24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

23/9/2021, 20:45
Mais um comentário rápido devido à agenda cheia nas últimas semanas, aliás, deve continuar assim pelas próprias. Tento não sumir aqui do Fórum, não posso jamais me esquecer do esforço empreendido até aqui e do suporte que devo aos colegas.

No trabalho, profissionalmente, as coisas estão relativamente bem, apesar da pandemia, da variante delta aqui na cidade e tal. Vou me cuidando. Ocorre que em casa o ambiente está um tanto tenso. O estresse do meu pai chegou a níveis ainda maiores, e por vezes ele vem desabafar comigo, desabafos cada dia mais profundos. Já toquei no assunto neste Diário. Nem darei detalhes, nem vale a pena. Apenas para ambientar, disse que andou, nos últimos tempos, e nos mais diversos lugares e circunstâncias, passando por tantas situações de estresse, ele que é nervoso como eu, que veio sentindo até dores no peito, como se fosse ter um infarto. Dores que voltaram nos últimos dias. Chega, por dias melhores.

Também estou relativamente exaltado, questões pessoais semelhantes e que não detalharei. A ponto de falar sozinho e ter arroubos nos banheiros de casa e no trabalho. Gritos, chutes no ar, confesso. Prefiro que o assunto fique só por isso mesmo para que eu não perca meu equilíbrio mental. Quem sabe depois possa detalhar melhor a questão. Se bem que quem acompanha o meu Diário já pode ter uma ideia. E, antes que perguntem, não, não tem a ver com fissuras, pelo menos não tanto. Por vezes me lembro de algumas coisas, no entanto, apesar de me exigirem cuidado, este já foi em boa parte superado pelo cuidado exigido por outras. Não, obviamente, que eu possa me descuidar do patrulhamento, por exemplo, nas ruas e diante da TV.

Aliás, cada vez mais percebo que tudo aquilo que consumi por quase 13 anos não passava de uma mentira das grandes. Quando me lembro, por exemplo, do episódio no qual, por volta dos dez anos, em um dos meus primeiros contatos com P, encontrei revistas no lixo do local onde meu pai trabalhava (e agradeço a ele de joelhos até hoje por ter jogado tudo aquilo na caçamba dizendo para que eu não mexesse naquele pó por causa da minha asma, eu que era asmático mas sei que asma era aquela...), chego a quase rir, pensando comigo mesmo: "Cada mulher feia! Hoje, adulto que sou, dificilmente procuraria uns tipos daqueles! Como é que eu pude ver beleza naquilo..."

Que as lições fiquem.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Tive que falar, assunto sério

1/10/2021, 19:34
Como sempre pedindo desculpas aos colegas de luta por vir aparecendo pouco aqui no Fórum, solicitando que entendam que meu cotidiano, pelo menos até as próximas semanas, está sufocante, é justamente disso que venho tratar. Peço que não achem que só estou vindo aqui desabafar, que quando a coisa fica feia corro para o ombro dos colegas, só eu sei o que ando vivendo. Aqueles que acompanham este meu Diário sabem que, quando as coisas vão bem, trago-as para vocês tanto quanto possível. Enfim, mais uma vez tirando uns minutos no meio da agenda cheia, saibam que estou vivendo um intenso conflito comigo mesmo.

Ainda bem que não tem a ver com o vício, com fissuras, apesar de algum pensamento furtivo de vez em quando. As poluções noturnas também parecem deveras controladas. Ocorre que, e essa vai para que acompanha o meu Diário há certo tempo, reconheço que a agitação mental voltou com tudo. Felizmente, percebo que, talvez mais do que nunca, estou condições de controlá-la em definitivo. Mas não é fácil, de forma que me vejo na obrigação de falar a respeito com vocês. Falar de um jeito superficial porque, embora pudesse detalhar a questão, além de desnecessário do ponto de vista técnico e do contexto de nosso Fórum, é uma coisa que me faz sofrer ainda mais. Só quero que saibam que estou empreendendo um grande esforço contra o desconforto psíquico que voltou a se apoderar de mim. Grosso modo, tive e estou tendo, na marra, que desacelerar.

