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Red Angus
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em 3/8/2020, 18:12
Faz algum tempo que não posto aqui no meu diário, mas justifico minha ausência na tentativa de abstrair ao máximo possível da PMO. Para não racionalizar demais a questão, como estava vivendo uns dias bastante zen, optei por silenciar.

Contudo, apesar da ausência, bem diferente do que aconteceu nas outras vezes que me mantive afastado, não tive grandes tentações e hoje posso comemorar 10 dias de sucesso nessa caminhada. Adaptando e fazendo um trocadilho com a célebre frase de Neil Armstrong, afirmo que "hoje é um pequeno passo para a humanidade, mas um grande passo para um homem"  Laughing

Fazendo as contas por alto, também posso comemorar o fato de que, nos últimos dois meses, apesar de não estar 100% afastado da PMO (pois tive minhas recaídas), tive muito mais dias "em sobriedade" do que no vício. Isso sem dúvida alguma é um fato que me motiva bastante.

No mais, quanto às percepções nesses últimos dez dias, ando com uma libido mediana e sem comportamentos destrutivos. Os bloqueadores que instalei sequer foram acionados, sendo que a simples presença deles me desestimula até mesmo a pensar em entrar em certos sites. Sinto que estou absolutamente mais calmo do que nos períodos em que estou afundado no vício, o que torna meu relacionamento com minha família muito melhor.

Sigo na luta a cada dia, com a graça de Deus! cheers

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em 4/8/2020, 14:04
Olá amigo, li sua última mensagem no meu diário, e fiquei com muita vontade de vir aqui lhe dar um oi! Parabéns pela sua marca, espero que estes sejam os 11 primeiros dias de uma vida livre e mais saudável para você! Siga na luta, e muitas mais dezenas de dias sem PMO lhe aguardam à frente!

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em 4/8/2020, 18:11
Desde o momento em que passei a admitir a PMO como uma conduta nociva que precisa ser eliminada da minha vida, estou tentando fazer sucessivas autoanálises visando descobrir o que me leva a tal prática.

Em um primeiro momento, percebi claramente que a busca pela PMO é uma válvula de escape para as frustrações cotidianas. O casamento vai mal, então busca-se uma pequena dose de prazer na PMO. O trabalho não está legal, novamente o mesmo remédio.

Acontece que, a partir da minha última recaída, consegui notar um outro viés da PMO, que é o de utilizá-la não só como uma forma de prazer, mas como uma forma de autopunição para o que considero serem defeitos ou falhas minhas.

Desde muito antes de ingressar aqui no fórum, já tinha percebido que sentia uma grande sensação de culpa após me submeter à PMO, o que achava ser produto de eu ser bastante conservador e até reprimido sexualmente.

Qual foi, então, a minha surpresa ao revisitar diversos dos relatos daqui e perceber que essa sensação de culpa é um ponto comum entre a grande maioria dos rebooters.

Sabendo desse efeito colateral da PMO, observei que, nos dias em que eu estava com a mais baixa estima ou cometia alguma atitude reprovável (e sou um juiz severo comigo mesmo), inconscientemente eu também estava recorrendo à PMO não para buscar o prazer momentâneo, mas sim a sensação de culpa que vinha logo após, como se essa sensação fosse confirmar a péssima percepção que eu tenho/tinha de mim mesmo e justificar atos de autopiedade.

Para ficar menos confuso, vou tentar exemplificar: após uma “cagada” qualquer, surgia aquela voz (sempre bem ilustrada por aquele diabinho no ombro que aparece nos desenhos animados) dizendo “Red Angus, você é um bosta, um merda, um punheteiro safado, então vai lá te masturbar, porque afinal é só isso que você sabe fazer mesmo”, voz essa que eu, mergulhado na fossa, prontamente ia atender.

Com a péssima sensação de culpa que fatalmente viria após, então, eu basicamente tinha a comprovação cabal de que efetivamente eu era o bosta, o merda, o punheteiro safado que eu estava me sentindo naquele momento e, por isso, era merecedor de pena, de indulgencia.

E isso ia gerando um espiral direto para o fundo do poço...

Foi com base nesse raciocínio que consegui alcançar um gatilho para meu vício que até então tinha passado desapercebido, que é o de me submeter corriqueiramente a julgamento mais severo do que eu talvez efetivamente mereça. Talvez o caminho para a salvação não passe apenas pela punição, mas também pela complacência com meus desvios e admissão de que nem sempre minhas falhas mereçam ser reprimidas com uma pena tão dura.

Realmente sou uma pessoa ruim, mas, tal como todos aqui no fórum, estou tentando melhorar e isso é louvável.

Enfim, chega de verborragia! Estou firme por mais um dia, e, por isso, posso colocar mais uma peça na minha torre.

That’s all folks!

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Brewer
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em 4/8/2020, 18:54
Grande Red angus, bela análise, e pq se julga uma pessoa ruim? Vc ja descobriu sua auto punicao , espero que consiga resistir a PMO vencer esse vicio.

Grande abraco.


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em 5/8/2020, 11:17
Olá, Red Angus, pensei um bocado sobre a sua reflexão, e até tinha escrito uma resposta ontem... e publicado. Por algum motivo desconhecido, minha postagem não subiu, e acho legal que assim o seja, pois o Brewer resumiu muito do que eu deveria ter dito e não disse: eu fiquei mais no plano da comparação.

O caso é que pra mim, nunca foi uma auto-depreciação a PMO, acho que por causa da prostituição. Ela era uma pornografia de carne e osso, mas também introduzia um problema novo, que era a soma do contato físico com outras mulheres (o mesmo que eu negligenciava em casa com a minha mulher) e emocional (num certo sentido, eu buscava vínculos onde eles não existiam) com o gasto de dinheiro que isso representava.

