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Pangusso
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em 30/5/2020, 09:34
Olá, pessoal ,

Estou começando hoje. Tive minha recaída ainda há pouco  Começo falando um pouco da minha realidade. Tenho 37 anos. Sou casado há uns quase oito anos, com duas filhas pequenas de 2 e 4 anos e vivendo este vício desde antes dos meus 10 anos acredito. Não consigo ter muita certeza. Mas tenho recordações que com base em algumas referências temporais me dão uma leve noção de que possa ser quando ainda não estava na adolescência. Tudo começou sem estímulos de fotos ou vídeos, apenas o pensamento em uma vizinha bem mais velha do que eu. Lembro de fechar a porta do quarto (já tinha noção de ser algo íntimo), e deitado de bruços sobre a cama ficar contraindo o quadril contra o colchão e por muito tempo eu mantinha este "ritual", sem atingir o orgasmo. Daí lembro da primeira vez que fiz por mais tempo estas contrações no quadril e foi ficando cada vez melhor até eu atingi o orgasmo, ainda sem ejacular (tanto que por muito tempo pensei que devido ao fato de os  espermatozoides serem microscópicos realmente não conseguíamos vez nenhum conteúdo expelido no orgasmo). Lembro que a sensação me deixou muito assustado. Mas a partir daquele momento eu só parava com o orgasmo. Por muito tempo eu não mantive contato com nada do mundo pornográfico. Era apenas o pensamento alguma mulher, com o estímulo apenas de abraço, beijo, sem de fato imaginar uma penetração. Daí foi logo evoluindo para contatos com as revistas de mulheres nuas (playboy e outras do gênero), contos eróticos e depois partindo para filmes soft porn (cine privê, sexytime um pouco mais a frente). Na época de escola ainda lembro que por estudar à tarde, em dias de prova eu pedia ao meu pai que antes de sair para o trabalho me acordasse. Eu esperava ele fechar a porta e depois ia direto ao escritório pegar uma revista que estilo playboy para ficar vendo  deitado na cama do "quarto de visitas"(quarto que tínhamos basicamente quando recebíamos visitas), fingindo que estava estudando. Foi em uma dessas minhas masturbações matinais que ejaculei pela primeira vez. Foi algo meio assustador também. Porém logo relacionei o que fosse. Pelo que dá para perceber não tive uma boa educação sexual. Este tema em casa nunca foi tratado abertamente. Não que fosse assunto proibido, contudo apenas em alguns poucos questionamentos meus, é que respondiam, sempre com muito constrangimento. Lembro que para assistir aos filmes eu me arriscava bastante. Mas nunca fui pego. E  foi só depois de muito tempo que eu descobri o uso da mão para me masturbar. Aí as possibilidades ampliaram bem mais. Eu já não precisava mais de uma cama, um sofá, almofada. Bastava um lugar vazio e eu podia me satisfazer. Passei muito anos assim. Por algumas vezes me desafiava a ficar alguns dias sem me masturbar, pois inconscientemente já sabia que aquilo não me fazia bem. Percebia minha cabeça só girar em torno de coisas sexuais. Entretanto ficava em geral pouquíssimos dias. Com a chegada da internet as coisas se intensificaram. Primeiro acessando  alguns sites com fotos de nudez. Depois fotos de sexo explícito e por fim chegando aos vídeos. Ápice da pornografia. Porém  nos primórdios o negócio era baixar vídeos  pelo Kazaa. O que às vezes demorava bastante com aqueles internet discadas. Só fui namorar com 23 anos. Até meu pai talvez tenha suspeitado que eu fosse homossexual, pois em algumas ocasiões conversou algumas coisas de cunho sexual ou, quando eu já estava no final da adolescência que me mostrou uma playboy, provavelmente com o intuito de tentar fisgar alguma coisa.  