Caso contrário, não sei o que seria de mim. Questões bem pessoais, que não detalharei. O que falo é que reconheci que, mais do que ter que terminar esses meus trabalhos da melhor forma até entrar em férias daqui a algumas semanas, se não fizer isso num ritmo compatível com a minha condição de ser humano, nem sei o que será, nem quero entrar em detalhes. Assumo que sou um workaholic, acostumei-me, nos últimos anos, a ser assim, e já devo ter contado o motivo aqui no diário. Prefiro não repetir a história para não sofrer. Estou num ponto em que, após muito esforço, estou aprendendo a domar a minha mente, e não posso jamais desperdiçar a chance que Deus e meu empenho intelectual me deram. Devo estar próximo da exaustão, nos últimos meses tive palpitações cardíacas e pesadelos diversos, acordando aos gritos de madrugada sem saber por quê, inclusive na última semana e após tomar um fitoterápico (que continuo tomando). Emagreci a ponto de estranhar a mim mesmo, estou fisicamente bem diferente, até com um furo a mais no cinto. Minha mente, nos últimos dias, esteve à beira de um colapso, senti-me mal como talvez nunca em minha vida. Pensei que ficaria louco de maneira irreversível se não me desacelerasse. E agora reconheço que estava certo. Penso que estou agindo a tempo de garantir minha vida, minha saúde e meu futuro. Meu corpo e minha cabeça parecem ter me dado um ultimato. Morrer talvez não morresse, mas talvez ficasse maluco mesmo, irreversivelmente doente. Em tempo: enquanto digito estas palavras, meu coração pareceu acelerar um pouco: tomara que não seja nada de mais. Depois dessa, o parágrafo fica até melhor se encerrado por aqui.

Enfim, a situação ainda parece estar sob controle e estou empenhado em salvar a mim mesmo, em termos pessoais e profissionais. Uma tarefa complicada, com relação a n fatores, porém acho que podem ter uma ideia da situação, que prefiro não detalhar. Creio que serei capaz de dar conta de tudo, em todos os sentidos, para depois descansar um pouco, nem que seja ao longo das férias que terei, para depois me estabilizar melhor rumo a outros desafios. Entendo que vivemos numa cultura do sucesso, que a vida é dura, que somos cobrados diuturnamente para sermos os melhores; no entanto, deve haver considerável maturidade em cada caso e, em se tratando do meu, penso que estou fazendo a escolha certa. Seguir com meus planos, minha concretização pessoal e profissional, porém dentro dos limites estabelecidos por nossa condição de humanos. Para ser direto, não dá para ser sobre-humano todo dia. Bons exemplos devem ser dados, todavia da maneira mais racional, senão só atrapalham. Eu mesmo, por exemplo, descobri que não posso ter acesso a certos materiais existentes na mídia, como discursos de autoajuda, vídeos motivacionais e até algumas coisas que aparecem em redes sociais. Chego a me sentir mal, não é brincadeira. Fico, digamos, excessivamente empolgado, não por inveja, isso nunca, mas por uma muito própria e difícil de descrever combinação de circunstâncias mentais que me fazem perder o foco. Quando dou por mim, estou com a mente destruída e parecendo que não vai mais se regenerar. Mais um motivo para a patrulha.

Vou ter que fazer merchandising: estou lendo um livro maravilhoso, que é classificado como autoajuda mas que, no fundo, é autêntica ciência voltada para leigos. Falo no livro "Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século", do Dr. Augusto Cury, o qual já li por cima uma vez e cada vez mais me convenço de que sofro do que o autor chama de "Síndrome do Pensamento Acelerado". Não digo que conta minha história ou algo assim, contudo admito que me identifico muito com o que está ali, de modo que algumas coisas coincidem espantosamente com aquilo que vivo. Leitura que, sem dúvidas, vale a pena.

Por enquanto é só. Espero que tenham me entendido, tenho tentado ser breve e objetivo nos meus discursos, que eu mesmo considero longos e complexos. Tenho fé e estou correndo atrás de conseguir cumprir tudo o que me cabe da melhor forma, sem me autodestruir ou mesmo, isso nunca, ficar com sequelas para o resto da vida.

É aquela história: antes de tudo, a mente. É ela que comanda tudo, o corpo, e não o contrário.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

3/10/2021, 17:29
Fala, Justiceiro!

Me identifiquei com algumas partes do teu relato.
E sem estender em palavras pois vc claramente já sabe, é preciso sim desacelerar.

Apenas para citar, esse ano mesmo fui parar no hospital por sintomas semelhantes ao que vc descreveu, fora outras dores de cabeça e desgastes para mim e familiares.
Foi bem ruim, porém depois de exames feitos foi constado que o problema não estava no físico, era a minha mente; era a loucura do trabalho; era eu nao reconhecendo a real causa e buscando tratar efeitos físicos, e não as causas.