Havia dias em que eu armava o circo pra sair com uma GP (sacava a grana, conseguia o álibi, me preparava fisicamente), e na hora de por o plano em prática a culpa e a dó de gastar aquele dinheiro me punham em crise emocional, e eu usava a PMO pra cortar a minha libido. Eu me auto-castrava, então de certa forma eu me punia, pois o prazer não era o motivo da minha PMO, especialmente do O.

Como disse, o Brewer foi sintético, direto ao ponto: por que se achar uma pessoa ruim? Duvido que você seja pior que qualquer um, aqui ou em qualquer lugar do mundo. Somos todos feitos de carne e osso, e temos virtudes e defeitos. Então, por que se punir, por que se detestar?

Acho que a chave está no jeito como o vício age na nossa cabeça: nós vamos nos isolando das pessoas que estão à nossa volta, que gostam da gente, e quando vamos notar estamos nos deprimindo por falta de interação social, o que gera falta de prazer, que nos leva a mais comportamento vicioso, e com isso mais depressão... e um ciclo se instaura. A auto-estima desaparece junto.

Lidar com os revezes da vida é muito difícil. Precisamos aprender a fazer isso, e nos cercarmos de ajudas úteis. E é preciso trocar de prazeres também, para sair desse ciclo vicioso de auto-depreciação.

Queria te sugerir uma leitura, sobre um experimento chamado "Ratolândia". Ele é uma crítica sobre a abordagem da "Guerra às Drogas" (não a tratar o seu uso como vício) a partir da análise da premissa do "perigo das drogas". Acho que o "poder" das drogas se compara muito ao "poder" do PMO, e as sugestões do experimento podem nos ajudar a enxergar o problema do círculo vicioso. http://www.stuartmcmillen.com/pt/comic/ratolandia/

Depois a gente pode conversar sobre isto, se você estiver à fim.

Um abraço!

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Brewer
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em 5/8/2020, 11:32
Belo texto meu amigo.

Vamos em frente, hoje minha cabeça nao pensa mais em PMO, gatilhos e auto punição não existem mais. O que fica mais na minha cabeça ( claro que nao é toda hora, nao troquei PMO por isso) são sas transas reais que estou tendo que nunca as teria pois o vício não me deixaria "correr"atras de parceiras por estar sempre "satisfeito".

Aproveito e vou inserir esse relato na minha historia de sucesso e diario.

Abs






Stealthyman escreveu:
Olá, Red Angus, pensei um bocado sobre a sua reflexão, e até tinha escrito uma resposta ontem... e publicado. Por algum motivo desconhecido, minha postagem não subiu, e acho legal que assim o seja, pois o Brewer resumiu muito do que eu deveria ter dito e não disse: eu fiquei mais no plano da comparação.

O caso é que pra mim, nunca foi uma auto-depreciação a PMO, acho que por causa da prostituição. Ela era uma pornografia de carne e osso, mas também introduzia um problema novo, que era a soma do contato físico com outras mulheres (o mesmo que eu negligenciava em casa com a minha mulher) e emocional (num certo sentido, eu buscava vínculos onde eles não existiam) com o gasto de dinheiro que isso representava.

Havia dias em que eu armava o circo pra sair com uma GP (sacava a grana, conseguia o álibi, me preparava fisicamente), e na hora de por o plano em prática a culpa e a dó de gastar aquele dinheiro me punham em crise emocional, e eu usava a PMO pra cortar a minha libido. Eu me auto-castrava, então de certa forma eu me punia, pois o prazer não era o motivo da minha PMO, especialmente do O.

Como disse, o Brewer foi sintético, direto ao ponto: por que se achar uma pessoa ruim? Duvido que você seja pior que qualquer um, aqui ou em qualquer lugar do mundo. Somos todos feitos de carne e osso, e temos virtudes e defeitos. Então, por que se punir, por que se detestar?

Acho que a chave está no jeito como o vício age na nossa cabeça: nós vamos nos isolando das pessoas que estão à nossa volta, que gostam da gente, e quando vamos notar estamos nos deprimindo por falta de interação social, o que gera falta de prazer, que nos leva a mais comportamento vicioso, e com isso mais depressão... e um ciclo se instaura. A auto-estima desaparece junto.

Lidar com os revezes da vida é muito difícil. Precisamos aprender a fazer isso, e nos cercarmos de ajudas úteis. E é preciso trocar de prazeres também, para sair desse ciclo vicioso de auto-depreciação.

Queria te sugerir uma leitura, sobre um experimento chamado "Ratolândia". Ele é uma crítica sobre a abordagem da "Guerra às Drogas" (não a tratar o seu uso como vício) a partir da análise da premissa do "perigo das drogas". Acho que o "poder" das drogas se compara muito ao "poder" do PMO, e as sugestões do experimento podem nos ajudar a enxergar o problema do círculo vicioso. http://www.stuartmcmillen.com/pt/comic/ratolandia/

Depois a gente pode conversar sobre isto, se você estiver à fim.

Um abraço!

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em 5/8/2020, 18:32
Olá pessoal, boa tarde!

Vocês não têm noção do quanto me fez bem ter iniciado esse pequeno debate sobre o assunto e ter a oportunidade de refletir sobre alguns pontos de vista tão interessantes e profundos.

Brewer escreveu:Grande Red angus, bela análise, e pq se julga uma pessoa ruim?  Vc ja descobriu sua auto punicao , espero que consiga resistir a PMO vencer esse vicio.

Grande abraco.


Li essa mensagem do Brewer ainda hoje pela manhã e fiquei pensando em uma boa resposta ao questionamento dele: “por que me considero uma pessoa ruim?”