Voltando a questão do namoro que começou quando eu já estava na vida adulta, cursando minha segunda faculdade. A primeira eu desistira, assim como um curso técnico  que iniciara durante o ensino médio. Sinais dos impactos da masturbação na minha vida. Enfim conheci minha esposa num movimento de jovens da Igreja Católica. Ela entro no movimento por minha causa. Pois simpatizara comigo em uma visita que fizemos o grupo no Natal de 2005, ocasião em que a minha cunhada frequentava o grupo. O namoro começou de um jeito muito estranho. Pois foi ela que acabou me pedindo em namoro. Isso era 2006. Nos primeiros dias após iniciado o namoro me empenhei em não me masturbar mais, pois como diversas vezes eu buscava vincular a superação a momentos marcantes da vida. Só que talvez esta pausa não tenha durado muito mais que uma semana. E logo retornei a rotina de antes. Ela em uma conversa relatou ser virgem e ficou extasiada em saber que eu também o era. Porém mal sabia  que eu carregava comigo este vício. Então nem foi tão difícil para mim quando verbalmente prometemos nos manter castos até o casamento, o qual aconteceu após 6 anos de namoro. Nós tivemos muitas oportunidades de romper nossas promessas. Dormíamos muitas vezes juntos, sozinhos ou na casa dela (quando os pais dela viajavam) ou na minha casa. Mas o máximo que fomos foram alguns beijos demorados e provocantes deitados na cama e uma vez que ela mesma pegou minha mão e a colou sobre seus seios por cima da roupa. E só. Nossa primeira vez na noite de núpcias foi bem decepcionante a ambos acredito. Não conseguimos nem eu nem ela chegar ao orgasmo. Fiquei com muitas dores nos testículos. Nas noites anteriores eu me masturbara muito, mas muito mesmo. Ansioso pela nossa primeira relação sexual. E com certeza eu fui  muito apressado para logo penetrá-la. Até fiquei chupando seus seios rapidamente e fiz um sexo oral bem mal feito nela. Mas minha intenção era logo chegar ao orgasmo e essa pressa a fez ficar sem lubrificação, não relaxar, que a sensação que eu tive era que não caberia meu pênis nela. E nem sou superdotado. Só fui atingir o orgasmo  durante a lua de mel. Ela acredito que não tenha chegado. Depois a vida evoluiu para a vida de casado. Tínhamos relações sexuais frequentes, entretanto em alguns momentos ainda recorria à masturbação. Eu observava que eu não tinha muita sensibilidade no pênis. E portanto com o estímulo manual eu conseguia chegar melhor ao clímax, o que por diversas vezes me levou a broxar com ela. Depois as relações foram ficando em alguns momentos bem espaçadas. E neste ponto acredito que seja por nunca ter sido muito satisfatório na cama, com uma postura egocêntrica de um viciado em masturbação queria só chegar ao orgasmo. Até que após uns 3 anos de casados começamos a tentar ter filhos. E aí era todo dia sexo e isso virou um inferno para mim, pois eu não conseguia dar conta. Broxei muita vezes. Ela me pressionava muito pois queria engravidar e eu queria me satisfazer mas o ato sexual não era o suficiente. Depois que ela engravidou ficamos algum tempo sem sexo, o que aos poucos foi se restabelecendo dentro das possibilidades e após o nascimento ficou ainda mais raro nos meses iniciais. O que era de se esperar. Embora essa condição não me fosse desagradável pois eu conseguia me satisfazer razoavelmente na masturbação. Neste período da vida, até antes de ela engravidar, eu comecei a acessar chats, sites de relacionamento tipo Badoo, com perfil falso e tive algumas relações sexuais virtuais com outras mulheres. Passado uns quase dois anos ela engravidou da nossa segunda filha, o que foi muito mais rápido e menos estressante pois já não tínhamos a mesma urgência. Só que as relações sexuais foram ficando ainda mais escassas e hoje em dia ela não tem mais o menor interesse em transar. Estamos, acredito, desde o ano passado. Sinto que nossa relação é só um aturando  o  outro. Não brigamos quase nunca, Mas é uma relação  fria. Ora  até ela me toca mas parece que apenas para cumprir uma obrigação. Eu fico muito excitado ao vê-la nua, tenho vontade, às vezes a abraço, mas diante de recusas passadas dela já nem dou mais minhas investidas mais concretas. Então a minha maneira de me satisfazer é com a masturbação.