Torço realmente para que resolva tuas questões profissionais e pessoais e aproveite o tempo de pausa que dará do trabalho em breve, mas não só nesse período.

Já pensou em fazer exercícios de respiração? Deixo aqui a recomendação de um vídeo que me ajudou bastante em momentos difíceis e que ainda utilizo, você consegue encontrá-lo no YouTube buscando por "Felipe respiração ansiedade". É o primeiro que aparece.

Esse livro do Augusto eu fiquei de comprar, porém com o tempo esqueci, foi até bom ter citado ele.

Abraço!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

3/10/2021, 20:07
JovemRenascido escreveu:Fala, Justiceiro!

Me identifiquei com algumas partes do teu relato.
E sem estender em palavras pois vc claramente já sabe, é preciso sim desacelerar.

Apenas para citar, esse ano mesmo fui parar no hospital por sintomas semelhantes ao que vc descreveu, fora outras dores de cabeça e desgastes para mim e familiares.
Foi bem ruim, porém depois de exames feitos foi constado que o problema não estava no físico, era a minha mente; era a loucura do trabalho; era eu nao reconhecendo a real causa e buscando tratar efeitos físicos, e não as causas.

Torço realmente para que resolva tuas questões profissionais e pessoais e aproveite o tempo de pausa que dará do trabalho em breve, mas não só nesse período.

Já pensou em fazer exercícios de respiração? Deixo aqui a recomendação de um vídeo que me ajudou bastante em momentos difíceis e que ainda utilizo, você consegue encontrá-lo no YouTube buscando por "Felipe respiração ansiedade". É o primeiro que aparece.

Esse livro do Augusto eu fiquei de comprar, porém com o tempo esqueci, foi até bom ter citado ele.

Abraço!

Obrigado, caro Jovem Renascido. Tentarei seguir suas dicas. Estou muito atarefado, queria conversar um pouco mais, no entanto não tenho tempo. Devo conversar mais com você depois.

Receba meu abraço.

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3/10/2021, 20:08
E mais um dia daqueles, noite com polução noturna em meio àquele velho fetiche, briga em casa, acordado trabalhando desde não sei que horas... Porém estou esperançoso de que as coisas vão melhorar, isso me faz me sentir um pouco melhor.

Até mais.

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4/10/2021, 07:02
Não está fácil, não está fácil.

Outra polução noturna agora pela manhã, clima cada vez mais tenso em casa, é rezar e correr atrás das soluções.

E lá vou eu à luta. Não está fácil, mas eu tenho que lutar.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

4/10/2021, 14:02
Justiceiro, força na caminhada. Não desistas de ser feliz! Amanhã o dia será melhor!!

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Diário:  https://www.comoparar.com/t3574p250-diario-de-uma-lutadora-contra-a-pmo#23257
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4/10/2021, 19:54
soumulherviciadaemporn escreveu:Justiceiro, força na caminhada. Não desistas de ser feliz! Amanhã o dia será melhor!!

Muito obrigado, cara parceira de lutas. Tento, realmente, sempre pensar que o amanhã será melhor, e fazer com que realmente o seja. Caso contrário, só haverá angústia e desesperança.

Meu grande abraço e força na batalha.

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6/10/2021, 08:12
E mais uma... já devem saber o quê.

Que eu seja forte para aguentar a batalha aqui em casa e em meu cotidiano.

Praga.

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6/10/2021, 12:29
Justiceiro do Sertão escreveu:E mais uma... já devem saber o quê.

Que eu seja forte para aguentar a batalha aqui em casa e em meu cotidiano.

Praga.
Nossa, amigo! Mais uma polução noturna?
Que chato, hein?
Mas me diga uma coisa. Quais são os motivos dessas brigas suas com seus familiares?
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6/10/2021, 20:08
Vencedor disciplinado escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu:E mais uma... já devem saber o quê.

Que eu seja forte para aguentar a batalha aqui em casa e em meu cotidiano.

Praga.
Nossa, amigo! Mais uma polução noturna?
Que chato, hein?
Mas me diga uma coisa. Quais são os motivos dessas brigas suas com seus familiares?

Meu caro Vencedor Disciplinado, primeiramente boa noite e obrigado. Força no seu Reboot.