Pois bem.

É uma pergunta simples, mas de resposta muito difícil.

Para responder de maneira sincera uma questão com esse grau de dificuldade eu tenho de me analisar e ter um autoconhecimento muito grande.

É um desafio que eu resolvi aceitar, porque isso só vem a agregar ao que eu estou buscando ao me submeter ao reboot.

Depois de pensar várias vezes sobre o assunto ao longo do dia, consegui encontrar uma boa quantidade de adjetivos pejorativos que se aplicariam a mim. Ser preguiçoso, presunçoso, procrastinador, sem força de vontade, irritadiço, fake e desonesto com o que tenho por princípios são traços com os quais infelizmente tenho de conviver.

Por outro lado, não consegui localizar grandes qualidades que me tornariam uma pessoa imprescindível para os que me cercam.

Muitas vezes, o que eu penso é que o que vai estar escrito na minha lápide é o seguinte: “Eis aqui o Red Angus: aquele que poderia ter sido e não foi”.

Digo isso porque tive a benção de ter nascido com boas condições (tanto físicas quanto intelectuais) e talvez não as tenha aproveitado essa chance da melhor maneira possível por conta de todos esses defeitos e desvios de caráter que enumerei.

Não são raras as vezes que tenho de conviver com a impressão de que sou uma fraude e que talvez não mereça as coisas boas que a vida me deu, pois talvez nunca tenha me esforçado suficientemente para isso, sendo minhas conquistas basicamente uma questão de sorte.

Então, disso tudo, o melhor que consegui alcançar foi a conclusão de que não consigo me considerar uma boa pessoa porque não creio que contribua com o meu máximo para tornar melhor a vida das pessoas que me cercam.

Stealthyman escreveu:
Olá, Red Angus, pensei um bocado sobre a sua reflexão, e até tinha escrito uma resposta ontem... e publicado. Por algum motivo desconhecido, minha postagem não subiu, e acho legal que assim o seja, pois o Brewer resumiu muito do que eu deveria ter dito e não disse: eu fiquei mais no plano da comparação.

O caso é que pra mim, nunca foi uma auto-depreciação a PMO, acho que por causa da prostituição. Ela era uma pornografia de carne e osso, mas também introduzia um problema novo, que era a soma do contato físico com outras mulheres (o mesmo que eu negligenciava em casa com a minha mulher) e emocional (num certo sentido, eu buscava vínculos onde eles não existiam) com o gasto de dinheiro que isso representava.

Havia dias em que eu armava o circo pra sair com uma GP (sacava a grana, conseguia o álibi, me preparava fisicamente), e na hora de por o plano em prática a culpa e a dó de gastar aquele dinheiro me punham em crise emocional, e eu usava a PMO pra cortar a minha libido. Eu me auto-castrava, então de certa forma eu me punia, pois o prazer não era o motivo da minha PMO, especialmente do O.

Como disse, o Brewer foi sintético, direto ao ponto: por que se achar uma pessoa ruim? Duvido que você seja pior que qualquer um, aqui ou em qualquer lugar do mundo. Somos todos feitos de carne e osso, e temos virtudes e defeitos. Então, por que se punir, por que se detestar?

Acho que a chave está no jeito como o vício age na nossa cabeça: nós vamos nos isolando das pessoas que estão à nossa volta, que gostam da gente, e quando vamos notar estamos nos deprimindo por falta de interação social, o que gera falta de prazer, que nos leva a mais comportamento vicioso, e com isso mais depressão... e um ciclo se instaura. A auto-estima desaparece junto.

Lidar com os revezes da vida é muito difícil. Precisamos aprender a fazer isso, e nos cercarmos de ajudas úteis. E é preciso trocar de prazeres também, para sair desse ciclo vicioso de auto-depreciação.

Queria te sugerir uma leitura, sobre um experimento chamado "Ratolândia". Ele é uma crítica sobre a abordagem da "Guerra às Drogas" (não a tratar o seu uso como vício) a partir da análise da premissa do "perigo das drogas". Acho que o "poder" das drogas se compara muito ao "poder" do PMO, e as sugestões do experimento podem nos ajudar a enxergar o problema do círculo vicioso. http://www.stuartmcmillen.com/pt/comic/ratolandia/

Depois a gente pode conversar sobre isto, se você estiver à fim.

Um abraço!

Já quanto a reflexão do Stealthy, eu fiz questão de ler os quadrinhos do link que ele disponibilizou e fiquei até emotivo ao relacionar a conclusão que o cartunista chegou com a minha vida: “E se a diferença entre ser ou não viciado em drogas for a diferença entre se perceber tendo um lugar no mundo ou ver seu mundo como uma gaiola?

Cacete, realmente as vezes o sentimento de se sentir deslocado nesse mundo é muito forte. Apesar de ter tudo, parece que falta algo. E é esse algo que eu preciso urgentemente descobrir o que é! Que busca difícil...

A falta de interação social acabou se tornando uma constante na minha vida e eu até acabei me acostumando com ela.

Sei lá se a minha personalidade foi marcada por problemas de alcoolismo na família durante a minha infância ou pelo período infernal de colégio, onde sofri pra c... tanto com os ditos “fodões” da época quanto com as pessoas que considerava amigos, mas o fato é que sempre fui um cara tímido (e por isso perdi bastante oportunidades).

A coisa estava tão delicada nesse período de escola que não foram poucos os dias que pensei em suicídio. Fiz alguns tratamentos com psicológicos na época que me fizeram bem, mas infelizmente algumas cicatrizes ficaram e ainda hoje esporadicamente chego a sonhar com essa época da minha vida.

