso me causava uma ansiedade gigante porque eu não conseguia controlar esse pensamento que não parava de martelar na minha cabeça. E junto com isso vinha o medo irracional de que eu perderia a minha atração pela minha mulher, que eu era uma farsa, que tudo na minha vida iria desmoronar porque a verdade viria à tona, e eu perderia minha mulher, minhas filhas, meus amigos, tudo!

Só com o tempo, eu fui percebendo que o tesão pela minha mulher sempre "volta", principalmente quando eu não estou encanado com esses pensamentos obssesivos sobre minha sexualidade, e a vida sexual permenece muito satisfatória. Ocorre que agora eu só não fico encanado sobre minha sexualidade, principalmente quando fico longe da PMO. E quando eu fico longe do PMO mesmo a atração física por outros homens quase desaparece, porque essa atração na realidade parece muito mais uma neurose e um autoteste, uma obsessão, que fico fazendo em relação aos outros homens, qualquer um que passa na rua, desde o tizinho de 60 anos até o jovem sarado, do que um desejo sexual normal. Ou seja, a PMO desregula todo meu sistema de desejo e torna ele doente, obsessivo. Pior que isso durante a minha vido toda não ocorreu. Nunca fiquei olhando pra homens na rua, me autotestando, embora consumisse P. gay. Foi após essa crise de um ano atrás que começou, o que me leva a crer que está bem dentro do aspecto HOCD, embora seja diferente dos casos em que a pessoa de fato não sente prazer sequer com P. gay, mas fica assistindo num autoteste eterno (vi alguns relatos desse aqui no forum).

Por isso, como meu consumo de P. está bem reduzido, e por eu ter tratado bastante da questão da HOCD na terapia, hoje estou bem melhor do HOCD do que já estive, mas mesmo assim não livre dele, e por vezes fica mais intenso, mas agora na minoria do tempo. No início era 100% do tempo, fazia duas sessoes de terapia por semana, e as vezes queria mais, tomava remédio, achava que iria perder tudo o tempo todo. Agora terapia 1x a cada 15 dias, parei o remédio também, e na maioria do tempo estou num estado de normalidade emocional em relação à dúvidas sobre minha sexualidade.

Mas como nunca consegui ficar mais de 3 meses sem PMO, quero agora só melhorar, e fazer esse reboot, para ter cada vez mais clareza mental e autocontrole.

É isso, abraço e fica firma na luta.!

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Seg 15 maio - 23:12
Olá guerreiro. Passando aqui no seu diário. Dei uma lida e percebi q vivi coisas parecidas com vc, porém os atos sexuais aconteceram poucas vezes. Na infância umas três vezes. E adulto em banheiros públicos três vezes tbm, e foram suficientes pra eu refletir e ver q aquilo não era pra mim. Sempre s. oral, nunca houve penetração. Cresci consumindo p. gay e vendo a nudez masculina tbm pra fazer comparações.

Enfim, vou continuar acompanhando seu diário.

E o q eu posso te dizer é, deixa o passado pra trás, não fique trazendo a memória essas lembranças.
Escreva todo o passado infeliz numa carta e queime.

Aproveite a esposa que Deus te deu. Honre ela e ame. Se ame tbm.
Se as redes sociais tão te dando gatilhos evite elas ou corte.
Procure fazer uma atividade física, academia ou algo do tipo pra tá espairecendo a mente.
Os psicólogos e psiquiatras são ótimos nesse processo, mas q Deus seja seu ponto de partida.

Tenho vontade de casar e ter filhos, mas enquanto não ser curado totalmente, não me sentirei preparado pra um relacionamento.

Acho q tá na hora desse vício ser extinto da nossas vidas. Vc é o sacerdote da sua casa, tem uma linda família. Não gaste mais tempo com isso.

Parabéns por ter compartilhado sua história, sei como é difícil toda essa confusão. Mas nós precisamos tomar uma atitude pra mudar essa realidade.