Bom, minha relação com a família infelizmente não é perfeita desde que comecei com o vício e, conforme fui saindo, as sequelas foram ficando. Sabe como é confiança... No meu Diário já falei bastante, mas dou uma adiantada resumida: meus pais não sabem (pelo menos creio que não) a respeito do meu problema, só que, desde que comecei, aos 13-14 anos, percebeu-se que eu fui amadurecendo como um rapaz de comportamento, digamos, problemático. Superficialmente, dava para ver que havia algo errado. E aquilo ficou. Hoje, uma das coisas atrás das quais corro é da confiança dos meus pais, que eles me vejam como adulto.

Além do mais, meus pais, ambos, têm personalidade forte, cada um a seu modo. Meu pai é um sujeito dramático e cheio de traumas, enquanto minha mãe é uma workaholic daquelas, cujo ritmo levei anos para acompanhar. Também eu tenho umas características bem típicas, as quais, digamos, por vezes vão de encontro às deles. E isso leva a, por assim dizer, um clima pesado em casa. A respeito das poluções noturnas, eles, embora talvez não saibam do que se trata, já não suportam (e com razão) eu levantando de madrugada várias vezes por semana para ir tomar banho. Acham, pelo menos eu creio, que estou tendo episódios de urinar na cama, dos quais inclusive sofri quando criança. Ando um tanto angustiado, tenho muito medo de que descubram (se é que já não sabem) que não ando, como eles dizem, "mijando" na cama; são umas pessoas simples e por um lado conservadoras, de modo que, se descobrem que sofro de ejaculações noturnas constantes, podem me considerar um tarado/psicopata digno de ser expulso de casa, um estuprador em potencial, um doente que só pensa em sexo e pornografia... Coisas assim.

Enfim, espero ter respondido da melhor forma à sua questão. Receba meu abraço e mais uma vez força no seu Reboot.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Comentário muito rápido...

10/10/2021, 20:18
... para dizer que estou um pouco melhor da atribuição mental, não, porém, sem trabalhar pesado para que assim seja e seguir com dias muito ocupados, exigindo-me foco total.

Para terem uma ideia, em pleno feriado prolongado estou madrugando e, neste momento, resolvendo umas coisas rapidamente antes de ir dormir, para amanhã dar continuidade.

E a luta segue.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

13/10/2021, 19:25
Hoje, infelizmente, a agitação mental veio forte. No trabalho, após o almoço, senti-me mal a ponto de os olhos começarem a lacrimejar, princípio de choro mesmo. Coisa horrível, melhor descrever.

Felizmente, agora estou um pouco melhor. Devo terminar as tarefas do dia e, antes de dormir, mais uma vez tomar um fitoterápico do qual estou fazendo uso. Merchandising à parte, estou tomando Equilibrisse, que minha mãe me recomendou e está sendo deveras eficiente no meu caso. Calmante relativamente forte, confesso que, embora costume resistir a essas coisas, tive que recorrer, senão não sei mesmo o que seria de mim.

Por dias melhores para todos nós. Acredito estar com tendência de melhora.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

14/10/2021, 07:34
Justiceiro do Sertão escreveu: Hoje, infelizmente, a agitação mental veio forte. No trabalho, após o almoço, senti-me mal a ponto de os olhos começarem a lacrimejar, princípio de choro mesmo. Coisa horrível, melhor descrever.

Felizmente, agora estou um pouco melhor. Devo terminar as tarefas do dia e, antes de dormir, mais uma vez tomar um fitoterápico do qual estou fazendo uso. Merchandising à parte, estou tomando Equilibrisse, que minha mãe me recomendou e está sendo deveras eficiente no meu caso. Calmante relativamente forte, confesso que, embora costume resistir a essas coisas, tive que recorrer, senão não sei mesmo o que seria de mim.

Por dias melhores para todos nós. Acredito estar com tendência de melhora.
Rezo por vc, Justiceiro! Rezarei agora msm.
Encontre uma causa nobre pra se doar, sair do centro de si mesmo. Eu, por exemplo, quando voltar para cidade onde estudo quero visitar mais um asilo que tem aqui, alguma crechê...
Encontre uma pessoa a quem amar, se doar - talvez esta seja sua cura: simples, nua e crua.

Abraço soldado! Torço por vc!

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14/10/2021, 20:39
Guerreiro de longa data escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Hoje, infelizmente, a agitação mental veio forte. No trabalho, após o almoço, senti-me mal a ponto de os olhos começarem a lacrimejar, princípio de choro mesmo. Coisa horrível, melhor descrever.