Com o tempo, criei couraça e evoluí suficientemente para conseguir me adaptar ao mundo e me tornar palatável para as pessoas. Só que vestir essa máscara tem um preço, que é a extrema dificuldade que eu tenho de compartilhar minhas angústias e problemas com as pessoas que me cercam. E como válvula de escape, adivinhe só o que achei... pois é, a PMO: “O casamento vai mal, então busca-se uma pequena dose de prazer na PMO. O trabalho não está legal, novamente o mesmo remédio”.

Enfim! Termino esse texto sem conclusão alguma, pois foi mais um desabafo e uma reflexão. Termino, igualmente, o dia de uma maneira bem satisfatória, onde felizmente não tive nem mesmo vontade de me socorrer da PMO.

Abraço a todos e, novamente, obrigado por me auxiliarem nessas reflexões.

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em 5/8/2020, 19:49
Mano, li seu relato. Acredito que muitos de nós tiveram passados parecidos, desde da infancia passando por adolecencia e fase adulta. Pare de considerar inferior ao outros, fazia isso a minha vida toda. Aa vezes nos vemos por baixo por causa da PMO. Se vc fosse tao ruim nao estaria casado, entao pare de pensar isso , foque no futuro e na sua vitoria. Se vc nao der esse passo dificilmente concluira o reboot, parece que tenta achar subterfugios pra ser "liberado" para recair e ter um desculpa.
Va em frente!!!!!!


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em 6/8/2020, 09:20
Brewer escreveu:Mano, li seu relato. Acredito que muitos de  nós tiveram passados parecidos, desde da infancia passando por adolecencia e fase adulta. Pare de considerar inferior ao outros, fazia isso a minha vida toda. Aa vezes nos vemos por baixo por causa da PMO. Se vc fosse tao ruim nao estaria casado, entao pare de pensar isso , foque no futuro e na sua vitoria. Se vc nao der esse passo dificilmente concluira o reboot, parece que tenta achar subterfugios pra ser "liberado" para recair e ter um desculpa.
Va em frente!!!!!!


Cara, felizmente ou infelizmente tu tem toda a razão.

Não é com pensamento derrotista e procurando desculpas rotas que eu vou conseguir chegar em algum lugar melhor.

Agradeço o soco no estômago, porque era exatamente um direto desses que eu estava precisando hoje!

Seguirei COM CERTEZA firme mais um dia.


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Brewer
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em 6/8/2020, 09:53
Conte comigo meu amigo, aqui estamos pra falar a verdade e ajudar os outros. Cada um na sua dificuldade, sua vitoria será a minha também. TMJ

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em 6/8/2020, 10:43
Caro Red Angus,
nós dois temos uma filha, e digo que este é o amor que vai mudar as nossas vidas. Tenho certeza que você conseguirá superar (e eu também). Conte com todo o meu apoio
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Brewer
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em 6/8/2020, 11:04
Geraldim, tambem tenho uma filha. Ela com certeza foi uma das minhas fontes de inspiracao.

Venci por ela...


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em 6/8/2020, 18:15
“Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi

(Angra dos Reis, Legião Urbana).

Hoje foi um dia estranho.

Ótima concentração, bom desempenho profissional, bastante confiança e absolutamente nenhuma vontade de me socorrer da PMO.

Surpreendentemente, essa minha terceira tentativa de reboot está sendo bem tranquila até então. Minha última queda havia sido no 12º dia e estava muito mais difícil que agora.

Ando pensativo, reflexivo e muito calmo nesses últimos dias. Parece que minhas ideias e pensamentos estão fluindo com mais naturalidade, assim como a linguagem, que está mais concatenada.

Mas mesmo assim hoje foi um dia estranho, só não sei o porquê.

Boa noite.

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Brewer
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em 7/8/2020, 11:40
Dia não esta estranho, esta diferente. Começando a colher os futos, mas seja forte que vem dias que parece, eu disse parece, que volta ao que era antes. Força que passa e cada dia vera que o "diferente" sera o normal e natural. Feliz em ver seu contador aumentando.

Abs


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Geraldim
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em 7/8/2020, 16:22
Caro Red Angus,

como estão as coisas?
Não sei quanto a você, mas a minha maior força é a minha filha. Ontem tava passando por uma trevas e fui brincar com ela, deu uma ajudada legal.
Vou sempre passar por aqui. Que bom que sua terceira tentativa está mais tranquila.

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em 7/8/2020, 18:16
Olá!

Aqui estou eu relatando mais um dia.

A correria de hoje no trabalho não deu qualquer margem para nem mesmo pensar em PMO.

Acredito, seguindo a linha de raciocínio do Geraldim, que estou numa daquelas fases produtivas.

Espero manter assim por longos dias, pois isso vai me beneficiar bastante.

Sigo em frente para encarar o fim de semana que possivelmente será bem tranquilo, pois nesses dias não tenho tempo e nem lugar para cair.


Brewer escreveu:Dia não esta estranho, esta diferente. Começando a colher os futos, mas seja forte que vem dias que parece, eu disse parece, que volta ao que era antes. Força que passa e cada dia vera que o "diferente" sera o normal e natural. Feliz em ver seu contador aumentando.

Abs


Brewer, é bom começar a sentir dias de normalidade, pois para mim julho foi um mês muito complicado em todos os sentidos da minha vida, mas parece que o furacão ficou para trás e com agosto o vento virou.

Mesmo assim, cautela é importante, pois como você bem disse, as vezes surgem dias pesados e aí a disciplina, mais do que a força de vontade, será fundamental. Na minha primeira tentativa de reboot eu estava quase chegando nos quarenta dias, me sentindo ótimo, quando do nada bateu aquela fissura e desânimo que acho que são característicos a todos que tropeçam. Segurei dois dias e no terceiro eu desabei.