Última edição por Pangusso em 11/6/2020, 16:50, editado 1 vez(es)

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em 31/5/2020, 07:03
Bom dia, pessoal,
Ontem tive mais uma queda. Uma logo em seguida à iniciar meu diário. Como sempre acabei me sabotando. E já hoje quando era 5 para 1 da manhã, antes de dormir cedi novamente aos meus desejos. Não sei mais o que fazer.

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em 31/5/2020, 07:25
Bom dia amigo, li o seu diário, e vi que o principal você já fez, foi admitir pra si mesmo que é um viciado, seria interessante pra vc ler o e-book, com as orientações, e instalar bloqueadores no celular, pode ajudar bastante, e vencer um dia de cada vez, e se cair não desistir, o importante é saber levantar, e combater novamente. Qualquer ajuda estamos ai.
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em 31/5/2020, 11:22
Obrigado, amigo. Realmente depois de tantas quedas vai ficando difícil se levantar e até continuar lutando. Há muito tempo percebo o mal que pornografia e principalmente a masturbação estão fazendo na minha vida. O negócio fica ainda pior quando penso em quanto tempo e oportunidades que já perdi. Mas descobrir este grupo e ver que não estou sozinho vai dar novas esperanças. Vou ler o ebook e fazer mudanças nosmmeua hábitos.

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Brewer
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em 31/5/2020, 13:31
Fala Pangusso, minha historia se parece com a sua em algumas ocasioes. Entao tenha uma certeza, vc consegue. Se eu achei que nunca conseguiria estou conseguindo, e pra complementar sou mais velho que vc. 43 anos. Entao é foco. Vence esse vício, estarei te acompanhando.

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em 31/5/2020, 18:22
Fantastico poder estar trilhando este caminho com mais gente. Valeu Brewer. Tu deves saber também o quanto é bom ter companhia durante a jornada. Naquilo qie eu.puder contribuir para o teu sucesso estamos aqui. Abraço

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em 31/5/2020, 18:26
Hoje esta um dia tranquilo no aspecto tesão, bem controlavel, mas sei que não posso descuidar. É um primeiro vacilo e tudo sainde controle. Por outro lado uma tristeza, angústia. Mas tem otros fatores por trás eu acho.

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em 1/6/2020, 07:25
Bom dia,, pessoal,

Passando agora pela manhã para escrever embora o dia ainda tenha muito a rolar, mas é que a partir do momento que as minhas pequenas acordam não tenho muitas oportunidades de vir aqui escrever. Estou apenas há um dia e 6 horas agora então ainda estou sem poder acrescentar muito nos efeitos. Não estou ansioso pelo contato com conteúdos pornográficos. Mas sinto que preciso ainda me manter alerta. Já foram tantas vezes que passei de um desejo sob controle para o fracasso que não me sinto muito seguro. Mas vamos nessa. Se der ao longo do dia ainda passo por aqui. Desculpe, mas ainda nem me senti muito bem para passar nos diários dos parceiros de caminhada e contribuir em algo. Mas minhas orações são para que todos vocês tenham sucesso. A intenção de querer superar algo que é tão danoso tanto para o aspecto emotivo quanto cognitivo é um grande passo que estamos tomando.
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Brewer
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em 1/6/2020, 12:38
Boa pangusso, estaremos aqui do seu lado. Conte conosco. Depois instale um contator na sua assinatura.

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em 2/6/2020, 08:01
Hoje acordei numa baixa maior. Totalmente desanimado. Na verdade ontem já estava sentindo que não conseguia me alegrar com nada. Porém hoje parece pior. O 3 pilares dos primeiros dias tem sido tristeza sem motivo, irritabilidade (tenho brigado mais com minhas filhas) e uma dificuldade absurda de concentração (está difícil teletrabalho). Pior que tenho muito receio de esse quadro me levar a uma nova queda. Já aconteceu outras vezes. Vou tentar trabalhar um pouco aqui.