Se aproxime de Deus, boa sorte nessa caminhada🙏🏽🕊

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Ter 16 maio - 13:39
Roentgen escreveu:Olá guerreiro. Passando aqui no seu diário. Dei uma lida e percebi q vivi coisas parecidas com vc, porém os atos sexuais aconteceram poucas vezes. Na infância umas três vezes. E adulto em banheiros públicos três vezes tbm, e foram suficientes pra eu refletir e ver q aquilo não era pra mim. Sempre s. oral, nunca houve penetração. Cresci consumindo p. gay e vendo a nudez masculina tbm pra fazer comparações.

Enfim, vou continuar acompanhando seu diário.

E o q eu posso te dizer é, deixa o passado pra trás, não fique trazendo a memória essas lembranças.
Escreva todo o passado infeliz numa carta e queime.

Aproveite a esposa que Deus te deu. Honre ela e ame. Se ame tbm.
Se as redes sociais tão te dando gatilhos evite elas ou corte.
Procure fazer uma atividade física, academia ou algo do tipo pra tá espairecendo a mente.
Os psicólogos e psiquiatras são ótimos nesse processo, mas q Deus seja seu ponto de partida.

Tenho vontade de casar e ter filhos, mas enquanto não ser curado totalmente, não me sentirei preparado pra um relacionamento.

Acho q tá na hora desse vício ser extinto da nossas vidas. Vc é o sacerdote da sua casa, tem uma linda família. Não gaste mais tempo com isso.

Parabéns por ter compartilhado sua história, sei como é difícil toda essa confusão. Mas nós precisamos tomar uma atitude pra mudar essa realidade.

Se aproxime de Deus, boa sorte nessa caminhada🙏🏽🕊

Valeu, Roentgen!!!

Obrigado por acompanhar.

Saiba que se eu que fui tão fundo consigo ter uma família feliz, certamente você conseguirá se é este seu desejo!

Mas como você disse, o mais importante é estarmos satisfeitos em Deus. Não será uma família, uma faculdade, um amigo, nada, nada pode satisfazer nosso vazio, a não ser o amor incondicional de Deus. A P. é uma ilusão, só fica maquiando nossos vazios, nossos traumas, nossas tristezas e frustrações, uma dose artificial de dopamina, mas depois joga a gente ainda mais pra baixo, aprofundando todos esses problemas. É difícil, mas temos que nos lembrar disso quando a vontade vier. E principalmente temos que nos alimentar daquilo que é bom, puro, a natureza, os amigos, a família, uma boa conversa, um abraço de alguém que amamos, levar nossa mente pro assombro que é o tamanho do universo e do Deus que o criou. Ampliar nossa consciência sobre Deus, sobre a aceitação radical que Jesus faz da gente e chama a gente pra aceitar e levar amor a todos que precisam, independentemente de quem sejeam. Precisamos não reduzir a Deus em caixinhas que muitas vezes nos vendem nas igrejas, como se fosse apenas um genio da lâmpada. Ele é mais que isso, é nosso pai, nossa mãe, nossa força, o único que pode encher nosso coração de amor.

Abraço e vamos nos falando!

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Ter 16 maio - 23:17
nabusca escreveu:Olá,