Felizmente, agora estou um pouco melhor. Devo terminar as tarefas do dia e, antes de dormir, mais uma vez tomar um fitoterápico do qual estou fazendo uso. Merchandising à parte, estou tomando Equilibrisse, que minha mãe me recomendou e está sendo deveras eficiente no meu caso. Calmante relativamente forte, confesso que, embora costume resistir a essas coisas, tive que recorrer, senão não sei mesmo o que seria de mim.

Por dias melhores para todos nós. Acredito estar com tendência de melhora.
Rezo por vc, Justiceiro! Rezarei agora msm.
Encontre uma causa nobre pra se doar, sair do centro de si mesmo. Eu, por exemplo, quando voltar para cidade onde estudo quero visitar mais um asilo que tem aqui, alguma crechê...
Encontre uma pessoa a quem amar, se doar - talvez esta seja sua cura: simples, nua e crua.

Abraço soldado! Torço por vc!

Muitíssimo obrigado pelas orações, nobre colega. Soldado é você, que história e quanta entrega! Não me considero um guerreiro, algo do tipo, apenas um sujeito comum tentando re-escrever, com todo o afinco, a própria história de vida rumo a algo útil no mundo. É sempre uma honra tê-lo em meu Diário.

Nem sei como agradecer pelas orações, preciso mesmo. Hoje estou numa oscilação tremenda, com aparente tendência de melhora, mas faço questão de vir aqui, com sono antes de dormir (para ver como estou me esforçando para dormir às 20:30), para responder ao seu comentário. Tenho alguns planos para quando essa correria passar, porém não quero ficar pensando agora para não perder o foco. Até mais ou menos o início do mês que vem, estou praticamente sem tempo para respirar, tendo que dormir cedo, sentindo sono às 8 da noite, para no outro dia aguentar estar pleno, talvez levantando antes do sol nascer.

Novo obrigado e toda minha torcida a você. Meu grande abraço.


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Gardenzio Angelone
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

15/10/2021, 07:34
Fala meu nobre Justiceiro, tudo certo?

Cara, li um pouco de sua última página e vi que você falou sobre a situação com sua família, e que você notou também que o consumo de PMO te fez tornar um adolescente problemático.

Eu percebo a mesma coisa comigo. Mesmo estando com poucos dias no contador, consigo perceber muito nitidamente que os períodos em que eu estava submerso em PMO eram os períodos em que eu estava mais fora de mim, mais desequilibrado emocionalmente, ficava puto com coisas banais e isso me deixava muito mal mentalmente, e consequentemente afetava o relacionamento aqui em casa.

Minha família também não é perfeita, como a de muitos não o é, mas eu penso pouco sobre isso ultimamente. Antigamente eu até me preocupava, mas hoje não mais. Eu só consigo cuidar de uma coisa, que é a minha vida, e não tenho responsabilidades sobre as escolhas erradas que as pessoas fizeram no futuro. E a melhor coisa a se fazer é essa mesmo, cuidar da nossa vida, crescer, melhorar, se for o caso de querer ter uma família futuramente, dedicar-se num relacionamento, se não seguir a vida do mesmo jeito.

Com pai e mãe as coisas são um pouco diferentes, afinal são nossos pais; de uma forma ou de outra queremos o bem deles, mas é bom entender que até mesmo nossos pais são livres para fazer as escolhas deles para a vida deles e, sobretudo em estando nós adultos, o máximo que conseguimos fazer é sugerir um melhor caminho (se percebermos que as escolhas deles não são saudáveis).

Há pouco tempo atrás o convívio aqui em casa estava difícil. Atualmente melhorou. Vejo que com o reboot, no mínimo, consigo me concentrar apenas na minha vida, e consequentemente evito questões fúteis e desnecessárias. Mas de qualquer forma, continuo acreditando que a melhor coisa é eu seguir mesmo meu caminho, fazer minha vida.

Pra mim aqui em casa tá de boa demais, mas acho que o ruim é isso. Estar constantemente no conforto não nos faz crescer.

Mas de qualquer forma, força aí pra você, meu nobre. Reserve sempre um tempo para você, para sua vida, para seus hobbies, para os prazeres saudáveis da vida, e sempre se cuide como um todo, mano.

Grane abraço!

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15/10/2021, 21:17
Gardenzio Angelone escreveu:Fala meu nobre Justiceiro, tudo certo?

Cara, li um pouco de sua última página e vi que você falou sobre a situação com sua família, e que você notou também que o consumo de PMO te fez tornar um adolescente problemático.