Abraço.

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Brewer
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em 2/6/2020, 12:30
Nao desista amigo, saiba que isso faz parte do processo e passa, basta saber que em pouco tempo vira as melhorias.

Abs

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em 3/6/2020, 07:39
Hoje consegui acordar um pouco mais cedo que ontem e muito foi por causa da minha filha mais nova que acordou para tomar mamadeira alguns minutos depois que o meu alarme tocara, quando eu já estava numa transição para quase dormir novamente, e isto me fez levantar meio que na marra. E é isso que, depois de passada a irritação de ver que já era hora de acordar, passou pela minha cabeça. Ainda bem que eu tenho minhas filhas, minha esposa (ainda que com uma relação muito morna), pois se não fosse por elas eu provavelmente estaria numa situação muito pior. Talvez nem a intenção de parar com o hábito de, sei lá, mais de 25 anos tivesse entre meus objetivos. Não digo que isso já me dê uma melhorada completa no astral. Porém não me deixa cair mais. E isso nesta etapa que eu estou já é grande coisa. Eu permaneço hoje numa fase sem grandes impulsos sexuais o que já vivi em outros períodos de abstinência, quando ainda não frequentava este fórum. Eu sou católico e por alguns anos, anteriores ao meu casamento costumava frequentar com regularidade a Igreja tanto aos domingos como as missas carismáticas, minhas preferidas, durante a semana. Depois que casei perdi a regularidade. Não que tenha me afastado completamente da Igreja, porém era uma frequência bem mais esporádica. Culpa disso tudo foi minha que não persisti na minha fé. Entretanto eu sempre internamente responsabilizei minha esposa, a qual por motivos pessoais e experiências pregressas na família, teve sempre uma aversão ao compromisso de ir à missas. Sempre diz que para falar com Deus não precisa ir a um lugar específico, pois ele está sempre conosco. O que até pode ser correto. Contudo a missa tem uma importância de reforçar a fé que muitas vezes nas nossas orações particulares não conseguimos nutrir. E hoje em dia eu sinto os efeitos deste afastamento. Não que eu despreze a minha espiritualidade, a minha relação com Deus, a existência Dele. Todavia eu não tenho conseguido sentir a fé dentro de mim. Até com esta situação da quarentena eu estive em algumas oportunidades assistindo a missas pela manhã cedo e poderia estar resgatando um pouco das minhas práticas cristãs. Só que por outro lado em duas oportunidades eu sofri quedas justamente quando deveria estar mais firme no meu propósito. Em uma das situações eu estava assistindo a uma missa em um sábado de manhã e, chegando próximo ao momento da Consagração, recebi com que um sopro do maligno e imediatamente comecei a alegar sono para interromper a missa. E foi logo após que acabei me masturbando. Outro dia foi logo após uma missa, quando eu estava me sentindo super animado e capaz de perseverar na minha decisão que também recebi um conselho vil e cedi ao prazer de apenas alguns segundos. Foram situações muito significativas que mostraram que eu preciso antes de rezar por qualquer outras coisa, pedir fé pois sem ela facilmente cedemos. Por hoje eu fico por aqui. Preciso dar alguns passos em muitos aspectos da minha vida. Hoje a palavra que me define é procrastinação. Estou me sentindo engessado, embora Deus ainda tenha me dado mais um dia para fazer mais e melhor. Eu não queria que estas reflexões me fizessem chegar às lágrimas com agora estou. Queria que estes pensamentos me motivassem a agir mais. A busca ser verdadeiramente melhor. Não ficar invejando as conquistas e capacidades que as outras pessoas tem, ou viver este vitimismo que quer a todo custo responsabilizar sempre os outros por onde estou agora. Desculpe o desabafo bastante depressivo. Acredito que esta parte final seja o choque de realidade que eu gostaria de dar em mim mesmo se eu pudesse me conversar comigo há alguns anos atrás, sem uma data específica, mas apenas para alguém que não tinha "apenas" infinitas possibilidades como tenho hoje, mas infinitas possibilidades vezes X e menos convicções aprisionantes. Vamos fazer um dia melhor que ontem.