Tenho 40 anos, um casamento feliz com a mulher da minha vida, duas filhas, uma de 9 outra de 6.
Li alguns relatos, e encontrei histórias muito parecidas com a minha, o que não achei que existissem. Pensava ser um caso único no mundo. Isso já me trouxe alento!
Pois bem, começarei do começo rs.
Tive uma inicação sexual muito precoce, por volta dos 9 ou 10 anos de idade. Tudo começou quando um amigo do prédio, um pouco mais velho, me contou sobre uma brincadeira que faziam com outro menino do prédio, na qual ficavam simulando sexo. A propaganda desse meu amigo sobre a brincadeira foi de que o pau ficava gigante. Enfim, tinha inocência envolvida, descobreta do corpo etc. E então esse meu amigo me convidou para participar da brincadeira, e eu aceitei (costumo dizer que foi a pior decisão da minha vida).
No início a brincadeira era coletiva, envolvia vários meninos do prédio. Mas com o passar o do tempo, o menino que era considerado "a mulher" da brincadeira, uma criança com trejeitos claramente homossexuais, começou a concentrar em mim a brincadeira, e com o passar do tempo a brincadeira foi evoluindo, até que começou a acontecer atos sexuais (sempre escondido, pelas escadarias do prédio, esse tipo de coisa). Eu sempre o ativo e ele sempre passivo.  Por vezes ele queria testar ser ativo, e quando isso ocorria eu sentia muita repulsa, me sentia humilhado, e a coisa acabou nunca acontecendo porque não conseguíamos.
Mas essa "brincadeira" durou anos, até o início da adolescência, com 14 anos, quando me dei conta de que aquilo era "coisa de viado" e falei pro menino que não queria mais.
Sempre na minha cabeça, e eu falava isso pra ele,  aquilo era um reinamento, e eu falava pra ele "imagina quando pegar uma mulher de verdade como deve ser bom".
E a partir disso, sempre mantive minha atração e afetividade na vida real direcionadas às mulheres. Nunca cogitei ter um relacionamento com um homem, e sempre interpretei o ocorrido como coisa de moleque, criança, "troca-troca", descobertas etc.
No entanto, desde aquela época já assistíamos filmes pornográficos. Esses vizinhos eram em 3 irmãos, e eles tinha playboys, vídeos pornôs, revistas etc., coisa que não tinha na minha casa. E eu acabei desenvolvendo interesse, porque ficávamos na casa deles assistindo, já que a mãe deles nunca estava.
Até que chegou a internet, quando eu tinha cerca de 16 anos. Aí, acessando os chats do uol, vi que existia a sala de pornografia gay, e entrei pra ver. Me senti excitado com as imagens, e passei a consumi-las com frequencia, para me masturbar.
Ao passo que continuava atraído por mulheres, na escola vivia de ficadas, namoricos, sonhando em perder a virgindade com uma, na masturbação usava imagens e vídeos gays.
Fui crescendo, e comecei a me tornar uma pessoa muito insegura em relação à minha sexualidade, as imagens das "brincadeiras" homo da infância, associadas ao consumo de porno gay, me faziam sentir um E.T, uma pessoa bagunçada por dentro, estragada, diferente de todo mundo. E nos relacionamentos com mulheres isso começou a afetar. Por mais que me apaixonasse, sentisse tesão pelas mulheres, nas preliminares a coisa fluía muito bem, amava beijá-las, quando via que haveria a possibilidade de penetração, isso me bloqueava, eu morria de medo de falhar, e minha mente me acusava que eu era estragado. Isso foi fonte de muita angústia. Eu sabia que era hetero, porque me atraía por mulheres, me apaixonava, queria estar com elas, ao mesmo tempo que tinha esse "segredo" que me fazia questionar que tipo de heterossexualidade era aquela, me dava medo de ser "descoberto", de que eu não era o macho alfa que idealizava, e me dava medo de me relacionar com alguma mulher sexualmente porque achava que eu poderia passar vergonha,  que os outros homens eram melhores que eu, já que minha sexualidade era toda destruída. Vivi por anos essa angústia solitária, com autoestima destruída. Mas mesmo em meio a isso tudo, eu nunca me senti atraído por um homem na vida real, nunca desenvolvi qualquer afeto, enunca me imaginei num relacionamento romântico com um homem. Tudo se dava no âmbito da pornografia e fantasias a ela associadas e lembranças da experiência da infância. Podia até me imaginar na masturbação com um amigo. Mas quando estava perto dele na vida real, não sentia uma atração. Tudo era muito virtual e mental.