Eu percebo a mesma coisa comigo. Mesmo estando com poucos dias no contador, consigo perceber muito nitidamente que os períodos em que eu estava submerso em PMO eram os períodos em que eu estava mais fora de mim, mais desequilibrado emocionalmente, ficava puto com coisas banais e isso me deixava muito mal mentalmente, e consequentemente afetava o relacionamento aqui em casa.

Minha família também não é perfeita, como a de muitos não o é, mas eu penso pouco sobre isso ultimamente. Antigamente eu até me preocupava, mas hoje não mais. Eu só consigo cuidar de uma coisa, que é a minha vida, e não tenho responsabilidades sobre as escolhas erradas que as pessoas fizeram no futuro. E a melhor coisa a se fazer é essa mesmo, cuidar da nossa vida, crescer, melhorar, se for o caso de querer ter uma família futuramente, dedicar-se num relacionamento, se não seguir a vida do mesmo jeito.

Com pai e mãe as coisas são um pouco diferentes, afinal são nossos pais; de uma forma ou de outra queremos o bem deles, mas é bom entender que até mesmo nossos pais são livres para fazer as escolhas deles para a vida deles e, sobretudo em estando nós adultos, o máximo que conseguimos fazer é sugerir um melhor caminho (se percebermos que as escolhas deles não são saudáveis).  

Há pouco tempo atrás o convívio aqui em casa estava difícil. Atualmente melhorou. Vejo que com o reboot, no mínimo, consigo me concentrar apenas na minha vida, e consequentemente evito questões fúteis e desnecessárias. Mas de qualquer forma, continuo acreditando que a melhor coisa é eu seguir mesmo meu caminho, fazer minha vida.

Pra mim aqui em casa tá de boa demais, mas acho que o ruim é isso. Estar constantemente no conforto não nos faz crescer.

Mas de qualquer forma, força aí pra você, meu nobre. Reserve sempre um tempo para você, para sua vida, para seus hobbies, para os prazeres saudáveis da vida, e sempre se cuide como um todo, mano.

Grane abraço!

Ilustre Gardenzio Angelone, antes de tudo obrigado pelas considerações.

Bom, realmente a situação aqui em casa, no que diz respeito a mim e minha família, infelizmente não é das melhores. No entanto, e não quero detalhar para não sofrer, reconheço que a culpa é minha. A única coisa que vejo capaz de dizer, assim bem resumidamente, é que posso perceber que, por conta do meu comportamento na juventude devido ao vício, passei a ser visto com desconfiança, tratado como criança e até hoje luto contra sequelas psicológicas, não necessariamente relacionadas a fantasias sexuais, mas a inconstâncias psíquicas bem complexas.

Às vezes parece que meus pais, sei lá, querem se ver livres de mim, também já pensei nesse sentido. Porém, se almejo sair de casa, voltam todos aqueles fantasmas, começam a me criticar, já houve momentos em que tive que mentir para conseguir certas coisas: emprego mesmo.

Vou me virando como posso, agora mesmo minha mente está deveras agitada enquanto digito estas palavras, corro atrás de dias melhores para toda a minha família. Se tiver que sair de casa, sei que a única maneira de fazê-lo será desafiando mesmo, não sabe como é duro ter de lidar com uma família que perdeu a confiança em você.

Mas luto. Já perdi muito tempo em minha vida.

Receba você meu grande abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Preparando-me para o inferno...

16/10/2021, 07:14
... após uma madrugada tensa, com polução noturna, banho e pensamentos intrusivos diversos. A agitação mental está razoável, porém estou com a libido alta como há muito não acontecia. Acordado desde por volta das 3 horas, comecei a me lembrar de cenas sexuais reais que vivi e tive que me segurar para não cair em fantasias. O cérebro pareceu ligar o automático de há anos, para verem como o vício é uma peste. Estou há mais de 1000 dias limpo, quase três anos em Reboot hard mode, mesmo assim ainda tenho que me policiar quanto a peças pregadas pelo cérebro.

Agora estou indo trabalhar e me preparando para o que deve acontecer em casa. Estou embalado por estar fazendo outras coisas desde a hora em que acordei, acontece que a desconfiança familiar continua muito alta, devo tomar mais um banho agora por causa do calor e... vejamos o que será.