Mas, como não sou bobo, consegui identificar o gatilho que me levou a tal da fissura e desânimo da outra vez (que foi o Instagram) e dei cabo nele. Excluí sem dó e nem piedade. Para ajudar, ainda, instalei bloqueadores e os deixei muito bem configurados. Se eu tropeçar, dessa vez terei o apoio de alguma bengala para não cair.

Excluir o Instagram, aliás, foi uma providência que só me fez bem. Nos dias que estamos para baixo, aquela praga tem o dom de tornar tudo ainda mais pesado. E depois e excluí-lo, nem senti falta.

Grande abraço ao confrade.


Geraldim escreveu:Caro Red Angus,

como estão as coisas?
Não sei quanto a você, mas a minha maior força é a minha filha. Ontem tava passando por uma trevas e fui brincar com ela, deu uma ajudada legal.
Vou sempre passar por aqui. Que bom que sua terceira tentativa está mais tranquila.

E aí Geraldim, tudo certo e contigo?

Também tenho uma filha que amo muito, que é a inspiração para o reboot.

Um dos efeitos que eu mais notei desde que comecei minhas tentativas de abandonar a PMO foi o de estar mais calmo e tolerante, o que refletiu diretamente no meu convívio com minha filha.

Como se sabe, ficar imerso em PMO reduz a nossa energia. Por isso, no pico do consumo, ficou rotineiro eu chegar em casa muito cansado tanto mental quanto fisicamente e, então, descarregar o azedume na minha filha através de falta de paciência e de xingões desnecessários.

Felizmente eu consegui perceber essa falha a tempo e hoje, mesmo com as quedas que já falei, estou tendo uma relação muito mais próxima com a minha pequena.

Abs.

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em 7/8/2020, 20:03
Olá, Red Angus! Entrei no seu diário por acaso e fui me prendendo a tudo o que você veio descrevendo. A princípio quero me apresentar a você e falar sobre o meu caso, tá bem?
Tenho 32 anos e meu esposo tem 45. Estamos juntos há 7 anos, sendo 2 anos de casamento. Bem, desde o início do namoro ele nunca demonstrou muito interesse em sexo, normalmente era apenas uma vez no fim de semana, e eu por vergonha (ele foi meu segundo namorado com relação sexual) nunca tive coragem de cobrar nada dele, mas eu sempre tive vontade de mais. Muitas vezes que íamos ter relação ele tinha DE e acabava chorando, isso foi criando mais um bloqueio em mim que eu comecei a nem demonstrar que queria, sempre esperava pelo momento dele, para não deixar ele constrangido.
O meu esposo é obeso e 13 anos mais velho que eu, eu achava que isso poderia ser por esse motivo, tentei apoiar dieta, pedi que ele fosse em urologista e ele nunca dava bola, nunca deu continuidade. Aí fui deixando, ele sempre foi um parceiro maravilhoso pra tudo, eu abri mão das minhas vontades e comecei a procurar enxergar outras qualidades nele pra me contentar da lacuna que ele deixava na nossa relação.
Além da quantidade escassa, chegando ao ponto de ser uma vez por mês, também existia o problema de não ter variedade, ele nunca tentou nada diferente e eu sempre quis, mas nunca falei pra não pressionar ele.
Há 6 meses descobri o vício do meu esposo, depois disso desabafei tudo o que estava engasgada, falei dos meus desejos e de como ele me deixava de lado, sem eu me sentir desejada, isso sempre me desencorajou a tanta coisa. A nossa relação está totalmente aberta, pelo menos da minha parte, ele ainda continua bem bloqueado, mas espero que com o tempo ele melhore. Ele continua na luta contra o vício, já teve recaída e eu inclusive saí de casa, mas resolvi voltar e tentar apoiar ele de todas as formas, pq amo o meu marido e quero ele completo pra mim. Não há necessidade de buscar nada de forma virtual.
Estou falando esse textão pra você, apenas para que você avalie um pouco se essa falta de interesse da sua esposa não pode ser resolvida com o diálogo, converse, exponha suas vontades. Toda mulher gosta de variedade, sim! Toda mulher ama se sentir desejada. Se for o caso, procurem alguma terapia de casal. Pode ter certeza que a sinceridade e a conversa é a melhor opção para resolver as coisas. Qualquer coisa, conte comigo, tá?

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Diário do Red Angus - Página 2 Empty Re: Diário do Red Angus

em 10/8/2020, 10:49
Mesmo não tendo o costume de escrever aqui pela manhã, acho que hoje vale abrir uma exceção para registrar as notícias do fim de semana, que foi bom em todos os sentidos.
Sexta a noite, logo após escrever meu último texto aqui, saí do trabalho e fui para casa, onde pude aproveitar os prazeres de sentar-se no sofá, abrir uma cerveja, fazer uma boa refeição e começar a deixar o cansaço de uma semana pesada no passado.

Após, ganhei aquele que acho ser o prêmio mais valoroso para todo o pai consciencioso: sentar-se no chão, brincar com minha filha, não ver o tempo passar e me satisfazer plenamente com a alegria dela com uma brincadeira inocente e divertida. Maldito seja aquele dia que deixamos nossas ambições desmedidas tomarem o lugar da satisfação com as coisas pequenas.

O sábado foi tão bom quanto. Usufruí da manhã para organizar as coisas que estavam pendentes em casa e a tarde para as atividades braçais. Roçada, capina e marcenaria fazem todo e qualquer evento passado ou futuro se diluírem e os problemas a desaparecerem. Cansa-se o corpo e alivia-se a mente.

Uma pena que, com isso tudo, não me foi possível continuar a tentar retomar um antigo hábito que fui deixando de lado.