Tanto que mesmo nessa fase, consumindo pornô gay etc., eu nunca me considerei gay,  nunca tive desejo de "me assumir", sempre atribuí o desenvolvimento desses gostos pelo meu histórico infantil, e tinha quase nenhum conflito em relação à minha orientação, que fluía naturalmente para as mulheres.
Com uma namorada que tive um relacionamento um pouco mais longo eu comecei a ter relação sexual, mas sempre com muita culpa, porque eramos da igreja, e a ideia era casar virgem. Mas num dia que decidimos e nos programamos para fazer sexo, numa primeira tentativa deu "tudo certo", estava com tesão, mas por ela ser virgem, foi bem difícil. Aí na mesma noite tentamos novamente mais tarde e eu broxei. Daí eu desenvolvi um certo pânico, e tinha muito medo de passar por isso de novo.
Todo esse tempo, continuava viciado em pornô, e as vezes passava a madrugada assistindo. Majoritariamente gay, embora não exclusivamente.
Aí conheci minha esposa, nos apaixonamos loucamente e começamos a namorar. No namoro com ela, por termos muita cumplicidade, mais rranquilidade em relação à culpa da religião, eu desenvolvi melhor minha sexualidade, embora tenha tido ansiedades também, mas nunca cheguei a brochar. No entanto, ainda era um namoro na igreja, então nunca desencanamos da culpa e vivemos como casal com vida sexual ativa, eram sexos esporádicos. Mas tínahmos muita química, muito tesão, muita preliminar, muita descoberta gostosa.
Enfim, nos casamos, no começo tive asniedades  sexuais, porque não sabia bem como era ter uma vida sexual ativa e aberta, sem culpa. Toda minha sexualidade era relacionada às experiências da infância e pornografia e algumas frustrações na vida adulta, sempre com culpa, poribição etc.
Mas com o tempo nos acertamos, e posso dizer que a partir daí minha vida mudou da água pro vinho. Praticamente abandonei a pornografia, e nossa vida sexual foi só melhorando, pelo período de dez anos. Nesses anos parece que toda aquela culpa e angústia ficaram no passado, comecei a me desenvolver como ser humano em todas as áreas, nas artes, nos estudos de meu interesse, em tudo, como nunca tinha ocorrido. Foram os 10 melhores anos da minha vida, tive duas filhas, que são as coisas mais maravilhosas, e vivo um relacionamento de amor muito satisfatório.
Mas sempre tive um fantasminha das lembranças, e ocasionalmente "caía" na pornografia. NUnca me livrei definitivamente.
Refletindo comigo, por sentir de fato excitação com imagens de homens fazendo sexo e nudez masculina, ainda que majoritariamente no âmbito virtual, eu me defini nesse período com um tipo de bissexual, e fiquei ok com isso, já que vivia bem com minha sexualidade pela primeira vez na vida, meu sexo com minha esposa só melhorava com muita frequencia a intensidade. Minha esposa muito aberta na cama explora áreas de prazer que descobri  nesses anos, consideradas não convencionais, e não me acha gay por isso, e ok, vida feliz, as vezes com alguma masturbação esporádica com fantasias homo, tudo certo, sem maiores refelxões, fui acomodando essas questões na minha mente.
No entanto, tive um episódio em que estava sozinho, e um homem gay se aproximou e começou a me paquerar. Era numa praia deserta, e ele estava praticamente me chamando pra fazer sexo ali mesmo. Obviamente neguei, mas percebi depois que fiquei excitado naquela situação, e isso me perturbou muito, porque não era uma situação virtual, era real, embora não houvesse chances de ocorrer porque eu jamais faria aquilo comigo e com minha mulher etc. Mas o desejo apareceu e mais tarde eu me masturbei fantasiando que aceitava o convite.
No dia seguinte, ainda perturbado com isso, fiquei sozinho com minha mulher e fomos dar uma rapidinha. Eu não estava muito a fim, porque estava perturbado, mas ela estava e demos uma. Mas embora não tenha brochado, não foi um sexo muito prazeroso. E foi aí que minha cabeça pirou.
Comecei a questionar tudo, se tudo que eu tinha vivido com ela era uma farça, se eu nunca tinha gostado do sexo com ela e na verdade eu era apenas um gay enrustido, e esses pensamentos cresceram e cresceram, e eu comecei a me autotestar, comecei a pensar em todos episódios na minha vida e comecei achar que eu era homossexual enrustido, que a conta tinha chegado, que eu ia perder tudo, minha família, minha esposa, minhas filhas, meus amigos, tudo.