Abraço,


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em 4/6/2020, 06:59
Bom dia, guerreiros,

Mais um dia passando por aqui no meus 4 dias completos sem ceder a tentação. Rumo a uma semana. Por enquanto minhas batalhas diárias ainda não colhem nenhum fruto, mas é o que se espera e já percebi nas poucas vezes em que cheguei a uma abstinência de vários dias assim. Ainda ontem eu escrevi num diário de um parceiro aí e enquanto respondia fazia uma reflexão do quanto este vício me consome e ao mesmo tempo que me faz uma pessoa egocêntrica, pela busca constante do prazer sem se importar com qualquer outra pessoa, humilha-me, destrói qualquer vestígio de autoestima. Hoje vejo que ao longo de toda a minha vida tive sempre uma dificuldade enorme em criar amizades pois sempre me inferiorizei diante de qualquer pessoa e principalmente homens da minha idade. Quando não, até pude me iludir ou vangloriar de algo que eu não era, apenas alimentando expectativas de uma realidade que nunca atingia. Enfim, era mais uma armadilha do meu cérebro pois é fato que, quando estou numa fase muito depressiva ou numa fase de falsa avaliação subjetiva e positiva de mim mesmo, sou facilmente conduzido para uma nova queda na masturbação.
Desculpe se minhas postagens a princípio são tão melancólicas. Assim como todos aqui não quero alimentar mais uma posição de vítima de tantas as circunstâncias que a vida nos ofereceu. Talvez tenhamos enfrentado situações favorecedoras no passado que nos levaram às primeiras quedas. Porém para superar o vício prefiro enxergar-nos como verdadeiros guerreiros, que independente do passado que tivemos, estamos aqui apresentando o que temos de melhor para juntos vencermos o inimigo em comum.
Com o tempo, acredito que estarei atingindo novos níveis e poderei relatar mais sensações e pensamentos positivos para servir de inspiração para outros que venham um pouco atrás. Assim como eu sigo os passos deixados pelos veteranos de guerra (se é que assim podemos chamá-los, pois uma vez na guerra, sempre seremos guerreiros). Quando eu olho tantos dias de êxito, por trás daqueles números de dias, vejo os sacrifícios, as tantas batalhas vencidas e até perdidas. Mas assim como um combatente que sai do campo de batalha ferido, mutilado, carrega em si a certeza de vale a pena continuar lutando até o fim.

Grande abraço a todos

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Brewer
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em 4/6/2020, 11:05
Grande Pangusso, primeiro nao tem que se desculpar pelo tom de seu relato, aqui somos milhares e cada um tem sua peculiaridade entao, bola pra frente.

Assim como voce tb me inferiorizava perante aos homens de minha faixa etária, achava que qualquer um era melhor do que eu , em qualquer sentido. Saiba que isso tem ficado pra tras amigo, vc em um futuro proximo comecara a notar as mudancas. Ate'pq nos que sentimos inferiores, as pessoas de fora nao tem essa visao entao o problema é interno. Vamos superar!!!

Abs




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em 4/6/2020, 14:27
[quote="Brewer"]Grande Pangusso, primeiro nao tem que se desculpar pelo tom de seu relato, aqui somos milhares e cada um tem sua peculiaridade entao, bola pra frente.

Assim como voce tb me inferiorizava perante aos homens de minha faixa etária, achava que qualquer um era melhor do que eu , em qualquer sentido. Saiba que isso tem ficado pra tras amigo, vc em um futuro proximo comecara a notar as mudancas. Ate'pq nos que sentimos inferiores, as pessoas de fora nao tem essa visao entao o problema é interno. Vamos superar!!!

Abs



[/quote

Valeu, Brewer,

Não sabes como - ou melhor sabes muito bem pois também deves te amparar em que estão no rumo a mais tempo - ver os teus relatos e receber as tuas postagens me inspiram na batalha. Muito melhor ter pegadas a seguir, saber coisas boas que nos esperam. É quase uma peregrinação de vida cristã um degrau abaixo pois saímos do buraco para voltar ao plano da humanidade, enquanto na vida buscamos seguir os passos deixados por Cristo para atingirmos o Paraíso que Deus nos prometeu.