Há pelo menos um mês estou tentando me dedicar ao ciclismo, o que me vem fazendo um bem tremendo. Sou uma pessoa que gosta da solidão, mas vinha utilizando todos os meus momentos de solidão para algo nocivo, que era a PMO. Agora, estou tentando me reeducar e nisso o ciclismo é formidável, pois pedalar grandes distâncias por zonas ermas permite-nos a pausa necessária para refletir sobre muitas coisas de nossa própria vida, afora os benefícios físicos óbvios.

E o sol e calor (tanto do clima quanto da vida) prosseguiram pelo domingo do dia dos pais. Logo que acordei, tive um tempo a sós com minha esposa, quando pudemos “namorar” um pouco.

Nesse ponto, recebi nova confirmação de que tenho que mudar (e muito) minha visão com relação ao sexo.

Faz bastante tempo que estou numa paranoia de que minha esposa não gosta de transar comigo e isso atrapalha demais. Pensando estar desagradando-a, acabo evitando-a. O tempo vai passando, vamos perdendo a intimidade e os períodos de “seca” vão durando mais do que deviam. Então, próximo a um ponto que beira o insuportável, acabamos transando novamente, só que – isso é percepção exclusivamente minha – parece que o estou fazendo com uma pessoa estranha. Então, essa condição meio que vai virando um círculo vicioso.

Isso, no entanto, não acontece quando temos períodos digamos “mais animados”, quando tudo parece fluir com mais naturalidade.

A parte que mais me chama a atenção disso tudo é que, durante os períodos de “estiagem”, minha paciência com minha esposa diminui drasticamente, ao ponto de atrapalhar até o nosso convívio no dia-a-dia, que, diga-se de passagem, é muito bom. Afora isso, há, claro, os momentos em que esse mau humor acaba respingando também em quem não tem nada a ver com a história.

Por isso, considero que um dos pontos em que mais vou precisar me dedicar é o de reverter essa situação e para conseguir tirar essa visão do sexo como algo profano.
Feita essa reflexão, sigo no relato... dediquei-me à manutenção do jardim e do carro, além de preparar o almoço. E de tarde todos descansamos assistindo televisão em um fim de semana de sucesso.

Com certeza sinto-me alguns passos mais próximo daquilo que comentei dias atrás, que é tentar ser a pessoa boa que a minha filha acha que eu sou.

Mesmo com todos os problemas que estão à espreita, parece que ultimamente a carga está se ajeitando, sendo mais fácil carregá-la.

Agora, sigo segunda adentro tentando me manter limpo para, quinta-feira, se Deus quiser, comemorar 20 dias no meu contador!

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Diário do Red Angus - Página 2 Empty Re: Diário do Red Angus

em 10/8/2020, 11:17
Esposa escreveu:      Olá, Red Angus! Entrei no seu diário por acaso e fui me prendendo a tudo o que você veio descrevendo. A princípio quero me apresentar a você e falar sobre o meu caso, tá bem?
     Tenho 32 anos e meu esposo tem 45. Estamos juntos há 7 anos, sendo 2 anos de casamento. Bem, desde o início do namoro ele nunca demonstrou muito interesse em sexo, normalmente era apenas uma vez no fim de semana, e eu por vergonha (ele foi meu segundo namorado com relação sexual) nunca tive coragem de cobrar nada dele, mas eu sempre tive vontade de mais. Muitas vezes que íamos ter relação ele tinha DE e acabava chorando, isso foi criando mais um bloqueio em mim que eu comecei a nem demonstrar que queria, sempre esperava pelo momento dele, para não deixar ele constrangido.
      O meu esposo é obeso e 13 anos mais velho que eu, eu achava que isso poderia ser por esse motivo, tentei apoiar dieta, pedi que ele fosse em urologista e ele nunca dava bola, nunca deu continuidade. Aí fui deixando, ele sempre foi um parceiro maravilhoso pra tudo, eu abri mão das minhas vontades e comecei a procurar enxergar outras qualidades nele pra me contentar da lacuna que ele deixava na nossa relação.
    Além da quantidade escassa, chegando ao ponto de ser uma vez por mês, também existia o problema de não ter variedade, ele nunca tentou nada diferente e eu sempre quis, mas nunca falei pra não pressionar ele.
      Há 6 meses descobri o vício do meu esposo, depois disso desabafei tudo o que estava engasgada, falei dos meus desejos e de como ele me deixava de lado, sem eu me sentir desejada, isso sempre me desencorajou a tanta coisa. A nossa relação está totalmente aberta, pelo menos da minha parte, ele ainda continua bem bloqueado, mas espero que com o tempo ele melhore. Ele continua na luta contra o vício, já teve recaída e eu inclusive saí de casa, mas resolvi voltar e tentar apoiar ele de todas as formas, pq amo o meu marido e quero ele completo pra mim. Não há necessidade de buscar nada de forma virtual.
    Estou falando esse textão pra você, apenas para que você avalie um pouco se essa falta de interesse da sua esposa não pode ser resolvida com o diálogo, converse, exponha suas vontades. Toda mulher gosta de variedade, sim! Toda mulher ama se sentir desejada. Se for o caso, procurem alguma terapia de casal. Pode ter certeza que a sinceridade e a conversa é a melhor opção para resolver as coisas. Qualquer coisa, conte comigo, tá?


Olá Esposa,

Agradeço muito pelo seu depoimento. É muito importante ter conhecimento sobre “o outro lado” da relação para que eu consiga perceber mais claramente onde estou errando e, com isso, tentar melhorar.