Entrei num parafuso gigante, com crise de ansiedade, andava pela minha casa e parecia sempre que eu estava me despedindo de tudo, das coisas que amo, e meu destino era viver como um gay em prostíbulos por aí, porque jamais conseguiria amar um homem romanticamente.
Aí nesses autotestes eu voltei pra pornografia mas habitualmente, fiacava vendo mulher pelada o dia inteiro, instagrm, facebook, ora me excitava, ora meus pensamentos diziam que eu tava estava forçando pra não aceitar que sou gay. Aí ia assistir pornô gay e me excitava, e isso me destruía.
Não conseguia mais disfarçar minha angústia, e tive que confessar tudo que estava se passando pra minha mulher, com muito medo que ela me abandonasse.
Mas ela me ama, e foi muito compreensiva!
Destalhe: antes do episódio que gerou esse gatilho todo, eu comecei a fazer terapia. Não estava mal, era na intenção de autoconhecimento e tal, naquela ideia propagada por aí de que é bom pra todo mundo fazer terapia. Mas logo nas sessões a questão da sexualidade veio à tona e eu, pela primeira vez, comecei a lidar com a questão e verbalizar tudo que tinha passado. Até então vivia tudo como um segredo, por 40 anos.
Então, como eu estava mexendo nessas questões que estavam adormecidas, recordando coisas da infância etc., tudo estava muito a flor da pele, por isso quando recebi a cantada, que me gerou excitação, a coisa explodiu. Somou-se a isso as angústias de outras áreas da vida, como a profissional, onde estou estagnado, ter passado por uma pandemia, o momento político do país, o sorimento que há no mundo, que me afetam muito etc., e foi a tempestade perfeita.
Só que desde então eu nunca consegui normalizar minha mente. Na rua fico olhando pra todo homem que passa, fico imaginando se sentiria prazer no sexo real, fico me imaginando em um relacionamento romantico pra ver se eu conseguiria, e obvio, nunca chego a uma conclusão, aumento o medo de perder tudo e fico preso nesse ciclo.
Mudei de psicólogo, porque o anterior queria normalizar muito as coisas, dizendo que não tinha nada de errado em ver um pornô, se masturbar e seguir a vida, e eu não acho que isso seja um caminho para mim, por causa do meu histórico. Eu simplesmente não consigo ver um pornô e não sentir culpa, desprezo por mim mesmo etc.
Mas o novo terapeuta tem me ajudado bastante e sinto que estou progredindo. Meu medo de perder tudo passou, a vida sexual com minha mulher melhorou muito relativamente ao que estava no momento da crise em que eu não conseguia fazer sexo, embora me sentisse obrigado pra provar pra mim e pra ela (pra quem tinha confessado tudo) que eu não era gay, e isso fazia com que não funcionasse e aumentava minha angústia.
Mas percebo que tem momentos, quando estou me sentindo sem libido, que eu acho que a pronografia pode ativar meu libido, mas aí acabo caindo em porno gay muitas das vezes, e o ciclo todo recomeça.
Percebi que tem um nível de excitação que eu só consigo acessando pornografia, porque se estende por horas, e o tesão as vezes está naquela busca de imagens, até achar a "imagem perfeita".  E a verdade é que desde a infancia eu nunca consegui ficar mais de 3 meses sem pornografia. Porque parece que meu cérebro é dependente de um tipo de excitação, a tal "bomba de prazer", que tem a ver com a proibição, com o sujo, que eu não obtenho em nenhum outro lugar.
Nesse processo estou em altos e baixos. Momentos que acho que superei, que minha sexualidade, desejo pela minha mulher e satisfação no sexo normalizaram, em outros momentos acho que o sexo está meio ruim, por eu não gostar mais de mulher, e que eu nunca vou estar satifeito e bem mentalmente enquanto não me assumir gay, ainda que isso me custe tudo que mais amo.
Por isso digo que, como descobri na terapia, meu caso é complexo, envolve traumas sexuais de infância (início precoce que me fez perder a inocência e me desenvolver precocemente - aos 12 anos parecia q tinha 20), o que me levou ao abuso de drogas e alcool, e me levou a querer repetir a experiência traumática (que trazia prazer) por meio da pornografia, que tinha os componentes do sujo, proibido etc, assim como as primeiras experiencias sexiais precoces, além de vício em pornografia por muitos anos, o fato de eu sentir  excitação com imagens e corpos masculinos, e também sintomas da HOCD.
Enfim, chegando agora e despejando tudo isso. Se alguém achar que pode me ajudar de alguma forma, esse é meu objetivo de estar aqui.
Desculpem o texto imenso.