Deus tenha misericórdia de todos nós.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Um dos piores dias do Reboot até agora

16/10/2021, 20:24
Nestes quase três anos livre da pornografia, não sei se passei por um dia tão caótico como hoje em termos sexuais. Desde ontem à noite, venho sendo severamente acometido de pensamentos intrusivos involuntários relacionados a sexo. A noite passada, quando estava quase dormindo, comecei a me lembrar de experiências que vivi há alguns anos, quando frequentava GPs, e de repente me vi acometido de ereções violentas. Só não dei uns socos no travesseiro, fazendo força para não dormir porque estragaria minha estratégia de condicionamento mental à qual vinha me submetendo nas últimas horas (só eu sei como domar meus pensamentos com meu pensamento acelerado e minha inquietação mental, se tentar descrever aqui minhas estratégias, não só vocês certamente não entenderiam como aí é que eu ficaria louco mesmo). Acabei pegando no sono tentando relaxar... pior coisa. Não demorou e comecei a sonhar que transava. Acordei, para variar, sujo.

Fui tomar banho, 3 e pouco da manhã, e não consegui mais dormir como os pensamentos involuntários de natureza muito variada, muitos dos quais relacionados a sexo. Às cinco e pouco me levantei para resolver umas questões particulares, muito excitado e com a mente em parafuso. Briga em casa novamente. Horas e horas de terror durante o trabalho. Um estresse medonho se apodera de mim, uma vontade insana de me vingar de mim mesmo, de sair quebrando tudo, aos gritos, estou tomado por uma força que preciso canalizar da maneira mais produtiva. Pergunto-me por que desde cedo tenho a libido tão alta. Acontece que, só de ficar me questionando nesse sentido, a mente já entra em polvorosa novamente. Para organizar minha vida sou capaz de qualquer coisa, pelos meus pais faço qualquer coisa, eles não aguentam mais minhas crises noturnas que me obrigam a tomar banho coisa de uma vez por semana ou mais. Tenho trabalhado muito, e usado isso como válvula de escape, vamos ver no que dá. Por hoje chega.


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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

16/10/2021, 20:50
Boa noite, meu amigo
Mais de 1000 dias em modo hard
Core? Caraca, meus parabéns!👏👏👏
É uma marca excelente. Sei que não é fácil. Então você já é um vitorioso por ter chegado até aqui.
Mas nesse período todo você fez masturbação limpa( sem fantasias) ou chegou a praticar sexo?

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

16/10/2021, 21:16
Pois é Justiceiro do Sertão, há algum tempo você relata desse incômodo dos sonhos molhados. Não creio que essa seja uma solução ideal, mas a prática de M para "colocar pra fora" não seria a mais possível no momento. Só uma sugestão. Força nesse momento.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

17/10/2021, 18:38
Vencedor disciplinado escreveu:Boa noite, meu amigo
Mais de 1000 dias em modo hard
Core? Caraca, meus parabéns!👏👏👏
É uma marca excelente. Sei que não é fácil. Então você já é um vitorioso por ter chegado até aqui.
Mas nesse período todo você fez masturbação limpa( sem fantasias) ou chegou a praticar sexo?

Primeiramente, caro Vencedor Disciplinado, obrigado por visitar meu Fórum. Minhas saudações.

Bom, estou realmente em modo hardcore. Não me masturbo, descobri que é algo terrível para mim, em termos tanto de corpo quanto de mente, e também estou sem sexo desde um mês antes de começar o Reboot. No próximo dia 06/11, assim espero, completarei 1096 dias, exatos 3 anos, de Reboot, e havia transado, com uma GP, exatamente 1 mês antes. Resolvi cortar todo e qualquer estímulo sugestivo; para ter uma ideia, criei técnicas para, por exemplo, não ficar olhando diretamente para a TV ou para a Internet, ou mesmo na vida real, quando percebo a iminência de aparecer alguma mulher cuja aparência me atrai. Em termos de vida social, sou bastante reservado, é uma ou outra reunião que costumo frequentar e com mulheres não poderia ser diferente. Aquilo que vivi me obrigou a ser assim e confesso que até me sinto bem com esse estilo quase recluso.

Ocorre que estou pensando em, nos próximos tempos, arranjar uma parceira para ter alguma experiência, eu que nunca namorei sério, e também possivelmente curar minhas frequentes poluções noturnas, as quais não duvido de que sejam, de certo modo, resultado de minha abstinência sexual. Antes de tudo, sei que tiveram origem no vício, só que agora a sequela parece ter se unido a uma necessidade do próprio corpo. Não quero me alongar muito, minha mente é sensível até em tocar no assunto, porém acho que me entende.