Abração.

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em 4/6/2020, 17:32
isso ai meu amigo, o que eu puder fazer pra ajudar voce, ou qualquer outro, podem contar comigo.


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em 5/6/2020, 05:40
Bom dia, guerreiros,

Hoje vivendo meu 5º dia sem PMO, estou com sentimentos bastante neutros até agora. Ontem observei que em determinados momentos do dia, eu sentia uma felicidade inexplicável. Eu sou também pragmático excepcionalmente em determinadas situações então não fico criando falsa expectativa de que já seja efeito do Reboot e nem que este sentimento permanecerá constante a partir de agora. Apenas o registro aqui para no futuro, aí sim, com todo o histórico descrito poder analisar alguns prováveis efeitos da reversão.

Abraços

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em 5/6/2020, 10:07
Opa camarada...

Realmente é uma luta todos os dias.
Eu mesmo tenho 32 anos e desde os 12 era viciado ferrenho, com pelo menos 3 ou 5 vezes ao dia, ao longo dos últimos 20 anos.

Imagine como foi difícil quando comecei o meu primeiro reboot.

Sabe o que me ajudou nos primeiros dias?
Vir aqui no fórum todo dia e comentar no tópico de alguém.
Além de incentivar a pessoa a continue falando, quando estamos comentando no tópico, damos pequenos sermões a nós mesmos.
Isso nos primeiros 10 dias, toda vez que tinha vontade.

Uma segunda coisa que me ajudou foi ler as histórias de sucesso.
Muitas me inspiraram e me ajudaram a deixar de ser um merda e começar a fazer a coisa certa ao menos uma vez na vida.

Consegui com estas técnicas ficar 96 dias sem o vício. Não vou te dizer que foi fácil, mas foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos 20 anos.
Tive uma recaída e estou reiniciando o reboot hoje. Mas me sinto um verdadeiro campeão, que apenas escorregou e está se levantando de novo.

Recomendo fazer o seguinte também:
Alimente a sua mente com informações de qualidade.

Vou recomendar alguns livros que mudaram completamente o meu modo de ver a vida:


  • O Milagre da manhã => https://amzn.to/3gZZdM7
  • A arte de ligar o foda-se => https://amzn.to/2UhgCGC
  • Seja Foda => https://amzn.to/2BCWath
  • Essencialismo => https://amzn.to/3eWlsB4


Estes livros me deram um combustível que usei para segurar a onda, para dissipar o desejo e me tonar alguém muito melhor.

Como estou começando novamente o reboot, vou passar por aqui mais vezes e sempre que tiver algo a acrescentar, vou postar pra você.
Você não está sozinho.
Um forte abraço

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https://www.comoparar.com/t10187-diario-de-argus-carpe-diem

1ª Reboot: Iniciado (26/02/2020)  /// Finalizado (03/06/2020)
Tempo:   96 dias   /  Submetas:   05 ( Very Happy )  10 ( Very Happy )   20 ( Very Happy)  40 (Very Happy)  90 (Very Happy)
2ª Reboot: Em Andamento (05/06/2020)
Meta:   180 dias  

LIVROS QUE ME AJUDARAM NO MEU PRIMEIRO REBOOT

  • O Milagre da manhã - https://amzn.to/3gZZdM7
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  • Essencialismo - https://amzn.to/3eWlsB4



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em 5/6/2020, 16:24
Caramba, Argus, que massa a tua mensagem. Deu uma levantada um pouco no ânimo aqui. Como eu ja tive tantativas frustradas antes de entrar neste fórum, estava ao longo deste dia sentindo algumas perdas de intensidade, de convicção em alguns momentos que comeceia a recear me levar para uma recaída. O nosso cerebro tenta nos sabotar com todas as armas possiveis.