Olá, amigão!
Primeiramente parabéns pela coragem de se abrir, com sinceridade e empatia por si mesmo.
Gostaria de trazer algumas colocações, sobre a minha realidade, tendo em vista que nos deixou à vontade para isso.

Eu também vivi o que você passou na infância, porém, sem aprofundamentos sexuais que envolvessem nada além do troca-troca.
Isto se arrastou até os meus 16/17 anos e assim como você, vejo que troquei os atos pessoais com os colegas, pelos virtuais; e ai mora um dos problemas.
O fato de ter tido uma precipitação sexual, se agravou por ser com meninos, por vezes; mais velhos. Logo, com mais maldades, sem tanta inocência. Isso gera um trauma enorme, hoje, inclusive, é crime.

O fato de um dos seus colegas(ou mais) ser de uma orientação sexual homossexual, já reconhecida por você na infância, também é outro quesito. Inconscientemente, em algum momento da sua vida, você fez esta associação. Como se o fato dele praticar o troca-troca fosse sinal da sua homossexualidade. O que claramente não se justifica.
Poderia entrar em vários fatores aqui, como os abusos mentais que você pôde ter sofrido, por ter essa prática com meninos mais velhos que você; poderia falar também da questão religiosa; ou até mesmo do tempo que isso se desenvolveu, o bastante para o "normal" entre os outros meninos, que na sua idade, já teriam partido para as brincadeiras com as meninas kk. Mas ai entra também a questão da timidez, do pacto da virgindade, do esperar em Deus e tudo mais que acredito que já tenha entendido.

Quando você teve um start, de que aquilo já não te cabia. Aquilo já estava cabendo perfeitamente em você. Pelo simples fato da recorrência daquilo em você. Pois simplesmente, era o contato com o sexo masculino, de genitais masculinas, que você tinha experimentando na vida até então.

E aí, para se "livrar" da prática. O que é satisfatoriamente mais aceitável?, o virtual, a fantasia, o fetiche..
Sem dúvidas, a P só agravou esse trauma. Gerou vício, e como todo vício, traz danos.
Desde a infância, você associa os vídeos aos meninos.
Desde a infância, você assistia com meninos.
Provavelmente atrelado aos estímulos com eles também.
Você se lembra algum momento de ter assistido ou falado sobre P com meninas?
Provavelmente, não.
Então daí, inconscientemente, você sempre associou sexo/P a prática majoritariamente homossexual.
Tudo isso gera mais curiosidade, aquele processo de escalonamento dos vídeos, insegurança, ansiedades...
O comportamento muda, a gente passa a ser mais afeminado nos comportamentos.
O nosso olhar para os homens, é sempre de desejo, curiosidades de punho sexual ou de auto afirmação da sexualidade, da masculinidade.
Os testes pessoais só alimenta mais vício.
"Hoje vou assitir só pra testar se é isso mesmo.."
E quando assisto, me excito, logo, acho que tudo faz sentido. Mas não, é tudo o processo do vício.

Agora entramos na parte em que você acumulou tudo isso e inevitavelmente transbordou no seus relacionamentos posteriormente.
Você talvez nem soubesse, mas estava doente mentalmente, intoxicado mesmo.
E como que segue a vida assim? Não dá. Tem que tratar mesmo. A melhor coisa que você fez, foi procurar ajuda.