Para arrematar, até hoje só transei com GPs e quero distância delas. Poderia ir atrás de uma, no entanto sinto que não me fariam bem, por motivos que já deve imaginar.

Meu grande abraço.

Rottweiler escreveu:
Pois é Justiceiro do Sertão, há algum tempo você relata desse incômodo dos sonhos molhados. Não creio que essa seja uma solução ideal, mas a prática de M para "colocar pra fora" não seria a mais possível no momento. Só uma sugestão. Força nesse momento.

Nobre Rottweiler, obrigado pela presença e sucesso em seu Reboot.

Pois é, é como comentei com o colega acima, uma coisa que, ao longo da minha vida, descobri para ter como verdade indiscutível é que masturbação me faz mal. Seja como for, sem pornografia, ouso dizer que talvez até mesmo uma garota me masturbando (com o perdão da expressão, numa "rapidinha" numa festa, por exemplo, sem se tratar de uma situação sexual propriamente dita) me faria mal. Acaba com meu ânimo, compromete todos os meus sentidos e minha vida, deixa minha mente confusa, não consigo raciocinar ou falar direito, minha pele se enche de espinhas, meu cabelo cai, minha voz fica fina e gaguejando, perco a noção de tempo e espaço, enxergo embaçado de modo a nem conseguir ler, minha audição fica comprometida (parece que estou ficando surdo), o gosto e o cheiro das coisas desaparece ou muda para algo irritante, tenho insônia, pesadelos, chego a desenvolver um quadro semelhante a alergia na pele. É sério, não é brincadeira se me masturbo, transformo-me num zumbi, machuco alguma parte do corpo a ponto de sangrar e eu não sentir, meu corpo todo, especialmente minhas mãos, ficam ultrassensíveis, parece uma crise alérgica mesmo. E fico assim por dias. Minha mente, que já é inexplicavelmente inquieta desde criança (luto quase o tempo todo contra pensamentos involuntários diversos, tendo que me policiar para não sair do foco em termos de tarefas diárias, felizmente venho tendo certa melhora do Reboot para cá), entra em um estado de calamidade total, do qual não gosto nem de me lembrar e não desejo para ninguém. Fico dias assim, até paranoias e pensamentos os mais horrorosos tenho. Chega, portanto. Pornografia sem chance, acho até uma idiotice das maiores (é, com o perdão da frase, "gozar com o pau dos outros" da pior forma possível no mundo), masturbação acaba comigo (mais uma: quando vou tomar banho, a sensação da água do chuveiro me soa com uma tortura) e, até como consequência, orgasmo/sexo teriam que ser algo realmente cadenciado. Com uma garota de caráter, num contexto de caráter. Como falei com o colega acima, tenho me segurado em quase três anos de Reboot e já três anos completos sem sexo. Até hoje só transei com acompanhantes, às quais não quero mais recorrer por sentir que, do bolso à mente, não me fariam bem. Quero ver se, nas próximas férias, com a pandemia mais sob controle, possa sair um pouco e trocar umas ideias.

Enfim, como já andei dizendo, sinto que minhas poluções noturnas hoje são um misto de sequela do vício e abstinência sexual de praticamente uma vida, sendo que tenho pouquíssima experiência com mulheres, transei umas 14 vezes (todas com GPs, dos 22 aos 26 anos, hoje estou com 29), enfim, não duvido de que meu cérebro seja sequelado mesmo. E cada vez mais me convenço de que esse constrangimento só cessará se eu vier, em breve, a arranjar uma parceira "civil", mesmo que não seja, digamos, uma namorada fixa. O caso é complexo, estou me policiando como posso, e sei que sairei triunfante.

Meu grande abraço a você.

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Gardenzio Angelone
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 29 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

Ontem à(s) 19:17
Fala meu nobre Justiceiro!

Caracas, mano, parabéns pelos mais de 1000 dias!

Cara, sobre o que você falou que sua mente tem sido "frequentada" por muitos pensamentos fantasiosos, eu fiquei de lhe perguntar se você tem praticado atividade física com frequência e/ou como anda sua questão de dieta, por exemplo? Atividades de religação e lazer também?

Seria até interessante saber isso de você para você mesmo analisar como tem sido sua fase de manutenção nesse quesito, e também deixar um pouco de sua experiência de 1000 dias para nós.

Abraço mano.

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