Grande abraço

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em 6/6/2020, 22:43
Boa noite, guerreiros,
Hoje o dia foi bem dificil. Comecei a ter uns pensamentos que já os conheço bem de outras quedas que sofri. Primeiro, logicamente, comecei a pensar mais em sexo. Estava bem controlável até hoje. Mas hoje fui várias vezes ao longo do dia me pegando em alguns lampejos de cenas de sexo. Até dei uns abraços e beijos na patroa, ela não ficou nenhum pouco excitada, porém na real eu estou querendo me manter no modo hard pois pelo que eu me conheço nem sexo real agora vai me ajudar. Aliás até pode prejudicar.
Também em alguns nomentos me peguei me tocando inconscientemente. Era eu me distrair com alguma coisa e sentia uma mão boba circulando pela área. Dai para piorar hoje ainda fomos a uma festinha de aniversario de uma coleguinha da minha filha mais velha que fizeram no estilo drive thru.passávamos apenas para pegar algumas lembrancinhas e deixar o presente. E eis que la estava uma tia da aniversariante que eu conhecia já de outras oportunidades. Uma coroa gostosa de shortinho que já me deixou ainda mais atiçado. Nem sei se ela me cumprimentou de alguma forma mais especial, mas meu cérebro já tentou me convencer que sim. E assim chegou ao final do dia pedindo para que acabe logo e que amanhã seja mais fácil. Como já tentei por conta muitas outras vezes parar com PMO, conheço bem esta barreira próxima aos 7 dias. A maioria das minhas quedas aconteceram assim. E percebo que realmente o cérebro busca por todos os meios derrubar as convicções. Algo que percebi nos diversos fracassos que tive é que do nada o sentimento de inferioridade começa a ser substituido por uma falsa superioridade. Digo falsa pois hoje mesmo eu comecei a me questionar por que estava me sentindo melhor que os outros e simplesmente não consegui fundamentação nenhuma. Eu enxergo como se meu cérebro na ânsia desesperada de dopamina, tentasse me falar: "pô, cara, tu és tão bom. Não precisa ficar te privando de sentir algo que é tão prazeroso. Isso não te faz mal nenhum. Tu mereces ter essa sensação suprema. E também estás a menos de uma semana. Qualquer coisa é só recomeçar" . Mas hoje quero dizer não para todas estas investidas dele.

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em 7/6/2020, 10:07
Bom dia, guerreiros,

Estou ainda bastante mal pelas quedas que sofri ontem e esta madrugada. Foi uma logo em seguida a ter escrito aqui no fórum. Eu parecia estar indo bem mas alguma coisa eu fiz errado. Tentar de outra forma. Não acessei sites pornográficos, mas quando vi estava cedendo a M. com algumas lembranças visuais de mulheres que eu conheço. E para piorar agora eu tenho usado de uma técnica que descobri um pouco antes de entrar neste fórum. Algo que tem me dado mais prazer. Vou ficando por aqui. Hoje não consigo escrever mais nada. Apenas atualizei meu contador para não acabar deixando para depois e virar uma lacuna temporal que meu cérebro utilizaria como argumento.

Falou

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em 7/6/2020, 16:22
Volto aqui neste dia de reflexão apenas para deixar registrado que eu não desistirei. Posso cair daqui a pouco de novo, mas nada me fará aceitar a derrota definitiva. Sei que existe um potencial escondido aqui dentro e desperdiçando ate o momento, para mr tornar alguém melhor.