Sabe aquele lema dos AA's?
Um dia de cada vez. É só por hoje!.
E é assim mesmo! Kkk
Tem que viver daqui em diante, sabendo que, se você se prestar a P excessiva e principalmente de punho homossexual, você vai cair feio.
O lance do episódio na praia, pode ter muito haver com a necessidade de ser conquistado também. De ter tido a oportunidade de experimentar o diferente, depois de muito tempo. Isso, em qualquer situação, é excitante e praticamente irrecusável kk. Faz parte da natureza humana.

Foi muito importante você expor para a sua esposa tudo isso. Ajuda muito no processo e na intimidade de vocês.

Como considerações finais kk, me permita lhe dizer algumas coisas.
Esqueça a P como escape ou como auto afirmação ou até mesmo auto testes. Cara, isso é furada. 99% do conteúdo é cinematográfico, tudo ilusão; independente do gênero/categoria. Portanto, não vai te trazer resposta alguma.
Se for utilizá-la, tente fazer isso com um conteúdo mais leve, menos agressivo.
E de modo que não te gere culpa, pq se for gerar, nem inicie.
Se dedique o quanto mais ao S com sua mulher. Você deixou claro a intimidade e entrosamento que possuem. Explore mais isso. Satisfaça os seus desejos com ela.
Se se identificar como bi, de fato, seja sincero com si mesmo;por que afinal, no final, é o que importa. Do mais, são tratativas que você terá que ter com sua família, com o seu casamento e os bens mais preciosos que são suas filhas.

Um abraço, Karnall.




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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Obrigado, Karnall

Qua 17 maio - 11:35
Fala, Karnall

Cara, obrigado por essa interação. Acho que você captou muito bem o processo todo, até por ter passado por algo semelhante.


Uma coisa que tem ocorrido é que as vezes tenho me sentindo meio que sem tesão total. Aí meio que vou até a P (sem MO) pra dar uma "ativada", e pior que parece que funciona. Vejo um pouco, me excito e aí a excitação meio que segue comigo. E eu não queria que isso se desse assim, porque é um tipo de dependência e estou um pouco confuso de como lidar com isso.

Quanto á minha bissexualidade, creio que exista de fato, nesse sentido bem sexual e não afetivo que mencionei, e tenho conseguido viver com isso. Como disse, essa bissexualidade vejo mais como um fato, afinal eu tive relações sexuais homo na infância e pré-adolescência que me mostraram que e eu posso sentir prazer. Na verdade acredito que qualquer um pode ter prazer numa relação sexual homo, porque o corpo responde a estímulos. No entanto a maioria das pessoas nao se interessa por isso, porque sempre desenvolveram sua sexualidade de acordo com sua afetividade, direcionada ao sexo oposto. Eu tive esse "acidente" no caminho, que enquanto abriu em meu cérebro caminhos de prazer, não produziu em mim afetividade, que acredito ter a ver com orientação, e um aspecto mais difícil de "mudar" a partir de experiências.

Mas acredito na monogamia, não conseguiria ir ter prazer com outros homens e naturalizar isso dentro do meu relacionamento, e também não imagino nesse arranjo de minha esposa fazendo o mesmo. Pra mim minha família e meu relacionamento são preciosos demais para um experimento arriscado. Então o jeito é conviver com esses desejos e não realizá-los, como qualquer pessoa monogâmica faz em relação aos seus desejos por outras pessoas. Também é outro ponto que tenho tido tranquilidade em conviver.

Mais uma vez lhe agradeço pel interação!

Abs.

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Qua 17 maio - 13:26
nabusca escreveu:Fala, Karnall

Cara, obrigado por essa interação. Acho que você captou muito bem o processo todo, até por ter passado por algo semelhante.


Uma coisa que tem ocorrido é que as vezes tenho me sentindo meio que sem tesão total. Aí meio que vou até a P (sem MO) pra dar uma "ativada", e pior que parece que funciona. Vejo um pouco, me excito e aí a excitação meio que segue comigo. E eu não queria que isso se desse assim, porque é um tipo de dependência e estou um pouco confuso de como lidar com isso.