Lendo o seu relato, começo a refletir se, aqui em casa, tanto eu como minha esposa também não fomos criando um bloqueio um com relação ao outro que está nos atrapalhando.
Mais ou menos na mesma linha sua, tenho uma ótima companheira para quase todos os aspectos da minha vida. Acho-a bonita, atraente e interessante. Tenho efetivamente uma esposa que, até hoje, “esteve comigo na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza”.

No entanto, tem um ponto que realmente as coisas não funcionam como eu talvez gostaria, que você, que leu meu relato, sabe bem qual é.

Tal como você, geralmente acabo demonstrando pouco interesse para evitar ter de enfrentar aquela sensação que eu já referi no post anterior, ou seja, de achar que minha esposa simplesmente não gosta de transar comigo. E pode ser que isso talvez também aconteça por parte dela com relação a mim.

Isso certamente vai gerando aquele círculo vicioso, se refletindo, tal como para você, em falta de variedade e escassez (também estou nessa de uma vez por mês), que vão minando a relação.

E nem posso colocar a culpa disso tudo no vício da PMO, pois meus problemas decorrentes disso não foram físicos e sim psicológicos (vocês não tem – ou tem – ideia das crises existenciais que vinham depois de alguma sessão de M).

Sinto até nojo de mim mesmo ao comentar isso por ser mesquinho ao extremo, mas não foram poucas as ocasiões que pensei que o divórcio seria a melhor solução, pois só assim eu poderia me reinventar.

Conversar realmente talvez seja o melhor caminho, mas você não tem noção do tamanho do bloqueio que eu tenho com relação a isso. É um assunto que jamais discuti e, para piorar, acho que esse também é um problema que aflige minha esposa, pois dela também nunca partiu nada nesse sentido.

Nisso, esse diário está sendo ótimo, pois pela primeira vez na vida estou me concedendo algum tipo de abertura para falar, mesmo que de maneira anônima sobre o tema.

Só que, para tirar essa abertura do anonimato e levá-la para a vida real e, principalmente para minha cama, vai exigir de mim uma envergadura que eu ainda não tenho. Tomara que um dia eu alcance o grau de evolução necessária para tanto... até lá, vou tentando progredir.

Quanto ao seu esposo, se ele teve a humildade para reconhecer a existência do problema, não o abandone. Provavelmente o que está faltando para ele, assim como eu noto comigo muitas vezes, é a autoconfiança necessária para saber que ele também é uma pessoa digna das coisas boas da vida.

Precisando, também estou a sua disposição.

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Geraldim
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Diário do Red Angus - Página 2 Empty Re: Diário do Red Angus

em 10/8/2020, 12:22
Red Angus,
obrigado meu amigo por passar no meu diário.
Fiz um pequeno plano de metas espero que funcione.
Mas que relato este da esposa! Você mandou muito bem em pedir pra ela apoiar o marido, pois ao menos teve a coragem de expor o problema.
Impressionante as similitudes. Saiba que também já pensei no divórcio várias vezes, e pior: sem motivos. Se alguém tem motivos para divorciar seria a minha esposa. Mas temos que parar de idealizar as coisas, como se ficar longe das nossas filhas fosse uma solução, em verdade é mais uma fantasia.
Meu caro, siga em frente. Tamo junto!

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Brewer
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Diário do Red Angus - Página 2 Empty Re: Diário do Red Angus

em 10/8/2020, 14:11
Belos relatos Reg Angus, feliz em ver seu contador aumentando.

Abs


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Meu diário
https://www.comoparar.com/t10418-diario-brewer

Minha História de Sucesso
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Geraldim
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Diário do Red Angus - Página 2 Empty Re: Diário do Red Angus

em 12/8/2020, 14:45
Caro Red Angus,

estou com dificuldades, mas to me mantendo firme e forte.
E você, manda notícias aqui no fórum, espero que esteja bem.
Curioso, to me apegando muito na oração, e já estou pendindo: "Meu Deus proteja o Red Angus, o Felipe33, o Brewer...", eu não sei o nome, mas Deus com certeza sabe.
Grande abraço!r

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em 13/8/2020, 11:14
Bom dia!

Mantive-me afastado nos últimos dias pois o ritmo de trabalho anda  forte e não consegui tirar o tempo necessário para escrever com a dedicação que meus companheiros de fórum merecem.

Felizmente, nesses últimos dias estive muito bem comigo mesmo e com as pessoas que me cercam, o que facilita muito minha luta.

Apesar dessa tranquilidade, no entanto, tenho de me manter alerta, pois a PMO é um inimigo bastante sorrateiro. Ontem mesmo, já deitado na cama descansando de um dia bem pesado, notei que, por um momento, certos pensamentos espúrios começaram a surgir sem nenhum motivo aparente. Logo tentei afastar esses pensamentos, pois foi justamente assim que caí na minha primeira tentativa de reboot.

Esse tipo de pensamento é igual a um vírus: quando é isolado, ele não tem poder nenhum, mas se não corta o mal logo ele vai se multiplicando e, quando percebemos, toma conta do corpo inteiro e deixa a gente doente.

Mas... como prometido o início da semana, hoje volto aqui para trazer na bandeja mais uma das cabeças dessa hidra maldita que é a PMO. Novamente cheguei ao 20º dia, que já é minha segunda melhor marca.

Devagar as coisas estão se ajeitando e, mesmo com alguns tropeços, já consigo perceber que chats e masturbação estão deixando de ser uma rotina.

Peço a Deus força para seguir firme na batalha e fiel aos meus princípios.

OBS. Não posso terminar o texto sem agradecer as orações do Geraldim e ao apoio dos demais amigos do fórum. Também sigo acompanhando a luta do Pangusso, Stealthyman, Brewer e tantos outros, mesmo que não comente tão corriqueiramente.

Abs.