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borrachera
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em 8/6/2020, 12:20
Pangusso, desejo força à vc nesse momento díficil da recaída, não desista, se estamos aqui é pq estamos cientes o quão esse vício faz mal para nós, espero que tenha forças para solidificar o reboot.. Vc não ainda definiu se vai acatar o Easy mode ou Hard mode?
Eu sou novo no fórum, sou solteiro e não opino e nem me interesso pela vida pessoal de ninguém, mas meu camarada fiquei curioso e preocupado contingo espero não está sendo um cara indigesto com isso que vou escrever daqui pra frente: mas li no seu relato que esse ano não chegou a ter relaçao sexual com sua esposa, nós estamos no mês 6 fiquei um pouco preocupado com vc que o melhor seria o HARD MODE.. cara sua esposa não teve vontade durante esse tempo de manter relações com vc? isso me soa estranho pq é muito tempo sem sexo.. E meu intuito não é colocar colocar minhoca na cabeça de ninguém, nem julgar, espero que não seja interpretado mal, mas irmão se vc não transa com sua mulher há 6 meses, e está tentando iniciar um hard mode isso iria para 9 meses sem sexo.. Ela está te apoiando no reboot? Pergunto isso, pq se vc não ta dando assistência, sabe oq pode acontecer né? E voce tentando se livrar de um problema e desencadear outro, pode ser algo bem ruim pra vc.. Desculpa qualuqer coisa e bola pra frente, força na caminhada.. Abs
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Brewer
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Diário do Pangusso Empty Re: Diário do Pangusso

em 8/6/2020, 14:55
Tambem peço desculpas pela intromissao mas concordo com o borrachera, pq nao tentar o easy mod, quando tiver muita vontade procura a patroa, isso vai te aliviar sem resetar o contator e ainda lhe ajudar no real...

Abs


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Diário do Pangusso Empty Re: Diário do Pangusso

em 8/6/2020, 15:24
Boa tarde, Borrachera,

Nem se sinta encabulado de tocar os assuntos que mencionaste. Aqui, pelo menos eu, entro de cabeça aberta para ouvir todos os conselhos e absorver aquilo que eu entender que é adequado a mim. E também às vezes fico me perguntando  onde estão os problemas para isso tudo.
Consegui entender e concordo contigo que o correto no momento é ficar no Easymode. Até para não ter que externar esse meu vício para minha esposa. Nossa relação não é das melhores, não existe um diálogo franco em muitos temas e principalmente quando se relaciona a sexo. Ainda mais quando se trata de pornografia que ela tem grande aversão e por diversas vezes comparou isso à traição.  Acredito até que ela já  tenha algum bloqueio psicológico de ordem sexual pois o tema para ela nunca foi muito importante e tranquilo. A princípio eu pensava ser apenas uma convicção religiosa, assim como a minha, em manter a virgindade durante o nosso namoro. Não posso culpá-la exclusivamente pois também carrego este vício e isso com certeza me fez substituir a necessidade que todo homem tem de manter relações sexuais pela masturbação. O meu vício na masturbação trouxe prejuízos para mim e para ela.
Tudo isto  dominou minhas necessidades sexuais de uma forma que, relações sexuais diárias para mim são muito desgastantes, e eu mal conseguia dar conta, por exemplo, quando estávamos naquela fase de tentar ter filho em que ela queria sexo todo dia, afinal eu já me masturbava todo dia. Eu fui obrigado a recorrer aos comprimidos estimulantes durante este período. Depois que nasceu nossa primeira filha reduzimos um pouco a frequência e com o nascimento da segunda foi para ainda menos. Daí ela começou a alegar recentemente que só conseguia relaxar para fazer sexo quando nossa filha mais velha não está em casa, ou seja, quando ela ia dormir na casa da minha sogra, o que não aconteceu nenhuma vez este ano. Logo depois começou este período de quarentena que nós estamos cumprindo fielmente.
Bom, eu fiz toda esta descrição da minha realidade apenas para ajudar a ilustrar um pouco  que tenho alguns complicadores, mas acima de tudo eu já me masturbo desde antes dos 10 anos e  desde uns 13 anos pratico PMO regularmente.. Então eu quando estou num período de baixa, masturbando diariamente e várias vezes, tenho baixa sensibilidade no pênis. Por isso acredito que sexo para ela nunca tenha sido bom, pois para mim já não era. Recorrendo a masturbação e pornografia eu sinto muitas vezes ter mais prazer.  Tanto que muitas vezes me masturbei sem precisar recorrer a pornografia. Eu usava o estímulo apenas de memórias visuais de minha própria esposa.

Abraço

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