Quanto á minha bissexualidade, creio que exista de fato,  nesse sentido bem sexual e não afetivo que mencionei, e tenho conseguido viver com isso. Como disse, essa bissexualidade vejo mais como um fato, afinal eu tive relações sexuais homo na infância e pré-adolescência que me mostraram que e eu posso sentir prazer. Na verdade acredito que qualquer um pode ter prazer numa relação sexual homo, porque o corpo responde a estímulos. No entanto a maioria das pessoas nao se interessa por isso, porque sempre desenvolveram sua sexualidade de acordo com sua afetividade, direcionada ao sexo oposto. Eu tive esse "acidente" no caminho, que enquanto abriu em meu cérebro caminhos de prazer, não produziu em mim afetividade, que acredito ter a ver com orientação, e um aspecto mais difícil de "mudar" a partir de experiências.

Mas acredito na monogamia, não conseguiria ir ter prazer com outros homens e naturalizar isso dentro do meu relacionamento, e também não imagino nesse arranjo de minha esposa fazendo o mesmo. Pra mim minha família e meu relacionamento são preciosos demais para um experimento arriscado. Então o jeito é conviver com esses desejos e não realizá-los, como qualquer pessoa monogâmica faz em relação aos seus desejos por outras pessoas. Também é outro ponto que tenho tido tranquilidade em conviver.

Mais uma vez lhe agradeço pel interação!

Abs.

Assistir P dentro de um relacionamento acredito ser o mesmo de estar vivendo uma poligamia, pois mesmo q não seja real está desejando outras pessoas.

Mas entendo q vc está se esforçando pra largar isso.

Quando puder entra no tópico (COMPANHEIRAS DE REBOOTERS) e no diário da vitoriosa. Eu estava lendo ontem o processo q ela enfrentou com o marido e acho q vai te ajudar tbm. Não vou entrar em detalhes pra vc ir lá kkkkkk

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Qua 17 maio - 17:09
Você tem razão, sob o ponto de vista moral, entendo que ver pornô é traição. obrigado por me relembrar disso, porque como tem a questão do vício anterior a essa, acabo até esquecendo.

Cara, li o diário da Vitoriosa! Meu Deus!

Realmente muito impressionante o grau de confusão que a P causa. Ao mesmo tempo muito inspiradora a capacidade de ter tudo renovado.

Vou buscar mais casos de sucesso. Via entre as pessoas que comentavam pessoas há quase 3 anos sem PMO, isso me deu uma motivado.

Porque as vezes eu fico achando que não tem jeito pra mim. Hj mesmo tava me sentindo sem libido e fui acessar um pouco de imagens no google pra dar uma "ativada". Não teve M, mas mesmo assim, só revela o vício.

Preciso tentar levar mais a sério o reboot, mas acho que como já cí duas vezes desde que comecei a tentar, fico me autosabotando, pensando que não precisa ser tão radical pra não se frustrar depois etc.

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Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade Empty Re: Casado, traumas sexuais, HODC, possível bissexualidade

Qua 17 maio - 19:32
nabusca escreveu:Você tem razão, sob o ponto de vista moral, entendo que ver pornô é traição. obrigado por me relembrar disso, porque como tem a questão do vício anterior a essa, acabo até esquecendo.

Cara, li o diário da Vitoriosa! Meu Deus!

Realmente muito impressionante o grau de confusão que a P causa. Ao mesmo tempo muito inspiradora a capacidade de ter tudo renovado.

Vou buscar mais casos de sucesso. Via entre as pessoas que comentavam pessoas há quase 3 anos sem PMO, isso me deu uma motivado.

Porque as vezes eu fico achando que não tem jeito pra mim. Hj mesmo tava me sentindo sem libido e fui acessar um pouco de imagens no google pra dar uma "ativada". Não teve M, mas mesmo assim, só revela o vício.

Preciso tentar levar mais a sério o reboot, mas acho que como já cí duas vezes desde que comecei a tentar, fico me autosabotando, pensando que não precisa ser tão radical pra não se frustrar depois etc.

Força guerreiro, vc vai conseguir. Estou torcendo por você 🙏🏽
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