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Geraldim
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Diário do Red Angus - Página 2 Empty Re: Diário do Red Angus

em 13/8/2020, 17:36
Caro Red Angus,

em primeiro lugar eu queria agradecer de todo o meu coração por ter me dado uma força ontem no meu diário. Você pode pensar que não, mas uma mensagem de motivação simples nos dá um alento tão grande, e foi providencial sua escrita junto com a de outros amigos aqui do fórum, pois ontem foi um dia foda, quase caí, mas escapei do diabo, dei aquele drible ao estilo romário no amaral e superei...kkkk. Mas meu muito obrigado!
Meu caro, você caiu duas vezes e reergueu. Eu caí milhares de vezes e estou aqui também. Vamos superar essa bosta, perdemos tempo, dinheiro e coisas boas com isso.
Ótimo saber que desta vez você está mais tranquilo, não está a sofrer tanto com a abstinência. Eu não sei se é o mesmo que ocorre comigo, porém desta vez eu estou mais consciente, identifiquei que o pensamento é que é a causa do problema, pois eu tentava o reboot, mas deixava a fantasia rolar, daí realmente não há santo que aguente. Então eu estou mais confiante, pois sei que se controlar o pensamento eu vou escapar. Talvez, por via transversa, seja o mesmo que está rolando com vc, vc está mais maduro em relação aos pensamentos. E noto que vc tem feito reflexões bem profundas.
Por exemplo: você falou da questão de fazer sexo com a esposa e as dificuldades. Veja bem, as mulheres tem um aspecto peculiar, elas precisam se sentir desejadas. O sexo com a minha esposa partindo dela, parece que não a satisfaz do mesmo modo quando eu a procuro, pois vejo a necessidade dela de se sentir desejada. E quando digo procurar é falar, elogiar, chamar de gostosa, parece que abre a mulher. Não sei se vc tenta esse tipo de aproach com a patroa, enfim, cada um também tem sua realidade.
Você também comentou no meu diário sobre a questão da abstinência e da dopamina. Se puder me passar mais estratégias de como dar uma aliviada neste aspecto eu agradeço. O que vc tem feito? Vou inserir a atividade física, tenho esse plano no 21o dia, é que to com muita insônia por ora.
Outro texto que gostei muito das suas reflexões foi a questão da culpa. Velho, eu me sabotava exatamente como vc. Estava na merda e aí que caía na pmo.
Parabéns pelos 20 dias! Grande abraço

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em 16/8/2020, 13:41
Geraldim escreveu:Caro Red Angus,

em primeiro lugar eu queria agradecer de todo o meu coração por ter me dado uma força ontem no meu diário. Você pode pensar que não, mas uma mensagem de motivação simples nos dá um alento tão grande, e foi providencial sua escrita junto com a de outros amigos aqui do fórum, pois ontem foi um dia foda, quase caí, mas escapei do diabo, dei aquele drible ao estilo romário no amaral e superei...kkkk. Mas meu muito obrigado!
Meu caro, você caiu duas vezes e reergueu. Eu caí milhares de vezes e estou aqui também. Vamos superar essa bosta, perdemos tempo, dinheiro e coisas boas com isso.
Ótimo saber que desta vez você está mais tranquilo, não está a sofrer tanto com a abstinência. Eu não sei se é o mesmo que ocorre comigo, porém desta vez eu estou mais consciente, identifiquei que o pensamento é que é a causa do problema, pois eu tentava o reboot, mas deixava a fantasia rolar, daí realmente não há santo que aguente. Então eu estou mais confiante, pois sei que se controlar o pensamento eu vou escapar. Talvez, por via transversa, seja o mesmo que está rolando com vc, vc está mais maduro em relação aos pensamentos. E noto que vc tem feito reflexões bem profundas.
Por exemplo: você falou da questão de fazer sexo com a esposa e as dificuldades. Veja bem, as mulheres tem um aspecto peculiar, elas precisam se sentir desejadas. O sexo com a minha esposa partindo dela, parece que não a satisfaz do mesmo modo quando eu a procuro, pois vejo a necessidade dela de se sentir desejada. E quando digo procurar é falar, elogiar, chamar de gostosa, parece que abre a mulher. Não sei se vc tenta esse tipo de aproach com a patroa, enfim, cada um também tem sua realidade.
Você também comentou no meu diário sobre a questão da abstinência e da dopamina. Se puder me passar mais estratégias de como dar uma aliviada neste aspecto eu agradeço. O que vc tem feito? Vou inserir a atividade física, tenho esse plano no 21o dia, é que to com muita insônia por ora.
Outro texto que gostei muito das suas reflexões foi a questão da culpa. Velho, eu me sabotava exatamente como vc. Estava na merda e aí que caía na pmo.
Parabéns pelos 20 dias! Grande abraço

Eu como esposa, e que estou do outro lado da situação, concordo plenamente com o que você disse sobre as nossas necessidades. Realmente não se sentir desejada bloqueia qualquer mulher, a gente vai perdendo a vontade de qualquer coisa e dependendo da situação só vai deixando a vida levar, mesmo no interior se sentindo infeliz. Red Angus, eu imagino suas dificuldades em falar, realmente é muito difícil e ainda mais diante de um vício que atormenta desse jeito, mas tente demonstrar o seu desejo por ela, tome a iniciativa para inovar, se vcs tem sempre um horário e lugar pra ter relação, mude isso... Meu esposo tinha mania de ser sempre no mesmo horário, no mesmo lugar, parecia que estava batendo ponto de trabalho, e isso me consumia por dentro. A gente gosta do inesperado, de dia, em um lugar diferente, não sei... Dê o primeiro passo pra inovar e comece a dar liberdade a ela. Não se prenda, ela é sua esposa e vcs são uma só carne.

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